Economia

Fabiana Nunes

Direito sucessório é fundamental no país que tem 90% de suas empresas com perfil familiar

A advogada pernambucana Fabiana Nunes Costa participa como convidada  do 16º Encontro Nacional de Famílias Empresárias, esta semana em São Paulo, no Novotel Center Norte, promovido pela The Family Business Network.O encontro este ano tem como tema “Família Empresária na era da transparência: tornando o invisível, visível”.  A  FBN é a maior organização de famílias empresárias do mundo. Atualmente reúne mais de 4 mil famílias empresárias, 17 mil membros, sendo 4,3 mil  das futuras gerações, em 32 unidades em 65 países. O Brasil ocupa o quinto lugar em importância global para a FBN,. São 22 anos de história, 1022 membros, e 123 famílias empresárias associadas. Entre os familys offices pernambucanos que integram a FBN, Grupo Brennand, Raymundo da Fonte e Evipar, que será representado no encontro por Juliana Vieira Maranhão. No Brasil, 90% das empresas têm perfil familiar. Segundo dados consolidados do IBGE. essas organizações respondem por 50% do PIB do nosso país e empregam 75% da mão de obra no País.Fabiana Nunes, do Nunes Costa Advocacia, que acaba de abrir banca jurídica em São Paulo, é um dos nomes relevantes com expertise Direito Sucessório.

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hidrogenio verde

Suape expõe projetos sustentáveis no Congresso do Hidrogênio

O Complexo Industrial Portuário de Suape marca presença no 3º Congresso Brasileiro de Hidrogênio, em Maricá, RJ, de 29 a 31 de maio. Com foco em transição energética e sustentabilidade, Suape apresenta seus projetos inovadores e estratégicos para o uso do hidrogênio. “O Porto de Suape está na rota da descarbonização. E nada mais significativo do que mostrar os projetos em andamento em um dos maiores eventos de hidrogênio do Brasil. A ideia é buscar conexões que agreguem a transição energética justa e solidária à Agenda ESG (sigla em inglês para gestão ambiental, social e de governança) que Suape está alinhada”, afirma o diretor de Sustentabilidade do complexo, Carlos Cavalcanti. Evento une indústria em prol do hidrogênio, abrangendo cadeia de valor e uso do combustível do futuro.

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IGP-M registra queda de preços de 1,84% em maio

(Da Agência Brasil) O Índice Geral de Preços – Mercado (IGP-M), medido pela Fundação Getulio Vargas (FGV), registrou deflação (queda de preços) de 1,84% em maio deste ano. A queda é mais acentuada do que a observada em abril, quando apresentou deflação de 0,95%. Na comparação com maio de 2022, houve inflação (alta de preços) de 0,52%. Com o resultado, o IGP-M acumula queda de preço de 2,58% desde o início do ano. Em 12 meses, a deflação acumulada chega a 4,47%. Em maio do ano passado, o índice acumulava inflação de 10,72% em 12 meses. A queda da taxa de abril para maio foi puxada pelos preços no atacado, medidos pelo Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA), que registrou deflação de 2,72%, a maior queda de preços da série histórica. Em abril, a deflação havia sido de 1,45%. O Índice de Preços ao Consumidor (IPC), que mede o varejo, e o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC), por outro lado, registraram, em maio, altas de preços mais expressivas do que as taxas de inflação de abril. O IPC subiu de 0,46% em abril para 0,48% em maio. Já o INCC passou de 0,23% para 0,40% no período.

