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Já pensou em dar um tempo no trabalho? Conheça o ano sabático

A escritora Elizabeth Gilbert é o tipo de pessoa que sempre viveu atarefada com o trabalho, tendo pouco tempo para relacionamentos e a própria família. Embora o sucesso profissional lhe possibilitasse comprar tudo que quisesse, ainda sim, não tinha tempo para si. Após se cansar da rotina, a nova-iorquina decidiu jogar tudo para o alto e viver uma nova experiência, e dessa vez, resolveu tirar um período sabático. Essa história foi contada no livro Comer, Rezar e Amar, que foi adaptado para o cinema com interpretação da atriz Julia Roberts. Casos como esses podem ser encontrados em personagens reais. O engenheiro recifense Pedro Américo, 37, por exemplo, depois de um longo período trabalhando muito e viajando por motivos profissionais, sofreu de transtorno de pânico em 2012. “Precisei da ajuda de um psicanalista que me encaminhou para trabalhar com tratamentos holísticos (abordagem que analisa o indivíduo como um todo: físico, mental, emocional e espiritual), a partir de 2013. Foi quando conheci as técnicas do holismo e pude estudar em comunidades que trabalham com este tipo de terapia”, conta. Em 2016, após ser demitido do emprego, o engenheiro encontrou uma oportunidade para vivenciar uma nova experiência: o período sabático. “Foi um momento de desaceleração que eu estava precisando, de buscar uma forma de vida mais tranquila e de me conhecer melhor”, explica. Américo, que já estava estudando algumas comunidades que trabalhavam com terapias, decidiu dedicar um ano ao espaço Osheanic, um centro de meditação, SPA e terapias que também promove eventos, retiro e treinamentos. A calmaria do espaço, localizado próximo à Fortaleza, a 3 km da praia, numa vila de pescadores, possibilitou a Pedro Américo trabalhar melhor alguns conflitos internos, como o próprio transtorno de pânico. “A meditação e o contato com uma rotina totalmente diferente do que eu tinha antes me ajudaram a desacelerar”, conta. De fato, ele mergulhou de cabeça no ano sabático. Nesse período, fez uma visita à Escócia para conhecer a Fundação Findhorn, referência em comunidade. “Como estava conhecendo outras iniciativas em vida comunitária, decidi viajar para aprender sobre uma ferramenta de autoconhecimento chamada ‘o jogo da transformação’ e a rotina do lugar”. Após um longo processo de integração no Osheanic, Pedro recebeu o convite de uma empresa para voltar a sua área de formação. O engenheiro, que já estava fora do mercado há um tempo, decidiu atender o pedido. Desde que foi morar no Rio de Janeiro para se dedicar ao novo emprego, ele tem procurado estabelecer uma ponte entre o mundo corporativo e a saúde, por meio da meditação, técnicas de massagem ayurvédica e de uma vida mais leve e sustentável. A prática do período sabático que aos poucos vem ganhando força no Brasil foi inspirada no Shabbath judaico (um dia dedicado à renovação das forças e energias). Entretanto, no ambiente corporativo, este uso surgiu em 1880 por meio do convite da Universidade de Harvard para manter o filósofo Charles Lanman em seu quadro de docentes. Na proposta realizada ao professor, ele teria direito a um ano de descanso remunerado a cada seis anos de trabalho. Segundo o psiquiatra Amaury Cantilino, diferentemente das férias, que em geral são no máximo 30 dias usufruídos para o descanso, o período sabático visa a vivenciar novos desafios e a busca de um autoconhecimento, sem um tempo definido para acabar. Para o especialista, reservar um período fora da rotina é muito produtivo e auxilia na criatividade do trabalho e nas atividades do dia a dia. “É uma experiência diferente, pois o indivíduo convive com uma nova cultura e passa a fazer parte de um ambiente desconhecido que o ajuda a criar forças e enfrentar desafios. Ele se renova”, justifica o psiquiatra. Foi isso que aconteceu com os noivos Pedro Cunha, 30, e Erika Fiuza, 28, que moram juntos desde janeiro de 2017 e decidiram “dar um tempo” na correria diária. Eles se conheceram quando eram colegas no setor financeiro da empresa multinacional General Eletric. Juntos colocaram em prática o sonho de viajar pelo mundo e pensar em alguma ação social que contribuísse de alguma forma para fazer a diferença no Brasil. “Construímos um currículo muito competitivo dentro desta multinacional aliado às outras experiências anteriores, o que permite que a gente saia do mercado e volte daqui há dois anos, por exemplo, sem ficar obsoleto. Então, embora nós ganhássemos bem e tivéssemos uma vida estável, gostaríamos de fazer algo com um propósito maior”, explica Pedro Cunha. Após decidirem viajar, pediram demissão da empresa em que trabalhavam há mais de seis anos e passaram a se planejar financeiramente. Cunha explica que a decisão não foi motivada por descontentamento com a carreira, mas sim em razão do momento de vida do casal. “Não temos filhos, o apartamento que a gente morava era da empresa e o carro também, além disso, já tínhamos guardado poupança para viajar, o que facilitou para colocar a ideia em prática”, relata. Antes da viagem realizaram uma visita de 20 dias às Filipinas e de cinco a Guatemala e Belize como forma de testar as malas e os equipamentos que iriam utilizar para registrar as experiências. Em maio do ano passado deram início à jornada do período sabático e dividiram a viagem de um ano e meio em três etapas. A primeira nos países da Ásia, como Japão, Coreia do Sul, China, Tibete, Malásia, Nepal, Myanmar, Butão, Índia, Sri Lanka e Maldivas. A segunda etapa será este mês, quando irão para o Sul da África e retornarão em setembro ao Brasil. Depois passarão mais dois meses no País e em outubro realizarão a última viagem sabática pela Ásia Central (Cazaquistão e Irã, por exemplo) e dois meses no Norte da África. Em cada etapa eles vão realizar um intervalo de dois meses na sua terra natal para digerir o que viveram, renovar as energias e estar com a família, para voltar “com mais gás” a viajar. “Usamos o conhecimento e as experiências das viagens para empreender. No meu caso, estou engajado na área educacional, então, quando estou no

