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Galeria Amparo 60 recebe a mostra Compacto, de Marcelo Silveira

No próximo dia 17 de novembro, a galeria Amparo 60 abre seus salões para a exposição Compacto, do artista pernambucano Marcelo Silveira, com curadoria de Joana D'Arc Lima. Serão pouco mais de 30 obras – algumas mais recentes e outras mais antigas –, todas em dimensões mais reduzidas, mas que se sobressaem pela delicadeza, pelo detalhe, pelo pequeno, pelo menor, sem deixar de ser representativas da poética desenvolvida pelo artista ao longo dos seus mais de 30 anos de trajetória artística. Para Silveira, que volta a ocupar o espaço da Amparo 60 pela segunda vez, essa mostra é um modo de tentar estabelecer conversas com instâncias do mundo da arte que, pelo menos em Pernambuco, aparentam estar muito afastadas. “Não sei, mas aqui temos galeristas que não frequentam outras galerias, artistas que não vão as mostras de outros artistas, museus e galerias de arte que não se articulam... Para a engrenagem funcionar, precisamos que todos conversem, entrem em contato, dialoguem. Trata-se de uma cadeia produtiva”, pontua o artista, ressaltando que essa ideia de estabelecer pactos é central na mostra. Segundo a curadora, nos diversos encontros que tiveram para executar o recorte da mostra, ficou clara a necessidade de criar uma espécie de pacto entre as obras, colocando-as num contexto para que dialogassem. “Nossa ideia é que esses pactos que criamos sejam refeitos ao longo do tempo, reposicionando algumas obras, vamos gerar novas conversas, novos ruídos, nossa ideia é brincar com essa ressignificação”, diz Joana D'Arc. O poeta Manoel de Barros, que comemoraria 100 anos neste mês de dezembro, foi inspirador no processo de seleção das peças. A dupla leu junto, discutiu, e colocou “o poeta” em contato com as obras. “Nos inspiramos na ideia de Manuel de Barros: O cisco tem agora para mim uma importância de catedral. (Retrato do artista quando coisa, Manoel de Barros, p. 23)”, destaca Joana. Entre as obras, estarão peças bi e tridimensionais (objetos, livros de artista, múltiplos, vídeos, lambe), feitos nos mais diversos materiais, tendo a madeira, matéria-prima tão estimada pelo artista, um papel bastante especial. “Parte deles estava adormecida a espera de um momento certo para serem postos em diálogo”, diz a curadora. O foco nos objetos em menor escala se justifica através do conceito de compactibilidade. Para facilitar a circulação e o deslocamento é preciso compactar. “Fazer a portabilidade de uma coisa, estimulando seu trânsito, seu contato com os outros, é mais fácil quando ela é compacta”, diz Silveira. A montagem da mostra conta com mesas que vão deixar o ateliê e a casa de Marcelo Silveira para serem postas nos salões da galeria, recebendo alguns dos objetos, passando a ser ressignificadas naquele novo ambiente. Para Silveira, a mesa é bastante simbólica, pois o momento das refeições foi durante anos um espaço de diálogo, de conversa, de troca. “Não se trata de um mero mobiliário expositivo, a mesa via estar ali dentro de um contexto”, afirma. Os trabalhos em exposição trazem características marcantes do trabalho de Silveira, que utiliza, habitualmente, coisas e objetos esquecidos, técnicas e procedimentos obsoletos, na construção de sua poética, colocando diversas camadas de tempo em diálogo. “Essa exposição está vinculada a anterior, realizada por Marcelo, há dois anos, no Mamam, Especialista em coisas inúteis. Não dá para separar. É incrível o enorme cuidado que ele tem com o seu fazer, e também o seu rigor formal, algo invejável, algo que poucos artistas contemporâneos têm. São idas e vindas, avanços e voltas, que produzem elos entre essas mostras, entre tempos que se conversam”, detalha a curadora, que apesar de ter contato intenso com o artista há anos, nunca havia feito uma curadoria de uma mostra individual de Silveira, que nos últimos 15 anos se consolidou como um nome muito forte no cenário artístico nacional.

