Economia

RECIFE OUTLET

Expansão é o objetivo do Recife Outlet em 2023

Com um crescimento de 15% nas vendas no ano passado, o Recife Outlet trabalha para continuar crescendo no número de lojas e em espaço físico. Após investir mais de R$ 6 milhões na sua primeira ampliação de área, que foi ocupada pela QMais, loja de roupas, acessórios e calçados multimarcas, o centro de compras vem negociando com novas grifes para este ano. Com contrato já assinado, a rede O Boticário abre sua primeira loja no mall em março e, em seguida, chega à grife internacional Reebok, e até o fim do primeiro semestre, será inaugurado um posto de gasolina, anexo ao centro de compras e com vários serviços. “Estamos sempre buscando a diversificação de produtos de qualidade para dar mais comodidade ao público e isso puxa novos investimentos e mais oportunidades. Para 2023 esperamos crescer entre 12% e 15% nas vendas, com os novos contratos que serão assinados este ano”, afirma Marco Sodré, superintendente do Recife Outlet.  

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credito Marlon Diego 1000 clientes comerciais

Copergás atinge marca do milésimo cliente comercial

(Da Copergás) A Copergás atingiu a marca do milésimo cliente comercial, com a interligação, hoje, quarta-feira (24), do hotel resort Enotel, em Porto de Galinhas, no município de Ipojuca. O número representa a expansão do gás natural no segmento comercial, que compreende hotéis, pousadas, restaurantes e similares, shoppings, hospitais, supermercados e academias, entre outros estabelecimentos. Fazem parte da carteira de clientes da Copergás grandes e pequenos empreendimentos, como o próprio Enotel; o Hospital Português, no Paissandu; o Bar do Cuscuz, em Boa Viagem, e o Restaurante do Biu, no Ceasa. O gás natural oferece uma série de benefícios para o setor: é mais econômico e seguro, possui fornecimento contínuo. Além disso, como sua distribuição dá-se por uma rede de tubulação subterrânea, não ocupa espaços, eliminando a necessidade de botijões ou cilindros de GLP (o chamado “gás de cozinha”). Sua utilização é diversificada, sendo empregado principalmente na cocção (cozimento), mas também na geração de eletricidade, climatização e aquecimento. Para o presidente da Copergás, André Campos, a marca de 1 mil clientes comerciais é sinônimo da credibilidade e da aceitação do gás natural em Pernambuco. “Estamos presentes em todo o Estado, da capital ao Sertão. A chegada do gás natural amplia as condições para atração de investimentos comerciais e industriais, com impacto direto no desenvolvimento local. Além disso, é uma opção energética menos poluente e mais segura. Não à toa, temos hoje mais de 70 mil clientes em todo o Estado, nos segmentos comercial, industrial, residencial e de GNV”, afirmou ele. A elevação do número de clientes está ligada à ampliação da rede de gasodutos da Companhia, hoje com uma extensão de 1.100 km. À medida que a rede se amplia, gera a oferta e torna possível a captação de mais clientes. A malha principal, atualmente, vai do Recife a Belo Jardim, no Agreste. Estudos já foram iniciados para a construção do trecho Belo Jardim-Arcoverde, no Sertão, compreendendo cerca de 70 km. A Copergás conta ainda com dois projetos pioneiros, chamados de Rede Local, em que os gasodutos são construídos especificamente nos municípios: um em Petrolina, no Sertão do São Francisco, e o outro em Garanhuns, no Agreste Meridional.

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BRK amplia o uso de energia limpa

Desde 2019, a BRK, presente na Região Metropolitana do Recife (RMR) e Goiana através do Programa Cidade Saneada, utiliza energia renovável produzida em três usinas solares localizadas no interior do estado de Pernambuco. Em 2022, a equipe de manutenção da BRK RMR conseguiu ampliar o contrato de fornecimento de energia solar, gerando uma economia de 22 milhões nos próximos 20 anos para a empresa, além dos benefícios para o meio ambiente. Atualmente, 51 das 230 unidades operacionais em Pernambuco, entre estações elevatórias e de tratamento de esgoto, são abastecidas com esse tipo de energia. Após a construção da nova usina solar, o número passará para 150 unidades. Como signatária do Pacto Global, a BRK inclui os princípios universais e os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável em sua estratégia orientada para o ESG (sigla em inglês que representa a sustentabilidade ambiental, social e de governança corporativa) e assume compromissos relevantes para agenda de sustentabilidade, com foco na eficiência e na qualidade, estabelecendo metas corporativas conectadas aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e às principais demandas da sociedade brasileira. “Com a ampliação do uso de energia limpa,  vamos contribuir bastante com o meio ambiente. Isso ocorre porque a energia solar provém de um sistema que é totalmente sustentável e renovável, ou seja, não emite nenhum gás poluente na atmosfera, o que contribui significativamente para que a companhia atenda o compromisso de ter 70% do consumo total de energia elétrica suprido por fontes renováveis até 2030.  Além disso, haverá uma redução considerável da conta de energia elétrica, gerando um impacto financeiro positivo que fará a diferença para nosso resultado”, pontua Marco Aurélio, gerente da área de manutenção da BRK em Pernambuco.

