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Guilherme Calado lança single “Ballet Solitário”, entre o jazz contemporâneo e a valsa

Expoente da nova cena independente de jazz que surge no Recife, o pianista e compositor Guilherme Calado lança nas plataformas de música o single “Balett Solitário”, canção que faz uma simbiose entre o jazz e a valsa. O single é uma prévia do seu primeiro EP Trajetos, que tem previsão de lançamento para o segundo semestre deste ano.  “Podemos descrever Ballet Solitário como uma valsa, mas não uma valsa jazz tradicional, uma valsa construída com uma harmonia moderna, polirritmia”, afirma o músico. Calado explica que a harmonia da canção constrói um clima de reflexão e meditação natural em quem ouve. “Talvez até um pouco melancólica, dependendo da perspectiva”, brinca o pianista.  O músico está nos preparativos finais de Trajetos, disco formado por cinco músicas que dialogam com o jazz brasileiro e o jazz contemporâneo, nele é possível ver ritmos típicos daqui como baião, maracatu e também valsas e ballads como no Jazz mais tradicional, “Porém tudo isso sob um viés contemporâneo das harmonias e melodias trabalhadas nas músicas”, assegura.  A banda que acompanha o músico no single é formada por Henrique Albino, no clarinete e clarone, Filipe de Lima tocando baixo elétrico e Silva Barros na bateria. Todos são músicos formados pelo Conservatório Pernambucano de Música e se conheceram estudando no espaço. A gravação de Ballet Solitário ocorreu com todos os músicos tocando ao vivo, simultaneamente, no estúdio como acontece nas jams sessions. O single teve masterização e mixagem de Vinicius Aquino.  “Eu quis gravar já ao vivo porque o jazz tem muito da improvisação e do diálogo de um músico com o outro que interage respondendo uma outra coisa. Temos a estrutura já criada, sólida da música, mas os improvisos estão sempre presentes em como você quer interpretar aquele momento”, detalhou o músico que também divide a direção musical do projeto com Henrique Albino. “É um trabalho muito coletivo, todo o mundo ficava muito à vontade para dar sugestão no processo”, concluiu.    SERVIÇO  "Ballet Solitário" de Guilherme CaladoTodas as plataformas de música - https://tratore.ffm.to/GuilhermeCalado?fbclid=PAAaY4KktaWkuRt7KCKxUCajLjdyAEws90HOP2s9ckMsEsaEoxZmM5_xkeYUQ_aem_AeVHiEn3_OWIGvLVBCr4N2BFaNIYgo9ai8eSxm5O_3e5NZvyDECOtQFqD9USqSG6jNk 

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Martins 2 credito @ashlleymelo