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Estado em busca de recursos da repatriação

O governador Paulo Câmara esteve, nesta ontem (08.11), no Supremo Tribunal Federal (STF) para acompanhar o andamento da ação do Governo de Pernambuco que pede a partilha com os Estados da multa moratória cobrada pelo Governo Federal no programa de regularização de ativos mantidos no exterior e não declarados à Receita Federal – a chamada repatriação. “Diante da relevância do tema para os Estados foi importante ter essas reuniões com as ministras. Acredito que possamos ser bem sucedidos. É urgente uma definição, diante da difícil situação fiscal dos Estados e dos municípios brasileiros. Será um reforço de caixa importante para ajudar nas contas deste final de ano”, afirmou Paulo. O governador de Pernambuco esteve, no início da tarde, com a ministra Rosa Weber, relatora da ação de Pernambuco, e, já no final da tarde, com a presidente do STF, ministra Carmen Lúcia. Dessa segunda reunião, participaram todos governadores que têm ações questionando o critério de partilha. A expectativa é que o Pernambuco receba em torno de R$ 220 milhões com a repatriação. A divisão da multa poderia até dobrar esse valor. Vinte e quatro Estados e mais o Distrito Federal recorreram ao Supremo com o mesmo objetivo de obter a partilha da multa moratória da repatriação. Apenas São Paulo e Paraná não recorreram ao Judiciário. De acordo com o procurador-geral do Estado de Pernambuco, César Caúla, o entendimento dos Estados é o de que a multa cobrada pelo Governo Federal é a confissão, por parte do contribuinte, de que existe um débito com a Receita Federal, portanto, uma multa moratória. Caúla explicou que toda multa moratória decorrente do não recolhimento no Imposto de Renda – seguindo as regras do Fundo de Participação dos Estados – deve ser partilhada com os governos estaduais. O entendimento do Governo Federal é o de que se trata de uma multa punitiva, não cabendo partilha com os Estados. (Blog do Governo de Pernambuco)

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Entrevista com Roberto Tavares

Roberto Tavares é presidente da Compesa. Em entrevista para a Revista Algomais ele falou sobre os investimentos da estatal em andamento e avaliou a experiência da PPP do Saneamento na RMR. Ele falou sobre a possibilidade de realizar um modelo semelhante para o esgotamento sanitário do interior, onde pretende elevar a cobertura de atuação da empresa de 21% para 75%. No Recife, ele estima que em dois anos a cobertura chegue aos 65%, com a conclusão das obras já contratadas. Qual a sua avaliação sobre a PPP do Saneamento? Nossa PPP, que foi batizada de Cidade Saneada, é a maior parceria público-privada do Brasil na área de saneamento. Estamos falando de R$ 4,5 bilhões de investimento e um negócio que gera recursos da ordem de R$ 16 bilhões. O Brasil tem um déficit histórico de saneamento, onde mais de 20 estados tem menos de 20% de cobertura. Por que a opção pela PPP? Porque a solução alternativa, que era continuar financiando pelo modelo tradicional do País, demonstrou que foi um modelo fracassado. Em mais de 50 anos usando recursos do trabalhador ou da união, a gente conseguiu resultados muito baixos, olhando a área de esgotamento como um todo. A gente precisava ter outras soluções que venham a atacar esse problema. Optamos pela PPP na RMR. Uma parceria extremamente ousada que quer triplicar a quantidade de esgotamento que a gente tem hoje. Sair de 30% para 90% em pouco mais de uma década. E com 100% de tratamento. Essa é a principal meta. Outra, não menos importante, é a recuperação do sistema existente. Investimentos nesses primeiros anos da PPP na recuperação do sistema que existia. Foram mais de 150 unidades do sistema sanitário recuperadas (seja bombeamento, seja de tratamento) fazendo que o volume de esgoto que a gente trata hoje seja bem maior que o que tínhamos antes. Mais tratamento significa melhor qualidade de vida. É o sistema atingindo o seu objetivo. Porque a população não tem uma percepção muito clara dos benefícios? Porque no Recife e a RMR ainda falta fazer muita obra. Nas áreas onde não tem esgotamento sanitário, alguns prédios ou casas, de forma equivocada, estão ligados à rede de drenagem. O que é proibido. Recife é uma cidade a nível do mar. Então, ou seja, quando a maré enche, a água da maré entra pelas tubulações de drenagem e o esgoto é jogado para fora. Então, há percepção que não trouxe muito benefício. Mas, no número de chamados, 100% das nossas demandas são atendidas em até 48h. E 70% são atendidas nas primeiras 24 horas. Então a qualidade e a velocidade na prestação do serviço já é percebida pela população que tem a rede de esgotamento sanitário no seu bairro. Em dois anos o percentual de cobertura cresceu 2%. É satisfatório? Veja, dois pontos percentuais ou três pontos percentuais para quem tem 30% significa dizer que cresceu 10%. Nós gostaríamos que fosse mais, porque temos obras atrasadas, mas entendemos que o conjunto de obras que nós temos hoje contratadas vão fazer esse percentual crescer muito. Por exemplo, no Recife, que o percentual deve estar em torno de 40% hoje, com as obras que já estão contratadas temos condições de levar isso para 65% em dois anos. São obras já contratadas. O que está faltando na verdade hoje é uma certeza do fluxo financeiro de repasse do Governo Federal. O orçamento da união praticamente parou nos últimos dois anos. Temos o contrato, mas o repasse não chega no tempo certo e isso está fazendo que a gente tenha que relicitar a maioria dos contratos. Porque as empresas que estavam contratadas tem desistido, esse é o nosso maior problema. Alguma outra parceria está no horizonte da Compesa? Estamos estudando uma outra PPP pequena que é para eficiência energética. Isso para a gente ter uma geração de energia própria, queimando lixo. É basicamente isso. Na ordem de R$ 70 milhões, onde a gente pretende autorizar uma empresa para estudar como seria a preparação de um incinerador desse, os acordos com a prefeitura para a gente receber o lixo, queimar e gerar a energia que a gente mesmo usa. Então isso, além de ser ambientalmente correto, melhoraria a nossa eficiência. Estamos elaborando uma nota técnica para encaminhar ao governo, sugerindo que seja autorizada. E para o interior do Estado, algum projeto? Com esse Programa de Parcerias de Investimentos (PPI) do Governo Federal, nós estamos também estudando a possibilidade de fazer uma PPP de esgotamento sanitário no interior. Não há definição ainda, mas nós temos um plano estratégico de levar todo o Estado de Pernambuco. Falamos de levar a RMR a 90% de cobertura, mas se for olhar o Estado inteiro, temos 21%. A gente tem um planejamento de levar desses 21% para 75% no Estado inteiro. Temos metas ousadas para o interior do Estado e pensamos que esse PPI pode ser uma oportunidade da gente viabilizar isso. No entanto, não podemos aceitar que o Governo Federal faça um programa de estímulo à participação da iniciativa privada e corte os recursos orçamentários para saneamento. Entendemos que eu não posso ter as mesmas condições que um Estado do Sudeste, que é muito mais rico, tem muito menos problema de seca. Nós defendemos que haja estímulo à participação do capital privado, mas continue havendo desembolso dos recursos do orçamento da União dos impostos, que todos nós pagamos, para que sejam também incrementados e reforçados a nossa modelagem, considerando também o orçamento da União. Há algum desenho de como seria essa parceria para o interior? A gente tem uma ideia. Esse desenho será feito na modelagem, pois vai estudar onde é que tenho mais rentabilidade. O que a gente não vai fazer é colocar só o que for rentável numa PPP, porque depois não teremos quem faça o que não é rentável. Nossa ideia é fazer semelhante o que fizemos na RMR. A gente misturar sistemas superavitários com sistemas deficitários. No interior não sabemos se será uma PPP única para o interior todo ou uma PPP