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Eletrobras Chesf realiza evento sobre inovação em energia

Companhia busca alternativas tecnológicas para fomentar o empreendedorismo no setor de energia Com o objetivo de fomentar o empreendedorismo no setor de energia, o Hub de Inovação em Energia da Eletrobras Chesf (UmBUH) promove o evento “ UmBUH: Uma Solução de Inovação Aberta e Corporativa no Setor de Energia”, que visa apresentar estrutura e ações do UmBUH HUB para o público da Eletrobras Chesf e sua importância para o ecossistema de inovação no setor de energia do Nordeste. O evento acontece no próximo dia 26, às 14h, no Edifício Sede da Eletrobras Chesf – Espaço Led/Sala Xingó, no Recife. O público pode acompanhar através do link http://bit.ly/3IVo2ZZ Na ocasião ainda serão apresentados os resultados alcançados no ano de 2022 e as empresas selecionadas na 1ª Chamada de Inovação Aberta. Em agosto do ano passado, a 1ª Chamada de Inovação Aberta do UmBUH selecionou Startups e Empresas Inovadoras para o desenvolvimento de projetos que atendam aos desafios das seguintes áreas temáticas: Comercialização de Energia, Operação do Sistema Elétrico, Gestão de Ativos, Processos e Informação. O investimento final para esta chamada será de até 1 milhão de reais para atender aos desafios e as soluções mais promissoras receberão incentivos visando à obtenção de produtos finais para consumo da Chesf, assim como, posterior inserção no setor elétrico. Alternativas tecnológicas – A mudança na matriz energética no mundo vem transformando a visão estratégica de empresas e governos em buscar alternativas tecnológicas que auxiliem nesta transição. Enquanto o Brasil é referência mundial na geração de energia limpa – 45% do total, sendo 4 vezes maior que a média mundial – ainda fica muito atrás na geração de inovação e novos negócios.  Das 10 mil startups mapeadas em um estudo realizado pela PwC (PricewaterhouseCoopers) em 2021, apenas 201 maduras foram identificadas no setor de energia. Ainda é um número tímido para um setor que representa 15% do país. Programação do evento no dia 26/01 14h O papel da Eletrobras Chesf na Inovação Nacional (Diretor Roberto Pordeus) 14h15 O Papel do INSA / MCTI como parceiro estratégico (Dra Mônica Tejo) 14h30 Inovação e o Setor de Energético Nacional e Regional (Gerente de Departamento  José Bione) 15h UmHUB: O Canal de Inovação Aberta da Eletrobras Chesf (Prof. George/Filipe) – 10 minutos Mapeamento do Ecossistema – 10 minutos Gargalos e Desafios – 10 minutos Estruturação do HUB – 10 minutos Produtos e Serviços – 10 minutos 1ª Chamada de Inovação Aberta + Anúncio da Contratação das Startups  – 20 minutos Cronograma de Ações 2023 16h30 Encerramento/Coquetel

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empresas

Recife encerrou 2022 como a 5ª capital mais rápida do país na abertura de empresas

No Recife, o tempo necessário para a abertura de uma empresa ao final do terceiro quadrimestre de 2022 foi de 7 horas. Com esse resultado, a capital pernambucana foi a quinta mais ágil do país, atrás apenas de Aracaju (1 hora), Florianópolis (5 horas), Vitória (5 horas) e Curitiba (6 horas). Os dados fazem parte do Mapa de Empresas elaborado pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) em parceria com o Serviço Federal de Processamento de Dados (SERPRO). Apesar da boa colocação, houve aumento de 4 horas em relação ao final do segundo quadrimestre do ano, mas redução de 1 dia e 7 horas na comparação com o último quadrimestre de 2021. O Boletim do Mapa de Empresas atualizado, com informações relativas ao terceiro quadrimestre e dados consolidados de todo o ano de 2022, foi divulgado nesta sexta-feira (20/1), pelo Departamento Nacional de Registro Empresarial e Integração (DREI). O órgão faz parte da estrutura do MDIC. No documento é possível verificar informações referentes a todas as capitais e a todos os estados do país.