Fenearte vai apresentar shows de mais de 60 artistas

Distribuída nos palcos Alternativo e Cultura Popular, programação é realizada pela Fundarpe durante 11 dias de feira; entre os artistas estão Martins e Samba de Coco Raízes de Arcoverde Mais de 60 artistas pernambucanos vão se apresentar para o público que estiver circulando pela 23ª edição da Fenearte, que acontece de 5 a 16 de julho, no Centro de Convenções de Pernambuco. As atrações, divulgadas pela Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe), compõem a programação dos palcos Alternativo e da Cultura Popular, montados na Praça de Alimentação da feira. Nos dois espaços, os shows começarão no segundo dia de Fenearte, quinta-feira, dia 6/7. A partir desta data, haverá programação neles todos os dias, com shows à tarde e à noite, possibilitando que o público consiga assistir, gratuitamente, ao máximo de atrações. Entre os nomes confirmados, estão Samba de Coco Raízes de Arcoverde, Dona Glorinha do Coco, Banda de Pífano Fulni-ô; Cavalo Marinho Estrela de Ouro; Boi Marinho; Em Canto e Poesia e Batutas de São José, no Palco da Cultura Popular; e Martins, Gabi da Pele Preta, Uana, Amun Há, Barbarize, Ciel Santos e Bonsucesso Samba Clube, no Palco Alternativo. O Palco da Cultural Popular terá atividades sempre a partir das 15h. Por lá, quatro grupos ou artistas individuais vão se apresentar diariamente. Já no período da noite, a programação continua no Palco Alternativo. Nele, os shows começam às 18h. 23ª Fenearte - A maior feira de artesanato da América Latina vai se instalar no Centro de Convenções de Pernambuco, de 5 a 16 de julho, com investimento de R$ 8 milhões e expectativa de movimentação financeira superior a R$ 40 milhões. Mais de 5 mil expositores, entre artesãos de Pernambuco, de todo o Brasil e de diversos países, vão ocupar cerca de 25 mil metros quadrados do pavilhão do Cecon-PE. São esperadas 300 mil pessoas. A Fenearte é uma realização do Governo do Estado de Pernambuco por meio da Agência de Desenvolvimento de Pernambuco (Adepe) / Secretaria de Desenvolvimento Econômico do Estado (Sdec); da Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur) / Secretaria Estadual de Turismo; e da Fundação do Patrimônio Histórico e Artístico de Pernambuco (Fundarpe) / Secretaria Estadual de Cultura (Secult). Programação - Palco da Cultura Popular Quinta-feira (06/07) 15h - Xaxado do Egídio 15h40 - Daniel Olímpio e Djair Olimpio  16h20 - Coco de Umbigada de Mãe Beth de Oxum 17h - Marcus Mercury (performance de dança) Sexta-feira (07/07) 15h - Cavalo Marinho Estrela de Ouro - Condado 15h40 - Reisado do Inhanhum 16h20 - Ciranda Santa Maria 17h - Adiel Luna Sábado (08/07) 15h - Tribo Indígena Carijós 15h40 - Ciranda Imperial 16h20 - Banda de Pífanos Nossa Senhora das Graças 17h - As Severinas Domingo (09/07) 15h - Banda de Pífano Fulni-ô 15h40 - Dona Glorinha do Coco 16h20 - Grupo Cultural Indígena Fetxha 17h - Em canto e Poesia Segunda-feira (10/07) 15h - Caboclinho União Sete Flexas 15h40 - Reisado Imperial 16h20 - Mocinha de Passira 17h - Ciranda Rosa Vermelha Terça-feira (11/07) 15h - Nailson Vieira 15h40 - Ciranda Terno da Mata 16h20 - Bloco Lírico Compositores e Foliões 17h - Ivison Trio Quarta-feira (12/07) 15h - Clube Indígena de Canindé 15h40 - Repentistas Antonio Lisboa e Joao Lídio 16h20 - Bumba meu Boi Tira Teima (do Mestre Zé de Bibi) 17h - Dom Santana Quinta-feira (13/07) 15h - Boi Dourado 15h40 - Grupo de Coco Chinelo de Iaiá 16h20 - Bloco Carnavalesco Misto Batutas de São José 17h - Vitoria do Pife Sexta-feira (14/07) 15h - Grupo Cultural Fulni-ô 15h40 - Luciano Leonel - repente 16h20 - Boi Marinho Sábado (15/07) 15h -Banda de Pífanos São Sebastião 15h40 - Troça Carnavalesca Mista Abanadores do Arruda 16h20 - Samba de Coco Raízes de Arcoverde 17h - Marília Parente Domingo (16/07) 15h - Boi Cara Branca de Limoeiro 15h40 - Grupo Cultural Os Meninos do Coqueiro (Banda de Coco: Meninos do Coqueiro) 16h20 - Coco e Ciranda do Mestre de Goitá (Coco de Roda e Ciranda do Mestre Goitá) 17h - Berinho Lima Programação - Palco Alternativo Quinta-feira (06/07) 18h - Ânima 19h40 - Dani Carmesim Sexta-feira (07/07) 18h -João Paulo Rosa e o Eito 19h40 - Gabi da Pele Preta Sábado (08/07) 18h - Banda Mascates 19h40 - Martins Domingo (09/07) 18h - Barbarize 19h40 - Ciel Santos Segunda-feira (10/07) 18h - Isadora Melo  19h40 - Banda dos Corações Selvagens Terça-feira (11/07) 18h - Dionízio 19h40 - Isabela Morais Quarta-feira (12/07) 18h - Chorinho Cambuca  19h40 - Rogéria Dera Quinta-feira (13/07) 18h - Uana 19h40 - Amun Há Sexta-feira (14/07) 18h - Mazuli 19h40 - Abulidu Sábado (15/07) 18h - Larissa Lisboa 19h40 – Erisson Porto  Domingo (16/07) 18h - Seu Pereira  19h40 - Bonsucesso Samba Clube