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Confira as cidades mais endividadas de PE

Enquanto São Paulo é a cidade brasileira mais endividada do Brasil, o Recife é a cidade que lidera esse ranking em Pernambuco, de acordo com o Boletim de Finanças dos Entes Subnacionais, publicado pelo Tesouro Nacional. O estudo mapeou 146 municípios brasileiros com mais de 200 mil pessoas, catalogando as contas de mais cinco cidades pernambucanas. O índice de endividamento é a relação entre a dívida consolidada e a receita corrente líquida do município. O indicador da capital pernambucana é de 29%. Apesar de ser o maior estadual, é um indicador muito inferior aos 204,3% de endividamento de São Paulo e dos 87,73% do Rio de Janeiro. Considerando apenas os pernambucanos, após o Recife, os municípios de Paulista (24%), Olinda (23%) e Caruaru (22%), são os mais endividados. Endividamento (dívida consolidada/receita líquida): Recife – 29% Paulista – 24% Olinda – 23% Caruaru – 22% Petrolina – 17% Jaboatão dos Guararapes – 10% Fonte: Tesouro Nacional / Elaboração Algomais   Outro indicador relevante, levantado pelo Tesouro Nacional, é a autonomia financeira. Esse indicador mede o percentual da arrecadação própria do município em relação as receitas totais. Quanto menor esse percentual, sinaliza uma menor dependência dos repasses do Governo do Estado e do Governo Federal, além da capacidade de potencializar a arrecadação tributária local. O Recife é a cidade pernambucana, entre as analisadas, com maior autonomia, com o índice de 48% de arrecadação própria em relação ao total de receitas. Nessa lista, em segundo lugar aparece Olinda, com 36%. A cidade com menor autonomia é Paulista, com 29%. Autonomia própria (arrecadação própria/receita total) Recife – 48% Olinda – 36% Jaboatão dos Guararapes – 32% Petrolina – 30% Caruaru – 30% Paulista – 29% Fonte: Tesouro Nacional / Elaboração Algomais (Por Rafael Dantas)

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Suape completa 38 anos com números positivos

