Arquivos Notícias - Página 662 De 682 - Revista Algomais - A Revista De Pernambuco

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A arte de aprender com as críticas

Já houve um tempo em que o ato de escrever era submetido a condições restritas. Uma delas obrigava o pretenso escritor ser um indivíduo talentoso e ungido pela benção da inspiração, espécie de sopro divino que o distinguia dos simples mortais para dotá-lo de clarividência capaz de exercer a literatura, dentre as formas de expressão das artes. A outra condição imposta aos afeitos ao ofício da escrita, em priscas eras, também considerava imperiosa a reclusão do escriba num local longe do mundo e das pessoas. Em resumo, para ser escritor seria preciso ter talento, a tal inspiração, e para escrever, teria que se enfurnar num esconderijo qualquer. A rigor, com a marcha inexorável do tempo, tais conceitos ruíram, embora aqui e ali apareça quem tente soerguê-los. Para os que militam no âmbito da escrita, uma carreira literária se faz de labor e persistência. A esta assertiva, acrescentam: “O gênio é 1% inspiração, 99% transpiração”. Existe quem afirme que a inspiração está na origem da trama ou enredo, escolha do tema, na criação dos personagens e tudo mais é creditado à materialidade da escrita, transformada em trabalho intenso e permanente: escrita, reescrita, revisão, reescrita, revisão, reescrita… É um ofício interminável, que tomará meses ou anos, às vezes, para consolidar uma única obra. O fator isolamento também passou a ser questionado. É possível ao aficionado da escrita captar uma frase, um verso, uma ideia, em meio a uma conversa de mesa de bar, viagem de trem, dirigindo automóvel e anotá-la num pedaço de papel qualquer, quem sabe num guardanapo ou no telefone móvel, para usá-la no momento devido, sentado diante da página em branco ou do teclado de um computador, e assim produzir um texto na esperança de que alguém, em algum lugar, em algum tempo, se disponha a ler. No apoio às tarefas de escrever, reescrever, revisar, reescrever, mora a essência de uma oficina de criação literária. Ali o antigo conceito do isolamento sucumbe diante do compartilhamento das ideias, acolhimento de sugestões, experimentos e o disseminar do conhecimento. Neste processo, a partir da leitura de outros escritores, surgem as alternativas focadas nas técnicas de composição, em conteúdo e estética, que refinam as peças literárias. Não é fácil chegar à notoriedade pela prática do escrever. Mesmo os que vencem costumeiros concursos oficiais, veem seu texto publicado em forma de livro, recebem os prêmios, algum destaque na mídia, (subordinado aos espaços existentes) e pronto: saem de cena. Em condições normais, o autor levará anos para obter algum tipo de reconhecimento, e muito mais tempo para ganhar algum dinheiro com o que escreve. O tempo e esforço serão maiores do que qualquer retorno pessoal. As horas investidas, trabalhando sobre o texto, vão experimentar críticas amargas, que, todavia não deve contribuir para arrefecer seu entusiasmo. É possível, no entanto, que ao participar de uma oficina tais obstáculos sejam atenuados no caminhar do escritor. Formados de pessoas apegadas ao hábito de ler e escrever, os grupos de oficina trabalham no sentido de fazer da estética sua missão precípua. A paixão pela arte, cultivada no âmbito de cada oficina, entretanto, não deve abraçar exageros, como pregava Gustave Flaubert, que afirmava “ser mais emocionante encontrar uma bela frase de que amar uma bela mulher”, sinal do Realismo que mais tarde, segundo críticos da época, se transformaria em movimento literário, sendo Flaubert seu grande ícone. Mas voltando ao exercício das oficinas, é interessante destacar a convivência fraterna, o compromisso de ajuda mútua, aliadas à busca dos mesmos ideais, presentes no nosso grupo de estudos. É comum a troca de livros, o intercâmbio de textos, dicas de pesquisas, a ação compartilhada pela solução de dúvidas etc., atitudes que exercem certo fascínio entre os participantes e dão origem à construção de sólidas amizades. A prática recente das oficinas de criação literária por aqui foi inaugurada pelo premiado escritor Raimundo Carrero. Inovador em intenções e gestos, estudioso das técnicas de ficção literária, carrega dentre as incontáveis virtudes do seu perfil o fato de disseminar o que sabe, sem guardar para si o fruto das suas análises e pesquisas. E foi da oficina de criação literária conduzida por Carrero que surgiram e se aperfeiçoaram expressivos nomes à literatura, gente exitosa em certames de diversos gêneros. Nesse clima, frequentamos com a devida assiduidade as suas aulas de 2000 a 2010, armazenando os ensinamentos, acumulando experiências, hoje transferidas a duas turmas de participantes presenciais e um grupo via internet. Mantendo os passos aprendidos na caminhada ao lado dele, estamos cientes que cabe ao participante de uma oficina despir-se de vaidade, a submeter-se à orientação crítica dos mais experientes. Do lado do facilitador, é fundamental gerir as suscetibilidades, ao mesmo tempo entender que o novo escritor precisa de estímulo, ou no máximo um discreto elogio que sirva de incentivo para conduzi-lo às próximas frases, considerando que o elogio não tornará a sua escrita melhor, mas que trará a consciência da contínua necessidade de se aperfeiçoar. Nesses seis anos de atividades, a Oficina Literária Paulo Caldas lançou com o selo Novo cenário das letras em Pernambuco, publicou em 2013 pelas Edições Bagaço os títulos Na escuridão das brenhas, Roberto Beltrão. Presenças, de Maria Batista Almeida. Amor e traições, de Maria Duarte. Doce amargo, de Newma Cinthia Cunha. Minimalidades, de Rômulo César Melo e Um certo capitão Vidraça, de Márcio de Mello. Em 2014, trouxe ao público a coletânea de contos Viva Carrero e em 2015 a coletânea temática Todo amor vale a pena. O grupo mantem no Facebook a página Oficina Literária Paulo Caldas. *Paulo Caldas é escritor