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Sarampo: SES alerta sobre importância da vacinação

Desde 2014, Pernambuco não registra casos de sarampo, doença infecciosa aguda, extremamente contagiosa e que possui vacina disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). No mundo, em 2018, a Organização Mundial de Saúde (OMS) já confirma casos principalmente em países do continente europeu e africano. Nas Américas, os registros são nos Estados Unidos e, em maior quantidade, na Venezuela. No Brasil, 18 casos já foram confirmados em Roraima, estado que faz divisa com a Venezuela. Por isso, a Secretaria Estadual de Saúde (SES) está reforçando com os municípios e a população em geral a importância de intensificar as ações de imunização para que os pernambucanos atualizem sua situação vacinal e, assim, evitem a reintrodução do vírus no Estado. “Hoje, o fluxo de pessoas entre países pode facilitar a introdução de vírus em territórios que ele não esteja presente. Precisamos chamar a atenção dos pernambucanos para que eles verifiquem se sua situação vacinal está atualizada, não apenas para o sarampo, mas para outras enfermidades que possam ser evitadas com as vacinas disponibilizadas pelo SUS”, reforça o diretor geral de Controle de Doenças Transmissíveis, George Dimech. Para evitar o sarampo, a indicação é utilizar a vacina tríplice viral, que evita também a rubéola e a caxumba. A vacina tríplice viral deve ser aplicada em crianças com 12 meses, com um reforço aos 15 meses com a tetra viral (sarampo, caxumba, rubéola e varicela). Para crianças acima de 2 anos, além de jovens e adultos até os 29 anos, não vacinadas anteriormente ou que não se lembram, devem ser feitas 2 doses da tríplice viral, com intervalo de 30 dias entre elas. Adultos entre 30 e 49 anos (não imunizados ou que não lembram) devem tomar uma dose da tríplice. Profissionais de saúde não vacinados devem tomar duas doses com a vacina tríplice viral, independente da idade. É importante que a população vá a um posto de saúde, munido da caderneta de vacinação, para saber se é preciso fazer a atualização de alguma dose. “Até a sexta, estamos encaminhando uma nota informativa para reforçar com os municípios as ações de controle e de vigilância do sarampo, para detecção e notificação precoce de um caso suspeito, possibilitando a tomada de todas as medidas de controle. Também estamos indicando que haja um reforço de informação para os profissionais de saúde, para o público que for viajar para áreas com ocorrência da doença e indivíduos que tenham maior possibilidade de contato com viajantes, tais como os profissionais do setor de turismo, transporte de passageiros, caminhoneiros e trabalhadores do sexo”, afirma a gerente de Prevenção de Doenças Imunopreveníveis da SES, Ana Antunes. O sarampo é uma doença que causa febre e manchas vermelhas no corpo, acompanhado de um ou mais dos seguintes sintomas: tosse, coriza ou conjuntivite. Caso haja esses sinais, é importante procurar imediatamente uma unidade de saúde. DADOS: Em Pernambuco, foram registrados 199 casos de sarampo em 2013 e 27 em 2014, além de 1 caso importado em 2012. Anteriormente, o último registro tinha sido em 1999.

