Cultura e história

Orquestra Criança Cidadã inicia as comemorações do mês da criança na Caixa Cultural Recife

Jovens músicos das orquestras dos núcleos do Coque e de Igarassu vão se reunir para um concerto aberto, gratuito e inédito (Da Coordenação de Comunicação da Orquestra Criança Cidadã) O mês da criança começa e, com ele, vêm também as comemorações da Orquestra Criança Cidadã junto ao público. O primeiro evento será neste domingo, dia 09 de outubro, às 15h30, com um concerto especial e gratuito na Caixa Cultural Recife, no Recife Antigo, e promete agradar crianças de todas as idades. Desta vez, a galeria vai receber a Orquestra Infantil Criança Cidadã, formada pelas crianças mais jovens do Núcleo do Coque, e a Orquestra Criança Cidadã dos Meninos de Igarassu. Os dois grupos farão um encontro inédito entre seus músicos – e histórico na vida de cada um deles. Esta será a primeira vez que a Orquestra Infantil vai se apresentar após a pandemia, ou seja, é dia de nova estreia oficial em um evento aberto. “A gente sempre faz concertos internos na nossa instituição, mas nunca tivemos essa experiência de levá-los para tocar numa sala de concertos”, conta a maestrina Karolayne Santos, responsável pelo grupo desde 2021. “Eles estão super animados porque estavam estudando e queriam mostrar o trabalho, principalmente para as famílias”, explica a regente, também animada. E não é só sua turma que está cheia de expectativas: os Meninos de Igarassu, também se preparam para voltar a realizar concertos abertos após dois anos de restrições sociais. Por coincidência, esta também será a primeira apresentação deles na capital do estado como uma orquestra de cordas. “Eles estão bem animados e estudaram bastante nesses últimos meses, por isso acredito que estão prontos para esse tão esperado momento. Os Meninos de Igarassu são apaixonados pela música e isso facilita bastante o nosso trabalho”, comenta Basemate Neves, a regente à frente do Coro e das Orquestras Infantil e Infantojuvenil de Igarassu. Para esse dia cheio de comemorações, o repertório reuniu as canções infantis mais queridas e as juntou a clássicos que estão no coração de todos. A abertura, realizada pela Orquestra Infantil do Coque, mistura composições de Beethoven e Tchaikovsky a canções como “Luar do Sertão”, de João Pernambuco e Catulo da Paixão Cearense. Já os meninos de Igarassu trazem canções populares interpretadas pelo Coro e seus dois grupos de cordas, contando com música erudita, sucessos do cinema e clássicos de Luiz Gonzaga. A Orquestra Criança Cidadã é um projeto social incentivado pelo Ministério do Turismo, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e que conta com realização da Funarte e patrocínio máster da Caixa Econômica Federal. Para a entrada no concerto, é obrigatória a apresentação do comprovante de vacinação contra a covid-19.

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Museu do Trem leva exposição sobre a história da ferrovia para Estação de Paudalho

A exposição “Pare-Olhe-Escute” está chegando na Estação de Paudalho, iniciando as atividades do mês de aniversário de 50 anos do Museu do Trem Depois de passar pela Estação do Cabo, a exposição “Pare-Olhe-Escute: Os Caminhos do Patrimônio Ferroviário de Pernambuco” chega à cidade de Paudalho, na Zona da Mata Norte de Pernambuco e ficará aberta ao público na antiga estação ferroviária, recentemente reformada e que está reabrindo ao público. Inaugurada em 1881, a estação de Paudalho é um dos cartões-postais da cidade e vai receber nossa exposição a partir da próxima quinta-feira. A exposição foi criada pelo Museu do Trem do Recife e a Gerência Geral de Preservação do Patrimônio Cultural da Fundarpe e tem como objetivo difundir o patrimônio ferroviário de Pernambuco e as ações realizadas pela sua preservação. A exposição ficará aberta ao público de 06 a 14 de outubro, gratuitamente, na Estação Ferroviária de Paudalho e poderá ser visitada de segunda a sexta, no horário de 09h às 16h. Nos dias 13 e 14 de outubro a exposição também abrirá a noite, entre 18h e 20h, durante as comemorações da Semana de Santa Teresa, festa religiosa tradicional de Paudalho. O público geral não precisa agendar. As escolas que quiserem realizar uma visita mediada à exposição, deverão fazer sua solicitação através do e-mail: patrimonioculturalpaudalho@gmail.com. A Estação Ferroviária de Paudalho fica localizada de frente para a Praça Santa Teresa, ao lado da Igreja de Santa Teresa D’Ávila, no centro de Paudalho. Aguardamos vocês!

