As inscrições para o ciclo de oficinas itinerante vão até 3 de outubro
O ciclo de oficinas itinerantes “Trilhas da Pelve”, projeto idealizado e coordenado pela dançarina Vivian Marvel, está com inscrições abertas. Ao total, serão oferecidas 20 vagas, por turma, voltadas para pessoas interessadas em dança no Recife. A formação itinerante abrange seis unidades da Rede de Centros Comunitários da Paz (COMPAZ), localizadas nas Zonas Norte, Oeste e Sul da capital pernambucana.
O ciclo de oficinas começa no dia 5 de setembro e vai até 11 de outubro, com encerramento sempre na semana anterior à realização da aula na unidade do Compaz escolhida pelo participante. Faça a sua inscrição nos formulários on-line disponíveis aqui.
A oficina tem duração de 4h, com realização em dois dias, aos finais de semana. Atuando como facilitadora, Vivian abordará danças pélvicas utilizando uma metodologia teórica e prática nos dois dias de realização.
“Nosso intuito é democratizar o acesso à cultura para diferentes áreas do Recife, principalmente nas áreas ocupadas pela Rede Compaz, que são áreas de grandes periferias, onde mais circulam e são difundidas linguagens pélvicas originais do Recife”, afirma a Vivian Marvel, que também é agente territorial do Ministério da Cultura do Governo Federal. A profissional da dança ainda acrescenta que a iniciativa direciona a conexão das pessoas da comunidade através do reconhecimento pelo rebolado.
“E, além disso, nosso objetivo é fazer um resgate da ancestralidade pélvica por meio das oficinas através das danças pélvicas para que essas pessoas possam se identificar tanto com as movimentações como também construir um mapa de identificação com o território que habitam. Mapear esse território de pessoas que têm esse mesmo interesse, que atravessaram a mesma linguagem pélvica, a linguagem dos seus familiares, de quem veio antes e de quem vai vir depois de você”, explica a dançarina.

Como se inscrever
Cada oficina do “Trilhas da Pelve” terá um formulário on-line de inscrição (https://encurtador.com.br/dROh), com disponibilidade de 20 vagas destinadas a artistas da dança, teatro e performance, com idades entre 18 e 70 anos. As candidaturas encerram sempre na semana anterior à realização da aula.
Para realizar a seleção, serão utilizados indutores raciais (priorizando inscrições de pessoas negras e indígenas), de gênero e sexualidade (prioridade para pessoas da comunidade LGBTQIAPN+), além de territoriais (priorizando residentes das imediações do COMPAZ) e socioeconômicos (priorizando inscrições de artistas periféricos e/ou em condição de vulnerabilidade).
Além disso, haverá a reserva exclusiva de cinco vagas para artistas com deficiência auditiva em cada oficina. Para garantir a participação, a formação contará com intérpretes de Língua Brasileira de Sinais (LIBRAS) garantindo a acessibilidade comunicacional.
As listas com as pessoas selecionadas serão divulgadas semanalmente no perfil do projeto no Instagram do Trilhas da Pelve (https://www.instagram.com/trilhasdapelve/?hl=pt-br). A comunicação com as pessoas selecionadas também será realizada por mensagem via e-mail e Whatsapp solicitando a confirmação da vaga em até 48h (dois dias).
Confira, abaixo, a programação do Trilhas da Pelve:
COMPAZ ARIANO SUASSUNA (AUDITÓRIO)
Oficina marcada para os dias 05 e 06/09
Faça a sua inscrição neste formulário até o dia 29/08
COMPAZ EDUARDO CAMPOS (PÁTIO DE EVENTOS)
Oficina marcada para os dias 12 e 13/09
Faça sua inscrição neste formulário até o dia 05/09
COMPAZ LEDA ALVES (DANCEPAZ)
Oficina marcada para os dias 19 e 20/09
Faça a sua inscrição neste formulário até o dia 12/09
COMPAZ MIGUEL ARRAES (CINETEATRO)
Oficina marcada para os dias 26 e 27/09
Faça a sua inscrição neste formulário até o dia 19/09
COMPAZ DOM HÉLDER CÂMARA (DANCEPAZ)
Oficina marcada para os dias 03 e 04/10
Faça a sua inscrição neste formulário até o dia 26/09
COMPAZ PAULO FREIRE (DANCEPAZ)
Oficina marcada para os dias 10 e 11/10
Faça a sua inscrição neste formulário até o dia 03/10
Conteúdo programático
O “Trilhas da Pelve” será realizado em seis finais de semana em unidades da Rede Compaz. Assim, com carga horária dividida em dois dias, o primeiro momento contará com a explanação teórica que aborda as histórias, povos de origem, contextos de surgimento, principais personalidades e curiosidades entre as expressões.
Já na experimentação prática, as pessoas participantes irão explorar as possibilidades da própria pelve, além de encontrar a ancestralidade presente na região com movimentos básicos, reconhecimento anatômico e fluxo expressivo.
No segundo dia, Marvel conduz uma discussão técnica, desenvolvendo uma coreografia e caminhos criativos para expressão autêntica da dança. Para isso, o ponto de partida sempre será a identidade ancestral dos participantes. Desse modo, a prática consistirá na experimentação das técnicas, passos e movimentos específicos do Twerk, Brega Funk e Funk.
“O projeto ainda prevê uma expansão, no qual o objetivo é construir uma grande cartografia para mapear e documentar a existência dessas linguagens pélvicas dentro do Recife, principalmente por ser um lugar que tem uma linguagem original, que é o Brega Funk. Diante disso, a gente consegue ver as diferenças de cada região, assim como as contribuições, principalmente, dentro dessas periferias que fomentam de uma forma tão rica essa linguagem que domina o mundo inteiro atualmente”, detalha a artista.
Para conclusão das oficinas, os inscritos construíram obras coreográficas e performáticas, com a possibilidade de acrescentar outras expressões de arte, como teatro e música. Por fim, o resultado do estudo será apresentado na 2ª edição da Mostra de Danças Pélvicas, marcada para o mês de novembro em data e local a divulgar. Os participantes presentes em 80% da carga horária receberão certificado.

