Economia

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Soluções para o polo gesseiro do Araripe, no Sertão, estão no horizonte

*Por Rafael Dantas O Polo do Araripe abriga a maior jazida de gipsita do Brasil. Matéria-prima para a produção de gesso, a extração e o beneficiamento do mineral são alguns dos carros-chefes da economia da região que está no extremo oeste do território pernambucano. Apesar dos potenciais, o arranjo produtivo local sofre por falta de energia, pelas dificuldades de logística e com a informalidade. A perspectiva de chegada do gás natural e a demanda aquecida do agronegócio pelo produto são alguns combustíveis para animar o setor. O presidente do Sindugesso, Jefferson Duarte, afirma que o polo registra cerca de 250 indústrias calcinadoras, 500 fábricas de pré-moldados e 50 empresas de mineração (que realizam a extração do minério). Pela alta informalidade da região, ele estima que o setor deve ter números ainda maiores mas de difícil mensuração. As companhias que integram esse arranjo produtivo estão nas cidades de Araripina, Trindade, Ipubi e Ouricuri. A energia para fazer a indústria de beneficiamento da gipsita é um dos gargalos que gera dois problemas. O primeiro é o preço, pois o setor precisa comprar lenha que vem de longe para uso nos fornos dessa atividade. O outro é ambiental, pois há ainda a atividade clandestina de desmatamento da caatinga para essa finalidade. “O maior desafio para a sustentabilidade do polo hoje é o consumo energético. Existe uma demanda de biomassa, lenha para mover as calcinadoras (que fazem a queima da gipsita para ser transformada em gesso) que são o coração do Polo Gesseiro. Sem calcinação, não tem gesso. Hoje há um custo elevado para trazer lenha de 400 a 450 km do polo gesseiro. Nas redondezas não há disponibilidade. Ela vem do Piauí, Ceará ou do Maranhão. Todo o traslado é feito por caminhões”, afirma o engenheiro químico, consultor de indústrias e desenvolvedor de produtos em gesso, Lincoln Silva. A boa notícia para o polo é que esse problema tem uma solução no radar do curto prazo. Segundo o prefeito de Araripina Raimundo Pimentel, a governadora Raquel Lyra tomou a decisão de fazer o investimento, via Copergás, para a construção de duas unidades de regaseificação, o que levaria o gás natural para o polo produtivo. “Serão implantadas duas unidades de regaseificação, uma em Trindade e outra em Araripina, para garantir o fornecimento do gás natural para as indústrias do polo gesseiro. Teremos gás com preço competitivo a tal ponto de estimular as empresas a deixarem de queimar lenha. Com isso teremos ganhos econômicos e ambientais extraordinários”, anima-se o prefeito. A governadora deverá revelar os detalhes dos investimentos, incentivos fiscais e da infraestrutura durante esta semana. O gás natural liquefeito seguirá para a região por caminhões até as unidades de regaseificação. Essa é uma alternativa mais viável que o gasoduto que foi discutido no passado para o Araripe. INFORMALIDADE E OUTROS INCÔMODOS O representante do Sindugesso considera que um dos maiores obstáculos reside no próprio empresariado. Apesar da riqueza do produto, caracterizado pela pureza e qualidade, o gesso