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Preço do m² para venda no Recife é quarto mais caro do Brasil

O preço médio do m² para venda em Recife atingiu R$ 6.097,00 no quarto trimestre de 2016. Em comparação ao mesmo período de 2015 (R$ 6.040,00), a valorização nominal foi de 0,94%. O DMI-VivaReal, levantamento realizado pelo VivaReal, contemplou uma amostra de 30 cidades em diferentes regiões do País e considerou mais de 2 milhões de imóveis usados disponíveis para compra ou aluguel. Clique aqui para acessar a íntegra da pesquisa com dados do mercado imobiliário de Recife. A média nacional do valor do m² para venda é de R$ 4.846,00 no quarto trimestre de 2016. A valorização nominal foi de 1% em comparação ao mesmo período de 2015 (R$ 4.800,00). Brasília lidera a lista das cidades com valor de venda mais alto do Brasil, R$ 8.403,00/m². A lista também conta com Rio de Janeiro (R$ 7.391,00/m²), São Paulo (R$ 6.829,00/m²), Recife (R$ 6.097,00/m²) e outras. Em relação ao quarto trimestre de 2015, os cinco bairros recifenses com maiores valorizações para venda no último trimestre de 2016 foram Cordeiro (25,5%), Graças (24,9%), Várzea (17,9%), Pina (13,5%) e Iputinga (10%). Já as maiores desvalorizações foram Ilha do Retiro (-10,1%), Campo Grande (-7,1%), Parnamirim (-4,9%), Aflitos (-3,0%) e Casa Forte (-2,0%). O preço nominal médio do m² para aluguel em Recife foi de R$ 25,00 no quarto trimestre de 2016. Em comparação ao mesmo período de 2015 (R$ 24,29), a valorização nominal foi de 2,92%. Os bairros da capital pernambucana com maiores valorizações para aluguel em relação ao último trimestre de 2015 foram Casa Amarela (11,1%), Pina (5%) e Boa Viagem (4,2%). Já as maiores desvalorizações foram em Espinheiro (-10,8%), Casa Forte (-10%) e Graças (-8,6%). O preço nominal médio do m² para aluguel no Brasil atingiu R$ 23,40, apresentando uma queda de 8,3% no quarto trimestre de 2016 em comparação ao mesmo período de 2015 (R$ 25,51). São Paulo lidera a lista com o valor do m² de R$ 35,71, seguida por Rio de Janeiro (R$ 33,33/m²), Brasília (R$ 32,40), Santos (R$ 29,09/m²) e Recife (R$ 25,00 m²). Maioria dos recifenses buscaram imóveis entre R$ 171 e R$ 350 mil O índice DMI-VivaReal também acompanha a demanda de venda por imóveis. No quarto trimestre de 2016, 44,2% dos consumidores recifenses buscaram imóveis para comprar e 55,8% para alugar. No último trimestre do ano, 54% dos consumidores procuraram por imóveis de 51 a 100m² e a oferta relativa desses imóveis foi de 46%. No que diz respeito ao número de dormitórios, 48,72% procuraram imóveis de três dormitórios, enquanto a oferta relativa é de 42,57%. Os imóveis com valores entre R$ 171 e R$ 350 mil (39,48%) e entre R$ 501 e R$ 1 milhão (22,52%) foram os mais procurados, sendo que a oferta relativa representa 25,26% e 34,29%, respectivamente. Ranking dos Bairros mais procurados para compra no quarto trimestre de 2016 1. Boa Viagem 2. Madalena 3. Casa Amarela 4. Campo Grande 5. Torre 6. Rosarinho 7. Imbiribeira 8. Cordeiro 9. Graças 10. Casa Forte Ranking dos Bairros mais procurados para aluguel no quarto trimestre de 2016 1. Boa Viagem 2. Madalena 3. Espinheiro 4. Boa Vista 5. Torre 6. Cordeiro 7. Casa Amarela 8. Graças 9. Casa Forte 10. Rosarinho

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O’linda! O teu nome bem diz…

