Cultura e história

Figura 11 Istmo de Olinda e Recife sec XVII Fonte Gillis Peeters apud Nascimento

Caminhada Domingueira explora o Istmo, elo histórico entre Olinda e Recife

Atividade integra o projeto “Recife: Cinco Séculos de Evolução Urbana” e destaca a faixa arenosa que deu origem à cidade e moldou sua expansão portuária No próximo domingo, 26 de outubro, o urbanista Francisco Cunha promove mais uma edição da tradicional Caminhada Domingueira, com o tema “Os 100 primeiros anos sem sair do Istmo” — o segundo tópico do projeto Recife: Cinco Séculos de Evolução Urbana. A concentração será às 8h, em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe), de onde o grupo sairá para um percurso de imersão histórica e urbana. Durante o trajeto, Cunha abordará a importância do istmo arenoso que, desde os primeiros séculos da colonização, ligou Olinda ao porto natural do Recife, transformando-se na base da ocupação urbana e econômica da região. Segundo estudos históricos, essa estreita faixa de areia protegida por arrecifes foi determinante para a escolha da ocupação de Olinda por Duarte Coelho e da instalação do Porto de Pernambuco, ponto de ancoragem das embarcações e ligação com os rios Beberibe e Capibaribe — elementos que moldaram a paisagem e o desenvolvimento da cidade. Em sua palestra virtual de ontem, o urbanista relembrou que a primeira caminhada da série ocorreu em Olinda, e que as próximas etapas seguirão acompanhando a produção de seu novo livro, dedicado à história da ocupação urbana do Recife. “O Recife nasceu do porto e do istmo. Esse encontro entre o mar, os rios e as várzeas foi o que definiu sua forma e seu destino urbano”, destacou Francisco Cunha. As Caminhadas Domingueiras têm como proposta unir conhecimento, história e convivência, promovendo o olhar atento sobre as transformações urbanas ao longo dos cinco séculos de evolução do Recife, desde o antigo ancoradouro de Olinda até o moderno porto da nova economia. Francisco Cunha anunciou ontem que cada caminhada será precedida de um encontro virtual sobre o tema do passeio do mês. Serviço Caminhada Domingueira – “O Istmo”📅 Domingo, 26 de outubro🕗 Concentração às 8h📍 Em frente à Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe)🚶‍♂️ Atividade gratuita📚 Projeto: Recife: Cinco Séculos de Evolução Urbana👤 Condução: Urbanista Francisco Cunha

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Festival Pernambucano de Literatura Negra representa o Nordeste na final do Prêmio Jabuti

