Arquivos Notícias - Página 661 De 682 - Revista Algomais - A Revista De Pernambuco

Notícias

IBGE completa 80 anos

Nas últimas oito décadas, o Instituto não apenas testemunhou as profundas transformações econômicas, sociais e ambientais ocorridas no país; ele contou a história dessas transformações. E contou de uma forma como só o IBGE, com seus levantamentos sistemáticos e a presença em todo o território brasileiro, poderia contar. Uma história que permite aos governantes, ao setor privado e a cada cidadão brasileiro compreender melhor o país e seus moradores, empreender mudanças e buscar os avanços desejados e necessários. Como esta é uma tarefa incessante e de proporções literalmente continentais, os anos passam, mas a missão do IBGE, de “retratar o Brasil com informações necessárias ao conhecimento de sua realidade e ao exercício da cidadania”, nunca envelhece. Para cumprir essa missão, o IBGE conta com a confiança e a colaboração da população e das empresas, além do trabalho e dedicação de seus cerca de 11 mil funcionários (entre permanentes e temporários), atuando na sede, no Rio de Janeiro, em unidades nas capitais dos 27 estados brasileiros e nas 584 agências distribuídas por todo o país. Completar 80 anos é um marco importante na trajetória do IBGE e não há forma melhor de celebrar do que convidando o país a se aproximar ainda mais desta instituição, que é um patrimônio de todos. O IBGE foi idealizado e fundado pelo baiano Mário Augusto Teixeira de Freitas (1890/1956). Iniciou suas atividades em 1936, com o nome de Instituto Nacional de Estatística (INE) e o objetivo de articular e coordenar as pesquisas estatísticas existentes no país. Em 1937 incorporou o Conselho Brasileiro de Geografia, passando a se chamar Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística. Para conhecer mais sobre nossa história, visite o site da Memória Institucional. Ao longo dessas oito décadas, o IBGE mostrou um Brasil que deixou de ser um país rural e se tornou urbano, com uma população que quase quintuplicou, passando de 42 milhões para 205 milhões de pessoas, vivendo cada vez mais e tendo cada vez menos filhos. Acompanhou as mudanças e a diversificação da estrutura da economia do país, que é ainda marcada pela forte concentração nos grandes centros e por intensas desigualdades sociais e regionais. Revelou que a estrutura das famílias se diversificou, indo muito além do tradicional casal de sexos diferentes com filhos, e mostrou como seus padrões de consumo sofreram alterações. Registrou que a internet chegou a 42% dos lares e já é utilizada por mais de 95 milhões de pessoas – embora mais de 1/3 dos domicílios ainda não tenham rede de esgoto. Mostrou que houve avanços importantes na educação e em relação à igualdade de gênero e cor/raça, mas que ainda há muitos jovens fora da escola, que as mulheres que trabalham ainda ganham cerca de 70% do rendimento dos homens e que a situação dos pretos e pardos em diversos indicadores sociais não chega ainda ao patamar da alcançada pelos brancos dez anos atrás. Investigou como o território nacional foi ocupado e modificado pelos mais diversos usos e documentou as alterações nos aspectos físicos dos 8.515.767,049 km2 de Brasil, como as mudanças nos limites político-administrativos, nos pontos extremos e nas alturas dos pontos culminantes do país, bem como as oscilações no nível médio do mar. Todas as informações produzidas pelo IBGE seguem padrões, metodologias e princípios fundamentais públicos e recomendados internacionalmente, entre os quais se destacam imparcialidade, ética, transparência, igualdade de acesso, eficiência e confidencialidade. O site na internet é a principal porta de entrada para o IBGE. Aqui é possível ter acesso a todos os resultados do trabalho do Instituto nas áreas de estatística e geociências; a produtos especiais dedicados a crianças, jovens e professores; além de conhecer os perfis das 27 Unidades da Federação e dos 5.570 municípios brasileiros. Também é possível saber como o Brasil está em relação aos demais países do mundo no que diz respeito a uma série de indicadores sociais, econômicos, ambientais e demográficos. O IBGE tem um abrangente banco de dados que pode ser acessado gratuitamente, um portal de mapas sobre os mais diversos temas, com uma ferramenta de mapas interativos, e uma biblioteca digital, onde é possível consultar e baixar, também sem custo, publicações atuais e históricas, como os Censos Demográficos desde 1872. Todas as divulgações do Instituto estão disponíveis na nossa Sala de Imprensa. O IBGE também está nas redes sociais Facebook, Twitter, Instagram e no Youtube, onde, entre outros, um conjunto de vídeos, da série “IBGE Explica”, detalham conceitos, definições e a importância de alguns de nossos estudos e pesquisas. Em 2016, o IBGE coroou seus 80 anos assumindo a importante tarefa de dirigir as discussões a respeito da produção e disseminação de estatísticas oficiais, a partir da eleição de sua presidente, Wasmália Bivar, como primeira mulher latino-americana a presidir a Comissão de Estatísticas da ONU. A trajetória e o reconhecimento internacional levam o IBGE a se reposicionar constantemente diante dos desafios contemporâneos. Atualmente o Instituto participa ativamente do processo de formulação dos indicadores de monitoramento dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), eixo central da Agenda 2030 para os países das Nações Unidas. E como o tempo corre rápido, na velocidade das mudanças tecnológicas, o IBGE não para. Aos 80 anos, renova a cada dia a energia e a disposição para continuar fazendo parte da vida do Brasil e dos brasileiros.