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Prefeitura abre seleção de Professores para oficinas de Dança e Teatro no Compaz

A Prefeitura do Recife, através da Secretaria de Cultura e Fundação de Cultura Cidade do Recife, abre processo seletivo para professores de dança e teatro interessados em ministrar cursos no Projeto Dançando Compaz. A iniciativa será realizada no período de julho a setembro deste ano, no Compaz do Alto Santa Terezinha, na Zona Norte do Recife.  O local vai oferecer oficinas de dança contemporânea, danças urbanas, dança de salão, dança do ventre e iniciação teatral. As inscrições vão até o dia 17 de junho. Serão selecionados cinco (05) professores de dança e um (01) professor de teatro, que assinarão contrato de prestação de serviço temporário com a Fundação de Cultura Cidade do Recife. Os contemplados serão assessorados pelo Serviço de Dança da FCCR, quanto a horário, conteúdo programático e demais necessidades para o desenvolvimento das aulas. As inscrições para a seleção são gratuitas e os interessados devem enviar currículo acompanhado de uma carta de intenção, comunicando a oficina em que se candidata, para o e-mail: servicosdedancafccr@gmail.com. Ou entregar o material pessoalmente no Serviço de Dança da FCCR, no Pátio de São Pedro, casa 10 – 1º andar, centro do Recife. Serviço: Inscrições para seleção de professores de Dança e Teatro para Oficinas no Compaz Período da inscrição: Até 17 de junho Horário: 09h às 17h Local: Serviço de Dança da FCCR, no Pátio de São Pedro, casa 10 – 1º andar, centro do Recife. Informações: 3355.3137 Inscrições gratuitas

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UFPE cria mestrado em música