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Projeto Ruas completas prioriza o pedestre

O crescimento da maioria das cidades brasileiras aconteceu com a supremacia do tráfego de carros. Engarrafamentos, marginalização do transporte público e invisibilidade dos pedestres e ciclistas fazem parte do retrato que é resultado desse modelo de desenvolvimento urbano, digamos, “carrocrata”. Em contraponto a esse cenário que representa a maioria das capitais do País, surgiu o projeto Ruas Completas. A iniciativa do WRI Brasil, organização sem fins lucrativos, em parceria com a Frente Nacional de Prefeitos, propõe um ambiente urbano humanizado, orientado principalmente para a mobilidade ativa e de baixo carbono. O Recife será um dos 10 municípios do País que vivenciarão essa experiência a partir de uma série de intervenções que acontecerá na Rua da Hora, no Espinheiro. A aplicação dos princípios das Ruas Completas está sendo coordenado na capital pernambucana pelo Instituto Pelópidas Silveira (IPS). Após duas reuniões com moradores e comerciantes do bairro da Zona Norte e diversos debates técnicos, foram propostas várias modificações na via, como a supressão de uma das três faixas para carros, o alargamento das calçadas e a redução da velocidade máxima permitida de 50 km\h para 30 km\h. “O primeiro objetivo desse projeto é proporcionar um ambiente seguro e agradável para o convívio de todos os usuários da rua. Não apenas ser eficiente para quem se desloca de carro, mas também para os pedestres, ciclistas, usuários de transporte público. Além disso, reduzirá a emissão de poluentes e a quantidade de acidentes de trânsito”, projeta o diretor executivo de planejamento da mobilidade do IPS, Sidney Schreiner. Segundo levantamentos feitos pelo instituto, por hora transitam quase mil pedestres e menos de cem ciclistas pela rua. Entre as modificações previstas estão elevação dos trechos de travessia ao nível da calçada. A medida além de facilitar a mobilidade do cadeirante, obriga os carros a reduzirem a velocidade. Também está prevista a criação de uma ciclorrota nas faixas remanescentes de rolamento de forma compartilhada entre a bicicleta e o transporte motorizado. Com isso, as organizações envolvidas no projeto esperam até triplicar o fluxo de pessoas na região beneficiada. A requalificação das calçadas, que é por lei obrigação dos donos dos imóveis, será feita pela Prefeitura do Recife na extensão da rua, que tem quase um quilômetro. Schreiner explicou que a PCR está desenvolvendo um projeto de recuperação de 134 quilômetros de calçadas, por intermédio da URB (Autarquia de Urbanização do Recife), e que a Rua da Hora é uma das contempladas. Ele prospecta que a reforma do pavimento desse passeio público deverá ser entregue à população ainda no primeiro semestre de 2018. Morador e comerciante da rua, Fábio Cabral, dono da loja Passadisco, está empolgado com o projeto. “A diminuição da velocidade na via é um fator bastante interessante. E a requalificação das calçadas será muito positivo para melhorar a acessibilidade. Essa iniciativa tem tudo para tornar a rua mais viva o tempo todo”, comemora. Residindo há 27 anos no local, ele lembra com saudosismo do tempo em que as pessoas conviviam mais no espaço público. TRÂNSITO No ponto de encontro com a Avenida Rosa e Silva está prevista uma modificação no trânsito com a implantação de um semáforo no local para reduzir os engarrafamentos e garantir uma travessia mais segura para os pedestres. Moradora da via, Lidiane Cavalcanti, destacou a necessidade de a população enxergar o projeto de forma coletiva. “Penso que será bom para a cidade, porque haverá um fluxo maior de pessoas. As ruas mais movimentadas e mais iluminadas se tornam menos inseguras. Será bom também para o comércio local”, considera. Uma preocupação levantada nas reuniões com a população local é a necessidade de haver o acompanhamento pela população e pelo poder público após as intervenções do projeto. “As boas calçadas são muito usadas para trânsito proibido de motos ou ocupadas por carros para estacionamento. Além disso, sem a manutenção adequada, em pouco tempo tudo volta ao que era antes”, adverte o consultor Francisco Cunha, que trabalha no bairro. *Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais (rafael@algomais.com) 

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Balé Popular do Recife é reconhecido como Patrimônio Cultural Imaterial da cidade