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Bruno Cunha

9 dificuldades que podem impedir sua recolocação no mercado de trabalho

Em busca de um emprego, muitas pessoas enfrentam dificuldades para conquistar uma oportunidade. Mesmo após enviar currículos, fazer contatos pessoais e buscar indicações, os retornos são escassos e o tempo vai passando. Mas o que está acontecendo? Será que faltam vagas no mercado de trabalho? Essas questões serão respondidas por Bruno Cunha, renomado consultor de carreira, em uma palestra gratuita que acontecerá na próxima segunda-feira (29/05) às 19h, no Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE), na Imbiribeira. Durante a palestra, Bruno Cunha abordará as nove principais dificuldades que podem impedir a recolocação profissional. Entre elas estão a falta de visão sobre empregabilidade, a ausência de foco na carreira, a falta de networking profissional, o desalinhamento do currículo com as vagas, o baixo desempenho em entrevistas, a falta de estratégia na pretensão salarial, a falta de direcionamento na carreira, fragilidades comportamentais e o esgotamento emocional. O objetivo do evento é fornecer dicas e orientações para superar esses desafios e aumentar as chances de recolocação no mercado de trabalho. Além da palestra, haverá uma mesa-redonda para esclarecer dúvidas e permitir que os participantes desenvolvam suas estratégias de carreira. As inscrições já estão abertas e podem ser feitas através do site: https://pontus.rds.land/palestraeventounit2905. Serão disponibilizadas 300 vagas e é solicitado a cada participante que leve um quilo de alimento não-perecível, como forma de contribuição social (não obrigatório). #Serviço: O que: palestra gratuita “Os 09 principais problemas que impedem a sua recolocação e como resolvê-los” Quando: 29/05/23 (presencial) Onde: Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE), na Avenida Marechal Mascarenhas de Morais, 3905, na Imbiribeira, Recife. Horário: das 19h às 22h. Entrada: 01 kg de alimento não-perecível (não obrigatório) Inscrições pelo site: https://pontus.rds.land/palestraeventounit2905

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carros automovel

Governo anuncia redução de até 10,8% no preço de carros novos

(Da Agência Brasil) O governo federal anunciou nesta quinta-feira (25) a redução de impostos com o objetivo de diminuir o valor final de carros novos no Brasil. A medida será possível com a redução das alíquotas do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) e do Programa de Integração Social e Contribuição para o Financiamento da Seguridade Social (PIS/Cofins) para a indústria automotiva. Os descontos que incidirão sobre o valor dos veículos irão de 1,5% a 10,8%, de acordo com critérios de preço, eficiência energética e densidade industrial no país. A medida vale para carros de até R$ 120 mil. Contudo, ainda não há definição de qual será o nível de redução das alíquotas e como o governo compensará o benefício. A medida está em discussão no Ministério da Fazenda, que terá 15 dias para apresentar os parâmetros que serão usados na edição de um decreto (para reduzir o IPI) e de uma medida provisória (MP) (para reduzir PIS/Confins) que será encaminhada para aprovação do Congresso Nacional. As informações foram dadas pelo vice-presidente da República e ministro do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços, Geraldo Alckmin, após reunião do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com representantes de entidades de trabalhadores e fabricantes do setor automotivo, no Palácio do Planalto, em Brasília. No encontro, Lula e Alckmin discutiram medidas de curto prazo para ampliar o acesso da população a carros novos e alavancar a cadeia produtiva ligada ao setor automotivo brasileiro, visando à renovação da frota no país. Segundo o vice-presidente, os benefícios serão temporários, para este momento de ociosidade da indústria. De acordo com a Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), o preço final ao consumidor pode cair para menos de R$ 60 mil, conforme a política de cada montadora. Atualmente, não é possível comprar um carro popular por menos de R$ 68 mil. O presidente da Anfavea, Márcio de Lima Leite, explicou que é importante que o benefício seja de pelo menos 12 meses, para melhor planejamento e investimentos da indústria. Segundo Leite, os descontos serão imediatos após a publicação da MP e do decreto e incidirão, inclusive, sobre os veículos que já estão nos pátios das montadoras. Critérios Alckmin explicou que haverá uma metodologia para aplicação dos descontos, que levarão em conta três critérios. O primeiro é a questão social, do preço do carro. “Hoje o carro mais barato é quase R$ 70 mil. Então, queremos reduzir esse valor”, disse. “O carro, quanto menor, mais acessível, maior será o desconto do IPI e PIS/Cofins. Então, o primeiro item é social, é você atender mais essa população que está precisando mais.” O segundo critério é a eficiência energética, “é quem polui menos”. “Então, você premia e estimula a eficiência energética, carros que poluem menos, com menor emissão de CO2 [gás carbônico, gases de efeito estufa]”, disse. Para Márcio de Lima Leite, da Anfavea, de modo geral, com a renovação da frota, já haverá ganhos ambientais para o país, uma vez que um veículo usado pode emitir 23 vezes mais gases de efeito estufa que um carro novo. E, por fim, o critério da densidade industrial. “O mundo inteiro, hoje, procura fortalecer a sua indústria. Então, se eu tenho uma indústria [em] que 50% do carro é de peças [fabricadas no Brasil] e feito no Brasil e o outro é 90%, isso vai ser levado em consideração”, explicou Alckmin. Segundo o vice-presidente, o Brasil vem sofrendo um processo de desindustrialização e, por isso, o poder público deve fazer um esforço de recuperação para aumentar a competitividade e reduzir o Custo Brasil. “É o que chamamos de neoindustrialização”, disse. Custo Brasil é um termo que descreve o conjunto de dificuldades estruturais, burocráticas e econômicas que encarecem e comprometem novos investimentos pelas empresas e pioram o ambiente de negócios no país. Ou seja, é a despesa adicional que as empresas brasileira têm de desembolsar para produzir no Brasil, em comparação com os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Em estudo realizado pelo governo federal em parceria com o Movimento Brasil Competitivo, em 2019, o Custo Brasil foi estimado em R$ 1,5 trilhão, ou 22% do Produto Interno Bruto (PIB, soma de todos os bens e serviços produzidos no país). Entre outras medidas, o governo aposta na reforma tributária, em discussão no Congresso Nacional, para redução desse custo. Crise na indústria De acordo com Márcio de Lima Leite, o setor automotivo trabalha hoje com 50% da sua capacidade instalada “É um dos menores números e um dos piores meses da indústria automotiva, mercado que representa 20% do PIB industrial. A produção de veículos aumentou 8% no primeiro trimestre do ano em comparação com o mesmo período de 2022. Segundo balanço divulgado em abril pela Anfavea, foram fabricadas 496,1 mil unidades nos primeiros três meses deste ano. Apesar de o número representar alta em relação ao ano passado, na ocasião, Leite lembrou que o primeiro trimestre de 2022 foi o pior resultado da indústria automobilística desde 2004. “Nós estamos repetindo em 2023 o pior trimestre desde 2004”, disse, ao comparar os dados da produção em 2022 e em 2023. Hoje, o presidente da Anfavea destacou que, neste ano, houve 14 momentos de paralisação de fábricas, em razão da falta de semicondutores (insumo importante para o setor) e do problema de oferta que ainda vem da crise provocada pela pandemia de covid-19. “Nesse momento, as montadoras têm reafirmado a crença no Brasil, e nós estamos investindo R$ 50 bilhões, um dos maiores ciclos de investimento da indústria automotiva. Nós acreditamos na competitividade e estamos fazendo um trabalho, junto com o governo, para retomada, para que o mercado tenha um aquecimento”, disse, em conversa com jornalistas, após a reunião no Palácio do Planalto, citando ainda a retomada da oferta de empregos no setor. Crédito para exportação Outra medida que deve beneficiar o setor automotivo foi anunciada hoje pelo presidente do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Aloizio Mercadante. O banco abrirá uma linha de crédito de R$ 2 bilhões só para produtos de exportação, financiados em