ainda é tratado como um subproduto, carecendo de reconhecimento como fonte primária de recursos na região e sendo comercializado a preços muito reduzidos. “Ainda não conseguimos agregar um valor merecido ao nosso produto que não é respeitado e nem reconhecido como fonte primária de recursos da região. Eu acredito que um dos nossos primeiros gargalos é o próprio empresário e, em seguida, é uma tecla que a gente já vem batendo há muito tempo: a informalidade”. A utilização da capacidade industrial instalada no Sertão do Araripe, no terceiro trimestre de 2024, foi de apenas 61,3%. O indicador revelou uma ociosidade da produção de aproximadamente 40%, segundo os dados do Panorama Industrial publicado nesta semana pela Fiepe (Federação das Indústrias de Pernambuco). A produção reduzida é justificada pelos especialistas pelo fato de o setor da construção civil, o maior cliente do polo, estar ainda desaquecido no País. A maior parte da produção de gesso e dos pré-moldados segue para a região Sudeste e também para o Sul, segundo o consultor e engenheiro de minas, João Lucas Barbosa. “O gesso é ‘puxado’ majoritariamente pela alta da demanda na construção civil. Se o setor estiver em alta, a produção de gipsita e gesso acompanha esse crescimento. Não vimos no ano passado crescimento dos investimentos pelas construtoras. Consequentemente, a produção vem se mantendo mais baixa”, afirmou João Lucas Barbosa. Há um pessimismo identificado na pesquisa que tem relação com questões bem diversificadas. Quando questionados sobre os maiores problemas enfrentados pelas indústrias do Sertão do Araripe, os empresários citaram a competição desleal (71%). Os respondentes indicaram que suas empresas são muito oneradas por conta da informalidade existente na região, conforme mencionou o presidente do Sindusgesso. As reclamações sobre a elevada carga tributária (35,5%), a inadimplência dos clientes (35,5%) e a falta ou o alto custo de energia (16,1%) apareceram na sequência das dificuldades que atrapalham o desenvolvimento do setor. Todos esses problemas tiveram uma piora entre o segundo e o terceiro trimestre do ano passado, segundo a percepção indicada na pesquisa. GESSO AGRÍCOLA E O MERCADO DO AGRONEGÓCIO Além do mercado da construção civil, o agronegócio é outro comprador do polo. De acordo com o Sindugesso e os especialistas que atuam no setor, a demanda e venda pelo gesso agrícola está numa crescente. Esse produto não passa pela calcinação, mas apenas por uma etapa de trituração. “O ano de 2023 foi bastante desafiador, principalmente pela incerteza política que se instalou no País, mas, ao mesmo tempo, pela falta de investimento na área da construção civil, o que afeta diretamente o setor. Porém, o gesso é um produto maravilhoso. Além da construção civil, ele está sendo muito bem aceito na Bahia como aditivo para correção de solo. Então, é uma nova esperança para o setor gesseiro”, afirma Jefferson Duarte. Diferente dos mercados do Sul e Sudeste, que são muito distantes do Sertão do Araripe, a região produtora do Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) está bem mais próxima do Polo Gesseiro. O engenheiro Lincoln Silva, no entanto, alerta para o fato de