Com mais de 40 anos de existência, comemorados no ano passado, o Balé Popular do Recife recebeu o reconhecimento pela sua trajetória de resistência artística, cultural e popular. Na tarde da última sexta-feira (23), o prefeito Geraldo Julio sancionou o Projeto de Lei 321/2017, proposto pela vereadora Ana Lúcia, e aprovado na Câmara Municipal do Recife, que declara o grupo como Patrimônio Cultural Imaterial do Recife, fortalecendo o grupo que ao longo de tantos anos documenta, divulga, preserva e ensina a dança popular nordestina para a população do Recife. “É uma alegria poder transformar o Balé Popular do Recife num Patrimônio Imaterial da nossa cidade. O Balé, que recentemente completou quarenta anos, leva nossa cultura para vários lugares do mundo, apresentando o maior valor que o Recife tem, que são as pessoas e a sua cultura. Esse é um projeto da vereadora professora Ana Lúcia, que os vereadores aprovaram, e eu agradeço aos vereadores, mas agradeço sobretudo aos integrantes do Balé Popular do Recife por tudo que eles representam para a nossa cidade”. O Balé Popular do Recife, fundado em maio de 1977, foi um dos primeiros grupo de dança profissional de Pernambuco e é o mais antigo em constante atuação. Ele atravessou o tempo levando os conteúdos da cultura popular nordestina para várias gerações. A companhia já se apresentou em importantes festivais do país e divulgou a cultura da terra em países como Israel, Espanha, Portugal, França, Holanda, Costa do Marfim, Cuba, Canadá, Estados Unidos, Peru, Argentina, China e Venezuela, além de escolas de Ensino Fundamental e Médio da Região Metropolitana de Paris e também de Recife. A solenidade também foi acompanhada pela Secretária de Cultura do Recife, Lêda Alves, pelo Presidente da Fundação de Cultura Cidade do Recife, Diego Rocha, e pelo fundador e diretor do grupo, André Madureira, além de bailarinos e integrantes do Balé Popular do Recife. “O artista precisa do reconhecimento do seu povo, porque ele vive disso. É muito importante o trabalho que vimos desenvolvendo esse tempo todo, fazendo a cidade dançar,fazendo com que a cidade reconheça seus valores artísticos mais profundos, e estamos hoje sendo coroados por este valor. Esse reconhecimento vem abrir portas, consolida nosso trabalho, e nos posiciona como um legítimo representante da cidade do Recife. Isso nos inventiva e dá mais vontade de lutar, de continuar a levar nossa cultura e nossa arte para a sociedade”, comentou o diretor do balé. A secretária de Cultura Lêda Alves também falou da importância do título. “Este grupo é a prova de que a cultura na nossa cidade é forte, que atravessa o tempo e que resiste, mesmo sob as dificuldades que enfrentamos na valorização da cultura do Brasil. Este reconhecimento é não só pelo Recife, mas pelo estado e pelo Brasil”, afirmou. Autora da proposta a vereadora Ana Lúcia comentou a nova Lei. “Acho que a cidade do Recife deve muito mais para o Balé, do que o Balé para a cidade. São 40 anos de história, de resistência. São anos de história e reconhecimento do que o Balé tem plantado e tem trazido para a população, sobretudo para as crianças e adolescentes. As dificuldades são muitas, mas reconhecimento nunca é demais, eles são dignos e tem esse merecimento”, afirmou.

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Índice de Confiança da Construção avança 0,7 ponto de fevereiro para março

O Índice de Confiança da Construção (ICST), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), avançou 0,7 ponto de fevereiro para março e chegou a 82,1 pontos . O primeiro trimestre deste ano fechou com altas de 2,9 pontos sobre o trimestre anterior e de 7,2 pontos sobre o primeiro trimestre de 2017. A alta do indicador deveu-se tanto à melhora da situação corrente das empresas quanto às perspectivas de curto prazo do empresariado. O Índice da Situação Atual cresceu 0,9 ponto entre fevereiro e março deste ano, atingindo 71,4 pontos, o maior nível desde julho de 2015 (71,7 pontos). O principal destaque do Índice da Situação Atual foi a melhora da percepção corrente sobre a carteira de contratos, que avançou 1,4 ponto, passando a 68,9 pontos. Já o Índice de Expectativas subiu 0,5 ponto de fevereiro para março e atingiu 93,2 pontos. O componente que mais influenciou a alta do Índice de Expectativas foi a demanda para os três meses seguintes, que cresceu 1,4 ponto, para 92,1 pontos. De acordo com a FGV, o resultado de março mostra que “a confiança empresarial retomou a trilha de recuperação observada desde junho do ano passado, fechando o trimestre com alta relevante, o que reforça as projeções de crescimento setorial. Por outro lado, os sinais positivos ainda estão restritos a poucas atividades, destacando-se principalmente o segmento de edificações”. A alta da confiança registrada pelo segmento de edificações reflete exclusivamente a percepção mais favorável dos empresários do ramo residencial: nos primeiros três meses do ano, o ICST de edificações residencial foi o que mais contribuiu o aumento da confiança do setor. O nível de utilização da capacidade do setor recuou pelo segundo mês seguido, caindo 0,5 ponto percentual e atingindo 65%. (Agência Brasil)

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Volume de inadimplentes que regularizam dívidas cai -0,80% em fevereiro

