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Caixa Cultural Recife

“Pelos Ares: 15.042 km de Brasil” chega à CAIXA Cultural Recife

Lu Marini é um dos mais importantes expedicionários de paramotor do mundo: promoveu expedições em 22 estados brasileiros durante nove anos, entre 2009 e 2016. A CAIXA Cultural Recife apresenta fotos, vídeos e objetos coletados pelo aviador, na exposição Pelos Ares: 15.042 km de Brasil, que será inaugurada no dia 23 de novembro de 2017, às 19h. Também integra a exposição um simulador de realidade virtual para aproximar a pessoa visitante da sensação de voar. Marini estará na abertura da mostra e fará, no dia 25/11, das 15h às 16h, uma palestra guiada para o público presente. A visitação à mostra tem entrada franca e pode ser feita de 24 de novembro até o dia 28 de janeiro de 2018, sempre de terça a sábado, das 10h às 20h, e aos domingos, das 10h às 17h. A classificação indicativa é livre. Com curadoria de Gabriela Alejandra Nebot, a exposição aborda seis lugares centrais: Atlântico, Pantanal, Transamazônica, Rio Tietê, Rio São Francisco e Rio Doce. O conteúdo retrata o litoral brasileiro de norte a sul, a vida selvagem no Pantanal, a realidade da rodovia mais polêmica do país, o sofrimento de quem vive às margens de um dos rios mais poluídos do mundo, as diferenças de outro rio com seus encantos e, por fim, aquela que é a maior tragédia ambiental da história brasileira, o rompimento de uma barragem na região de Mariana (MG), que despejou no Rio Doce mais de 60 milhões de metros cúbicos de lama tóxica. São percursos que somam milhares de quilômetros formados por várias realidades, culturas e ecossistemas. Uma exposição com surpresas e sensações que seguem além da estética ao possibilitar a análise de questões ambientais, sociais e econômicas do país. A pessoa visitante vai viajar em meio a paisagens vistas de cima. Entre o belo e o devastador, estão as histórias de quem encontra na simplicidade uma forma de viver, gente que muitas vezes é vítima de descasos sociais e ambientais. Este é, de fato, o objetivo maior da exposição: permitir se colocar no lugar do outro enquanto promove a reflexão e alimenta a busca por um mundo melhor, mais justo e humano. Uma nova perspectiva do Brasil Para Lu Marini, o mundo é feito de cores. Sua perspectiva, que já atingiu 5.013 metros de altitude, captou vulcões, rios, florestas, praias, montanhas, caminhos abertos nas entranhas do solo, cidades de aço e concreto, natureza à flor da pele e também descasos e destruição ao meio ambiente. Junto à emoção e à adrenalina da aventura, a urgência da preservação ambiental é uma constante. Ao mesmo tempo em que essa consciência deslumbra diante de paisagens intocadas pelo ser humano, também desnuda a tragédia que dilacera e atormenta paraísos a serem perdidos no cotidiano indiferente das civilizações. Mas a jornada também é pulsante. Realidades distintas, encontro com pessoas feitas de histórias e lembranças e muito a se contar e recontar. No alto, em seu paramotor, Marini registra a complexa relação entre homem e natureza, seja a de si próprio como mero espectador, seja como o agente que observa e analisa a ocupação humana e suas consequências para o planeta. Em terra firme, surgem outras descobertas, o contato com novas maneiras de enxergar e compreender o cotidiano. Personagens que, imersos em sua própria cultura, ganham voz para um público. “Sempre vou me inspirar nos meus sonhos de infância, no sonho de Dédalo, Ícaro de tantos homens e mulheres que desejaram cruzar o céu ao lado dos pássaros”, explica Lu Marini. “Foi minha curiosidade, o amor pela natureza, a sede por descobertas e minha paixão por voar que me levaram a jornadas incríveis e a encontros inesquecíveis”, ressalta. Sobre Lu Marini Lu Marini nasceu no dia 8 de outubro em Itu, cidade do interior de São Paulo. Administrador de Empresas de formação com MBA em Marketing, consolidou sua carreira profissional nas áreas de Consultoria, Comunicação e Marketing. Com passagem por grandes corporações, fundou a própria empresa em 1990, direcionando suas atividades para marketing e produções. Hoje, atua como diretor, produtor e protagonista de diversos documentários para a televisão, entre eles a série de expedições Rastreando e Pousos e Decolagens. No esporte, é piloto instrutor master de paramotor, recordista continental de altitude e único piloto do mundo a sobrevoar um vulcão em atividade (Popocatépetl/México). Já formou mais de 450 pilotos nos últimos anos, além de ser instrutor da tropa de elite da Marinha do Brasil. Com reconhecimento internacional, Lu Marini ganhou espaço nos grandes veículos de comunicação por suas expedições, entre elas os sobrevoos pela rodovia Transamazônica e pelos rios São Francisco e Doce, transmitidas pelo Fantástico, programa exibido na Rede Globo de Televisão. Serviço: Pelos Ares: 15.042 km de Brasil Local: CAIXA Cultural Recife Endereço: Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife, Recife/PE Fone: (81) 3425-1915 Abertura: 21 de novembro de 2017, às 19h, com entrada gratuita. Visita guiada com Lu Marini: 25 de novembro 2017, das 15h às 16h, entrada gratuita. Visitação: 22 de novembro de 2017 a 28 de janeiro de 2018. Horário: De terça a sábado, das 10h às 20h | domingos, das 10h às 17h. Classificação Indicativa: Livre Entrada: gratuita.  