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Aldeia ganha Centro de Artes e Cultura

Na manhã deste domingo, dia 09 de outubro, acontece em Aldeia o 1º Café com Arte. Com proposta de ser um evento mensal, o encontro marca a abertura do Centro de Artes e Cultura de Aldeia (CAC – Aldeia). No próximo domingo será inaugurado o Centro de Artes e Cultura de Aldeia (CAC – Aldeia). A iniciativa faz parte da Aldeia Antroposófica, Fundação que abrigará além do CAC – Aldeia, um centro de saúde antroposófica, a escola de pedagogia Waldorf Aquarela e a incubadora Semear, com projetos de economia associativa. O espaço está situado na localidade do Oitenta, na altura do Km 5,5 da Estrada de Aldeia, em Camaragibe. O local que já foi um haras, fica em meio a uma mata preservada, com uma vista privilegiada, é um lugar para escutar os pássaros e encontrar animais da nossa mata atlântica, como cutias, tatus, raposas, tejus, etc. A programação de inauguraç]ao inicia às 9h, com um café da manhã com vista para a paisagem local, misturando o cheiro do café ao ar puro e fresco da mata de Aldeia, uma experiência para se integrar a natureza, encontrar pessoas e ao mesmo tempo satisfazer o famoso apetite matinal pernambucano. Depois do café, tem a apresentação musical do cantor e compositor recifense Rafael Duarte, que traz seu cancioneiro autoral no formato voz e violão. Rafael que já foi integrante das bandas Rivotril e Cordel do Fogo Encantado, e assinou produções musicais conhecidas na cena regional, escolheu Aldeia como seu refúgio para morar e se inspirar, e vai dividir com o público sua música e alguns detalhes e curiosidades sobre seu processo criativo. A manhã conta ainda com atividades recreativas para as crianças e uma conversa inspiradora com o Mestre Mago, fundador do Centro de Capoeira São Salomão, ponto de cultura sem fins lucrativos, que por meio do projeto social Caxinguelês vêm contribuindo há mais de 20 anos com a formação de jovens em comunidades carentes do Recife. Segundo Viviana Borchardt, integrante da organização do evento, a expectativa é que o 1º Café com Arte possa fortalecer o calendário cultural da Região, que apesar de seu extenso território, divido entre oito municípios, possui poucos locais voltados a cultura, mesmo abrigando grandes comunidades de interesse social. A intenção do projeto é iniciar e trazer visibilidade para as atividades do CAC – Aldeia, que além do Café com Arte prepara uma programação de cursos e encontros diversos ligados a arte e ao bem estar comunitário, buscando ser um centro de referência para a celebração das manifestações culturais e associando também o olhar de cuidado ao meio ambiente, em especial a Área de Proteção Ambiental – Aldeia Beberibe. Serviço: 1º Café com Arte Centro de Artes e Cultura de Aldeia – Aldeia Antroposófica Rua SD 5174, n. 369 – Oitenta, Camaragibe (terceira à esquerda do Oitenta – Km 5,7) Valor: R$ 25,00 (Café da manhã + Couvert + Palestra) Informações: 81 98777 1498

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Museu Suape será lançado na próxima sexta-feira (7)

