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Dia Nacional da Doação de Órgão: crescimento do número de transplantes é insuficiente para reduzir fila

Enquanto um médico exerce o que pode ser a parte mais difícil de sua profissão, notificar familiares de sua perda, um fio de esperança é tecido para outra família. Quando existe a possibilidade e permissão dos familiares, a equipe atua rapidamente para que órgãos e tecidos de um paciente possam virar o marco de uma nova vida para outro. É em busca de maior conscientização e aceitação dos familiares que o Brasil comemora, em 27 de setembro, o Dia Nacional da Doação de Órgão. Embora o processo para a doação no Brasil tenha apresentado evoluções importantes como sua desburocratização, o último levantamento da Associação Brasileira de Transplante de Órgãos (ABTO), via Registro Brasileiro de Transplante (RBT), aponta que a quantidade de procedimentos no Brasil apresentou números bem próximos no primeiro semestre de 2018 quando comparado ao mesmo período de 2017, um crescimento de apenas 1,7%. Na comparação com anos anteriores (2017/2016) o aumento foi de 3,5%, números que já eram insuficientes para reduzir a fila de pacientes na espera. Mais de 15 mil pessoas passaram a aguardar por algum tipo de transplante no primeiro semestre desse ano, o que culminou em uma lista de espera com 32 mil pessoas ao final de junho deste ano. O profissional por trás do transplante Entre a retirada e o transplante de um órgão existem uma série de etapas. Para que isso seja possível, é necessário que o órgão corresponda a uma série de exigências até chegar ao novo corpo. Essas etapas vão desde as mais simples, como a verificação do tipo sanguíneo, até uma série de análises realizadas pelo Médico Patologista. Este profissional é o responsável por verificar se o órgão está em pleno funcionamento para desenvolver sua função em um novo organismo. “Para que um órgão seja aceito em um corpo diferente, precisamos levar em conta não só a classificação sanguínea, mas o tamanho e a capacidade de desenvolver suas funções, pois em casos de mortes por infecção, por exemplo, o transplante pode ser descartado”, explica o presidente da Sociedade Brasileira de Patologia (SBP), Dr. Clóvis Klock. A equipe médica, além desses especialistas, também é responsável por encontrar um destino com critérios de proximidade, considerando o tempo útil do órgão fora do corpo, gravidade do paciente e o tempo na lista de espera. “Quando há um alerta de possibilidade de doação, tudo tem que acontecer com muita rapidez, partindo da conversa com os familiares, passando pela busca por um paciente compatível. Todo o processo deve acontecer respeitando o tempo limite de sobrevida de um órgão, que pode variar. Um coração pode ficar parado por até 4 horas, já um fígado resiste até 12 horas fora de um corpo e um rim aguenta 36 horas sem circulação sanguínea”, comenta o Dr. Klock. O transplante além da sala de cirurgia O processo de transplantar um órgão vai muito além de garantir que ele chegue em boas condições e que seja realizada com sucesso a cirurgia. Para que se possa afirmar com certeza que tudo deu certo, é preciso um processo de meses de acompanhamento. Isso porque é necessária uma atuação constante da equipe médica para garantir que o organismo se acostume e comece a funcionar adequadamente e sem risco de rejeições. “Não é porque um coração começou a bater em um novo peito que o serviço está completo, o paciente ainda passará por muitos exames, biópsias e medicamentos para evitar a rejeição. O que nós médicos patologistas fazemos é avaliar a qualidade do funcionamento do novo órgão e o quanto ele está adaptado ao corpo e vice-versa”, finaliza o presidente da SBP. Dados dos Transplantes: Coração 189 transplantes; 1,8 por milhão de pessoas. Fígado 1087 transplantes; 85 doadores vivos; 10,5 por milhão de pessoas. Pâncreas 15 transplantes; 0,2 por milhão de pessoas. Pâncreas/rim 43 transplantes; 0,4 por milhão de pessoas. Pulmão 65 transplantes; 0 doador vivo; 0,6 por milhão de pessoas. Rim 2.858 transplantes; 472 doadores vivos; 27,5 por milhão de pessoas. Córnea 7.369 transplantes; 71,3 por milhão de pessoas. Sobre a SBP Fundada em 1954, a Sociedade Brasileira de Patologia (SBP) atua na defesa da atuação profissional dos médicos patologistas, oferecendo oportunidades de atualização e encontros para o desenvolvimento da especialidade. Desde sua instituição, a SBP tem realizado cursos, congressos e eventos com o objetivo de elevar o nível de qualificação desses profissionais.