Evento literário criado por Jaqueline Fraga concorre na categoria Fomento à Leitura e reforça o protagonismo da produção negra em Pernambuco. Foto: Lonan O Festival Pernambucano de Literatura Negra será o representante do estado na final do Prêmio Jabuti 2025, que acontece na próxima segunda-feira (27), às 19h, no Theatro Municipal do Rio de Janeiro. A cerimônia, considerada a mais importante premiação literária do país, poderá ser acompanhada ao vivo pelo canal da Câmara Brasileira do Livro (CBL) no YouTube. A jornalista, escritora e idealizadora do festival, Jaqueline Fraga, representará Pernambuco no evento. Reconhecimento nacional da literatura negra Concorrendo na categoria Fomento à Leitura, o festival é o único projeto das regiões Norte e Nordeste entre os cinco finalistas. “Estar entre os cinco finalistas do Jabuti é o reconhecimento de um trabalho feito com muito amor e dedicação. É ver a literatura negra de Pernambuco alcançar o espaço que merece. Como idealizadora, saber que uma iniciativa que nasceu de um sonho meu — e que encontrou muitas mãos pelo caminho — conquistou um dos principais reconhecimentos do país é motivo de orgulho e felicidade. Vida longa ao Festival Pernambucano de Literatura Negra”, afirmou Jaqueline. Um movimento de representatividade e resistência Criado para dar visibilidade a escritores e escritoras negras, o festival surgiu como resposta à ausência de espaços de pertencimento na cena literária pernambucana. Em cinco edições, o evento já impactou mais de 10 mil pessoas em várias regiões do estado, promovendo o acesso à leitura como prática de cidadania e impulsionando novas vozes da literatura independente. Tornou-se, assim, um movimento cultural e político em defesa da diversidade e da democratização do livro. Trajetória e impacto nacional Idealizado por Jaqueline Fraga, o festival ganhou repercussão nacional ao unir literatura, diversidade e compromisso social. A autora é também reconhecida por suas obras “Negra Sou: a ascensão da mulher negra no mercado de trabalho”, finalista do Prêmio Jabuti 2020, e “Pandemia: os reflexos da maior emergência sanitária do planeta em 15 reportagens especiais”, que chegou à final do Prêmio Vladimir Herzog. As ações do festival dialogam com os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU e reforçam a cultura como instrumento de inclusão e transformação. Disputa e transmissão ao vivo Na categoria Fomento à Leitura, o festival pernambucano concorre com quatro projetos: AbraPalavra (MG), Clube de Leitura Ossos de Pássaro (RJ), Leia Mulheres (SP) e Literatura Acessível – 10 anos (RJ). O Prêmio Jabuti 2025 recebeu mais de 4,5 mil inscrições, avaliadas por um júri composto por 60 profissionais da literatura e da educação. A cerimônia faz parte da programação do título Rio Capital Mundial do Livro, concedido pela UNESCO, e poderá ser assistida gratuitamente de qualquer dispositivo, pelo YouTube da CBL. Serviço📚 Festival Pernambucano de Literatura Negra na final do Prêmio Jabuti 2025📅 Segunda-feira, 27 de outubro🕖 19h📍 Theatro Municipal do Rio de Janeiro▶️ Transmissão ao vivo: Canal da CBL no YouTube

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Oktober Gravatá celebra cultura alemã e aquece o turismo no Agreste

Evento integra o projeto Tardes no Polo, que chega à 20ª edição com programação gratuita para toda a família Tradição e lazer no Polo MoveleiroGravatá entra no clima das festas alemãs neste sábado (25), com mais uma edição da Oktober Gravatá. O evento, que integra o projeto Tardes no Polo, chega à marca de 20 edições celebrando cultura, gastronomia e lazer. Conhecida por seu charme europeu e pelo casario típico, a cidade do Agreste pernambucano aposta na tradição da cerveja alemã para movimentar a economia local e atrair visitantes. Homenagem à reunificação da Alemanha A terceira edição da Oktober Gravatá celebra os 35 anos da reunificação da Alemanha, unindo as tradições culturais do país europeu à culinária regional. O festival é promovido pela Prefeitura de Gravatá, com apoio institucional do Consulado da Alemanha no Recife e patrocínio de marcas locais, como Supermercados Santana, Delícias da Serra e O Boticário. A ação reforça o perfil gastronômico do município, reconhecido como um dos principais destinos turísticos de Pernambuco. Festa com recorde de público De acordo com o prefeito Joselito Gomes, a Oktober Gravatá é uma das edições mais aguardadas do projeto. “A Oktober Gravatá sempre tem recorde de público e é uma das edições mais esperadas do Tardes no Polo. A Rua Duarte Coelho fica cheia de moradores e visitantes, que vêm do Recife e das cidades vizinhas para aproveitar uma tarde agradável, com diversão gratuita e de qualidade, e também o aquecimento do comércio no Polo Moveleiro e ruas dos arredores”, afirma. Música, cerveja e cortejo cultural A programação conta com três minipalcos musicais, das 16h às 22h, além de um polo infantil e barracas com comidas típicas, artesanato e uma seleção de cervejarias pernambucanas, como Capunga, Babylon, Villa do Malte, Estranged Beer, São Lourenço, Alpina, Duvália e Alamoa. O cortejo de dançarinos com trajes típicos promete encantar o público com coreografias inspiradas nas festas alemãs. “O cortejo é o grande momento do Tardes no Polo, sempre surpreendendo pela cenografia, os figurinos dos bailarinos e as coreografias”, destaca o gestor da Secturcel, Marllon Lima. Serviço Tardes no Polo – Oktober Gravatá📅 Sábado, 25 de outubro🕓 Das 16h às 21h📍 Polo Moveleiro – Rua Duarte Coelho, N. Srª das Graças, Gravatá🎟️ Evento gratuito e aberto ao público