A atividade é uma realização do Laboratório de Antropologia Visual (LAV) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) (Da Ascom da UFPE) O Museu Suape, uma realização do Laboratório de Antropologia Visual (LAV) da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), será lançado, na próxima sexta-feira (7), a partir das 18h. O evento contará com projeção de fotos e filmes antigos em um telão, na Praça de Suape, no Cabo de Santo Agostinho, Grande Recife. O lançamento é aberto aos moradores da área, que poderão apreciar a história e a transformação do local. Serão exibidas diversas fotos e vídeos de pessoas e da região, principalmente da Vila de Suape, Nazaré e Gaibu, e da construção do Porto, nas décadas de 1970 e 1980. O Museu Suape conta com incentivo do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura/Funcultura e do CNPq e apoio do Museu da Imagem e do Som de Pernambuco (Mispe), Acervo Público de Pernambuco e Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho. O Laboratório de Antropologia Visual da UFPE é coordenado pelo professor Alex Giuliano Vailati, do Departamento de Antropologia e Museologia (DAM) e do Programa de Pós-Graduação em Antropologia (PPGA) da UFPE.

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Festival universitário de curtas MOV recebe inscrições até 2 de outubro

5ª edição do MOV – Festival Internacional de Cinema Universitário de Pernambuco terá formato híbrido e ocorrerá de 7 a 9 de novembro, no Recife, e de 10 a 17 de novembro, online Realizadores do audiovisual terão até o dia 2 de outubro para inscrever seus curtas-metragens no V MOV – Festival Internacional de Cinema Universitário de Pernambuco. O tradicional evento que exibe um panorama da produção recente de jovens cineastas ocorrerá em formato híbrido neste ano: de 7 a 9 de novembro, no Teatro do Parque, no Recife, e de 10 a 17 de novembro, online. As inscrições podem ser feitas no site mov-festival.com, onde também é possível conferir o regulamento na íntegra. Poderão ser inscritos filmes com no máximo 25 minutos de duração, que tenham sido finalizados a partir de 2020 e cujo(s) diretor(es) e pelo menos mais um membro da equipe sejam estudantes de algum curso universitário ou tenham sido durante a realização do filme. Também serão aceitas inscrições de estudantes secundaristas e de cursos de formação livre em vídeo e audiovisual, desde que comprovem vínculo institucional. Os selecionados serão divulgados no site no dia 28 de outubro. A nova edição do festival contará com as tradicionais mostras competitivas (nacional e internacional), além de mostras especiais. Também estão programadas oficinas temáticas e ações formativas. A 5ª edição do MOV tem incentivo do Funcultura Audiovisual, Fundarpe, Secretaria de Cultura e Governo de Pernambuco.