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El Titiriteiro de Banfield na CAIXA Cultural Recife

O argentino Sergio Mercurio e seu teatro de bonecos (títeres) para adolescentes e adultos retorna à CAIXA Cultural Recife dias 23, 24, 25, 26, 30, 31 de agosto e 1 e 2 de setembro de 2017 com o espetáculo “Aqueles Velhos de…” Trazendo a amizade como tema central, a montagem é a última da trilogia sobre a velhice, que começa com a peça Velhos e segue com Beatriz. As apresentações serão realizadas às 20h e os ingressos custam R$ 20 e 10 (meia). As vendas iniciam hoje (22/08), a partir das 10h para as sessões de 23 a 26. No dia 29 iniciam as vendas para as sessões de 30 e 31 de agosto e 1 e 2 de setembro. A classificação indicativa é 16 anos. É a terceira de Mercurio na CAIXA Cultural Recife. Ele já apresentou a Trilogia El Titiriteiro de Banfield e depois a Retrospectiva de seus trabalhos. A montagem apresenta dois amigos de longa data que vivem em uma pensão, universo no qual se desenvolve a história de – Juanito, um boneco gigante, e Juárez, interpretado pelo próprio Mercurio, também responsável pela manipulação do boneco. Juanito começa lentamente a perder a memória e seu companheiro faz de tudo para não perder o colega. Para tanto, Juárez traz à tona, em desenhos, suas memórias e esperanças, que passam pelo confronto, a ternura, a empatia e, finalmente, o amor. Para a ilustração das memórias, Mercurio desenvolve uma técnica de desenhar com erva mate, assim, o mate que tantas vezes tem servido para selar amizades aqui se transforma em ferramenta para recordar e imaginar. Esses desenhos são feitos, ao vivo, numa mesa e que o público as vê numa tela. Sergio Mercurio – ficou conhecido por transformar espuma em personagens com expressões muito particulares e por contar histórias inspiradas no bairro do sul de Buenos Aires, onde nasceu, Banfield. “El titiritero de Banfield” realiza espetáculos de bonecos só para jovens e adultos. Com o sonho de percorrer o continente com seu trabalho, viajou de 1992 a 2004, por países como França, Alemanha, Argentina, Bolívia, Chile, Uruguai, Peru, Brasil, Equador, Colômbia, Venezuela, Costa Rica, El Salvador, Honduras, Guatemala e México, promovendo mais de 1700 apresentações de seu trabalho. O périplo pelas Américas rendeu o livro “De Banfield ao México”, já na segunda edição. SERVIÇO: “Aqueles Velhos de…”, por Sergio Mercurio Local: Caixa Cultural Recife – Avenida Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife, Recife/PE Fone: (81) 3425-1915 Datas: 23, 24, 25, 26, 30, 31/08 e 1 e 2/9, às 20h Ingressos: R$ 20,00 e R$10,00 (meia para estudantes, professores, funcionários e clientes CAIXA e pessoas acima de 60 anos) – a partir das 10h do dia 22/08 – apresentações de 23 a 26/08, e dia 29/08 – para as apresentações dos dias 30 e 31 de agosto e 1 e 2/09 Duração: 75 minutos Classificação Indicativa: 16 anos Produção executiva: Banalíssima Arte Produção: Alexandre Sampaio Assessoria de imprensa: Flora Noberto Fanpage: www.facebook.com/eltitiriterode.banfield/ Patrocínio: CAIXA e Governo Federal