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Vivix inaugura parque solar de 27,5 MW e adota energia solar na fábrica em Goiana

A empresa terá 100% do seu consumo de energia elétrica abastecido por um parque solar. A Vivix Vidros Planos, integrante do Grupo Cornélio Brennand (GCB), avança em sua trajetória de sustentabilidade ao adotar fonte solar para suprir o consumo de energia elétrica em sua fábrica. A Unidade Geradora Fotovoltaica (UFV) Maravilhas I, um parque solar desenvolvido pela Atiaia Renováveis, também parte do GCB, foi projetada exclusivamente para atender às necessidades da Vivix. Localizado a poucos quilômetros da planta da Vivix, no município de Goiana, o parque solar já está em plena operação, apresentando uma potência de 27,5 megawatts (MW). Erguido em uma área útil de 85 hectares, a apenas 1,6 km da fábrica da Vivix, o projeto do parque solar impulsionou a criação de aproximadamente 280 empregos, abrangendo tanto mão de obra direta quanto indireta. Este marco representa um alinhamento consistente com as estratégias de ESG (Environmental, Social and Governance) da corporação. Agora, toda a operação fabril opera exclusivamente com energia elétrica proveniente de fontes limpas, renováveis e certificadas. Essa iniciativa solidifica o compromisso da empresa com a responsabilidade ambiental e social, contribuindo para um futuro mais sustentável. Parque Acquaventura, em Carneiros, já planejar lançamento com o trade turístico A Gramado Parks anunciou a retomada das obras do parque aquático Acquaventura e organizou um evento para apresentar o empreendimento a agências de turismo e à rede hoteleira. O encontro ocorreu em Porto de Galinhas nesta semana, com o propósito de estabelecer parcerias comerciais visando futuras vendas de ingressos para o parque, que terá capacidade para receber 2 mil pessoas por dia. Com um investimento de R$ 140 milhões, o empreendimento está sendo construído em um local paradisíaco no município de Tamandaré, em Pernambuco, ocupando uma área extensa de mais de 85 mil m². Os principais representantes da Gramado Parks, incluindo Ronaldo Costa Beber, CEO do Grupo, Lísia Diehl, diretora de Vendas e Marketing, e o pernambucano Gentil Cisneyro, Gerente Geral de parques, estiveram presentes para apresentar o projeto ao trade. Lísia Diehl, diretora de vendas “Estimamos receber cerca de 300 mil visitantes no primeiro ano de operações, com previsão de inauguração ainda em dezembro de 2024”. Pitú oferece drinks gratuitos para foliões no aeroporto do Recife A pernambucana Pitú anunciou um stand carnavalesco na área de desembarque nacional do Aeroporto Internacional do Recife para recepcionar os turistas com drinks gratuitos na semana pré-Carnaval. A ação começa no dia 04 e segue até 10 de fevereiro, no Sábado de Zé Pereira. Além das desejadas caipirinhas, a cachaçaria também proporcionará a degustação da linha ice Pitú Remix. No ano passado, a mesma ação distribuiu cerca de 25 mil copos de caipirinha e 3 mil latas da REMIX no stand.

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gas natural

Petrobras reduz preço do gás natural em 2%

(Da Agência Brasil) A Petrobras reduziu, nesta quinta-feira (1º), o preço do gás natural vendido pela estatal às distribuidoras em 2%, em média. Segundo a empresa, os contratos com as distribuidoras preveem atualizações trimestrais dos preços do produto. Para o trimestre que começa nesta quinta-feira, de acordo com a Petrobras, as referências foram uma queda de 3,6% do petróleo e uma depreciação de 1,5% do real frente ao dólar. Ainda segundo a Petrobras, as distribuidoras com contratos vigentes em 2023 perceberam uma redução de 22,2% ao longo do ano. “A Petrobras ressalta que o preço final do gás natural ao consumidor não é determinado apenas pelo preço de venda da molécula pela companhia, mas também pelo custo do transporte até a distribuidora, pelo portfólio de suprimento de cada distribuidora, assim como por suas margens (e, no caso do GNV – Gás Natural Veicular, dos postos de revenda) e pelos tributos federais e estaduais”, informa nota divulgada pela empresa. A redução, que vigora a partir de hoje, não se refere ao preço do gás liquefeito de petróleo (GLP), ou seja o gás de cozinha, que é envasado em botijões.

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PwC: 61% dos CEOs do setor de energia no Brasil preveem crescimento da economia

