Economia brasileira cresce 0,5% em agosto, aponta FGV

A economia brasileira registrou crescimento de 0,5% em agosto de 2026, após dois meses consecutivos de queda. O resultado foi divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV), por meio do Monitor do PIB, e indica uma recuperação da atividade econômica depois dos recuos de 0,9% em junho e 0,3% em julho. Na comparação com agosto de 2025, a expansão foi de 1,5%, enquanto o crescimento acumulado em 12 meses alcançou 1,8%.

Indústria e serviços impulsionam recuperação

A retomada foi sustentada principalmente pelo desempenho da indústria extrativa e pela continuidade da expansão dos serviços. Segundo o economista Claudio Considera, pesquisador associado do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre/FGV), as exportações e os gastos do governo também contribuíram para o resultado, apesar da desaceleração do consumo das famílias. “Pela ótica da demanda, a despeito da desaceleração do consumo das famílias, atuaram positivamente as exportações e o consumo do governo”, complementa.

Consumo cresce em ritmo moderado

No trimestre encerrado em agosto, o consumo das famílias avançou 0,4%, com contribuição positiva principalmente dos produtos duráveis. O desempenho ocorre em um cenário de inflação persistente e juros elevados, fatores que restringem a atividade econômica. Ainda assim, o levantamento indica capacidade de recuperação da economia brasileira. Em valores correntes, a FGV estima que o PIB acumulado até agosto tenha alcançado R$ 9,020 trilhões.

Projeções para o PIB em 2026

As estimativas para o crescimento da economia brasileira em 2026 variam entre as instituições. O Boletim Focus, do Banco Central, aponta expansão de 1,83%, enquanto o Ministério da Fazenda projeta alta de 2%. Já o Fundo Monetário Internacional (FMI) prevê crescimento de 2,2% e estima que o Brasil retorne à posição de oitava maior economia mundial em 2027. O resultado oficial do PIB, calculado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), terá sua próxima divulgação em 2 de dezembro, com os dados do terceiro trimestre.

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