Aos olhos de quem a contempla pela primeira vez, Olinda se apresenta povoada de sonhos e tomada pela claridade a ofuscar as retinas de quem chega: De limpeza e claridade é a paisagem defronte. Tão limpa que se dissolve a linha do horizonte. Carlos Pena Filho Aquele conjunto de colinas, que pouco interessou aos indígenas habitantes de suas redondezas antes da chegada do colonizador, fascinou o português que nele viu o local ideal para a construção de uma vila. Segundo a tradição recolhida pelo frei Vicente do Salvador, registrada na sua História do Brasil (1627), a denominação Olinda vem de um galego criado de Duarte Coelho, porque, andando com outros por entre o mato, buscando um sítio em que se edificasse [a vila], e achando este, que em um monte bem alto, disse com exclamação e alegria: O’ linda!. A versão já fora antes relatada pelo cristão-novo Ambrósio Fernandes Brandão, autor dos Diálogos das grandezas do Brasil (1618), que residiu em Olinda na segunda metade do século XVI, sendo repetida pelo franciscano frei Antônio de Santa Maria Jaboatão (1695-1779) e pelo beneditino dom Domingos do Loreto Couto (c.1696-c.1762), chegando o historiador inglês Robert Southey (1810) a atribuir a exclamação ao próprio Duarte Coelho: Oh! linda situação para se fundar uma vila!. Com a versão de frei Vicente do Salvador, que também residiu no convento franciscano de Olinda e começou a recolher anotações para sua História em 1587, não concorda o historiador Adolpho de Varnhagen que, meticuloso em suas conclusões, lembra que a denominação teria origem em Portugal: Nada mais natural que aquele nome fosse de alguma quinta, ou casa, ou burgo, por qualquer título caro ao donatário na sua pátria, e que ele no Brasil quisesse perpetuar […] Sabe-se também que Olinda era o nome de uma das belas damas na novela do “Amadis de Gaula”, cuja leitura estava então muito em voga, não faltando leitores que lhe davam fé, como em nossos dias se dá à história. Alfredo de Carvalho, em Frases e palavras (1906), ao concordar com Varnhagen, chama a atenção para a existência, nas cercanias de Lisboa, das freguesias de Linda-a-Pastora e Linda-a-Velha. A versão do frei Vicente do Salvador, corroborada por Ambrósio Fernandes Brandão, é a mais aceita para explicar o nascimento da primitiva capital de Pernambuco, cujo núcleo urbano parece delineado na carta de doação, assinada por Duarte Coelho, de 12 de março de 1537. Naquele documento, impropriamente chamado de Foral de Olinda, a nascente vila recebe do primeiro donatário as terras de serventia, para uso comum dos seus habitantes. Nele se faz menção à existência da Câmara, da Rua Nova (Bispo Azeredo Coutinho), das fontes de água potável, do Varadouro Galeota (onde aquela embarcação sofreu reparos) e do Arrecife dos Navios, porto da vila que veio a dar origem à cidade do Recife. Nome poético, surgido de uma leitura de novela; ou denominação saudosista, a relembrar um sítio perdido na toponímia portuguesa; ou ainda, exclamação de um criado de Duarte Coelho, oriundo da Galícia, perdido entre as matas de cajueiros que se espalhavam na planície arenosa, hoje ocupada pelos bairros do Rio Doce e Rio Tapado, tudo serve para explicar o que há no nome: Olinda. Os olindenses, porém, a exemplo dos seus avós, têm uma explicação própria para todo esse feitiço que toma conta de quem a conhece: Quem não viu Olinda, não amou ainda! Os cronistas que descrevem a Vila de Olinda no final da segunda metade do século XVI e nos anos que antecederam ao incêndio provocado pelos holandeses, na noite de 25 de novembro de 1631, são unânimes em proclamar as suas belezas naturais e a imponência do seu casario, dominados por ricos conventos, belas igrejas, a grandiosidade do seu colégio e o ambiente acolhedor de suas residências. Em sua narrativa, assinala o capelão holandês Johannes Baers, além das construções religiosas e do Colégio dos Jesuítas, alguns aspectos importantes da casa urbana olindense: As casas não são baldas, mas, cômodas e bem feitas, arejadas por grandes janelas, que estão ao nível do sótão ou celeiro, mas sem vidros, com belas e cômodas subidas todas com largas escadarias de pedra, porque as pessoas de qualidade moram todas no alto. Os umbrais de todas as portas e janelas são de pedra dura e pesada. Na visão romântica do oficial inglês Cuthbert Pudsey, que esteve a serviço da Companhia das Índias Ocidentais de 1629 a 1640, era Olinda uma cidade formosa, situada numa curiosa situação, de prazerosa perspectiva, com edifícios suntuosos, acompanhados por raros jardins com frutos e prazeres, fontes de uma água pura e maravilhosa. Uma visão de Olinda, no início do século XVII, nos é dada por Ambrósio Fernandes Brandão, em Diálogos das grandezas do Brasil (16l8): Dentro na Vila de Olinda habitam inumeráveis mercadores com suas lojas abertas, colmadas de mercadorias de muito preço, de toda a sorte em tanta quantidade que semelha uma Lisboa pequena. A barra do seu porto é excelentíssima, guardada de duas fortalezas bem providas de artilharia e soldados, que as defendem; os navios estão surtos da banda de dentro, seguríssimos de qualquer tempo que se levante, posto que muito furioso, porque têm para sua defensão grandíssimos arrecifes, a onde o mar quebra. Sempre se acham nele ancorados, em qualquer tempo do ano, mais de trinta navios, porque lança de si, em cada um ano, passante de 120 carregados de açúcares, pau-brasil e algodão. A vila é assaz grande, povoada de muitos e bons edifícios e famosos templos, porque nela há o dos Padres da Companhia de Jesus [1551], o dos Padres de São Francisco da Ordem Capucha de Santo Antônio [1585], o Mosteiro dos Carmelitas [1588], e o Mosteiro de São Bento [1592], com religiosos da mesma ordem. Na primeira metade do século XVII, a riqueza da capitania de Pernambuco, bem conhecida em todos os portos da Europa, veio a despertar a cobiça dos Países Baixos. A produção de 121 engenhos de açúcar, correntes e moentes, no dizer de van der Dussen, viria a

