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Rafaella Matos

Mulheres na Tecnologia: Discussões de Gênero no REC’Play hoje (20)

Nesta sexta-feira, dia 20 de outubro, o REC’Play traz à tona discussões sobre mulheres, educação e tecnologia em sua programação, que acontece até sábado no Bairro do Recife. A engenheira de Computação e professora dos cursos de tecnologia do Centro Universitário Tiradentes (Unit-PE), Rafaella Matos, irá abordar a importância da diversidade de gênero na criação de produtos e serviços diversos. A palestra será realizada das 11h15 às 12h15 no Ti Saúde, localizado na Rua Mariz e Barros, 311, no Recife Antigo. Rafaella também é doutora em Engenharia Civil, com doutorado sanduíche na Universidade Técnica de Berlim – TU Berlin, na Alemanha. Este é o terceiro ano consecutivo em que o centro universitário participa do maior festival de experiências inovadoras a céu aberto da América Latina, em parceria com o Porto Digital. Além de apoiar o evento como patrocinador, a Unit-PE também contribui para a programação com a presença de especialistas em palestras e debates realizados em diferentes locais do Bairro do Recife. Na última quarta-feira, o professor e consultor de tecnologia da Unit-PE, Diógenes Carvalho Matias, participou de um debate com Keith Matsumoto, estrategista de crescimento de negócios do Google, abordando temas relacionados à inteligência artificial e transformação digital. Na quinta-feira, alunos de Tecnologia da Informação apresentaram seus trabalhos no Paço Alfândega.

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Cesar promove oficinas, trilhas de conhecimento e ações interativas no REC’n’Play

Pela quinta vez consecutiva, o Bairro do Recife se tornará o epicentro das inovações com a chegada do Festival REC’n’Play, programado para ocorrer de 18 a 21 de outubro. Este evento gratuito, que se descreve como o “Carnaval do Conhecimento,” oferecerá mais de 500 atividades de inovação, educação, negócios e entretenimento em vários locais, indo das ruas e praças até prédios históricos do coração da capital pernambucana. O CESAR (Centro de Estudos e Sistemas Avançados do Recife) será um dos principais protagonistas, organizando, apoiando e sediando uma ampla gama de painéis, oficinas, workshops, ações interativas e palestras. Neste ano, a programação do CESAR dentro do REC’n’Play incluirá a Arena dos Robôs, onde estudantes da CESAR School e da rede pública participarão de atividades e competições envolvendo robôs. O festival também oferecerá uma Maratona de Inovação destinada a alunos do Ensino Médio, onde eles poderão explorar as áreas de Computação e Design, aplicando ferramentas e métodos para criar soluções para problemas reais. Além disso, o CESAR apresentará o Da.tes Day, um evento que conectará empreendedores e investidores de startups em um ambiente de mentorias, painéis, speed dating e happy hour. Durante o REC’n’Play, o CESAR exibirá o documentário “Ecossistemas de Inovação” e realizará uma roda de conversa com a diretora do filme, Patrícia Travassos, o CEO do CESAR, Eduardo Peixoto, o presidente do Porto Digital, Pierre Lucena, e o fundador do CESAR e do Porto Digital, Silvio Meira. O evento também contará com uma variedade de oficinas, workshops e painéis abordando temas como inteligência artificial generativa, design de conteúdo, inovação, economia circular, impacto sustentável, habilidades socioemocionais e o impacto da IA nas instituições educacionais. Os detalhes completos da programação podem ser encontrados no site oficial do REC’n’Play. A inscrição para as atividades pode ser feita através do Sympla. SERVIÇO Festival REC’n’Play Quando: de 18 a 21 de outubro Onde: Bairro do Recife Quanto: gratuito Inscrições: Sympla Mais informações: @recnplayfestival

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A importância dos contratos relacionados à propriedade intelectual