O Complexo Industrial Portuário de Suape completou 38 anos nesta segunda-feira (7/11) com muitos motivos para comemorar. A administração do Complexo mantém a curva de crescimento na movimentação de cargas, acumula e recebe novos investimentos de diferentes segmentos e inicia, no mês do aniversário, a operação do novo terminal de açúcar. “Suape é um diferencial que temos no Estado que contribui com o desenvolvimento de Pernambuco e da região Nordeste, sendo hoje um dos portos mais completos e preparados do Brasil para receber novas operações”, afirma o secretário de Desenvolvimento Econômico e presidente de Suape, Thiago Norões. Até setembro, o porto alcançou a marca de 16,98 milhões de toneladas de cargas movimentadas, que representa um crescimento de 14,1% em relação ao mesmo período de 2015. Na navegação por cabotagem e movimentação de granéis líquidos, Suape continua na liderança entre os portos públicos do Brasil, com 12,51 milhões e 13,09 milhões de toneladas de cargas, respectivamente. Os números indicam que o porto pernambucano segue para fechar o ano com novo recorde na movimentação geral. Em 2015, Suape registrou 19,72 milhões de toneladas de cargas. Em pré-operação na retroárea do cais 5, o Terminal de Açúcar, empreendimento da Odebrecht Transport e a Agrovia, deve contribuir para aumentar ainda mais essa movimentação. O objetivo é atender uma parte da safra 2016/2017, oriundas de duas usinas da Mata Sul Pernambucana, com expectativa de movimentar 200 mil toneladas de açúcar refinado ensacado no primeiro ano de operação. Com capacidade total de movimentação de 750 mil toneladas/ano, o novo terminal deve superar, até 2038, 738 mil toneladas. O empreendimento contará com equipamentos modernos e tecnologias que permitirão ganhos de eficiência e produtividade. Além da implantação desse novo empreendimento que gera emprego e renda para mais de 200 pernambucanos. VEÍCULOS - Os bons números também se refletem na movimentação de veículos, operação em que o porto tem se especializado cada vez mais. De janeiro a setembro, passaram pelo Porto 37.843 veículos por meio de operações das montadoras General Motors, Toyota, Fiat e Jeep, essas últimas do grupo Fiat Chrysler Automobiles. Deste total, 12.216 veículos foram importados e 25.627 foram exportados. Os principais países de destino foram Argentina, México, Chile, Peru, Uruguai, Colômbia, Panamá e Costa Rica, sendo que a Argentina foi também o principal país de origem. A marca de 2016 já supera em 231% a movimentação do mesmo período de 2015. “Este ano vamos superar o volume de movimentação de 2015. Poucas empresas têm essa expectativa de crescimento no Brasil. Temos um porto funcionando de forma eficiente, aliando ao cuidado ao meio ambiente e as questões sociais. Suape está pronta e preparada para retomar o processo de investimento e crescimento que o Brasil voltará a viver nos próximos anos”, comemorou o vice-president, Evandro Avelar. NOVAS OPERAÇÕES - Além dos avanços na movimentação portuária, novas empresas continuam se instalando e ampliando suas fábricas em Suape, à exemplo da companhia americana Bemis, que aumentou sua unidade no início de outubro. Hoje, a Bemis utiliza o Porto de Suape para a importação de seus insumos e vende os produtos para clientes em todo o Brasil. Outra nova operação foi da empresa especializada em iluminação, Ourolux. Instalada em Jaboatão, a empresa iniciou as importações de lâmpadas de LED, com destino ao mercado consumidor do estado. As mercadorias são enviadas para o Centro de Distribuição em Jaboatão dos Guararapes, que tem capacidade para armazenar dois milhões de lâmpadas e possui 2,5 mil metros quadrados. Os produtos da Ourolux são importados da Ásia pelos portos de Santos, Rio de Janeiro e Suape. Ao todo, a empresa vende 1,5 milhão de lâmpadas por mês na região. Já em 1º de agosto deste ano, a Bic Brasil inaugurou o novo Centro de Distribuição, instalado no Entreposto da Zona Franca de Manaus (EZFM) em Suape. Com a adoção da empresa pela navegação por cabotagem, os produtos saem da fábrica em Manaus e seguem direto para o porto pernambucano, simplificando o projeto logístico e proporcionando a redução dos impactos para o meio ambiente, com a redução do transporte pelos caminhões. A Bosch, líder mundial em ferramentas elétricas e acessórios, também inaugurou o seu novo CD. A empresa começou a utilizar o Porto de Suape, em junho passado, como porta de entrada de todos os produtos que chegam com destino ao CD da empresa instalado no Cone Multimodal, no Cabo de Santo Agostinho. Ao todo, foram investidos cerca de R$ 3,4 milhões no projeto. (Blog do Governo do Estado de Pernambuco)