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Bolhas Credito Ana Yoneda

Última semana do Festival Internacional de Dança em Pernambuco

Evento segue até dia 30 de setembro em Pernambuco O Cena CumpliCidades chega em 2022 com foco na singularidade da dança, do corpo e da performance. A programação segue até o dia 30 de setembro, com apresentações de artistas internacionais e nacionais. “Desde 2008 o festival se dedica à experimentação de linguagem, à formação de plateias no Recife, ao fomento de novos talentos na cidade, e à cooperação dos artistas locais e regionais com estrangeiros, dando ênfase ao intercâmbio com a produção ibero-americana.”, comenta Arnaldo Siqueira, curador e coordenador geral do Cena CumpliCidades. Um dos destaque para esse ano é a apresentação do Curitiba Cia de Dança, que retorna ao Festival com o espetáculo ‘Dançando Villa’, inspirado na vida e obra do compositor brasileiro Heitor Villa-Lobos, baseando-se nas suas célebres cirandas e quarteto de cordas. A apresentação é uma mistura de elementos que fazem parte da história e daquilo que era referência para Villa-Lobos, em suas composições e viagens pelo Brasil. A edição de 2022 deu foco na produção artística considerada de superação e enfrentamento tanto dos impactos da pandemia do Covid 19, como das agruras do atual cenário de descaso e precariedade do país no âmbito da cultura. O Festival resolveu dar visibilidade a uma produção local que investiu em criação artística presencial, oportunizou a contratação de coreógrafos, técnicos e bailarinos locais, e, assim, contribuiu com a cadeia produtiva da dança do Recife. No âmbito internacional, e seguindo o mesmo raciocínio de consideração de investimento na produção local, o Festival programou os trabalhos desenvolvidos na Região NE (PB e RN) por artistas estrangeiros com artistas brasileiros ou trabalhos desenvolvidos fora do país por artistas nordestinos. Serviço:Festival Internacional Cena CumpliCidades 2022▪️ Dia 29 (quinta-feira)19h – Um Mero Deleite | Teatro Hermilo Borba Filho ▪️ Dia 30 (sexta-feira)19h – Um Mero Deleite | Teatro Hermilo Borba Filho20h – Dançando Villa | Teatro Santa Isabel22h – Santa Barba (PT) | Museu de Artes Afro-Brasil Rolando Toro (Muafro)

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Repercuti Foto Jao Vicente MG

Duo Repercuti lança single com inédita de Amaro Freitas

Primeiro e único duo de percussão de Pernambuco, com seis anos de atividades, contou com incentivo do programa Rumos Itaú Cultural (2019-2020) para gravar o primeiro trabalho. Faixa integra o disco “O Som das Baquetas” a ser lançado em outubro Eles formam um duo, ensaiam, apresentam-se e compõem juntos. Juntos também dividem a paixão por um mesmo tipo de instrumento, ou melhor, por muitos instrumentos que integram um universo musical comum: a percussão. Como se não bastasse, têm o mesmo nome e nutrem um sonho: gravar um disco. Sonho agora realizado graças ao apoio do programa Rumos Itaú Cultural (2019-2020).   Emerson Coelho e Emerson Rodrigues, mais conhecido como Pequeno, que formam o duo Repercuti, preparam-se para lançar o álbum “O Som das Baquetas”, reunindo obras inéditas de músicos pernambucanos. O trabalho chega primeiro nas plataformas digitais, para estrear em formato show no dia 18 de outubro, no Teatro Marco Camarotti, do Sesc Santo Amaro. A direção musical é do baiano Aquim Sacramento.  São seis composições assinadas por músicos locais, entre elas “Chick Corea Forever”, homenagem do pianista Amaro Freitas ao também pianista norte-americano falecido em 2021, a ser lançada em formato single nesta sexta-feira, 30 de setembro (pré-save: https://tratore.ffm.to/chick-corea-forever).   A composição, com pouco mais do que quatro minutos de duração, foi arranjada para percussão pelo músico Henrique Albino, que também participa do disco com uma inédita. Os integrantes do duo Repercuti explicam o desafio de trabalhar na musicalização da obra, executada com marimba de cinco oitavos e vibrafone.  “Foi um trabalho intenso. Discutimos para que instrumento seria, a extensão que funcionaria para cada instrumento… Não é algo muito simples, se toma muitas decisões. Desde o início, tínhamos este desejo de gravar uma música de Amaro [Freitas] e tivemos a sorte de ele ter a disponibilidade de compor para este álbum. É uma obra superbem construída musicalmente”, destaca Pequeno.  “Por seu lado virtuosístico, pelo processo de escolha dos timbres, com maestria, Albino fez a transcrição e arranjos da obra, criou esta separação de vozes explorando as regiões graves e agudas dos instrumentos, entre o papel de quem faz o acompanhamento e quem seria o solo, permitindo que eles dialoguem nos arranjos. Pequeno toca uma marimba de cinco oitavas e eu, um vibrafone, com uma tecla a mais, o Mi grave”, explica Coelho, sobre as adaptações pensadas por Albino para chegar ao resultado final da faixa.  

