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Náutico, um grande campeão

Houldine Nascimento Pela primeira vez, o Náutico é campeão nacional. O título do Brasileiro Série C, conquistado no domingo (6), em São Luís, é fruto das boas ações desenvolvidas pela gestão do presidente Edno Melo. Isso passa pelo esforço em retornar ao estádio Eládio de Barros Carvalho, nos Aflitos, onde o clube alvirrubro viveu os melhores momentos de sua história. Passa também pelo trabalho consistente de Gilmar Dal Pozzo, na volta ao comando técnico do Timbu. Pelas defesas milagrosas de Jefferson. Pela firmeza de Hereda, Camutanga, Fernando Lombardi, Diego Silva e Willian Simões no setor defensivo. Deve-se também à força do capitão Josa, de Jhonnatan e de Jean Carlos. À disposição de Jiménez, Danilo Pires, Maylson e Jefferson Nem. Ao ímpeto do trio de ataque formado por Álvaro, Wallace Pernambucano e o predestinado Matheus Carvalho. Ao apoio de Jorge Henrique e à união do elenco. Mas, mais do que isso: à massa alvirrubra que incentivou o time a superar adversários duros, como Paysandu e Juventude, em classificações dramáticas. E na grande decisão, ao encaminhar a conquista na primeira partida e sacramentar o triunfo diante do Sampaio Corrêa no Maranhão. Como esquecer do cabuloso “Timbu de Chernobyl” e do torcedor que viajou vários dias de bicicleta para vivenciar a grande final? Parabéns ao Náutico, que volta à Série B em 2020!

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Náutico e Sport têm duras missões nesta segunda

Houldine Nascimento Dois times pernambucanos entram em campo, nesta segunda-feira (15), na tentativa de melhorar a situação na tabela de classificação dos campeonatos que disputam. A missão mais dura é a do Náutico, às 20h, na Arena Castelão, onde enfrenta o líder Ferroviário pelo grupo A da Série C. O time cearense tem 23 pontos e, se vencer, dispara no primeiro lugar. Já o Timbu está na sétima posição, com 15 pontos. Uma vitória dará à equipe pernambucana a mesma pontuação do Imperatriz-MA, quarto colocado. Para desbancar o Ferrão, o Náutico terá de apresentar seu melhor desempenho nesta competição. O Sport também joga hoje, às 20h, mas pela Série B. O Leão encara o Cuiabá na Arena Pantanal, em Mato Grosso. Em sétimo, o Leão está a três pontos do Bragantino, que lidera, o que dá a medida do equilíbrio da Segunda divisão nacional. O Cuiabá ocupa a 13ª colocação e vem de um triunfo sobre o Vitória, em Salvador. Antes disso, ficou seis partidas consecutivas sem ganhar. Ontem, o Santa Cruz empatou por 1 a 1 com o Botafogo-PB, no Arruda, e por pouco não perdeu. Viu a equipe paraibana sair na frente com Kelvin, já perto dos acréscimos. No último lance do duelo, Charles evitou nova derrota Coral dentro de casa. Com 17 pontos e em sexto, o Santa volta a atuar pela Série C na quinta-feira (18), quando vai a São Luís enfrentar o Sampaio Corrêa, hoje terceiro colocado.

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Gabriel Mascaro: “No Brasil, há uma ala dos evangélicos com um projeto de poder muito claro”