O Indicador de Recuperação de Crédito mensurado pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil) e pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) em todo o país apresentou um leve recuo de -0,80% no último mês de fevereiro, se considerado o acumulado em 12 meses. O número é obtido a partir das exclusões de registros de inadimplência mediante pagamento integral da dívida ou renegociação do débito. Na comparação anual, isto é, entre fevereiro de 2018 e o mesmo mês do ano passado, o recuo foi de – 0,35%. Apesar do dado negativo, a queda do número de dívidas colocadas em dia é mais sutil do que nos períodos mais agudo a crise econômica. Em fevereiro de 2017, por exemplo, a queda fora de -1,91% e, em fevereiro de 2016, -3,04%, sempre considerando o acumulado em 12 meses. Para a economista-chefe do SPC Brasil, Marcela Kawauti, os dados estão em linha com a lenta e gradual retomada da economia brasileira. “O número de consumidores com contas atrasadas e registrados em lista de inadimplentes continua muito elevado, mas já não cresce no mesmo patamar que no auge da recessão. Por mais tenha havido uma queda na quantidade de dívidas colocadas em dia, os números sugerem um recuo menos intenso do que o observado em um passado recente. A tendência é de que ao longo dos próximos meses, a recuperação de crédito possa ganhar força à medida que a melhora da economia se traduza em queda do emprego e aumento da renda da população”, explica a economista. Mulheres e consumidores entre 30 e 49 anos foram os que mais regularizaram dívidas em fevereiro Dados detalhados do Indicador de Recuperação de Crédito revelam que a única região a apresentar alta no volume de dividas regularizadas é o Centro-oeste, cujo crescimento foi de 0,98% no acumulado em 12 meses no último mês de fevereiro. A queda mais acentuada foi observada nos Estados que compõem a região Norte, um recuo de -12,94%. Em seguida aparecem a Região Sul (-11,93%), Sudeste (-6,39%) e Nordeste (-0,78%). Do total de inadimplentes que quitaram suas pendências, a maior parte (45%) tem idade entre 30 e 49 anos. A segunda faixa que mais recuperou crédito é dos consumidores de 18 a 29 anos (14%), seguido dos idosos acima de 65 anos de idade (12%). Já a abertura por gênero mostra uma pequena predominância de mulheres entre os devedores que mais colocaram suas contas em dia, com 52% de participação contra 48% dos homens. Volume de dívidas renegociadas cai -5,34% em fevereiro. Do total de débitos quitados, 58% são cartões de crédito, empréstimos ou financiamentos Outro dado também calculado pelo indicador é o volume de dívidas que são quitadas. Nesse caso, a recuo foi um pouco maior, apresentando uma queda de -5,34% no último mês de fevereiro, no acumulado em 12 meses. Na comparação anual, sem ajuste sazonal, a baixa foi de -6,95%. Entre todas as dívidas que foram pagas em fevereiro, 58% são com instituições bancárias, como faturas de cartões de crédito, financiamentos, empréstimos e seguros. O segundo tipo de dívida em atraso que mais foi colocada em dia é o com companhias de serviços básicos, como água e luz, que representam 22% do total de pendências quitadas. Em terceiro lugar aparecem as dívidas regularizadas no crediário ou boleto no comércio, com 10%. Já as pendências com empresas de telecomunicação, como contas de telefonia, TV por assinatura e internet, representaram um total de 4% em fevereiro. Para a economista Marcela Kawauti, os dados refletem a priorização da dívida conforme peso dos juros e necessidade de manter serviços básicos da residência. “O recomendado e o natural é que se o consumidor deve para mais de um credor, ele precisa escolher pagar primeiro as contas que incidem os juros mais caros. Assim se evita o que chamamos de ‘efeito bola de neve’, que torna a dívida impagável em alguns casos. Outra prioridade deve ser a quitação de contas atrasadas com serviços básicos, uma vez que o seu não pagamento acarreta no corte no fornecimento”, afirma a economista. SPC Brasil ensina os seis passos para quitar uma dívida – Identifique o tamanho da dívida: consumidor deve calcular exatamente o quanto deve. Se não souber ao certo, o recomendável é procurar os credores para descobrir; – Analise o quanto pode pagar por mês: saber o quanto possui para negociar é fundamental ao discutir a dívida com o credor. Se o valor não for suficiente, vender algum bem ou procurar renda extra por meio de ‘bicos’ pode ser uma alternativa; – Aprenda a priorizar a dívida: as dívidas que possuem maiores taxa de juros deve e que implicam corte de serviços em caso de não pagamento devem ser priorizadas; – Negocie o valor da dívida de forma realista: assim como consumidor tem interesse em regularizar sua situação, o credor também quer reaver uma pendência. Por isso, vale a pena tentar negociar. Mas o consumidor só deve propor um acordo que ele consiga cumprir; – Troque uma dívida cara por outra mais barata: se não houver dinheiro para quitação integral da dívida, o consumidor deve propor uma mudança no tipo de financiamento, procurando alternativas mais baratas. Um bom exemplo é trocar a dívida do cartão de crédito por um crédito consignado, que cobra juros mais baratos; – Portabilidade de crédito: também é possível encontrar um banco que aceite financiar a dívida em condições melhores que o atual banco, reduzindo o custo dos juros.