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Alepe 2 1

10 fotos da Alepe Antigamente

No próximo domingo, Pernambuco e o Brasil estarão celebrando uma das eleições mais acirradas e tensas desde a redemocratização. Em referência ao período eleitoral, a coluna Pernambuco Antigamente resgata uma série de imagens do prédio da Assembléia Legislativa de Pernambuco. O Palácio Joaquim Nabuco, localizado na Rua da Aurora e em frente ao Rio Capibaribe, é um dos ícones da arquitetura pernambucana. As fotos são da Villa Digital, da Fundaj, dos Acervos de Josebias Bandeira, Benício Dias, Manoel Tondella e d Biblioteca do IBGE. De acordo com o site da Alepe, o atual prédio só foi concluído e entregue definitivamente no dia 20 de janeiro de 1876. O projeto e o início da construção, em 1870, foi de responsabilidade de José Tibúrcio Pereira Magalhães, major do Corpo de Engenheiros e bacharel em Ciências Físicas e Matemática. . . De acordo com Lúcia Gaspar, da Fundaj, o estilo dórico clássico do prédio era o padrão arquitetônico para os edifícios públicos naquela época. Ela aponta que apesar de reformas que o palácio passou ao longo desse tempo, o exterior manteve todas as características da sua inauguração. O nome Palácio Joaquim Nabuco só foi atribuído ao edifício em 1948, por indicação do deputado Tabosa de Almeida. Alepe em 1905 (esta imagem é do Acervo Manoel Tondella) Alepe, em 1906 Alepe, na década de 1910 . Alepe, em 1915 . Alepe, em 1922 Vista aérea do bairro Com a Faculdade de Direito em primeiro plano e a Alepe às margens do Rio Capibaribe . Postal da Alepe   *Por Rafael Dantas é repórter da Algomais  (rafael@algomais.com). O jornalista assina a coluna Gente & Negócios no site da Algomais REFERÊNCIA: GASPAR, Lúcia. Assembléia Legislativa de Pernambuco. Pesquisa Escolar Online, Fundação Joaquim Nabuco, Recife. Disponível em: <http://basilio.fundaj.gov.br/pesquisaescolar>. Acesso em: 1 fev. 2018. História da Alepe. Site da Assembleia Legislativa de Pernambuco. Disponível em: <http://www.alepe.pe.gov.br/historia>. Acesso em: 1 fev. 2018.

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Acervo Museu de Arte Popular Foto Bruno Castanha 1

Prefeitura do Recife reabre Museu de Arte Popular

Espaço cultural recebeu melhorias e intervenções no telhado, forro e paredes, ganhou novos projetos de climatização e iluminação, além de reposição de expositores e vitrines. Sexta entrega do Movimento de Valorização dos Equipamentos Culturais – Move Cultura, funcionará de terça a sexta e aos domingos (Acervo Museu de Arte Popular – Foto Bruno Castanha) (Da Prefeitura do Recife) Dedicada à produção artística em diferentes plataformas e materiais, da madeira à cerâmica, do gesso ao barro, o Museu de Arte Popular (MAP), localizado no Pátio de São Pedro, reabre as portas para o público nesta sexta-feira (23), às 15h, para visitação. O museu, mantido pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Cultura e da Fundação de Cultura Cidade do Recife, funcionará de terça a sexta-feira, das 9h às 16h, e aos domingos, das 13h às 16h, na casa de número 49. A requalificação do MAP incluiu intervenções no telhado, forro e paredes, para correção de infiltrações, além de novos projetos de climatização e iluminação, melhorias na parte elétrica e substituição de expositores e vitrines. O projeto original do museu, no entanto, foi mantido, preservando-se as características originais do salão expositivo, desenhado pela arquiteta Janete Costa, na década de 1980. Esta será a sexta entrega do Movimento de Valorização dos Equipamentos Culturais – Move Cultura, definido como prioridade da nova política cultural implementada no Recife, para assegurar espaços de fomento, salvaguarda e experimentação da cultura cada vez mais atuantes e fortalecidos em suas propostas e provocações ao público. Na reabertura, estará em cartaz no museu a exposição “Tapirurama, Gerações do Massapê”, que apresenta ao público recifense novos nomes da arte popular nordestina, promovendo o diálogo entre diferentes gerações de artistas ceramistas, que tradicionalmente transmitem seu ofício “de pai para filho”. Com curadoria do arquiteto J. Melo, a mostra conta histórias de vidas inscritas no barro, na madeira e no imaginário do povo de Tracunhaém, reconhecido nascedouro artístico pernambucano e nordestino. A exposição terá longa duração, ficando em cartaz por um ano, com acessibilidade garantida: piso tátil e acompanhamento de guia durante a visita para pessoas cegas. Neste período, haverá substituições de peças de artistas que fazem parte do acervo do museu, para assegurar a diversidade da amostra apresentada ao público. 