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edificio estrela

Amigas de infância

* Paulo Caldas Bruna Estima Borba, ao trazer a público este “Edifício Estrela”, reitera atributos literários revelados n o“Vivendo as circunstâncias”, publicação anterior, quando transpassou o exercício de memória e impôs a sua criatividade, tantas vezes bem-humorada, mesmo em situações adversas concebidas na trama. Como se fossem amigas de infância, a escritora e as palavras se tratam com notória intimidade. Desse modo, numa dinâmica que envolve o leitor, ampliam o mundo restrito de um simples prédio de apartamentos, num universo povoado de personagens de perfis comuns, cujos comportamentos se entrelaçam, uns com os outros, obedientes a circunstâncias nascidas da vivência com o cotidiano. A diversidade vocabular está presente, sem falar no primoroso desdobramento das narrativas, em confrontação ou sequência, como se Bruna manipulasse a alquimia das letras com as quais se abraça. Tal virtude marca ritmo e mantém a toada que ressoa ao longo da escrita. A publicação tem o projeto visual de Bel Caldas, ilustração de capa de Maria Eduarda Borba Dantas e produção gráfica da Companhia Editora de Pernambuco (CEPE). Os exemplares podem ser adquiridos pelo site da Amazon: https://www.amazon.com.br/Edif%C3%ADcio-Estrela-Bruna-Estima-Borba- ebook/dp/B07YP18YPX/ref=mp_s_a_1_3?crid=24FD76CMUFLHI&keywords=bruna+estima+borba&qid=1687971014&s=apparel&sprefix=bruna+estima+borba%2Caps%2C203&sr=1-3 * Escritor

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Galeria Marco Zero anuncia abertura de nova exposição

Em uma iniciativa pioneira e inédita em sua trajetória, a Galeria Marco Zero anuncia a exposição ‘Seis Paisagens’, com obras de Bruno Faria, Rayana Rayo, Bozó Bacamarte,  Ianah Maia, Marlan Cotrim e David Alfonso.  Trata-se de um experimento curatorial desenvolvido pelo pesquisador Guilherme Moraes, idealizador da Propágulo, plataforma de mapeamento e difusão artística com foco na produção artística contemporânea de Pernambuco. A abertura será no próximo dia 5 de julho (quarta-feira), às 19h. O experimento se organiza em seis eixos: Paisagens de falência (Bruno Faria), Sinfonia do Presente (Rayana Rayo), Ecos do horizonte (Marlan Contrim), Coleta de terra, produção de dados (Ianah Maia), Saudade transplantada (Davi Alfonso). A partir da reflexão sobre as conexões entre universos distintos, a ideia é oferecer ao público a oportunidade de conferir os universos propostos por cada um desses artistas, uma possibilidade para a percepção dos pontos em que suas poéticas convergem, divergem e se amplificam”, avalia Marcelle Farias. “Agregando diferentes correntes artísticas e de pensamentos em sintonia com novos talentos, a Marco Zero vive um momento especial com uma nova geração de artistas representados que vem conquistando espaço e respeito no circuito”, assinala Eduardo Suassuna. Serviço: ‘Seis Paisagens’ - mostras individuais dos artistas Bruno Faria, Rayana Rayo, Bozó Bacamarte,  Ianah Maia, Marlan Cotrim e David Alfonso, com curadoria de Guilherme Moraes Galeria Marco Zero – Avenida Domingos Ferreira, nº 3393, Boa Viagem, Recife - PE Visitação de 06/07 até 12/08/2023 Horário - seg à sex | 10h-19h | sáb | 10h-17h Acesso gratuito