A UFPE lançou o edital de seleção do novo curso de mestrado acadêmico em Música, que oferece 15 vagas. Podem concorrer à seleção graduados de qualquer área. As inscrições estão abertas de 13 a 21 de junho e as aulas têm início em agosto. As inscrições podem ser feitas das 11h e 17h, pessoalmente, por procuração ou via Sedex, na secretaria da pós-graduação, localizada no 2º andar do Centro de Convenções da UFPE. O curso tem como área de concentração Música e Sociedade, que abrange estudos interdisciplinares das práticas musicais e de suas inter-relações com a cultura e a sociedade e se caracteriza pela diversidade de abordagens, com vistas à análise de representações e práticas relevantes à criação, produção e recepção musical. A área estudará aspectos relacionados à sociedade e à cultura nas atividades musicais e na sua representação, disseminação e transmissão. A área de concentração está dividida em duas linhas de pesquisa, “Música, Cultura e Sociedade”, que oferece nove vagas, e “Música, Educação e Sociedade”, com seis vagas. A primeira propõe a investigação de práticas e representações musicais e suas inter-relações com a cultura e a sociedade, enfocando a música em suas condições sociais de produção, transmissão e recepção. Já a segunda investigará os processos de transmissão de repertórios e práticas musicais, e de processos de formação de gosto, aptidões e habilidades musicais, em diferentes contextos socioculturais. O coordenador do programa, Carlos Sandroni, acha que a demanda pelo novo curso de mestrado será alta por se tratar de um curso muito esperado. Ele explica que o Departamento de Música da UFPE vem formando pessoal há muito tempo e tem uma maioria de alunos de licenciatura, ou seja, que já trabalham com educação musical. “Além disso, esta pós-graduação interessa não só a pessoas formadas em Música, mas de outras áreas, por causa do nosso próprio quadro docente, que é interdisciplinar”, destaca. Sandroni conta que a proposta do novo curso é interdisciplinar. “Contamos com três docentes do Departamento de Música que trabalham com essa interface entre música e sociedade e agregamos colegas de outras áreas, que pesquisam música, mas estão em outros departamentos. Assim temos colegas de Educação, Antropologia, Comunicação e Informática, por exemplo”, enfatiza ele. De acordo com o coordenador, o impacto do novo curso é especialmente evidente nesta região. “Pernambuco é um estado muito musical e que atrai muita gente para realizar pesquisa aqui, sobretudo com relação à música popular e de tradição oral. Então, o Estado já é um campo de pesquisa e destaque internacional na música há muito tempo. Além disso, a música é uma área em que a universidade tem muito a dialogar com a sociedade e a sociedade se interessa não só pela música, mas pela pesquisa que está sendo feito sobre ela”. (Do site da UFPE)

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Revisão da meta fiscal garante Pronatec, ProUni e Fies