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Caixa Cultural Recife recebe mostra sobre Pedro Almodóvar

Estreou na terça (9), na Caixa Cultural Recife, a mostra El Deseo – O Apaixonante Cinema de Pedro Almodóvar. Serão exibidos todos os 22 longas que integram a filmografia do diretor e mais dois documentários sobre sua vida e carreira. A mostra tem curadoria da pesquisadora argentina Silvia Oroz e do jornalista Breno Lira. Silvia participará também de um debate sobre o diretor e estará à frente de um master class. Para saber todos os detalhes da mostra, o colunista Wanderley Andrade conversou com Breno Lira, admirador confesso da obra de Almodóvar. Como surgiu a “Mostra El Deseo”? Eu tive a ideia de fazer a mostra em 2009. Foi a primeira vez que me inscrevi em um edital da Caixa Cultural. Só que o projeto não foi selecionado. Inscrevi outra vez e eles selecionaram para acontecer aqui no Rio de Janeiro em 2011. Depois disso, a mostra já foi para Curitiba, Brasília, ano passado levei para Belo Horizonte e agora Recife, na Caixa Cultural. Sempre gostei dos filmes do Almodóvar. Sempre tive curiosidade de saber os detalhes de todo o processo de realização dele, como escrevia aquelas histórias, de onde vinham. Convidei Silvia Oroz, que divide a curadoria comigo, a montar o projeto da mostra e apresentar para a Caixa. A mostra tem o mesmo formato das que aconteceram nas outras cidades? No Rio, além dos filmes do Almodóvar e dos documentários que estamos apresentando em Recife, tínhamos incluído alguns trabalhos que o diretor produziu pela El Deseo e longas que serviram de referência para seus filmes. Isso foi possível pois tínhamos a disposição duas salas de exibição. Só consegui levar dessa forma para belo horizonte. Nas outras cidades, até por conta da duração, algumas com apenas uma semana, como aconteceu em Curitiba e Brasília, tive que reduzir e fazer essa versão mais compacta que inclui todos os longas dele e esses dois documentários que descobrimos quando estávamos realizando a primeira mostra. De Recife, a mostra seguirá para quais cidades? Ainda tenho vontade de levar a mostra para São Paulo e Fortaleza, que são duas cidades que têm unidades da Caixa Cultural. Como a Caixa tem sido parceira desde o início, tenho priorizado seus editais. Estamos conversando também com outras cidades. Mesmo fazendo uma mostra só com os filmes, sem oferecer catálogo, existe um custo mínimo. É necessário um patrocínio, uma pessoa interessada, alguma empresa que possa bancar o projeto. Qual característica da obra de Almodóvar mais chama tua atenção? Sempre falam sobre como Almodóvar usas as cores em seus filmes. E realmente é algo que chama a atenção. Durante a infância, ele viveu numa região da Espanha que não era muito colorida, uma região mais seca, mais cinzenta. Ele tinha apenas as cores dos filmes que via no cinema. Às vezes até o excesso de cores que usa