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Mitos e verdades sobre a doação de medula óssea

Os números de doadores de medula caíram em 2017. Essa queda tem impacto direto em pacientes que buscam o tratamento de doenças como a leucemia e o linfoma (cânceres no sangue). O Dr. Celso Massumoto, onco-hematologista e coordenador da área de Transplante de Medula Óssea (TMO), explica que a doação pode salvar vidas. “Os doadores voluntários, cada vez mais escassos, poderiam ajudar milhares de pacientes que esperam um transplante de medula” afirma o médico. A doação acontece de forma rápida. O voluntário faz um cadastro e, em cinco minutos, é coletado 5ML de sangue. O material é analisado para saber se é compatível com algum paciente e para excluir a possibilidade de doenças que poderiam ser transmitidas aos pacientes que recebem as doações. Quando há a compatibilidade, é feita a coleta da medula em ambiente seguro e com toda a assistência médica necessária ao doador. Apesar de simples, o Dr. Massumoto explica que as pessoas ainda têm dúvidas sobre a doação. Para esclarecer esses questionamentos e reforçar a importância da doação de medula, listamos alguns mitos e verdades sobre o tema. Confira! Qualquer pessoa pode fazer a doação – Mito. Apesar de ter poucas restrições, os doadores devem ser pessoas entre 18 e 55 anos idade que não tenham doenças infecciosas, câncer ou deficiências no sistema imunológico como Lúpus ou Diabetes tipo 1. Estar com seu cadastro atualizado ajuda para doação – Verdade. Para que as instituições que recebem o cadastro do doador possam entrar em contato quando aparecer um receptor para a medula, os dados precisam estar atualizados – endereço e telefones. O processo de doação é burocrático – Mito. É possível se cadastrar como doador nos hemocentros localizados em todos os Estados. O cadastro é feito no banco de doadores, o Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (REDOME), que é o órgão responsável por procurar voluntários compatíveis entre as pessoas cadastradas. Posso doar mais de uma vez – Verdade. A medula se regenera em 15 dias após a doação. Caso seja encontrado um novo paciente que pode receber o transplante, a doação pode ser feita após esse período. O doação é dolorosa – Depende. O incômodo pode ser de leve a moderado. ​A medula do doador pode ser coletada por via óssea ou venosa. Quando coletada por via óssea, o doador é anestesiado e não sente nenhuma dor. Por via venosa ocorre apenas a punção da veia que fica próxima ao quadril e a inserção de uma agulha ligada a um equipamento de aférese (processadora celular). A doação só vale para minha cidade – Mito. O banco de dados dos doadores voluntários é universal. Caso não seja encontrado um doador no país em que o paciente está, há uma busca nos bancos de outros países. Caso seja encontrada uma medula compatível, é feita a coleta dela no pais de origem e o Governo de cada país pode transportá-la até o receptor. Posso voltar às atividades diárias rapidamente – Verdade. A recuperação ​é rápida. A recomendação médica são de três dias de repouso e, como a doação é prevista em lei, o doador pode se ausentar do trabalho no dia da doação e, dependendo do estado de recuperação do paciente, o atestado pode ser para três dias. “A informação é uma ferramenta importante para atrair novos doadores que podem salvar vidas”, finaliza o Dr. Massumoto.