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Palco Giratório traz oito grupos nacionais para Pernambuco

Com dois espetáculos pernambucanos selecionados para o circuito nacional, “Como Manter-se Vivo?”, de Flávia Pinheiro, e “Segunda Pele”, do Coletivo Lugar Comum, a 21ª edição do Palco Giratório, um dos maiores projetos de artes cênicas em circulação do país, aporta no estado no dia 2 de abril. A programação, que seguirá até o mês de outubro, é caracterizada pela diversidade de expressões e destaca questões presentes na contemporaneidade. Este ano, 29 apresentações do circuito nacional passam por aqui e a grade conta ainda com a presença de cinco espetáculos locais convidados para ações de intercâmbio em 13 cidades, além 128 horas de oficinas e 10 Pensamentos Giratórios. Nesta edição, o Circuito Especial do Palco Giratório destaca o circo, e tem como homenageado o Palhaço Biribinha, patrimônio Vivo da Cultura Alagoana. “Ter dois grupos pernambucanos circulando o Brasil na programação deste ano do projeto mostra a importância e a qualidade dos trabalhos desenvolvidos aqui para a cena artística nacional”, afirma a professora de Artes do Sesc Pernambuco e responsável pelo projeto no estado, Rita Marize Farias. O estado vai receber nove grupos dos 20 selecionados pela curadoria nacional. A programação, ao longo do ano, levará ações de intercâmbio artístico ao Recife e aos municípios de São Lourenço da Mata, Goiana, Surubim, Caruaru, Garanhuns, Belo Jardim, Arcoverde, Pesqueira, Buíque, Triunfo, Bodocó e Petrolina. O público poderá ainda conversar sobre o processo de composição e criação com os atores ao término de cada apresentação. ABERTURA NO MERCADO DE CASA AMARELA – A abertura acontece no dia 2 de abril, às 8h, no Mercado de Casa Amarela com a intervenção urbana “Contato Sonoro”, realizada por Flávia Pinheiro. A performance integra o repertório de circulação nacional e utiliza ações básicas do cotidiano para priorizar o toque e os micromovimentos. O intuito é permitir que cada indivíduo estabeleça uma relação única com o som ao entrar no jogo cênico. No mesmo dia, às 15h, o Teatro Capiba, no Sesc Casa Amarela, recebe como espetáculo convidado “Meia Noite” com o bailarino Orun Santana. O solo indaga questões ligadas ao corpo, explorando a capoeira como motivador da dança. Logo em seguida, acontece o Pensamento Giratório, espaço para discussão sobre o trabalho dos artistas com Flávia Pinheiro e Orun Santana. Na terça-feira (3), Flávia Pinheiro leva a montagem “Como manter-se vivo?”, às 20h, para o Teatro Marco Camarotti, no Sesc Santo Amaro. A performance investiga a relação do corpo com a tecnologia e a urgência de permanecer em movimento como processo de sobrevivência, questionando a imaterialidade das relações. Já no dia 4, das 9h às 12h e das 13h às 16h, será movimentada a oficina “Cascatas Cômicas” no Sesc Casa Amarela com Márcio Douglas, do La Cascata Cia Cômica, de São Paulo. Ainda durante o dia, a Cia dos Palhaços, de Curitiba, apresenta no Sesc Ler São Lourenço da Mata “Concerto Em Ri Maior”, espetáculo de circulação nacional, às 19h. O concerto é uma comédia musical a partir de jogos de improvisação com música. Na peça, o maestro e palhaço Wilson Chevchenco mostra a sua origem russa. Durante a noite a programação segue no Teatro Capiba, com o grupo Violetas da Aurora, convidado local do Palco. O público poderá conferir apresentações curtas de palhaçaria, cada um com personalidade diferente: “Uruba e Lilão”, “Dona Pequena e os Rolamentos”, “Dança, Moroca”, “Sema e os Contatos Imediatos”. No dia 5, a grade conta a com a oficina da Cia. dos Palhaços no Sesc São Lourenço da Mata, das 9h às 15h. Às 20h, é a vez do La Cascata Cia Cômica subir o palco do Teatro Capiba com o espetáculo de circulação nacional “Animo Festas”, às 20h. Encenado por Marcio Douglas, criador da companhia, a montagem narra o universo do palhaço na figura sombria de Klaus. Com humor ácido, coloca em cena a reflexão sobre questões como o valor do trabalho artístico, a felicidade e a sobrevivência. O dia seguinte (6) é reservado para o Pensamento Giratório entre La Cascata Cia Cômica e o Violetas da Aurora, às 14h. À noite, o La Cascata apresenta “Kung Fu Clowns na Comedoria do Sesc Casa Amarela. Aldeia Vale Dançar – Braço cultural do Palco Giratório, as Aldeias recebem ações de várias linguagens artísticas e ações formativas, potencializando a cadeia da produção artística local, como atores, produtores e espectadores. De 23 a 27 de abril, a cidade de Petrolina vai sediar a Aldeia Vale Dançar. A programação será aberta no Teatro Dona Amélia com Looping: Bahia Overdub às 20h. No dia 24, acontecerá a oficina “Looping e Overdub: Pensamento Sonoro e Pensamento Coreográfico”, das 9h às 13h, e a tarde, o Pensamento Giratório com Felipe Assis (Bahia), Orum Santana (Recife) e Antonio Pablo (Petrolina) e mediação de André Vitor Brandão. No dia 25, a Aldeia recebe uma ação formativa de circulação nacional com o Ateliê do Gesto, de Goiás, das 9h às 13h, no Sesc Petrolina, e no dia 26, o grupo apresenta a montagem “O Crivo” no Teatro Dona Amélia, que fica na Unidade. Inspirado na obra Primeiras Estórias, do escritor João Guimarães Rosa, dois interpretes do grupo criam relações que só revelam à medida que atravessam suas estórias, o SER-TÃO. Já o último dia de atividade (27), será marcado pelo Pensamento Giratório entre Ateliê do Gesto e o Coletivo Trippé, da região, com mediação de Alexandre Santos. O Palco – Iniciativa do Sesc, voltada a difusão e intercambio de artes cênicas, o projeto é nacional e traz este ano programação com 625 apresentações artísticas e mais de 1.600 horas de oficinas. As atividades vão acontecer em 132 cidades de 26 estados e o Distrito Federal. Participam grupos das cincos regiões brasileiras com a proposta de destacar questões presente na contemporaneidade por meio da arte. Aldeias – São organizadas pelos Departamentos Regionais do Sesc durante a passagem de espetáculos do projeto pelas regiões. Nesta edição, serão desenvolvidas duas ações: Aldeia Vale Dançar, de 23 a 27 de março, em Petrolina, de 17 a 25 de maio a Aldeia Princesa do Araripe, em Araripina,

