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Negros morrem quatro vezes mais de disparo de arma de fogo que brancos

(Da Agência Brasil) Em uma década, os homens negros morreram quatro vezes mais por disparos de armas de fogo em comparação aos brancos. É o que revela estudo do Instituto de Estudos para Políticas de Saúde (IEPS) e do Instituto Çarê. A pesquisa analisou as taxas de internações e mortalidade por agressões entre 2012 e 2022 a partir do recorte raça e cor.  De acordo com o levantamento, 10.764 homens negros foram mortos por disparos de armas de fogo em vias públicas em 2022, ante 2.406 homens brancos na mesma situação.  Para os pesquisadores, os dados reforçam as desigualdades estruturais presentes no país. “A população negra sofre mais violência, não apenas a violência letal, aquela que leva ao óbito, mas também a violência generalizada, que leva a mais internações do que a população branca”, ressalta Rony Coelho, pesquisador do instituto em entrevista à TV Brasil.  Mulheres  Em relação às mulheres, o cenário se repete. Em 2022, foram registradas as mortes de 629 mulheres negras, contra 207 brancas. Os óbitos das mulheres negras são três vezes maior em comparação aos das brancas.  “As mulheres negras estão em maior vulnerabilidade para todos os tipos e locais de agressão em comparação com mulheres brancas. Em 2012, por exemplo, foram 814 mortes de mulheres negras em via pública, 631 mortes no domicílio e 654 em hospitais. Para mulheres brancas, foram 302, 422 e 342, respectivamente”, aponta a pesquisa. Faixa etária Quanto à faixa etária, os jovens negros de 18 a 24 anos são as principais vítimas, no período de 2010 a 2021. Segundo o estudo, a discrepância racial ocorre na maioria das faixas etárias, e passa a cair a partir dos 45 anos. Os pesquisadores defendem que a queda do número de vítimas da violência entre negros e brancos depende de acesso igualitário à educação, saúde, justiça social e segurança pública. 

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Uma degustação da jornada de paixão e inovação na Cozinha Autoral em Caruaru

