Seguro Garantia liderou a expansão no primeiro semestre, com alta de 120,5%. Pagamentos de indenizações, benefícios e resgates chegaram a R$ 1,22 bilhão no Estado
O mercado de seguros em Pernambuco movimentou R$ 4,14 bilhões no primeiro semestre de 2026, crescimento de 8% em relação ao mesmo período do ano passado. Segundo dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg), o volume de recursos retornados à sociedade por meio de indenizações, benefícios, resgates e outras modalidades alcançou R$ 1,22 bilhão, avanço de 14,4%. O desempenho acompanha a expansão de diferentes segmentos de proteção financeira, patrimonial e empresarial no Estado.
Seguro Garantia cresce 120,5%
Entre as modalidades analisadas, o Seguro Garantia apresentou a maior expansão, com aumento de 120,5% na arrecadação. Utilizado para assegurar o cumprimento de obrigações contratuais, o produto tem aplicações em operações empresariais e projetos de infraestrutura. O Seguro de Vida também se destacou, com crescimento superior a 22%. Outros segmentos registraram resultados positivos, como Seguro de Condomínio (quase 15%), Seguro de Transporte (14,5%), Seguro Empresarial (mais de 12%), Seguro Rural (mais de 11%), Seguro Residencial (quase 11%) e Seguro de Automóvel (mais de 10%).
Indenizações e benefícios avançam
O crescimento dos recursos pagos aos segurados também marcou o desempenho do setor pernambucano. Para Carlos Luna, presidente do Sindicato das Seguradoras Norte e Nordeste (Sindsegnne), os números demonstram a importância econômica dos mecanismos de proteção. “O crescimento da arrecadação em Pernambuco demonstra a relevância do seguro como instrumento de proteção para famílias, empresas e atividades produtivas. Ao mesmo tempo, o aumento dos recursos que retornam à sociedade reforça o papel econômico e social do setor, que contribui para reduzir os impactos financeiros dos imprevistos e dar mais segurança ao planejamento de pessoas e negócios”, avalia.
Norte e Nordeste superam média nacional
O mercado segurador dos estados do Norte e Nordeste considerados no levantamento, excluindo Bahia, Sergipe e Tocantins, cresceu 8,2% no primeiro semestre de 2026, acima da média nacional de 0,5%, que desconsidera o segmento de Saúde. A arrecadação regional atingiu R$ 20,5 bilhões, aproximadamente 10% dos R$ 207,1 bilhões registrados no Brasil. Já os pagamentos de indenizações, benefícios, resgates e sorteios somaram R$ 5,6 bilhões na região, enquanto o volume nacional alcançou R$ 126,7 bilhões.
