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Banco do Nordeste, Porto Digital e Prefeitura do Recife assinam convênio de R$ 895 mil

Banco do Nordeste (BNB), Porto Digital, e Prefeitura do Recife assinam convênio de R$ 895 mil para oferecer bolsa permanência a estudantes do Programa Embarque Digital. Serão oferecidas bolsas no valor mensal de R$ 248,39 durante oito meses a 250 alunos de nível superior que participam do Programa. Os recursos serão utilizados pelos jovens em situação de vulnerabilidade social para o pagamento de despesas, evitando a evasão escolar. Cerca de R$ 645,8 mil serão liberados pelo BNB, e o Porto Digital oferecerá contrapartida não financeira. O projeto prevê ainda formação suplementar com 60 vagas para o desenvolvimento de habilidades comportamentais e técnicas. O acordo foi assinado nesta semana entre o presidente do Banco do Nordeste (BNB), Paulo Câmara, o prefeito da cidade do Recife, João Campos, e o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena. “A gente está aqui para mudar a imaginação do Recife e para a cidade servir de exemplo primeiro para Pernambuco e depois para o Nordeste e Brasil. Há 23 anos, o Porto Digital era composto apenas por cinco empresas e cinquenta pessoas. Atualmente, somos 360 empresas, 17,2 mil pessoas e temos R$ 4,7 bilhões de faturamento. Por causa de parceiros como a Prefeitura do Recife e o Banco do Nordeste nós conseguimos transformar vidas”, comemorou o professor Sílvio Meira, um dos fundadores e atual presidente do Porto Digital, que esteve presente no evento.

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Raquel Lyra apresenta à Alepe projeto que autoriza empréstimos de até R$ 3,4 bilhões

(Do Governo de Pernambuco) Proposta do Poder Executivo protocolada hoje na Assembleia Legislativa tem como objetivo reforçar investimentos do Estado de Pernambuco em áreas como segurança pública, saneamento e estradas. Foto: Hesíodo Góes/Secom A governadora Raquel Lyra se reuniu com deputados estaduais na Assembleia Legislativa do Estado de Pernambuco (Alepe), para oficializar a entrega de Projeto de Lei do Executivo autorizando o governo estadual a captar empréstimos com garantia da União num valor de até R$ 3,4 bilhões. Diante da necessidade de reforçar os investimentos realizados pela administração estadual em meio a um cenário de queda da principal fonte de arrecadação do Estado - o ICMS – e de desequilíbrio orçamentário, a governadora foi pessoalmente à sede do Legislativo ressaltar a importância da aprovação da matéria, que permite a contratação de todo o espaço fiscal garantido pela Secretaria do Tesouro Nacional (STN) para o Estado. A vice-governadora Priscila Krause também esteve no encontro, que contou com a participação da maioria dos legisladores da Casa. De acordo com a governadora, a gestão estadual tem pressa para reforçar os investimentos públicos no Estado, com a realização de obras de ações importantes para a melhoria da qualidade de vida da população em áreas como segurança, saneamento e estradas. “Esse é um projeto importante para todos os pernambucanos porque garante a utilização do espaço fiscal já autorizado pelo Ministério da Fazenda para a contratação de empréstimos com a garantia da União. Através desse diálogo com o Legislativo, acreditamos que alcançaremos as soluções para Pernambuco”, explicou. "Precisamos garantir estratégias de investimento no nosso Estado para conseguir alavancar a economia e promover mais qualidade de vida para o nosso cidadão. Além disso, estamos fazendo um programa de redução dos gastos públicos que já trouxe uma economia de mais de R$ 200 milhões para os cofres estaduais. Vamos continuar fortemente com o programa de equilíbrio fiscal e trabalhar junto aos deputados federais e bancada de senadores para garantir projetos estruturadores pra Pernambuco e o diálogo aberto junto ao Governo Federal", complementou Raquel Lyra. O projeto autoriza o Poder Executivo a contratar operação de crédito junto a instituições nacionais e internacionais até o valor de R$ 3.447.662.648,77 e está em sintonia com o valor limite de contratação definido pela STN. O espaço fiscal é determinado a partir de regras que avaliam a capacidade de pagamento dos Estados. Conforme os resultados fiscais do exercício de 2021, Pernambuco atualmente tem a nota “B”. "Eu vejo o gesto da governadora de vir pessoalmente apresentar o PL à Alepe como uma coisa muito positiva, não só para o parlamento, mas também para o Governo do Estado, e principalmente para os pernambucanos, que esperam esse novo tempo. Esse diálogo com os deputados vai estreitar cada vez mais o Legislativo com o Governo do Estado", afirmou o presidente da Casa, Álvaro Porto. Na soma dos R$ 3,45 bilhões, a proposta autoriza que até noventa milhões de dólares sejam contratados junto ao Banco Internacional para a Reconstrução e Desenvolvimento (BIRD) visando a realização de obras no âmbito do Projeto de Saneamento Rural de Pernambuco - PROSAR-PE. Outra autorização para financiamento internacional, dessa vez com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), é de até duzentos milhões de dólares vinculados a despesas de capital do programa Juntos Pela Segurança. Todos os valores já estão inseridos no limite dos R$ 3,45 bilhões. Outra prioridade nesse montante será a destinação de recursos para recuperação da malha rodoviária estadual. O projeto vai tramitar em regime de urgência na Casa, com o objetivo de garantir a obtenção mais rápida dos empréstimos, que visam reforçar os investimentos estaduais. Além do desequilíbrio do Orçamento estadual para 2023, que foi recebido da gestão anterior com um déficit de pelo menos R$ 7 bilhões diante das reais necessidades do Executivo, a principal fonte de arrecadação própria do Estado, o ICMS, tem sido impactada nesse início de ano. Em fevereiro, considerando a inflação, houve queda real de 1,3%. Em março, o decrescimento foi 17,2%. Além do reforço de caixa via empréstimos, o governo tem buscado a redução de despesas desnecessárias a partir do Plano de Qualidade do Gasto Público, que no primeiro bimestre do ano já economizou R$ 225 milhões em custeio.