vem um pouco dessa carência de cor durante a infância. O interessante no trabalho do diretor, desde o “Pepi, Luci e Bom”, que é o primeiro, até o ”Julieta”, é a forma como constrói seus roteiros, tanto nos originais, quanto nas adaptações. Percebe-se sua evolução como roteirista. Se você assistir toda a mostra vai perceber isso. Os roteiros do Almodóvar são uma verdadeira aula de como escrever uma história para cinema, com todas as maluquices e estranhezas que sua filmografia tem. Como começou sua parceria com Silvia Oroz? Nós trabalhávamos no curso de cinema da Universidade Estácio de Sá no Rio. Minha função no curso de cinema era organizar sessões de filmes seguidas de debates para os alunos da universidade. Silvia sempre participava como mediadora. Eu sabia que ela tinha uma pesquisa grande sobre melodrama latino-americano. Nas conversas com ela, descobri que gostava do trabalho do Almodóvar, que pesquisava a obra dele também, mas nunca tinha publicado nada. Daí comecei a falar sobre o projeto da Mostra, de sua participação ao meu lado na curadoria e sobre ela promover uma master class falando justamente da relação do Almodóvar com o melodrama, que são dois assuntos que domina. Foi importante ter esse peso da Silvia no projeto por conta até de todo o conhecimento que tem. Ela é argentina, mas mora no Brasil há mais de 30 anos. Fugiu da ditadura com o marido e se estabeleceu trabalhando em cinemateca, acervos e atualmente como professora universitária. PROGRAMAÇÃO 11/05– quinta-feira 17h – MATADOR – Duração: 1h36 – 18 anos 19h – A LEI DO DESEJO – Duração: 1h40 – 16 anos 12/05 – sexta-feira 17h – FILMES QUE MARCARAM ÉPOCA – TUDO SOBRE MINHA MÃE – Duração: 52 min – 10 anos 18h10 – TUDO SOBRE O DESEJO – O APAIXONANTE CINEMA DE PEDRO ALMODÓVAR – Duração: 49min – 10 anos 19h15 – Debate: O CINEMA DE PEDRO ALMODÓVAR – 90 min 13/05 – sábado 15h – KIKA – Duração: 1h52 – 14 anos 17h15 – DE SALTO ALTO – Duração: 1h53 – 16 anos 19h30 – MULHERES À BEIRA DE UM ATAQUE DE NERVOS – Duração: 1h35 – 12 anos 14/05 – domingo 16h – Master class: PEDRO ALMODÓVAR E O MELODRAMA – 120 min 16/05 – terça-feira 17h – A FLOR DO MEU SEGREDO – Duração: 1h42 – 14 anos 19h – ATA-ME! – Duração: 1h41 – 18 anos 17/05 – quarta-feira 17h – CARNE TRÊMULA – Duração: 1h39 – 18 anos 19h – TUDO SOBRE MINHA MÃE – 1h40 – 14 anos 18/05– quinta-feira 17h – MÁ EDUCAÇÃO – Duração: 1h45 – 18 anos 19h – FALE COM ELA – Duração: 1h52 – 14 anos 19/05 – sexta-feira 17h – ABRAÇOS PARTIDOS – Duração: 2h09 – 14 anos 19h15 – VOLVER – Duração: 2h01 – 14 anos 20/05 – sábado 15h – AMANTES PASSAGEIROS – Duração: 1h31 – 16 anos 17h – A PELE QUE HABITO – Duração: 2h13 – 16 anos 19h30 – JULIETA – Duração: 1h39 – 14 anos SERVIÇO El Deseo – O Apaixonante Cinema de Pedro Almodóvar Local: CAIXA Cultural Recife – av. Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife, Recife/PE Telefone: 3425-1915 Data: 9 a 20