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MPPE reabre Centro Cultural e inaugura nova sede da Escola Superior

Edifício histórico no Recife ganha modernização, auditório acessível e estrutura para ensino presencial e à distância O Ministério Público de Pernambuco (MPPE) reabre hoje (21/10), às 16h, o Centro Cultural Rossini Alves Couto, localizado na esquina da Rua do Hospício com a Avenida Visconde de Suassuna, no centro do Recife. O prédio, fechado em 2023 para requalificação, passou por ampliação e modernização e agora abriga também a Escola Superior do MPPE (ESMP), com infraestrutura voltada para ensino presencial e à distância, além de um espaço de memória sobre a história da instituição. “A satisfação é dupla ao concluir essa obra de requalificação de um prédio que faz parte da história cultural do Recife e presta homenagem a um representante do MPPE considerado exemplo de coragem e compromisso com a justiça, assassinado em 2005. Ao mesmo tempo, estamos garantindo a reabertura de um auditório para mais de 300 lugares, com acessibilidade, e inaugurando a nova sede da Escola Superior do MPPE, inclusive com espaço para uma ampla biblioteca física”, afirma o Procurador-Geral de Justiça de Pernambuco, José Paulo Xavier. O edifício, que já abrigou os Cinemas Astor e Ritz, passou por obras de engenharia e arquitetura, além da instalação de infraestrutura de Tecnologia da Informação (TI) e mobiliário moderno. Com a expansão, a área construída aumentou para 3.282,97 metros quadrados, incluindo salas de aula, estúdio para Educação à Distância, biblioteca, setor administrativo e auditório com 324 poltronas e espaço para cadeirantes. Dois elevadores e uma plataforma elevatória garantem acessibilidade completa. O projeto também segue o plano de gestão sustentável do MPPE, com geração de energia solar capaz de suprir até 85% do consumo do prédio, luminárias de LED e torneiras com temporizador, reduzindo custos e impactos ambientais. A Escola Superior, que funcionava provisoriamente em outro endereço, celebra 30 anos de atuação, oferecendo cursos presenciais e EaD, parcerias acadêmicas e capacitação de servidores, bolsistas e estagiários.

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Aramis Trindade revive o amor clássico sob a pena de Ariano Suassuna

Espetáculo mistura poesia popular, música Armorial e humor no Teatro Marcos Hacker de Melo, em Boa Viagem “Romeu e Julieta, cordel de Ariano Suassuna” chega ao palco do Centro Cultural Marcos Hacker de Melo (MHM) nesta sexta (24) e sábado (25), às 20h, celebrando o encontro entre o clássico de Shakespeare e a genialidade nordestina de Ariano Suassuna. A peça, estrelada por Aramis Trindade, traduz o romance trágico dos amantes de Verona para a cadência rimada e o imaginário do cordel, em uma montagem que valoriza a cultura popular brasileira. Os ingressos custam a partir de R$ 66 e estão disponíveis no Ticket Mais. No primeiro ato, Aramis interpreta o poema composto por 98 sextilhas, acompanhado por trilha sonora original de música Armorial criada por Zé da Flauta. O monólogo revisita a história de amor proibido entre Romeu e Julieta, ganhando sotaque, ritmo e emoção nordestina na performance do ator pernambucano. Na segunda parte, o espetáculo se transforma em uma verdadeira aula-espetáculo, quando Aramis “incorpora” Ariano Suassuna. Com humor e didatismo, o ator explica as origens da história, as diferenças entre as versões de Shakespeare e Suassuna, e comenta sobre o movimento Armorial, a literatura de cordel e a heráldica, entre outros temas que marcaram a obra do escritor paraibano. Com 45 minutos de duração e classificação livre, a montagem mescla teatro, literatura e música, abordando sentimentos universais como amor, ódio, vingança e destino sob a ótica da cultura popular nordestina. A direção, o texto e a interpretação são assinados por Aramis Trindade, com cenografia e identidade visual de Manuel Dantas Suassuna e trilha sonora de Zé da Flauta. Serviço:Romeu e Julieta, cordel de Ariano Suassuna📅 Sexta (24) e sábado (25) de outubro de 2025🕗 20h📍 Teatro do Centro Cultural Marcos Hacker de Melo – Avenida Domingos Ferreira, esquina com a Rua Tenente João Cícero, nº 258, Boa Viagem, Recife🎫 R$ 132 (inteira) | R$ 66 (meia) | R$ 88 (ingresso social)🔗 Vendas: ticketmais.com.br/evento/view/133989/romeu-e-julieta-cordel-de-ariano-suassuna

