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Jomard Muniz de Britto, o eterno contestador

Quem passa pelas imediações do bairro da Boa Vista, no Recife, acostumou-se a ver Jomard Muniz de Britto, sempre com suas camisas estampadas e óculos de lentes grossas, distribuindo para os apressados transeuntes os seus Atentados Poéticos, poemas escritos em máquina de escrever e xerocados. No estilo, o mesmo jogo de palavras, o humor, a contestação e a fusão entre poesia e filosofia que caracterizam a produção desse pop-filósofo, agitador cultural, poeta, cineasta e eterno tropicalista. Costuma “cometer” seus atentados ao menos uma vez por mês, quando algum fato o motiva. Mas por que esse nome? “Não sou poeta, sou leitor de poesia. Comecei a fazer esses textos e para não chamar de poemas, dei esse nome, porque atentados me lembram Jean-Luc Godard (cineasta francês do movimento da nouvelle vague), me lembram mais algo relacionado ao cinema. Acho que aqueles que se assumem poetas acreditam na importância deles e da poesia que eles fazem. Eu gosto muito de contestar essas coisas todas”, justifica. A vida e a obra desse “não poeta” foram marcadas por contestações dos padrões culturais estabelecidos, algo muito presente, por exemplo, no seu premiado curta-metragem O Palhaço, produzido na efervescência do movimento Super 8. Vestido a caráter do personagem circense, ele declamava críticas na Casa de Cultura à realidade brasileira e pernambucana e a ícones como o sociólogo Gilberto Freyre. Emblemática também foi sua desavença com o escritor Ariano Suassuna. Afinal, Jomard, era um representante pernambucano do tropicalismo, movimento disseminado no Brasil por Caetano e Gil, que defendia a “antropofagia” da produção cultural brasileira com a cultura pop. Algo refutado pelo autor d’ A Pedra do Reino, como uma americanização da nossa arte. Mas, passadas tantas décadas, Jomard fez as pazes com Ariano nos anos 80, quando voltou a dar aulas na UFPE, após ser anistiado. E quanto a Freyre? “Ele tem uma obra fantástica, mas a doutrinação que fizeram dela, afastava a gente. Ele já era um mito e a gente não gostava de curtir essa mitologia. A gente queria discutir, contradizer, mostrar as arestas positivas e negativas dessa mitologia”. Tanta contestação acabou aproximando-o do também contestador cineasta Glauber Rocha. “Quando chegou ao Recife, ele foi até a redação de um jornal local para saber onde me encontrar”. Um encontro que produziu uma profunda amizade que influenciou sua obra. Também marcante foi sua aproximação com Paulo Freire. Jomard, graduado e licenciado em Filosofia pela Universidade do Recife (atual UFPE), foi professor na instituição e participou das ações do Serviço de Extensão Cultural (SEC) para alfabetização de adultos moradores da periferia no sistema criado pelo educador pernambucano no início dos anos 1960. “A palavra alfabetização Paulo Freire cortou. Ele queria fazer uma educação integral, no que denominou de círculos de cultura. Não supervalorizava as aulas expositivas dos professores, mas um sistema em que o conhecimento e a arte dos alunos eram levados em consideração”. Um método que após o golpe militar de 1964 foi considerado subversivo demais a ponto de ocasionar a prisão de Paulo Freire e do próprio Jomard. Encarcerado no Forte das Cinco Pontas, o filósofo teve como companheiro de cela o político Gregório Bezerra. O experiente militante costumava consolá-lo. “Ele dizia: ‘você está aqui de passagem, eu vou demorar mais’”. Profecia concretizada, Jomard foi liberado 20 dias depois, porém o governo militar foi implacável ao determinar a aposentadoria precoce compulsória do seguidor de Paulo Freire, na UFPE, em 1964 e em 1969 na Universidade da Paraíba, onde também era professor. Jomard só retornou às salas de aula nas duas instituições depois da Anistia, em 1979, Ainda hoje, em meio a tantas atividades que realizou com seu irrequieto talento, ser professor é a sua maior paixão. “O que eu mais gostava era de dar aulas, mas não uma aula convencional, mas aquelas do círculo de cultura”, confessa. Para quem, como Jomard, já vivenciou os revolucionários anos 1950 e 60, contestou – como se dizia à época – o status quo, subverteu o protagonismo do professor em sala de aula e combateu o regionalismo pernambucano com o tropicalismo, será que considera os dias atuais mais caretas? A resposta veio com o seu conhecido jogo de palavras: “Careta ou carente? Talvez a caretice seja por excesso de carência de tudo, até de pensar, de sentir. Vivemos num tempo em que tudo é muito rápido. Não sei distinguir caretice da carência”. Às vésperas de completar 82 anos no mês que vem, JMB, como costuma se autointitular, comemora a longevidade. “Chegar a esta idade é pensar que já podia ter morrido, é uma benção dos deuses”. *Por Cláudia Santos, editora da Algomais (claudia@algomais.com)