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Yachin busca investidores para chegar ao mercado pernambucano e expandir operações no Conde

A Yachin Empreendimentos, empresa especializada em gestão de patrimônio imobiliário, está em busca de investidores privados para expandir sua atuação no Conde, Paraíba, e também ingressar no mercado do Cabo de Santo Agostinho, em Pernambuco. Com o objetivo de ampliar seu Centro de Distribuição na Paraíba de 50 mil m² para 70 mil m², além de operar em uma área de 100 mil m² com ABL de 40 mil m² em Pernambuco, a empresa busca captar R$100 milhões para essa expansão. O diretor administrativo da Yachin Empreendimentos, Marcelo Cherpak, destaca a eficiência logística da região do Conde, na Paraíba, devido à sua proximidade com os portos de Cabedelo e Suape, onde estão instalados centros de distribuição de empresas como Grupo Mateus, Mercado Livre e Centauro. ““O nosso fundo privado de acionistas é uma S/A que abriu para que os interessados possam aportar capital e atuar nesse segmento que tem um rendimento de 9,50% ao ano + IPCA (valor líquido). É um investimento sólido e com a expertise do nosso grupo que começou com apenas 19 investidores e está, hoje, cinco anos depois desse início, com um total de 44 acionistas”, explica.

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Impedir o avanço da Inteligência Artificial ou se juntar a ela, eis a questão?

