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Netflix: filmes exibidos no Festival de Cannes disponíveis no catálogo

Se por um lado o catálogo variado de filmes e séries é encarado como ponto forte da Netflix, por outro, pode ser também grande vilão na hora de escolher o que assistir. Sendo assim, sempre é bom quando surgem listas que apontam o caminho e facilitam a vida dos cinéfilos assinantes do serviço de streaming. Nesta lista, indico três filmes de nacionalidades diferentes que marcaram presença no Festival de Cannes, um dos mais prestigiados do mundo.   Hell or High Water (2016)   Bem no estilo Onde Os Fracos Não Têm Vez, dos irmãos Coen, a produção americana Hell or High Water (no Brasil recebeu o título de A Qualquer Custo) é um faroeste moderno, impregnado da melancolia de um xerife prestes a se aposentar, Marcus Hamilton (Jeff Bridges), e sua caçada incansável a dois irmãos assaltantes de banco, Toby e Tanner Howard, interpretados por Chris Pine e Ben Foster, respectivamente.  Recebeu três indicações ao Oscar, entre elas a de Melhor Filme. Em Cannes, concorreu, em 2016, na categoria “Um Certo Olhar”, mostra paralela à competição oficial.   A Criada (2016)   Considerado o Tarantino da Coreia do Sul, Chan-wook Park está entre os cineastas de maior prestígio do país. Seu trabalho mais conhecido é a Trilogia da Vingança, com os filmes Mr. Vingança (2002), Oldboy (2003) e Lady Vingança (2005). Seu último longa, A Criada, mantém o bom nível das produções anteriores. Carregado de erotismo e violência, apresenta uma trama marcada por grandes reviravoltas. Na história, a jovem Sookee (Kim Tae-ri) é contratada para trabalhar como criada para Hideko (Kim Min-Hee), uma herdeira nipônica que vive em uma casa isolada com um tio autoritário. Mas Sookee tem outros planos para Hideko: planeja, ao lado de um vigarista, roubar a fortuna da jovem e prendê-la em um sanatório. Lazzaro Felice (2018)   Ganhador do prêmio de melhor roteiro em Cannes em 2018, o filme italiano Lazzaro Felice acompanha a jornada de Lazzaro, um jovem doce, por demais ingênuo, cara de santo, como o próprio nome sugere, inspirado no personagem bíblico. O longa trata das relações de poder em uma mistura de realidade e fantasia. Surpreende o espectador ao dividir a trama em duas partes, com propostas bem diferentes. De cara, chama a atenção a bela cinematografia, trabalho realizado pela experiente diretora de fotografia francesa, Hélène Louvart. O longa foi todo filmado em 16mm. É o terceiro filme da diretora italiana Alice Rohrwacher.

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Como Medellín reduziu a violência investindo no social