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Mostra Capibaribe celebra o audiovisual pernambucano no agreste

Evento reúne exibições e oficinas entre os dias 21 e 26 de outubro em Poção e comunidades rurais A cidade de Poção, no agreste pernambucano, será o palco da 1ª edição da Mostra Capibaribe – Nascente Pernambucana, que acontece de 21 a 26 de outubro. O evento gratuito levará cinema e formação audiovisual à zona urbana e às comunidades rurais de Sítio Azevém, Sítio Poço dos Cavalos e Sítio Pão de Açúcar. A programação inclui a exibição de 17 curtas-metragens nacionais e uma série de oficinas e rodas de conversa voltadas ao público local. Os filmes estão divididos em quatro programas temáticos — Paisagem Humana, Matrizes, Com os Pés na Terra e Identidades e Desvios. Entre os destaques pernambucanos estão Salam, de Bruna Tavares; Será que as Casas Também Sentem Saudade?, de Leandro Machado; Cicatriz, de Lúcio Vinícius; Trincheiras, de Lucas da Rocha e Maria Clara Almeida; e Sustenta a Pisada, de Jéssika Betânia. A curadoria buscou retratar a diversidade e a força criativa do cinema produzido no estado e no país. “A ‘Mostra Capibaribe – Nascente Pernambucana’ tem como objetivo apresentar um panorama da produção audiovisual brasileira e pernambucana a espectadores da cidade de Poção. A curadoria considerou obras que dialogam com o território e a realidade de Poção, abrindo a possibilidade, além de identificação, de reflexão e debate”, destacam as curadoras Carine Rodrigues e Caroline Arcoverde. As ações formativas acontecerão na Escola Monsenhor Estanislau Ferreira de Carvalho. Entre as atividades, estão a oficina Brincadeiras Animadas, com Paulo Leonardo (21 a 23/10, das 14h às 17h); o workshop Da Biblioteca ao Cinema, com Djaelton Quirino e Caroline Arcoverde (22/10, às 14h); e a roda de conversa O Interior do Audiovisual, com Carine Rodrigues, Bruna Tavares e Eriko Renan, mediada por Caroline Arcoverde (25/10, às 10h). O nome da mostra é uma homenagem ao Rio Capibaribe, que nasce na Serra do Jacarará, em Poção, e percorre cerca de 248 quilômetros até o Recife. A realização é da Colmeia Cultural, com produção da Toró de Ideias, apoio da Pajeú Filmes, Secretaria de Cultura e Turismo de Poção e Rádio Vale Acaí, e incentivo do Programa Nacional Aldir Blanc. Serviço📅 Mostra Capibaribe – Nascente Pernambucana📍 Poção e comunidades rurais (Sítio Azevém, Sítio Poço dos Cavalos e Sítio Pão de Açúcar)🗓️ De 21 a 26 de outubro📲 Programação completa: @mostracapibaribe PROGRAMAÇÃO  Ações Formativas – Escola Monsenhor Estanislau Ferreira de Carvalho De 21 a 23 de outubro, das 14h às 17h – Oficina Brincadeiras Animadas – Com Paulo Leonardo (Camaragibe) Dia 22 de outubro, às 14h – Workshop: Da Biblioteca ao Cinema – com Djaelton Quirino e Caroline Arcoverde (Arcoverde). Dia 25 de outubro, às 10h – Roda de Conversa: O Interior do Audiovisual (Mediação – Caroline Arcoverde) – Com Carine Rodrigues (Poção) ,Bruna Tavares  (Afogados da Ingazeira) e Eriko Renan (Garanhuns). Exibições Dia 23/10, às 19h – Sítio Poço dos Cavalos Paisagem Humana – 58’59”  Salam (Bruna Tavares/PE) – 10’ A Nave Que Nunca Pousa (Ellen Morais/PB) – 20’ À Flor da Pele (Danielle Villanova/RJ/BA) – 20’ Será que as Casas Também Sentem Saudade? (Leandro Machado/PE) – 5’13” Cicatriz (Lúcio Vinícius/PE) – 10’46” A louça do Almoço (Joana Jacobina/RJ) – 13’ Dia 24/10, às 19h – Sítio Azévem  Matrizes – 68’15”  Na Ponta dos Pés (Giovanna Romano/SP) – 23’ Planeta Fome (Édier William/RO) – 15’ Trincheiras (Lucas da Rocha e Maria Clara Almeida/PE) – 16’15” Quando as Ondas do Mar Desligam (Yasoda Nanda e Assaggi Piá/BA) – 14’ Dia 25/10, às 19h – Sítio Pão de Açúcar Com Os Pés na Terra –  65’23” Sustenta a Pisada (Jéssika Betânia/PE) – 7”23” Boi Brinquedo (Mestre Martonio Holanda/CE) – 23’ O Canto (Isa Magalhães e Izabella Vitório/AL) – 15’ A Nave Que Nunca Pousa (Ellen Morais/PB) – 20’ Dia 26/10, às 20h30 – Poção (Sede)  Identidades e Desvios – 75’13”  Salam (Bruna Tavares/PE) – 10’ A Nave Que Nunca Pousa (Ellen Morais/PB) – 20’ À Flor da Pele (Danielle Villanova/RJ/BA) – 20’ Será que as Casas Também Sentem Saudade? (Leandro Machado/PE) – 5’13” Deságua (Ninna Fachinello/RJ) – 20’