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Petrobras reduz preço do gás natural em 8,1%

(Da Agência Brasil) A Petrobras anunciou, nesta segunda-feira (17), uma redução média de 8,1% no preço do gás natural, em relação ao trimestre encerrado em abril. Os novos valores serão cobrados a partir de 1º de maio, segundo nota divulgada pela estatal. De acordo com a empresa, os contratos com as distribuidoras preveem atualizações trimestrais do preço do gás e vinculam os reajustes às oscilações do petróleo Brent e da taxa de câmbio. Ainda segundo a empresa, o petróleo recuou 8,7% no período e o real teve uma valorização de 1,1% ante o dólar. Já a parcela referente ao transporte do gás é atualizada anualmente nos meses de maio e, neste ano, sofrerá reajuste de 0,2%, de acordo com a variação do IGP-M. Com o reajuste anunciado nesta segunda-feira, o gás vendido pela Petrobras às distribuidoras acumula redução de 19% no ano, disse a Petrobras. “A Petrobras ressalta que o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da Companhia, mas também pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens (e, no caso do GNV- Gás Natural Veicular, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais. Além disso, as tarifas ao consumidor são aprovadas pelas agências reguladoras estaduais, conforme legislação e regulação específicas”, informa a estatal. Segundo a Petrobras, a atualização do preço do gás natural anunciada nesta segunda-feira não afeta o gás de cozinha (GLP), envasado em botijões ou vendido a granel.

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Pequenos negócios respondem por 85% das contratações em fevereiro