Como uma cidade que ostentava uma taxa de 380 homicídios por 100 mil habitantes consegue reduzir esse indicador para 20 mortes por 100 mil pessoas? Conhecer a experiência da icônica cidade colombiana de Medellín é ainda mais intrigante quando um dos líderes políticos desse processo conta que a principal instituição para essa mudança não foi a polícia, mas as bibliotecas. O ex-prefeito desse município, Alonso Salazar, participou da primeira reunião do Algomais Convida, evento que discutiu as estratégias do poder público para transformar o território do antigo narcotraficante Pablo Escobar num case mundial de urbanismo social. A mudança de paradigma da gestão municipal começa com o movimento Compromisso Cidadão, de acordo com o ex-gestor municipal. O primeiro prefeito eleito desse movimento foi Sergio Fajardo, em 2004. Salazar elegeu-se em seguida, em 2008. Um dos principais legados da sua administração, segundo ele, foi a construção de 14 parques bibliotecas e 150 colégios com alto padrão arquitetônico. O diagnóstico do grupo de acadêmicos e integrantes de movimentos sociais que se uniu com o objetivo de mudar a gestão municipal foi de que os desafios de Medellín não eram apenas socioeconômicos. “O clima era de violência generalizada. A cidade estava em ruína física, mas também moral. Havia uma falta de sentido, de história e de perspectiva de futuro. Era um território do obscurantismo que ninguém visitava. Tínhamos a intuição de que a origem do problema era socioeconômica, mas era mais. Era uma questão existencial, uma fragmentação da identidade e das famílias”, aponta Salazar. Diante da completa falta de autoestima que predominava na cidade, após anos contemplando ataques terroristas e assassinatos em massa de policiais, a prefeitura decidiu entrar nos territórios mais vulneráveis oferecendo equipamentos educativos de altíssimo padrão arquitetônico. “Percebemos que a estética era um motor de mudança social também”, relatou o gestor. Educação, conhecimento e cultura foram os pilares do movimento que orientaram a gestão municipal. Prédios como da Biblioteca Espanha (foto acima) encravados em territórios de alta vulnerabilidade social começaram a povoar Medellín. A princípio eram pequenos pontos no mapa da cidade que tem 2,4 milhões de habitantes. Mas os projetos foram se somando ao longo de oito anos e das gestões que o sucederam e mudaram a face e até a economia dessas comunidades. Estava aplicado, assim, no município colombiano, o conceito do urbanismo social. “Todo urbanismo deveria ser social, mas esse conceito se refere a uma maneira de pensar os territórios marginais e o seu processo de organização. Usar mais metodologias muito inovadoras que foram criadas pelos nossos companheiros arquitetos e urbanistas, com grande participação comunitária”, conta Alonso. Um dos princípios, inclusive, do movimento Compromisso Cidadão, citados pelo ex-prefeito, é que “a participação ativa da sociedade fortalece a democracia”. Uma estratégia usada pelo poder municipal para criar um impacto social foi de não pulverizar os investimentos arquitetônicos, mas de concentrá-los próximos. Requalificar a escola, o centro de saúde e o posto policial, instalar a biblioteca na comunidade, levar um metrô de qualidade. Uma decisão política chamada pelo ex-prefeito de “acupuntura urbana”. “A proposta era intervir radicalmente em um setor, para não fazer as coisas dispersas, mas usar todas as estratégias num espaço. Passados quase 14 anos do começo desse trabalho, as intervenções já são muito visíveis. Isso trouxe um efeito psicológico que gerava o despertar da população que começou a acreditar e se engajar na participação cidadã”, declara. As mudanças em Medellín chamaram a atenção de visitantes de vários países e incrementaram na renda do município uma nova atividade econômica impossível de ser pensada nos anos 90: o turismo. O setor foi apontado por Salazar como o que mais cresce na cidade nos últimos anos. PRÊMIO A mobilidade urbana nas zonas mais pobres, com um metrô eficiente, um vasto sistema de teleféricos nos seus morros e escadas rolantes gigantes e toda a experiência de transformação urbana de Medellín levaram a cidade a receber o título de mais inovadora do mundo. No concurso, realizado pela ONG americana Instituto Urban Land, a antiga cidade de Pablo Escobar venceu Tel Aviv e Nova Iorque. No Recife, os Centros Comunitários de Paz (Compaz) são inspirados nessa experiência colombiana de enfrentamento da violência por intermédio da mão social. Mesmo sem ser uma política de curto prazo, nos primeiros anos de operação nos bairros Alto Santa Terezinha e Cordeiro já foram observados indicadores relevantes de redução de homicídios no entorno dessas infraestruturas, respectivamente de 25,5% e de 35,4%.

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Crítica| Era uma Vez em… Hollywood

Estreia de filme com assinatura de Quentin Tarantino é sinal de muito burburinho e expectativa da crítica e dos fãs do cineasta. A passagem por Cannes não rendeu muitos prêmios ao Era Uma Vez em… Hollywood (ganhou apenas a Palm Dog, prêmio voltado à melhor participação canina do festival), mas a boa recepção em portais de crítica como o IMDb e o Rotten Tomatoes apontam para uma carreira de sucesso nas principais premiações do ano, forte candidato, inclusive, ao Oscar 2020. É o nono filme do diretor e, segundo o próprio, penúltimo da carreira. Era Uma Vez em… Hollywood é uma carta de amor de Tarantino ao cinema, de forma mais específica feito nos EUA no final da década de 60. O cineasta passou parte da infância em Los Angeles e presenciou o fervilhar cinematográfico da região, abalado na época pelo crime bárbaro cometido pela seita de Charles Manson, que tirou a vida da atriz Sharon Tate e de mais seis pessoas.     Anunciado como o filme de Tarantino sobre a seita de Charles Manson, na verdade, o longa dá destaque à história do decadente ator de faroeste, Rick Dalton (DiCaprio) e seu parceiro de longas datas e dublê pessoal, Cliff Booth (Brad Pitt). Manson e sua jornada até o crime que chocou a década de 60 seguem como subtrama. Leonardo DiCaprio está de volta à tela grande após um hiato de quatro anos, quando ganhou o Oscar de melhor ator por O Regresso. O ator está bem no longa e esbanja boa química com Brad Pitt. Esta é a primeira vez que atuam juntos. O cast tem outros grandes nomes como Margot Robbie, Al Pacino e Dakota Fanning. Este é o trabalho menos sangrento de Tarantino. O banho de sangue, ou melhor, de chamas, só aparece no terceiro ato. Tem algumas cenas memoráveis, entre elas, a que provocou grande polêmica entre Tarantino e a família de Bruce Lee. Grande performance de Mike Moh, conhecido por sua atuação em filmes da franquia Street Fighter e na série Inumanos. Era Uma Vez em… Hollywood chega esta quinta (15) aos cinemas.  