IBGE completa 80 anos Read More »

Rubem Rocha Filho – o eco da saudade… (Por Romildo Moreira)

São oito anos de ausência da ribalta pernambucana. O dramaturgo, ator, encenador e professor de teatro Rubem Rocha Filho partiu para a eternidade (como diria Nelson Ferreira) em 28 de maio de 2008, deixando na cidade que escolheu para viver, Recife, uma vasta legião de admiradores, que não se restringe ao segmento teatral, mas extensiva está a toda uma roda viva intelectual da Veneza Brasileira. Com berço carioca (1939), formação acadêmica americana na Wesleyan (em Connecticut) onde cursou Dramaturgia, extensão profissional em Londres, escrevendo e produzindo programas de rádio para a BBC, com o requinte de ter feito teatro na Academia Silvio D’Amico, em Roma, Rubem Rocha Filho se reeducou como brasileiro na capital pernambucana, inicialmente tragado pela cultura popular nordestina que lhe fora apresentada por Hermilo Borba Filho e na sequência, por irmana-se com o jeito pernambucano de ser, mantendo, involuntariamente, o sotaque das terras de São Sebastião do Rio de Janeiro. No mais, Rubem era Pernambuco em primeiro lugar. Foi em Recife que ele pôde se dedicar com mais afinco a sua produção literária, com ressonância nacional, tanto na dramaturgia quanto em ensaios que publicou. E é desta última categoria literária que passamos a discorrer, tendo como recorte dois títulos imprescindíveis aos que fazem teatro, que são: A personagem dramática e Anjo ou Demônio, malandro ou herói. Estes dois trabalhos engrandecem a bibliografia do teatro brasileiro, pelo olhar profundo de um ensaísta comprometido com o mundo submerso, lançando olhares que pululam todos os aspectos do fazer teatral, recusando-se a ficar na leveza de uma superficialidade de estudo para a sua escrita. Daí o sucesso. Daí a contribuição ensaística ao teatro brasileiro. Daí, A personagem dramática ser o trabalho escolhido em 1º lugar no VII Concurso Nacional de Monografias – Prêmio Bricio de Abreu 1983/1984 do Ministério da Cultura, por uma Comissão Julgadora formada por Décio de Almeida Prado, Sábato Magaldi e Yan Michalski. É corrente entre artistas, críticos e pesquisadores do teatro brasileiro a afirmação que o ensaio de Sábato Magaldi intitulado O texto no teatro (Ed. Perspectiva, São Paulo 1989) e o de Rubem Rocha Filho A personagem dramática (Ed. minC – INACEN, Rio 1986), se complementam, oferecendo uma ampla possibilidade de técnica de análise dramática, formando, juntos, uma extraordinária contribuição da escritura teatral brasileira para o teatro ocidental na atualidade. Quanto a Anjo ou Demônio, malandro ou herói (Ed. Fundação de Cultura Cidade do Recife – 1998), ensaio vencedor do Prêmio Jordão Emereciano do Conselho de Cultura da Prefeitura do Recife em 1997, Rubem torna sólida uma pesquisa sobre a presença do negro no teatro brasileiro, para o qual foi maturando o assunto em diversas oportunidades, entre as quais o artigo que escreveu em 1968, meio às comemorações aos 80 anos da Abolição da escravatura, passando pelas discussões ocorridas em um Seminário realizado na Fundação Joaquim Nabuco, no Recife, que tratava da presença do negro em nossa dramaturgia, assim como no II Congresso Afro-brasileiro, também promovido por esta mesma Fundação. Do prefácio desta publicação, assinado por Lucila Nogueira, destacamos os dois últimos parágrafos que diz: “… Anjo ou demônio, malandro ou herói é leitura obrigatória, não só para estudiosos do nosso Teatro, mas para quem deseja conhecer mais das atitudes de um Brasil que escamoteia seu racismo. – Trata-se, na estatística teatral brasileira, de obra viva, corajosa e única, a partir, inclusive da sedução de sua escrita”. – Aqui, aproveitamos para recomendar às obras citadas a novíssima geração de artistas da cena local. Pois bem, no eco da saudade, o alento de uma obra que permanece no convívio de pessoas que dedicam a sua existência a arte teatral, aqui e alhures, agora e para sempre. Obrigado Rubem! Romildo Moreira – ator, autor e diretor teatral