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A Primavera Divulgacao

Filme “A Primavera” estreia no Recife com olhar poético sobre a cidade e seus contrastes

Dirigido por Daniel Aragão e Sérgio Bivar, longa pernambucano mergulha em uma Recife distópica e reflexiva, em exibição a partir de 23 de outubro O novo longa-metragem “A Primavera”, dirigido pelos pernambucanos Daniel Aragão e Sérgio Bivar, estreia no próximo dia 23 de outubro, no Moviemax Rosa e Silva, Zona Norte do Recife. Ambientado em uma cidade decadente e melancólica, o filme acompanha o poeta de rua Jeová (Luiz de Aquino) em sua busca por inspiração e reconhecimento, ao lado de Maria Suzanne (Eduarda Rocha), uma garota de programa. A trama se desenvolve em meio a dilemas sobre arte, dinheiro e desejo, explorando a sobrevivência e a poesia em uma metrópole que desumaniza. Em sua estreia no cinema, Sérgio Bivar, também autor do roteiro, revela que a inspiração nasceu de encontros com um poeta real no Bar Central, no centro do Recife. “Além do conteúdo, o que distinguia aquele papel de um mero informe publicitário era que a entrega estava condicionada à contrapartida de alguma moeda, não somente para ajudar na sua subsistência, mas implicando também no seu reconhecimento como artista”, comenta. O diretor explica que o filme reflete a luta por reconhecimento artístico e a natureza ambígua do dinheiro em uma sociedade desigual. A produção, concebida de forma independente e com orçamento de guerrilha, teve como princípio preservar a autenticidade dos cenários e personagens. “Há um tanto de bricolagem, pois a filmagem da obra não representou um acontecimento na cidade, não houve fechamento de vias, equipe policial, nada parou. Ela somente aconteceu dentro das possibilidades que se abriam, o resultado foi um verdadeiro presente. Seria impossível refilmar ‘A Primavera’”, afirma Daniel Aragão. O roteiro, segundo os diretores, buscou dar protagonismo à cidade, abraçando suas contradições e permitindo improvisos criativos do elenco. O elenco é formado inteiramente por pernambucanos, com destaque para artistas de diferentes áreas, como poesia, artes plásticas e música. As filmagens ocorreram em locações icônicas, como o Bairro do Recife, o Parque do Baobá e o Alto da Sé, em Olinda. Bivar destaca a espontaneidade do elenco e a liberdade de criação como diferenciais do processo. “Como Daniel precisava girar 360 graus com a câmera, toda a equipe precisou se esconder e ficar só no monitor. Então, foi realizado um plano sequência longo, num único take e corte, sem direção, por assim dizer. Um registro irreplicável”, afirma o diretor. Com trilha sonora de Vince Watson e direção de fotografia de Daniel Aragão, A Primavera propõe uma experiência sensorial e simbólica. “Imaginamos também que o longa sirva para as pessoas sentirem e refletirem, que possam buscar, muito além das sensações, os sentimentos”, diz Bivar. A obra, produzida pela Casona Estúdios e Cicratrix, se insere na tradição do cinema pernambucano contemporâneo ao propor um retrato crítico e poético de uma cidade em transformação. ServiçoFilme: A PrimaveraEstreia: 23 de outubro de 2025Local: Moviemax Rosa e Silva – Recife (PE)Classificação indicativa: 16 anos