Faniif Cozinha Autoral, liderado pelo empresário Fagner Figueirêdo, realiza hoje o evento “Jantar dos Sete”, celebrando o uso dos ingredientes regionais na alta gastronomia Fagner Figueirêdo é um nome que ressoa na gastronomia de Caruaru. Sua trajetória na cozinha autoral é uma história de paixão, dedicação e inovação, que começou por acaso e se transformou em uma carreira empreendedora no agreste pernambucano. Tudo começou com uma curiosidade despretensiosa. Estudando culinária por hobby, Fagner se viu cada vez mais fascinado pelo mundo dos sabores, técnicas e ingredientes. O que era inicialmente um passatempo rapidamente evoluiu para uma paixão. Determinado a aprimorar suas habilidades, ele se matriculou em diversas escolas de culinária e buscou estágios em grandes restaurantes, onde pôde aprender com alguns dos melhores chefs do país. Com aproximadamente 15 anos de experiência na área gastronômica, e após uma trajetória anterior em negócios e comércio, Fagner decidiu que era hora de transformar sua paixão em um empreendimento. Foi assim que, há sete anos, ele fundou Faniif Cozinha Autoral, em Maurício de Nassau, Caruaru. Seu objetivo era claro: elevar a gastronomia local, oferecendo uma culinária contemporânea que respeitasse as tradições regionais. Anos após a abertura da primeira casa, ele criou também o Maricai Bar e Restaurante, com uma característica mais clássica da comida regional. A proposta de Fagner é clara. Ele combina técnicas de alta gastronomia com ingredientes locais, muitos dos quais são obtidos diretamente de pequenos produtores da zona rural de Caruaru e arredores. “Este enfoque garante não apenas a frescura dos ingredientes, mas também o apoio à economia local”. Seus pratos são uma fusão de tradição e inovação, a exemplo do medalhão de carneiro com canolli de beterraba, recheado com queijo de cabra e vinagrete de sementes de quiabo. Apesar dos desafios que Caruaru enfrenta em termos de turismo, que é mais comercial ou concentrado em períodos específicos como o São João e a Semana Santa, Fagner tem conseguido atrair um público fiel e curioso. Ele acredita que a valorização dos ingredientes locais e dos produtores artesanais é fundamental para o desenvolvimento sustentável da região e para o reforço desse turismo gastronômico autoral. Um dos marcos na trajetória de Fagner é o evento “Jantar dos Sete”, que já está em sua terceira edição,que acontece hoje em Caruaru. Neste evento, Fagner reúne 7 chefs nordestinos renomados, inclusive aqueles que trabalham fora do estado, para um jantar degustação exclusivo para 60 pessoas. Cada chef prepara um prato. O menu, portanto, é composto de sete etapas. “Mais do que um evento gastronômico, 7 Chefs é uma celebração da culinária nordestina e uma plataforma para divulgar e valorizar os chefs e os ingredientes locais. É uma iniciativa sem fins lucrativos, voltada para promover a memória afetiva e a qualidade dos produtos nordestinos”, destacou o empresário. Integram o time dos 7 deste ano: Geovane Carneiro, chef do D.O.M, em São Paulo; Onildo Rocha, que dirige o complexo Priceless, também em São Paulo; Wanderson Medeiros, proprietário dos restaurantes Picuí, em Maceió, e Canto do Picuí, em São Paulo; Joca Pontes, do Ponte Nova, Villa e Bercy Village; Paula Machado, do Buffet Renato Machado (de Caruaru); Miau Caldas, consultora de vários empreendimento e o próprio Fagner. Todas as mesas para o evento já estão reservadas. Para além do Jantar dos 7, Fagner Figueirêdo revela que continua a trilhar seu caminho na cozinha autoral com a mesma paixão que o levou a começar. Seu desafio é seguir construindo pratos que contam histórias e agradam os paladares mais exigentes.

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Dupla pernambucana vence concurso de inovacao

Dupla pernambucana vence concurso nacional de inovação na categoria Smart Cities

As irmãs Myllena Almeida de Lima (arquiteta pela UFPE, designer e ilustradora) e Myrela Almeida de Lima (aluna do 6° período de Ciências da Computação do Centro Universitário UniFBV Wyden) foram as grandes vencedoras da categoria Smart Cities da 12ª edição do Campus Mobile, programa de inovação que incentiva o empreendedorismo de jovens universitários e recém-formados. O Campus Mobile, evento realizado pela Associação do Laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC) da Universidade de São Paulo (USP), com apoio do Instituto Claro, da Escola Politécnica da USP e do beOn — hub de inovação da Claro, recebeu 285 projetos e 569 estudantes inscritos nas áreas de Diversidade, Educação, Entretenimento, Green Tech & Agtech, Saúde e Smart Cities. O projeto da dupla pernambucana foi o Roteo. Trata-se de uma rede social para criar, seguir e pesquisar roteiros urbanos e turísticos. Na solução criada o usuário consegue explorar roteiros únicos na cidade, segmentados pelos mais diversos filtros. Além disso, desvendar a história de monumentos icônicos da cidade, com o auxílio de inteligência artificial. “O Campus Mobile foi verdadeiramente um dos melhores momentos das nossas vidas. O networking que fizemos e o conhecimento adquirido foram inestimáveis.”, afirmou Myrela Almeida. “Estamos planejando estabelecer uma sede física para o Roteo e expandir nosso negócio para todo o Brasil, com o objetivo de torná-lo uma rede social amplamente utilizada em todo o mundo.”, destacou a estudante de Ciências da Computação. Nos encontros realizados na sede da Claro, em São Paulo (SP), e no campus da USP, os mobilianos assistiram a palestras e participaram de dinâmicas com psicólogos, apresentações e conversas com especialistas do mercado de inovação. Oficina de criação de modelos de negócios, mentorias e acompanhamento com os embaixadores do programa — grupo que já participou de outras edições do Campus Mobile e contribui facilitando a aprendizagem dos novos mobilianos — também fizeram parte das atividades. Com o prêmio, os vencedores irão viajar para São Francisco e ao Vale do Silício, nos Estados Unidos, onde irão realizar visita a empresas de tecnologia, além de participar de palestras e workshops. Na última edição, os jovens conheceram a Amazon, a aceleradora Plug and Play do Google, a Universidade Stanford e o Lemann Center.

