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Saúde

Dezembro Laranja alerta sobre câncer de pele nesse final de ano

O final de ano é marcado por altas temperaturas no litoral pernambucano, confraternizações na praia é uma excelente opção para quem busca relaxar e entrar em contato com a natureza. Porém, é importante lembrar que a exposição solar é um fator de risco para o câncer de pele, que atinge cerca de 200 milhões de brasileiros por ano, segundo a Sociedade Brasileira de Dermatologia (SBD). Em função disso, desde 2014 acontece o Dezembro Laranja, campanha que busca alertar acerca dos riscos associados a doença. “No caso dos brasileiros, o problema torna-se mais grave porque boa parte da população ainda não tem o hábito de passar filtro solar antes de se expor ao sol” explica Rosana Chagas, dermatologista da Real Derma. Os responsáveis pelas queimaduras do sol são os raios UVB, já aos raios UVA são atribuídos os sinais de envelhecimento das células presentes na epiderme. Ambos aumentam o risco do câncer de pele, dessa maneira, na hora de comprar o protetor solar é importante saber que o FPS (fator de proteção solar) está ligado à proteção contra os raios UVB e a proteção contra os raios UVA é um terço do FPS rotulado. Por isso, é indicado o uso de protetor solar com FPS mínimo de 30. “Muita gente não sabe passar a quantidade correta de protetor solar, recomendamos que o paciente use o equivalente a uma colher de sopa cheia em todo corpo, reaplicando a cada duas horas ou depois que entrar em contato com água”, explica Rosana Chagas. Existem também outras medidas fotoprotetoras, como evitar os horários de maior incidência solar (das 10h às 16h), utilizar chapéus de abas largas, óculos para sol com proteção UV e roupas que cubram boa parte do corpo. Além disso, os danos causados pelo sol são cumulativos, ou seja, com o passar da idade, maior a possibilidade de ocorrerem manchas e tumores malignos, o cuidado também precisa ser redobrado para quem já possui histórico da doença na família “Existem dois tipos de câncer de pele, o “melanoma”, com origem nas células produtoras de melanina e o “não melanoma”, responsável por 30% de todos os casos registrados no Brasil” ressalta Rosana, ela também explica a importância de visitar o dermatologista no caso de suspeita da doença, já que o diagnóstico precoce pode ter até 90% de chance de cura. Uma lesão indicativa de câncer tem algumas características, sendo elas: Aparência elevada e brilhante, avermelhada, castanha, rósea ou multicolorida e que sangra facilmente; Pinta preta ou castanha que muda de cor e textura, torna-se irregular nas bordas e cresce de tamanho; Mancha ou ferida que não cicatriza e continua a crescer, apresentando coceira, crostas, erosões ou sangramento. Ao perceber qualquer um desses sintomas, procure um médico especialista para confirmar diagnóstico e iniciar o tratamento.

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Pesquisadores criam minifígado por impressão 3D