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Crítica| Sequestrando Stella (Netflix)

Após o retorno da série Dark, chega ao catálogo da Netflix mais uma produção alemã, o thriller Sequestrando Stella. Com direção e roteiro de Thomas Sieben, o longa tem uma premissa bem simples: dupla sequestra filha de ricaço em busca de recompensa. Max von der Groeben e Clemens Schick encarnam a dupla de sequestradores, Tom e Vic, respectivamente, e Jella Haase interpreta Stella. Os personagens são mal apresentados, planos, o que atrapalha na identificação do espectador com eles. O foco maior, a princípio, está no planejamento e execução do sequestro. O primeiro ato (geralmente o de apresentação) logo termina e pouco sabemos sobre os personagens.     No segundo ato descobrimos que a ligação entre Tom e Stella vai além da relação sequestrador/sequestrada. A trama segue, a princípio, numa crescente tensão psicológica, que mais adiante vai esvanecendo a cada tentativa frustrada de fuga de Stella. A coisa é tão clichê que, no início, até nos faz desconfiar que em algum momento a história sofrerá uma grande reviravolta. Mas o resultado fica aquém do esperado. Sequestrando Stella é um remake do filme britânico O Desaparecimento de Alice Creed, escrito e dirigido por J Blakeson (A 5ª Onda). Este bem melhor classificado no IMDb, com nota 6,7. A produção alemã alcançou ínfimos 4,9.  

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Curta documental conta história de antiga moradora da Mata do Engenho Uchôa