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Governo reduz previsão de crescimento da economia para 2,2% neste ano

O governo espera que a economia apresente crescimento de 2,2%, neste ano. A previsão para o Produto Interno Bruto (PIB), soma de todos os bens e serviços produzidos no país, está no Relatório Bimestral de Avaliação de Receitas e Despesas, divulgado pelo Ministério da Economia. Na Lei Orçamentária deste ano, a previsão de crescimento do PIB era maior: 2,5%. Também foi alterada a projeção para a inflação, calculada pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que passou 4,2% na Lei Orçamentária para 3,8%, no relatório. O relatório, que orienta a execução do Orçamento, contém previsões para a economia, a receita e a despesa. Dependendo dos números, o governo corta ou libera recursos para cumprir a meta de déficit primário e o teto de gastos federais. Neste primeiro relatório divulgado hoje, o governo bloqueou R$ 29,792 bilhões do orçamento. O mercado financeiro prevê que o PIB cresça 2,01%, neste ano, e a inflação fique em 3,89%. (Da Agência Brasil)

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Qual o futuro do emprego, das empresas e dos mercados?

Por Bruno Queiroz. Não há dúvida que a tecnologia – com destaque para a inteligência artificial, a biotecnologia e a computação quântica – será o eixo principal do caminho para o amanhã, mas há também fatores antropológicos, sociológicos e econômicos que precisam ser compreendidos. Por isso, resolvi fazer uma lista de livros essenciais para os que desejam encontrar a própria resposta sobre o futuro: 1. Os Meios de Comunicação como Extensão do Homem (1964) – O conceito principal do livro é que a tecnologia da comunicação tende a encurtar distâncias e reduzir todo o planeta à mesma situação que ocorre em uma aldeia. É o famoso conceito “aldeia global”, que levou Marshall McLuhan, filósofo canadense e autor do livro, a ser um dos pioneiros a analisar as transformações sociais provocadas pelo computador e pelas telecomunicações. Como foi escrito há mais de 50 anos, a leitura tem que ser contextualizada com a época. 2. A Estrada do Futuro (1995) – Este um dos primeiros livros que mostram os “surpreendentes” recursos da internet e os primeiros problemas de um mundo que estava se globalizando por meio da integração de canais digitais de alta velocidade. Vale a pena a leitura para entender os conceitos originais de alguns produtos e serviços que são comuns hoje. Bill Gates, fundador da Microsoft e autor do livro, acertou em pelo menos dois deles: computador do tamanho de uma carteira (smartphones) e a possibilidade de fazer amigos usando a internet (redes sociais). 3. A Cauda Longa (2004) – Escrito pelo editor da revista Wired, o jornalista Chris Anderson, esse livro explica bem o conceito da cauda longa, que passou a fazer mais sentido após a popularização da internet por viabilizar a mudança da lógica do mercado de massa para o mercado de nicho. O conceito da cauda longa é a principal estratégia de grandes plataformas de sucesso atualmente, como Mercado Livre, Amazon, AppStore, Google, Youtube, Netflix. E influencia ainda muitos mercados que estão sendo transformados, como os bancos, bem como os negócios que ainda serão criados. 4. O Mundo é Plano (2005) – Uma das principais teses defendidas no livro é de que a internet é uma das dez forças que nivelaram o mundo, acelerando a quebra de barreiras históricas, regionais e geográficas. Thomas L. Friedman, jornalista americano que escreveu o livro, também mostra como essas forças interagem e se potencializam entre si, além de discutir os desafios que as empresas e as pessoas precisam enfrentar para se manterem competitivos diante dessa nova realidade mundial. 5. A Estratégia do Oceano Azul (2005) – Falando em competição em um mundo plano, conectado e competitivo, o livro escrito por W. Chan Kim e Renée Mauborgne, que fazem parte do INSEAD, apresenta estratégias de criação de mercados nos quais há pouca concorrência ou quase concorrência nenhuma. Segundo eles, os mercados atuais estão se tornando cada vez mais competitivos e não diferenciados, no qual todos disputam os mesmos fatores de decisão: preço, tempo de entrega, durabilidade, qualidade, etc. 6. Organizações Exponenciais (2015) – O livro defende que o mundo que se transforma em ritmo acelerado precisa de empresas ágeis, criativas, inovadoras e de crescimento exponencial. Introduz uma nova forma de pensar um negócio com o conceito dos 6 Ds: digitalizado, dissimulado, disruptivo, desmaterializado, desmonetizado e democrático. Ao final do Livro, os autores Michael S. Malone, Salim Ismail, Yuri Van Geest, da Singularity University, criaram um teste para medir o quociente exponencial de uma empresa. Vale a pena fazer o teste e pensar a respeito do próprio negócio. 7. A Quarta Revolução Industrial (2016) – O livro apresenta o conceito da indústria 4.0 e tenta mostrar os impactos da tecnologia sobre o mercado de trabalho, a produção, a distribuição de mercadorias e a organização atual da sociedade. A obra é resultado do Fórum Econômico Mundial de 2016, que teve como tema central a quarta revolução industrial. Foi organizada por Klaus Schwab, fundador e presidente deste evento que acontece anualmente em Davos, na Suíça. 8. 21 Lições para o Século 21 (2018) – Do mesmo autor de Homo Deus e Homo Sapiens, o historiador Yuval Harari, o livro questiona “o que está acontecendo no mundo hoje, qual é o sentido mais profundo desses eventos e como podemos individualmente nos guiar através deles”. Ele procura usar as perspectivas e lições de longo prazo dos primeiros dois livros para dar clareza aos debates atuais. Diferente dos demais, esse é organizado por temas. A leitura é fácil e não precisa ler os dois primeiros para entendê-lo. Recomendo os capítulos Sentido e Meditação. E, por falar em meditação, a última dica é mais para relaxar mesmo: Atenção Plena – Mindfullness (2015), de Mark Williams e Danny Penman. Até porque depois de entender melhor esse mundo acelerado de hoje e para onde estamos indo em ritmo ainda mais rápido será necessária uma profunda meditação para manter a mente saudável.