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Apel celebra um ano com sessão solene e posse de novas acadêmicas

Cerimônia na Universidade Católica de Pernambuco reforça o papel da APEL na valorização da cultura e da literatura cristã Com as presenças de 16 dos 26 imortais, a Academia Pernambucana Evangélica de Letras (APEL) realizou, na noite dessa sexta-feira (17), a sua segunda sessão solene, na Universidade Católica de Pernambuco (Unicap). O evento reuniu familiares, amigos e autoridades, marcando o primeiro aniversário da instituição e a posse de quatro novas acadêmicas. Fundada em 10 de outubro de 2024, durante cerimônia na Assembleia Legislativa de Pernambuco, a APEL tem como missão valorizar e difundir a literatura evangélica, promovendo o diálogo entre fé, arte e conhecimento. Nesta nova etapa, foram empossadas as escritoras Vanilda Góis, Viviane Lansky, Peggy Peterson e Izia Barbosa, que passam a integrar o quadro da Academia. O pronunciamento solene da noite foi feito pelo acadêmico reverendo Thomas Magnum de Almeida, que abordou o tema “A vida intelectual e o escritor cristão”. Em sua mensagem, Thomas ressaltou que o escritor cristão é, antes de tudo, um intelectual comprometido com a verdade e com a luz da fé. Ele defendeu que a escrita deve refletir a ordem, a harmonia e a sabedoria do Criador, sendo um instrumento de transformação cultural em meio à confusão moral e intelectual do mundo contemporâneo. “O escritor cristão é um feixe que ordena, um farol que norteia, e deve escrever não para a efemeridade do tempo, mas para a eternidade da Verdade”, destacou o reverendo em sua fala. O presidente da APEL, reverendo Roberval Góis, destacou a importância da celebração e o crescimento da produção literária cristã no Estado. “Como presidente da APEL, estamos aqui para a celebração da cultura evangélica em Pernambuco e no Brasil, e como academia de letras, estamos abertos à reflexão e à produção acadêmica. Só em 2025, os acadêmicos da APEL lançaram mais de 20 obras, e algumas outras ainda serão lançadas neste ano”, afirmou. O evento contou também com as presenças do deputado estadual Joel da Harpa, que conduziu a cerimônia de fundação da Academia em 2024, e do pastor Washington Vautier, presidente da Convenção da Igreja O Brasil para Cristo em Pernambuco. ATIVIDADES E PROJEÇÃO PARA O SEGUNDO ANO Ao longo do primeiro ano de atividades, a APEL promoveu encontros entre os acadêmicos e participou de lançamentos de livros dos seus membros. A expectativa para o próximo ciclo do vice-presidente José Roberto de Souza (que estava em São Paulo em atividade acadêmica) é ampliar as parcerias com universidades, editoras e instituições religiosas, fortalecendo o papel da literatura evangélica no cenário cultural pernambucano. “Queremos inspirar novas gerações de escritores cristãos e abrir espaços para que suas vozes sejam ouvidas. A APEL é, acima de tudo, um instrumento de edificação e de contribuição cultural para Pernambuco e para o Brasil”, ressaltou José Roberto.