Força e poesia. Resistência e sensibilidade. Palavras que definem bem o curta-metragem, Enraizada, de Tiago Delácio. O documentário, realizado pela Partilha Filmes e Asaga Audiovisual e distribuído pela Tarrafa Produções,  acompanha Dona Olívia, uma antiga moradora da Mata do Engenho Uchôa e sua estreita relação com o lugar. Força e resistência retratados nos pés fincados que teimam em não abandonar a mata. Poesia e sensibilidade refletidos em antigos enfeites de Natal pendurados numa árvore ou nos sons da natureza que servem de trilha para o bailar de galhos e folhas. Enraizada está na lista de selecionados para a 12ª edição do Festival de Cinema de Triunfo, que acontece entre os dias 05 e 10 de agosto. Em entrevista à Revista Algomais, o diretor Tiago Delácio conta detalhes do projeto e reflete sobre o atual cenário do audiovisual brasileiro.     Como surgiu a ideia para o curta? A ideia surgiu de uma pesquisa sobre a mata do Engenho Uchôa. Participamos de um edital do Governo do Estado e CPRH através do qual vários realizadores fizeram filmes institucionais sobre as reservas de proteção ambiental. O Estado de Pernambuco tem várias, uma delas é ali perto do aeroporto, na Mata Uchôa, no sentido da BR-101. É uma mata extremamente degradada que vem enfrentando ao longa da sua história todo um processo de desmatamento, invasão e queimada. Existe um movimento muito forte chamado Movimento em Defesa da Mata do Engenho Uchôa, que envolve sindicatos, professores, escolas e atividades culturais. Graças a essa mobilização eles têm um trabalho de preservação e conscientização daquele espaço, uma mata urbana dentro do centro urbano, extremamente valorizada com vários interesses econômicos e sociais diante disso. Realizamos em 2016 um documentário chamado Uchôa, Mata Pulsante e nas nossas entrevistas com os moradores nos apresentaram Dona Olívia, pessoa extraordinária que tem uma vida linda. Morou na sua infância dentro da Mata Uchôa quando o lugar ainda era habitável. Contam pra gente que lá existiam fazendas, criação de gado e plantações. Quando se instituiu a reserva ambiental e todo mundo teve que sair, ela continuou habitando, agora de forma mais precária. Morou dentro da mata por mais de 30 anos e hoje ainda mantém essa relação diária com o local. Não mora mais dentro da mata, mas ainda vai pra lá todos os dias. A gente quis contar essa história sem transformar Dona Olívia num estereótipo, mas mostrar que é uma pessoa que tem uma vida diferente, simples, mas feliz, que tem a capacidade quase orgânica que sai do seu próprio corpo, essa necessidade da preservação e da relação do homem com a natureza.   Como foi a produção do curta? Quais os maiores desafios enfrentados na realização do projeto? A produção do curta foi feita por amigos. Eu dirigi, Rafael Buda produziu, Tábata trabalhou como assistente de direção, Bruno Cabús fez fotografia. Uma equipe formada por amigos e que teve como grande desafio traduzir em poucos minutos a trajetória de uma pessoa que construiu sua história a partir do silêncio, da relação com a mata, com os animais e com ela mesma. Dona Olívia é um marco para nós e ficamos muito felizes em traduzir um pouco da sua história e fazer com que esse exemplo sirva de lição para a preservação dessas reservas florestais. Qual lição a história de Dona Olívia trouxe para você? A história de Olívia nos trouxe muitos ensinamentos, entre eles, como se portar diante da natureza no século XXI, com o urbano crescendo tanto ao nosso redor. Como se relacionar de forma proativa com o meio ambiente e mudar nossos hábitos em relação a ele. Dona Olívia nos ensinou além da questão ambiental, algo crucial atualmente que é a questão da moradia. Naquele espaço ocorreram diversas tentativas de ocupação, tanto de alta, quanto de baixa renda. A gente pensa às vezes que as ocupações são feitas apenas por pessoas de pouco poder aquisitivo, mas não, uma série de empreendimentos tentaram destruir aquela reserva. Os moradores do Movimento Mata Uchôa fizeram abaixo assinado e outras mobilizações, participaram de toda uma trajetória de luta nos últimos quarenta anos para defender esse espaço. E Olívia faz parte dessa luta. Dona Olívia é exemplo de resistência, palavra, inclusive, necessária em tempos atuais. Qual tua visão em relação ao futuro do cinema brasileiro diante das mudanças que têm mexido com o audiovisual nos últimos meses? Essa relação entre Dona Olívia, o curta Enraizada e o cinema atual e como estão acontecendo as políticas públicas, pra mim, traduz-se numa simples palavra: resiliência. O cinema nacional teve essa capacidade ao longo da sua história de ser resiliente. De se segurar em suas raízes quando a terra está mais seca e os dias se apresentam mais difíceis. O cinema brasileiro passa por um momento difícil, as políticas públicas ainda não se tornaram de fato políticas de estado. O atual governo não vê de fato o cinema como ferramenta de formação, uma ferramenta de divulgação da imagem do Brasil, pelo contrário, vê o cinema nacional como inimigo. Nosso audiovisual já passou por outros momentos, outras fases semelhantes a essa e ainda assim lutou, resistiu e sobreviveu. Com sua capacidade e criatividade foi resiliente para continuar seguindo. Já estamos sentindo os efeitos da política desastrosa atual com o fim do Ministério da Cultura, com a repressão à ANCINE e o fim do financiamento. Isso vai rebater não só na produção, mas também em quem está nessa ecologia audiovisual: o estudante de cinema, o produtor que trabalha na ponta, os atores, os roteiristas. Entraremos no ciclo mais difícil devido à falta de visão política do atual governo, mas o cinema resiste, ele vive e continua firme e forte igual Dona Olívia.

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Em 6 horas choveu o equivalente a 10 dias no Recife