Houldine Nascimento O filme “Divino Amor” estreou no circuito nacional na última quinta-feira (27). Ambientada em 2027, a obra tem a direção de Gabriel Mascaro e, entre outras coisas, se debruça sobre o avanço do protestantismo no estado brasileiro. Tudo isso a partir da experiência de Joana (Dira Paes), uma adepta da religião e muito apegada à fé. Mascaro concedeu uma entrevista exclusiva à Revista Algomais, em que responde a diversas questões relacionadas ao longa-metragem. Algomais: Como surgiu a ideia e qual a motivação de abordar o universo dos evangélicos? Gabriel Mascaro: Eu via cada vez mais crescente o avanço da religião no Estado brasileiro e isso me inquietou como artista, como realizador. Na verdade, essa confusão entre Estado e religião vem de muito tempo atrás. Algomais: Você falou em um debate em São Paulo que o protestantismo tem um projeto de poder. Gostaria de saber sua opinião a respeito disso. Gabriel Mascaro: É difícil falar em evangélico como algo estático, acho que são vários evangelismos, várias doutrinas. Cada uma que prega coisas muito específicas. Não dá para tratar como uma coisa única, mas é fato que também há, no Brasil, uma ala hegemônica dentro da comunidade evangélica com um projeto de poder muito claro. Tem uma eficiência, um pragmatismo e uma relação de financiamento que faz ter uma agenda política e religiosa cada vez mais forte no país. E o filme discute esses vários evangelismos, mas também leva em consideração esse projeto de poder dessa religião. Algomais: Já chegou ao seu conhecimento alguma reação do público evangélico ao filme? Gabriel Mascaro: Já começou a ter algumas reações distintas. Curioso também é que, na sessão de estreia em João Pessoa, teve uma pastora que era da Igreja Metodista e ela trouxe uma abordagem sobre o feminismo evangélico muito inusitada a partir do filme. Então, o que a gente vê é isso: o evangelismo é uma manifestação muito diversa e não dá para a gente querer generalizar as coisas. Em parte, as reações às vezes são de pessoas que não viram o filme, é muito em função do que leram na imprensa. Acho que é preciso relativizar um pouco isso. O filme foi feito com muito carinho e espero que as pessoas, evangélicas e não evangélicas, possam ir para serem tocadas pelo mundo da personagem, que é muito singular e foi feito com muita honestidade. É uma mulher de fé e que leva sua crença até as últimas consequências. Algomais: Já que você puxou para a protagonista, então queria que você comentasse essa escolha de Dira Paes. Gabriel Mascaro: A Dira foi maravilhosa, eu acompanho o trabalho dela há muito tempo. É uma atriz inteligentíssima e tem uma bagagem cinéfila surpreendente. Foi incrível poder contar com essa atriz que respira e transborda cinema, sabe? Ao mesmo tempo, Dira tem uma coisa especial que é atuar com o coração aberto, para uma personagem que acredita na fé e está disposta a doar corpo em nome dessa fé. Ela consegue atuar sem nenhum julgamento da personagem. Algomais: Nesse filme, você acaba repetindo a parceria com o diretor de fotografia Diego García e esse trabalho está muito alinhado com o design de produção. Há uma conexão nesse sentido. Você pode falar a respeito? Gabriel Mascaro: A gente tinha um desafio muito grande no universo visual do filme porque a Igreja Evangélica no Brasil nega a tradição da arte sacra [da Igreja Católica] Apostólica Romana. Eles não têm os objetos, as esculturas religiosas, não têm a adoração a santo nem imagem de quadro religioso. É uma igreja muito minimalista, muito contemporânea, que é galgada na ideia da palavra, da fé e da experiência emocional entre pastores e fieis. Então como pensar visualmente essa religião em 2027? A gente tinha um desafio muito grande que era imaginar a experiência da espiritualidade. No começo a gente trouxe esses elementos da iluminação, da cromática do filme, da fumaça, das músicas. Todo um ingrediente capaz de produzir uma experiência sensorial nesse filme, trazer a espiritualidade que a gente utilizou para demonstrar essa prática ritualística. O neon aqui é pura luz. Algomais: O filme acaba mirando o futuro, mas acerta o presente em alguns pontos, não é? Gabriel Mascaro: Pois é. Uma pergunta bem curiosa porque a gente começou a pesquisa quatro anos atrás. A gente rodou o filme antes de Bolsonaro sair como candidato. É um filme realmente feito tentando pensar e especular um estado de coisas que eu já vinha observando que, mais cedo ou mais tarde, poderia passar por esse avanço da agenda conservadora. Mas o filme é uma alegoria, claro. É como eu tento reler essa influência da cultura evangélica no Estado brasileiro. Que bom que a gente conseguiu fazer um filme muito vivo e que possa estar o tempo todo conectado e oferecendo recurso para pinçar o presente, mesmo se passando no futuro. E eu acho que esse é o lugar da arte. A arte não tem que trazer resposta, não tem que responder o presente. A arte tem que fazer perguntas.