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Abaixo o escapamento aberto (por Francisco Cunha)

Passei recentemente uma semana trabalhando em casa no bairro do Parnamirim e pude atentar para uma coisa que me incomodava de forma difusa e, pensava eu, episódica em dias anteriores: o barulho ensurdecedor de escapamento de motos e, pude constatar observando mais atentamente, de carros também. Sim, a qualquer hora do dia e da noite, motos e carros passam pelas ruas próximas fazendo um barulho insuportável e, evidentemente, proibido pela legislação pertinente (Inciso XI, Art. 230 do Código de Trânsito Brasileiro: “Conduzir o veículo com descarga livre ou silenciador de motor de explosão defeituoso, deficiente ou inoperante”). Trata-se de uma infração de trânsito grave, com cinco pontos na carteira, multa de R$ 195,23 e medida administrativa de retenção do veículo. Profundamente incomodado, passei a prestar mais atenção e a perguntar a pessoas diversas se também estavam percebendo a ampliação do fenômeno. Descobri espantado que não só a coisa vem num crescendo preocupante como está espalhada por toda a cidade e vários locais da região metropolitana. Há casos relatados até de caravanas de dezenas de motos promovendo verdadeiro ralis itinerantes da velocidade e do barulho. Outro dia, já mais atento ao problema, presenciei estupefato, na minha rua outrora pacata, um motorista de um veículo importado Porsche branco reduzindo a marcha e entrando numa curva com o escapamento aberto como se estivesse numa pista de Fórmula 1… E aqui não posso deixar de fazer um apelo veemente às autoridades de trânsito: ajam! Não permitam que esse abuso incivilizado continue em progressão vigorosa. Sim, vigorosa porque a permissividade aumenta o estímulo e cada vez mais e mais incentivados pela impunidade, independente da potência dos seus carros e motos, abrem os escapes e impõem sua ditadura azucrinante a quem precisa de concentração, de descanso ou simplesmente de paz nos recessos dos seus lares, um direito essencialmente democrático. Nesses tempos de ajustes fiscais severos, pode-se até prescindir de grandes aparatos fiscalizatórios: basta colocar alguns fiscais bem posicionados em determinados corredores de trânsito para multar os infratores na passagem. Tenho certeza que o valor das multas e os pontos na carteira os fará bem mais silenciosos… *Francisco Cunha, publicado na coluna Última Página, da Revista Algomais (fcunha@tgi.com.br)

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Cervejas para vegano nenhum botar defeito (por Rivaldo Neto)