A partir de células sanguíneas humanas, pesquisadores brasileiros conseguiram obter organoides hepáticos – ou minifígados – capazes de exercer as funções típicas do órgão, como produção de proteínas vitais, secreção e armazenamento de substâncias. A inovação permite a produção de tecido hepático no laboratório em apenas 90 dias e pode se tornar, no futuro, uma alternativa ao transplante de órgãos. No estudo, realizado no Centro de Pesquisa sobre o Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL) – um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) financiado pela FAPESP na Universidade de São Paulo (USP) –, foram combinadas técnicas de bioengenharia, como reprogramação celular e produção de células-tronco pluripotentes, com a bioimpressão 3D. A estratégia permitiu que o tecido produzido pela impressora mantivesse as funções hepáticas por um período mais longo que o registrado em trabalhos anteriores de outros grupos. “Ainda existem etapas a serem alcançadas até obtermos um órgão completo, mas estamos em um caminho muito promissor. É possível que, em um futuro próximo, em vez de esperar por um transplante de órgão seja possível pegar a célula da própria pessoa e reprogramá-la para construir um novo fígado em laboratório. Outra vantagem importante é que, como são células do próprio paciente, a chance de rejeição seria, em teoria, zero”, disse Mayana Zatz, coordenadora do CEGH-CEL e coautora do artigo publicado na revista Biofabrication . A inovação do estudo está na forma de incluir as células na biotinta usada para formar o tecido na impressora 3D. “Em vez de imprimir células individualizadas, desenvolvemos uma maneira de agrupá-las antes da impressão. São esses ‘gruminhos’ de células, ou esferoides, que constituem o tecido e mantêm a sua funcionalidade por muito mais tempo”, explicou Ernesto Goulart, pós-doutorando do Instituto de Biociências da USP e primeiro autor do artigo. Desse modo, evita-se um problema comum à maioria das técnicas de bioimpressão de tecidos humanos: a perda paulatina do contato entre as células e, consequentemente, da funcionalidade do tecido. No estudo, a formação dos esferoides ocorre já no processo de diferenciação, quando as células pluripotentes são transformadas em células do tecido hepático (hepatócitos, células vasculares e mesenquimais). “Começamos o processo de diferenciação já com as células agrupadas. Elas são cultivadas em agitação e espontaneamente formam agrupamentos”, disse Goulart. Um fígado em 90 dias De acordo com os pesquisadores, o processo completo – desde a coleta do sangue do paciente até a obtenção do tecido funcional – demora aproximadamente 90 dias e pode ser dividido em três etapas: diferenciação, impressão e maturação. Inicialmente, os pesquisadores reprogramam as células sanguíneas para que regridam a um estágio de pluripotência característico de célula-tronco (células-tronco pluripotentes induzidas ou iPS, técnica que rendeu o Nobel de Medicina ao cientista japonês Shinya Yamanaka, em 2012). Em seguida, induzem a diferenciação em células hepáticas. Os esferoides são então misturados à biotinta, uma espécie de hidrogel, e impressos. As estruturas resultantes passam por um período de maturação em cultura que dura 18 dias. “A deposição dos esferoides durante a impressão ocorre em três eixos, algo necessário para o material ganhar volume e o tecido ter sustentação. Depois é feita uma reação de reticulação para que a impressão – que tem a consistência de um gel – enrijeça a ponto de ser manipulada ou até mesmo suturada”, disse Goulart. A maioria dos métodos disponíveis para impressão de tecidos vivos usa imersão e dispersão celular dentro de um hidrogel para recapitular o microambiente e a funcionalidade do tecido. No entanto, provou-se que, ao fazer a dispersão célula a célula, a tendência é que ocorra a perda de contato celular e de funcionalidade. “É um processo um pouco traumático para as células, que necessitam de um tempo para se acostumar com o ambiente e ganhar funcionalidade. Nessa etapa, elas ainda não são um tecido, pois estão dispersas, mas, como pudemos constatar, já têm a capacidade de desintoxicar o sangue e também de produzir e secretar albumina [proteína produzida exclusivamente pelo fígado], por exemplo”, disse Goulart à Agência FAPESP. No estudo, os pesquisadores desenvolveram os minifígados usando como matéria-prima células de sangue de três voluntários. Foram comparados marcadores relacionados à funcionalidade, como a manutenção de contato celular, produção e liberação de proteínas. “Os esferoides funcionam muito melhor do que os obtidos por dispersão célula a célula. Como previsto, durante a maturação, eles não tiveram os marcadores de função hepática reduzidos”, disse. Embora o estudo tenha se limitado à produção de fígados em miniatura, Goulart acredita ser possível a produção de órgãos inteiros no futuro, que poderiam ser transplantados. “Fizemos em uma escala mínima, mas com investimento e interesse é muito fácil de escalonar”, disse. O artigo 3D bioprinting of liver spheroids derived from human induced pluripotent stem cells sustain liver function and viability in vitro (doi: 10.1073/pnas.1904384116), de Ernesto Goulart, Luiz Carlos de Caires-Junior, Kayque Alves Telles-Silva, Bruno Henrique Silva Araujo, Silvana Aparecida Rocco, Mauricio Sforca, Irene Layane de Sousa, Gerson Shigeru Kobayashi, Camila Manso Musso, Amanda Faria Assoni, Danyllo Oliveira, Elia Caldini, Silvano Raia, Peter I Lelkes e Mayana Zatz, pode ser lido em iopscience.iop.org/article/10.1088/1758-5090/ab4a30. Maria Fernanda Ziegler | Agência FAPESP

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15 principais dúvidas sobre o câncer de próstata