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Caixa Cultural celebra J. Borges

  A CAIXA Cultural Recife apresenta a mostra-homenagem J.Borges 80 anos, que comemora as 8 décadas de um dos primeiros patrimônios vivos de Pernambuco, em temporada de 21 de dezembro de 2016 a 12 de fevereiro de 2017. A arte de gravar na madeira e perpetuar na memória coletiva a essência do cotidiano nordestino fazem do xilogravurista e cordelista J. Borges um dos mais expressivos artistas populares do Brasil. A mostra gratuita será aberta às 19h do dia 20 de dezembro, data em que o artista completa 81 anos. A exposição, que já passou pela CAIXA Cultural Salvador, traz uma coletânea de 30 xilogravuras e suas matrizes, sendo 10 inéditas, e ainda uma oficina de 17 a 19 de janeiro. A visitação é gratuita e pode ser feita das 10h às 20h de terça a sábado e das 10h às 17h aos domingos. Considerado pelo escritor Ariano Suassuna como o melhor gravador popular do Brasil, J.Borges, conta através das obras sua trajetória de vida, que começa como José Francisco Borges, natural de Bezerros, no Agreste Pernambucano. Dessa época reporta na madeira os temas ‘No Tempo da Minha Infância’, ‘Na Minha Adolescência’, ‘Vendendo Bolas Dançando e Bebendo’, ‘Serviços do Campo’, ‘Cantando Cordel’, ‘Plantio de Algodão’, ‘A vida na Mata’, ‘Plantio e Corte de Cana’, ‘Forró Nordestino’, ‘ Viagens a Trabalho e Negócios’. Entre tantos outros. “Estou muito alegre com essa exposição sobre os meus 80 anos. Eu ainda quero viver bastante. O que me inspira é a vida, é a continuação, é o movimento. É aquilo que eu vejo, aquilo que eu sinto”, afirma J. Borges. Com curadoria de José Carlos Viana e Marcelle Farias, a exposição reserva um lugar especial para a poesia popular, com um espaço dedicado à literatura de cordel. Cordelista há mais de 50 anos, os versos de J. Borges tratam do cotidiano do Agreste de Pernambuco, acontecimentos políticos, fatos lendários, folclóricos e pitorescos da vida. A mostra trará ainda obras assinadas por J. Miguel e Manassés Borges, filhos e aprendizes do artista, além da exibição de uma cinebriografia sobre sua vida e obra. Oficina – De 17, 18 e 19 de janeiro serão oferecidas oficinas gratuitas de xilogravura, ministradas por Bacaro Borges, que também é filho do artista. Trata-se de uma oportunidade para aprender a técnica milenar. São três turmas de 25 participantes cada e a atividade é voltada a estudantes e pessoas interessadas na arte da xilogravura, a partir dos 14 anos. As inscrições poderão ser feitas no período de 9 a 15 de janeiro, pelo e-mail gentearteirape@gmail.com. As aulas acontecem das 9h às 12h e das 13h às 17h. J. Borges Nascido em 1935, filho de agricultores, trabalhou desde os dez anos na lida do campo, em Bezerros, onde vive e trabalha até hoje. É Patrimônio Vivo de Pernambuco, título concedido pelo Estado aos mestres da cultura popular pernambucana, reconhecidos como patrimônio imaterial. O gosto pela poesia o fez encontrar nos folhetos de cordel um substituto para os livros escolares. “Eu me criei no sítio e a única informação era dada pelo cordel que meu pai comprava na feira pra gente ler. Era o jornalismo nosso”, revela Borges. Em 1964 fez sua primeira publicação: “O encontro de dois vaqueiros no Sertão de Petrolina”, xilogravada por Mestre Dila, que vendeu mais de cinco mil exemplares em dois meses. Animado com o resultado, escreveu o segundo cordel, intitulado “O Verdadeiro Aviso de Frei Damião Sobre os Castigos que Vêm”, que o conduziu pela primeira vez à xilogravura. Sem dinheiro para pagar um ilustrador, J. Borges resolveu ele mesmo entalhar na madeira a fachada da igreja de Bezerros, usada no seu segundo folheto. Desde então não parou mais de fazer matrizes por encomenda e também para ilustrar as centenas de cordéis que lançou ao longo da vida. Na década de 70, J. Borges começou a ampliar os horizontes de sua obra, gravando matrizes dissociadas dos cordéis, com grandes dimensões. Foi descoberto por marchands e colecionadores e seu trabalho ganhou imensa visibilidade sendo reconhecido, inclusive, internacionalmente, com exposições em países como França, Espanha, Estados Unidos, Venezuela, Alemanha e Suíça. Criação J. Borges desenha direto na madeira, equilibrando cheios e vazios com maestria, sem a produção de esboços, estudos ou rascunhos. O título é o mote para Borges criar o desenho, no qual as narrativas próprias do cordel têm seu espaço na expressiva imagem da gravura. O fundo da matriz é talhado ao redor da figura que recebe aplicação de tinta, tendo como resultado um fundo branco e a imagem impressa em cor. As xilogravuras não apresentam uma preocupação rigorosa com perspectiva ou proporção. A originalidade, irreverência e personagens imaginários são notáveis nas suas obras. Os temas mais populares em seu repertório são: o cotidiano da vida simples do campo, o cangaço, o amor, os castigos do céu, os mistérios, os milagres, crimes e corrupção, os folguedos populares, a religiosidade, a picardia, enfim todo o rico universo cultural do povo nordestino. Serviço: Exposição J. Borges 80 anos Local: CAIXA Cultural Recife – Av. Alfredo Lisboa, 505, Praça do Marco Zero – Bairro do Recife Antigo. Abertura: 20 de dezembro de 2016 Hora: 19h Visitação: 21 de dezembro de 2016 a 12 de fevereiro de 2017 Horário: Terça a sábado: das 10h às 20h | Domingo: das 10h às 17h Informações: (81) 3425-1915 Entrada Franca