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Temer preso no Rio, reformas ameaçadas em Brasília

A primeira noite do ex-presidente Michel Temer na prisão foi em uma sala especial na Superintendência Regional da Polícia Federal (PF) no Rio de Janeiro. O local foi definido, segundo o Ministério Público Federal (MPF) no Rio de Janeiro, porque a defesa do ex-presidente argumentou que ele teria, pelo cargo exercido, direito a ser acomodado na PF, assim como o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que está detido em Curitiba, no Paraná. A defesa de Temer ingressou nesta quinta-feira (21) com pedido de habeas corpus no Tribunal Regional Federal da 2ª Região (TRF2), que será examinado pelo desembargador Ivan Athié, relator da Operação Prypiat, à qual o caso de Temer é conexo. A prisão do ex-presidente, que tinha um grande trânsito pelo congresso, por onde passou longos anos de sua vida política, estremece o andamento das reformas principalmente na Câmara. Ontem, além de Temer, também foi preso Moreira Franco, padrasto da mulher de Rodrigo Maia (DEM), presidente da Câmara dos Deputados. Diante disso, o vice-presidente Hamilton Mourão fizeram declarações defendendo as reformas ontem. Mourão disse que não acredita que a prisão comprometa o andamento da Reforma da Previdência e declarou que o governo precisa trabalhar para a “conquista de corações e mentes” no Congresso Nacional em favor da mesma, já que ainda não tem apoio majoritário entre os parlamentares. “Eu acho que não [atrapalha]. Tem ruído, vai ficar esse ruído, mas vamos aguardar, pode ser que daqui a pouco ele seja solto, vamos esperar o que pode acontecer”, disse. Para Mourão, Temer pode ganhar, em breve, “um habeas corpus de um ministro qualquer”, disse Mourão. (Com informações da Agência Brasil)

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Para entender melhor o futuro