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Festival Cultura Viva Nazare da Mata

Festival Cultura Viva será realizado em Nazaré da Mata

Programação é realizada gratuitamente neste sábado (1º), e  visa celebrar a musicalidade da cultura popular produzida por artistas independentes da Zona da Mata, por meio de apresentações que exploram o ritmo do coco de roda, da ciranda, do maracatu rural, forró pé de serra, entre outros Neste sábado, 1º de Julho, a cidade de Nazaré da Mata - Capital Estadual do Maracatu Rural, localizada na Zona da Mata Norte do Estado, abre as portas para receber o 1º Festival Cultura Viva. O evento, que tem o apoio do Governo do Estado, por meio da Secretaria de Cultura e Fundarpe, acontece no Parque dos Lanceiros, um dos principais cartões postais da cidade, que fica às margens da BR - 408, no acesso ao município. Para fazer a festa, o festival recebe um time de artistas ligados à cultura raiz, de várias cidades da região. A programação é gratuita,e acontece a partir das 19h. Uma das atrações especiais desta edição é o show do Côco de Fulô com Ricco Serafim. Oriundo dos engenhos e canaviais da Mata Norte, o grupo representa a cidade de Nazaré da Mata com sua musicalidade tradicional do autêntico coco rural. A atração, que é marca presente nas festividades onde o ritmo do coco anima as festas e brincadeiras, se destaca pela dança ligeira e o trupé no chão, acompanhado das fortes batidas do terno percussivo e da rica oralidade de rimas, versos e poesias. A lista de atrações traz, ainda, apresentação cultural de Aldo Lourenço Guerra, o Baixinho dos 8 Baixos, da cidade de Vicência. Considerado um importante ativista cultural, o artista promete botar o público para dançar muito forró pé de serra, xote e baião. A programação musical terá também Nailson Vieira, de Nazaré da Mata, fazendo um som, ao vivo,  que mescla poesia popular, dança e a sonoridade do maracatu rural, ciranda e cumbia. Buscando imprimir uma identidade musical com foco na cultura popular, o festival traz, ainda, a Ciranda Bela Rosa, do Mestre Bi, de Nazaré da Mata. Renomado cantor e compositor, apresenta, no palco, sua personalidade carismática e toda  a  poesia que bebe na fonte canavieira. Quem também vai se apresentar é João Paulo Rosa e o Eito. A aposta do cantor é um repertório genuinamente autoral, que enfoca suas vivências culturais e da região da cana-de-açúcar. “Este é um momento para, juntos,  celebrarmos a musicalidade da cultura popular produzida por artistas independentes da Zona da Mata. Queremos levar para o público apresentações que exaltam à força, beleza e poesia que há no coco de roda, ciranda, maracatu rural, forró pé de serra, entre outros” explica o artista Ricco Serafim, uma das atrações do evento.