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Desafios e perspectivas: a luta das mulheres no mercado de trabalho (parte 2)

*Por Luciana Almeida A presença das mulheres no mercado de trabalho ainda enfrenta uma série de desafios significativos. Um estudo realizado após o período de pandemia pelo IPEA (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada) revelou que as mulheres retrocederam mais de três décadas em termos de participação no mercado de trabalho. Esse retrocesso é atribuído ao fato de que, em momentos de crise, são as mulheres que muitas vezes sacrificam seus empregos para assumir as responsabilidades domésticas e familiares, além de terem muita dificuldade com rede de apoio e suporte. Este fenômeno está intimamente ligado à economia do cuidado, ou seja, ao trabalho invisível realizado pelas mulheres, que consome muito mais tempo do que uma jornada de trabalho convencional de 44 horas por semana. Infelizmente, esse trabalho não recebe o reconhecimento merecido e raramente é remunerado. Dados de pesquisas da Oxfam (2020) revelam que se o trabalho doméstico fosse remunerado, isso representaria uma injeção de dinheiro na economia equivalente a trilhões de reais ao ano. No entanto, a realidade está muito distante desse cenário. Nossa cultura ainda perpetua a ideia de que cabe exclusivamente às mulheres a responsabilidade de cuidar do lar e da família. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) divulgou dados alarmantes, indicando que 86% das jovens entre 14 e 24 anos são encarregadas das tarefas domésticas e do cuidado com a família. Essas jovens, no futuro, enfrentarão dificuldades para se afastar desse papel de cuidadoras, podendo sentir-se culpadas por se dedicarem ao trabalho fora de casa e deixarem seus filhos aos cuidados de terceiros. Por outro lado, os homens experimentam uma realidade muito diferente. Apenas aqueles que optam por morar sozinhos passam a gastar mais tempo com as responsabilidades domésticas, já que não têm a quem delegar essas tarefas. É crucial que comecemos a desconstruir essa realidade e a mudar essa cultura. Isso requer não apenas uma mudança social mas, também, uma mudança de mentalidade entre as próprias mulheres. Durante muito tempo, acreditou-se que as mulheres precisavam desempenhar todos os papéis atribuídos a elas para alcançar sucesso e reconhecimento, incluindo cuidar da casa, da família, ser uma esposa exemplar, ter uma vida social ativa e ainda assim manter uma carreira profissional. Esse ideal levou as mulheres a um estado de exaustão e sobrecarga insustentáveis. No entanto, é hora de repensarmos esses padrões e valorizar nossos desafios como únicos e distintos dos enfrentados por outros grupos. Além disso, é fundamental que a sociedade e as empresas estejam mais preparadas para acolher as mulheres em seus ambientes. Isso implica em desmistificar e eliminar alguns preconceitos comuns existentes nesses ambientes de trabalho e também revisar suas práticas institucionais. A inclusão das mulheres é um investimento crucial em diversidade, impulsionando a inovação e a produtividade. Alguns preconceitos que ainda atrapalham o ingresso das mulheres no mercado dizem respeito diretamente a essa cultura do cuidado, ou seja, estão ligados à maternidade, tempo dedicado ao cuidado com filhos e afazeres domésticos. Outra dificuldade comumente encontrada pelas mulheres é lidar com eventuais microagressões que perturbam a segurança e autoestima no dia a dia e que são vistas por muitos como “brincadeiras” (de muito mau gosto, diga-se de passagem). Em termos de práticas empresariais, a flexibilidade de horários, o trabalho híbrido ou home office e o investimento em programas de desenvolvimento de carreira para mulheres são fundamentais. Dados mostram que, uma vez dentro do mercado de trabalho, elas enfrentam dificuldades adicionais para progredir e alcançar cargos de liderança. Em conclusão, a luta das mulheres no mercado de trabalho é uma batalha por igualdade e reconhecimento justo de suas contribuições. Superar os desafios que enfrentam requer não apenas ação social e mudanças estruturais mas, também, uma revisão profunda de nossas próprias percepções e expectativas sobre o papel das mulheres na sociedade. À medida que avançamos para um futuro mais inclusivo e equitativo, é imperativo que todos, indivíduos e instituições, trabalhem juntos para criar um ambiente onde o talento e o potencial das mulheres sejam valorizados e cultivados plenamente. Só então poderemos alcançar verdadeira igualdade de oportunidades e um mundo onde todos possam prosperar, independentemente de gênero. Luciana Almeida é sócia da TGI Consultoria