Rubem Rocha Filho – o eco da saudade… (Por Romildo Moreira) Read More »

Uma IPA Hop com personalidade (Por Rivaldo Neto)

A Burgman é uma cervejaria da cidade de Sorocaba-SP, vem se destacando na produção de cervejas artesanais e já dispõe de interessantes estilos, com muito equilíbrio e destaque no sabor. Há 10 anos no mercado, a cervejaria tem uma produção mensal de aproximadamente 100 mil litros/mês. Sempre em processo de inovação e lançando novos rótulos, a Burgman usa na sua produção, maltes e lúpulos importados, insumos que fazem toda a diferença para os apreciadores de plantão. Para os amantes de uma cerveja que agregue frescor e amargor marcante, mas sem ser agressivo, uma excelente pedida é a Ipa Hop. Vendida em garrafas de 600ml, possui uma graduação de 6%vol, tendo uma tonalidade amarelo escura, sendo um pouco turva, pois não é filtrada, para receber o dry-hopping, contendo boas porções de lúpulo Cascade. Explicando melhor, o dry-hopping é um processo que faz com que a cerveja fique mais “potente”, é um método essencialmente inglês, que se popularizou nos EUA, que consiste em colocar o lúpulo durante o processo de fermentação, o que também intensifica a aromatização da bebida. Deve ser servida em copos estilo “Pints” ou caldereta. Esse tipo de cerveja pode ser harmonizado com um simples caldinho de feijão, ou queijos como o Gouda, roquefort ou Brie. Ou também com comida mexicana, pois a sua refrescância, dá um toque ideal para contrabalancear com sabores, digamos, mais intensos. Essa cerveja tem um preço que varia de R$ 22,00 a R$ 28,00, sendo facilmente encontrada nos estabelecimentos que comercializam cervejas artesanais, ou bares que tenha uma boa carta da bebida. *Rivaldo Neto é designer e cervejeiro gourmet na horas vagas  

Uma IPA Hop com personalidade (Por Rivaldo Neto) Read More »

Bolsas de doutorado na Europa para áreas de tecnologia e arte criativa

O Projeto EBW+ recebe até o dia 31 de agosto candidaturas para sua 3ª Convocatória, aberta a estudantes brasileiros de doutorado que desejem realizar um período de estudos/investigação de um ou dois semestres na Europa. Para serem elegíveis, os estudantes devem estar matriculados num curso de doutorado na área de Artes Criativas (música, design, dança, cinema) ou Engenharia/Tecnologia numa Instituição de Ensino Superior do Brasil, parceira ou não do programa . A bolsa cobre taxas de matrícula na instituição de acolhimento, viagem de ida e volta, seguro completo de acidente, saúde e viagem e um auxílio mensal de € 1500 euros para cobrir despesas de subsistência. A candidatura deve ser feita através do site do projeto. As mobilidades serão iniciadas em 2017 e os destinos elegíveis são: Technische Universität Dresden (Alemanha), Université Lille 3 (França), Université de Rouen (França), Rigas Tehniska Universitate (Letônia), Università ta’ Malta (Malta) e Uppsala Universitet (Suécia). (Da UFPE)

Bolsas de doutorado na Europa para áreas de tecnologia e arte criativa Read More »