(Da Agência Brasil) Em números absolutos, foram 206.697 vagas abertas Foi como descobrir a arte. Mas, não foi de um dia para o outro que o maranhense Ricardo Silva Carvalho, de 41 anos, nascido em Sambaiba (MA) e radicado em Brasília há quase 20 anos, aprendeu a fazer sushi. “Demorei um ano e as aulas foram no restaurante que eu trabalhava”. Ele se tornou chef. Durante a pandemia, passou a prestar um serviço para complementar renda: entregar comida japonesa na casa das pessoas. Economizou tudo o que podia. Deu tão certo que o sonho iria se tornar realidade em 2023. “Abri meu próprio fast food de sushi com minha esposa neste ano." O casal contratou seis funcionários. Segundo levantamento do Serviço Brasileiro de Apoio às Pequenas e Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), com base nos dados do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged),  a história do empreendimento do Ricardo e da Patrícia está longe de ser um caso isolado. Esse tipo de empresa respondeu pela criação de 85% das vagas de trabalho geradas em fevereiro. Em números absolutos, foram 206.697 vagas abertas (85% dos 241.785 novos postos de trabalho criados).  Para o economista Roberto Piscitelli, professor da Universidade de Brasília (UnB), as vagas geradas pelas pequenas empresas reduzem a concentração de economia. Ele explica que esse tipo de negócio ajuda a capilarizar os circuitos econômicos e tende a desconcentrar a riqueza. “Além disso, essas oportunidades tendem a absorver uma mão de obra que depende de menos tecnologia. Por isso, é tão importante que sejam oferecidos programas de incentivo para pequenas e médias empresas”, considera o economista. São vagas geradas também mais próximas das casas das pessoas. Na avaliação da professora de economia Juliana Bacelar, da Universidade Federal do Rio Grande do Norte, o levantamento ressalta o peso das pequenas empresas na geração de emprego, que vai melhor nos serviços do que no comércio. Segundo o Caged, o ramo de serviços foi o que mais contratou: foram 135.238 empregos em fevereiro. Depois, vem a indústria de transformação, que respondeu por 37.429 vagas; enquanto a construção teve 22,6 mil novos postos gerados. O comércio teve saldo negativo (-1.344 novos postos de trabalho). "Não é a toa que, quando a gente fala quais são os segmentos que estão puxando a economia, é o setor de serviços porque é onde elas, de fato, estão mais presentes e contratam mais. Os setores que estão crescendo mais são alimentação e educação. Eu acho que reflete muito o movimento da dinâmica econômica. Mas o comércio não está decolando em termos de atividade econômica." Recuo As médias e grandes empresas tiveram saldo negativo pelo segundo mês consecutivo, com mais demissões do que contratações. No acumulado de 2023, dos 326.356 novos empregos gerados, 83% foram nas micro e pequenas empresas (MPEs). Para o Sebrae, os dados atestam a importância dos pequenos negócios para a economia nacional, o que gera renda e contribui para assegurar a cidadania de milhares de pessoas e suas famílias. “Falar de desenvolvimento econômico e social é falar da micro e pequena empresa”, apontou o presidente da entidade, Décio Lima. Os dados acompanham o histórico que já vinha se mostrando promissor no ano passado, quando, a cada dez postos de trabalho gerados no Brasil, aproximadamente oito foram criados pelas micro e pequenas empresas. O acumulado do ano ultrapassou 2 milhões de novas vagas, sendo que quase 1,6 milhão de empregos foram nos pequenos negócios: cerca de 78,4% do total. Em 2021, a participação das MPEs no saldo total foi de 77%. A média é maior em 2023 (83% do total). Investimento No caso do restaurante de sushi, o casal está otimista. “Está sendo melhor do que o esperado. A gente acha que, em um ano, conseguimos ter retorno do nosso investimento”, diz a sócia e esposa, Patricia Souza Moreira, de 44 anos. O casal calcula ter investido inicialmente cerca de R$ 50 mil no negócio. Eles também têm um food truck itinerante com o mesmo tipo de comida. “Temos a expectativa de até o final do ano conseguir abrir um segundo restaurante”, diz Patrícia Moreira. A boa notícia é também para os empregados deles. O sushiman Luiz Carlos Pereira, de 37 anos, diz que, durante a pandemia, ficou um ano desempregado. Ele tem três filhos. “Estava vivendo de bicos. Finalmente, consegui um emprego ‘fichado’ (com registro na carteira de trabalho) fazendo algo que eu gosto. É gratificante”. O arroz, o salmão, as algas e os peixes com os quais mexe todos os dias ganharam um sabor de recomeço.