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Pernambuco bate recorde de transplantes em 2017

O Governo de Pernambuco, por meio da Central de Transplantes (CT-PE), tem se empenhado para conscientizar a população sobre a importância do ato de doar órgãos e tecidos, além de focar na capacitação dos profissionais de saúde para sensibilização nos serviços e para o diagnóstico correto da morte encefálica. O esforço tem refletido na diminuição da fila de espera e consequentemente no aumento do número de transplantes no Estado. Em 2017, foram realizados 1.790 procedimentos, um recorde desde a criação da CT-PE, em 1995. Antes, o ano com mais transplantes realizados era o de 2012, com 1.690. “A Central de Transplantes, juntamente com os serviços de saúde e os profissionais envolvidos nesse processo, tem trabalhado permanentemente para diminuir o tempo de espera de um paciente em fila de espera, seja por meio de capacitações das equipes hospitalares ou pela conscientização do público. Em 2017, conseguimos retomar o status de córnea zero, quando o paciente, depois de realizar os exames necessários para ser inscrito na fila de espera, faz o transplante em até 30 dias. Além do recorde no número total de transplantes, também batemos o recorde de transplantes de coração e de rim. Isso significa mais esperança para a população e vida para quem consegue um órgão ou tecido”, afirma a coordenadora da CT-PE, Noemy Gomes. Em 2017, Pernambuco realizou 404 transplantes de rim. Anteriormente, o ano com mais procedimentos tinha sido em 2015, com 344. No caso de coração, foram 54 em 2017, contra 45 em 2015. “A população precisa saber como exercer seu direito de ser um doador. Para isso, é preciso externar essa vontade ainda em vida para os seus familiares. Nós sabemos da dor no momento do falecimento de um ente querido, mas é importante termos a consciência que um único doador pode dar mais qualidade de vida a até sete pessoas em fila de espera”, reforça Noemy. DADOS – Durante todo o ano de 2017, Pernambuco concretizou 1.790 transplantes. O quantitativo é 22,27% maior do que o mesmo período de 2016, com 1.464 procedimentos. O maior crescimento foi nos transplantes de coração, com 54 em 2017 e 38 em 2016 (aumento de 42%). Em seguida, vem rim: 404 em 2017 e 286 em 2016 (aumento de 41%). Ainda foram realizados 225 procedimentos de medula óssea (187 em 2016 – crescimento de 20%), 968 de córnea (827 em 2016 – ampliação de 17%), 129 de fígado (112 em 2016 – aumento de 15%). Também foram feitos 6 transplantes de rim/pâncreas, 2 de fígado/rim e 2 de válvula cardíaca. Pernambuco ainda teve um aumento de doadores por milhão de população (pmp). Em 2016, o número era de 15 doadores por milhão de população. Em 2017, o quantitativo ficou em 20 pmp, também o maior da história do Estado. O recorde anterior era de 2015, com 18 pmp. AUTORIZAÇÃO – Em 2017, as Organizações de Procura de Órgãos (OPO) realizaram 341 entrevistas com familiares de pacientes com morte encefálica. Desse total, 188 autorizaram a doação e 150 negaram. Isso significa que 43,9% das potenciais doações não puderam ser efetivadas. A morte encefálica acontece quando o cérebro perde a capacidade de comandar as funções do corpo, como consequência de uma lesão conhecida e comprovada. No caso da morte encefálica, o paciente é um potencial doador de órgãos sólidos (coração, rins, pâncreas e fígado) e tecido (córnea). No caso da morte do coração, o paciente pode doar apenas as córneas. “Entre os motivos da negativa familiar, está o desconhecimento da população sobre a morte encefálica e sobre a integridade do corpo após a doação. Precisamos informar que o diagnóstico de morte encefálica segue um rígido protocolo na sua confirmação e que a família receberá o corpo do ente querido íntegro para realizar todas as cerimônias de despedida. Como a doação só ocorre com a autorização de um familiar de até segundo grau, de acordo com a legislação brasileira, precisamos difundir esse tema; tirar dúvidas, mitos e preconceitos; e saber que esse ato pode salvar muitas vidas”, pontua a coordenadora da CT-PE. FILA DE ESPERA – Atualmente, há 931 pacientes esperando um órgão ou tecido. A maior fila é por um rim, com 766 pacientes, seguida de fígado (78), córnea (62), medula óssea (14), coração (9) e rim/pâncreas (2). (Governo do Estado de Pernambuco)