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opera

Inscrições abertas para oficina gratuita de ópera, em Boa Viagem

As inscrições para a Oficina Operística estão disponíveis, voltadas para cantores líricos, estudantes e professores de canto. O evento ocorrerá na Igreja Batista Emanuel em Boa Viagem, durante o período de 10 a 21 de julho de 2023, com um total de 45 horas de aulas. Com o apoio do Governo do Estado de Pernambuco, por meio dos recursos do Funcultura, a Oficina Operística tem como objetivo aprimorar as habilidades de canto e interpretação cênica específicas para ópera. Aqueles interessados em participar desta capacitação podem se inscrever até sexta-feira, 30 de junho de 2023, utilizando o seguinte link: https://oficinaoperistica.sonettoproducoes.com?utm_source=midia&utm_medium=organic&utm_campaign=release. A oficina proporcionará aulas intensivas, expositivas e práticas, ministradas pela professora de canto Elizete Queiroz e pelo maestro Jadson Oliveira, com o acompanhamento do pianista Alison Queiroz. Com ampla experiência e conhecimento em suas respectivas áreas, esses profissionais guiarão os participantes em uma jornada de aprendizado intensa, compartilhando valiosos conhecimentos e estimulando o desenvolvimento artístico. Ao final da oficina, haverá um emocionante recital de encerramento, onde os participantes terão a oportunidade de mostrar todo o seu talento e o trabalho desenvolvido ao longo do programa.

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Still Por tras da linha de escudos

Cineasta Marcelo Pedroso lança documentário sobre Batalhão de Choque da PM

O documentarista premiado pernambucano Marcelo Pedroso, conhecido por filmes como "Brasil S/A" e "Pacific", apresentou seu longa-metragem inédito intitulado "Por trás da linha de escudos" pela primeira vez em 2017, nos festivais de cinema de Cachoeira (BA) e Brasília (DF). No entanto, o documentário recebeu críticas do público nessas ocasiões, o que levou a equipe realizadora a retirá-lo de circulação. O diretor e roteirista explicou que, devido ao momento histórico que estavam vivendo na época, decidiram que era impossível continuar exibindo o filme. Agora, após trabalhar na nova montagem nos últimos anos, o filme será relançado em 29 de junho de 2023. O filme terá sua estreia no Cinema Dragão do Mar, em Fortaleza, e no Cinema da Fundação Joaquim Nabuco, em Recife. Em 30 de junho, sexta-feira, a sessão das 19h20min na capital pernambucana será seguida por um debate. Em Maceió, as exibições começam em 6 de julho, no Centro Cultural Arte Pajuçara. Criado em 1980, o BPChoque (Batalhão de Polícia de Choque) tem como propósito controlar distúrbios civis, lidar com rebeliões em estabelecimentos prisionais e garantir a segurança em estádios desportivos e eventos com multidões. No documentário, o diretor e sua equipe acompanham operações de rotina, registram o cotidiano do batalhão e os treinamentos realizados pela corporação. O quarto filme de Pedroso foi inspirado nos confrontos entre a Polícia Militar de Pernambuco e os ativistas do Movimento Ocupe Estelita (MOE). O movimento teve início em 2012 e culminou com a reintegração de posse do terreno em junho de 2014, localizado no cais da capital pernambucana. O próprio cineasta era um dos militantes engajados nessa causa. A utilização de força durante aquele episódio, por meio de armas convencionais como spray de pimenta, gás lacrimogêneo e balas de borracha, ficou marcada na história da luta pelo direito à cidade no Recife.

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Roberto Carlos volta em agosto para show no Recife

Através de suas redes sociais, o cantor Roberto Carlos confirmou seu retorno ao Classic Hall no dia 12 de agosto. Além do show em Pernambuco, ele também anunciou apresentações na Paraíba, no dia 10 de agosto, e no Ceará, no dia 16 de agosto. Os ingressos para esses eventos serão vendidos pelo site Eventim, sendo que os valores e a data de início das vendas serão divulgados posteriormente. O público que comparecer às apresentações poderá desfrutar dos versos românticos do rei, incluindo sucessos como "Emoções", "Além do Horizonte", "Detalhes", "Nossa Senhora", "Esse Cara Sou Eu" e "Amigo", entre outros. A equipe que acompanha o cantor é formada pelo maestro Eduardo Lages e pelos músicos Clécio Fortuna, Dárcio Mario Ract, Arthur de Paula, Norival D’Angelo, Jorge Berto, Elias Almeida, Nahor Gomes Oliveira, Manoel dos Santos, Ubaldo Versolato e Paulo Coelho.