Tudo que é novo traz medo e incerteza. É isso que está ocorrendo com a inteligência artificial neste momento. Por um lado, algumas ameaças são de ordem prática e com efeito de curto prazo. Por outro, são exageradas e estão no campo da ficção. Mas há uma grande questão a ser respondida. Sucumbir ao medo e apoiar o impedimento da IA ou se juntar a ela para ajudar a definir seu rumo e beneficiar a humanidade? Vamos aos medos. O primeiro medo mais comum é o desemprego em massa. De fato, as consequências no mercado de trabalho serão de grande proporção. Isso porque as aplicações de IA promovem, ao mesmo tempo, aumento de produtividade, de qualidade e de escala. Dispositivos associados à IA, por exemplo, fazem o trabalho mecânico e repetitivo melhor, mais rápido e mais barato do que os humanos. Além disso, a inteligência artificial possui uma grande capacidade transformadora, alta velocidade de implantação e muita intensidade em seus impactos. Por isso, o balanço final entre geração e fechamento de vagas devido às consequências da IA tende a ser negativo. O desemprego em muitas áreas será uma realidade nos próximos anos. O segundo medo mais comum é que a IA desenvolva pensamento autônomo. Um dos exemplos mais citados é a possibilidade do disparo de um míssil atômico a partir da análise de uma aplicação sobre uma informação na internet. Aí estamos entrando no campo da ficção, quando várias aplicações têm o poder de se conectarem sozinhas e tomar decisões para as quais não foram programadas. Essa é chamada IA Geral. Mas que, na prática, tem outros objetivos, como permitir a conexão dos semáforos se uma cidade com carros autônomos para melhorar a fluidez do trânsito. Espera-se também desse tipo de interligação a diminuição dos acidentes e, por consequência, menos vítimas fatais. Expandindo esse conceito para outras áreas, a IA seria uma grande “cola” que possibilitará a ampliação dos benefícios de sistemas que hoje não se “falam”. E por que se juntar à IA? Em contraponto à ameaça de desemprego em massa, a inteligência artificial traz a possibilidade de “libertar” os humanos de trabalhos precarizados que não oferecem perspectiva profissional: motorista de transporte coletivo, caixa de supermercados, entregadores, carregadores, vigilantes etc. Na prática, diante das perspectivas que a IA pode oferecer, podemos considerá-los atualmente até como humanos fazendo trabalhos de robôs. Outro avanço que a inteligência artificial pode proporcionar à humanidade é a educação personalizada de acordo com a necessidade de cada aluno. Na medicina, a IA é capaz de fazer diagnósticos de forma mais precisa e rápida, além de acelerar pesquisas para a cura de doenças como o câncer, entre outros usos. Ou seja, as possibilidades de interligação e personalização que a IA pode alcançar encaminham a resolução de problemas que estão sem solução em diversas áreas neste momento. Nessa direção, de uma forma geral, a IA é mais benéfica do que problemática. Olhando em perspectiva, o saldo tende a ser mais positivo do que negativo, mas é preciso dar um rumo ético e civilizatório. Sem regulação, é difícil conter as ameaças de curto prazo, como as consequências socioeconômicas do desemprego em massa. Sem algum tipo de controle, a inteligência artificial dá mais medo do que traz solução. Portanto, faz mais sentido unir-se a ela. Até porque os sinais mostram que a inteligência artificial é uma ponte que vai ser queimada: quem não atravessar logo ficará sentado à beira do caminho, como diz a música. Isso porque a história nos mostra que essa mesma ponte já queimou outras vezes quando tecnologias se tornam populares, como a eletricidade, o computador pessoal, a internet e os smartphones, por exemplo. O mundo se tornou melhor depois que elas chegaram. Como já escrevi em outros artigos, impedir a evolução da IA, mesmo que temporariamente, é barrar a evolução da humanidade, em última análise. Como diz uma charge que tem circulado nas redes sociais, estou mais preocupado com o que os humanos podem fazer com IA do que com o que a IA pode fazer com os humanos.