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PE é 2º no Brasil em transplantes de coração pelo 3º trimestre consecutivo

O ano de 2017 tem sido de boas notícias para a área de transplantes de órgãos e tecidos em Pernambuco. Pelo terceiro trimestre consecutivo, o Estado está no primeiro lugar do Norte e Nordeste e segundo no Brasil no número de procedimentos de coração. O dado foi divulgado nesta semana pela Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO). Entre janeiro e setembro, foram 43 pacientes transplantados, número que já supera em 13% o total de transplantes realizados durante todo o ano de 2016. Apesar da alta, no mesmo período, seis pacientes morreram em fila de espera aguardando esse órgão. “A ABTO afirma neste último balanço que se o Brasil mantiver o ritmo atual, é possível considerar a retomada das doações e transplantes no país. Nós concordamos com a afirmação e garantimos que o Governo de Pernambuco tem tratado do assunto como uma das prioridades na área da saúde. Mas também precisamos chamar a atenção de todos os pernambucanos para esse tema. Só há doação quando um familiar exerce o seu direito de doar o órgão ou tecido do seu ente querido. Por isso a importância de conversarmos e tirarmos todas as dúvidas sobre o assunto ainda em vida, além de já externarmos nosso desejo de ser doador”, afirma a coordenadora da Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE), Noemy Gomes. Além de coração, Pernambuco também é segundo no Brasil em transplantes de medula óssea, com 162 pacientes beneficiados nos primeiros nove meses do ano. “A doação de medula óssea ocorre em vida e para ser doador é preciso estar cadastrado no Registro Nacional de Doadores de Medula Óssea. O cadastro é feito no Hemope e a doação pode beneficiar um paciente com compatibilidade de qualquer Estado do Brasil, ou até mesmo de outros países. Importante lembrar que a doação de medula não traz nenhum risco à saúde do doador, que tem sua medula totalmente restaurada em poucos dias após o procedimento”, reforça Noemy. MAIS DADOS – Pernambuco ainda é primeiro lugar no Norte e Nordeste em transplantes de rim (282), pâncreas (6) e córnea (773). De janeiro a setembro, o Estado totalizou 1.376 transplantes de órgãos e tecidos. Em relação aos doadores, foram 141, sendo 101 do sexo masculino e 40 do sexo feminino. Pernambuco ainda teve um aumento de doadores por milhão de população (pmp). Em 2016, o número era de 15 doadores por milhão de população. Em 2017, o quantitativo está em 20 pmp. Na fila de espera, há 1.032 pacientes. Desses, 792 aguardam um rim, 136 córnea, 80 fígado, 16 medula óssea, 7 coração e 1 rim/pâncreas. (Governo do Estado de Pernambuco)

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Dia Mundial do Coração: PE comemora ampliação de transplantes