*Por Gustavo Escobar A propriedade intelectual (PI) é uma chave mestra da economia contemporânea, salvaguardando criações oriundas do engenho humano. Estas criações, protegidas por diversas legislações ao redor do mundo, incluem invenções (protegidas por patentes), marcas, designs industriais, segredos de negócio, direitos autorais (que protegem obras literárias, artísticas, musicais, cinematográficas e software) e direitos conexos (como os direitos dos artistas intérpretes ou executantes, dos produtores de fonogramas e dos organismos de radiodifusão). A multiplicidade e diversidade de objetos protegidos por PI realça sua importância no cenário econômico e cultural global.  Neste cenário, os contratos emergem como ferramentas indispensáveis para garantir que os direitos associados à PI sejam devidamente tratados e respeitados, como a segurança jurídica – um contrato bem redigido proporciona estabilidade e clareza sobre os direitos e deveres de cada parte envolvida, reduzindo a ambiguidade e potenciais conflitos. Por exemplo, em acordos de coautoria para uma obra literária, um contrato específico pode determinar quem detém os direitos de adaptação cinematográfica, minimizando disputas futuras. Outro ponto é sobre transferência e licenciamento – os contratos permitem que os direitos de PI sejam transferidos ou licenciados. Considere o caso da indústria farmacêutica: uma empresa pode desenvolver uma nova droga e licenciá-la para produção e distribuição por outra empresa, recebendo royalties sobre as vendas. Isso facilita a entrada de produtos no mercado e a recuperação de investimentos em pesquisa. Já um ativo intangível bem protegido por contratos pode aumentar o valor de mercado de uma empresa. Por exemplo, marcas valiosas, como “Apple” ou “Coca-Cola”, são ativos que, respaldados por contratos de licenciamento, podem gerar receitas substanciais. Contratos de PI também podem estabelecer cláusulas de confidencialidade, protegendo informações vitais de serem divulgadas. Em setores como o de tecnologia, onde o segredo industrial é crucial, um contrato pode prevenir que inovações sejam copiadas ou vazadas antes do lançamento oficial. Acordos de PI, como parcerias de pesquisa entre universidades e empresas, incentivam a cooperação. Por exemplo, uma universidade pode descobrir uma nova tecnologia, enquanto uma empresa possui a infraestrutura para comercializá-la. Um contrato bem elaborado beneficia ambas as partes, garantindo a partilha equitativa dos lucros e a continuidade da pesquisa. Outro ponto muito importante é sobre adaptação a diferentes jurisdições. Dada a natureza global da economia, é comum que contratos de PI envolvam partes de diferentes países. Tais contratos devem considerar as particularidades legais de cada jurisdição. Por exemplo, o regime de patentes pode variar entre países, e um contrato internacional deve abordar essas nuances para evitar litígios. Dessa forma, em um mundo onde a inovação é rapidamente convertida em capital, garantir os direitos de propriedade intelectual através de contratos robustos é essencial. Tais documentos não apenas protegem criações, mas também facilitam a colaboração, a comercialização e a expansão de fronteiras, consolidando a propriedade intelectual como o coração pulsante da economia moderna. * Gustavo Escobar é Advogado especialista em Propriedade Intelectual, Direito Empresarial e Proteção de Dados, sócio da Escobar Advocacia.

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TDS lança livro “O Valor da Estratégia” no Rec’n’Play

A TDS Company inovou ao desenvolver um livro digital colaborativo intitulado “O Valor da Estratégia” em um tempo surpreendente de apenas dois dias, graças à integração da inteligência artificial da plataforma strateegia. Silvio Meira liderou esse projeto, que contou com a contribuição de 14 das mais influentes lideranças de diversos setores do Brasil. O livro será lançado no Recife em 18 de outubro e destaca o poder da inteligência artificial quando aplicada de maneira eficaz e estratégica. Além de demonstrar os benefícios da inteligência artificial, “O Valor da Estratégia” tem como objetivo enfatizar a importância do pensamento estratégico na competitividade e sustentabilidade das organizações na era digital, muitas vezes subestimado pelas empresas. A capacidade de realizar transformações estratégicas profundas nos modelos de negócios e nos processos tornou-se um fator competitivo vital em um cenário caracterizado por mudanças radicais e contínuas. Os autores do livro buscam destacar o potencial da estratégia como um motor para a inovação. O lançamento oficial ocorrerá no âmbito do festival REC’n’Play, um evento de conhecimento que ocorrerá de 18 a 21 de outubro. A plataforma strateegia, desenvolvida pela TDS Company, permitiu que 14 líderes de organizações públicas e privadas se unissem para aproveitar as inteligências individuais, sociais e artificiais no processo de criação do livro. A iniciativa não apenas celebra a inteligência artificial, mas também demonstra como a integração da IA com o pensamento estratégico pode ser transformadora na era digital. Os autores ● Silvio Meira, cientista-chefe e fundador da TDS Company;● Cinthia Cavalcanti, diretora de Desenvolvimento Organizacional e T.I. no Grupo Aço Cearense;● André Neves, professor de Design da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e cientista associado da TDS Company;● Cristina Luna, diretora do Investe Recife da Prefeitura da Cidade do Recife;● Claudio Marinho, fundador e CEO da Porto Marinho;● Domingos Monteiro, CEO na Neurotech;● Filipe Calegario, professor do Centro de Informática (Cin) UFPE e cientista associado da TDS;● Larissa Marila Serrano Silva, diretora acadêmica da Ânima Educação;● Marcone Ribeiro, secretário executivo de Juventude na Prefeitura do Recife;● Pierre Lucena, presidente do Porto Digital;● Rui Belfort, CEO da TDS Company;● Sérgio Falcão, COO da TDS Company;● Theo Vieira, diretor de comércio figital na Janssen Brasil;● Vinicius Garcia, Professor do CIn-UFPE e cientista associado da TDS Company. Serviço Lançamento do e-book “O valor da estratégia”18 de outubro (quarta), durante o REC’n’PlayLivraria Jaqueira (Rua Madre de Deus, 110, Recife Antigo) 12h30 – Palestra “O que é Estratégia”, com Silvio Meira13h40 – Palestra “Transformação Estratégica”, com Rui Belfort14h45 – Palestra “Plataforma de Transformação Estratégica”, com André Neves e Convidados