A Prefeitura do Recife informa que, segundo informações da Agência Pernambucana de Águas e Clima (APAC), em 6 horas, choveu 117mm, no Recife, o que corresponde a quase dez dias de chuvas em relação à média histórica para o período, que é de 389,60mm. Nas últimas 12 horas, choveu 150mm. A Prefeitura orienta para que os cidadãos deixem as áreas de risco. Rios e canais transbordaram e a Estação Joana Bezerra do Metrô ficou alagada. Desde o início das chuvas, a Prefeitura do Recife mobilizou um efetivo com mais de 1.000 profissionais para trabalhar no monitoramento e mitigação dos efeitos da chuva e, deste montante, 350 são servidores da Defesa Civil, que estão monitorando 9.000 pontos na cidade. A Prefeitura do Recife informa ainda as aulas nos turnos da tarde e noite das 310 unidades de ensino da rede municipal estão suspensas. Em relação às 178 Unidades de Saúde, não houve interrupção de serviços. OPERAÇÃO INVERNO – Desde janeiro, a Prefeitura do Recife monitora e atua nas ruas e morros da cidade para minimizar os efeitos das chuvas, com um efetivo de mais de 6.100 profissionais. Para a Operação Inverno 2019, a cidade destinou R$ 81 Milhões em recursos para diversas ações como contenção de encostas, prevenção e monitoramento em áreas de risco, colocação de lonas plásticas, implantação de geomanta, limpeza de canais e eliminação de pontos de alagamento, entre outras. DEFESA CIVIL– A Prefeitura do Recife emitiu o aviso para 31 mil moradores de áreas de risco cadastrados. Neste momento, a Defesa Civil monitora 9.000 pontos de áreas com algum risco. Foram registrados 53 chamados para vistorias e pedidos de colocação de lonas plásticas. Nenhuma ocorrência de grande porte foi registrada. A Defesa Civil do Recife mantém um plantão permanente e pode ser acionada através do 0800 081 3400. A ligação é gratuita e a Central de Atendimento funciona 24h. ÁRVORES – A Emlurb registrou ocorrências envolvendo a queda parcial ou total de quatro, nos parques 13 de maio e Santos Dumont, além de uma na Rua Gervásio Pires, na Boa Vista, e outra na Rua Luiz Antônio de Araújo, em Dois Irmãos. Não houve registro de vítimas. As equipes já foram deslocadas para esses locais. O órgão conta com equipes de prontidão para os chamados envolvendo árvores no Recife. As solicitações podem ser feitas pela Central 156. DRENAGEM – Desde o início das chuvas, as equipes da Emlurb reforçaram as ações drenagem nas áreas mais baixas da capital com o objetivo de intensificar o escoamento das águas. Foram mobilizadas mais de 240 pessoas para os trabalhos de drenagem, além de três caminhões equipados com jatos para a sucção da água. As equipes trabalham para desobstrução e limpeza de galerias e canaletas da rede de drenagem, de diversas localidades, a exemplo das ruas Virgínio Heráclito com Alvorada e Rua José Vicente, no Ipsep; Avenida Dr. José Rufino; Praça de Jardim São Paulo; e Uriel de Holanda com José Amarino dos Reis, entre outras. Equipes também atuam na limpeza dos canais que cortam a cidade. TRÂNSITO – Equipes formadas por 250 agentes e 140 orientadores de trânsito da CTTU trabalham em áreas que foram afetadas pelas chuvas. Além disso, equipes técnicas trabalham com o intuito de realizar os ajustes necessários na rede semafórica da cidade. A Central de Operações de Trânsito (COT) da CTTU, que funciona 24 horas por dia, também realiza o trabalho de monitoramento das vias, identificando os pontos mais críticos, através de 149 câmeras de videomonitoramento. Das 6h às 11h desta quinta-feira (13), foram registrados seis acidentes de trânsito, dois com vítimas e nenhum com vítima fatal. No período, a CTTU registrou ocorrências em 20 semáforos, dos quais nove já foram atendidos. As equipes técnicas já estão em deslocamento para normalizar todo o sistema.

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Crítica| I Am Mother (Netflix)

Ao seguir fielmente a proposta de encher o catálogo com produções originais, a Netflix corre o risco, muitas vezes, de lançar algumas bombas ao nível de The Cloverfield Paradox e Ridiculous 6. Erra, mas também acerta, basta ver o burburinho provocado pelo filme Bird Box  e, mais recente, o sucesso da produção mexicana ganhadora do Oscar de melhor filme estrangeiro, Roma, dirigida por Alfonso Cuarón. E parece que o serviço de streaming acertou mais uma: a ficção científica I Am Mother, que entrou no catálogo na sexta (7), já alcançou excelente pontuação no Rotten Tomatoes, site agregador de críticas de cinema e televisão. Está hoje com uma aprovação de 90%, de um total de 51 avaliações.     Em I Am Mother acompanhamos a história de um robô chamado Mãe que vive em um bunker com uma humana gerada em laboratório tratada por ela simplesmente por Filha. A humanidade fora praticamente extinta e Mãe tem como missão repovoar a Terra. Para isso armazena em seu laboratório milhares de embriões. Até que surge uma improvável visitante e os planos da mãe robótica começam a ser questionados e ameaçados. Nada no longa soa gratuito: desde a trilha sonora, utilizada na dose certa, sem exagero, até os momentos de silêncio. A bela fotografia de Steve Annis aliada aos bons efeitos especiais completam a atmosfera sombria e futurista do filme. O cineasta  australiano Grant Sputore debuta na direção e esbanja personalidade e muita segurança para um primeiro trabalho. I Am Mother tem elenco pequeno, mas muito talentoso. A atriz australiana Rose Byrne, conhecida por sua atuação nos filmes Vizinhos e Missão Madrinha de Casamento, dá voz à Mãe. Hilary Swank, ganhadora do Oscar de melhor atriz por Menina de Ouro, interpreta a estranha visitante. Por fim, a jovem atriz e cantora (isso mesmo!) dinamarquesa Clara Rugaard-Larsen encarna a Filha. I Am Mother foi exibido este ano no Festival de Sundence e arrancou muitos elogios da crítica norte-americana. Em 2016, o roteiro do filme ganhou destaque na famosa The Blacklist, publicação anual que reúne os melhores roteiros escritos, mas que, até o ano de divulgação da lista, não foram produzidos.  