Cada vez mais as dietas e estilos de vida fazem parte do nosso cotidiano. Com isso, várias culturas através dos anos inserem também alguns diferentes produtos alcoólicos em seus hábitos alimentares, isso varia de acordo com os costumes. Fora o também chamado componente social que existe no consumo do álcool, sabemos que existem fatores positivos e negativos nesta prática. Com isso estilos de alimentação como o vegano não exclui as bebidas alcoólicas no geral, mas sim aquelas que contém matéria-prima animal em sua fórmula. Veganos são pessoas que adotam um estilos de vida livre do consumo de alimentos de origem animal. Abolem qualquer tipo de carne, mel, ovos e leite, apenas para citar alguns. A cerveja é basicamente um fermentado de origem vegetal, mas com um mercado efervescente e criativo, podemos encontrar várias bebidas com insumos animal como mel, leite e até bacon. Mas como podemos identificar se um determinada bebida é ou não vegana? Em alguns casos é fácil, como no caso de cervejas que claramente estampam em seus rótulos compostos de mel e chocolate (devido a lactose). Outras nem tanto como as cervejas condicionadas em barris (tradicionalmente inglesas) que são clarificadas com uma espécie de cola de peixe (“isinglass”). Essa cola de peixe é uma forma de gelatina muito pura que se obtém a partir das bexigas de alguns peixes de água doce, especialmente do esturjão. As refinações aceleram o processo que de outra forma ocorreria naturalmente. A Guinness por exemplo usava esse processo em sua produção e deixou da fazê-lo em 2015 devido a pressão de grupos de veganos por afirmar que não consumiam a bebida devido a sua composição. Hoje grandes cervejarias também procuram usar uma produção mais “politicamente correta”. Tanto a Heineken, quanto a Budweiser afirmam que não usam qualquer produtos com insumos animais em suas fórmulas. Aos que se interessam por mais informações, uma boa dica é o Barnivore, plataforma americana que possui dados sobre diversas cervejas, vinhos e outras bebidas, informando se as mesmas são veganas ou não. Para quem é vegano ou apenas se interessa em descobrir o que há por trás das bebidas que consumimos, vale uma visita! Outro site que vale muito a pena é o Lokobeer que desde 2015 contem um ícone que dá a discrição das cervejas com uma marca conforme abaixo, definindo se tal bebida é ou não vegana. MUNDO CERVEJEIRO Heineken compra a Brasil  Kirin? Fortes rumores no mercado dão conta da aquisição da Brasil Kirin, que produz a Schin, pela gigante Heineken. A japonesa Kirin Holdings teria chegado a um acordo com a cervejaria holandesa por cerca de U$ 870 milhões. Entretanto a Heineken não confirmou o fechamento da negociação. Urbana lança cerveja Busanfe Blanche Com o humor irreverente do laboratório paulista no nome e no rótulo, a artesanal do estilo Witbier é a aposta da cigana para este verão. O ano mal começou e a Cervejaria Urbana já está com novidade. Para quem pretende aproveitar os dias mais quentes do ano em grande estilo, ou até mesmo fugir deles com uma opção altamente refrescante, a cigana apresenta sua nova experiência, a Busanfe Blanche. Elaborada com malte de trigo e aveia, a artesanal é uma autêntica Witbier, estilo de cerveja belga que leva este nome por conta de seu aspecto claro. Com amargor na casa dos 11 IBUs e 4,8% de teor alcoólico, a Busanfe Blanche é uma cerveja leve e de alto drinkability. Para unir a nova receita ao bom humor de sempre, o laboratório não precisou ir muito longe. Desta vez, o sócio-proprietário da Urbana, André Cancegliero, foi quem “posou de garoto-propaganda” da nova cerveja, que ganhou ilustração divertida feita pela IBC Design. “Grande parte das cervejas do estilo Witbier tem o nome Blanche – branco – e mais uma palavra que a representa. A nossa é a Busanfe Blanche, que faz referência ao corpo e ao verão de forma divertida, porém sadia”, explica André. Escolhida para dar as boas vindas a 2017, a nova cerveja da Urbana vai bem com saladas verdes, ceviche, sushis e frutos do mar. O produto está disponível em garrafa de 300 ml pelo preço sugerido de R$20. *Rivaldo Neto (rivaldoneto@outlook.com) é designer e cervejeiro gourmet nas horas vagas

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Após morte de Teori, saiba o que pode acontecer com a Lava Jato no STF