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Farjardo Recife 2023

“Fundamental é repovoar o Centro do Recife com moradores”

Washington Fajardo, ex-secretário municipal de Planejamento Urbano do Rio de Janeiro, aborda os desafios de atrair moradias para a região central da capital pernambucana, elogia as iniciativas do Recentro e defende ações como a instalação de instituições de ensino na área para cativar a juventude. Estimular a moradia no Centro do Recife tem sido uma estratégia defendida por estudiosos e até pela prefeitura para revitalizar a região. O arquiteto e urbanista Washington Fajardo é um desses especialistas que acreditam que nenhum processo de reabilitação urbana tem sustentabilidade se não tiver pessoas morando no espaço a ser revitalizado. Fajardo é ex-secretário municipal de Planejamento Urbano do Rio de Janeiro, responsável pelo projeto Reviver Centro elaborado para atrair moradores para a região central da Cidade Maravilhosa. O sucesso do programa o levou a ser convidado a ser consultor do planejamento estratégico do Centro do Recife – Recentro na Rota do Futuro. O urbanista ressalta, no entanto, que seduzir a população a morar no Centro é uma tarefa complexa. Nesta entrevista a Rafael Dantas, ele fala dessas dificuldades como, por exemplo, a percepção de segurança que as pessoas têm do Centro, a oferta de moradias no local e o fato de a região não ser mais vista como uma centralidade, onde os moradores resolviam coisas, estudavam, faziam compras e atividades culturais. Mas ressalva que a proposta de se ter uma governança local, a partir do Recentro, é um passo importante para a recuperação da região, assim como a decisão do gabinete de ouvir a população sobre o Centro, a partir de uma consulta pública. Quais as diretrizes para que o Recife possa promover uma recuperação do Centro da cidade? O ponto fundamental é repovoar o Centro do Recife com moradores. Ou seja, nenhum processo de reabilitação urbana tem sustentabilidade se não tiver pessoas morando. Esse é o princípio. É muito sintético e objetivo, mas implementar isso é muito complexo. Porque, assim como outras cidades brasileiras, o Recife cresceu horizontalmente nas últimas décadas, numa velocidade muito intensa. A gente está falando de um Centro Histórico de toda uma região metropolitana, que é onde as pessoas estão morando. Esse modelo de crescimento da cidade acabou criando uma economia imobiliária que sabe pegar terrenos e fazer prédios. Mas hoje temos essa tendência de investir em retrofits também. Esse é um fenômeno recente brasileiro. No Brasil desaprendemos a reocupar, reformar. A palavra hoje é o retrofit. É importante entender que essa área central está em direta competição com essas outras áreas, onde encontramos uma cultura técnica que passa pela economia, mas vai até a arquitetura e a engenharia. Os próprios órgãos públicos dos municípios aprenderam a criar uma normativa urbanística que favorece essa expansão da ocupação. O resultado disso é que as áreas centrais ganharam uma ociosidade do ponto de vista de moradia, mas conseguiram manter uma função comercial ou de centralidade dos empregos. Aí veio segundo um fenômeno, um pouco de nossa época, que tem a ver com digitalização da economia. Então, além do problema histórico de ocupação, a economia digital já está afetando os centros urbanos também? Tanto o emprego, quantos hábitos de consumo estão muito organizados em função das facilidades que a internet nos proporciona. Esses novos hábitos, que têm a ver com a digitalização da vida da cidade, também têm impactado diretamente a relevância do varejo. Por exemplo: comprar algo não significa mais a necessidade de ter que ir à rua. E isso tem tido um crescimento exponencial, especialmente a partir da pandemia da Covid-19. É um fenômeno que ganhou uma proporção planetária, quando fomos obrigados a aprender novos hábitos. Passamos a fazer reuniões online, pedir comida em casa, fazer compras pela internet. Algo que era incipiente ainda, ganhou relevância e está presente em diferentes gerações. Antes era mais concentrado na juventude, mas com pandemia mesmo as gerações mais maduras ganharam novos hábitos. Ou seja, os centros urbanos têm situação histórica, de longo prazo, muito brasileira. E tem também o contexto novo, um pouco mais global, que tem a ver com digitalização. Isso aumentou mais ainda os esvaziamentos das áreas centrais. Estão correndo certo risco de ficarem irrelevantes. Nesse contexto, como o senhor avalia a experiência do Recife? O Recife é um caso interessante. Teve uma posição de vanguarda, quando algumas décadas atrás tomou decisão de implantar o Porto Digital em sua área central. Observe que o Recife tomou uma decisão muito avançada para época, em dois sentidos: priorizar o Centro da cidade e priorizar a nova economia. Uma reflexão que trago é que apesar desse vanguardismo, não se constituiu, de fato, uma nova camada social morando no Centro. Apesar do sucesso do Porto Digital, a população continua a não morar na região. Isso mostra como essa produção habitacional nas áreas centrais é muito complexa. A prioridade é trazer pessoas para morar, mas não é simples. Como modificar esse cenário para incentivar a moradia no Centro do Recife? Temos que ter visão de mercado. Ou seja, a produção habitacional tem que acontecer com as próprias pernas. Ao mesmo tempo, é necessário ter estímulo público. Que tipo de estímulo? Incentivos fiscais e subsídios, com regulação urbanística própria. É fundamental também que as pessoas passem a desejar mais o Centro. Isso significa que as famílias que hoje estão tomando decisão de moradia deveriam considerar área central como opção. Para isso é fundamental que existam alternativas no Centro para incentivar a decisão de comprar ou alugar uma moradia. Será que a população pensa em morar no Centro? E se pensar, será que conseguirá encontrar algo? Essas questões precisam ser resolvidas. Opções para quem queira e ter o desejo de povoar os bairros centrais. É um desafio que está tanto na demanda como na oferta. Para ter desejo, a população precisa se sentir bem no Centro. Ser um lugar seguro, organizado. Um bom parâmetro é pensar a cidade tomando as crianças como referência. Você viveria com seus filhos no Centro do Recife? A população percebe na área central da cidade um lugar para educar seus filhos

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Palestina X Israel: duas narrativas e um conflito