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“Neste momento de polarização Thales Ramalho faz falta e seria essencial”

Cícero Belmar, Autor do livro sobre o deputado federal que teve grande influência na resistência à ditadura militar e na redemocratização do País, analisa como o perfil concitador e a habilidade de negociar do político foram fundamentais em episódios importantes da história brasileira, como a conquista da anistia. Durante a ditadura militar do Brasil e, principalmente, no período de redemocratização, o deputado Thales Ramalho era uma peça importante no xadrez político da época. Conciliador, moderado e hábil negociador, esse paraibano, que fez carreira política em Pernambuco, participou – com seu jogo de cintura – de articulações que resultaram em importantes avanços do País rumo à democracia. Da consolidação do MDB (único partido de oposição na época), passando pela anistia, até a eleição de Tancredo Neves, Thales exerceu protagonismo como um estrategista inteligente. Neste ano que marca o seu centenário, ganhou uma robusta biografia (Thales Ramalho – Política, diálogo e moderação – 100 Anos), escrita pelo jornalista, escritor e integrante da Academia Pernambucana de Letras, Cícero Belmar. A obra – feita a partir de um convite da filha de Thales, Ana Clara – é um mergulho na resistência nos anos de chumbo exercida por parlamentares que viviam na tênue e perigosa fronteira entre o diálogo com o regime de exceção e as ações para o avanço democrático. Nesta entrevista a Cláudia Santos, Belmar conta como fez a pesquisa para escrever o livro, comenta alguns episódios da atuação política de Thales, que faleceu em 2004, e lamenta a ausência de políticos com seu perfil conciliador nestes tempos de polarização radical. Como surgiu a ideia de produzir um livro sobre Thales Ramalho e como foi feita a pesquisa para escrevê-lo? Ana Clara, filha única de Thales, por intermédio do jornalista Ítalo Rocha, me contatou para fazer essa biografia política do pai. Foi meramente uma pesquisa jornalística porque havia no gabinete dele uma verdadeira biblioteca de recortes de jornal, de 300 até mil arquivos por mês de 1970 a 1985. Eu li todas essas matérias e, por intermédio delas, fui montando o livro. Analisei toda a documentação e via perfeitamente a história através dos recortes de jornal. Olha como é interessante: o jornalismo de hoje é a história de amanhã. Fui juntando esse material e, quando achei necessário, também pesquisei nos arquivos do Congresso Nacional, da Assembleia Legislativa do Estado, da Biblioteca Nacional (onde tive acesso a documentos do SNI), além de documentos do Tribunal de Contas da União e da Fundação Getúlio Vargas. Tive uma vasta documentação, foi um trabalho bem rico que durou 16 meses e exigiu muita dedicação. O livro começa com o casamento de Ana Clara, filha de Thales Ramalho, no dia 1º de março de 1985, ocasião em que o Recife vira o centro político brasileiro, porque Tancredo foi o padrinho. Quando ele veio para esse evento, a Nova República em peso estava presente, muitos políticos que queriam ser ministros, vários governadores, deputados, empresários. Estavam, naquele salão de casamento, todos os personagens que eu iria citar no livro. A partir daí, a narrativa fala