Os CEOs do setor de Energia, Serviços de Utilidade Pública e Recursos Naturais (EU&R) no Brasil estão mais confiantes nas perspectivas de crescimento nacional do que na expansão da economia global. De acordo com a 27ª edição da Global CEO Survey da PwC, 61% desses líderes preveem um crescimento da economia interna nos próximos 12 meses. Esse índice supera a média global de otimismo dos CEOs, que é de 44%, e também fica acima da média registrada entre os líderes brasileiros, que é de 55%. Esses resultados sugerem que o setor EU&R no Brasil antecipa um crescimento interno acima da média global. Tendências e desafios A rápida ascensão da disrupção tecnológica, as mudanças climáticas e outras megatendências globais têm representado uma ameaça significativa aos negócios tradicionais, forçando os CEOs a ajustarem suas estratégias diante de um cenário cada vez mais imprevisível. Essa dinâmica tem gerado apreensão entre os líderes empresariais sobre a sustentabilidade de seus empreendimentos: 41% dos CEOs brasileiros (45% globalmente) expressam dúvidas quanto à viabilidade contínua de suas empresas nos próximos dez anos. Embora os CEOs no setor de Energia, Serviços de Utilidade Pública e Recursos Naturais (EU&R) também manifestem preocupações sobre a sustentabilidade de seus negócios na próxima década, o índice é menor, atingindo 29%, em comparação com a média brasileira. Inteligência Artificial O impacto da disrupção provocada pela inteligência artificial (IA) é outra megatendência mapeada na pesquisa. O uso destas novíssimas tecnologias ainda está distante da maioria das empresas. Entre os CEOs de EU&R em território nacional, apenas 35% afirmaram que suas empresas mudaram a estratégia de tecnologia por causa da IA generativa nos últimos 12 meses. No Brasil, a média de todas as indústrias foi de 34% e, no mundo, de 31%. Apesar disso, 81% dos respondentes do setor declararam que a IA generativa vai mudar significativamente a maneira como as empresas criam, entregam e capturam valor. Adriano Correia, sócio da PwC Brasil “Estamos em um momento único de transformação no setor, que demandará cada vez mais tecnologia em tudo que as empresas fazem, e os dados da nossa pesquisa indicam isso, ainda que o estágio de implantação da inteligência artificial não seja uma realidade para a maioria dos nossos entrevistados. Percebemos o poder de influência dessa inovação quando observamos que 71% dos líderes do setor declararam que a adoção desta tecnologia vai melhorar a qualidade dos produtos ou serviços das empresas”.

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BNB amplia financiamentos em 27% e aplica R$ 58 bilhões na economia regional

O presidente do Banco do Nordeste, Paulo Câmara, enfatizou os resultados operacionais obtidos pela instituição em 2023, destacando especialmente o recorde histórico de contratações no montante de R$ 58,4 bilhões. DISTRIBUIÇÃO DOS RECURSOS Com recursos do Fundo Constitucional de Financiamento do Nordeste (FNE), as operações atingiram a cifra de R$ 43,67 bilhões. Houve um crescimento de 35% nas aplicações desses recursos em comparação com as operações de 2022. A distribuição desses fundos do FNE incluiu a alocação de R$ 17,78 bilhões no segmento rural, R$ 11,97 bilhões em infraestrutura, R$ 10 bilhões em comércio e serviços, e R$ 2,62 bilhões em indústrias. No que se refere ao Semiárido, uma região prioritária da Política Nacional de Desenvolvimento Regional (PNDR), o Banco destinou expressivos R$ 28 bilhões, representando 64,19% do montante total financiado. ao impulsionar a economia regional, o Banco do Nordeste contribuiu para a geração e manutenção de 1,9 milhão de empregos, um aumento de R$ 14,31 bilhões na massa salarial e R$ 8,18 bilhões na arrecadação tributária. A estimativa é do Escritório Técnico de Estudos Econômicos (Etene), do BNB. PAULO CÂMARA, PRESIDENTE DO BNB “As contratações representam um aumento de 27% em relação ao exercício anterior e evidenciam a confiança dos empreendedores em investir na região. Esses números refletem nosso compromisso com o desenvolvimento regional e a promoção de iniciativas que impulsionam todos os setores da economia” Bob’s abre unidade em Surubim e planeja abrir 10 novos pontos em Pernambuco O Bob’s inaugurou sua primeira loja em Surubim. Situada na movimentada Avenida Severino Clemente de Arruda, nº 7, a loja está estrategicamente posicionada em uma área de alto fluxo de pessoas. A novo restaurante gerou 17 empregos diretos. Com um salão interno que comporta 45 lugares e uma varanda com capacidade para 24 pessoas, o estabelecimento visa atender a uma estimativa de mais de 10 mil clientes mensais. Atualmente, o Bob’s já conta com mais de 30 pontos de venda em Pernambuco. Olhando para o futuro, a marca tem planos ambiciosos para 2024, visando a abertura de mais 10 pontos de venda em território pernambucano. “Estamos felizes em abrir a nossa primeira unidade do Bob’s em Surubim, levando toda a qualidade e sabor da nossa marca para os clientes e turistas da região”, afirma Fabiano Lima, diretor de Expansão do Bob’s. 61% dos pernambucanos devem gastar até R$1 mil no Carnaval 2024 O ano de 2024 está apenas começando, e o Carnaval já se aproxima com grandes expectativas de gastos entre os foliões. De acordo com uma pesquisa conduzida pela plataforma TIM Ads, envolvendo o público pré-pago, 61% dos entrevistados pernambucanos indicaram que planejam gastar até R$ 1 mil durante os dias de folia. A coleta de dados foi realizada entre os dias 8 e 14 de janeiro. Das mais de 1,3 mil respostas obtidas, 68% manifestaram que gostam ou gostam muito do Carnaval. Quanto aos planos para o período festivo, 47% dos entrevistados pretendem aproveitar a folia indo à praia ou permanecendo em casa. Além disso, 30% afirmaram que utilizarão o período para viajar, sendo 16% dentro dos estados brasileiros e 14% para destinos internacionais.