O câncer de próstata é o tipo mais incidente entre os homens. Só em 2018 foram mais de 68 mil novos casos no Brasil, segundo dados do Instituto Nacional de Câncer (Inca). Além disso, ele também figura no topo da lista como o câncer que mais mata brasileiros. Como ocorre com os demais tipos de câncer, suas chances de cura aumentam quando o tumor é identificado precocemente. Porém, diversos mitos acerca dos exames e tratamento, bem como a relação entre o câncer e o desempenho sexual afastam os homens do consultório médico. Segundo o Dr. Rodrigo Campos, urologista da Rede de Hospitais São Camilo de São Paulo, esse principal obstáculo no combate à doença. “Por medo e falta de informação, os pacientes demoram a procurar um médico e realizar os exames preventivos, o que dificulta um diagnóstico precoce”, explica. Por isso, convidamos o especialista a responder as principais dúvidas que os pacientes costumam ter sobre a doença, seus sintomas, diagnóstico e tratamentos. Confira! 1 - Qual a função da próstata? A próstata é uma glândula que produz e armazena o líquido espermático. Esse líquido nutre e protege os espermatozoides, propiciando um ambiente adequado para a sobrevivência e deslocamento desses espermatozoides, especialmente após a ejaculação. 2 - O aumento da próstata tem relação com o câncer? O aumento da próstata pode coexistir com o câncer e as duas doenças apresentam maior incidência em homens da mesma faixa de idade, na sexta década de vida. O crescimento benigno surge da parte central da próstata e o câncer surge geralmente na parte periférica da glândula 3 - A vasectomia afeta o risco de câncer de próstata? Não. Um estudo antigo sugeria essa associação entre a realização de vasectomia e maior risco de câncer de próstata. Uma releitura dos dados desse estudo concluiu que os homens que faziam vasectomia, passavam a frequentar o consultório do urologista mais cedo e, portanto, faziam mais exames preventivos. Isso é o que chamamos de vício de seleção da amostra de pacientes, era uma população que procurava mais ativamente o diagnóstico. 4 - Histórico familiar pode aumentar o risco da doença? Sim. Um dado importante é se o homem tem parentes em primeiro grau (pai, irmãos, primos) diagnosticados com câncer de próstata, especialmente se foram diagnosticados com menos de 60 anos. 5 - O câncer de próstata mata? Sim, pode matar se não for diagnosticado e tratado a tempo. Entre os homens, é o segundo tumor que mais mata no Brasil, perdendo apenas para câncer de pulmão, segundo dados do Inca, do ano de 2017. Mas existe uma variação muito grande no grau de agressividade dos tumores, desde aqueles que nem merecem tratamento e aqueles muito agressivos. 6 - Quais são os sintomas mais claros do câncer de próstata? É importante ressaltar que o câncer de próstata é assintomático na imensa maioria dos casos na sua fase inicial. Muitos pacientes têm sintomas decorrentes do crescimento benigno da próstata, doença que pode coexistir. Alguns sintomas que podem aparecer: dificuldade para urinar, sangramento urinário, urinar mais vezes, retenção urinária. Em casos avançados, pode surgir dor nos ossos, consequência de metástases, anemia e perda de peso. 7 - Disfunção erétil tem relação com o câncer de próstata? Os dois problemas têm alguns fatores de risco em comum e afetam homens na mesma faixa de idade. Hoje sabemos que a obesidade, o sedentarismo e a síndrome metabólica, que é a combinação de hipertensão, obesidade e diabetes ou pré-diabetes, são fatores de risco para os dois problemas. Além disso, qualquer tratamento para câncer de próstata pode afetar a ereção. Para alguns homens, o fato de ser diagnosticado já tem impacto no desempenho sexual. 8 - Quando é necessário retirar a próstata? A remoção da próstata pode ser necessária principalmente quando a glândula é acometida por um câncer. Nesse caso se faz a remoção total da glândula. Quando o problema é um crescimento benigno, o procedimento realizado normalmente é a parte interna da glândula. 9 - Quais são as mudanças que ocorrem no corpo e na vida do homem após retirada da próstata? Ele fica impotente? Se for realizada a retirada total, existe risco de impotência e incontinência urinária. Esses riscos variam muito com estágio da doença, a idade do paciente, a experiência do cirurgião e a técnica empregada no procedimento. Pacientes mais jovens, com doença inicial, tratados por um cirurgião experiente e com técnica cirúrgica adequada, com boa potência sexual e continência antes do tratamento tem maiores chances de recuperação. Aqueles que se recuperam terão ereção, sentirão prazer durante a relação, apenas não vão ejacular. 10 - Existe algum exame que substitua o toque retal? O exame físico, o toque retal é importante e pelo menos por enquanto, na maioria das situações não pode ser substituído. O que fazemos é aliar vários exames. Além do toque retal, o exame de sangue, o PSA, e o ultrassom da próstata fazem parte da avaliação. Quando necessária, uma ressonância magnética pode ser utilizada. 11 - Ele dói? Quanto tempo demora? O exame não dói. Caso o paciente tenha alguma doença no ânus ou no reto, como hemorroidas ou fissuras anais, pode causar desconforto. É um exame rápido, leva menos de um minuto. 12 - Aumento da próstata é sinal de câncer? Não. O crescimento benigno da próstata e o câncer podem coexistir. Por outro lado, alguns pacientes têm próstatas bem pequenas e um câncer agressivo e avançado e outros podem ter próstatas enormes sem nenhum foco de câncer. 13 - O que significa PSA? Porque esse exame é importante? O PSA é uma abreviação da expressão da língua inglesa para Antígeno Prostático Específico. É uma proteína produzida pelas células da próstata. A função dessa proteína é manter o esperma na forma líquida, já que em contato com o meio externo ele coagula. Essa proteína pode ser dosada no sangue. Os níveis sanguíneos de PSA podem aumentar quando existe algum problema na próstata, como câncer, crescimento benigno, inflamações ou prostatites, traumatismos. Então a dosagem do PSA é