*Por Tiago Lima A atual guerra entre a Palestina e Israel é um conflito complexo e de longa data que requer uma análise cuidadosa dos diversos aspectos envolvidos. Primeiramente, é fundamental ressaltar a importância da imparcialidade da imprensa, principalmente a ocidental, na cobertura desse conflito. A cobertura jornalística deve buscar apresentar os fatos de maneira equilibrada, sem viés, para que o público possa formar sua própria opinião. É crucial compreender que tanto a Palestina quanto Israel têm suas próprias narrativas e responsabilidades nesse conflito. A Palestina não deve ser automaticamente vista como a vilã, pois Israel também tem sua parcela de responsabilidade em ações que geram sofrimento para a população palestina. No entanto, é importante reconhecer que Israel é famosa por seu desenvolvimento de sistemas de defesa de última geração, o que lhe confere uma vantagem significativa em termos de poder de fogo em comparação com o Hamas. No sábado (07), o primeiro-ministro israelense Benjamin Netanyahu fez declarações abertamente genocidas: “Vamos transformar Gaza numa ilha deserta. Aos cidadãos de Gaza, eu digo: vocês devem partir agora. Iremos atacar todos e cada um dos cantos da faixa”. Evacuar ou ser bombardeada — só que os cidadãos de Gaza não tem para onde correr. O Hamas, por sua vez, é um grupo extremista que detém o poder na Faixa de Gaza desde 2006 e busca a destruição do Estado de Israel. É fundamental ressaltar que a maioria dos integrantes do Hamas é de palestinos, mas isso não implica que todo palestino seja membro desse grupo. Confundir os palestinos com o Hamas é o equivalente a generalizar todos os afegãos como membros da Al-Qaeda. Os conflitos persistentes na região, apesar das interferências da comunidade internacional e das tentativas de manutenção da paz, abriram espaço para o fortalecimento do Hamas. Recentemente, lideranças do grupo anunciaram uma grande operação de retomada de território, lançando milhares de foguetes contra Israel, causando estragos em várias cidades. A terra que é frequentemente chamada de “Terra Santa” tem um valor espiritual significativo para várias religiões e é um ponto central para a identidade de muitos. No entanto, essa designação não garante a paz, e ambos os lados têm uma história de disputas territoriais e reivindicações legítimas. É importante destacar que a população palestina vive sob constante ameaça e ataques por parte de Israel, o que a impede de viver em paz. Nesse contexto, a mídia muitas vezes tende a retratar a Palestina como a vilã apenas quando ela revida, o que contribui para uma visão unilateral da situação. Não há um lado certo nesse conflito, mas é essencial mostrar os dois lados da moeda para uma compreensão completa. É importante que a comunidade internacional continue a buscar soluções diplomáticas para esse conflito de longa data, visando a segurança e a paz para ambas as partes envolvidas. A atual situação na região é um lembrete de que a paz no Oriente Médio é um desafio complexo e que requer esforços persistentes de todas as partes interessadas. Tiago Lima Carvalho é Bacharel em relações internacionais e Especialista em Direito Internacional

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35 anos: Os avanços e desafios da Constituição Federal