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Banda Sinfônica do Recife abre temporada 2018 de concertos

Nesta quarta-feira (28), a Banda Sinfônica do Recife realiza o primeiro concerto oficial da temporada de 2018, no Teatro de Santa Isabel. O espetáculo gratuito e aberto ao público é uma realização da Prefeitura do Recife, por meio da Fundação de Cultura Cidade do Recife. Os interessados devem chegar uma hora antes do concerto para garantir ingresso. Para abrir a noite, o maestro Nenéu Liberalquino e os músicos da Banda Sinfônica irão apresentar a Sinfonia nº 40, composta em 1788, por um dos maiores compositores do ocidente, Mozart. Também será interpretada a música Rushmore, do compositor americano neoclássico Alfred Reed. O segundo momento do concerto será brasileiríssimo, com a apresentação de um medley de um dos maiores compositores da música popular nacional, Pixinguinha, com trechos das canções Vou Vivendo, Ingênuo, Lamentos e Segura Ele. Ary Barroso também será lembrado no concerto. Dele, será executado o clássico verde e amarelo Aquarela do Brasil. Passando da Música Popular Brasileira para o Jazz, a banda tocará o Spain, do pianista e tecladista estadunidense Chick Corea, cuja obra transita entre o jazz fusion e o tradicional. Na sequência, a Banda Sinfônica vai enveredar pelas trilhas sonoras do cinema, executando uma suíte sinfônica do filme Piratas do Caribe, do compositor erudito alemão, Klaus Badelt. A Banda se despede tocando a Dança dos Atores, da ópera A Dama de Orleans, do compositor romântico russo Peter Tchaikovsky. Banda Sinfônica do Recife – Fundada no dia 7 de outubro de 1958, a Banda Sinfônica do Recife começou com um efetivo de 34 músicos e se apresentou pela primeira vez no dia 24 de dezembro daquele mesmo ano, no Sítio Trindade. Nestas quase seis décadas de atividades, já teve grandes músicos como regentes, como Geraldo Menucci, o primeiro, Lourival Oliveira, Antônio Albuquerque, Luiz Caetano, José Genuíno, Júlio Rocha, Ademir Araújo, Edson Rodrigues, Ricardo Normando e Maestro Duda. Patrimônio de todo o povo pernambucano, a Banda Sinfônica do Recife está, desde 2002, sob a regência do maestro Nenéu Liberalquino. Serviço Primeiro Concerto da Temporada 2018 da Banda Sinfônica do Recife Data: Quarta-feira, 28 de março Horário: 20h Local: Teatro de Santa Isabel, Praça da Repúblic, s/n, Bairro de Santo Antônio Entrada Franca Informações: 3355-3322

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“A livraria” traz a história de uma mulher disposta a tudo pela literatura