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iLika UFPE e Hebron Farma assinam cooperação para produção de cosméticos

A empresa pernambucana Hebrom Farma e o Instituto Lika (iLika) da Universidade Federal de Pernambuco assinaram um acordo de cooperação técnico-científica para a produção de cosméticos. O contrato foi assinado pelo reitor Alfredo Gomes; pelo presidente da Hebron Farma, Josemar Henrique Júnior; e pela secretária-executiva da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Universidade Federal de Pernambuco (Fade), Maira Galdino da Rocha Pitta. “O iLika já tem mais de 30 anos de atuação, trabalhamos tanto no desenvolvimento como na melhoria de alguns fármacos. A nova parceria que estamos formalizando hoje com a Hebron é relacionada a um projeto específico, para produção de cosméticos, e conta com a participação da Universidade Federal de Pernambuco (UFRPE)”, explicou o professor José Luiz de Lima Filho, diretor científico do Laboratório de Imunopatologia Keizo Asami. Josemar Henrique Júnior destacou que a Hebrom nasceu da pesquisa e desde sua fundação empresa busca fazer parcerias com universidades. "As universidades públicas brasileiras têm excelentes pesquisas e, por meio das parcerias, o setor privado pode levar os produtos para o mercado”, afirmou o presidente da empresa.

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Suape movimenta 4 milhões de toneladas no primeiro bimestre, aumento de 10%

(Do Complexo de Suape) O Porto de Suape teve crescimento de 10% na movimentação de cargas no primeiro bimestre deste ano em relação ao mesmo período do ano passado, totalizando 4 milhões de toneladas. Os bons ventos que sopram em direção ao quinto atracadouro público mais movimentado do Brasil (24,7 milhões de toneladas em 2022) se devem à diversificação das operações. Como resultado dessa boa performance, ocorreram no período 253 atracações, 10% a mais do que foi registrado em janeiro e fevereiro de 2022. A movimentação de granéis líquidos (derivados de petróleo), por exemplo, subiu 13,36%, e o transporte de cargas conteinerizadas, 6,82%. O saldo positivo de Suape contrasta com os dados nacionais divulgados pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários antes do feriadão: queda de 3,07%  em relação a 2022 e movimentação de 174,46 milhões de toneladas de janeiro a fevereiro de 2023.  O decréscimo foi impulsionado pela diminuição da movimentação de minério de ferro (-4,2%), soja (-19,165) e adubos (-24,97%), itens que não embarcam ou desembarcam no porto pernambucano. O diretor-presidente de Suape, Marcio Guiot, pontua que a administração prevê crescimento de 8% em relação a 2022. “Os derivados de petróleo continuam sendo o nosso ponto alto, porém, estamos trabalhando, incansavelmente, para ampliar o leque de cargas, atraindo novos players para Suape, um porto-indústria com localização privilegiada e dotado de modernas instalações, podendo movimentar os mais diversos tipos de mercadorias”, afirma. O atracadouro é o líder nacional na movimentação de granéis líquidos, responsáveis por 72,1% do volume de cargas transportadas em 2022. O diretor de Gestão Portuária, Nilson Monteiro, acrescenta que o contínuo embarque e desembarque de automóveis é outra operação que vem trazendo grande movimento ao atracadouro. O Hub de Veículos, impulsionado a partir de novembro de 2021, registrou aumento de 10% no número de automóveis comparado a 2022. “Movimentamos 9.172 unidades nesse período, incluindo veículos fabricados na Argentina e no Uruguai e distribuídos para outros países da América Latina e Estados Unidos desde Suape”, explica. AÇÚCAR O embarque de açúcar ensacado para outros Estados e países é outra operação que vem se intensificando em Suape. Para se ter uma ideia do incremento no transporte desse tipo de carga, a estatal movimentou 57% a mais no primeiro bimestre deste ano, um total de 71 mil toneladas do produto. “Suape está situado a poucos quilômetros das principais usinas produtoras de açúcar da Zona da Mata Sul de Pernambuco, fato que facilita o escoamento da produção. Além disso, a estrutura dos nossos cais otimizam o transporte da carga, trazendo mais competitividade à indústria açucareira do Estado”, enfatiza Monteiro. O PORTO Os produtos derivados de petróleo são movimentados no porto externo, nos quatro Píeres de Granéis Líquidos (PGL). Na área, também fica o Cais de Múltiplos Usos, que está sendo reformado para receber as operações de regaseificação de GNL. As mercadorias conteinerizadas e os demais tipos de carga são operadas nos cinco cais do porto interno, sendo dois deles terminais alfandegados arrendados ao Tecon Suape.