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jose afonso jr

Fotógrafo pernambucano expõe mostra fotográfica em Beirute

A exposição intitulada "Suíte Master Quarto de Empregada" será apresentada na embaixada brasileira, marcando a primeira participação internacional do jornalista, fotógrafo e professor da Universidade Federal de Pernambuco, José Afonso Silva Júnior. A mostra, que durará de 28 de junho a 28 de julho, em Beirute, capital do Líbano, é resultado de uma extensa pesquisa visual que aborda as contradições das classes média e alta no Brasil. Ao longo de três anos, José Afonso fotografou e documentou não apenas imagens, mas também diálogos, acordos e situações diversas encontradas em residências na Região Metropolitana do Recife, abrangendo diferentes estratos sociais. O convite para expor na embaixada foi feito por intermédio do Instituto Guimarães Rosa, ligado ao Ministério das Relações Exteriores, responsável pela elaboração de diretrizes de política externa brasileira no âmbito cultural e educacional. José Afonso destaca a conexão existente entre a realidade do trabalho doméstico no Brasil e no Líbano, onde mulheres sírias refugiadas, devido à guerra civil na Síria, encontram oportunidades em residências com relações trabalhistas precárias, semelhantes às que são observadas no Brasil. O projeto teve origem a partir da promulgação da PEC das Domésticas em 2015, que garantiu e ampliou os direitos trabalhistas dessa categoria profissional, equiparando-os aos demais trabalhadores do mercado. O fotógrafo ressalta a ironia de que, na época, a preocupação da maioria das pessoas estava centrada no impacto financeiro da nova lei, enquanto ignoravam os processos históricos que remetiam à escravidão e que ainda persistem na sociedade. Por aqui, quem quiser conferir o trabalho do fotógrafo pode fazê-lo acessando o site da exposição: https://suitemasterquartoempregada.com/

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"A sanfona de oito baixos está desaparecendo em Pernambuco"