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Grafico 1 Reproducao CNC

Endividamento avança nas famílias brasileiras e pernambucanas

De acordo com levantamento da Confederação Nacional do Comércio houve um forte avanço na proporção de endividados e inadimplentes brasileiros nos últimos anos. Esse fenômeno tem como consequência o achatamento do poder de compra dos consumidores e limita o próprio crescimento da economia. O último relatório do CNC relacionou a tendência ao endividamento e inadimplência como um refleco que vem desde o período mais grave da pandemia. A queda na renda do trabalho, a descontinuidade do auxílio emergencial, a maior busca por crédito, com um custo muito elevado, são alguns dos efeitos em cadeia desse processo. A proporção de famílias que se declaram endividadas no Brasil avançou pouco mais que 14 pontos percentuais de 2019 a 2022, saindo de 63,6% para 77,9%. Esse movimento reverteu uma tendência de queda que se observava desde 2013, quando era de 62,5%, chegando a 60,3% em 2018. No olhar sobre o desempenho desse indicador em Pernambuco, a Fecomércio-PE apontou uma trajetória foi semelhante. Houve uma queda entre 2014 e 2018 (de 73,0% para 64,6%), mas também um avanço mais acelerado que o observado na média nacional, chegando a 81% em 2022. INADIMPLÊNCIA A proporção de inadimplentes também avançou no Brasil no ano passado, alcançando a marca de aproximadamente três a cada dez se encontraram com algum pagamento ou compromisso financeiro atrasado. Em Pernambuco, a proporção alcançou efetivamente a marca de 3 em cada 10 famílias. A alta dos alimentos (+13,23% no ano) e bebidas (+11,45%), materiais de higiene (+16,69%) e limpeza (+19,49%) e produtos farmacêuticos (+13,52%) são alguns dos vilões desse avanço do endividameto.

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suape porto 2023

Parceria entre Suape e o Cesar promove mais segurança e agilidade nas operações portuárias

O Complexo de Suape e o Cesar anunciam a entrega da primeira solução que permitirá ao atracadouro pernambucano integração e mais agilidade nas operações de cargas. O TOS (Terminal Operating System ou Sistema de Operação de Terminal) coloca o porto como pioneiro em um cenário digital no setor. A parceria promove a digitalização dos processos do porto, permitindo uma conexão em tempo real dos agentes portuários envolvidos nas movimentações de Suape. Ao centro de estudos coube criar um sistema que unificasse toda a comunicação em um sistema semelhante ao que portos da Europa utilizam para agilizar as atividades dos navios, de operadores e demais agentes. “Além de melhorar e facilitar o trabalho e gerar benefícios para os atores envolvidos, a plataforma aumentará o faturamento com o maior volume de navios em operação. Os produtos gerados com o CESAR serão patenteados e a estatal será, além de referência em porto e complexo industrial, exemplo nacional em termos de inovação nesse modal marítimo de cargas”, enfatiza o diretor-presidente de Suape, Francisco Martins. “Nosso objetivo é otimizar toda a complexidade que envolve a operação de Suape. Desde informações sobre quando e quantos navios de carga estão chegando, passando por entender os tipos de carga que transportam – líquida, sólida, contêiner ou outras – e que necessidades exigirão: alinhamento de atracação, programação de carga/descarga , bem como o próprio controle e monitoramento da operação e armazenamento”, explica Adriano Gomes, Gestor de Projetos do CESAR. “Será possível estar mais preparado para acelerar as operações e transações portuárias, o que se refletirá em mais agilidade. Ganha o porto em eficiência, com mais janelas para o uso do espaço, e os próprios operadores, pois atuarão com mais rapidez e eficiência”. 