Qual o futuro do emprego, das empresas e dos mercados? Essa não é uma resposta simples. Não há dúvida de que a tecnologia – com destaque para a inteligência artificial, a biotecnologia e a computação quântica – será o eixo principal do caminho para o amanhã, mas há também fatores antropológicos, sociológicos e econômicos que precisam ser compreendidos. Por isso, resolvi fazer uma lista de livros essenciais para os que desejam encontrar a resposta sobre o futuro: 1. Os meios de comunicação como extensão do homem (1964) – O conceito principal do livro é que a tecnologia da comunicação tende a encurtar distâncias e reduzir todo o planeta à mesma situação que ocorre em uma aldeia. É o famoso conceito “aldeia global”, que levou Marshall McLuhan, filósofo canadense e autor do livro, a ser um dos pioneiros a analisar as transformações sociais provocadas pelo computador e pelas telecomunicações. Como foi escrito há mais de 50 anos, a leitura tem que ser contextualizada com a época. 2. A Estrada do Futuro (1995) – Esse é um dos primeiros livros que mostram os “surpreendentes” recursos da internet e os primeiros problemas de um mundo que estava se globalizando por meio da integração de canais digitais de alta velocidade. Vale a pena a leitura para entender os conceitos originais de alguns produtos e serviços que são comuns hoje. Bill Gates, fundador da Microsoft e autor do livro, acertou em pelo menos dois deles: computador do tamanho de uma carteira (smartphones) e a possibilidade de fazer amigos usando a internet (redes sociais). 3. A Cauda Longa (2004) – Escrito pelo editor da revista Wired, o jornalista Chris Anderson, esse livro explica bem o conceito da cauda longa, que passou a fazer mais sentido após a popularização da internet por viabilizar a mudança da lógica do mercado de massa para o mercado de nicho. O conceito da cauda longa é a principal estratégia de grandes plataformas de sucesso atualmente, como Mercado Livre, Amazon, AppStore, Google, Youtube, Netflix. E influencia ainda muitos mercados que estão sendo transformados – bancos, por exemplo – bem como os negócios que ainda serão criados. 4. O Mundo é Plano (2005) – Uma das principais teses defendidas no livro é de que a internet é uma das 10 forças que nivelaram o mundo, acelerando a quebra de barreiras históricas, regionais e geográficas. Thomas L. Friedman, jornalista americano que escreveu o livro, também mostra como essas forças interagem e se potencializam entre si, além de discutir os desafios que as empresas e as pessoas precisam enfrentar para se manterem competitivos diante dessa nova realidade mundial. Para fechar essa primeira parte da lista, recomendo também a leitura complementar do livro 1984, escrito em 1948 por George Orwell, criador do termo Big Brother. A leitura não é fácil, mas é reveladora. Para ler a parte dois dessa coluna, com mais dicas de leitura sobre o futuro, acesse: http://revista.algomais.com/colunistas/bruno-queiroz-colunistas

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Recife recebe show gratuito do jazzman francês Samy Thiébault

Para marcar o Dia Internacional da Francofonia, as Alianças Francesas do Nordeste, em parceria com o Instituto Francês do Brasil, representado pelo Consulado Geral da França para o NE, trazem para o solo pernambucano, pela primeira vez, o saxofonista e compositor francês Samy Thiébault. Destaque no ranking europeu dos músicos mais importantes e emblemáticos de sua geração, o artista se apresenta no Recife no dia 30 deste mês. A capital pernambucana, que é destino final de uma turnê em cinco estados, o músico faz show no sábado, no Teatro Valdemar de Oliveira, com entrada gratuita. Considerado como um dos melhores jazzman da atualidade e figura constante nos principais palcos de Jazz da Europa, Samy Thiébault traz para o Recife a apresentação do seu mais novo álbum, “Caribbean Stories”, lançado em setembro de 2018, fruto de uma viagem de imersão ao Caribe, passando por Cuba, Porto Rico e Venezuela, resultando em um trabalho autoral que celebra a música crioula e suas influências. No concerto em solo recifense, Samy contará com o apoio, no palco, de integrantes do Conservatório Pernambucano de Música. Na discografia do artista, outros seis álbuns lhe renderam enorme reconhecimento da crítica especializada: “Blues For Nel” (2004), “Gaya Scienza” (2007), “Upanishad Expériences” (2010), “Clear Fire” (2013), “A feast of friends” (2015), com um tributo à banda norte-americana The Doors, e “Rebirth” (2016). Além de músico, com formação pelo tradicional Conservatório de Bordeaux e pelo Conservatoire National Supérieur de Musique, em Paris, Samy Thiébault também é mestre em Filosofia pela Universidade de Sorbonne. O show do saxofonista francês no Recife, marcado para o dia 30 de março, acontece às 20h, no Teatro Valdemar de Oliveira, no bairro da Boa Vista, com entrada gratuita (mediante lotação – 300 lugares). Os portões serão aberto às 19h30. Mais informação com a Aliança Francesa Recife, pelo telefone (81) 3202.6262. Masterclass – A vinda de Samy Thiébault ao Recife vai além da apresentação. Em parceria com o Conservatório Pernambucano de Música, o artista ministra, nos dias 28 e 29 de março, duas masterclasses abertas ao público e gratuitas, voltadas para estudantes, professores e amantes da música instrumental. Na quinta-feira (28), das 14h30 às 16h, o workshop com o músico francês será exclusivo para professores de saxofone. Já na sexta-feira (29), das 14h às 17h, a aula aberta será voltada também para estudantes do instrumento de sopro, além de professores, e contará com a presença especial do Maestro Spok, mesclando a sonoridade na música pernambucana com o jazz francês. As duas masterclasses acontecem no Auditório Cussy de Almeida do Conservatório Pernambucano de Música e não requerem inscrição prévia. SERVIÇO: Show de Jazz com Samy Thiébault (FR), promovido pela Aliança Francesa Recife e Instituto Francês do Brasil Data: 30 de março de 2019 (sábado) Horário: 20h Local: Teatro Valdemar de Oliveira (Praça Osvaldo Cruz, 412A, Boa Vista) Lotação: 300 pessoas Gratuito