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Despenca a produção de veículos

De janeiro a outubro, a produção de veículos no país caiu 17,7%, totalizando 1,7 milhão de unidades. Já na comparação de outubro sobre setembro, ocorreu alta de 2,3% com a produção de 174.150 veículos. em relação a outubro do ano passado, no entanto, houve recuo de 15,1%. As vendas internas foram 0,6% inferiores às de setembro. Segundo o presidente da Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores (Anfavea), Antonio Megale, isso indica praticamente uma estabilidade, levando em consideração o fato de outubro ter tido um dia útil a menos do que setembro, além da folga pelo Dia do Servidor Público, o que, de acordo com o executivo, influencia na comercialização. No acumulado do ano, o total licenciado chegou a 1,66 milhão, número 22,3% abaixo do de igual período do ano passado. Na comparação com igual mês de 2015, foi registrada queda de 17,2%. O resultado de outubro foi puxado pelos veículos pesados. No caso dos veículos leves (carro de passeio e utilitários, como vans), os dados indicam uma pequena recuperação, com alta de 1,3% na comparação com o mês anterior. Sobre igual período do ano passado, houve redução de 18,7% e, no acumulado do ano, queda de 22,8%. O presidente da Anfavea informou que pouco mais da metade dos negócios (51,7%) referem-se às vendas com financiamento e o restante, a operações à vista. Caminhões e ônibus As vendas de caminhões apresentaram retração de 17,9% sobre setembro; de 40,4% sobre o mesmo mês de 2015 e de 31% no acumulado de janeiro a outubro. No segmento de ônibus, de janeiro a outubro, houve queda de 16,7%. Em relação a outubro do ano passado, as vendas diminuíram 34% e, no acumulado do ano, foi verificada queda de 32,3%. Apesar desse fraco desempenho, Megale vê sinais de melhora. Segundo ele, a expectativa de a próxima safra agrícola do país superar as 200 milhões de toneladas de grãos abre a possibilidade de uma recuperação da procura por caminhões e máquinas agrícolas. Máquinas agrícolas e rodoviárias Entre setembro e outubro, as vendas de máquinas agrícolas e implementos rodoviários como colheitadeiras e retroescavadeiras, aumentaram 0,4%. Em relação a outubro do ano passado, foi constatada alta de 28,4%. No acumulado do ano, no entanto, o resultado ainda é de queda (-13,2%). Exportação O valor das exportações teve queda de 3,9% ao atingir US$ 955,3 milhões. No ano, as vendas externas somam U$$ 8,6 bilhões, montante 1,9% menor do que o de igual período ano passado. Perspectivas Megale informou hoje (7) que os dois últimos meses do ano devem ser mais expressivos no que se refere à produção e às vendas de veículos ao mercado interno. No entanto, ele informou que, por enquanto, não haverá alteração nas projeções de fechamento relativas ao desempenho do setor. “Tenho certeza de que novembro será um dos melhores meses", disse. De acordo com Megale, a Anfavea ainda está trabalhando para definir as previsões para 2017. Porém, na avaliação dele, os sinais de retomada do crescimento econômico já indicam que haverá um impacto positivo sobre a indústria automobilística. “Acreditamos que haverá crescimento de pelo menos um dígito”, previu. (Marli Moreira - Repórter da Agência Brasil)

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Câncer de próstata deve atingir 61.200 brasileiros em 2016, segundo o Inca