*Por Houldine Nascimento Florence Green (Emily Mortimer) é uma mulher que aprecia literatura. O amor pelos livros é tanto que ela decide abrir uma livraria numa pequena cidade do litoral inglês, a fictícia Hardborough, nos anos 1950. Jamais houve um estabelecimento assim nessa região, apontada como conservadora. As dificuldades enfrentadas pela protagonista são vistas no filme “A livraria” (The bookshop, ALE, ESP, ING), novo trabalho da diretora catalã Isabel Coixet, que estreou na última quinta (22) nos cinemas do Brasil. Trata-se de uma adaptação do romance homônimo da escritora inglesa Penelope Fitzgerald. Aos poucos, o enredo vai destrinchando a vida da heroína e o cotidiano do local. Florence é uma viúva que aporta na pacata cidade disposta a realizar o sonho que alimenta há muitos anos, fruto da relação com o marido. Uma casa antiga (a “Old House”) é escolhida para abrigar a livraria. Todas as economias de Green são empregadas nisso. O que ela almeja provoca resistência de algumas pessoas, especialmente de Violet Gamart (Patricia Clarkson), uma figura poderosa e que busca ser o centro das atenções. Qualquer situação que coloque em xeque esse status é motivo para que ela esmague sem o menor pudor. Violet se considera a “guardiã” da cidade e ambiciona transformar o antigo casarão em um centro de artes, o que não será possível em razão do novo empreendimento. Após um começo tímido, a Livraria Old House se transforma em um negócio próspero, formando um público leitor em Hardborough. Novidades da época, como os clássicos “Lolita” — descrito na trama como “o livro que chocou o mundo” — e “Fahrenheit 451”, são postos à venda e atraem muitas pessoas à livraria. Enquanto toca a livraria, Florence se torna amiga de Edmund Brundish (Bill Nighy), um recluso senhor que é assunto entre os locais justamente por sua discrição. Por isso, ele é vítima de todo tipo de boato entre os habitantes. Ao mesmo tempo, é o único morador familiarizado com literatura e, por isso, dá dicas à Florence de como despertar o interesse nas pessoas. As constantes trocas de cartas entre os dois resultam numa proximidade maior. O êxito meteórico é a causa da inveja de lojistas e da própria Violet, que utiliza vários artifícios para fechar a livraria. No fim das contas, é uma história de resistência, que realça a força da personagem central, disposta a seguir adiante apesar dos diversos obstáculos que enfrenta. É um “filme à moda antiga”, no melhor sentido, daqueles que raramente são feitos hoje em dia pela classe que é empregada na realização. Coixet maneja tudo com muita habilidade e delicadeza, algo já visto nos seus filmes anteriores – entre os mais memoráveis, estão “A vida secreta das palavras”, “Minha vida sem mim”, “Fatal” e “Confissões de um apaixonado” –, que fazem dela uma das melhores cineastas em atividade. Emily Mortimer sustenta sua Florence com bravura. A veterana atriz inglesa já participou de aproximadamente 70 trabalhos entre a televisão e o cinema, mas raramente teve um papel de destaque como este, em que se sai muito bem. Outro ator que chama atenção pelo bom desempenho é Bill Nighy, carregando com sobriedade seu personagem, no fundo o único que compreende a motivação da amiga em lutar para manter a livraria naquele contexto hostil. Uma declaração de amor à literatura, “A livraria” recebeu os principais estatuetas do Goya, apontado como o “Oscar Espanhol”: Filme, Direção e Roteiro Adaptado. Merecia ter uma carreira internacional melhor e ser reconhecido em mais prêmios. *Houldine Nascimento é jornalista

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O ressurgimento do Náutico

*Por Houldine Nascimento Poucos imaginaram que o começo de temporada do Náutico seria tão bom. Num ano em que o clube voltaria a disputar a Série C nacional, a expectativa não era das melhores. No entanto, as coisas vêm dando certo para o time da Rosa e Silva. Classificado à quarta fase da Copa do Brasil, finalista do Campeonato Pernambucano e com chances de avançar às quartas da Copa do Nordeste, o Timbu ruma firme. O retorno ao estádio dos Aflitos também está próximo. Enquanto isso não acontece, o Náutico segue mandando suas partidas na Arena de Pernambuco, em São Lourenço da Mata, onde era habitual uma presença diminuta de público, com menos de quatro mil pagantes por jogo. Mas a fase é tão boa que a torcida tem comparecido em peso para apoiar a equipe na reta final do Pernambucano. Nas quartas de final, na vitória por 1 a 0 sobre o Afogados, o Náutico teve o maior público do Estadual até então: 18.136 torcedores. No último domingo (25), quando eliminou o Salgueiro na semifinal ao vencer por 3 a 2, novo recorde (20.446 torcedores) na Arena de PE. Tudo isso só é possível mesmo pela entrega do elenco liderado pelo técnico Roberto Fernandes, torcedor assumido do Náutico e, portanto, muito identificado com o clube. Os jogadores compraram a ideia de resgatar o protagonismo alvirrubro. Em cada jogo da Copa do Brasil, após o apito final, por exemplo, a vibração é grande e os atletas sempre se ajoelham como se realmente tivessem acabado de ganhar uma batalha. Agora, o Náutico tem real chance de conquistar o Campeonato Pernambucano, algo que não acontece desde 2004. São 13 anos sem título e quebrar esse jejum é essencial para que o Timbu retome a posição de destaque entre os grandes clubes do estado. Para isso, terá de se impor diante do Central, que, com bravura, despachou o Sport e chegou à decisão. A tarefa é difícil, sem dúvida. Fato é que há muito não se via a torcida do Náutico tão vibrante nos jogos e no dia a dia. É sinal de que tudo vai caminhando do jeito certo para os alvirrubros. *Houldine Nascimento é jornalista

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