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Sitio Historico de Cruz das Almas

Preservação do Sítio Histórico de Cruz das Almas do Quilombo do Castainho em debate

Encontro destaca a importância do reconhecimento e da proteção do patrimônio afro-brasileiro em Garanhuns. Foto: Eduardo Cunha/Fundarpe-Secult-PE No próximo sábado (18), será realizada uma mesa redonda com o tema Preservação do Sítio Histórico de Cruz das Almas do Quilombo do Castainho. O debate busca reforçar a necessidade de mobilização da sociedade civil para o reconhecimento e valorização do patrimônio histórico afro-brasileiro, com foco especial na proteção de bens culturais vinculados às comunidades quilombolas, seja por meio do tombamento ou registro. O evento reunirá o Mestre Ígor Cardoso, membro do Instituto Histórico de Garanhuns e do IAHGP; Harlan Gadelha, representante do Conselho Estadual de Preservação do Patrimônio Cultural de Pernambuco (CEPPC), presidente do IHAGGO e também membro do IAHGP; a Dra. Pollyana Calado, técnica em preservação do patrimônio cultural; e a Professora Dra. Luanna Ventura, sócia honorária do IAHGP. A mesa redonda pretende fomentar o diálogo sobre a preservação de espaços simbólicos para a memória e a identidade quilombola, além de discutir estratégias para garantir o reconhecimento institucional e o fortalecimento das políticas de salvaguarda do patrimônio afro-brasileiro.

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Iza do Amparo lança coleção de ladrilhos em Olinda

Mostra Geratriz_Iza une arte, design e memória no Mercado Eufrásio Barbosa A artista plástica Iza do Amparo e o designer Moa Campelo apresentam a exposição Geratriz_Iza, que será aberta neste sábado (18), às 15h, na Galeria 1 do Centro Cultural Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda. Com entrada gratuita, a mostra reúne uma coleção de ladrilhos hidráulicos e as obras originais de Iza que inspiraram a criação das padronagens, em uma proposta que conecta arte, design e preservação da memória arquitetônica. Com incentivo do Funcultura, Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco, o projeto traz uma experiência acessível para pessoas com mobilidade reduzida e deficiência visual, incluindo audiodescrição e visitação tátil acompanhada por monitores. Ao longo de mais de 50 anos de trajetória, Iza criou centenas de estampas artesanais baseadas em uma “célula geratriz”, que, ao se repetir de forma modular, compõe diferentes padronagens — conceito que dá nome à exposição. A mostra apresenta oito padronagens de ladrilhos hidráulicos, obras originais da artista, moldes de produção e mockups das peças. Segundo o designer Moa Campelo, que assina o design da coleção, a criação foi idealizada para preservar a essência das obras de Iza, com foco na organicidade, assimetria e identidade gráfica. Composta por doze cores, a coleção permite múltiplas combinações, mesclando ladrilhos estampados e lisos, fugindo do padrão convencional de pisos. A iniciativa também valoriza o ofício tradicional dos artesãos de Olinda. Produzidos pela LadrilhOlinda, os ladrilhos reforçam a importância de preservar técnicas centenárias, ao mesmo tempo em que renovam o repertório visual do patrimônio arquitetônico local. ServiçoExposição: Geratriz_IzaAbertura: sábado, 18 de outubro, das 15h às 17hLocal: Galeria 1 – Centro Cultural Mercado Eufrásio Barbosa, OlindaEntrada: gratuitaAcessibilidade: audiodescrição e visita tátilRedes sociais: @atelie_izadoamparo | @ladrilholinda

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