Documentarista e pesquisador critica a falta de espaço para o forró tradicional nas festas juninas do interior de Pernambuco, aponta os novos talentos do baião e defende a implantação de uma política que leve o legado de Luiz Gonzaga às escolas para que essa cultura não se acabe. Apaixonado pelo Sertão, o documentarista e pesquisador Anselmo Alves, há anos tem travado uma batalha em prol das tradições da cultura sertaneja, em especial da preservação da sanfona de oito baixos. Ao longo do tempo, os músicos que tocam o instrumento têm diminuído em Pernambuco, o que pode ser uma sentença de morte para o ritmo que Luiz Gonzaga popularizou. “A sanfona de oito baixos é importante porque é matriz musical do forró, é de onde surgiu o baião”, justifica Anselmo. Nesta entrevista a Cláudia Santos, o documentarista critica a programação do período junino nas cidades do interior pernambucano, onde o forró tradicional não merece destaque. Aponta quem são os novos talentos que bebem na fonte de Gonzaga e defende uma política voltada para difundir o baião entre a garotada de Pernambuco. “Mestre Salustiano falava um negócio fantástico: ‘se o folguedo não chegar na criança, ele morre’. A sanfona de oito baixos não está chegando na criança”. O que você acha da presença do forró no São João de Pernambuco atualmente? No Recife, graças a Peixe (João Roberto, ex-secretário de Cultura do Recife), já há 20 anos, não se permite que o forró de plástico e a dupla sertaneja entrem nas festas juninas, embora já tenha entrado no Carnaval, mas no São João foi a única capital que resistiu em botar o forró autêntico. Nas outras cidades o que se ouve é dupla sertaneja, funk, passinho. Eu não sou contra nenhum desses ritmos, agora o São João é uma festa de tradição, que vem de Portugal, e quem joga o lado profano e belo é Luiz Gonzaga. Essa história começa a ser destruída a partir dos anos 1970, 1980 até os anos 1990, com a antena parabólica. Naqueles anos, os meninos de Serra Talhada – onde eu nasci – não torciam para o Náutico, nem para o Sport, nem para o Santa Cruz. Torciam para os times do Sul do País que viam na televisão e, ao mesmo tempo, assistiam às duplas sertanejas. Para deixar mais distante da juventude o xote, o xaxado, o baião e o arrasta-pé veio a segunda leva com Carla Perez, a sexualização do palco e a dança da garrafa que, há 20 anos, vendia três milhões de discos. Não sou conservador, nem contra a sensualidade do palco. Sou contra a sensualidade chula, ou seja, uma música que descontrói a mulher e enaltece o homem como a letra de uma canção do Saia Rodada que diz “dinheiro na mão, calcinha no chão”. Isso é um estímulo à prostituição. Essa música que se diz forró, não é xote, nem xaxado, nem é baião, só usaram o nome forró. Roubaram, é um estelionato poético. Eu nasci em Serra Talhada, numa vila de 18 ruas, meu tio era músico e passou a adolescência com Moacir Santos (arranjador, compositor, maestro e multi-instrumentista falecido em 2006), que quando estava no interior ia para a casa do meu tio. Conheci muito Moacir Santos. Então eu vivi num ambiente musical e eu ficava encantado quando vovô me levava para a feira, onde eu via um cego tocando uma sanfona de oito baixos. Era uma coisa mágica! Mas imagine se eu tivesse 11 anos hoje, cheio de hormônios, eu ia ver um velho cego, pobre, tocando sanfona de oito baixos, ou uma mulher bonita no palco? Claro que falam mais alto os hormônios do que as harmonias. Então eu acho que existe uma desconstrução muito grande. Pergunta se na festa do peão boiadeiro, lá do Centro-Oeste, o pessoal vai deixar a gente tocar Zé Marcolino, Zé Dantas, Luiz Gonzaga, Humberto Teixeira? Não vai. Pergunta se no Rio Grande do Sul, que mantém a tradição (e isso se deve muito a Borghettinho (o instrumentista gaiteiro Renato Borghetti), e ao CTG, Centro de Tradições Gaúchas, que foi fundado há 60 anos e hoje tem centros espalhados não só no Brasil, mas no Uruguai, no Paraguai, que preservou a cultura. O axé da Bahia é maravilhoso. Acho Ivete Sangalo maravilhosa, midiática, é uma artista completa, canta aqui, canta em Las Vegas, é aplaudida em todo lugar. Agora o que é que Ivete Sangalo tem para abrir o São João de Caruaru? Toda essa história do baião, do xaxado, dessa festa profana de Gonzaga nasceu com a sanfona de oito baixos. Faço parte de um movimento chamado Respeitem os Oito Baixos. Somos eu, Leda Dias (cantora) e Diviol Lira (acordeonista). O instrumento em Pernambuco é terminal. Há 15 anos que eu luto para que essa matriz musical não desapareça. A sanfona de oito baixos é importante porque é matriz musical do forró, é de onde surgiu o baião. Ela foi trazida pelos portugueses no começo do século passado e chega no Nordeste brasileiro, no Sertão mais precisamente, na época do velho pai de Luiz Gonzaga, na década de 20. Nessa época muda-se a afinação do instrumento que era europeia e fazem uma adaptação para poder tocar o forró. É a chamada afinação transportada. Esse código musical da sanfona de oito baixos é único no mundo. Aqui, em Pernambuco, existem apenas cinco crianças que tocam o instrumento. Há também a Or - questra da Sanfona de Oito Baixos que eu ajudei a construir, são uns 20 instrumentistas experientes que nunca foram à escola de música, grande parte é analfabeta. E a gen - te perdendo tudo isso, porque não houve uma política pública que garantisse uma escola permanen - te da sanfona de oito baixos, como Borghettinho fez no Rio Grande do Sul, a Fábrica de Gaiteiros. Então você acha importante incentivar as crianças? Foi o que Luiz Gonzaga fez aos distribuir sanfonas para a garotada. Cento e quarenta para ser mais preciso. Gonzaga viu Dominguinhos, com 14 anos, tocando

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