No Dia Mundial do Coração, celebrado hoje (29.09), Pernambuco comemora a ampliação de 60% nos transplantes deste órgão realizados no Estado, se comparado com o mesmo período do ano passado. Até agosto deste ano já foram realizados 40 procedimentos cirúrgicos, enquanto em 2016, 25 haviam sido feitos. No ranking nacional, Pernambuco ocupa segundo lugar neste tipo de transplante, atrás apenas de São Paulo. “O programa de transplante cardíaco está muito consolidado em Pernambuco e isso revela que o serviço é realizado de forma correta e eficaz, também sendo referência para receber pacientes de outras unidades federativas. É essencial que a sociedade entenda a importância da doação e mais e mais pessoas decidam por este ato”, afirma a coordenadora da Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE), Noemy Gomes. Em Pernambuco, duas unidades realizam este tipo de cirurgia pelo SUS – o Imip, responsável por 75% dos casos, e o Real Hospital Português. A fila de espera por um coração, atualmente, tem cinco pessoas. Dos órgãos transplantados em Pernambuco o coração é o que pode passar menos tempo fora do corpo humano e, consequentemente, é um transplante delicado e exige muito cuidado, sendo indicado apenas para pacientes portadores de cardiopatias graves e quando já não há tratamento medicamentoso ou outro tipo de cirurgia eficaz. “O transplante cardíaco pode ser uma solução quando o paciente está no estágio avançado da doença e quando se esgota todas as alternativas, tanto em relação ao uso de medicamentos, quanto em relação aos aparelhos ou dispositivos coadjuvantes que auxiliam o órgão, como o marcapasso, por exemplo. As doenças cardiovasculares são a principal causa de morte no mundo e também lideram números no Brasil e em Pernambuco, por isso, focar na prevenção das doenças cardíacas mantendo hábitos saudáveis, já que as causas são multifatoriais, é de fundamental importância”, alerta o coordenador de cardiologia da SES, Orlando Otávio de Medeiros. Entre os anos de 2013 e 2015, no ranking dos principais grupos de óbitos por causa natural em Pernambuco, excluindo os óbitos por causas externas, as doenças do aparelho circulatório aparecem em primeiro lugar, seguido pelas neoplasias e doenças do aparelho respiratório. Foram registrados 17.300 óbitos em 2013; 16.961 no ano seguinte; e 17.829 em 2015. O atendimento cardiológico no SUS em Pernambuco é realizado pelo Procape, Hospital Agamenon Magalhães, Pelópidas Silveira, Dom Hélder Câmara e Mestre Vitalino, em Caruaru. Além disso, a rede de atendimento de emergência aos pacientes com problemas cardíacos conta com 15 UPAs e 13 hospitais regionais. As Unidades Pernambucanas de Atendimento Especializado (UPAEs) ofertam exames específicos e consultas ambulatoriais com cardiologistas, evitando que hipertensos, cardiopatas e diabéticos tenham o agravamento de seus quadros ou qualquer tipo de intercorrência. EVOLUÇÃO – TRANSPLANTES DE CORAÇÃO 2010 – 7 2011 – 8 2012 – 18 2013 – 27 2014 – 25 2015 – 45 2016 – 38 2017 – 40* (ATÉ AGOSTO) (Governo do Estado de Pernambuco)

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Coração: transplantes em PE já superam dados de todo ano de 2016

Até o último dia 23.08, Pernambuco realizou 40 transplantes de coração. O quantitativo já é 5% maior do que todos os procedimentos realizados no ano de 2016, quando foram transplantadas, de janeiro a dezembro, 38 pessoas. No momento, apenas 2 pacientes estão em fila de espera. No Estado, esse tipo de transplante é realizado no Hospital Português e no Imip. Esse último é, no momento, o maior centro transplantador de coração do Norte/ Nordeste. “Pernambuco tem se destacado desde o início do ano no número de transplantes de coração. Conseguir superar o número de procedimentos de 2016 em menos de oito meses mostra que a população tem entendido a importância desse ato e, com isso, tem autorizado a doação do órgão do ente querido. Essa ampliação também é uma conjunção entre o trabalho das Organizações de Procura de Órgãos, das equipes de captação e dos profissionais transplantadores, que também estão absorvendo toda essa demanda crescente. Tudo isso tem beneficiado e dado qualidade de vida aos pacientes que esperam por um coração”, afirma a coordenadora da Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE), Noemy Gomes. A coordenadora ressalta que, quando um paciente recebe o diagnóstico para um transplante de rim, ele tem na hemodiálise um meio de sobrevida para aguardar o procedimento. “No caso do coração, não há nada que substitua o órgão, sendo realmente uma luta contra o tempo para conseguir um doador. Seguir todo o protocolo para confirmação da morte encefálica e para a manutenção dos sinais vitais do potencial doador é fator decisivo para efetivar a doação. Após a retirada do coração, existe um prazo de até quatro horas para que ele seja transplantado, sendo necessária toda uma logística e um esforço de todos os envolvidos para que o processo seja efetivado”, diz Noemy. Neste ano, quatro pacientes faleceram em lista de espera antes de conseguir um doador. RANKING – De acordo com levantamento da Associação Brasileira de Transplantes de Órgãos (ABTO), Pernambuco está em segundo lugar no Brasil no número de transplantes de coração, atrás apenas de São Paulo. Os dados são relativos ao primeiro semestre de 2017, quando foram realizados 28 procedimentos (19 em 2016 – aumento de 47%). DADOS – De janeiro a julho deste ano, foram realizados, em Pernambuco, 79 transplantes de fígado (62 em 2016 – aumento de 27%), 221 de rim (155 em 2016 – aumento de 43%), 594 de córnea (483 em 2016 – aumento de 23%), 133 de medula óssea (121 em 2016 – aumento de 10%) e 6 de rim/pâncreas (6 em 2016), além de 1 de fígado/rim e 2 de válvula cardíaca. Atualmente, a fila de espera conta com 765 pacientes aguardando um rim, 146 por córnea, 70 de fígado, 20 de medula óssea, 3 por rim/pâncreas e 2 por coração, totalizando 1.004. (Governo de Pernambuco)