*Por Rafael Dantas Há 35 anos o País colocava um ponto final na ditadura que assombrou o Brasil por mais de duas décadas com a promulgação da Constituição Federal no dia 5 de outubro de 1988. Pela ampla participação social na formulação da Carta e pelo seu caráter de ampliar as liberdades civis e os direitos individuais, ela ganhou o apelido de Constituição Cidadã. Mesmo com muitas emendas e ainda com muitas leis complementares a serem legisladas, é esse texto que tem conduzido a sociedade brasileira ao seu mais longevo período democrático. A sua implantação plena e a urgência em defendê-la permanecem como desafios ao País, em especial após os ataques do 8 de Janeiro. Além da participação direta dos deputados constituintes na construção da Constituição Federal, o texto recebeu contribuições de todo o País. Numa época em que ainda não existia a internet, elas vinham pelos Correios, chegavam aos gabinetes dos parlamentares ou em debates das mais diversificadas organizações da sociedade civil. De acordo com dados do Senado Federal, foram recebidas mais de 72 mil sugestões de cidadãos de todo o País, além de outras 12 mil dos constituintes e de entidades representativas. Há quem fale de muito mais proposições. Tal mobilização veio a reboque de todo o movimento que enfrentou o autoritarismo no País, na análise do sociólogo José Arlindo Soares, presidente do Centro de Estudos e Pesquisas Josué de Castro. “Pelo que observei e participei, foi uma continuidade da grande mobilização das Diretas Já”, afirmou o pesquisador, que era professor da UFPB (Universidade Federal da Paraíba) na época. Apesar da ampla participação, o sociólogo lembra que havia uma cobrança pela sociedade de que deveria ser convocada uma constituinte exclusiva para a elaboração do texto da Constituição Federal. “Em que pese as divergências da convocação, que foi uma Constituinte Congressual, mesmo assim, houve um engajamento muito forte, com muitos grupos temáticos se formando, principalmente oriundos de setores da sociedade civil”, recorda José Arlindo. Ele destaca a atuação de organizações de profissionais liberais (como dos engenheiros e médicos sanitaristas) e de instituições como a Ordem dos Advogados do Brasil, da Sudene, da Ação Católica Operária e do próprio Centro Josué de Castro. Na outra ponta estavam os parlamentares, divididos em comissões e subcomissões, recebendo as contribuições de todos os lados, sistematizando e organizando o texto que seria votado ao final no plenário. Artigo a artigo, inciso a inciso. Milhares de mãos da sociedade e do parlamento se mobilizaram para escrever o documento que nortearia o País dali para frente e que orientou já nove eleições presidenciais desde então. “Foi um grande momento vivido pela nação brasileira. Saindo de um regime ditatorial até 1985, tendo, em 1986, eleição para a Constituinte e, em 1988, a promulgação dessa nova Constituição que produziu o período mais longo de plenitude democrática na história da República. Nenhum período foi tão longo, ininterrupto e sem retrocesso. Tentativas de retroceder existiram, sim, como recentemente no Governo Bolsonaro, mas não ocorreram”, comemora Roberto Freire, que foi deputado constituinte por Pernambuco, no então PCB (Partido Comunista Brasileiro). MEMÓRIAS DE QUEM PARTICIPOU Como líder de