Segundo levantamento do Instituto Nacional do Câncer (Inca), 61.200 casos novos de câncer de próstata devem ser registrados no Brasil até o fim de 2016. Conforme estimativa da entidade, 28,6% de todos os registros de casos novos de câncer em homens no País vão ser de próstata. Na população masculina, essa forma da doença só fica atrás do câncer de pele (não melanoma), que tem 80.850 casos estimados para o mesmo período em todo o país. Em São Paulo, o estudo do Inca aponta um número de 12.730 possíveis novos casos, sendo 3.600 na capital. Vale ressaltar que, em 2013, ocorreram quase 14 mil mortes por câncer de próstata. No Brasil, existem mais de 12 milhões de homens com mais de 50 anos. Desses, ao longo dos anos, 2 milhões serão atingidos pelo câncer de próstata. De cada 18 homens atingidos, três morrerão do câncer. De acordo com o médico da equipe de urologia da rede de centros médicos dr.consulta Daniel Cocito Simões, a maioria sobrevive devido ao diagnóstico precoce por meio de exames preventivos.  "O câncer de próstata não produz sintomas nos estágios iniciais, período em que a doença é altamente curável. Por isso, os exames preventivos são fundamentais. Homens com mais de 45 anos devem começar a fazer o exame de toque retal, que é feito em consultório com médico urologista; e o PSA, exame de sangue, que complementa o diagnóstico da doença, a cada ano. Já os que têm casos de câncer de próstata na família devem fazer os dois exames a partir dos 40.”, esclarece. Exames preventivos podem aumentar chances de cura A gravidade do câncer de próstata é avaliada com base no toque retal, valor do PSA e o grau do tumor descoberto na biópsia. Em média, os casos se dividem da seguinte forma: 15% dos casos são do tipo indolente, ou seja, precisa de vigilância com exames periódicos mas não há necessidade de tratamento; 60% são agressivos, mas curáveis, opta-se por cirurgia ou sessões de radioterapia; os outros 25% apresentam lesões avançadas de cura mais difícil. Nesses casos, normalmente, é feito uso de hormonioterapia ou quimioterapia. Duas condições aumentam o risco de contrair o câncer de próstata. 1) Homens da raça negra têm o dobro da incidência de câncer de próstata 2) Ter casos na família: 1 parente = 1.5 vezes o risco; 2 parentes = 3 vezes; 3 parentes= 5 vezes O diagnóstico precoce permite maior chance de cura. Alguns tipos de nódulo podem ser acompanhados por exame, sem necessidade de cirurgia. Paciente com nódulo necessita realizar biópsia de próstata para concluir o diagnóstico de câncer de próstata. O uso do cigarro pode contribuir para o surgimento de câncer de próstata. Pacientes com mais idade têm mais chance de ter câncer de próstata. 50 anos: 10 % 70 anos: 30 % 100 anos: 100% A cirurgia pode causar disfunção erétil. Disfunção erétil (impotência sexual), que varia com a idade do paciente operado: 70 anos: 70% 65 anos: 35% 50 anos: 10% A cirurgia pode causar incontinência urinária. A média é de 3 a 15% dos pacientes operados. Obesidade e vasectomia não aumentam a incidência de câncer de próstata.

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Pátio de São Pedro comemora o mês da Consciência Negra a partir desta terça

Depois de uma pausa devido a restrições da Lei Eleitoral, o projeto Terça Negra, uma realização do Movimento Negro Unificado em parceria com a Prefeitura do Recife, volta a animar o Pátio de São Pedro, nesta terça-feira (8), a partir das 20h. A programação inicia as comemorações do Mês da Consciência Negra no local. Na primeira noite, sobem ao palco o hip hop do grupo Reflexo Aberto, o Maracatu Almirante do Forte, o Coco das Estrelas e o Afoxé Omin Sabá. As outras duas edições da Terça Negra acontecem nos dias 22 e 29 de novembro. Consciência Negra - Trinta dias  para exaltar a cultura, a religiosidade e a raça do povo negro. Assim é novembro, mês da Consciência Negra no Brasil. As comemorações se dão por conta do Dia Nacional da Consciência Negra, que é celebrado em 20 de novembro. A data foi criada em 2003 e instituída em todo o país pela lei nº 12.519, de 10 de novembro de 2011. Foi escolhida por coincidir com o dia da morte de "Zumbi dos Palmares", em 1695. O Dia da Consciência Negra procura refletir sobre a resistência do negro contra a escravidão de forma geral, desde o primeiro transporte de africanos para o solo brasileiro que aconteceu por volta de 1549. Programação: Dia 08/11 20h – Reflexo Aberto (hip hop) 21h – Maracatu Almirante do Forte 22h – Coco das Estrelas 23 – Afoxé Omin Sabá Dia 22/11 20h – Maracatu Leão da Campina 21h – Afoxé Ilê de Egbá 22h – Maracatu Porto Rico 23h – Afoxé Omô Bá Dê Dia 29/11 20h – Raízes de Quilombo 21h – Coco do Santiago 22h – Afoxé Alafim Oyó 23h – Os Filhos de Dona Maria (Brasília- DF)

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O que é uma cerveja “Puro Malte”? (por Rivaldo Neto)