A aprovação pelo Congresso Nacional do projeto que revisa a meta fiscal para 2016, autorizando o governo federal a fechar o ano com um déficit primário de até R$ 170,5 bilhões nas contas públicas este ano, possibilitou uma redução no contingenciamento da Educação, segundo o ministro Mendonça Filho, de R$ 6 bilhões para R$ 2 bilhões e vai permitir a continuidade dos programas da pasta. “Havia a decisão já tomada pelo governo anterior de redução da disponibilidade orçamentária para o exercício de 2016 na ordem de R$ 6 bilhões. Agora, essa limitação foi reduzida para R$ 2 bilhões, já que incorporamos uma autorização orçamentária a mais de R$ 4 bilhões”, disse o ministro em entrevista coletiva. Mendonça Filho não detalhou em que áreas será feito o corte, mas disse que a medida “facilitará a garantia da execução de programas estratégicos” e citou o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec), o Programa Universidade para Todos (ProUni) e o Fundo de Financiamento Estudantil (Fies). O ministro já havia anunciado a ampliação desses programas, mas, segundo Mendonça Filho, não havia garantia orçamentária. Desvinculações Sobre a possibilidade de desvinculação das receitas da União, estados e municípios para a educação, o ministro disse que a decisão caberá ao parlamento, mas, até o momento, a área da educação não consta nas propostas em tramitação. A Constituição Federal estabelece que a União destine pelo menos 18% do que arrecada a educação e os estados e municípios, pelo menos 25%. “Há a discussão sobre a possibilidade de avançarmos em relação a DRE [Desvinculação das Receitas de Estados] e DRM [Desvinculação das Receitas dos Municípios], mas isso está no campo da especulação. Acho difícil aplicar, em um país como o nosso, patamares inferiores ao que se aplica hoje na área da educação”, diz o ministro da Educação. Reações Diante das medidas econômicas anunciadas pelo presidente interino Michel Temer, entidades ligadas à educação se posicionaram contrárias aos cortes no setor. Segundo o coordenador-geral da Campanha Nacional pelo Direito à Educação, Daniel Cara, tanto os cortes quanto a desvinculação de receitas inviabilizarão o Plano Nacional de Educação (PNE), lei que estipula metas e estratégias desde a educação infantil à pós-graduação, incluindo a valorização de professores e o investimento de pelo menos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) no setor, até 2024. Ele diz que “O PNE é um projeto expansionista, tem necessidade de expansão e de qualidade das matrículas” e acabar com as vinculações é “inviabilizar o pagamento do piso dos professores e a qualificação da carreira docente, além de inviabilizar a melhoria nas estruturas das escolas”. O movimento Todos pela Educação divulgou artigo, no qual ressalta que o Brasil ainda tem o desafio de incluir 2,8 milhões de crianças e jovens de 4 a 17 anos, idade em que, por lei, a educação deveria ser universalizada: “Se o ajuste fiscal é imperativo, é preciso que ele aconteça de forma estratégica, não apenas pensando nas correções de curto prazo, mas no Brasil que queremos construir”. A Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação (CNTE) divulgou nota na qual diz que o governo interino de Temer opta por retirar direitos e por promover arrocho sobre a classe trabalhadora”, ao invés de investir na arrecadação de novos tributos para honrar os compromissos sociais, taxando, sobretudo, as classes abastadas. (Da Agência Brasil)

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Brasileirão aos pés do Santa

Os corais pernambucanos estão vivendo um início de Campeonato Brasileiro dos sonhos. Nem nas últimas temporadas, quando esteve nas divisões inferiores do futebol brasileiro, o time tricolor começou tão bem. A fase que inclui duas goleadas, um empate fora de casa, além do artilheiro do campeonato (6 gols) e do melhor ataque da competição (10 gols) tem suas explicações dentro e fora de campo. Diferente de parte dos times que começou a competição mordida por ter começado mal o ano nos torneios regionais, o Santa Cruz chegou embalado com os títulos do Campeonato Pernambucano e da Copa do Nordeste. Mas essa está longe de ser a explicação para o momento tricolor, visto que os campeões mineiro (América) e paranaense (Atlético/PR) estão na zona de rebaixamento, ainda sem nenhuma vitória. Dentro de campo, o Santa tem sido decisivo. Mesmo com menos posse de bola que seus adversários em suas três partidas, os tricolores foram perigosos nas vezes que chegaram. As estatísticas de Grafite, o xodó da torcida, são impressionantes. Em oito chutes, nas três partidas, seis foram para dentro do gol. Os outros dois foram para fora. Nenhum goleiro conseguiu deter os tiros certeiros do atacante. Aí está talvez o diferencial coral. As equipes brasileiras não tem o famoso “atacante matador”. Um dos motivos para o Santa estar deitando e rolando no início da temporada. O receio dos tricolores é que Grafite não permaneça ao longo da temporada, visto que já é grande o assédio dos gigantes do futebol brasileiro ao atleta de 37 anos. Se Grafite é o diferencial, o Santa tem ainda em campo um goleiro que passa segurança ao grupo (Thiago Cardoso foi peça fundamental para a vitória diante do Cruzeiro) e um treinador que está jogando com a torcida. Os corais tem sido ofensivos em seus jogos. Destaque para o segundo tempo da partida diante do Fluminense, quando o Santa chegou  ter cinco atacantes em campo, enquanto perdia. O início de franco atirador. Chamado pelos adversários de “cavalo paraguaio”. O Santinha está formando no início da competição a gordura necessária na tabela para o momento em que os grandes se arrumarem ao longo do campeonato. (R.D.)