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Transplantes: Pernambuco retoma status de córnea zero

A partir deste mês de julho, todo paciente que tiver indicação para um transplante de córnea, depois de realizar os exames necessários para ser inscrito na fila de espera, fará o transplante em até 30 dias. Isso significa que, novamente, Pernambuco conseguiu atingir o status de córnea zero. O Estado já tinha alcançado esse status em janeiro de 2013, mantendo até 2015. No primeiro semestre deste ano, Pernambuco realizou 516 transplantes de córnea. O número é 28% maior do que o mesmo período do ano passado, com 404 procedimentos. Durante todo o ano de 2016, foram realizados 793 transplantes de córnea. O quantitativo é 34% maior do que os procedimentos realizados em 2015, que totalizam 594. “Voltar ao status de córnea zero é o resultado de um verdadeiro trabalho de equipe, que envolve diversos personagens: o brilhante trabalho das equipes das Comissões de Transplantes dos hospitais do nosso Estado e das Organizações de Procura de Órgãos, que são os profissionais responsáveis pela busca dos potenciais doadores falecidos nas unidades hospitalares, realizando o acolhimento familiar e possibilitando às famílias doadoras as condições necessárias para o exercício do direito de doar. E à Central de Transplantes do Estado, que tem prestado um serviço público de qualidade à nossa população”, afirma a coordenadora da Central de Transplantes de Pernambuco (CT-PE), Noemy Gomes. Para alcançar esse panorama, a coordenadora ressalta a importância “dos bancos de tecido ocular que atenderam ao chamado dos hospitais para realizar a retirada das córneas, com todo respeito e dignidade que o doador merece. Também o empenho e dedicação das equipes de transplantes credenciadas de nosso Estado em concretizar a doação por meio do transplante nos pacientes que aguardavam ansiosos por uma melhor qualidade de vida, e de uma nova chance de enxergar o mundo melhor. Por fim, às famílias doadoras, que num momento de dor exerceram o amor ao próximo no seu conceito mais genuíno. Sem elas, nada disso seria possível”. Qualquer paciente que falece em unidade hospitalar, seja por morte encefálica ou por parada cardíaca, pode doar a córnea, que, após a retirada, dura até 14 dias. A Central de Transplantes reforça que são poucos os casos de contra-indicação para a doação, como infecção por HIV ou outras infecções virais (rubéola, meningoencefalite). “Pacientes com diagnóstico de câncer não pode doar órgãos, mas podem doar a córnea, a única parte do corpo que tem a chance de não ser comprometida. A única exceção é a leucemia”, diz Noemy. Para que haja a doação, de acordo com a legislação brasileira, um parente de até segundo grau precisa autorizar, “por isso a importância de conversarmos com nossos familiares sobre o assunto e externar nosso desejo de ser doador”, frisa Noemy Gomes. Atualmente, as unidades que fazem o transplante de córnea em Pernambuco são: Imip, Fundação Altino Ventura, Seope, Hospital Santa Luzia, Hope, IOR, Hospital Santo Amaro, Instituto de Olhos de Caruaru, Instituto de Olhos do Vale do São Francisco, Oftalmolaser e HVisão. HISTÓRICO – Após um esforço conjunto da Central de Transplantes (CT-PE), dos centros e comissões de transplantes e da própria sociedade, e da realização de mais de 1.000 transplantes de córnea em 2012, em janeiro de 2013 Pernambuco atingiu o status de córnea zero, que significa realizar o transplante em até 30 dias. Esse status foi mantido por mais de 2 anos, mas desde o início de 2016 não era mais realidade no Estado. O status foi alcançado novamente neste mês de julho. AUMENTO NOS TRANSPLANTES – Além do status zero para córnea, a Central de Transplantes de Pernambuco também tem comemorado o aumento nos transplantes de órgãos e tecido em geral. No primeiro semestre, foram efetivados 919 transplantes, um aumento de 26,41% em relação a 2016, com 727 procedimentos. O destaque fica por conta dos dados de coração, que saíram de 19 no primeiro semestre de 2016 para 28 no mesmo período deste ano, um acréscimo de 47%. “Um paciente com morte encefálica pode doar até sete órgãos e tecidos, sendo dois rins, duas córneas, coração, fígado e pâncreas. Isso significa tirar da fila de espera até sete pacientes”, ressalta Noemy. Ela ainda lembra que pessoas vivas também podem ser doadoras, como no caso da medula óssea, rim ou parte do fígado. “Os transplantes de medula óssea ocorrem a partir da medula do próprio paciente ou se ele encontrar um doador compatível, que pode estar entre os familiares mais próximos ou em qualquer lugar do Brasil ou do mundo. Por isso a necessidade dos interessados procurarem o Hemope para se cadastrar no Registro Brasileiro de Doadores Voluntários e realizar as análises de compatibilidade”, pontua. FILA DE ESPERA – Atualmente, 1.021 pessoas estão na fila de espera por um órgão ou tecido. O maior quantitativo é para rim (775), seguido de córnea (146), fígado (71), medula óssea (16), coração (9) e rim/pâncreas (4). (Blogo do Governo do Estado de Pernambuco)