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Oscar 2018: confira nossas apostas para o prêmio máximo do cinema mundial

Com o Oscar batendo à porta, os sites especializados não perdem tempo e já começam a publicar suas listas de possíveis ganhadores do prêmio máximo do cinema mundial. Quem ganhará o de melhor filme? E o melhor diretor? Chegou, enfim, o dia de Guillermo del Toro levar a estatueta? Será que a Pixar ganhará outra vez o prêmio de melhor animação? Na Revista Algomais não poderia ser diferente. Temos também a nossa lista, ou melhor, duas listas. Convocamos os jornalistas e críticos de cinema, Houldine Nascimento e Wanderley Andrade, que lançam aqui suas apostas para a 90ª edição do prêmio. E você? Já fez também a sua?   Houldine Nascimento Com uma mudança de ares gradativa na Academia – há mais mulheres, negros e latinos entre os integrantes –, o Oscar tende a se tornar mais inclusivo e atento às questões sociais. Este ano, o assunto que tem dominado as diversas premiações é o assédio. Alguns nomes da indústria cinematográfica caíram em desgraça, casos do produtor Harvey Weinstein, desligado da própria companhia; do ator Kevin Spacey, demitido da série de TV House of cards e substituído às pressas por Christopher Plummer no filme Todo o dinheiro do mundo; e o ator e diretor James Franco, a ausência mais sentida na edição 90 do Oscar.   O que se esperava era que Franco fosse um dos cinco nomes na corrida pelo prêmio de Melhor Ator, mas ele acabou “punido” em razão das várias acusações de assédio que sofreu. O nome do filme que produziu, dirigiu e estrelou é “Artista do desastre”, mas James provou ser o próprio desastre em pessoa. No auge de sua carreira, o escândalo sexual estourou. Aguardemos uma cerimônia politizada, assim como foi a do ano passado, que teve críticas ao presidente dos EUA, Donald Trump. Sobre a premiação em si, apresentada novamente por Jimmy Kimmel, a disputa pela estatueta de Melhor Filme está muito acirrada. Pelo menos cinco produções têm chance: A Forma da Água, líder de indicações, e Três Anúncios Para Um Crime parecem disputar palmo a palmo o Oscar, mas Corra!, Dunkirk e Lady Bird estão na espreita. Minhas apostas: Melhor Filme: Três Anúncios Para Um Crime Melhor Diretor: Guillermo del Toro (A Forma da Água) Melhor Ator: Gary Oldman (O Destino de Uma Nação) Melhor Atriz: Frances McDormand (Três Anúncios Para Um Crime) Melhor Ator coadjuvante: Sam Rockwell (Três Anúncios Para Um Crime) Melhor Atriz coadjuvante: Allison Janney (Eu, Tonya) Melhor Roteiro Original: Corra! Melhor Roteiro Adaptado: Me Chame Pelo Seu Nome Melhor Filme em Língua Estrangeira: O Insulto (Líbano) Melhor Animação: Viva – a vida é uma festa Melhor Documentário: Visages, villages Melhor Trilha Sonora: A Forma da Água Melhor Canção: “Remember me”, de Viva – a vida é uma festa Melhor Fotografia: Blade Runner 2049   Wanderley Andrade Quando o assunto é lista para o Oscar, no mínimo, eu poderia citar duas: uma com os filmes que ganharão possivelmente os prêmios da academia e a outra com os que eu gostaria que levassem a estatueta para casa. Indicarei aqui, claro, os da primeira opção. A queridinha deste ano, sem dúvida, é a fábula (nada inocente) A Forma da água, de Guillermo del Toro. Ao todo, foram 13 indicações, entre elas as de melhor filme. Acredito que levará, sim, o prêmio, apesar de não o considerar o melhor dos indicados. Eu daria a estatueta para Três Anúncios Para Um Crime.   Este ano, o prêmio está sendo considerado por muitos como o Oscar das Mulheres, com a indicação de melhor direção para Greta Gerwig, por Lady Bird e de melhor fotografia para Rachel Morrison, por Mudbound: Lágrimas sobre o Mississippi. Ainda assim, acredito que Guillermo del Toro e Roger A. Deakins (Blade Runner 2049) levarão esses prêmios, respectivamente. Por sinal, essa é a 14ª indicação de melhor fotografia para Deakins, que nunca venceu. Minhas apostas: Melhor Filme: A Forma da Água Melhor Diretor: Guillermo del Toro (A Forma da Água) Melhor Ator: Gary Oldman (O Destino de uma Nação) Melhor Atriz: Frances McDormand (Três Anúncios Para Um Crime) Melhor Ator coadjuvante: Sam Rockwell (Três Anúncios Para Um Crime) Melhor Atriz coadjuvante: Allison Janney (Eu, Tonya) Melhor Roteiro Original: A Forma da Água Melhor Roteiro Adaptado: Me chame pelo seu nome Melhor Filme em Língua Estrangeira: The Square: A Arte da Discórdia (Suécia) Melhor Animação: Viva – a vida é uma festa Melhor Documentário: Visages, villages Melhor Trilha Sonora: A forma da água Melhor Canção: “Remember me”, de Viva – a vida é uma festa Melhor Fotografia: Blade Runner 2049  