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Teori Zavascki, morreu hoje (19). O avião em que o ministro estava caiu no mar em Paraty (RJ). A morte foi confirmada por um dos filhos do magistrado por uma rede social. Zavascki era o relator dos processos de investigados, com foro privilegiado, na Operação Lava Jato. Regimento interno Com a morte de um ministro, o Artigo 38 do regimento interno do Supremo Tribunal Federal (STF) prevê que os processos deverão ser herdados pelo juiz que ocupar a vaga. Ou seja, seria necessário aguardar a escolha de um novo ministro pelo presidente da República para substituir Teori e, com isso, assumir todos os processos do magistrado, incluindo a Lava Jato. A Constituição Federal não estipula prazo para a nomeação do novo ministro, cujo nome precisaria ser aprovado pelo Senado. Um outro trecho do regimento, no entanto, faz a exceção para alguns tipos de processo cujo atraso na apreciação poderia acarretar na falha de garantia de direitos, no caso de ausência ou vacância do ministro-relator. Por exemplo: habeas corpus e mandados de segurança. Nesses casos, as ações podem ser redistribuídas a pedido da parte interessada ou do Ministério Público. Antes do prazo de 30 dias, medidas urgentes podem ser deliberadas pelo revisor do processo, se já houver. Se um revisor ainda não tenha sido designado para a ação, decisões emergenciais podem ser tomadas pelo ministro que entrou antes de Teori, ou seja, Luiz Roberto Barroso. Tais regras constam no Artigo 68 do Regimento Interno do STF. Casos excepcionais A presidente do STF, ministra Carmén Lúcia, tem a prerrogativa de, a seu critério, em casos excepcionais, ordenar a redistribuição nos demais tipos de processo, como um inquérito, por exemplo, que é o estágio em que se encontra a tramitação da maioria dos processos Lava Jato no STF. Na hipótese de redistribuição, se daria por sorteio. Mas para assessores jurídicos consultados no STF não está claro se a escolha seria entre todos os ministros remanescentes ou somente entre aqueles que integram a turma da qual Teori Zavascki fazia parte. Os ministros do STF estão divididos em duas turmas. Integram a turma da qual Teori fazia parte os ministros Dias Toffolli, Gilmar Mendes, Ricardo Lewandowski e Celso de Melo. A dúvida existe porque alguns processos da Lava Jato que já se tornaram ação penal foram designados como de competência da turma, mas outros, do plenário, de acordo com diferentes critérios do próprio regimento. Assessores jurídicos do STF levantaram também a hipótese, embora menos provável, de que os ministros possam se reunir para, inclusive, modificar o regimento e adequá-lo à situação. Por isso, eles afirmaram ser precipitado definir o que pode ocorrer com a parte da operação Lava Jato que tramita na Corte. Quando o ministro Carlos Alberto Menezes Direito morreu, em 1º de setembro de 2009, o ministro sucessor, Dias Toffolli, herdou cerca de 11 mil processos, com exceção daqueles nos quais ele havia atuado quando ocupou o cargo de advogado-geral da União. No caso de alguns processos mais urgentes, como pedidos de habeas corpus feitos por pessoas presas, o presidente do STF à época, Gilmar Mendes, ordenou a redistribuição pouco após a morte de Menezes Direito. Até a morte do ministro Teori Zavascki, Menezes Direito havia sido o único ministro a ter falecido enquanto estava no exercício do cargo desde a redemocratização do país, em 1988.

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Falta integração na gestão da RMR