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Zika inibe proliferação de células do câncer de próstata

Agência FAPESP – Após revelar de modo pioneiro o potencial do vírus zika de combater tumores no cérebro, um grupo da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) liderado pelo professor Rodrigo Ramos Catharino mostrou que o patógeno também pode ser uma arma contra o câncer de próstata. Por meio de experimentos feitos com uma linhagem de adenocarcinoma de próstata humano (PC-3), os cientistas observaram que o zika, mesmo após ser inativado por alta temperatura, é capaz de inibir a proliferação das células tumorais. Os resultados da pesquisa, apoiada pela FAPESP, foram divulgados na revista Scientific Reports. “O próximo passo da investigação envolve testes em animais. Caso os resultados sejam positivos, pretendemos buscar parcerias com empresas para viabilizar os ensaios clínicos”, disse Catharino, professor da Faculdade de Ciências Farmacêuticas da Unicamp e coordenador do Laboratório Innovare de Biomarcadores. A linha de pesquisa coordenada por Catharino teve início em 2015, quando foi descoberta a relação entre a epidemia de zika e o aumento nos casos de microcefalia nos estados do Nordeste. Depois que estudos confirmaram a capacidade do patógeno de infectar e destruir as células progenitoras neurais – que nos fetos em desenvolvimento dão origem aos diversos tipos de células cerebrais – o pesquisador idealizou testar o vírus em linhagens de glioblastoma, o tipo mais comum e agressivo de câncer do sistema nervoso central em adultos (leia mais em agencia.fapesp.br/26991). Os bons resultados observados in vitro pelo grupo da Unicamp foram confirmados em modelo animal por cientistas do Centro de Pesquisas do Genoma Humano e Células-Tronco (CEGH-CEL), um Centro de Pesquisa, Inovação e Difusão (CEPID) apoiado pela FAPESP na Universidade de São Paulo (USP) (leia mais em: agencia.fapesp.br/27676). “Como também já foi confirmada a transmissão sexual do zika e a preferência do vírus por infectar células reprodutivas, decidimos agora testar seu efeito contra o câncer de próstata”, contou à Agência FAPESP Jeany Delafiori, estudante de doutorado sob a orientação de Catharino. O trabalho vem sendo conduzido com o apoio do Centro de Pesquisa em Obesidade e Comorbidades (OCRC), um CEPID da FAPESP na Unicamp. Inflamação persistente Em estudo divulgado recentemente, também na Scientific Reports, o grupo de Catharino descobriu que marcadores de inflamação neurológica podiam ser encontrados na saliva de bebês nascidos com microcefalia – e cujas mães foram diagnosticadas com zika durante a gestação – até pelo menos dois anos após o parto. “Isso mostrou que esse patógeno induz uma inflamação que perdura por muito tempo, mesmo após sua eliminação completa do organismo. Na versão ‘selvagem’ [sem passar pelo processo de inativação], portanto, o vírus poderia trazer efeitos indesejáveis e não poderia ser usado como terapia”, explicou Catharino. Os pesquisadores então decidiram testar se mesmo após a inativação o zika manteria a capacidade de destruir células tumorais. Os experimentos foram feitos com uma linhagem viral obtida a partir de amostras isoladas de um paciente infectado no Ceará, em 2015. Após cultivo em laboratório, o vírus foi fusionado a uma nanopartícula e aquecido a uma temperatura de 56º C durante uma hora, com o intuito de inibir o potencial de causar infecção. O passo seguinte foi colocar uma cultura de células PC-3 (adenocarcinoma de próstata) em contato com o vírus inativado e, após 24 e 48 horas, comparar com outro grupo de células tumorais não exposto ao patógeno. “Observamos um efeito citostático [inibição da reprodução celular] seletivo para as células PC-3. Na análise feita após 48h, a linhagem que ficou em contato com o vírus inativado apresentou um crescimento 50% menor que a linhagem controle”, contou Delafiori. Para descobrir de que modo o zika alterou o metabolismo das células tumorais, o material da cultura foi analisado em um espectrômetro de massas – aparelho que funciona como uma balança molecular, ou seja, que permite separar e identificar elementos presentes em amostras biológicas de acordo com a massa. Em seguida, com o objetivo de dar sentido ao grande volume de dados obtido por espectrometria, foi feita uma análise estatística multivariada conhecida como PLS-DA (análise discriminante por mínimos quadrados parciais, na sigla em inglês), que revelou 21 marcadores capazes de descrever de que modo o vírus afeta o metabolismo da célula tumoral e inibe sua proliferação. “Encontramos, por exemplo, marcadores lipídicos envolvidos em condições de estresse e em processo de morte celular, como ceramidas e fosfatidiletanolaminas. Esses e outros marcadores relatados traduzem o remodelamento lipídico induzido pela partícula e o comprometimento de vias do metabolismo de moléculas como porfirina e ácido fólico, que contribuiria para o estresse celular e o efeito antiproliferativo observado”, disse Catharino. Segundo o pesquisador, o conjunto de 21 metabólitos pode auxiliar tanto no entendimento das alterações bioquímicas induzidas pelo vírus quanto na busca de alvos terapêuticos, abrindo caminho para diversos novos estudos. Além de Delafiori, a pesquisa contou com a participação do bolsista de doutorado da FAPESP Carlos Fernando Odir Rodrigues Melo, também orientando de Catharino. O artigo Molecular signatures associated with prostate cancer cell line (PC-3) exposure to inactivated Zika vírus, de Jeany Delafiori, Estela de Oliveira Lima, Mohamed Ziad Dabaja, Flávia Luísa Dias-Audibert, Diogo Noin de Oliveira, Carlos Fernando Odir Rodrigues Melo, Karen Noda Morishita, Geovana Manzan Sales, Ana Lucia Tasca Gois Ruiz, Gisele Goulart da Silva, Marcelo Lancellotti e Rodrigo Ramos Catharino, pode ser lido em www.nature.com/articles/s41598-019-51954-8.