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Folia recifense deve movimentar R$ 2,4 bilhões neste ano

Segundo dados divulgados pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SDECTI) da Prefeitura do Recife, a estimativa é de que 2,7 milhões de foliões tenham visitado a capital pernambucana durante as festividades de 2023. Caso esse número se repita em 2024, a população da cidade praticamente dobrará durante o período carnavalesco. Para o comércio, serviços e turismo, essa ocasião representa uma valiosa oportunidade. A SDECTI prevê um movimento de até R$ 2,4 bilhões na economia local, um valor expressivo para os dias de festa. De acordo com a Confederação Nacional do Comércio (CNC), os setores mais demandados serão alimentos, bebidas, serviços de beleza, eventos culturais e, claro, a cadeia ligada à hotelaria. Expectativas positivas Uma pesquisa da Fecomércio-PE revela que cerca de 75% dos empresários consultados têm expectativas positivas em relação ao faturamento durante o Carnaval de 2024. A pesquisa também indica que 19,2% dos empresários acreditam que o desempenho será equivalente ao de 2023. As expectativas positivas se baseiam na atratividade usual de Recife para foliões locais e turistas, reforçada pela agenda de eventos carnavalescos de 2024. Apesar do otimismo, há preocupações pertinentes relacionadas à proximidade do Carnaval com o início do ano. Para 7,7% dos empreendedores, as primeiras semanas de janeiro e fevereiro pressionam a disponibilidade de renda das famílias, devido aos gastos remanescentes com as comemorações de dezembro e ao início do pagamento de tributos e taxas, como as escolares. Aumento nas vendas A pesquisa também revela que 27,8% dos empresários esperam um aumento de 25% a 50% nas vendas em relação ao mês anterior, enquanto 22,2% estimam um crescimento de 10% a 25%. Entre as estratégias mais adotadas para impulsionar as vendas, destaca-se o uso de redes sociais e internet, seguido por publicidade e abertura do estabelecimento em horário especial. Isso reflete a preferência do empresariado recifense por canais digitais, consolidando tendências identificadas em pesquisas anteriores realizadas pela Fecomércio-PE.