da amizade de Tancredo com Thales Ramalho, mostrando os movimentos políticos, a entrada de Thales no MDB (Movimento Democrático Brasileiro), a maneira como ele consolida o partido, as lutas do MDB, sobretudo a anistia e, depois, a saída dele para o Tribunal de Contas. Eu nunca convivi com Thales mas, nas pesquisas para o meu livro, tive acesso a documentos, a tantas conversas, que tenho a sensação de que cheguei a conhecê-lo. O livro, narra essa trajetória política dele enquanto peça importante no processo de redemocratização do Brasil durante a ditadura militar. Como você analisa o perfil político de Thales Ramalho? Na ditadura militar, um momento muito difícil da nossa realidade política, Thales Ramalho foi um deputado federal que combateu o autoritarismo mas, também, era um importante conciliador entre o governo e a oposição. No meu livro, faço um resgate dessa ideologia conciliadora, moderada, do seu senso crítico, da sua inteligência e estratégia. Naquela época, quem era a favor do governo fazia parte da Arena (Aliança Renovadora Nacional) e quem era contra se unia ao MDB, que era uma frente ampla e agregava tanto quem era totalmente contra o governo, quanto as pessoas que tentavam dialogar. Thales era desse grupo do MDB mais moderado, um grupo discriminado e chamado de “direita do MDB” pela ala do partido conhecida como os “autênticos” (que defendia um enfrentamento mais radical à ditadura, da qual faziam parte nomes como os pernambucanos Jarbas Vasconcelos e Marcos Freire). Ele era amigo de Tancredo Neves e de Ulysses Guimarães e ajudou a organizar o MDB que, antes da sua chegada, era muito desorganizado. Então, seu perfil é do conciliador. Quais as conquistas que ele alcançou com esse “jogo de cintura”? Ou se negociava com Médici e Geisel, ou os projetos da oposição, como a anistia, não andariam. Quando Thales começou a negociar, não havia possibilidade de abertura, de diálogo. Como era moderado por excelência, ele permite que essas conquistas sejam viabilizadas para que haja mudança política. Por exemplo, num determinado momento cogitou-se haver eleições presidenciais indiretas, mas não havia possibilidades de o MDB ganhar, porque o partido era minoria no Colégio Eleitoral. Por isso, setores do governo ironizaram sugerindo que o MDB lançasse um candidato. Thales e outros representantes disseram “vamos lançar porque, só assim, começamos a ter uma forma legal de percorrer o Brasil pregando as ideias oposicionistas ao governo”. Assim nasceu a anticandidatura de Ulysses Guimarães, e o partido de oposição passou a ocupar espaços lentamente e de forma inteligente. Uma das características de Thales é justamente a inteligência política, ele era um estrategista. Num evento internacional em Haia (Holanda), Thales chegou a declarar que, em pleno período do Governo Médici, não havia tortura no Brasil. Nesse xadrez político que ele jogava, como você encara essa declaração? À primeira vista, isso parece chocante e é, mas havia o crime de lesa-pátria, que estabelecia que aqueles que falassem mal do Brasil no exterior poderiam ser expulsos do País. Thales sabia

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​Prefeitura do Recife abre inscrições para seleção das Secretarias da Mulher e Segurança Cidadã