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Novembro Laranja: campanha nacional sobre zumbido é realizada no Recife com evento aberto ao público

Atualmente cerca de 40 milhões de brasileiros de todas as idades sofrem com zumbido, que é a percepção de um som nos ouvidos ou na cabeça sem que tenha sido gerado por uma fonte sonora. Não é uma doença, mas um sintoma de uma condição de saúde que afeta algum ponto da via auditiva. Para alertar a população foi criado o Novembro Laranja, movimento que promove anualmente a Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido, que desde 2018 divulga, também, informações sobre outros dois sintomas comuns, mas que passam despercebidos pelos pacientes: a misofonia, que diz respeito ao incômodo aos sons baixos e repetitivos - mastigar chicletes, maçãs, lixar as unhas, tomar sopa, clique de caneta, gotas de água, salto alto, arrastar chinelo, roncos, fungados, respiração e digitação; e a hiperacusia, a sensibilidade aos sons de intensidade leve à moderada, com desconforto físico. No Recife, a ação acontece no dia 13 de Novembro, das 7h às 11h, no Parque da Jaqueira, onde a otorrinolaringologista Lívia Noleto, que é também otoneurologista e especialista em zumbido, da clínica Instituto Rezende de Oliveira e do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (Imip), no Recife, vai orientar a população gratuitamente, junto com uma equipe especializada. SURDEZ - De acordo com a Dra. Lívia Noleto, o zumbido é um sintoma de futuras perdas de audição e, na maioria dos casos, está associado aos hábitos da vida moderna. “Um deles é o mau uso do fone de ouvido, em volumes muito altos. Outro é o excesso de contato com celular em ligações demoradas, com mais de uma hora de duração”, contou. A alimentação também interfere neste problema. “Longos períodos em jejum, deixar de tomar o café da manhã, exceder em doces e café podem causar zumbido no ouvido, sim”, continuou a especialista. “É preciso lembrar que a perda auditiva tem efeito cumulativo, ou seja, vai se agravando ao longo do tempo. Quanto mais cedo a pessoa começar a ter contato com o som muito alto, mais cedo ela vai ter esse sintoma, além da predisposição genética” - avisa. Produzido dentro do ouvido interno e provocado pela hiperatividade das células auditivas, o zumbido atormenta o paciente que se queixa dessa sensação. “As células estão super estimuladas e produzem estes ruídos que são percebidos dentro da cabeça”, explicou. DIAGNÓSTICO E TRATAMENTO - Além das causas externas, o zumbido pode ter inúmeras causas, de doenças como diabetes, hipertensão arterial e até alterações metabólicas. Para confirmar o diagnóstico do zumbido, misofonia ou da hiperacusia, é realizado o exame auditivo. “É importante que seja feita uma audiometria. Esse exame vai revelar se a pessoa tem perda auditiva e a partir daí, vamos saber como proceder com o tratamento correto para evitar o agravamento do problema”, explicou a especialista, que ainda informou que, além da audiometria, o médico Otorrinolaringologista solicita um exame de sangue para investigar possíveis fatores ligados ao zumbido, como colesterol alto, diabete e síndrome metabólica. Em relação ao tratamento, ele existe e está atrelado, também, a uma dieta balanceada e mudanças de hábitos. “Sobre o fone de ouvido, o ideal é que escolha o do tipo concha e os que promovem maior isolamento dos sons externos por meio das almofadas, tipo headphones; não passar o dia todo com ele no ouvido e evitar o som alto”, indicou Lívia Noleto. Já a dieta, varia. Em pessoas que sofrem com zumbido por problemas de metabolismo de açúcar ou cafeína, é necessário restringir o consumo por 30 dias para que o ouvido possa se recuperar. O tratamento tem abordagem individualizada e depende da causa original do zumbido. CAMPANHA - Para alertar a população sobre o zumbido, o Instituto Ganz Sanchez, em São Paulo - primeiro centro latino-americano de tratamento a pesquisar sobre o problema - criou, em 2018, o Novembro Laranja, movimento que promove anualmente a Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido. É um mês dedicado a divulgação e realização de ações em todo o país para alertar sobre este mal que afeta mais de 40 milhões de brasileiros. Oficialmente, a campanha dividiu os assuntos da seguinte forma: 11 de novembro (Dia Nacional de Conscientização sobre Zumbido), 12 de novembro (Dia Nacional de Conscientização sobre Misofonia) e 13 de novembro (Dia Nacional de Conscientização sobre Hiperacusia). Serviço: Campanha Nacional de Alerta ao Zumbido Quando: 13 de Novembro de 2019 (quarta-feira) Hora: 7h às 11h (toda a equipe estará lá a partir das 5h30 para começar a atender a imprensa) Local: Parque da Jaqueira (R. do Futuro, s/n - Graças, Recife - PE) Dra. Lívia Noleto - Instituto Rezende Oliveira Av. república do Líbano, 251, Torre B, sala 1004, Pina, Recife