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Copom reduz juros básicos da economia para 11,25% ao ano

(Da Agência Brasil) O comportamento dos preços fez o Banco Central (BC) cortar os juros pela quinta vez seguida. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) reduziu a taxa Selic, juros básicos da economia, em 0,5 ponto percentual, para 11,25% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros . Em nota, o Copom informou que pretende continuar a reduzir a Selic em 0,5 ponto percentual nas próximas reuniões. Na entrevista coletiva do Relatório de Inflação de dezembro, o presidente do BC, Roberto Campos Neto, indicou que o Copom sempre se refere aos próximos dois encontros ao mencionar a expressão “próximas reuniões”, o que indica que os cortes continuarão até maio pelo menos. “Em se confirmando o cenário esperado, os membros do comitê, unanimemente, anteveem redução de mesma magnitude nas próximas reuniões e avaliam que esse é o ritmo apropriado para manter a política monetária contracionista necessária para o processo desinflacionário”, destacou o comunicado. Em relação à quando os cortes serão interrompidos, o órgão informou que isso dependerá do cenário econômico “de maior prazo”. A taxa está no menor nível desde março de 2022, quando estava em 10,75% ao ano. De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. Por um ano, de agosto de 2022 a agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano por sete vezes seguidas. Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.

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Mercado reduz para 3,81% previsão para inflação de 2024 

(Da Agência Brasil) A previsão do mercado financeiro para o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) – considerado a inflação oficial do país – teve redução, passando de 3,86% para 3,81% este ano. A estimativa está no Boletim Focus de ontem (30), pesquisa divulgada semanalmente pelo Banco Central (BC) com a expectativa de instituições financeiras para os principais indicadores econômicos.   Para os próximos anos – 2025, 2026 e 2027, a projeção da inflação permaneceu em 3,5%.   A estimativa para 2024 está dentro do intervalo da meta de inflação que deve ser perseguida pelo BC. Definida pelo Conselho Monetário Nacional (CMN), a meta é de 3% para este ano, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual para cima ou para baixo. Ou seja, o limite inferior é 1,5% e o superior 4,5%.   Para 2025 e 2026, as metas de inflação estão fixadas em 3%, com intervalo de tolerância de 1,5 ponto percentual.    Em dezembro de 2023, a inflação do país foi de 0,56%, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com isso, o IPCA fechou o ano passado com alta acumulada de 4,62%.  Juros básicos   Para alcançar a meta de inflação, o Banco Central usa como principal instrumento a taxa básica de juros – a Selic – definida em 11,75% ao ano pelo Comitê de Política Monetária (Copom). Após sucessivas quedas no fim do primeiro semestre de 2023, a inflação voltou a subir na segunda metade do ano, mas essa alta era esperada por economistas.  O comportamento dos preços fez o BC cortar os juros quatro vezes no semestre passado, em todas as reuniões do Copom. Em ata divulgada, o colegiado informou que continuará a promover novos cortes de 0,5 ponto nas próximas reuniões, mas não detalhou quando vai parar de reduzir a taxa Selic. Segundo o BC, o momento dependerá do comportamento da inflação no primeiro semestre de 2024.    Reunião do Copom Para o mercado financeiro, a Selic deve encerrar 2024 em 9% ao ano. A primeira reunião do Copom neste ano ocorre em hoje (30) e amanhã (31) e os analistas esperam que a Selic seja reduzida a 11,25%. Para o fim de 2025, 2026 e 2027, a previsão é de Selic em 8,5% ao ano.  De março de 2021 a agosto de 2022, o Copom elevou a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo de aperto monetário que começou em meio à alta dos preços de alimentos, energia e combustíveis. Por um ano, até agosto de 2023, a taxa foi mantida em 13,75% ao ano.   Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021.   Quando o Copom aumenta a taxa básica de juros, a finalidade é conter a demanda aquecida, e isso causa reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Mas, além da Selic, os bancos consideram outros fatores na hora de definir os juros cobrados dos consumidores, como risco de inadimplência, lucro e despesas administrativas. Desse modo, taxas mais altas também podem dificultar a expansão da economia.  Quando o Copom diminui a Selic, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação e estimulando a atividade econômica.  PIB e câmbio   A projeção das instituições financeiras para o crescimento da economia brasileira neste ano permaneceu em 1,6%.  Para 2025, a expectativa para o Produto Interno Bruto (PIB) – a soma de todos os bens e serviços produzidos no país – é de crescimento de 2%. Para 2026 e 2027, o mercado financeiro projeta expansão do PIB também em 2%, para os dois anos.  Superando as projeções, no terceiro trimestre do ano passado a economia brasileira cresceu 0,1%, na comparação com o segundo trimestre de 2023, de acordo com o IBGE. Entre janeiro e setembro, a alta acumulada foi de 3,2%.   Com o resultado, o PIB está novamente no maior patamar da série histórica, ficando 7,2% acima do nível de antes da pandemia, registrado nos três últimos meses de 2019. Os dados do quarto trimestre de 2023, com o consolidado do ano, será divulgado pelo IBGE em 1º de março.   A previsão de cotação do dólar está em R$ 4,92 para o fim deste ano. No fim de 2025, a previsão é que a moeda americana fique em R$ 5. 