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Cresce o número de transplantes

A taxa de doadores de órgãos efetivos aumentou 5% no Brasil no ano passado, em comparação com 2015, mas continua abaixo da esperada. A informação faz parte de um levantamento estatístico sobre a realização de transplantes no país, divulgado na última quinta-feira (9) pelo ministro da Saúde, Ricardo Barros, na sede da Academia Nacional de Medicina, no Rio. Segundo Barros, a recusa de doação de órgãos pela família ainda é um desafio para a expansão do serviço. “A cada ano, batemos novos recordes, mas em algumas modalidades de transplante temos cinco anos de fila de espera, cerca de 40% das famílias se recusam a fazer a doação dos órgão de parentes falecidos. Então, há um conjunto de medidas a tomar”, disse Barros. “Para reduzir as filas, já que temos excelente infraestrutura de hospitais especializados em transplantes, precisamos fazer campanhas de conscientização para que as famílias autorizem a doação de órgãos, facilitar a regulação da legislação que envolve essa questão”, acrescentou. Nas regiões Sul e Sudeste, a taxa de recusa é de cerca de 30%; nas regiões Norte e Nordeste, o percentual chega a 40%. Ao todo, 2.983 pessoas foram doadoras de órgãos no ano passado, sendo 357 para o transplante de coração. O aumento desse tipo de procedimento foi de 13% no período. O número de transportes de órgãos feitos pela Força Aérea Brasileira (FAB) aumentou de cinco, em 2015, para 172 em 2016. Desde junho do ano passado, a FAB tem uma aeronave à disposição para o transporte de órgãos ou de pacientes do Sistema Único de Saúde (SUS). Em relação à fila de espera, cerca de 41 mil pessoas aguardavam por um transplante em 2016, a maioria de rim (24.914). (Agência Brasil)