Candidatos podem realizar inscrições até o dia 02 de junho. Serão ofertadas 37 vagas em diversas áreas de atuação A Prefeitura do Recife abriu inscrições, nesta terça-feira (21), para uma seleção simplificada que oferece 37 vagas temporárias, com foco especial nas oportunidades para mulheres. Desse total, 22 são destinadas à Secretaria da Mulher e 15 à Secretaria de Segurança Cidadã. A taxa de inscrição é de R$ 110,00, e os interessados podem se inscrever pelo site http://www.upenet.com.br/, onde também está disponível o Edital. O processo seletivo será realizado em única etapa, que consiste em uma avaliação curricular eliminatória e classificatória. Os resultados serão divulgados no dia 27 de junho no site da Universidade de Pernambuco (UPE), realizadora do certame. A banca de seleção é de responsabilidade técnica e operacional do Instituto de Apoio à Fundação da Universidade de Pernambuco (IAUPE). Na Secretaria da Mulher, as vagas são para técnicos de Nível Superior de Promoção dos Direitos das Mulheres, abrangendo áreas como Pedagogia, Jurídico, Ciência Social, Assistência Social, Educação Social e Arte Educação. Além disso, há oportunidades para instrutores em cursos profissionalizantes de Moda e Costura, Gastronomia e Laboratório Audiovisual. Já na Secretaria de Segurança Cidadã, as vagas são para analistas em Segurança Cidadã, voltadas para Arte Educação. A seleção reserva 10% das vagas para pessoas com deficiência e 30% para pessoas negras (pretas e pardas) e indígenas, que devem comprovar suas condições conforme o edital. Os contratos serão temporários, com duração máxima de 12 meses, podendo ser prorrogados por igual período. A seleção terá validade de 24 meses a partir da homologação do resultado final no Diário Oficial do Município. Os salários variam entre R$ 2.205,00 e R$ 3.500,00, a depender da função exercida.

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Crea-PE promove debate sobre desenvolvimento, Transnordestina e infraestrutura

Evento acontece na Fiepe, no dia 21 de maio, às 19h, tendo como palestrante o superintendente da Sudene, Danilo Cabral A mobilização da sociedade em prol da conclusão de obras de infraestrutura é fundamental para assegurar o desenvolvimento de Pernambuco. Na próxima terça-feira (21), o Conselho Regional de Engenharia e Agronomia de Pernambuco (Crea-PE), em parceria com a Federação das Indústrias de Pernambuco (Fiepe), dará mais uma contribuição nesse sentido promovendo um debate aberto com o tema: “Infraestrutura, Transnordestina e desenvolvimento regional”. O evento marca a reestreia do projeto Crea Convida em 2024 e terá como palestrante o superintendente da Sudene, Danilo Cabral. O encontro é aberto ao público e será no auditório da Fiepe, a partir das 19h. Para participar, é preciso se inscrever no link: https://bit.ly/3WCF2eF Para Danilo Cabral, o Crea Convida é uma oportunidade para que se estabeleça o diálogo e uma leitura conjunta dos desafios do País, e especialmente da Região Nordeste. “Vamos dialogar, olhando também um conjunto de oportunidades para investimentos importantes, especialmente na infraestrutura”, afirmou. O superintendente destaca que alguns desses investimentos estão direcionados à sustentabilidade hídrica, rodovias e ferrovias, como a Transnordestina. O Crea Convida terá a mediação do engenheiro civil e doutor em Engenharia Civil Carlos Calado. Como debatedores, o evento contará com o engenheiro civil e professor Maurício Pina e o engenheiro de produção e consultor em logística Marcílio Campos. Os presidentes do Crea-PE, Adriano Lucena, e da Fiepe, Ricardo Essinger, farão a abertura do encontro. Dentro do tema do encontro, o presidente do Crea-PE, Adriano Lucena, destaca a ferrovia Transnordestina, obra fundamental para além de Pernambuco. “A Transnordestina é importante não só porque ela gera empregos ou barateia o transporte, facilitando a vida de milhões de pessoas. O projeto estimula a viabilidade econômica na logística, a empregabilidade e o desenvolvimento sustentável de Pernambuco, do Nordeste e do Brasil”, defende Lucena. O Crea-PE lidera o movimento “Transnordestina Já”, criado em 2023, que reúne entidades civis e de trabalhadores do Estado. Participam do grupo representantes da Fiepe, Sindicato da Construção Civil de Pernambuco (Sinduscon-PE), Sindicato Nacional das Empresas de Arquitetura e Engenharia Consultiva (Sinaenco), Federação das Câmaras de Dirigentes Lojistas (FCDL), Federação do Comércio de Pernambuco (Fecomércio) e a Consultoria TGI, do Sindicato dos Engenheiros de Pernambuco (Senge), e do Sindicato dos Petroleiros. As articulações em torno da retomada da Transnordestina são fruto do trabalho desenvolvido pelo Comitê Tecnológico (CTP) do Crea-PE, que reúne mais de 20 personalidades da Engenharia, no debate técnico de soluções para o desenvolvimento sustentável de Pernambuco e do País. Serviço: Crea ConvidaTema: “Infraestrutura, Transnordestina e desenvolvimento regional”Palestrante: Danilo Cabral, superintendente da SudeneQuando: 21/05Horário: 19h Aberto ao público. Inscrições no link: https://bit.ly/3WCF2eFOnde: Casa da Indústria/FiepeAvenida Cruz Cabugá, 767, Santo Amaro, Recife-PE

