Projetos prioritários dos estados nordestinos demandam R$ 144 bilhões de investimentos

A carteira de projetos estruturantes do Plano Regional de Desenvolvimento do Nordeste (PRDNE) reúne 102 iniciativas indicadas pelos governos estaduais e demanda investimentos estimados em R$ 144 bilhões. Os dados foram apresentados pela Superintendência do Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) durante encontro realizado no Recife para discutir estratégias de financiamento e implementação dos empreendimentos.

A iniciativa encerra uma etapa de trabalho desenvolvida pela Sudene em parceria com o Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), com foco na qualificação dos projetos, fortalecimento da governança e ampliação da capacidade de atração de investimentos. Participaram da agenda representantes de governos estaduais, instituições financeiras e organismos internacionais que analisaram alternativas para viabilizar as propostas.

Entre os estados, a Bahia lidera em número de projetos, com 30 iniciativas e previsão de R$ 39,5 bilhões em investimentos. O Piauí aparece com o segundo maior volume de recursos previstos, somando R$ 68,6 bilhões distribuídos em seis projetos. Pernambuco integra a carteira com seis iniciativas estimadas em R$ 19,9 bilhões. Também participam Maranhão, Ceará, Rio Grande do Norte, Sergipe, Minas Gerais, Alagoas e Paraíba.

A infraestrutura concentra a maior parte dos recursos planejados. Dos 102 projetos, 56 estão vinculados a esse eixo estratégico, totalizando R$ 115,8 bilhões, o equivalente a quase 80% da carteira. O desenvolvimento produtivo reúne 34 projetos e demanda R$ 26,7 bilhões. Os demais investimentos estão distribuídos entre meio ambiente, inovação, desenvolvimento social e educação.

Segundo o superintendente da Sudene, Francisco Alexandre, o desafio passa agora pela transformação das propostas em ações concretas. “Estamos diante de um conjunto expressivo de projetos que exigirá articulação permanente entre planejamento, financiamento e execução. O papel da Sudene é aproximar os diversos atores envolvidos, construir soluções financeiras e contribuir para que essas iniciativas avancem em direção à implementação”, afirmou.

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