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O Sport caminha para o abismo (por Houldine Nascimento)

A temporada do Sport mal começou e o clube já acumula fracassos esportivos. O mais recente veio na quinta-feira passada (15), quando o Leão recebeu o Ferroviário-CE, na Ilha do Retiro, em duelo válido pela segunda fase da Copa do Brasil. Quem viu a partida até os 30 minutos do segundo tempo supôs que a classificação do time pernambucano estava sacramentada. Àquela altura, o Sport vencia por 3 a 0. Mas o torcedor rubro-negro jamais imaginaria o que estaria por vir nos dez minutos seguintes. O time da casa sofreu um apagão sob os olhos da própria torcida e teve a capacidade de levar três gols muito rapidamente, cedendo o empate ao Ferrão – como é chamada a equipe cearense – e a vaga na terceira fase da competição nacional acabou decidida nos pênaltis. De forma heroica, o Ferroviário venceu a disputa nos penais por 4 a 3 e avançou. Méritos do Tubarão da Barra, mas a sensação que ficou foi de um fracasso retumbante do Sport. Um time da Série A nacional sucumbiu diante de um da Série D, a quarta divisão. Na histórica derrota, a torcida se voltou contra o presidente, Arnaldo Barros. Como medida, o mandatário decidiu destituir a diretoria. Um dos integrantes da cúpula leonina é o seu filho, Rodrigo Barros. A presença de um parente na condução dos destinos do Sport motivou o pedido de impeachment de um conselheiro do clube. O vexame é a cereja do bolo daquilo que se desenha desde 2016, quando Barros era o vice-presidente de futebol e o Sport por pouco não foi rebaixado no Campeonato Brasileiro. No ano seguinte, nova luta contra a queda e, mais uma vez, o Leão escapou do descenso na última rodada. Com Arnaldo Barros no comando, o clube vem passando por vários apuros. Já em 2017, o Sport passou a atrasar salários, o que contribuiu para a queda de rendimento do elenco. Antes referência no Brasil por cumprir as obrigações, o Rubro-negro se tornou mais do mesmo e atletas têm recusado defender a equipe. O caso da vez foi o do quarto goleiro do Corinthians, Matheus Vidotto, de 24 anos, que rejeitou uma proposta de empréstimo do Sport. Pior do que isso é o fato de vários jogadores com contrato em vigor se rebelarem. O meia Diego Souza se foi e outros lutam para seguir o mesmo caminho. O volante Rithely e o atacante André estão desesperados para deixar Recife. Até o indisciplinado atacante Juninho se nega a vestir a camisa rubro-negra. Além disso, não conseguiu manter peças importantes, como o lateral Mena e o volante Patrick. Assim, o time passa por um desmanche. Prova clara de que as coisas vão muito mal na Praça da Bandeira. Essa trajetória desastrosa começou a ganhar corpo em julho de 2017, quando Arnaldo Barros construiu a saída do Sport da Copa do Nordeste. A medida, além de causar dano financeiro, prejudicou seriamente o time na esfera esportiva, já que agora só resta o Campeonato Pernambucano no primeiro semestre. A atitude à época foi no mínimo contraditória, uma vez que Barros sempre fez questão de desvalorizar o Estadual, dizendo que “o Sport não cabia mais em Pernambuco”. O Brasileirão ainda não teve início, mas devido às ações estapafúrdias de seu presidente, o Sport já é um sério candidato ao rebaixamento. Quem tem visto os jogos, sente as atuações sofríveis do time pernambucano. Ate o momento, não há uma equipe consistente formada. Para evitar a queda, será necessário realizar contratações em diversos setores: da defesa ao ataque. Não por acaso, a rejeição a Arnaldo Barros é grande. Estamos em fevereiro e a perspectiva não é nada boa para o Sport. —