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Pedro Mariano faz show no Recife

O cantor Pedro Mariano vem ao Teatro RioMar para apresentação única. Mostrando seus maiores sucessos e canções que representam sua trajetória, faz show em homenagem ao Dia dos Namorados. “Pedro Mariano DNA” chega ao Recife dia 15 de junho, após passar pelas principais capitais do País. Os ingressos já estão à venda a partir de R$ 40. Pedro apresentará regravações de importantes autores da MPB, como Guilherme Arantes (“Êxtase”), Ana Carolina, Chiara Civello e Edu Krieger (“Um Pouco Mais Perto”). Clássicos da carreira, a exemplo de “Voz no Ouvido” (Jair Oliveira ) e “Pode Ser” (Jorge Vercillo), se juntam a canções de seu mais novo CD, “Pedro Mariano e Orquestra DNA”, entre elas “DNA” (Edu Tedeski), “De Peito Aberto” (Fábio Cadore) e “Casas” (Daniel Carlomagno). Nos vocais e, em algumas músicas, na bateria, Pedro estará acompanhado por Leandro Matsumoto (baixo) e Marcelo Elias (piano). Apontado como uma das mais belas vozes masculinas do País, Pedro Mariano é filho de Elis Regina e Cesar Camargo Mariano, o que o deu a chance de acompanhar de perto os passos dos mais importantes músicos brasileiros. Lançou nove álbuns, como “Voz no Ouvido” (2000), que faturou Disco de Ouro e foi indicado ao Grammy Latino 2001 como Melhor Disco Pop Contemporâneo Brasileiro. Na mesma categoria, o álbum “Pedro Mariano” (2007) também recebeu a indicação. Antes, em 2004 “Piano e Voz” foi indicado ao Grammy Latino como melhor CD de MPB. Uma virada na carreira do artista aconteceu em 2009, quando lançou seu próprio selo, Nau, e, através dele, o CD “Incondicional”. Em 2014 gravou CD e DVD do show “Pedro Mariano e Orquestra” e, em 2018, de “Pedro Mariano e Orquestra DNA”, que circulou pelo Brasil e contou com a participação de orquestras de cada cidade por onde passou. SERVIÇO Pedro Mariano em “DNA” Dia 15 de junho (sábado), às 21h Teatro RioMar: Av. República do Líbano, 251, 4º piso – RioMar Shopping www.teatroriomarrecife.com.br Duração: 90 minutos Recomendação: livre Ingressos: Plateia Baixa: R$ 140 e R$ 70 (meia) Plateia Alta: R$ 100 e R$ 50 (meia) Balcão: R$ 80 e R$ 40 (meia) + Canais de vendas oficiais: bilheteria do Teatro RioMar Recife (terça a sábado, das 12h às 21h, domingos e feriados, das 14h às 20h) e www.uhuu.com.

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Livro mostra perfil da torcida feminina em Pernambuco