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Lula e João Campos assinam processo para operação de crédito de R$ 2 bilhões

A Prefeitura do Recife conseguiu dar um novo passo para a liberação de R$ 2 bilhões em operações de créditos para investimentos. Ontem (10), o Governo Federal validou um contrato de R$ 1,5 bilhão (sendo R$ 200 milhões em contrapartida da própria PCR) para investimentos em infraestrutura, através do ProMorar, e outro de R$ 500 milhões para eficiência fiscal, que também deve ser revertida em investimentos. As duas operações de crédito foram formalizadas através do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID). O processo agora segue para validação no Senado Federal e a expectativa é já cumprir toda a parte burocrática, tendo acesso a parte dos recursos ainda no primeiro semestre de 2023. O ProMorar Recife receberá investimentos da ordem de R$ 1,5 bilhão e tem o objetivo de realizar obras de infraestrutura em 40 comunidades, incluindo as mais atingidas pelas chuvas do mês de maio. Estão previstas intervenções integradas nas áreas de saneamento, pavimentação, proteção de encostas, construção de espaços de convivência e obras de macrodrenagem na bacia do Tejipió.

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Com vagas sobrando, especialista dá dicas de como migrar para a área de TI

Empresas precisam estar dispostas a abraçar os candidatos e colaboradores que passam por esse processo de migração de carreira Salários competitivos e o aumento da demanda no setor de Tecnologia da Informação estão atraindo interesse não só de quem está desempregado, mas também de quem pensa em mudar de carreira para uma mais promissora. De acordo com pesquisa da Land, empresa de recrutamento, 78% dos colaboradores de outras áreas das empresas gostariam de migrar para TI. A área, segundo pesquisa da Associação das Empresas de Tecnologia da Informação e Comunicação (Brasscom), demandará cerca de 420 mil profissionais até 2024. “A transição de carreira nada mais é do que o movimento que uma pessoa faz em sua profissão, mudando sua área de atuação, seja por insatisfação com seu trabalho, por ausência de oportunidade no mercado, falta de perspectiva de crescimento ou fatores diversos. Os motivos que podem levar um indivíduo a buscar uma nova carreira ou área de atuação são muitos e bastantes individuais”, destaca a gestora de Pessoas da Procenge, Cíntia Fonseca. Para Cintia, outro fator que também têm influenciado essa migração de área é que os profissionais de tecnologia já perceberam que cursos mais objetivos, que aliam às competências técnicas e comportamentais exigidas no dia a dia pelas empresas, somados à experiência prática realizando projetos reais para grandes corporações, são mais que suficientes para entrar na área. “O diferencial do setor de TI é que devido ao déficit de profissionais no mercado e a necessidade de inclusão, escolas de tecnologia oferecem alguns cursos com diversos certificados dentro de uma única formação”, diz a gerente da área de Pessoas. O que fazer - Para quem quer fazer a transição de carreira para o setor de TI, Cíntia aconselha que o ideal seja não sair por aí buscando vagas sem saber nada da área desejada. “Partir de cara para uma pós-graduação pode ser desafiador. O aconselhável é começar com cursos fundamentais”, afirma, acrescentando que estudar o mercado, pensar nas estratégias que o farão migrar de maneira segura, fazer networking, estar disposto a tentar novos horizontes e abraçar novas oportunidades dentro daquilo que se espera para o novo contexto são pontos positivos. Para que o profissional de Recursos Humanos entenda seu momento profissional, Cintia Fonseca diz que é indispensável que o candidato deixe claro que está em transição de carreira. “Mesmo que ainda não tenha experiência na área, adicione as experiências que mais podem agregar valor e contribuir para o novo cargo, fazendo o link entre as carreiras. Surpreenda o recrutador ao mostrar que entende o perfil da vaga, sabe o que a empresa está buscando e entende como suas soft skills podem colaborar para a função”, detalha a gestora. Apoio A gestora de Pessoas salienta que também é importante que as empresas estejam dispostas a abraçar os candidatos e colaboradores que passam por esse processo de transição, orientando-os e dando oportunidades para o desenvolvimento dessas pessoas. Segundo Cíntia, as empresas precisam estar dispostas a apoiar os colaboradores em seus propósitos e processos de desenvolvimento profissional. “Capacitar e acreditar no time é a forma de troca genuína e retenção de talentos. Alinhar essas expectativas de forma honesta e transparente desde o primeiro contato é fundamental para não gerar frustrações. Assim, menores são as chances de ter um profissional insatisfeito e, por consequência, improdutivo”, salienta. Amanda Suamy, engenheira de software formada inicialmente em Ciência Contábeis, sempre teve curiosidade em saber mais sobre os sistemas auxiliares de suas atividades. Desde o início da graduação em ciências contábeis, ela teve a oportunidade de atuar na área utilizando ERP (Enterprise Resource Planning) e a forma de integração de um sistema de gestão sempre despertou sua curiosidade. Iniciando na Procenge como estagiária da controladoria, Amanda pode ver de perto como um ERP é construído, emergindo ainda mais em sua busca por entender esse produto. “Em 2019, ingressei na Procenge no setor de controladoria. Fazer parte de uma organização que desenvolve o seu próprio sistema de gestão fez com que eu tivesse outra perspectiva, então comecei a perceber como as coisas funcionavam nos bastidores”, conta. Durante a pandemia, assim como muitas outras pessoas, Amanda abraçou sua paixão pela tecnologia e buscou se aperfeiçoar na área de desenvolvimento de produto, em busca da transição de carreira: “Nesse período tive certeza de que queria atuar no desenvolvimento do produto e comecei a investir na área. Não foi fácil conciliar a área contábil com o estudo na área de desenvolvimento, mas valeu a pena cada minuto que dediquei”, reconhece. Enxergando a oportunidade de migração interna, Amanda não perdeu tempo em apostar nessa e, desde então, atua no time de desenvolvimento de software da Procenge, agradecendo a oportunidade que a empresa deu para que pudesse realizar a mudança “Em 2021, eu conquistei essa migração de área internamente. Agradeço a empresa por ter apostado em mim e me dado a oportunidade”, finaliza.

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Governo vai propor nova política de preços para a Petrobras