uma pequena bancada, Roberto Freire participou de várias comissões. Ele lembra que o partido preparou um livro de discussão interna antes dos debates no Congresso para subsidiar as proposições. “Participei de tudo que é debate e discussão. Muito foi aproveitado, algumas sugestões foram vitoriosas, outras derrotadas”, rememora Roberto Freire. Ele considera que especialmente no aspecto do reconhecimento dos direitos e garantias fundamentais, a Constituição Federal representou um grande avanço para a sociedade brasileira. Um dos destaques de Freire é para o tratamento às causas ambientais. “Hoje há toda uma preocupação do mundo com a sustentabilidade. A Constituição de 1988 trouxe questões dessa agenda atual, como um bom capítulo sobre o meio ambiente. Tratou também dos povos originários. Muitos aspectos que continuam importantes hoje já estavam nela, embora haja lacunas e muitas questões que também foram superadas pelo detalhismo que o texto tem. Esse é um dos condicionantes para termos uma constituição muito emendada atualmente”. Apesar de comemorar muitas contribuições ao texto constitucional, Freire também aponta que várias sugestões ficaram de fora. Uma delas era de que o País não deveria ter um Supremo Tribunal Federal, mas um Supremo Tribunal Constitucional. “Usávamos esse termo – Supremo Tribunal Constitucional – apenas para a função de ser guardião e última palavra sobre constitucionalidade das leis. Infelizmente virou uma corte em que chega até recurso de pequeno furto. Agora, devido ao foro privilegiado, o Supremo tem o poder de tribunal criminal penal, isso é uma distorção evidente”. Ele propôs também que não houvesse custas processuais, mas também foi vencido. Gonzaga Patriota, na época como deputado constituinte do PMDB, conta que o trabalho foi intenso, de virar noites, junto com a meia dúzia de “menudos”, apelido dado por Ulysses Guimarães aos mais jovens do parlamento. Eles contribuíram na sistematização dos milhares de pedidos que chegavam ao Congresso.“- Tínhamos que ir juntando aqueles pedidos. Verificávamos onde colocar cada uma daquelas contribuições. Indicamos onde estava cada proposta. Foi um trabalho muito bom”, relembrou o ex-deputado. O deputado constituinte Harlan Gadelha, na época também deputado pelo PMDB, fez muitos elogios ao espírito participativo da construção da Constituição. “Na essência da palavra democracia, tivemos todos os segmentos sociais ouvidos em 17 subcomissões e nove comissões, além de uma comissão de sistematização e o plenário no final. Andamos muito por esse País, pois muitas representações não tinham como chegar até Brasília. Tínhamos que ir ao contato físico. Foi uma oportunidade que o Brasil teve de ser discutido”. Ele citou que os constituintes ouviram desde os povos indígenas até os representantes da Febraban (Federação Brasileira de Bancos). Sobre a polêmica extensão da Constituição, em razão das críticas dela ser muito detalhista, Harlan considera que ela era uma resposta ao momento do País, pós-ditadura. “Ulysses Guimarães, em seu grande discurso, disse que não era a Constituição perfeita, mas para aquele momento era a mais adequada. Nós vínhamos de mais de 20 anos de ditadura e

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Concurso público unificado terá 6,5 mil vagas em 20 órgãos