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Animação pernambucana na Caixa Cultural

A CAIXA Cultural Recife apresenta a inédita exposição “A Arte da Animação Pernambucana”, que de 3 de novembro a 4 de dezembro de 2016 retrata a riqueza artística do cinema de animação, a partir de frames ou fotogramas dos bastidores dos processos de produção fílmica. São 60 obras apresentadas no formato de desenho, pintura, modelagem, fotografia e manufatura de objetos, personagens ou cenários. A abertura da exposição acontece no dia 3 de novembro, às 19h, e a visitação pode ser feita gratuitamente a partir do dia 4 de novembro, de terça a sábado, das 10h às 20h, e aos domingos, das 10h às 17h. Três dos curtas que geraram os fotogramas – “Dia Estrelado”, “O Ex-Mágico”, “Deixem Diana em Paz” e “O Gaivota” serão exibidos nos dias 5 de novembro e 3 de dezembro, em duas sessões, às 16h e 18h, com entrada gratuita. Paralela à mostra, haverá oficinas abertas ao público. “A Arte da Animação Pernambucana” destaca os trabalhos de realizadores como Nara Normande, Júlio Cavani, Raoni Assis, Olímpio Costa e Lula Gonzaga, este último um dos pioneiros nesta arte em Pernambuco e que recentemente recebeu o título de Patrimônio Vivo. O recorte aponta para a diversidade de estilos, técnicas e poéticas no cinema de animação realizado no estado. As imagens geradas foram concretizadas a partir de diferentes materiais e ferramentas analógicas e digitais, combinando efeitos visuais e recursos óticos. O trabalho artesanal e autoral dos artistas integra-se a novas tecnologias para levar movimento a imagens. Combinada com a vocação para o cinema, a tradição de Pernambuco nas artes manuais ganha um novo alcance com o cinema de animação. Elaborados sobre papel, em acetato, no computador, nas mesas de luz e no espaço tridimensional, os filmes “Dia Estrelado” (Nora Normande), “O Ex-Mágico” (Olímpio Costa), “Deixem Diana em Paz” (Júlio Cavani), “O Gaivota”(Raoni Assis), “Nimbus” e “A Saga da Asa Branca” (Lula Gonzaga) transformam-se em organismos vivos quando jogados sobre uma tela de cinema. “Demoramos tanto tempo de vida e trabalho fazendo um filme de animação que acaba sendo pouco ele se resumir ao tempo que fica na tela”, explica Olímpio Costa, organizador da exposição. A mostra se estende para fora das telas mostrando ao público em geral os frames, os rascunhos, os desenhos e cenários de cada obra fazendo com que mais gente possa compreender o processo de criação de um filme nesta técnica. Detalhes da Oficina A oficina “Princípios da Animação” será realizada nos dias 22, 24 e 26 de novembro, das 14h às 17h, e é voltada a crianças e jovens entre 8 e 14 anos. A atividade será ministrada pelo premiado cineasta e animador Bruno Cabús, que vai mergulhar com os participantes no mundo da animação, atravessando desde os primeiros dispositivos de ilusão óptica até os mais desenvolvidos processos de produção audiovisual. As inscrições vão de 14 a 19 de novembro e podem ser feitas por meio do endereço gentearteirape@gmail.com, informando o nome, a idade e o dia em que deseja participar da oficina. Conheça os diretores de animação pernambucanos     FICHA TÉCNICA: Cattleya Produções – Produção Julio Cavani – Curador e artista Olímpio Costa – Produtor e artista Jarmeson de Lima – Coordenador Geral Arte Monta – Montagem e desmontagem Camilo Maia – Designer Nara Normande – Artista Raoni Assis – Artista Marcos Buccini – Artista Bruno Cabús – Oficineiro Serviço: A Arte da Animação Pernambucana Local: CAIXA Cultural Recife – Av. Alfredo Lisboa, 505, Praça do Marco Zero – Bairro do Recife Antigo. Informações: (81) 3425-1915 Abertura da exposição: 3 de novembro de 2016, às 19h. Visitação: 4 de novembro a 4 de dezembro de 2016 | terça-feira a sábado: 10h às 20h. Domingo: 10h às 17h. Exibição dos curtas: – “Dia Estrelado”, “O Ex-Mágico”, “Deixem Diana em Paz” e “O Gaivota” Data: 5 de novembro e 3 de dezembro de 2016 Horário: 16h e 18h / distribuição de senhas uma hora antes da sessão. Ingressos: Entrada gratuita Entrada Franca Classificação Livre  