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Senado reconhece visão monocular como deficiência visual

O Senado aprovou, nesta semana, o projeto de lei que inclui a visão monocular como deficiência sensorial, do tipo visual. A decisão assegura às pessoas que enxergam com apenas um olho os mesmos direitos e benefícios previstos na legislação para pessoa com deficiência. Diferente da esfera Federal, a visão monocular é legalmente reconhecida como deficiência visual na maioria dos estados brasileiros. Como a proposta sofreu alteração textual no Senado, o PL segue agora para votação na Câmara dos Deputados. De acordo com a Organização Mundial de Saúde (OMS), a visão monocular é caracterizada quando o paciente tiver a eficiência visual de um olho igual ou inferior a 20%. Contudo, o advogado especialista em Direito Previdenciário, João Varella, explica que a legislação nacional reconhece apenas a cegueira ou a baixa visão como deficiência visual. “Sob a análise medical e social, a visão monocular é considerada como deficiência visual. Mas não existe uma lei federal que garanta esse direito ao portador da limitação monocular, abrindo, assim, espaços para vários entendimentos jurídicos”, ressalta. Caso a proposta seja convertida em lei, os portadores passarão a ter acesso a serviços que promovam políticas públicas de acessibilidade, à educação inclusiva, sem cobrança de mensalidade extra, e à prioridade em serviços de socorro e proteção. O advogado ainda informa que no Supremo Tribunal Federal (STF) e no Supremo Tribunal de Justiça (STJ) já existem decisões que reconhecem a visão monocular como deficiência. Além disso, 21 estados brasileiros, incluindo Pernambuco, possuem leis estaduais que caracterizam a limitação como deficiência. “A legitimação da deficiência no âmbito Federal garantirá aos portadores da condição, entre outros pontos, o direito à reserva de vagas em concursos públicos federais e à restituição do imposto de renda, por exemplo”, analisa Varella. Além da diminuição da função visual de um olho, a visão monocular ainda limita a sensação do espaço tridimensional, resultando em colisões em objetos e dificuldade de locomoção em escadas e meios-fios

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Alimentação balanceada é essencial para uma pele bonita e saudável