Não, a culpa não é das mulheres

Entre tantos detalhes cruéis que envolveram a jovem de 16 anos, estuprada por 33 homens no Rio, chama a atenção a mensagem que ela postou no Facebook depois do terrível acontecido: “obrigada pelo apoio de todos. Realmente pensei que seria julgada mal.” Na certa a jovem acreditou que a sociedade impingisse a ela a culpa por ter sido violentada. E esse pensamento não foi à toa. Muitas mulheres nem chegam a fazer a denúncia após o estupro, temendo ser acusadas por ter seduzido os homens. Para muitos brasileiros não faltam razões para pensar dessa forma: a mulher estava com roupas curtas, bebendo, em lugar e hora errados. Um pensamento, que como lembrou a jornalista Claudia Colluci, em artigo na Folha de S. Paulo, chegou a ser revelado em pesquisa do Ipea, de 2014: 26% dos entrevistados consideram que “mulheres que usam roupas que mostram o corpo merecem ser atacadas”. Mais recentemente, a revista Veja elogiou a mulher do presidente interino Michel Temer, Marcela, entre outros atributos por ser “recata”. O que causou críticas e sátiras nas redes sociais. Ora, não se trata de criticar a primeira-dama interina – afinal, todos têm o direito de ser o que são. Como diria o mestre Caetano Veloso, cada um sabe a dor e a delícia de ser o que é. O que não se pode, porém, é colocar o recato como um padrão ideal a ser seguido pela população feminina. Mulheres são vistas pelos homens como objetos sexuais e não como seres humanos que têm o direito de se vestir e andar como bem entendem. Esse é o real motivo que as tornam vítimas de atos de barbárie. Um ponto positivo é que a terrível experiência da jovem carioca provocou repúdio nas redes sociais e levantou revelou a chamada “cultura do estupro”. Já passou da hora de expurga-la de nossa sociedade. Cláudia Santos

Não, a culpa não é das mulheres Read More »

Temer anuncia departamento especial sobre mulher na PF

O presidente interino, Michel Temer, divulgou hoje (27) nota de repúdio ao estupro de uma jovem de 16 anos, no último fim de semana, no morro São José Operário, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio de Janeiro. De acordo com o relato da jovem à polícia, ela teria sido violentada por 33 homens. Na mesma nota, Temer diz que irá criar um departamento na Polícia Federal para investigar crimes contra a mulher. “É um absurdo que, em pleno século 21, tenhamos que conviver com crimes bárbaros como esse”, avaliou Temer. O comunicado destaca que o Ministério da Justiça e Cidadania convocou uma reunião para a próxima terça-feira (31) com secretários de segurança pública de todo o país em uma tentativa de combater a violência contra mulheres. Ainda segundo Temer, será criado um departamento na Polícia Federal – semelhante à Delegacia da Mulher da Secretaria de Segurança Pública de São Paulo – para agrupar informações estaduais e coordenar ações em todo país. Quando atuou como secretário de Segurança do governo de São Paulo, Michel Temer instituiu a primeira Delegacia da Mulher no Brasil. “Nosso governo está mobilizado, juntamente à Secretaria de Segurança Pública do Rio de Janeiro, para apurar as responsabilidades e punir com rigor os autores do estupro e da divulgação do ato criminoso nas redes sociais”, concluiu o presidente interino. Mais cedo, o ministro da Justiça e Cidadania, Alexandre de Moraes, divulgou nota de repúdio ao estupro. No comunicado, o ministro afirma repudiar veementemente o que chamou de crime hediondo praticado contra a adolescente. O estupro, na avaliação de Moraes, representa a maior violência à dignidade da mulher e deve ser duramente reprimido. Caso A Polícia Civil do Rio de Janeiro já identificou quatro homens suspeitos de terem participado do estupro de uma jovem de 16 anos, no fim de semana passado, no morro São José Operário, em Jacarepaguá, zona oeste do Rio. De acordo com relato da jovem à polícia, ela teria sido estuprada por 33 homens. Em depoimento à polícia, a adolescente contou que foi visitar o namorado em uma casa no alto da comunidade que era usada por homens ligados ao tráfico de drogas na região. Imagens postadas pelos supostos agressores no Twitter geraram indignação ao mostrarem a menina desacordada e nua. No vídeo, um homem admite: “uns 30 caras passaram por ela”. Dos quatro identificados até o momento, dois são suspeitos de terem divulgado as imagens nas redes sociais; um é o rapaz que tinha um relacionamento com a jovem; e o quarto identificado aparece no vídeo ao lado da garota. Em nota, a Polícia Civil informa que a Delegacia de Repressão aos Crimes de Informática (DRCI) e a Delegacia da Criança e do Adolescente Vítima (DCAV) estão trabalhando de forma integrada na investigação do crime. A vítima do estupro coletivo foi levada na manhã de ontem (26) para o setor de ginecologia do Hospital Maternidade Maria Amélia, no centro do Rio, onde fez exames e tomou medicamentos para evitar doenças sexualmente transmissíveis e aids. Piauí No Piauí, a Polícia Civil também investiga caso de estupro coletivo, com a participação de pelo menos cinco pessoas que teriam violentado uma adolescente de 17 anos no município de Bom Jesus na última sexta-feira (20). Até o momento, quatro menores de idade e um rapaz foram presos suspeitos de participação no crime. De acordo com a corporação, a jovem foi encontrada amarrada em uma obra abandonada. A vítima precisou receber atendimento médico, mas já recebeu alta. Após uma briga com o namorado, ela teria ingerido bebida alcoólica e os suspeitos se aproveitaram do momento para cometer o crime. A Polícia Civil ainda aguarda o resultado de exames periciais. Em nota divulgada ontem (26), a ONU Mulheres Brasil se solidarizou com a jovem e com a adolescente de 16 anos também vítima de estupro coletivo no Rio de Janeiro. No comunicado, a entidade pede ao Poder Público dos dois estados que seja incorporada a perspectiva de gênero na investigação, no processo e no julgamento dos casos. A organização também pede à sociedade brasileira “tolerância zero” a todas as formas de violência contra as mulheres e a sua banalização. (Da Agência Brasil)