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Michel Temer é preso

O ex-presidente Michel Temer está preso numa ação da força-tarefa da Lava Jato. O mandado foi expedido pelo juiz da 7ª Vara Federal Criminal do Estado do Rio de Janeiro Marcelo Bretas. O ex-presidente responde a 10 inquéritos. A Operação Descontaminação investiga desvios na Eletronuclear. Ao todo, foram expedidos oito mandados de prisão preventiva, dois de prisão temporária e 24 de busca e apreensão no Rio de Janeiro, em São Paulo, no Paraná e Distrito Federal. De acordo com nota da PF, “a investigação decorre de elementos colhidos nas Operações Radioatividade, Pripyat e Irmandade, deflagradas anteriormente e, notadamente, em razão de colaboração premiada firmada pela Polícia Federal. Filiado ao Movimento Democrático Brasileiro (MDB), Temer assumiu a Presidência da República em maio de 2016, depois do processo de impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff. Ao longo de sua trajetória política, Temer foi presidente da Câmara dos Deputados, secretário da Segurança Pública e procurador-geral do estado de São Paulo. De acordo com informações do portal G1, o ex-presidente foi preso em São Paulo e seguirá para o Rio de Janeiro por um avião da Polícia Federal, após passar por exame de corpo de delito. Outros mandados teriam sido expedidos para os ex-ministros Moreira Franco e Eliseu Padilha. Mais informações em instantes. (Com informações da Agência Brasil)

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Polo Têxtil do Agreste aposta em design