Manter uma pele bonita e saudável requer empenho e disciplina; engana-se quem acredita que basta aplicar cosméticos ou investir em procedimentos estéticos. “Para que a nossa pele tenha um aspecto saudável, com boa elasticidade, firme, hidratada, e sem rugas, alguns componentes são essenciais, como as fibras de colágeno e elastina. Mas, para que sejam formados, é necessário investir em uma boa alimentação”, afirma o Dr. Jardis Volpe, dermatologista membro da Sociedade Brasileira de Dermatologia. De acordo com ele, a dieta de quem quer ter uma pele impecável deve conter bastante verduras e legumes, sem esquecer de dar atenção aos líquidos. “Esses nutrientes combatem o envelhecimento e renovam as células da epiderme. Alimentos ricos em vitaminas A, C e E têm ação antioxidante e antibactericida. Por isso, dê preferência a estes alimentos, ou ao menos utilize-os na preparação dos pratos.” Se existem alimentos benéficos, existem também os que devem ser eliminados da dieta ou consumidos com cuidado, como é o caso do açúcar, cujo consumo excessivo promove nas células um processo chamado de glicação, que está diretamente relacionado ao envelhecimento da pele. “Essa reação promove o surgimento de rugas, flacidez, linhas de expressão e favorece a perda de elasticidade e de tonicidade da pele”, alerta o Dr. Jardis. Outra dica importante é manter o intestino em bom funcionamento. Ele é o responsável por absorver todos os nutrientes que ingerimos, por isso devemos acrescentar à rotina de alimentação preparações que contenham fibras, como a aveia. Se o seu intestino não estiver funcionando bem, nenhum dos tratamentos que você fizer para a pele terá uma boa resposta. “Às vezes o paciente se queixa de acne e não imagina que a causa pode ser uma prisão de ventre”, diz o dermatologista. Por fim, o Dr. Jardis volpe lista 5 alimentos que contribuem para uma pele saudável e com boa aparência: Amora: Ajuda a produzir colágeno, indispensável para manter a pele macia e flexível. Também são ricas em antioxidantes, eficientes no combate ao envelhecimento. Aveia: Rica em vitamina B, a aveia auxilia na beleza da pele e tem poder de hidratação. Limão: Por ser uma ótima fonte de vitamina C, é capaz de proteger a pele dos radicais livres. Gengibre: Minimiza sinais de envelhecimento e ajuda a clarear e tonificar a pele. Cenoura: Revitaliza a pele do rosto e potencializa o bronzeado. Peixes: Graças aos seus ácidos graxos ômega-3, a sardinha, o atum e alguns outros tipos são fundamentais para manter os poros da pele claros e hidratados. Chocolate amargo: Por conter flavonoides, o doce pode conferir suavidade à pele e oferecer proteção solar extra. JARDIS VOLPE: Dermatologista; Diretor Clínico da Clínica Volpe (São Paulo). Formado pela Universidade de São Paulo (USP); Especialista em Dermatologia pela Sociedade Brasileira de Dermatologia; Membro da Sociedade Americana de Laser, da SBD e da Academia Americana de Dermatologia; Pós-graduação em Dermatocosmiatria pela FMABC; Atualização em Laser pela Harvard Medical School.

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Encontro internacional em Recife debate os desafios para mobilizar a juventude para a agenda climática

Qual o papel da juventude brasileira nas discussões sobre as mudanças climáticas? Essa é uma das perguntas que integrantes de diversos movimentos sociais, membros de organizações da sociedade civil e legisladores pretendem abordar durante o Encontro Internacional sobre Clima e Juventude, que será realizado no dia 7 de novembro, em Recife (PE). O evento, que é o nono da série “Diálogos Futuro Sustentável” promovida pelo Instituto Clima e Sociedade (iCS) e Embaixada da Alemanha em Brasília, integra a programação da Conferência Brasileira de Mudanças do Clima, que acontece entre os dias 6 e 8 de novembro. Segundo a pesquisa “Global Shapers Forum”, realizada pelo Fórum Econômico Mundial com mais de 30 mil jovens de 186 países, incluindo o Brasil, a mudança climática e a destruição da natureza foram apontadas como a questão global mais importante por 48% dos entrevistados. No Brasil, o engajamento dos jovens em questões de mudança do clima é crescente, mas ainda é considerado tímido para um país que ocupa uma parte substancial da Amazônia e tem papel fundamental para regulação do clima global. Por isso, o encontro reunirá lideranças jovens do Brasil, Chile, Alemanha e Inglaterra, que irão compartilhar experiências de seus países e, também, traçar um paralelo com o contexto brasileiro. O Encontro Internacional sobre Clima e Juventude contará com a presença de representantes de organizações como Fridays for Future Brasil, movimento iniciado pela ativista sueca Greta Thunberg, Engajamundo, Youth Climate Leaders (YCL) e Consulado da Alemanha em Recife. A última fala ficará por conta do Deputado Federal Túlio Gadelha (PDT/PE). O diálogo será realizado no momento em que o Brasil vive um cenário crítico para o meio ambiente com o derramamento de petróleo na costa brasileira, onde mais de 90 municípios de nove estados do Nordeste foram afetados. A partir da perspectiva dos jovens participantes, a ideia é explorar também pautas como ativismo e mobilização na perspectiva da juventude brasileira, educação climática, redes dos jovens no Brasil, aprendizados a partir da experiência de outros países no enfrentamento da crise climática e particularidades no contexto de um país em desenvolvimento. Informações e inscrições em: www.climabrasil.org.br