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Sport ainda vive (por Houldine Nascimento)

“O pulso ainda pulsa e pulsa bastante.” A frase do meia-atacante Diego Souza após a vitória do Sport sobre o Fluminense por 2 a 1, no último sábado, reflete o sentimento da torcida rubro-negra. A esperança que parecia ter desaparecido na goleada sofrida por 5 a 1 para o Palmeiras ressurgiu, muito devido à consistente atuação da equipe pernambucana no Maracanã. Prova disso é que, com 23 minutos, André tinha feito os dois gols que garantiram o triunfo diante do clube carioca. Há duas rodadas, o rebaixamento parecia inevitável, especialmente pelo fraco desempenho do Leão. Àquela altura, o Sport já havia disputado 16 partidas neste segundo turno do Campeonato Brasileiro e vencido apenas uma: contra o Vitória, pior mandante da competição, em Salvador. Foram oito pontos conquistados de 48 possíveis. Para se manter na Série A, o Rubro-negro precisaria ganhar os três jogos restantes e torcer por resultados que o favorecessem. O primeiro passo foi a vitória ante o Bahia por 1 a 0 no Recife. Na sequência, veio o êxito contra o Fluminense no Rio. A situação ainda é difícil, mas os dois últimos jogos animam o torcedor. Para o duelo com o Corinthians, no próximo domingo (3), alguns setores da Ilha do Retiro já estão com os ingressos esgotados. O Leão não depende só de si. Precisa vencer o campeão brasileiro e rezar para que o Coritiba não vença a Chapecoense na Arena Condá ou que o Vitória não derrote o Flamengo no Barradão. Tanto a Chape quanto o Flamengo ainda tem objetivos na competição. As duas equipes buscam uma vaga na Copa Libertadores de 2018, fator que alimenta a fé dos pernambucanos. Caso o Sport continue na Primeira Divisão, dará um suspiro à péssima temporada do futebol do estado. Batalha dos Aflitos completa 12 anos O episódio mais trágico da história do Náutico completou 12 anos ontem. Em 26 de novembro de 2005, Timbu e Grêmio duelaram pelo acesso à Série A. Ao clube pernambucano, apenas a vitória interessava. E o Náutico teve muitas chances para que isso acontecesse: dois pênaltis a favor, quatro jogadores do adversário expulsos e o estádio dos Aflitos tomado pela massa alvirrubra. Incrivelmente, tudo deu errado e, mesmo com sete atletas em campo, o time gaúcho acabou ganhando por 1 a 0, gol de Anderson. A atmosfera absurda daquela partida parecia saída de um livro de Gabriel García Márquez. O Grêmio, que tinha tudo para seguir mais um ano na Segunda Divisão, retornou à elite nacional e com o título da Série B. Mano Menezes, hoje no Cruzeiro, era o técnico gremista e aquele jogo mudou o rumo de sua carreira, do time que comandava e do próprio Náutico, que desde então permanece num jejum de títulos.

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