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Pesquisa revela que gastos com automóvel é a segunda maior despesa anual dos brasileiros

(Da Serasa) Para mensurar o impacto dos automóveis dentro do orçamento familiar e oferecer soluções que ajudem a saúde financeira dos brasileiros, a Serasa encomendou uma pesquisa inédita que ajuda a decifrar o envolvimento peculiar entre a população e os carros. O levantamento reforça também como o pagamento parcelado do IPVA, um dos principais custos veiculares do ano, pode colaborar positivamente para aliviar o impacto no orçamento das famílias.  Realizado em parceria com o Instituto Opinion Box, o estudo A Relação do Brasileiro com o Automóvel revela que dois a cada 10 proprietários ainda não se planejaram para pagar o IPVA 2023, cujo calendário já está correndo desde dezembro.   Cobrado anualmente, o Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores (IPVA) corresponde ao valor que deve ser pago por todos os proprietários de veículos, como carros, motos, ônibus, caminhões e outros. O cálculo depende do modelo e do ano de fabricação do veículo, variando de acordo com o Estado em que o bem está registrado e com a Tabela FIPE. “Mesmo sendo uma despesa recorrente e sempre na mesma época do ano, o valor ainda pega os motoristas de surpresa”, observa Laís Gabriel, especialista da Serasa. “Nesse cenário, o planejamento financeiro é imprescindível para conseguir estimar os gastos e, quem sabe, investir no pagamento à vista no ano seguinte”, complementa Laís.  A partir da Carteira Digital Serasa, o consumidor pode pagar o IPVA com mais segurança, além de encontrar condições especiais. “Caso prefira quitar à vista, é possível contar com o desconto da Cota Única”, explica Laís. “Apenas pela plataforma da Serasa, é possível garantir esse desconto e parcelar em até 12 vezes, aliviando o orçamento”. A oportunidade deve-se à parceria entre a Serasa e a empresa Zapay, especializada no setor de automóveis, com propósito de ajudar milhares de brasileiros no pagamento de débitos veiculares.  Pesquisa: “A Relação do Brasileiro com o Automóvel”  O levantamento realizado com 2.067 entrevistados entre os dias 12 e 18 de dezembro de 2022 avalia os impactos dos veículos no bolso do motorista e da família, além de tentar decifrar as tendências de mercado e as relações comportamentais que envolvem o brasileiro e o carro. As principais constatações da pesquisa:  Em 63% dos lares, os custos com os veículos é a segunda maior despesa do orçamento, atrás de alimentação (72%) e à frente de despesas com contas básicas (57%).  O modelo de trabalho home office ou híbrido, gerado pela pandemia, alterou o uso do carro para pelo menos 48% dos brasileiros.  Entre as funções mais usuais do automóvel para os brasileiros, estão: passeios em fins de semana, compras e tarefas, diárias, locomoção para trabalho ou local de estudo.   A organização financeira ainda aparece como uma questão de conflito para os motoristas: 40% consideram complexo fazer os cálculos para manter um veículo e 32% admitem gastar mais que o planejado.   Entre os motivos para o incremento dos valores, considerando o momento de pandemia e os cenários enfrentados, encontra-se o aumento dos gastos com combustíveis, relatado por 48% dos entrevistados. Em contrapartida, para quem diminuiu o uso em relação ao período pré-pandêmico, os novos formatos de trabalho implementados, como o home office (26%) e o modelo híbrido (22%), aparecem como os principais fatores.  Em busca de saídas para amenizar impactos no orçamento, pelo menos 1 em cada 10 proprietários projeta se desfazer do veículo nos próximos 12 meses, abrindo mão do carro ainda em 2023.  E 23% dos motoristas passaram a usar o veículo, depois da pandemia, como forma de rendimento e ferramenta de trabalho, apostando em serviços de transporte via aplicativo, de entregas ou novas atividades.  Para ter mais detalhes sobre a pesquisa, clique aqui. 

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8 de janeiro: Entre a economia e as tensões políticas