(Da Agência Brasil) O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou nesta quarta-feira (5) que a União, principal acionista e controladora da Petrobras, vai propor uma nova política de preços para a companhia com o objetivo de ajudar "a combater perdas e solavancos inflacionários". "Vamos tratar isso com todo rigor, cuidado e sensibilidade social", afirmou Silveira a jornalistas, no Palácio do Planalto, após se reunir com o presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Segundo o ministro, a ideia é que uma nova política de preços comece a ser discutida assim que tomarem posse todos os integrantes dos conselhos que dirigem a companhia, o que está previsto para o fim deste mês. "O que eu disse é que, na assembleia geral, que será feita dia 27, com o novo conselho definido, tanto o Conselho de Administração quanto o Conselho Fiscal, o governo federal, como acionista majoritário, e como controlador da Petrobras, vai, sim, discutir qual será a melhor política de preços, para a Petrobras cumprir sua função social, que está na Constituição, está na Lei das Estatais", afirmou. Mais cedo, em nota, a Petrobras reafirmou o compromisso com a “prática de preços competitivos e em equilíbrio com o mercado nacional”,  evitando o repasse imediato de volatilidades externas, provocadas por agentes conjunturais, bem como de oscilações da taxa de câmbio. A nota foi uma resposta indireta às declarações do ministro em entrevistas. Opep Alexandre Silveira defendeu um papel maior da Petrobras para evitar a alta volatilidade dos preços internacionais de combustíveis, e citou a recente decisão dos maiores produtores mundiais de petróleo, reunidos em torno da Organização dos Países Produtores de Petróleo (Opep). "Nós não podemos [aceitar], por exemplo, que o cartel da Opep possa influenciar e esmagar o poder de compra dos brasileiros. E, portanto, o governo do presidente Lula vai ter uma linha muito clara, nós somos acionistas majoritários, respeitaremos a governança da empresa, sua natureza jurídica, mas seremos vigorosos na defesa dos interesses do povo brasileiro", afirmou. No início da semana, a Opep anunciou corte na produção de cerca de 1 milhão de barris de petróleo por dia, após o preço do produto cair para a faixa de US$ 70. A medida vai vigorar de maio até o fim do ano e deve elevar o preço do barril. Derivados O ministro também defendeu investimentos no parque de refino do petróleo no país para ampliar autossuficiência em derivados, especialmente gasolina e óleo diesel. De acordo com Silveira, atualmente, o Brasil importa 13% da gasolina e 25% do diesel consumidos no mercado interno. "Ou seja, teremos que nos tornar autossustentáveis na gasolina e, no médio prazo, na questão do diesel", afirmou, em uma referência à necessidade de buscar independência das oscilações internacionais de preços. Silveira acrescentou que, para o governo federal, os custos de produção da Petrobras, que são balizados em real, não podem ser calculados em dólar, como a política de preços atual da empresa. "A Petrobras produz em real e não pode ter seu custo calculado em dólar. Isso não faz sentido no nosso governo", disse.

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8 em cada 10 famílias pernambucanas estavam endividadas em março