“Aproveitar o bom momento do mercado para ampliar a capacidade de competir, modernizando a gestão, diversificando a oferta e elevando a competitividade”. Esse desafio-síntese para o setor de moda e confecções no Agreste pernambucano foi escrito há 10 anos no livro Pernambuco Competitivo, elaborado pela Pesquisa Empresas & Empresários, que é uma iniciativa da TGI e do INTG com patrocínio do Governo de Pernambuco. O contexto de crise atual é um contraste ao vivido pelo País naquela época caracterizada pela economia aquecida, baixo desemprego e alto volume de investimentos. Mas, passada uma década, algumas alternativas propostas na pesquisa começam a ser implantas. . . Uma das transformações do Polo de Confecções foi a entrada no mercado local de profissionais formados em design e em outras áreas relacionadas ao setor. Eles são oriundos dos cursos superiores e técnicos criados no Agreste. A qualificação da mão de obra já mostra impactos no produto final das empresas. “Os empresários estão investindo mais em design. Isso é consequência dos investimentos em educação em Caruaru e em Santa Cruz do Capibaribe nos últimos anos. Essa estrutura educacional criou uma massa crítica que começa a render frutos. Muitos varejistas afirmam que o produto pernambucano tem amadurecido muito”, ressalta Wamberto Barbosa, vice-presidente da Acic (Associação Comercial e Empresarial de Caruaru) para Assuntos de Câmara Setoriais e Núcleos Especiais. A produção, em boa parte, ainda se destina ao mercado popular, das classes C e D, segundo Barbosa. Ele salienta, porém, que mesmo nesse segmento de consumo a concorrência nacional é grande e é preciso oferecer peças de qualidade. “Só se diferencia quem está inovando em design”, alerta Wamberto. Para o presidente da CDL-SCC (Câmara de Dirigentes Lojistas de Santa Cruz do Capibaribe), Bruno Bezerra, o Polo de Confecções de Pernambuco vem evoluindo a cada ano com uma nova geração de empreendedores. “Eles estão em busca do conhecimento necessário para enfrentar os desafios da transformação digital que vem redesenhando mercados aqui e mundo afora”, comenta o empresário. O amadurecimento e a qualificação da produção do polo coincidem com um momento atual mais otimista por parte dos empresários. O diretor do Grupo Avil, Verysson Ferreira, afirma que o setor tem uma expectativa de crescer 8% em 2019. As projeções de sua empresa são de avançar 15% em faturamento no ano. A Avil, que já possui 10 lojas em operação, abrirá uma nova unidade neste ano, onde contratará em torno de 60 novos profissionais, alcançando o total de 800 funcionários no seu quadro. “O Polo de Confecções sempre foi conhecido por comercializar produtos baratos, antes marcados também pela baixa qualidade. Hoje, com mais acesso à informação por parte dos consumidores, mesmo das classes mais populares, o setor se vê obrigado a entregar um produto com inovação e melhor acabamento de peças, tingimento e modelagem”, observa Ferreira. “Passamos a notar que as empresas de confecção migraram as compras de tecidos já estampados para os brancos, para que eles produzam as suas estampas exclusivas. Isso é sinal de que mesmo o pequeno confeccionista se mexeu para seguir no mercado”, salienta. Essa necessidade de investir em novos produtos criou mercado para que as designers Aurijanne Arruda e Jessica Souza, formadas em Caruaru, criassem a Line Ateliê Criativo. A empresa presta serviços na área de design de moda, com expertise para desenvolver coleções de vestuário, modelagem, pilotagem e editorial. Apesar de sentirem ainda resistência por parte das empresas em enfrentar processos de modernização, as diretoras da Line Ateliê Criativo afirmam que uma grande fatia desse mercado tem investido em inovação. “Muitos empresários entenderam que os velhos hábitos de produção estão se tornando obsoletos e que os consumidores se mostram mais exigentes. Essa perspectiva se reflete em ótimas oportunidades para designers e outros profissionais da área. Apontamos a adesão ao design como estratégia mercadológica para conferir diferencial aos produtos e processos das indústrias”, indica Aurijane. . . A empresa conta com clientes fixos e alguns que demandam trabalhos mais pontuais. As jovens empresárias afirmaram que têm recebido indicações de clientes até de fora do Estado e planejam acelerar sua atuação em 2019 com projetos de cunho industrial, social e sustentável. “Ressaltamos esses investimentos em design como uma grande tendência que abre espaço para o crescimento do setor têxtil da região, fazendo a moda do Agreste pernambucano alcançar novos níveis”, acredita Jessica Souza. Chegar a outros mercados é o desafio apontado pela Acic para o setor. De acordo com Wamberto, mais de 60% da produção pernambucana destina-se ao Nordeste, região responsável por 30% da capacidade de consumo do País. “Nosso produto tem todo um mercado ainda para conquistar. Isso demonstra que as nossas empresas precisam investir em novas estratégias de comercialização que alcancem dimensões nacionais”. O dirigente avalia que o modelo concentrado na venda por meio de visita de compradores ao Estado, principalmente aos centros comerciais de Caruaru, Santa Cruz do Capibaribe e Toritama, foi responsável pelo avanço do setor, mas tem uma limitação de crescimento. “Precisamos de uma maior profissionalização de forma a dar a Pernambuco um braço comercial mais longo”, propõe Wamberto. Ele cita que as empresas do Estado ainda participam de forma incipiente do fornecimento de produtos para as grandes redes varejistas de moda e dos supermercados, os quais respondem por um volume relevante das compras de roupas no País. O dinamismo do Polo do Agreste e a capacidade dos empresários locais de se reinventarem diante dos desafios do mercado são fatores que deixam Wamberto otimista. A fraqueza do setor seria a limitação de investimentos. “Como a maioria são pequenas e médias empresas, há uma dificuldade de se autofinanciar ou de captar recursos. Isso é uma barreira para alcançar novos mercados, o que custa caro e não dá retorno imediato”, analisa. O caminho proposto por ele para solucionar esse entrave seria desenvolver estratégias conjuntas ou associadas, que possam fortalecer a presença nacional da indústria pernambucana. Bruno Bezerra afirma que nos dois últimos anos houve um expressivo ganho de competitividade no polo com a construção de uma nova plataforma tributária por intermédio de um

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Boom de investimentos turísticos em Bonito