(Da Agência Brasil) O Concurso Público Nacional Unificado vai preencher 6.590 vagas em 20 órgãos e entidades públicas que fizeram a adesão ao processo seletivo. A publicação do edital do Concurso Nacional Unificado está prevista para até o dia 20 de dezembro, e a prova deve ocorrer entre o final de fevereiro e meados de março. Inicialmente, o governo tinha anunciado a disponibilidade de 7.826 vagas, mas nem todos os órgãos públicos aderiram ao concurso unificado. Segundo a ministra da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos, Esther Dweck, há possibilidade de outros órgãos participarem até a assinatura do termo de adesão. “Alguns órgãos ainda não entenderam totalmente o modelo e preferiram manter a realização de concurso de forma individual”, disse.  O Concurso Nacional Unificado será organizado a partir da realização de um mesmo certame em aproximadamente 180 cidades, de forma concomitante. A pedido da Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai), foi incluída a cidade de São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, onde há uma grande população indígena.   A ideia do governo é que o concurso unificado se torne a principal a principal forma de fazer seleção de servidores públicos federais, e que ele seja repetido anualmente ou a cada dois anos.  A primeira etapa do concurso unificado será realizada em um único dia, dividida em dois momentos: primeiro haverá uma prova objetiva, com conteúdo comum a todos os candidatos. Depois, no mesmo dia, serão aplicadas provas dissertativas e com conteúdos específicos e de acordo com cada bloco temático. No momento da inscrição no concurso, os candidatos deverão optar por um dos blocos das áreas de atuação governamental disponíveis. Depois dessa escolha, eles deverão indicar o cargo por ordem de preferência entre as vagas disponíveis no bloco de sua escolha. De acordo com a ministra, os temas cobrados nas provas serão divulgados no edital, mas não haverá muita diferença em relação aos cobrados nos concursos atuais. “Todo mundo que já se prepara para concursos públicos estará preparado, podem ficar tranquilos. Não haverá mudança radical no conteúdo”, afirmou Esther Dweck.   Confira as instituições que aderiram ao Concurso e o número de vagas de cada uma delas:  . Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) – 502 . Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra) – 742 . Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – 520 . Ministério da Gestão e Inovação e transversais – 1480 . Ministério da Saúde – 220 . Ministério do Trabalho e Emprego – 900 . Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) – 30 . Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços – 50 . Superintendência Nacional de Previdência Complementar (Previc) – 40 . Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) – 40 . Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) – 35 . Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) – 895 . Ministério da Justiça e Segurança Pública – 100 . Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação – 296 . Ministério da Cultura – 50 . Advocacia-Geral da União (AGU) – 400 . Ministério da Educação – 70 . Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania – 40 . Ministério dos Povos Indígenas – 30 . Ministério do Planejamento e Orçamento – 60

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Pernambuco recebe R$ 160 milhões para combate à violência em visita de Flávio Dino

Pernambuco recebeu um aporte de R$ 160 milhões do Ministério da Justiça e Segurança Pública para combater a criminalidade. O anúncio foi feito durante uma cerimônia na Arena de Pernambuco, onde estiveram presentes a governadora Raquel Lyra e o ministro Flávio Dino. Durante o evento, eles autorizaram a construção de uma Casa da Mulher Brasileira, entregaram 42 viaturas para as forças policiais e anunciaram o Plano de Ação na Segurança (PAS) e o Programa Nacional de Segurança com Cidadania (Pronasci 2). O investimento de R$ 160 milhões inclui o repasse de R$ 41 milhões do Fundo Nacional de Segurança Pública destinado a ações de prevenção e combate à violência, como o combate ao tráfico de drogas, crimes contra crianças e adolescentes, crime organizado, violência contra mulheres e crime ambiental. O ministro Flávio Dino enfatizou a parceria com o governo de Pernambuco, ressaltando que os investimentos fazem parte de um trabalho conjunto. Além disso, foi anunciado um repasse de R$ 2,9 milhões para a Operação Escola Segura, que monitora e investiga ameaças às escolas em oito municípios. Também serão investidos R$ 16 milhões na construção de uma Casa da Mulher Brasileira para combater a violência de gênero. O Pronasci 2, focado em áreas vulneráveis com altos indicadores de violência, também foi implementado, e 42 viaturas foram entregues às forças policiais. O evento também anunciou a construção de um posto avançado da Polícia Federal em Fernando de Noronha, com um orçamento de R$ 4 milhões, e a implementação da superintendência da Polícia Federal no Recife, no valor de R$ 67 milhões.