Foi da paixão pelo futebol e do incessante incômodo com a pouca visibilidade da mulher no futebol que a pesquisadora e escritora pernambucana Soraya Barreto Januário teve a iniciativa de colocar em livro um sonho antigo. Afinal de contas, o que motiva uma garota a ir aos jogos de futebol no nosso Estado? Quem são as pessoas que influenciam essas mulheres? Os pais, tios, avôs? Quantas meninas têm a iniciativa própria de querer ir a um estádio? E com quem vão? Todas essas perguntas estão respondidas com detalhes no livro “Mulheres no campo: o ethos da torcedora pernambucana”. Um total de 500 mulheres, frequentadoras dos estádios pernambucanos, responderam às entrevistas com perguntas semiestruturadas. Cerca de 300 delas, durante os jogos do Náutico, Santa Cruz e Sport, na Arena de Pernambuco, Arruda e Ilha do Retiro, respectivamente. O restante, de maneira online (as respostas foram concedidas sempre em plataforma idêntica). Os números da pesquisa, realizada durante o Campeonato Pernambucano de 2018, foram reveladores. No livro, busca-se conhecer o ethos das torcedoras de futebol em Pernambuco, compreendendo o percurso e motivações do “tornar-se torcedora”, bem como a relação estabelecida por elas com os clubes. Um dado que chama a atenção vem da indagação sobre a escolha do time. É que 33,5% das mulheres afirmam ter escolhido o clube baseado nos resultados nos campeonatos que as equipes participam. Ao cruzar esses dados com a faixa etária das torcedoras, torna-se evidente a presença maciça, de mulheres jovens na influência para esse número. É que, dentro desse universo de garotas que passaram a escolher os times do coração fundamentadas em resultados, cerca de 82% delas tem entre 16 e 20 anos. “Com permissividade e conquistas femininas, as próprias meninas se empoderaram e começaram a participar desse processo de escolha com mais autonomia”, destaca Soraya Barreto Januário. Em contrapartida, a influência masculina ainda é grande. Um total de 51% das mulheres torcem pelos times apoiadas pelos pais; seguidas das mães (16%), avôs (10%) e avós (6%). “Esse número de 22% de meninas incentivadas pelas mães ou avós já é uma representação das conquistas dos movimento de mulheres e feministas nas décadas de 1970 e 1980, quando até então as mulheres eram proibidas da prática esportiva de contato, incluindo o futebol, e foram afastadas dos estádios , por exemplo”, ressaltou a pesquisadora, que fez referência no livro ao surgimento de grupos e movimentos de torcedoras, como o Coralinas, as Timbuzeiras e o Elas e o Sport.   Foi possível também perceber com mais clareza as mudanças do comportamento das mulheres no processo de presença em eventos de seus respectivos clubes. Rompendo com a lógica dominante cerca de 35% afirmam ir aos jogos com amigos e familiares, a ruptura do comportamento hegemônico se torna evidente quando afirmam que são elas que influenciam a ida ao estádio, isto é, elas que convidam. Em aproximadamente 22% dos casos elas recebem convites de amigos e familiares e os acompanham. Outro dado de importância é que 21, 5% afirmam que vão aos jogos com amigas mulheres. Nesse âmbito, 16 % vão acompanhando seus namorados aos jogos. “Como sócia e torcedora, ainda não me sinto contemplada. Sinto que há pouca atenção, apatia da direção com a torcida feminina, com o futebol feminino… As meninas do Elas e o Sport e as Coralinas me falaram que já têm uma participação mais ativa nos clubes, que há uma melhora. Mas é só o início. Os dados encontrados apontam para o descortinar de um novo cenário no que diz respeito à participação das mulheres enquanto consumidoras de futebol. As falas das torcedoras, bem como as análises, ajudaram a demonstrar o quão essa relação é enviesada por questões que dialogam com a resistência, quebra de padrões naturalizados e tensionamentos”, pontuou Soraya. Parcerias A pesquisa foi realizada no âmbito do OBMIDIA UFPE (Observatório de mídia: Gênero, Democracia e Direitos Humanos da UFPE) junto ao Grupo de Estudos Genêro, Mídia e Esportes.

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Divulgados vencedores do 6º Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura

O Governo do Estado de Pernambuco, por meio da Secretaria de Cultura, da Fundarpe e da Cepe Editora, anunciou, os escritores vencedores do 6º Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura. Este ano, o certame irá premiar cinco escritores, representantes da Região Metropolitana do Recife e da Zona da Mata. O segundo lugar da região da Zona da Mata ficou com Wander Shirukaya, com a obra Na escuridão somos todos iguais. O primeiro lugar da Mata foi de Walther Moreira Santos, com o livro O Último dia da Senhora Stone. Da Região Metropolitana do Recife saíram dois primeiros lugares: João Paulo Parisio, com Quimera; e Luís Serguilha, com Harmatía. A escritora Jussara Salazar, com a obra O dia que fui Santa Joana dos Matadouros, levou o segundo lugar da RMR. O Grande Prêmio, que é escolhido dentre os premiados, ficou com a obra O Último dia da Senhora Stone, de Walther Moreira Santos. Nessa 6ª edição, a premiação contou com a participação de 162 obras inscritas, oriundas da Região Metropolitana (109), Agreste (21), Mata (15) e Sertão (17). As obras foram submetidas ao crivo de uma comissão julgadora, composta por três profissionais de notório saber. O julgamento foi realizado em duas etapas, sendo a segunda a escolha dos vencedores entre 17 finalistas, dos mais diferentes gêneros literários. Os primeiros lugares de cada prêmio recebem R$ 10 mil; os segundos, R$ 5 mil e o Grande Prêmio, R$ 20 mil. Os títulos vencedores serão publicados Cepe Editora, com tiragem de 1.200 (mil e duzentos) exemplares; os segundos colocados também serão publicados, com tiragem de oitocentos exemplares. A título de direito autoral, cada vencedor ficará com trezentos exemplares do livro; e os segundos colocados receberão duzentos exemplares para cada segundo colocado. A cerimônia contou com a participação de gestores da Secretaria de Cultura, Fundarpe e Cepe. O diretor-presidente da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe) jornalista Ricardo Leitão destacou a importância do prêmio, que vem revelando novos talentos literários nos últimos anos. “A iniciativa do Governo do Estado, por meio da Fundarpe e da Cepe, sinaliza o nosso profundo compromisso com a cultura, em um momento em que ela, assim como a educação, sofrem ataques sistemáticos por parte de autoridades federais”, afirmou. “O Prêmio Hermilo Borba Filho vem a cada ano democratizando a cadeia do livro em Pernambuco, interiorizando sua atuação, destacando novos escritores em todas as regiões do estado, que não fosse por esse prêmio não estariam conseguindo publicar suas obras, e isso se deve a importante e essencial parceria que temos com a Cepe Editora, que publica com bastante qualidade as obras premiadas. Temos muito orgulho desse premio que fortalecendo a cadeia do livro no estado, fortalecendo ainda mais a vocação de Pernambuco de ser celeiro de grandes escritores e obras da literatura”, destacou Marcelo Canuto, presidente da Fundarpe. “O Brasil e o mundo passam por uma reflexão sobre o uso na matriz livro, como ferramenta de publicação e transferência de conhecimento. A gente não pode abrir mão da produção desses conteúdos, independentemente de que meio a gente vá utilizar. Uma prêmio literário é uma referência, uma forma de estabelecer critério de produção intelectual muito qualitativa, no caso do Prêmio Hermilo Borba Filho, para a produção intelectual pernambucana. Ressalto a Cepe como grande parceira no desenvolvimento dessa estratégia de divulgação. Uma editora que tem um padrão de qualidade bastante elevado, e que garante a distribuição desses livros no mercado editorial, de forma ampla”, colocou o secretário de Cultura Gilberto Freyre Neto. Os autores vencedores desta edição deverão repetir a iniciativa dos selecionados em anos anteriores, circulando pelos festivais e ações desenvolvidas pela Secult e Fundarpe, para participar de rodas de diálogo e debates literários. Confira um breve histórico dos vencedores: JOÃO PAULO PARISIO – Nasceu em 4 de setembro de 1982, no Recife – PE. Estreou na literatura com Legião Anônima, contos, em 2014. Em 2015 lançou Esculturas Fluidas, poemas, ambos pela Cepe Editora e incluídos na seleção de melhores livros do ano da Tribuna de Santos. Tem textos veiculados em publicações literárias, como o Pernambuco e o Rascunho, e sites como Interpoética e O Recife Assombrado. Participa do segundo volume de Ficcionais, da Cepe Editora, onde “escritores revelam o ato de forjar seus mundos”. JUSSARA SALAZAR – É poeta e artista visual. Publicou Inscritos da casa de Alice (1999), Baobá, poemas de Leticia Volpi, (2002), Natália (2004), Coraurissonoros (Buenos Aires, 2008), Carpideiras (2011) com a Bolsa Funarte, ficando entre os 20 finalistas do Prêmio Portugal Telecom na edição de 2012, e O gato de porcelana, o peixe de cera e as coníferas (2014) e Fia (2016). Tem sua obra publicada em diversas revistas e traduzida para o inglês, o espanhol e o alemão. É doutora em Comunicação e Semiótica pela PUC/São Paulo e Mestre em Estudos Literários pela Universidade Federal do Paraná. WANDER SHIRUKAYA – Nascido em 1980, é escritor, mestre em Literatura e Cultura pela Universidade Federal da Paraíba (UFPB), onde estudou o fantástico na obra de Lygia Fagundes Telles. É também desenhista e músico. Publicou Balelas (2011, E. Mutuus – RJ) e participou das antologias Contos de sábado (2012, Manufatura – PB) e Goiana Revisitada (2012, Silêncio Interrompido Edições – PE). Ascensão e queda (2014) é seu primeiro romance e foi o grande vencedor do II Prêmio Pernambuco de Literatura. WALTHER MOREIRA SANTOS – Nasceu em Vitória de Santo Antão, em 1969. É um escritor e ilustrador brasileiro. Ganhou diversos prêmios, entre eles os da Casa de Cultura Mário Quintana, Xerox do Brasil, Itaú Cultural, Fundação Cultural da Bahia, Prêmio Cidade do Recife, Prêmio José Mindlin de Literatura e Prêmio Pernambuco de Literatura (2013 e 2016), todos vencidos com obras inscritas sob pseudônimo. Recebeu ainda os prêmios Litteris Editora (São Paulo), no Concurso Contos e Crônicas, em 1992; primeiro lugar no V Prêmio Paulo Leminski (Paraná), em 1994, e no Prêmio Nacional de Romance da Fundação Cultural da Bahia, em 2000, entre outros. Em 2000 começou a escrever para crianças o seu livro Para que serve um amigo?

Divulgados vencedores do 6º Prêmio Hermilo Borba Filho de Literatura Read More »