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Fiepe reconhece legados de indústrias e empresários em entrega de Medalhas

Grupo Moura e Raymundo da Fonte (In Memorian) receberão a mais alta honraria do setor industrial A Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco realizará, no dia 23 de maio às 18h na Casa da Indústria, a cerimônia de entrega das Medalhas do Mérito Industrial e da Ordem do Mérito Industrial da Confederação Nacional da Indústria (CNI). O evento homenageará empresas e personalidades destacadas do setor industrial. Além disso, a ocasião servirá para comemorar o Dia da Indústria, celebrado oficialmente no dia 25 de maio. De acordo com o presidente da FIEPE, Ricardo Essinger, esse momento não só se comemora as realizações dos homenageados, mas também a força e a resiliência da indústria pernambucana. “Este é um momento de orgulho para todos nós, pois reconhecemos que o sucesso de cada um dos homenageados reflete o esforço coletivo de uma comunidade industrial que não mede esforços para alcançar a excelência”, disse. Para o presidente eleito e atual diretor administrativo da FIEPE, Bruno Veloso, a homenagem é para aqueles que se dedicam incansavelmente à construção de um futuro industrial mais próspero e inovador. “A presença de todos vocês são fundamentais para celebrarmos juntos essas conquistas e inspirarmos novas gerações a seguir o exemplo desses grandes merecedores”, exaltou. Com a Medalha do Mérito Industrial da FIEPE serão agraciados Albanio Venâncio, Ítalo Brasil Renda (In Memorian), João Bezerra, Nelson Bezerra e Nilo Simões. Com a da Ordem do Mérito Industrial da CNI, recebem as honrarias o Grupo Moura e o empresário Raymundo da Fonte (In Memorian).

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Caminhada em Recife fortalece a luta contra a violência sexual infantojuvenil