Prestes a completar um ano de inauguração, o Teleférico Governador Eduardo Campos atraiu mais turistas e investidores para o município de Bonito. O novo atrativo foi fruto de um investimento de R$ 5,2 milhões do Prodetur (Programa de Desenvolvimento do Turismo). Com o início da sua operação, após quatro anos de espera, empresários da cidade e de outras regiões começaram a aportar recursos tanto na ampliação dos equipamentos hoteleiros já existentes como em novos empreendimentos ligados ao segmento de turismo e lazer. “Há diversos novos investimentos surgindo no município e estamos impressionados também com a expansão dos que já existem. Há uma confiança inclusive dos próprios moradores da cidade no setor de turismo que estão abrindo pousadas, hotéis, lojas de artesanato e receptivos turísticos”, comemora o secretário de Turismo do município Paulinho de Devá. “Escutamos falar de investimentos de R$ 1 milhão, R$ 3 milhões e até R$ 7 milhões. Estamos muito felizes com esse momento”, completa. . . O equipamento turístico mais tradicional da cidade, o Bonito Plaza Hotel, inaugurou recentemente 20 novos apartamentos e está requalificando a estrutura dos mais antigos. Para isso, os sócios Josa Monteiro e Rosael Monteiro investiram em torno de R$ 1,3 milhão. “Começamos a construir no embalo do teleférico. Havia uma grande expectativa da sua inauguração, que aumentou muito o número de visitantes na cidade”, conta Josa. Com 22 anos de operação, o Bonito Plaza Hotel conta com 88 apartamentos. Os pacotes para o período de Carnaval, por exemplo, foram comercializados com seis meses de antecedência. “Nos finais de semana temos tido 100% de ocupação e entre dezembro e janeiro, a taxa média é de 85%”, comemora o empresário Josa Monteiro. O hotel conta atualmente com quadra, minicampo, pesque e pague, passeios de cavalo e até saunas. Um dos maiores empreendimentos em execução na cidade é o Monte Imperial Park Hotel Residence, do empresário recifense Júlio Miranda. Já foram investidos em torno de R$ 2 milhões ainda na primeira fase do projeto, que está em torno de 20% executado. O complexo contará com hotel, chalés, SPA, parque aquático, restaurante, mirante e uma grande estrutura de lazer em esportes radicais. A previsão de inauguração é em 25 de outubro de 2020. A data coincide com os 200 anos do Massacre do Rodeadouro, considerado o primeiro movimento sebastianista do Brasil. Um episódio histórico que, segundo a Secretaria de Turismo, pode ser explorado turisticamente. Nos planos do empresário estão a construção da maior tirolesa do Brasil, instalada numa altitude de mil metros e com quase dois quilômetros de extensão. Outro projeto é transformar uma pedreira desativada numa cachoeira artificial. “Tenho uma área de 40 hectares, com uma vista privilegiada para a mata atlântica da região. Minha intenção é trazer mais pessoas para investir em Bonito. Estou confiante na administração pública local para que surjam parcerias público-privadas nesse sentido, com menos burocracia e iniciativa para atração de novos empresários. Sem dúvida, a cidade terá um grande avanço nos próximos anos”, estima Júlio Miranda. Até o final de 2019 o município deve ver inaugurado outro grande empreendimento, o Bonito Water Park, um arrojado empreendimento do empresário Adilson Azevedo. O complexo aquático possui uma área de quase dois hectares no bairro Arlindo Cavalcanti. Terá seis piscinas, uma delas com nada menos que 76 m de comprimento. Três restaurantes e uma sorveteria serão instalados na área interna e uma churrascaria será erguida logo no acesso ao parque. . . Adilson, que atua no setor de venda de materiais de construção, conta que tomou a decisão de fazer o investimento ao ver o “estouro” da cidade após a chegada do teleférico. “Será mais um atrativo para o município que está passando por um grande momento. O espaço terá capacidade de receber até três mil pessoas. Esperamos inaugurar até o final do ano”. Além da estrutura que está sendo erguida, o espaço tem uma vista privilegiada para os morros Macaco de Pedra e Araticum. *Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais (rafael@algomais.com)   SAIBA MAIS SOBRE O ENCONTRO DE EMPRESAS FAMILIARES

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Como identificar as soluções para combater a violência?