*Por Rafael Dantas Imagine um condomínio composto por 14 prédios, tendo um síndico para cada edifício. Imagine ainda que eles não têm um planejamento conjunto da circulação das ruas internas, nem contam com um sistema único de coleta de lixo e tampouco possuem um gestor para áreas comuns (como parquinho, piscina, salão de festas). A ausência dessa organização, além de aumentar as despesas dos moradores, gera soluções pouco eficientes que dificultam a rotina dos condôminos. Essa situação hipotética acontece na prática, numa escala muito maior, nas as regiões metropolitanas brasileiras. Em Pernambuco, por exemplo, junto com a capital são 14 municípios que compõem a Região Metropolitana do Recife (RMR). Eles são concebidos como uma única metrópole no dia a dia dos seus cidadãos, já que apresentam necessidades e estruturas urbanas interligadas. Por essa razão, especialistas acreditam que os moradores dessa “grande cidade” poderiam ter suas vidas facilitadas com uma gestão pública unificada. “A metrópole é uma cidade que não cabe no território de um município. Sem alguém que pense o conjunto, o resultado é um caos”, afirma Roberto Montezuma, presidente do Conselho de Arquitetura e Urbanismo de Pernambuco (CAU-PE). Trata-se de um problema que se agrava com o passar dos anos. Afinal, somos cada dia mais cidadãos metropolitanos. Rotinas como a de Alexandro Gomes, 28 anos, que tem residência em Jaboatão dos Guararapes, faz graduação em Recursos Humanos no Recife e até pouco tempo trabalhava em Suape (Ipojuca) são cada vez mais comuns. Atualmente, ele circula pelos diversos municípios, trabalhando na área de logística. “É muito tempo perdido no trânsito e muito desconforto no transporte público. Essa rotina acaba desgastando mais que o próprio trabalho”, reclama. O tempo desperdiçado nos deslocamentos diários – em razão da inexistência de uma estrutura de mobilidade eficaz – é um dos sintomas da ausência de uma gestão metropolitana. O arquiteto Paulo Roberto Barros e Silva afirma que se a metrópole tivesse uma gestão interfederativa, infraestruturas como o BRT, o metrô e o sistema viário estrutural seriam diferentes, com soluções mais bem articuladas. “A região abrange território urbano de quase quatro milhões de pessoas e 14 administrações. No mundo real não há porta de entrada de Recife, Cabo, Moreno… É preciso que os prefeitos atuem articuladamente”, defende o arquiteto. “Na Avenida Agamenon Magalhães, por exemplo, metade dos carros que circulam são oriundos de fora da capital. Tivemos uma expansão desordenada que resultou em várias cidades dormitórios, que geram muitos deslocamentos para o Centro do Recife”. Crítica semelhante faz o arquiteto e urbanista Jório Cruz, ex-presidente da Fidem (Fundação de Desenvolvimento da Região Metropolitana do Recife). Ele reprova a concentração das atividades econômicas na capital pernambucana e defende a criação de outros polos de desenvolvimento na região. “A questão da mobilidade da metrópole está diretamente afetada pela condição de polo exclusivo do Recife”. O especialista defende a distribuição de oportunidades em outros centros de geração de emprego e renda. A medida, entre outros benefícios, reduziria o tempo de transporte das pessoas diariamente, já que não precisariam se deslocar em trajetos distantes para ir ao trabalho ou a uma consulta médica. E é na área da mobilidade, mais precisamente a construção do Arco Metropolitano, que, na opinião de Montezuma, pode ser o primeiro ponto a ser priorizado por uma gestão que integre prefeituras e Governo do Estado. “Essa é uma obra de interesse de todos os municípios. Do mesmo jeito que a União Europeia trata de temas relevantes para todos os países membros, a ação dessa governança da metrópole deve atender assuntos que sejam de utilidade para todas as cidades da Região Metropolitana do Recife”. A rodovia vai ligar a cidade do Cabo de Santo Agostinho ao Polo Automotivo de Goiana, na Mata Norte. O trajeto é realizado como uma alternativa à congestionada BR-101, atravessando a zona rural de cidades como Moreno e São Lourenço da Mata. Entretanto existem equipamentos que servem a toda metrópole, como o Aeroporto Internacional dos Guararapes (cuja abrangência vai além do limite da RMR), universidades e até centros de saúde. Exemplo disso é o Hospital da Mulher Doutora Mercês Pontes Cunha. Apesar de ter sido construído pela Prefeitura do Recife, o primeiro parto na unidade foi de uma moradora de Jaboatão dos Guararapes. “Existem equipamentos estratégicos que têm um raio de ação maior que um município. Isso faz com que na gestão dessas estruturas, os prefeitos atuem com uma população que não o elegeu”, pontua Montezuma. Além de trazer melhores soluções para o funcionamento das cidades, a gestão metropolitana proporcionaria economia para os municípios. “A gestão integrada garante a racionalidade do uso dos recursos públicos. Se as cidades atuarem de forma articulada é possível reduzir o custo para todos”, avalia Fátima Brayner, sócia do INTG (Instituto de Gestão). Em um período de crise e de corte dos orçamentos, esse atrativo passa a ser bem significativo. Fátima aponta ainda que a gestão integrada pode combater o desequilíbrio social que se acentuou com o surgimento das regiões metropolitanas. “As metrópoles concentram a riqueza desde a década de 70. Nelas estão as oportunidades que atraíram as pessoas, que passaram a viver no seu entorno. A qualidade de vida na periferia dessas regiões é ruim”, constata a consultora. Ela lembra que o indicador Gini (que mede a concentração de renda) apresentou, ao longo das décadas, um crescimento vertiginoso nessas localidades. COMPENSAÇÃO. Um exemplo mencionado pela especialista é Araçoiaba, que registra o menor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) da RMR. “Araçoiaba detém uma grande área de preservação de mananciais e isso a restringe de se desenvolver. Quem paga por isso? A governança metropolitana teria o papel de ressarcir a cidade pelos recursos naturais preservados no seu espaço. As reservas, que inclusive protegem a nascente de alguns riachos, são importantíssimas para a metrópole”, avalia Fátima Brayner. Para reparar essa situação, a saída metropolitana seria a compensação ambiental, um instrumento típico do desenvolvimento urbano integrado, destinado a um município que presta serviços ambientais à metrópole. As cidades que possuem aterro sanitário, que recebem dejetos das demais, são outro