Vez por outra nos deparamos com cervejas no mercado que estampam em seus rótulos a palavra “Puro Malte”. Mas o que isso quer dizer? Qual conceito indica que a bebida se encaixa nesse perfil? O malte de cevada, assim como o lúpulo, é um dos ingredientes mais importantes na produção da bebida, porém nem toda cerveja é puro malte. Os adjuntos, ingredientes alternativos ao malte, são utilizados com diversos objetivos, de acordo com o estilo da cerveja. As cervejarias de grande porte no Brasil produzem cervejas em sua maioria com cereais não maltados, como por exemplo, o milho e o arroz. Isso faz com que deem leveza ao líquido, mas com isso reduzem drasticamente o sabor do malte e o amargor do líquido, tecnicamente se chama standard lager, ou seja, uma cerveja essencialmente básica e sem grandes atrativos em seu sabor, tendo como objetivo simplesmente reduzir seus custos de produção para torná-la competitiva no “grande” mercado. Sabemos que a lei de pureza alemã obriga a cerveja a ter três ingredientes: a água, o lúpulo e o malte. Então, seguindo esses preceitos, a bebida que é produzida com essas normas é identificada como de “Puro Malte”. Mas vamos conhecer alguns rótulos de cervejas “Puro Malte” que vale muito a pena experimentarmos. Começando pela Sul Americana, a produção da cervejaria Cervejaria Sankt Gallen é uma de minhas preferidas. Tem a cor dourada, com 5,0%Vol, espuma branca de média persistência, possui um aroma predominantemente maltado, mas com o lúpulo aparecendo bem e levemente herbal. É uma cerveja de corpo leve bem refrescante, fácil de beber. Ponto positivo para o malte reforçado. Uma de suas curiosidades da Sul Americana é que em janeiro de 1880, D. Pedro II desce do seu palácio de verão, na Região Serrana, para visitar uma recém inaugurada cervejaria montada no Rio de Janeiro por imigrantes alemães que empregavam sua experiência na produção de cervejas diferenciadas. Como era grande incentivador da produção da bebida o Imperador foi convidado a abrir e apreciar a primeira garrafa. Outra cerveja interessante é a Paulistânia, a cervejaria Casa di Conti, um pouco mais leve que a Sul Americana, com 4,8%Vol, é levemente aromática, mas é bem encorpada, com bom amargor e um ótimo malte. Um detalhe é que ela é produzida com dois maltes e dois lúpulos em sua composição. Cerveja de personalidade, que entra suave e desce forte, exatamente o que se espera de uma cerveja do gênero. A Estrella da Galícia é de uma marca espanhola, mas está sendo produzida no Brasil também pela cervejaria Casa de Conti, uma cerveja bem elaborada, amarela clara e translúcida, amargor muito bom, com 4,7%Vol, malte muito bem resolvido e agradável, com uma espuma clara e de boa consistência e no final ela apresenta um dulçor que deixou a cerveja muito bem equilibrada. As cervejas “Puro Malte” são uma excelente opção para o verão, e sua refrescância as torna uma experiência gratificante para todos os amantes da bebida. MUNDO CERVEJEIRO Nada é tão bom que não possa ficar ainda melhor. E a Cervejaria Urbana acaba de comprovar essa máxima com sua mais nova experiência: a Gordelícia Aramis. Isso mesmo, a musa da Urbana, eleita a melhor cerveja das Américas pelo World Beer Awards 2015, ganhou uma receita com adição de Aramis, - a mais importante variedade de lúpulo aromático da região da Alsácia, na França, - que conferiu à bebida características herbais intensas, como toques cítricos e mentolados. *Rivaldo Neto (rivaldoneto@outlook.com) é designer e cervejeiro gourmet nas horas vagas