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Colecao Pernambuco na Independencia primeiros titulos

Cepe lança Coleção Pernambuco na Independência

Primeiros títulos serão apresentados na quinta-feira (29) durante evento no Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (Da Cepe) No mês do Bicentenário da Independência do Brasil, a Cepe Editora lança a Coleção Pernambuco na Independência (1822-2022). O conjunto, com dez livros, traz um olhar sobre o tema na perspectiva pernambucana, mostrando que a emancipação do país vai além das ações de personagens do centro do poder imperial, a exemplo de dom Pedro, e tem raízes nas lutas ocorridas em várias províncias. Dos dez livros, cinco serão lançados no próximo dia 29, às 19h, no Instituto Arqueológico, Histórico e Geográfico Pernambucano (IAHGP), bairro da Boa Vista. “A coleção é um esforço de conjugar leituras contemporâneas sobre o processo da Independência, com textos clássicos e documentos de época”, afirma o historiador e coordenador científico da coleção, George Félix Cabral de Souza. De acordo com ele, as obras oferecem um olhar contemporâneo sobre o tema, principalmente na perspectiva de Pernambuco e diferente da historiografia centrada no Sudeste e em Dom Pedro, que desconsidera os olhares de outras regiões e estados fora do eixo Rio-São Paulo. Coordenadora editorial da coleção, a jornalista Silvia Bessa considera o conjunto de obras como “um documento necessário para se entender a História do Brasil, mostrando a importante – e muitas vezes esquecida – contribuição de Pernambuco para a Independência”. Ela diz que a coleção restaura verdades históricas, à medida que revela o papel de Pernambuco como protagonista no período que vai da chegada da Família Real, em 1808, até a Confederação do Equador, em 1824. Obras – Duas das cinco obras são inéditos os títulos 1821: A “revolução” liberal em Goiana e a queda do general Luís do Rego, do historiador Josemir Camilo de Melo, além de Pernambuco na Independência do Brasil: Olhares do nosso tempo, organizado por George Félix Cabral de Souza. Por sua vez, os livros Oliveira Lima: Obra seleta – História e A propósito da Independência e do Império: Escritos de Gilberto Freyre, organizados pelo historiador, diplomata e escritor André Heráclio do Rêgo, trazem estudos introdutórios inéditos, seguidos de um conjunto de textos pouco conhecidos dos dois mestres pernambucanos. Esses textos foram criteriosamente selecionados em edições antigas de periódicos, publicações acadêmicas e memórias oficiais, por exemplo. Considerado referência para o estudo da história pernambucana, Liberais & liberais: Guerras civis em Pernambuco no século XIX, com edição esgotada há tempo, ganha edição revisada dentro da Coleção Pernambuco na Independência. O livro é de Socorro Ferraz, historiadora e professora associada do Departamento de História da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE). A coleção inclui os relançamentos de O patriotismo constitucional: Pernambuco 1820-1822, do historiador e jurista Denis Bernardo (1948-2012), e de Pernambuco: da Independência à Confederação do Equador, de Barbosa Lima Sobrinho (1897-1897). Com edição esgotada no mercado, a obra de Denis Bernardo refuta a ideia da unidade nacional construída a partir do centro do poder, sem o contraponto das visões regionalistas sobre o estado e a nação brasileira. Entre os inéditos ainda será publicada a Biografia de Gervásio Pires Ferreira, organizada por Antônio Joaquim de Mello. Outras duas obras vão trazer uma seleta de Nilo Pereira (organização