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Produção e emprego caem em 2016, mas reagem em relação a 2015

A produção e o emprego na indústria brasileira encerraram 2016 em queda, mas a situação é mais favorável que a verificada em dezembro de 2015. A informação está na pesquisa Sondagem Industrial, divulgada hoje (20) pela Confederação Nacional da Indústria (CNI). De acordo com a pesquisa, o indicador de produção alcançou 40,7 pontos no último mês do ano passado, ante 47 pontos em novembro. Embora esteja abaixo da linha divisória dos 50 pontos, o que indica queda na produção, o índice supera os 35,5 pontos registrados em dezembro de 2015. Segundo a CNI, a queda na produção é usual em dezembro devido ao fim das encomendas para o Natal. De acordo com a entidade, o índice de dezembro de 2016 é o melhor em quatro anos. Já o indicador que mostra a evolução do número de empregados ficou em 44,7 pontos no mês passado, enquanto em novembro estava em 45,8 pontos. Também abaixo dos 50 pontos, o índice melhorou em relação ao resultado de dezembro de 2015, quando o emprego estava em 41,5 pontos. Para a entidade que representa a indústria, os dados da sondagem de dezembro mostram que “o cenário atual ainda é greve”. Na avaliação da CNI, contudo, “o pior pode ter passado”. Estoques Os estoques da indústria terminaram o ano abaixo do desejado, o que indica que pode haver aumento na produção para recompô-los. Segundo a CNI, trata-se de um dado positivo. O indicador que mede o estoque efetivo em relação ao planejado ficou em 46,5 pontos em dezembro de 2016. Houve queda em relação a novembro, quando o índice era 48,3 pontos, e estabilidade em relação a dezembro de 2015, quando foram registrados 46,6 pontos. (Agência Brasil)

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Consulado Britânico lança chamada para projetos comunitários

  Até 19 de fevereiro 2017 estão abertas inscrições para o Institutional Skills, programa do British Council que conta com recursos do Newton Fund. O programa tem como objetivo apoiar projetos relacionados a treinamento, capacitação e engajamento comunitário de funcionários e colaboradores de instituições públicas, da sociedade civil, museus de ciências e jardins botânicos ou de organizações parceiras, diretamente envolvidas com essas instituições. Serão contempladas instituições que atuem nas seguintes áreas: · Agricultura e Segurança Alimentar, especialmente voltada à pequena propriedade e baixo impacto ambiental. · Biodiversidade Clima e meio ambiente – incluindo mudança climática, tecnologia verde, desenvolvimento sustentável, serviços de ecossistema, escassez de recursos, uso sustentável da biodiversidade e valorização do conhecimento tradicional popular; · Ciências sociais para desenvolvimento econômico; · Saúde pública e doenças infecciosas negligenciadas (Incluindo Zika, Dengue and Chikungunya e a gestão eficaz dos serviços de saúde) · Economia inclusiva – incluindo empoderamento de grupos em situação de vulnerabilidade, economia solidária, economia de floresta, fomento ao empreendedorismo, economia criativa e da cultura, com foco em territórios vulneráveis; · Ensino de disciplinas relacionadas às Ciências e Matemática na Educação Básica (STEM – Science, Technology, Engineering, and Mathematics), incluindo a popularização das ciências, engajamento comunitário e o ensino fora da escola, com novas metodologias; · Transformações urbanas – incluindo direitos humanos, enfrentamento da violência, moradia, mobilidade, acesso à agua, imigração, inclusão social e redução de desigualdades. A proposta deve incluir parceria com pelo menos uma organização ou especialista no Reino Unido e a organização proponente deve se comprometer a cofinanciar pelo menos 50% do projeto – com recursos próprios ou angariado junto a outros parceiros. Contrapartidas não-financeiras incluindo em esforços são elegíveis e deverão ser incorporadas nas propostas de orçamento. Serviço Prazo para inscrições: até às 18h (horário de Brasília) do dia 19 de fevereiro de 2017. Os selecionados serão informados na primeira semana de março. Contratos serão negociados e assinados até a terceira semana de março 2017. A assinatura do contrato está sujeita à confirmação do cofinanciamento do proponente. Os projetos devem começar no início de abril 2017 e serem encerrados até 1º de março de 2018. A organização ou especialista no Reino Unido pode ter natureza acadêmica, agência pública, consultoria ou organização social. A International Unit, instituição parceira do British Council, ajuda organizações brasileiras a encontrar universidades com interesses similares no Reino Unido para projetos do British Council financiados pelo Newton Fund. Para saber mais, escreva para newton@international.ac.uk, indicando o assunto “Institutional Skills – Brazil call”. Recursos para a identificação de parceiros não-acadêmicos estão disponíveis no site do British Council no Brasil.