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REC’n’Play 2023 com programação para toda a família

O REC’n’Play 2023, que acontecerá de 18 a 21 de outubro no Bairro do Recife, apresenta uma programação diversificada que atende a todas as idades. Crianças, jovens e adultos desfrutarão de quatro dias repletos de atividades. Além das palestras, painéis e discussões para adultos, a programação também inclui exposições, shows, brincadeiras, oficinas infantis e muitas sessões de contação de histórias para as crianças. Os jovens contarão com um aulão de preparação para o ENEM. Este intensivão, que ocorrerá no Teatro Apolo e no Cais do Sertão, das 10h às 16h de sábado (21), terá a presença de nomes reconhecidos pelos estudantes, como a professora de Português e Redação, Fernanda Bérgamo, e o professor de Biologia, Fernandinho Beltrão. Todas as atividades são gratuitas, mas é necessário fazer inscrição prévia por meio do site do evento. Até mesmo os bebês terão seu espaço no evento. Para crianças com idades entre 10 meses e 1 ano e 8 meses, haverá uma oficina com ambientes para experimentação. Esta atividade ocorrerá na Casa Zero, no sábado (21), das 14h às 16h. Na mesma localização, também para a primeira infância, haverá uma oficina de movimentos livres para bebês das 10h às 12h. No Palco SESC, o “Bloco do Neném”, com a cantora, contadora de histórias e autora de cordéis e livros infantis, Tetê Brandão, encantará o público infantil. O auditório da Escola Técnica Porto Digital contará com um espaço de recreação rotativo, oferecendo brincadeiras e atividades lúdicas para as crianças. O evento “Colorir Recife”, que ocorre no sábado na Rua Marquês de Olinda, permitirá que toda a família pinte espaços e ruas no entorno do festival. No Palco SESC, a atividade “De Criança para Criança”, que inclui apresentações com instrumentos e clarinete, ocorrerá das 14h às 15h. O circo também marcará presença, com o espetáculo circense “O Circo Chegou” no mesmo local, a partir das 11h. A oficina “A Dança e a Alma das Crianças” oferecerá experimentações corporais, resgatando brincadeiras por meio da dança e movimentos, com a bailarina e passista de frevo Mieja Cabral Chang. Esta atividade será realizada na Casa Zero a partir das 14h. Na Livraria Jaqueira, a partir das 15h, o ator e escritor pernambucano Luciano Pontes conduzirá uma sessão de contos e ministrará a oficina “Bricontálê – Brincar, Contar e Ler em Família” na Casa Zero, a partir das 11h. A oficina de Argila, que ocorrerá das 10h às 14h na Rua Marquês de Olinda, e a oficina de desenhos e colagens, com o diretor de arte e ilustrador Betinho Montenegro, das 15h às 16h na Casa Zero, complementarão a programação para todas as idades no sábado. Além das atividades para crianças, o evento também oferece palestras, discussões e mesas-redondas com especialistas abordando temas pedagógicos e de saúde infantil, bem como experiências com robótica e jogos, que são os favoritos dos jovens. Entre as atrações mais aguardadas está a Arena Geek Gamer REC’n’Play, com seu espaço dedicado a campeonatos de FIFA e League of Legends no Teatro Hermilo Borba Filho. O grande destaque será a Arena Rec’n’Neerderlans, uma arena cultural com jogos relacionados ao Brasil e à Holanda, além do Museu do Videogame, Arena PC, Arena VR, duas arenas de consoles e fliperamas. Além do aulão do ENEM, os estudantes poderão participar do debate “Como trilhar uma carreira em Tecnologia ainda no ensino médio?”, com alunos da rede pública de ensino que atuaram em projetos, competições e Hackathons na área de Design e Programação. Eles compartilharão suas experiências, demonstrando que é possível adquirir experiência profissional mesmo antes de entrar no mercado de trabalho. Este debate ocorrerá na sexta-feira (19), a partir das 17h30, no Cesar School Brum. As festividades do sábado contarão com a participação dos tradicionais blocos “Eu Acho é Pouquinho” e “Pinto da Madrugada”, na Praça do Arsenal, das 16h às 18h. Desfiles de Boi da Macuca, Maracatus, caboclinhos, afoxés e muito frevo animarão as ruas do bairro. Shows de atrações como Marcelo Falcão, Devotos e Academia da Berlinda acontecerão em diversos palcos, incluindo o Recife Cidade da Música, Rua da Moeda, Avenida Rio Branco e o Palco SESC. INSCRIÇÕES – Os interessados em vivenciar essa experiência já podem acessar o site http://recnplay.pe e se inscrever gratuitamente. Com esse cadastro, os participantes terão acesso às atividades de educação, negócios, experiências e entretenimento do evento.

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