(Da Fecomércio-PE) De acordo com a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (PEIC), realizada pela CNC em março de 2023, 83,6% das famílias pernambucanas tiveram o orçamento comprometido com dívidas. Segundo a Fecomércio Pernambuco, em números absolutos, 436.551 famílias estavam endividadas no estado, uma queda de 0,41% em comparação com o mês de fevereiro de 2023 e avanço de 1,24% em relação a março do ano passado. A PEIC/CNC considera que o endividamento das famílias se refere a contas ou despesas contraídas com cartão de crédito, cheques pré-datados, carnês de lojas, empréstimo pessoal, compra de imóveis e prestações de carros e seguros. Na pesquisa, as estimativas também diferenciam dois grupos de renda: famílias cuja renda é de até 10 salários-mínimos e famílias com renda superior a esse patamar.  Gráfico 1: Endividamento em Pernambuco. Fonte: PEIC/CNC, elaboração: Fecomércio-PE. Entre as famílias que recebem até 10 salários-mínimos, o índice de endividamento foi de 84%. Já entre as famílias que ganham acima desse valor, 79,1% estavam comprometidas com dívidas. A PEIC estima que 64,5% das famílias pernambucanas com até 10 salários-mínimos comprometeram entre 11% e 50% da renda com dívidas, situação em que se encontravam 58,6% das famílias do grupo de renda mais elevada. Considerando o recorte de renda de até 10 salários-mínimos, 92,1% das famílias possuíam dívidas com cartão de crédito, enquanto 27,9% das famílias com carnês e 6,8% das famílias com cheque especial. Entre as famílias com renda acima de 10 salários-mínimos, as principais dívidas foram com o cartão de crédito (96,6% das famílias), financiamento de carro (21,3%) e carnês (21,8%). Cartão de crédito, Carnês e Financiamentos de carro são os principais tipos de dívidas. Tabela 1: Principais tipos de dívidas. Tipo de dívida Até 10 sm Mais de 10 sm Cartão de Crédito 92,1% 96,6% Carnês 27,9% 21,8% Financiamento de carro 3,2% 21,3% Cheque especial 6,8% 2,9% Fonte: PEIC/CNC, elaboração: Fecomércio-PE. A PEIC/CNC define, ainda, que a potencial inadimplência é a expectativa dos devedores de não pagarem suas dívidas no mês subsequente ao levantamento. Já o atraso no pagamento (inadimplência) é o ato de não cumprir, efetivamente, os compromissos feitos com o endividamento. Quando a inadimplência ocorre, é comum observar uma desaceleração no consumo, o que afeta principalmente pequenas empresas do setor de comércio e serviços. Essas empresas enfrentam dificuldades financeiras adicionais, pois o risco das empresas que concedem crédito pré-aprovados aumenta, o que pode levar a um aumento nas taxas de juros. Além disso, dificuldades no fluxo de caixa e redução na produção também estão associados a inadimplência. Essa falta de capital de giro pode levar a dificuldades financeiras para as pequenas empresas, especialmente em relação ao fluxo de caixa e compromissos com fornecedores. As pequenas empresas podem não conseguir pagar suas contas em dia, o que pode resultar em atrasos em entregas, perda de credibilidade e, eventualmente, perda de clientes. Ainda, a burocratização da concessão de crédito pode dificultar ainda mais o acesso das pequenas empresas ao