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De olho na escola do futuro

*Por Rafael Dantas Ao mesmo tempo em que a aula tradicional deixa de ser atrativa para os alunos, algumas escolas reagem e experimentam métodos inovadores de educação. Muitos deles estão ancorados no uso de novas tecnologias e todos baseiam-se num maior protagonismo do aluno. Sai de cena o professor como único transmissor de conhecimento e surge a aula comandada em parceria com o estudante. Mas para alcançar essa garotada, que é nativa digital, ou seja, já nasceu com a presença da internet, as instituições de ensino vivem um processo de transição. O uso de novas metodologias e softwares educacionais estão despertando o interesse do alunado. Apesar da presença do computador, projetores e internet na educação não ser um fenômeno novo, o professor Alexandre Mauro, do Colégio Fazer Crescer (CFC), considera que apenas agora as escolas pernambucanas trabalham com ferramentas digitais voltadas especificamente para a aprendizagem. “Como educadores, usávamos tecnologia feita para sociedade, adaptando os recursos para educação. A partir do momento em que temos gente desenvolvendo produtos, programas, aplicativos e jogos educacionais, aí temos muito mais que a simples interação do aluno com o professor”, afirma Mauro. A imersão do estudante nos assuntos é feita por um caminho mais autônomo do que apenas por livros e pela tutela do professor. Para o aluno Tibério Cerqueira, do terceiro ano do CFC, o uso das ferramentas digitais trazem o estudante ao mesmo patamar do mestre. “Estamos juntos construindo o conhecimento. Esses aplicativos ampliam essa interação de aluno e professor, que é o primeiro passo para uma grande mudança no âmbito da educação”. Com as novas plataformas, os alunos têm a possibilidade de escolher alguns caminhos próprios de estudo, como projeções multimídias, games educativos ou vídeos. Entusiasta da aplicação dos jogos digitais na educação, o aluno cita o uso do Minekraft (um game que permite a construção do espaço urbano usando blocos) no apoio escolar. "O aluno pode construir uma cidade ou um local agrícola num modelo real, com os conhecimentos que aprende em geografia, por exemplo. Há um aprendizado de urbanismo nesse caminho, que não é imposto pelo professor, bem distante da aula formal", exemplifica. Uma atividade recente, realizada pelo professor Rogério Cavalcanti, do CFC, sobre urbanização, somou a experiência de observar a cidade no Google Earth e no Street View e posteriormente de sentir o espaço público (a própria rua da escola) com os olhos fechados. “Essa experiência foi bem interessante, porque não ficamos só sentados em sala. Associamos a tecnologia com essa experiência na rua, onde observamos coisas que normalmente não tínhamos visto. Todos estavam ligados e atentos”, conta a aluna Marcela Coutinho, do segundo ano do ensino médio. Outra experiência bem sucedida das novas tecnologias na escola é o uso da plataforma Geekie no Colégio Equipe. Ela permite adaptar a aprendizagem de acordo com as necessidades específicas de cada aluno. “Nesse ambiente virtual os estudantes acessam videoaulas e respondem a questionários com perguntas relativas às disciplinas", explica Felipe Cavalcanti, auxiliar de coordenação na operação de ferramentas digitais. "Os erros e acertos dos alunos nesse ambiente geram um relatório que indica que conteúdos precisam ser reforçados". Outros dois sistemas, o Missu e o FTD Digital, também são usados por estudantes para questões e simulados do Enem e de vestibulares e permite acessar conteúdos pedagógicos extras. Também geram relatórios. “Com os simulados disponíveis nessas plataformas, os docentes passam a dispor de mais tempo para a orientação dos alunos, pois deixam de investir muito da sua carga horária na elaboração e correção de provas”, avalia o professor Armando Vasconcelos, diretor do Equipe. Outra característica das novas ferramentas é apoiar o professor a repensar sua aula. Fora do convencional. Através de parceria com o Google for Education, algumas escolas recifenses criam um espaço voltado para estimular novas práticas pedagógicas: a Sala Google. “É um lugar para pensar junto com alunos e professores novos roteiros de aulas e sequências didáticas que saiam do formato tradicional de ensino. A função dessa sala é mesclar a tecnologia com roteiros criativos. A própria arquitetura do ambiente é um cenário diferente, planejado para uma interação mais dinâmica”, avalia Jaime Cavalcanti, assessor de tecnologia educacional do Colégio Boa Viagem, pioneiro nessa iniciativa. Projeções multimídias, videoconferências e acesso a mapas virtuais e softwares de edição compartilhados são algumas alternativas de uso desse espaço. Na análise dos especialistas, a chegada desses mecanismos ao meio escolar motiva os alunos e desafia os professores. Um case de sucesso pernambucano nesse segmento é a OJE (Olimpíada dos Jogos Digitais em Educação). Desenvolvido pela Joy Street, que tem Luciano Meira como cientista-chefe. A plataforma consiste em uma rede social com vários jogos digitais, dispostos na forma de desafios ao longo de uma aventura que articula habilidades cognitivas e colaborativas. Os alunos cadastrados na plataforma disputam competições em equipes envolvendo todas as escolas da rede pública que dispõem do serviço. “A Olimpíada funciona como uma gincana, as pessoas se reúnem para competir. Nosso mantra é associar a aprendizagem com o diálogo e a diversão”, explica Luciano. ALUNOS-PROGRAMADORES.Outra inovação ousada é levar os alunos a fazerem a programação. Essa experiência tem sido vivida pela Escola Técnica Estadual Cícero Dias/NAVE. Lá os estudantes optam pelos cursos técnico em programação ou design de jogos. A infraestrutura tecnológica de ponta e a presença de professores oriundos do Cesar alavancaram o engajamento. Na escola, os alunos são desafiados a trabalhar ao longo do ano em projetos de sua escolha, que integram eventos como o Decola. “Trata-se de uma ponte entre o estudante e o mercado de trabalho. Ele apresenta seus projetos para uma banca examinadora, composta por professores da UFPE e empresários da área de TI”, afirma Aldineide de Queiroz, gestora da ETE Cícero Dias. O professor Carlos Burgos lembra que os projetos são de muita qualidade. “Temos vários alunos muito engajados. Eles são desafiados a desenvolverem trabalhos inovadores. Em algumas ocasiões, as turmas se unem para criar de forma conjunta, aplicativos ou jogos”. A aluna Victória Pinheiro, por exemplo, que pretende fazer o vestibular para medicina, já está desenvolvendo

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