Temer anuncia departamento especial sobre mulher na PF Read More »

Mulher, por que choras?

“Mulher, por que choras?” (João 20.13) Choro porque sou mulher. Choro porque sou brasileira. Choro porque hoje várias mulheres brasileiras foram vítimas dos mais variados tipos de violência. E, de modo mais específico, choro pelo caso da adolescente que foi estuprada por 33 homens no Rio de Janeiro. Tal fato aconteceu no Brasil que é conhecido como o país do futebol e do carnaval, do povo alegre e amistoso. Choro porque os filhos e as filhas desta terra foram gerados por meio de muitos estupros. Várias índias foram estupradas por colonizadores, várias negras foram estupradas por seus “senhores” e, certamente, diversas mulheres europeias foram violentadas pelos seus maridos. Infelizmente, nossa terra foi povoada por meio de várias formas de violências contra inúmeras mulheres. Choro porque nós, cristãos, dedicamos muito do nosso tempo discutindo sobre Calvinismo e Arminianismo e em contra partida empenhamos tão pouco do tempo no cuidado aos órfãos e as viúvas (Tiago 1.27). Aprendemos a realizar grandes eventos e esquecemo-nos de se compadecer das grandes dores que assolam nossa terra. Produzimos “profetas” com poderes mágicos e nos afastamos dos exemplos de profetas e profetisas do Antigo Testamento que eram porta vozes para denúncia da injustiça e opressão sofrida pelo povo. Choro por que devido ao nosso silêncio as pedras estão clamando. Hoje, antes de sair de casa para o trabalho, dei um xero em Natan (meu sobrinho de apenas 1 ano e 1 mês de idade) e lhe disse “Deus te abençoe e te faça um homem de bem”. Com isso, refleti sobre a minha responsabilidade na educação dos meninos que passam e passarão pela minha vida. Preciso ser um instrumento de Deus para que eles sejam homens de bem. Preciso fazer a parte que me cabe para que meus sobrinhos, primos e amigos aprendam que devem amar as mulheres como amam a eles mesmos. Que os culpados pelo crime sejam responsabilizados! Mas isso não é o bastante. Saiba que não são apenas 33 ou 303, 3.003, 30.003… Na verdade existe algo que é para além do individual e que alimenta essa dinâmica da violência. Existe uma cultura do estupro que gerou nosso país e que permanece nele a mais de 500 anos. Muitas vezes de maneira camuflada e também de modo explícito podemos observar a manutenção dessa cultura nas nossas músicas, comerciais, filmes, piadas e em tantos outros meios de propagação de idéias. Acredito que não basta colher os “frutos pobres”, se faz necessário olhar a raiz dos males. Enfim, não podemos fechar os olhos. Resolvi escrever esse texto para compartilhar o meu choro e, também, na esperança de levar alguns amigos e algumas amigas a refletir sobre a nossa responsabilidade diante desse problema. Nós podemos e devemos fazer a nossa parte. Acredito que existem mais de 33 homens que também choram diante dos casos de estupros e outras formas de violências sofridas pelas mulheres, peço a vocês que, por favor, não se calem. Vamos todas e todos, mulheres e homens, vamos chorar, denunciar, educar, transformar. Desejo que Deus inquiete vocês diante dessa realidade e também que se sintam convocados a modificá-la. *Quézia Cordeiro é psicóloga