capital de giro necessário para manter suas atividades. As instituições financeiras podem exigir uma série de documentos e garantias, o que pode ser especialmente desafiador para empresas com recursos financeiros limitados e menor capacidade de cumprir essas exigências. Em Pernambuco, 41,4% das famílias com até 10 salários-mínimos possuem dívida em atraso, enquanto apenas 8% das famílias acima dessa faixa possuem dívida atrasada. Dentre as famílias com atraso, 52,6% das famílias na faixa de remuneração mais baixa não terão condições de pagar a dívida no próximo mês, enquanto 21,4% das famílias com mais de 10 salários-mínimos terão condições de pagar suas dívidas parcialmente. Isso implica que a cobrança de juros e multas, além do impacto na pontuação de crédito e nas oportunidades futuras de empréstimo. Em geral, o tempo médio de comprometimento do orçamento familiar com dívidas, em Pernambuco, é de 33 semanas – cerca de 8 meses. 31,5% das famílias com até 10 salários-mínimos estão comprometidas com dívidas entre 3 e 6 meses, enquanto 41,4% das famílias cuja renda supera 10 salários mínimos estão comprometidas com dívidas por mais de 1 ano. O tempo médio de atraso, em Pernambuco, é de 62 dias, enquanto no Brasil, o tempo médio de atraso é de 63 dias. Entre aqueles que recebem até 10 salários-mínimos, 45% têm um tempo de atraso acima de 90 dias. Enquanto a participação das famílias com renda mais elevada, 35,7% têm um tempo de atraso entre 30 e 90 dias. A pressão sobre o orçamento das famílias, associada aos diversos perfis de endividamento, pode aumentar significativamente o montante total da dívida. Isso pode fazer com que as famílias fiquem presas em um ciclo de dívida, lutando para pagar os juros em constante aumento enquanto tentam reduzir o principal. Essa pressão pode levar a cortes de gastos em outras áreas, atrasos no pagamento de contas e necessidade de buscar empréstimos adicionais para cobrir as despesas correntes. Além disso, os juros podem tornar ainda mais difícil para as famílias saírem da dívida e recuperarem a estabilidade financeira O tempo de atraso médio em Pernambuco é de 64 dias. Gráfico 2: Tempo de atraso das famílias totais.  Fonte: PEIC/CNC, elaboração: Fecomércio-PE. Os dados da PEIC em março indicaram que as famílias de menor renda relativa são as mais afetadas por dívidas. Embora o nível de endividamento tenha recuado levemente no terceiro mês do ano, esse ainda é um cenário que demanda atenção. As obrigações do cartão de crédito ainda são as preferidas dos endividados mesmo com a taxa de juros mais alta, com uma média de 411,5% ao ano na modalidade rotativo (14,5% ao mês), de acordo com o Banco Central. Os dados do Caged de fevereiro podem ser relacionados com a pesquisa da CNC, apontando para uma recuperação no poder de compra dos consumidores, em função do aumento na quantidade de empregos formais no estado, principalmente no setor de serviços. Essa tendência sugere uma possível redução nos níveis de endividamento no futuro – ou, ao menos, no patamar de endividamento e inadimplência. Por isso, além de estimular a sustentação da retomada do

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