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Bate-papo reúne psicóloga perinatal e casais grávidos

No próximo dia 13 (quarta-feira), a partir das 19h, futuras mamães e futuros papais batem ponto no Materlife Studio, em Boa Viagem para a primeira edição do Pré-natal Integrativo Materlife, que trará o tema ‘Estamos grávidos! E agora?’. Quem conduz a conversa é Nicole Cristino, Psicóloga Perinatal baseada em Curitiba, quem vem à Capital Pernambucana especialmente para o encontro, que tem inscrições gratuitas e vagas limitadas. Em sua clínica, Nicole - que também está à frente do instablog @acolhedoramente - trata de tudo que envolve o nascer, atua em questões como o desejo de ter uma criança, até o segundo ano de vida. “Cuidamos de temas como gravidez, adoção, perda gestacional, dificuldades em engravidar, infertilidade, nascimento, pós-parto ajudando famílias que atravessam questões emocionais ligadas ao nascer e ao tornar-se mãe/pai.” - explica a especialista. “Na minha experiência, ajudei muitas mulheres e homens a passar pela montanha russa emocional que pode ser esperar e ter um filho e vou dividir minha vivência com quem participar do nosso evento.” - completa. O EVENTO - Criado pela fisioterapeuta Meisse Peixoto, especialista em Pilates para Gestantes, Cinesiologia e Biomecânica, Mat Pilates e Avaliação Postural, o Pré-natal Integrativo Materlife tem o objetivo de trazer especialistas de diversas áreas para conversar com mulheres e homens que se lançaram na grande aventura que é ser pai e mãe. Segundo Meisse, a ideia é “oferecer um local seguro e aberto para que todos troquem experiências e saiam de cada evento mais seguros e tranquilos”. Serviço: Pré-natal Integrativo Materlife, com o tema ‘Estamos grávidos! E agora?’ Com a Psicóloga Perinatal Nicole Cristino Dia 13 de novembro, a partir das 19h No Materlife Pilates - @materlifepilates Torre Janete Costa - Rua Padre Carapuceiro, 968, sala 907) Inscrições gratuitas no Sympla: https://www.sympla.com.br/pre-natal-integrativo-materlife-as-emocoes-nagestacao__699249

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Hospital Agamenon Magalhães promove o X Encontro Anual de Pacientes com Implante Coclear

O Hospital Agamenon Magalhães (HAM), centro de alta complexidade para saúde auditiva, realiza na próxima quarta-feira, dia 6 de novembro, a partir das 8h, no Sítio da Trindade, o X Encontro Anual de Pacientes com Implante Coclear. A programação, organizada pela chefe da Otorrinolaringologia da unidade, Mariana de Carvalho Leal, será dividida em dois momentos: o primeiro, pela manhã, crianças e jovens em idade escolar e, à tarde, no centro de Estudos do Agamenon, os pacientes adultos receberão orientações de como ajustar e usar melhor os aparelhos auditivos. “É preciso que a população saiba que há prevenção e tratamento eficazes no Hospital Agamenon ”, afirma a Otorrinolaringologista Mariana. A programação infantil contará com a palestra Saindo do Armário da Surdez, que será ministrada por Raquel Moreno, além de oficinas e atividades circenses, promovidas pela Palhaçaria – Cia Suno, que faz parte do Festival de Circo do Brasil. Todas as atividades da manhã serão realizadas no Sítio da Trindade. Desde o início do programa, em 2009, o HAM vem proporcionando a inclusão na vida social de crianças e adultos através da implantação desses implantes. O implante coclear é indicado para quem tem perda auditiva severa ou quase total em ambos os ouvidos. Os pacientes que realizam a cirurgia na instituição são acompanhados por uma equipe multidisciplinar composta por assistente social, psicólogo, psicopedagogo, neuropediatra, otorrinolaringologista e fonoaudiólogo. O serviço também oferece tratamento de reabilitação da audição e da fala no paciente com deficiência auditiva, além de acompanhamento psicológico de familiares.

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