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Edgar Andrade

“Vamos priorizar negócios com pessoas pretas, periféricas e do interior”

A Startupbootcamp, terceira maior aceleradora de startups do mundo, embarcou no Porto Digital, no Recife, com uma meta ousada: investir em 20 mil startups nos próximos 10 anos no Brasil, sendo que todas devem estar conectadas com os 17 Objetivos de Desenvolvimento Sustentável e, prioritariamente, lideradas por pessoas pretas, periféricas e do interior do Brasil. Nesta entrevista a Cláudia Santos, o head da empresa no Brasil, Edgar Andrade, explica que tal propósito não mira apenas a melhoria do planeta mas, também, tem uma boa carga de business. Baseado em análises de renomados especialistas de mercado, Edgar, que também é fundador do Fab Lab REC, assegura que os negócios que tendem a ter sucesso serão aqueles que vão resolver os grandes problemas complexos relacionados aos ODS. Também afirma que aqueles que vivenciam esses problemas, como as pessoas pretas da periferia, são mais capazes de encontrar as soluções. Confira a entrevista a seguir. A Startupbootcamp é a terceira maior aceleradora mundial. Fale um pouco sobre ela. Vou subverter a pergunta, vou começar falando da visão que eu tinha dos processos de aceleração de empresas. Tenho uma trajetória empreendedora, tirei a carteira de trabalho aos 14 anos e ela nunca foi preenchida. Tive experiências em diversas áreas e a maioria deu errado, mas aprendi com cada uma delas. Costumo dizer que o medo de errar é o que mais atrapalha a vida das pessoas. Com essa pegada, interajo com o Porto Digital, participei de uns quatro planejamentos estratégicos do parque, mentorava startups, mas teve uma hora que perdi a paciência e parei de participar dessas experiências porque me incomodava muito essa história de ser unicórnio (startup que se transforma numa empresa que vale US$ 1 bilhão). Não tenho nada contra unicórnios, até porque seria uma contradição nesse papel que assumo agora, mas sou contra a ideia de que todo mundo tem que chegar lá. Bem, a Startupbootcamp foi formada por dois empreendedores (Joop Ende e John Mol) que fundaram a Endemol, produtora que criou o Big Brother e o The Voice. Eles venderam a empresa, pegaram o dinheiro e criaram a Startupbootcamp. E aí tem um parêntese que acho muito interessante que é a história de Kauan. Quem é ele? Kauan Von Novack, gestor global da Startupbootcamp. Ele é de Curitiba e foi trabalhar no Vale do Silício há 15 anos, numa das maiores aceleradoras de startups do mundo. Mas começou a questionar esse modelo em que se bota dinheiro em 10 startups e fica-se rezando para ver se uma delas vira um negócio gigante que pague a conta toda. Ele pegava altas brigas com a galera lá até que os donos da aceleradora disseram: “oh Kauan, você não vai dar certo com a gente não porque bate muito de encontro com nossa filosofia. Mas têm uns doidos lá em Amsterdam que falam essas mesmas coisas que você, acho que você vai dar certo com eles”. Duas a três semanas depois, Kauan se mudou para Amsterdam para trabalhar com a Startupbootcamp. A aceleradora é recente, nasceu em 2010, mas quem botou grana no primeiro fundo, criado lá atrás, já tirou 15 vezes o investimento que foi feito. Foi a primeira aceleradora a abrir capital na bolsa de valores de Amsterdam. Quando você tem um fundo listado na bolsa, você pode desistir a qualquer momento e pegar seu dinheiro de volta, o que já oferece mais segurança para quem vai investir. No modelo tradicional de aceleração de startup isso não acontece. E outra: você investe num pacote de 20 a 30 empresas e o super-resultado de uma, compensa a perda de outra. É um modelo que já existe no exterior? Existe muito no exterior e os fundos de pensão se envolvem nesses processos. Agora, é um desafio também lá fora convencer as pessoas de, ao invés de investir em fundo de renda fixa, botar dinheiro nas startups. Tem uma fala que Kauan vem repetindo: “se todos os brasileiros que investem em renda fixa pegassem apenas 10% do seu dinheiro investido e direcionasse para startups, em 20 anos a gente teria uma empresa do tamanho da Microsoft no Brasil. Muitas darão errado, mas fatalmente surgirão negócios de alta escala. Quando a gente fala em investir em 20 mil negócios no Brasil nos próximos 10 anos é na perspectiva de que surjam grandes negócios a partir desses investimentos e que gerem impostos em várias cidades, no Recife, em Vitória da Conquista (BA), em Campina Grande (PB), em Mogi das Cruzes (SP), em Saquarema (RJ). Por isso a gente traz a importância de se montar uma estrutura de formação empreendedora, para ter mais gente no jogo, e de incentivo à interiorização desses negócios. Hoje, cada vez que você anuncia no Facebook ou nas outras redes, isso gera imposto lá no Vale do Silício, na Califórnia, ou seja, a gente ajuda a financiar as políticas públicas dos EUA, onde a empresa está sediada. Se daqui a 10/20 anos surge uma grande empresa de comunicação no Porto Digital, que serve ao Brasil e ao mundo todo, esse imposto todo virá pra cá. Imagine o impacto de longo prazo da geração de impostos que um movimento desses pode provocar, em especial no interior do País. Uma das nossas prioridades é investir em negócios no interior e hoje é possível fazer isso porque a maioria das cidades está conectada com o mundo. Como você passou a integrar a equipe da Startupbootcamp? Fiz uma palestra na 32ª Conferência da Anprotec (Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores) em Salvador, falando de experiências de inovação na periferia e no interior. Na sequência, veio Kauan falando sobre a Startupbootcamp. Pensei que fosse uma aceleradora como a maioria. Só que teve um momento em que ele disse que traria três paradigmas fundamentais que quebram a lógica das aceleradoras. O primeiro vem da decisão de só investir em negócios conectados com os ODS (Objetivos de Desenvolvimento Sustentável). Ao falar da segunda quebra de paradigmas, ele disse que fez a seguinte pergunta para uma grande