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Fabio Menezes

Fábio Menezes aponta 3 tendências que irão impactar os pequenos negócios em 2024

O consultor e sócio da TGI Fábio Menezes foi um dos entrevistados da reportagem de capa da semana da Algomais. Na entrevista, ele destaca as principais tendências que prometem influenciar os pequenos negócios neste ano. Além de apontar o que está neste horizonte de curto prazo, o especialista destaca alguns segmentos do mercado pernambucano com potencial de crescimento neste ano e trouxe orientações para quem está desejoso em empreender por oportunidade. Quais as principais tendências que devem impactar os pequenos negócios em 2024? Eu destacaria três tendências. A primeira é o desenvolvimento da IA. Sem dúvida, uma das principais tendências é o desenvolvimento das ferramentas de IA e os pequenos negócios têm a possibilidade de buscar algum ganho de produtividade. Normalmente negócios com estruturas mais enxutas têm a característica da agilidade, até mesmo pelos processos menos formais sobretudo nas primeiras fases, é possível que esta característica permita testar mais rápido e, até, já começar incorporando novas ferramentas que possam trazer redução de custos e maior produtividade. Outra tendência que não começou agora, mas foi fortemente disseminada na pandemia, é o trabalho remoto ou mesmo híbrido. Um pequeno empreendedor pode começar seu negócio sem ter que disponibilizar uma sede com capacidade de receber a sua equipe, permitindo um custo menor. É evidente que essas circunstâncias trazem também um desafio de gestão à distância, pelo menos física, que precisa ser considerado. A natureza da atividade do negócio vai influenciar na forma como essa questão precisa ser administrada. Uma terceira tendência é a concorrência mais descentralizada. A alternativa de trabalho remoto traz também um efeito colateral que é a possibilidade de enfrentar uma concorrência mais descentralizada. Se um profissional pode atender seu cliente “de casa”, em tese um concorrente noutro lugar do país ou até mesmo do mundo também poderia atender o mesmo cliente. Portanto, pensar o mundo de forma mais global, mais interconectado e automatizado e também mais sustentável parece se configurar como premissas indispensáveis para todos os empreendedores, sobretudo para os que estão começando. Olhando para o mercado pernambucano, que segmentos você observa estarem despontando maior interesse dos empreendedores, a partir das características do nosso Estado? Em Pernambuco há a expectativa de investimentos mais robustos em Suape, o que deve ampliar a circulação de dinheiro na economia como um todo, impactando a maior parte do mercado. No entanto, é possível que vivenciemos uma fração do que aconteceu na época da implantação dos projetos estruturadores em Pernambuco, como a Refinaria, a Petroquímica, os Estaleiros… que é a escassez de mão de obra no mercado. Não acredito que será igual porque o volume de investimentos é bem diferente, mas as empresas já começam a enfrentar dificuldades de contratar e de reter profissionais. Não é fácil falar especificamente de setores porque já há alguns anos, incluindo a pandemia, estamos com um mercado mais retraído do que dinâmico. Nesse cenário, é possível observar empresas em situação de competitividade bem diferente de outras, muitas vezes no mesmo setor. No entanto, o setor de construção civil para habitação popular, principalmente por conta dos programas públicos de incentivo, como o Minha Casa Minha Vida e o Morar Bem, estão animando os empreendedores que atuam nesse segmento. Muitos dos pequenos negócios que nasceram nos últimos anos foram em função da necessidade, pelas demissões na pandemia. Para quem faz o outro caminho, do empreendimento por oportunidade, quais os caminhos para escolher um bom nicho de mercado? Um passo inicial importante, que pode ser determinante, é escolher um segmento com o qual o empreendedor se identifique. Não iniciar uma atividade simplesmente porque “está na moda”. Quando o empreendedor se identifica tem muito mais chances de estudar, pesquisar, se dedicar à atividade com muito mais afinco e prazer. Outro passo muito valioso, que às vezes pode parecer óbvio, mas nem sempre é tratado com o cuidado necessário, é investir no planejamento do negócio. Fazer as avaliações necessárias de mercado e formular um Projeto consistente, com clareza da identidade, da clientela a ser buscada, dos processos básicos de funcionamento do negócio, da divisão de papéis e responsabilidades (quando o empreendimento tem sócios, por exemplo), entre outros pontos que precisam ser definidos, de preferência, antes de começar o negócio efetivamente. Além disso, depois de formulado o projeto, o próximo passo seria elaborar um plano de implantação do empreendimento, com uma perspectiva estratégica. Ou seja, programar as atividades básicas e imediatas para o início da operação, mas também pensar em objetivos pelo menos de médio prazo, considerando um horizonte de cinco anos, por exemplo. Essas duas perspectivas, de curto e médio prazos, é como se fossem o farol baixo e alto de um carro numa estrada a noite. Podendo estar com os dois faróis ligados a segurança tende a ser maior. As iniciativas de estudar o mercado, formular um projeto consistente e elaborar um planejamento estratégico consequente costumam ampliar e muito as chances de sucesso de qualquer negócio. É evidente que não existem fórmulas mágicas e garantias de sucesso, mas a experiência mostra que quanto maiores os investimentos na preparação, maiores também as chances de êxito. LEIA TAMBÉM