Mulher, por que choras? Read More »

Divida pública federal cai 3%

A Dívida Pública Federal (DPF) apresentou redução, em termos nominas, de 3,01% em abril na comparação com março, ao passar de R$ 2,886 trilhões para R$ 2,799 trilhões. Os dados, que incluem o endividamento interno e externo, foram divulgados hoje (27) pelo Tesouro Nacional. É a primeira queda mensal desde janeiro. O coordenador-geral de Operações da Dívida Pública, do Tesouro Nacional, Leandro Secunho, destacou que a redução se deve a um vencimento elevado de títulos prefixados no mês, já esperado. Ele enfatizou também que existe um cenário bastante positivo em relação às medidas anunciadas pelo governo, como a intenção de criar um teto para gastos públicos. “Existe um cenário bastante positivo. Temos visto demandas relevantes para os nossos leilões. Existe uma expectativa em relação a essas medidas. Uma expectativa não só às medidas, mas também em relação ao governo, e o cenário parece bastante positivo. É isso que temos visto em termos de demanda nos nossos leilões”, explicou. O endividamento do Tesouro pode ocorrer por meio da oferta de títulos públicos em leilões, pela internet (Tesouro Direto) ou pela emissão direta. Outro fator de elevação pode se dar pela assinatura de contratos de empréstimo. No mês de abril, as emissões da DPF corresponderam a R$ 52,74 bilhões, enquanto os resgates alcançaram R$ 161,33 bilhões, resultando em resgate líquido de R$ 108,60 bilhões. A Dívida Pública Mobiliária Federal interna (DPMFi) teve o estoque reduzido em 3,03% ao passar de R$ 2,753 trilhões para R$ 2,670 trilhões. A DPMFi é a dívida pública federal interna em circulação no mercado nacional. Com relação ao estoque da Dívida Pública Federal Externa (DPFe), houve redução de 2,70% na comparação com o resultado do mês anterior, chegando a R$ 129,60 bilhões, equivalentes a US$ 37,95 bilhões. Desse total, R$ 117,71 bilhões (US$ 34,47 bilhões) referem-se à dívida mobiliária (títulos), e R$ 11,89 bilhões (US$ 3,48 bilhões), à dívida contratual. DPFe é a Dívida Pública Federal existente no mercado internacional paga em outras moedas. De acordo com o Tesouro Nacional, a variação da DPFe deveu-se principalmente pela valorização do real em relação as moedas que compõem o estoque da dívida externa. De acordo com o Plano Anual de Financiamento (PAF), o governo estima a Dívida Pública Federal, em 2016, entre R$ 3,1 trilhões e R$ 3,3 trilhões. (Da Agência Brasil)

Divida pública federal cai 3% Read More »