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Pelo de animal causa alergia?

Verdade. O pelo do animal pode desencadear alergia em algumas pessoas, mas, além disso, a alergia pode ser causada por ácaro presente nesse pelo. A alergia ao pelo do cão e do gato se evidencia através de urticárias de contato, asma e rinite, segundo a nfectologista do Hospital Jayme da Fonte, Andrezza de Vasconcelos. “Se há comprovação de alergia ao pelo, deve-se tomar cuidados específicos, evitando que o animal suba na cama da criança, e, até mesmo, evitar que ele entre no quarto dela”, orienta a médica. Já se a criança for alérgica ao ácaro, por exemplo, o cuidado será evitar que o pelo do animal armazene os ácaros, através de escovação frequente além de banhos e tosas. Não há evidências que animais de pelo curto provoquem menos alergia que os de pelo longo. Apesar disso, estudos comprovaram que crianças com predisposição a ter alguma alergia podem diminuir a incidência de doenças alérgicas em contato com animais de estimação ainda quando bebês. “Dessa forma, ao contrário do que se imaginava, o convívio com animais de estimação, como o cachorro, parece ser positivo para uma criança alérgica, por desenvolver estabilidade emocional e estimular o organismo a se defender de outras alergias”, informa Andrezza.

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Alepe celebra os 10 anos da Algomais

A Assembleia Legislativa prestou uma homenagem, na noite desta terça (24), à primeira década de circulação da revista Algomais. Por iniciativa da deputada Priscila Krause (DEM), a ocasião foi celebrada com um Reunião Solene. Criada em março de 2006, por Sérgio Moury Fernandes, Luciano Moura e a TGI Consultoria em Gestão, a publicação aborda, em suas reportagens, o cenário econômico, político e cultural do Estado. Com circulação mensal de 12 mil exemplares e assinatura gratuita, a Algomais alcançou, em maio, sua 122ª edição. Presidindo a solenidade, o deputado André Ferreira (PSC) disse que a revista contribui para o desenvolvimento social e econômico de Pernambuco, oferecendo acesso a informação de qualidade. “A Algomais completa dez anos de existência, solidificando sua participação em nosso mercado editorial e conquistando o respeito da imprensa e do público”, expressou. Priscila Krause, por sua vez, destacou que a revista traz os assuntos mais relevantes do Estado de forma ampla e participativa, sem viés ideológico, partidário ou religioso. “Parabenizo a todos que tornam essa importante publicação uma realidade. Vocês enriquecem e orgulham não só a imprensa pernambucana, mas a todos aqueles que sonham com uma sociedade bem informada”, assinalou. Diretor presidente da Algomais, Moury Fernandes recebeu uma placa comemorativa da Alepe. Na mensagem de agradecimento, afirmou que o sonho dos fundadores sempre foi entregar uma publicação de qualidade, que refletisse sobre os desafios de Pernambuco de forma propositiva. “Vamos em frente, esperando que, nos próximos dez anos, as páginas da Algomais possam registrar grandes oportunidades para todos nós”, concluiu.  

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Eólica cresce 38% no primeiro trimestre

Dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica – CCEE mostram que a produção das usinas eólicas do Sistema Interligado Nacional – SIN aumentou 38% nos três primeiros meses de 2016. Entre janeiro e março, a geração de energia eólica alcançou 2.337 MWmédios frente aos 1.699 MWmédios produzidos no mesmo período do ano passado. A capacidade instalada da fonte saltou de 6.011 MW em março de 2015 para 8.796 MW no mesmo período deste ano, incremento de 46%. Em março, o SIN possuía 345 empreendimentos eólicos em operação. Na análise da geração por estado, o Rio Grande do Norte segue como maior produtor de energia eólica com um total de 855,5 MWmédios entregues em março, aumento de 75% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia com 601 MWmédios (+80,5%) produzidos, o Rio Grande do Sul com 477 MWmédios (+67%) e o Ceará com 434 MWmédios (+97,5%). No ranking nacional de geração eólica, Pernambuco apareceu na sexta posição nacional, com produção de 90 MWmédios. Os dados sobre a capacidade instalada também apontam o Rio Grande do Norte na liderança com um total de 2.661 MW, aumento de 29% em relação ao mesmo período do ano passado. Em seguida, aparece a Bahia, que subiu da 4ª para a 2ª posição no ranking, com 1.720 MW (+79%). Os estados do Ceará com 1.615,5 MW (+24%) e Rio Grande do Sul com 1.515 MW (+32%) ocupam a 3ª e 4ª posições, respectivamente. No ranking da capacidade instalada, Pernambuco também aparece no TOP 10, com a sétima colocação, com 192 MW de capacidade instalada.

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ONU combate pobreza em áreas rurais do NE

O Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (Fida), agência da ONU especializada em desenvolvimento rural, lançou  em Brasília uma estratégia para auxiliar o governo brasileiro na luta contra a pobreza no campo. A Fida vai expandir sua atuação no Brasil e investir em dois projetos com foco na expansão da agricultura familiar na região Nordeste. As áreas escolhidas foram as regiões de transição para a Floresta Amazônica, no Maranhão, e a de Mata Atlântica, em Pernambuco. Os dois novos projetos estão atualmente em fase de elaboração. O projeto no Maranhão deve ser aprovado até o fim de 2016 e o de Pernambuco em 2017. A estratégia do fundo se baseia em estudos da Fida e do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG), do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), em parceria com o Instituto de Pesquisas Econômicas Aplicadas (Ipea). Pobreza Os estudos indicam que a pobreza e a extrema pobreza são maiores nas áreas rurais do Brasil e destacam o papel da agricultura familiar na redução da extrema pobreza nessas regiões. O estudo Perfil da pobreza: Norte e Nordeste rurais lembra que, conforme os dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (PNAD), a diminuição do número de pobres no país entre 2004 e 2013 caiu de 20% para 9% da população e a porcentagem de pessoas extremamente pobres passou de 7% para 4%. Os números são atribuídos à expansão do mercado de trabalho e aos programas de transferências de renda, em especial o Bolsa Família. Mesmo com a queda, o país segue com mais de 18 milhões de pobres. Os números também mostram que essa redução estagnou nos últimos anos. Entre 2012 e 2013 a extrema pobreza aumentou ligeiramente e a pobreza ficou estável, fatos atribuídos a deterioração do mercado de trabalho e a situação fiscal que o país enfrenta e que impacta o gasto social. O estudo informou ainda que, ao mesmo tempo em que a pobreza diminuiu, muitos aspectos continuaram iguais, como a distribuição geográfica da pobreza, que continua concentrada no Norte e no Nordeste, e que, em todas as regiões, as áreas rurais são as mais pobres. FIDA A FIDA financia projetos que objetivam a promoção da agricultura familiar, o aumento da capacidade produtiva e a geração de renda dos pequenos agricultores, além de facilitar o acesso dessas pessoas a serviços como financiamento rural e assistência técnica, com destaque para tecnologias sustentáveis. De acordo com o Fundo, o Brasil apresenta a maior carteira de operações financiadas pelo FIDA na América Latina e no Caribe. Desde 1980, foram financiados 11 projetos de desenvolvimento rural no país. Há seis projetos em operação atualmente nos estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Piauí e Rio Grande do Norte, beneficiando mais de 250 mil famílias. Esses projetos somam um investimento total de US$ 452.9 milhões, sendo US$ 164,2 financiados pelo FIDA, US$ 212.4 milhões de governos estaduais e federal e US$ 76.3 milhões financiados pelas famílias beneficiadas. (Agência Brasil)

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