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Fiepe: Indústria pernambucana começa 2024 com menos confiança

Os empresários industriais de Pernambuco iniciaram o ano de 2024 com uma diminuição na confiança, conforme indicado pelo Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) do estado. Houve uma queda de 2,1 pontos na transição de dezembro de 2023 para janeiro deste ano, levando o índice de 57,8 pontos para 55,7 pontos. Apesar da redução, o resultado permanece positivo, mantendo-se acima da marca de 50 pontos, que é considerada a linha divisória. A queda no índice foi influenciada pelas condições atuais, conforme explicado pela pesquisa. O indicador de Condições Atuais reflete a percepção dos empresários da indústria em relação à situação atual dos negócios, registrando uma diminuição de 4,4 pontos percentuais e atingindo 51,7 pontos, aproximando-se assim da marca de 50 pontos. Análise do economista Cézar Andrade “Muitos fatores justificam esse cenário, digamos, mais complicado dentro das empresas. O excesso de burocracia, a dificuldade de acesso a crédito e a alta carga tributária são fatores que pesam, sobretudo para as pequenas e médias empresas. Sem falar na alta cambial, que impactaram os negócios que dependem da matéria-prima vinda de fora”. Índice de expectativas No entanto, o desempenho do ICEI local não foi totalmente desfavorável, graças ao índice de Expectativas. Para os próximos seis meses, os empresários demonstram otimismo em relação a um cenário mais positivo. Embora tenha sofrido uma queda de 2,1 pontos percentuais de um mês para o outro, o índice ainda se mantém em território positivo, ao permanecer acima da linha divisória, registrando 57,7 pontos, como explicado por Cézar.

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