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PIB cresceu 1,6% no primeiro trimestre, projeta FGV

(Da Agência Brasil) O Produto Interno Bruto (PIB), a soma dos bens e serviços produzidos no país, cresceu 4,5% no primeiro trimestre deste ano em relação ao primeiro trimestre de 2022. Na comparação com o último trimestre do ano passado, o crescimento da economia brasileira chegou a 1,6%. É o que apontam os dados do Monitor do PIB, divulgado pela Fundação Getulio Vargas (FGV). Esses resultados não são oficiais, uma vez que o cálculo do PIB é feito pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e divulgado trimestralmente. De acordo com a FGV, considerando-se apenas o mês de março, a economia brasileira cresceu 1,8% em relação a fevereiro. Na comparação com março do ano passado, expansão chegou a 4,5%. Na comparação do primeiro trimestre deste ano com o mesmo período do ano passado, o consumo das famílias cresceu 4,7%, principalmente pelos consumos de serviços e de bens não duráveis.   Os investimentos (formação bruta de capital fixo) avançaram apenas 0,2%. O desempenho do segmento foi prejudicado pela queda de 3,4% na parte de máquinas e equipamentos.  As exportações tiveram alta de 5,7%, puxadas pelos produtos da indústria extrativa mineral e pelos serviços, enquanto as importações recuaram 2,1%, devido aos recuos nas compras de produtos agropecuários, da extrativa e de bens intermediários.  Metodologia O Monitor do PIB/FGV estima mensalmente o Produto Interno Bruto brasileiro, com base a mesma metodologia das Contas Nacionais Trimestrais do IBGE.

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Generos Alimenticios

Fecomércio-PE cria a Câmara Pernambucana de Gêneros Alimentícios

A Fecomércio-PE lança nesta segunda-feira (22) a Câmara Pernambucana de Gêneros Alimentícios, coordenada por Edvaldo Guilherme dos Santos, presidente do Sindvarejista-PE. A Câmara tem como objetivo fornecer assistência aos membros do comércio alimentício em todo o estado de Pernambuco, promovendo a qualificação e o crescimento do setor por meio da defesa de pautas como a cadeia de abastecimento, exportação e importação, além de leis que impactam seu funcionamento. O lançamento ocorrerá na sede do Sindvarejista-PE. “O setor varejista de alimentos se destaca por sua vertente mutável, principalmente por depender da produção no campo, da exportação, da importação e até do clima. Por isso, é tão importante que nós, como entidade representante do comércio, estimulemos esse diálogo, articulação e debates sobre essa cadeia tão importante para a população e para a macroeconomia. A Câmara estará sempre ao lado dos empresários e comerciantes do gênero alimentício, discutindo e escutando as suas dificuldades, ao mesmo tempo que promove estudos sobre o setor e de leis federais, estaduais e municipais que impactam, positivamente ou negativamente, a cadeia como um todo”, afirma Bernardo Peixoto, presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac Pernambuco.

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