de George Cabral e Roberto Pereira) e um conjunto documentos de época sobre a história da independência em Pernambuco (organização de George Cabral e Josemir Camilo de Melo). A coleção, faz parte de uma série de iniciativas da Comissão Estadual para as Comemorações do Bicentenário da Independência do Brasil instituída pelo governador Paulo Câmara e da qual a Cepe faz parte. Sinopses dos primeiros títulos: Liberais e liberais: Guerras civis em Pernambuco no século XIX O estudo contribui para a discussão do papel das revoluções e insurreições fundamentadas na ideologia liberal, em Pernambuco, no século XIX, durante o processo de Independência do Brasil. A falta de um consenso sobre a formação do Estado nacional gerou conflitos que se apoiaram nas duas faces do liberalismo: uma que enfatiza a sociedade civil, em oposição ao Estado; a outra que encontra no Estado o garantidor da liberdade individual. Ao ganharem força as ideias liberais radicais de Frei Caneca, que se colocaram em oposição ao liberalismo orgânico que fundamentava os escritos e ações de José Bonifácio de Andrada e Silva, esses dois modelos de liberalismo se enfrentaram pela política, pela astúcia e pelas armas. 1821: A “revolução” liberal em Goiana e a queda do general Luís do Rego Resultado de pesquisa inédita, o relato de Josemir Camilo situa a atuação dos liberais de Goiana no movimento libertário que levou à formação da República instituída pelos pernambucanos em 1817, que durante 74 dias estiveram livres do jugo português. O autor resgata o conturbado ambiente de violenta repressão que se sucedeu ao movimento, sob a tutela do general Luís do Rego, enviado por Dom João VI a Pernambuco. Em Goiana, o general teve de enfrentar as investidas dos jovens dispostos a pegar em armas pela Independência, que marcharam para o Recife a fim de participar do cerco às tropas do governo e suas estratégias no trato com o governador da província. Pernambuco na Independência do Brasil: Olhares do nosso tempo A publicação pretende oferecer uma visão sobre como ocorreu o processo de Independência em Pernambuco e a partir de Pernambuco. Ao questionar interpretações cristalizadas na historiografia, os autores dos 10 textos desta coletânea provocam novas reflexões e jogam luz sobre questões que dialogam diretamente com a nossa problemática atual. Os textos são fruto das experiências de pesquisa e docência de especialista, versando sobre temas como a relação da escravidão e a Independência, o papel dos magistrados nas lutas políticas e os protestos, embates e guerras da época. Os autores dosam o rigor acadêmico e a fluidez do texto, construindo narrativas que são, ao mesmo tempo, acessíveis e densas. Oliveira Lima: Obra seleta – História Considerado o maior historiador da Independência, o pernambucano Oliveira Lima fundamentava sua interpretação dos acontecimentos na documentação histórica incontestável, além da capacidade de correlacionar os contextos históricos internacionais e nacionais. Seu legado é reavaliado neste livro, em que se destaca o caráter interpretativo de sua obra. Oliveira Lima se propunha a alcançar uma visão integradora da História, para além das glórias militares, das guerras e dos acontecimentos políticos, mas também a História do povo, seu ambiente moral, as relações de dependência, a História geográfica da conquista do Sertão e a crônica íntima das relações entre os portugueses de Portugal e os do Brasil. A propósito da Independência e do Império: Escritos de Gilberto Freyre O livro

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