Hoje, dia 21 de maio, às 15h, diversas entidades da sociedade civil realizam uma Caminhada em defesa da proteção de crianças e adolescentes. Promovida pela Rede de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes de Pernambuco, busca chamar atenção e sensibilizar a sociedade para esta causa urgente. A concentração será na Praça do Carmo, em Recife. O tema da campanha deste ano, “Conexão com Proteção: Eduque, previna e proteja crianças e adolescentes da violência sexual na internet”, destaca a importância de proteger os jovens das crescentes ameaças digitais. Diariamente, crianças e adolescentes são alvos de abordagens nas redes sociais, onde são induzidos a trocar fotos e vídeos por dinheiro, fama ou outros favores. Esse cenário reforça a necessidade urgente de conscientização e prevenção. O evento contará com a presença de jovens das periferias da Região Metropolitana do Recife e de defensores dos direitos das crianças e adolescentes. Durante a caminhada, os participantes levarão faixas e realizarão diversas manifestações culturais. Haverá também um microfone aberto para que todos possam expressar seu apoio à causa. Segundo dados do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania, em 2023 foram registradas 39.357 denúncias de abuso e exploração sexual, somando 42.031 violações. A Rede de Enfrentamento à Violência Sexual Contra Crianças e Adolescentes de Pernambuco destaca a importância de eventos como este para sensibilizar a sociedade. “A caminhada é um ato que demonstra a mobilização da sociedade civil no combate à violência sexual contra crianças e adolescentes. É um símbolo de união em prol desta luta, que reúne muitas instituições e pessoas que defendem diariamente o Estatuto da Criança e do Adolescente”, afirma André Fidelis, coordenação da Rede. O dia 18 de maio marca o Dia Nacional de Combate ao Abuso e Exploração Sexual Infantojuvenil, instituído pela Lei 9.970 em 2000. A data relembra o crime bárbaro ocorrido há 51 anos no Espírito Santo, onde Araceli Cabrera, de 8 anos, foi violentada e assassinada, permanecendo os criminosos impunes até hoje.

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Mais de 3 mil trabalhadores foram resgatados de condições análogas às de escravo em 2023

Nesta semana completaram-se 136 anos da Abolição no País, da assinatura da Lei Áurea. Porém, sem o fortalecimento da Inspeção do Trabalho, trabalhadores continuam a ser escravizados no País Na linha de frente do combate ao trabalho escravo, o Brasil conta com pouco mais de 1.900 auditores fiscais do trabalho. Apesar do esvaziamento da carreira, esses profissionais promoveram em 2023 o maior número de resgates desde 2009. O ano também registrou o maior número de denúncias de trabalho escravo, com 3.422 casos – um aumento de 61% em relação a 2022 e o maior contingente desde a criação do Disque 100, em 2011. A escravidão moderna se manifesta não apenas no campo, em lavouras e carvoarias, mas também nas grandes cidades, em oficinas de costura, na construção civil e no trabalho doméstico. O perfil dos trabalhadores escravizados permanece quase inalterado: a maioria dos resgatados são negros, têm baixa escolaridade e vêm de regiões com baixos Índices de Desenvolvimento Humano (IDH). Nas últimas décadas, houve avanços significativos, como a criação do Grupo Especial de Fiscalização Móvel (GEFM), a implementação da Lista Suja e a reformulação do Art. 149 do Código Penal para incluir novas formas de trabalho escravo. No entanto, essas melhorias ainda são insuficientes diante da redução das equipes do GEFM e da precarização da estrutura e segurança necessárias para que os auditores fiscais do trabalho desempenhem suas funções. Além disso, a falta de isonomia remuneratória entre a Auditoria Fiscal do Trabalho e outras carreiras estratégicas para o Estado também é um desafio, segundo o Sindicato Nacional dos Auditores-Fiscais do Trabalho em Pernambuco. A instituição defende que é crucial fortalecer a carreira e os instrumentos de apoio para que a exploração do trabalho escravo não continue se perpetuando na sociedade brasileira. Em Pernambuco, em 2023, foram realizadas 8 fiscalizações onde foram constatados trabalho análogo a escravo, nos municípios de Ipojuca, Petrolina, Paulista, Recife e Trindade. O município com maior número de casos foi Recife, com 4 resgates. Dois resgates aconteceram no setor de serviço de alimentação e bebidas, mas a submissão de trabalhadores a situação análoga a escravo alcançou desde profissionais em embarcação atracada no porto de suave até a trabalhadores da fruticultura.

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