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Aumenta interesse por mercado livre de energia

A migração de empresas para o mercado livre de energia teve crescimento expressivo em 2016. Segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE, o número de pedidos de adesões aprovados foi 25 vezes superior a 2015. Grande parte desse volume é de consumidores especiais, com demanda entre 0,5 e 3MW e que só podem adquirir energia de Pequenas Centrais Hidrelétricas ou de fontes incentivadas especiais (eólica, biomassa ou solar). Com 2.102 empresas associadas à CCEE no ano passado, o segmento representou 91% das adesões no mercado livre. Segundo Antônio Bento, CEO da IBS-Energy, empresa especializada em soluções integradas para gestão de energia, o mercado livre de energia oferece uma série de vantagens, sendo a principal a redução de custo da conta de energia, que tem despertado o interesse das empresas, principalmente considerando um período de economia em retração. “Além do impacto no custo, o mercado livre é mais flexível, sendo possível programar o consumo durante um período mais longo, garantindo mais eficiência na gestão de gastos das empresas. Esse movimento deverá permanecer em 2017”, estima Bento. Para o executivo, as empresas estão cada vez mais em busca de competividade e redução de custo e a gestão de energia é uma das formas eficazes de obter bons resultados e também eficiência. “Participamos de eventos que reúnem empresas de polos industriais e percebemos que o fator energia está na lista de prioridades, mas ainda há falta de informação sobre o funcionamento do mercado livre de energia. Quando a empresa apresenta as condições necessárias que atendem à legislação e o gestor conhece o funcionamento do mercado, o processo de migração ocorre”, destaca Bento, que revela ter registrado aumento do percentual da carteira de clientes em 2016. Ele destaca que o ano foi bem positivo e que 2017 deve ser promissor para a IBS-Energy que atua no mercado desde 2003 e está em constante processo de desenvolvimento e aprimoramento de serviços em gestão de energia, oferecendo um trabalho personalizado para atender às necessidades dos clientes dos mais diferentes segmentos de atividade.

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Geraldo discute ambiente de negócios no Recife em evento da Amcham

O prefeito Geraldo Julio participou de um evento promovido pela Câmara Americana de Comércio do Recife (Amcham Recife) para debater o ambiente de negócios na cidade. O gestor conversou com empresários e representantes de entidades para apresentar as ações realizadas pela Prefeitura do Recife para promover o empreendedorismo e a qualificação profissional. Geraldo ainda reafirmou o compromisso da gestão em manter o canal de diálogo aberto permanentemente com as lideranças, recebendo sugestões para a administração municipal. “A Amcham é uma rede importante de líderes empresariais em nossa cidade. Uma rede ativa, que faz pesquisas e estudos, promove debates e discussões, e é isso que a gente precisa fazer. Queremos discutir o ambiente de negócios do Recife. Uma das ações da Prefeitura, em parceria com a sociedade civil, é a criação do plano Recife 500 anos, que está em andamento e prevê a estratégia da cidade para os próximos 25 anos, incluindo a economia”, destacou Geraldo. O debate foi mediado por Francisco Cunha, conselheiro e consultor da Amcham Recife. O presidente do Conselho Regional da Amcham Recife, Sérgio Cavalcanti, ressaltou a importância da presença do prefeito no evento. “É uma oportunidade de integração entre a Prefeitura e a Amcham Recife. E queremos aproveitar este evento para colocar a Amcham Recife à disposição da sociedade e da cidade”, revelou. Geraldo aproveitou para destacar as ações realizadas em áreas estratégicas para o ambiente de negócios. Falou da formação de mais de 14 mil pessoas em cursos profissionalizantes e dos investimentos realizados na educação, como o programa Escola do Futuro e o novo padrão implantado. Na área do empreendedorismo, o prefeito Geraldo Julio recebeu, novamente em 2016, o Prêmio Barbosa Lima Sobrinho para o Prefeito Empreendedor, na categoria Compras Governamentais de Pequenos Negócios, concedido pelo Sebrae, em parceria com a Associação Municipalista de Pernambuco (Amupe).

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