O 8 de janeiro deixou um rastro de vidros quebrados, obras de arte violadas e centenas de pessoas presas. Mas, além dos impactos na vida política do País, esses atos podem gerar um efeito dominó também na economia. Alguns analistas apontam que a turbulência dos primeiros dias de 2023 tem a capacidade de adiar a esperada retomada após a sucessão de crises que o Brasil viveu nos últimos anos. Esse cenário de curto prazo, no entanto, ainda é nublado e só deve ter uma previsão mais clara com a volta das atividades do Congresso Nacional, em fevereiro. “Do ponto de vista econômico, embora os impactos diretos sejam de difícil mensuração, os atos ocorridos recentemente em Brasília tumultuam o ambiente político-institucional, reduzindo a previsibilidade sobre os rumos da economia brasileira e desestimulando investimentos que seriam fundamentais para alavancar o nível de atividade do País, após anos sucessivos de baixo crescimento”, considera o presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/ Senac, Bernardo Peixoto. As previsões para o crescimento da economia brasileira feitas no quarto trimestre do ano passado já eram pífias. O último boletim Focus, do Banco Central, em dezembro, indicava apenas 0,75% de avanço do PIB, por exemplo. Em paralelo a isso, nas mãos do novo governo reside um conjunto de desafios, como a aprovação de uma reforma tributária, o estímulo à reindustrialização do País, com maior geração de empregos, e o socorro econômico às parcelas mais vulneráveis da população, com a reorganização dos programas de distribuição de renda. Bernardo Peixoto também avalia que haverá uma divisão de forças neste início do novo governo entre as pautas econômica e da defesa democrática. “As reformas esperadas para o ano de 2023 demandarão um nível elevado de entrosamento nas ações entre o Executivo Federal, governadores e o parlamento. Atos como os ocorridos no dia 8 de janeiro no Distrito Federal desviam o foco político e os esforços que deveriam ser canalizados para dar andamento a essas reformas. O recente anúncio de medidas econômicas pelo Ministério da Fazenda foi uma sinalização importante em prol da agenda econômica”. Em outras palavras, a atenção do poder executivo fica, portanto, dividida. De um lado, as urgentes pautas de estímulo econômico e, do outro, a vigilância e defesa da democracia. Há outros efeitos em cadeia contabilizados pelos economistas. “As consequências dos ataques, por uma multidão ensandecida e descontrolada, vão muito além do que apenas os prejuízos causados pelo quebra-quebra do patrimônio público. Respingam também efeitos colaterais econômicos, que ultrapassam as fronteiras nacionais, considerando a atual integração dos mercados”, avalia o economista Werson Kaval, professor do Unit-PE (Centro Universitário Tiradentes). Leia a reportagem completa na edição 202.3 da Algomais: assine.algomais.com

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Bernardo Peixoto

“Entre as reformas, a tributária está no centro da agenda econômica em 2023”

Bernardo Peixoto, presidente do Sistema Fecomércio/Sesc/Senac, foi um dos entrevistados da edição da Algomais que circula neste final de semana sobre os impactos do 8 de janeiro na agenda econômica de 2023. Ele considera que a reforma tributária deve ser a prioridade do primeiro ano de gestão do Governo Lula, mas avalia que é preciso criar um entrosamento entre os poderes para avançar nessa questão sensível ao desenvolvimento econômico do País. Que tipo de impactos os atos do último domingo podem afetar na retomada da economia em 2023? A instabilidade política pode criar efeitos indesejados, como aumento de juros e fuga de investimentos do País? Do ponto de vista econômico, embora os impactos diretos sejam de difícil mensuração, os atos ocorridos recentemente em Brasília tumultuam o ambiente político-institucional, reduzindo a previsibilidade sobre os rumos da economia brasileira e desestimulando investimentos que seriam fundamentais para alavancar o nível de atividade do País após anos sucessivos de baixo crescimento. A maior atenção do Governo Federal a esse fator mais extremo da política pode atrasar a aprovação de reformas, que são esperadas pelos atores econômicos, como a tributária? As reformas esperadas para o ano de 2023 demandarão um nível elevado de entrosamento nas ações entre o Executivo Federal, governadores e o parlamento. Atos como os ocorridos no dia 08 de janeiro no Distrito Federal desviam o foco político e os esforços que deveriam ser canalizados para dar andamento a essas reformas. O recente anúncio de medidas econômicas pelo Ministério da Fazenda foi uma sinalização importante em prol da agenda econômica. Que pautas devem ser prioridade na agenda econômica nacional e local em 2023?Entre as reformas, a tributária está no centro da agenda econômica, justamente por ser um grande entrave ao crescimento do Brasil. O desafio é construir uma reforma que não signifique um novo aumento de impostos, pois nenhum setor da economia suporta mais carga tributária. Seria importante aproveitar o ambiente de negociação típico do início dos mandatos em ambas as esferas de poder para tocar a reforma tributária concomitantemente à reforma administrativa. Diante do fim do teto de gastos, a discussão em torno de uma nova âncora fiscal será de igual importância, até mesmo para que haja alinhamento com o Banco Central na tarefa de conter a inflação. (Foto: Maker Mídia)

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