Para voltar a ouvir

O implante coclear é um recurso da medicina que tem permitido a pessoas com problemas graves de audição ter a felicidade de voltar a ouvir. Trata-se de um dispositivo que não amplia o som como os aparelhos para a surdez convencionais, mas substitui as células auditivas danificadas, estimulando diretamente o nervo responsável pela audição. Ele é implantado por meio de uma cirurgia. Possui uma porção externa, acoplada logo atrás da orelha, e uma porção interna, que é colocada dentro da orelha do paciente. Segundo a otorrinolaringologista Patrícia Santos do Hospital Agamenon Magalhães, sua indicação abrange diversos critérios, mas em linhas gerais pode ser usado por pessoas com perda auditiva severa a profunda, com problemas de audição bilateral (nas duas orelhas) e que não conseguem ter resultados satisfatórios com os aparelhos auditivos convencionais. “Em bebês, o diagnóstico é feito durante o teste da orelhinha”, informa a médica. O exame consiste na colocação de uma espécie de fone acoplado na orelha da criança que emite sons de fraca intensidade e recolhe as respostas dadas pelo bebê. Se ela der negativa, já é possível a colocação do aparelho. Segundo Patrícia, a intenção é realizar cirurgias em crianças que ainda não falam para que sejam estimuladas desde cedo. “Nosso intuito é fazer o Assim, a criança vai falar tudo no futuro. É como ela não tivesse nenhum problema de audição. Se for mais tarde, a dificuldade é bem maior”, afirma. Apesar de ter passado da idade ideal para realizar o procedimento, Lucas Coelho Diniz, de 4 anos, já colhe os frutos da cirurgia. O pequeno fez a intervenção em fevereiro, mas, de acordo com mãe Rosiane Coelho, a melhora já é visível. “Apesar do pouco tempo de cirurgia, ele já nos entende e também já conseguimos entender o que ele quer. A principal melhora foi na convivência com todos, porque é bem complicado viver com alguém,mas não saber o que ele quer e ele também não saber o que estamos falando ou sentindo”, diz. Mas não são só as crianças as contempladas com o implante. Adultos e idosos também podem se beneficiar. Foi o caso de Enoque Martiniano da Silva, de 47 anos. “Eu ouvia normal, mas, aos poucos, comecei a perder a audição, até o momento que percebi que eu não estava escutando bem. Fui ao hospital, os médicos me examinaram e viram que eu tinha algo chamado de ‘perca em rampa’. Perdi cerca de 67% da capacidade auditiva”, conta Enoque. “Estou usando o implante coclear desde o início de 2015. Eu usava o aparelho auditivo desde 2010, mas ele não resolveu o problema. O implante, por outro lado, melhorou muito minha dificuldade”, completa. Entretanto, para quem pensa que o retorno da audição é instantâneo, Enoque faz uma ressalva. “Ele funciona, mas quando saí da sala de cirurgia pensava que já estaria ouvindo tudo, mas não ouvi nada. Porque requer um tempo até colocar o aparelho, fazer alguns ajustes e exames também. A partir do momento que o aparelho é ligado, a audição retorna 100%”, afirma. Enoque conta que a interação com as pessoas, após a cirurgia, melhorou. Apesar de já utilizar aparelho há mais de um ano, a adaptação ainda não está concluída. “Existem diversos locais que eu desligo o aparelho, porque o barulho incomoda mais a quem não escuta. Quem tem audição vai se acostumando com o barulho desde o momento do nascimento. Eu não sou assim”, comenta. “Tenho me acostumado novamente com os sons desde o início de 2015. Preciso desligar o aparelho para dormir, então cada amanhecer é um novo aprendizado”, explica. “Toda vez que ligo o aparelho vem uma explosão de sons. Minutos depois, acabo entrando no ritmo normal, aí já não incomoda tanto”, relata.

Para voltar a ouvir Read More »

Encontro de carros antigos no Paiva

Neste sábado (28), a Reserva do Paiva vai receber um evento especialmente para os amantes dos carros. Realizado pelo Empório Gourmet, o 1º Encontro de Automóveis Antigos da Reserva do Paiva reunirá colecionadores do Clube de Automóveis Antigos de Pernambuco (Caape), considerado o maior do Nordeste. A exposição tem início marcado para as 10h. A entrada é gratuita. Para o evento, os expositores do Caape vão se reunir às 9h na Praça de Casa Forte e, em seguida, na Praça do Derby, de onde partirão em desfile até o Paiva. Chegando lá, os carros ficarão expostos até às 16h. Durante o Encontro, o público poderá ver e conhecer verdadeiras raridades automobilísticas nacionais e importadas produzidas entre as décadas de 20 e 80, como o Chevrolet Bel Air, Ford 29, Opala e Dodge Dart. Além da exposição, o evento também contará com um espaço kids gratuito para as crianças brincarem durante todo o dia enquanto os pais apreciam os automóveis. SERVIÇO: 1º Encontro de Automóveis Antigos da Reserva do Paiva Endereço: Avenida A, n.4616, quadra G1, Lote 1A, Reserva do Paiva, Cabo de Sto Agostinho. Domingo, 28 de maio, das 10h às 16h Entrada Gratuita Informações: (81) 3102-1062

Encontro de carros antigos no Paiva Read More »