Em fevereiro, o País acompanhou o anúncio do primeiro decreto do novo presidente Jair Bolsonaro flexibilizando a posse de armas. Assistiu com perplexidade aos ataques no Estado do Ceará. E recentemente conheceu e discutiu o pacote anticrime apresentado pelo ministro Sérgio Moro. A segurança pública ganhou os holofotes do debate público mais do que em qualquer outro período da nossa recente democracia. E estamos ainda no primeiro trimestre do ano. Em Pernambuco o número de homicídios segue elevado, embora tenha havido uma redução de 23,2% em 2018. No Recife, que reduziu 24,1% no ano passado, em localidades marcadas historicamente pela baixa presença do poder público, a política de segurança municipal, ancorada no Compaz e inspirada na experiência de Medellín, também apresenta indicadores de redução da criminalidade. Conversamos com especialistas, representantes de movimentos sociais e agentes políticos para refletir sobre um tratamento para o câncer da violência que tomou conta do País. As receitas apresentadas contra essa doença contêm remédios muito mais sofisticados que a simples repressão que o Brasil adota há décadas. . . Os recifenses Rogério Leite, 23 anos, e Luciana de Lima, 25, há alguns anos estavam enquadrados no perfil de agressores e possíveis alvos do sistema de repressão policial. Quando ainda estavam saindo da adolescência foram encaminhados à delegacia. Ele, antes usuário de drogas, após conflito com um vizinho foi denunciado. Ela havia se envolvido numa briga com outra jovem de menor. Nesse momento eles foram fisgados pelo programa Trampolim, que tem por objetivo a recuperação de jovens em situação de risco. “Eu não trabalhava, eu não estudava. Só vivia na rua, usava drogas e brigava com a vizinhança. Nunca tive shopping, cinema, praia. Nada de lazer”, disse Rogério, que vive no bairro dos Torrões. “Minha adolescência era uma doideira. Não tinha juízo, nem paciência para ninguém. Era muito arengueira. Hoje sou totalmente diferente”, relatou Luciana, que mora no bairro de Joana Bezerra. A história dos dois tem mais semelhanças. Nascidos em famílias carentes, sem a presença do pai, não tinham boas oportunidades de lazer e estudos. Contexto comum de muitos jovens das periferias urbanas do Recife e do Brasil. Um pouco de atenção, algumas formações básicas, orientação e uma chance de entrar no mercado de trabalho. Pequenas medidas de amparo do poder público mudaram suas trajetórias. Hoje ambos trabalham no setor de serviços gerais, têm sua renda, autonomia e constituíram família. Mais que isso, eles têm sonhos. Antes tímidos ao falar do passado, hoje estão orgulhosos ao dizer que deixaram os velhos hábitos. “Com meu trabalho construí minha casa. Melhorou muito minha vida. Hoje quero dar o melhor para minhas filhas de 5 anos e de 2 anos”, afirma Luciana. “Quero ser um pai presente, dar ao meu filho o que não recebi. Tenho vários projetos, como fazer minha casa, pois ainda moro com minha sogra, e ajudar minha mãe no comércio dela”, revela Rogério. Os jovens que estavam enquadrados no perfil nem-nem (que nem trabalham, nem estudam) foram resgatados pela mão social do sistema de segurança urbana do Recife. Segundo os especialistas, as cidades que conseguiram reverter a escalada da violência são aquelas que adotaram simultaneamente a mão dura (atuação firme policial e da justiça, mas respeitando os direitos cidadãos) e a mão social (relativa à atuação intencional do Estado em prover serviços sociais, educação e cultura para prevenir a violência). A história deles, no entanto, ainda é uma exceção. Como também é uma exceção no País a existência de políticas consistentes de prevenção à criminalidade. . . Essa fórmula que trata ao mesmo tempo da repressão e da prevenção foi realizada com êxito em Medellín, na Colômbia. A cidade que chegou a ter 382 mortes violentas por 100 mil habitantes conseguiu reduzir para cerca de 20 mortes por 100 mil habitantes.“A reversão desse cenário veio de uma combinação de fatores. A política nacional de enfrentar com mais força os grupos guerrilheiros e paramilitares. A melhora do aparato da justiça e da atuação da polícia, com sistemas de câmeras de vigilância e com alta capacidade de resposta. Mas isso não seria suficiente se não tivesse, ao mesmo tempo, um grande projeto social, educativo e cultural. Aí está a chave desse êxito”, revela o ex-secretário de Desenvolvimento Social de Medellín, Jorge Melguizo. O braço de prevenção do enfrentamento à violência na Colômbia usou o conceito do urbanismo social. “Trata-se de uma intervenção territorial em zonas de alto índice de violência. O Estado investe em qualidade arquitetônica e urbanística em bairros menos favorecidos. Associado a isso, foram levadas atividades educacionais, culturais e esportivas”, explica Tomas Alvim, cofundador do Arq.Futuro, uma plataforma de discussão sobre o futuro das cidades. Alvim ressalta não se tratar de uma simples entrega de equipamentos aos cidadãos. “Mas uma experiência que pressupõe também uma governança local, com a escuta e negociação muito forte com a população para definir como será a atuação do poder público no território”. Outro case mundialmente famoso foi o combate à violência em Nova Iorque. A cidade americana tinha o índice de 30,7 mortes por 100 mil pessoas na década de 1990. Esse índice caiu para 3,4 por 100 mil habitantes. Embora as realidades socioeconômicas e os números de homicídios da cidade norte-americana sejam diferentes das latino-americanas, o exemplo nova-iorquino vale a pena ser analisado. As ações mais conhecidas para a mudança desse cenário estão associadas ao fenômeno que ficou conhecido como “tolerância zero”, adotada pelo ex-prefeito Rudolph Giuliani, que fiscalizava de forma intensa pequenas violações da lei para coibir a ocorrência de crimes de maior gravidade. Mas não foi só isso. Especialistas apontam que houve um reforço no policiamento, uso de tecnologia no sistema de segurança e uma melhoria socioeconômica. “A diminuição da violência em Nova Iorque coincidiu também com um período de maior desenvolvimento econômico, investimentos públicos em políticas de inclusão social e uma requalificação urbana dos bairros pobres ao redor da cidade, que sofreram um processo de favelização nas décadas de 70 e 80. Essas mudanças urbanas foram mais importantes que a pura ideia da

Como identificar as soluções para combater a violência? Read More »