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Débora Falabella na Caixa Cultural

As atrizes Débora Falabella e Yara Novaes sobem ao palco do CAIXA Cultural Recife para apresentar o espetáculo “Contrações”, que de 28 a 30 de julho e de 4 a 6 de agosto. Com texto do dramaturgo inglês Mike Bartlett, a premiada montagem do Grupo 3 de Teatro é uma obra cruel e engraçada. A história se passa em um único espaço: o escritório de uma grande corporação. A gerente (Yara de Novaes) solicita a Emma (Débora Falabella), sua funcionária, que leia em voz alta uma cláusula do contrato que proíbe aos funcionários qualquer relação sentimental ou sexual com outro empregado da empresa. Nos encontros seguintes, a gerente, amparada pelo poder que tem, revela suas diferentes facetas para manipular Emma. Para manter seu emprego, a funcionária acaba se rendendo e prejudica sua vida privada. A direção é de Grace Passô. Silvia Gomez assina a tradução do texto, Morris Picciotto é o autor da trilha original e André Cortez foi o responsável pelo cenário e figurino da montagem. O espetáculo recebeu ótimas críticas em sua temporada de estreia em São Paulo, em outubro de 2013, levando as atrizes Débora Falabella e Yara de Novaes à conquista do prêmio APCA (Associação Paulista dos Críticos de Arte), na categoria melhor atriz. A divisão do prêmio, normalmente destinado a apenas uma pessoa, aconteceu também no Prêmio Aplauso Brasil. No Rio de Janeiro, foi considerada uma das 10 melhores peças do ano pelo jornal O Globo. O elenco também levou o Prêmio APTR de melhor atriz no Rio de Janeiro e o prêmio Questão de Crítica para Yara de Novaes. Contrações já passou por São Paulo, Rio de Janeiro, Brasília, Belo Horizonte e Vitória. O processo de criação Durante o mês de abril de 2013, a equipe criativa de Contrações viajou por oito cidades do interior paulista e expôs seus ensaios para plateias de aproximadamente 400 pessoas por cidade. A peça foi construída e modificada com a presença do público, em um processo criativo exposto no qual, ao fim de cada apresentação, a plateia podia colocar suas impressões e opiniões sobre o texto e a montagem. Ao todo, os ensaios foram vistos por aproximadamente 3.000 pessoas. O Grupo 3 de Teatro, fundado por Débora Falabella, Gabriel Paiva e Yara de Novaes, estreou em 2005 com o espetáculo A serpente, que dava continuidade à parceria iniciada em Belo Horizonte no final da década de 1990. Os quatro espetáculos que compõem o repertório da companhia foram consagrados por premiações, críticas e pelo público, e até hoje se alternam entre temporadas e excursões. Sobre o autor Com apenas 34 anos, o dramaturgo inglês Mike Bartlett é considerado um dos mais expressivos autores do teatro contemporâneo. Ganhador de importantes prêmios – como o Laurence Olivier Award e Imison Award –, Bartlett coloca o foco em seu teatro no duelo entre o homem e os padrões de conduta exigidos e marcados pela sociedade. Com uma intensidade sombria e engraçada, o autor debruça-se, entre outros temas, sobre questões como o fim do casamento, o abuso sofrido por funcionários nas grandes corporações e a sexualidade. Trabalhando continuamente desde 2002, entre suas principais obras estão: MyChild (2007), Contractions (2008), Cock (2009), Love, Love, Love (2010) e 13 (2011). Serviço: CONTRAÇÕES Local: CAIXA Cultural Recife Endereço: Av. Alfredo Lisboa, 505, Bairro do Recife, Recife/PE Data: 28 a 30 de julho e 4 a 6 de agosto de 2016 Horário: 20h nos dias 28, 29/07 e 4 e 5/08 e às 18h e 20h nos sábados 30/07 e 6/08. Ingresso: R$ 20,00 e R$ 10,00 (meia) – vendas no dia anterior à primeira apresentação na semana, respectivamente dias 27 de julho e 3 de agosto, a partir das 10h e exclusivamente na bilheteria do espaço. Classificação Indicativa: 14 anos Informações: (81) 3425-1915

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