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Número de doação efetiva de órgãos cai no Estado

Paloma Félix tinha apenas 20 anos quando começou a sentir fortes dores abdominais. Passou seis meses internada até ser diagnosticada com a Síndrome de Budd-Chiari, causadora de obstrução de veias do sistema de drenagem do fígado. Depois do reconhecimento da doença, o ultimato: ela precisaria de um novo órgão para sobreviver. Esperou mais cinco meses. Aos 21, foi submetida ao transplante de fígado. Hoje, oito anos depois, sente-se bem e se diz grata pela segunda chance que recebeu de uma família que disse sim à doação de órgãos. “Sou feliz novamente”, conta. Assim como ela, este ano, 710 pessoas já foram contempladas pela doação de órgãos e tecidos em Pernambuco. Mas, na lista de espera, cerca de 1.200 pacientes ainda aguardam a sua vez. De acordo com dados da Central de Transplantes do Estado, o órgão com mais esperas, atualmente, é o rim (810), seguido de córnea (309) e fígado (70). No País, dados da Associação Brasileira de Órgãos e Transplantes (ABTO) apontam que a lista ultrapassou o marco de 30 mil pessoas. De acordo com a ABTO, Pernambuco está em primeiro lugar entre os Estados do Norte e Nordeste nos procedimentos de rim, coração, pâncreas e medula óssea, quando analisados os dados de janeiro a março de 2016. A associação alertou, no entanto, para a diminuição nas taxas de doadores efetivos, com queda de 7,1% em relação ao mesmo período do ano passado, e de efetivação da doação, que também caiu 4,8%. Os dados são preocupantes e, segundo a ABTO, se não forem revertidos, podem comprometer o trabalho dos últimos anos e consequentemente aumentar a mortalidade por doenças que podem ser salvas pelo transplante. O maior obstáculo enfrentado no processo de doação está na negativa de 44% das famílias de pacientes. Em Pernambuco, os números chegam a 39%. Muitas vezes, por falta de informação, parentes não aceitam a morte do ente querido e acabam negando a transferência dos seus órgãos para outras pessoas. “O fato da conversa em vida nunca ter acontecido entre a família é um impedidor bastante comum no processo. É preciso que se discuta sobre o assunto em casa para que cada vez mais pessoas sejam salvas”, afirmou o coordenador da Unidade Geral de Transplantes do Instituto de Medicina Integral Professor Fernando Figueira (IMIP), Amaro Medeiros de Andrade. O programa nacional de transplantes é controlado e monitorado pelo Sistema Nacional de Transplantes (SNT), vinculado ao Sistema Único de Saúde (SUS). Nos Estados, são as centrais de transplante que regulam a lista dos receptores, além de receber notificações de potenciais doadores com diagnóstico de morte encefálica e alocarem os órgãos baseadas na fila única, estadual ou regional. Em Pernambuco, a CTPE coordena 20 comissões intra-hospitalares de doação de órgãos, tecidos e transplantes (CIHDOTTs) sediadas em unidades de saúde do Recife e do interior. Há também quatro Organizações de Procura de Órgãos (OPOs) nos hospitais Imip, Real Hospital Português (RHP), Santa Efigênia (Caruaru) e Dom Malan (Petrolina). ESCOLAS A gerente do SUS no RHP, Luciene Melo, defende que a conscientização sobre a doação de órgãos deve começar desde cedo, nas escolas. “As campanhas de sensibilização das famílias devem acontecer continuamente. É um trabalho de formiguinha que, se parar, perde a força”, explicou. “Toda conscientização tem que começar pela escola, de maneira lúdica. E também no local de trabalho. A discussão do tema deve atingir todas as faixas; crianças, jovens, adultos e idosos. As pessoas têm que entender a importância do ato de doar órgãos”, enfatizou Luciene Melo. A boa notícia, em Pernambuco, vem do município de Petrolina, no Sertão. Segundo o chefe da Unidade de Transplantes de Fígado (UTF), Cláudio Lacerda, nos últimos dois anos, o local se consolidou como um polo importante de captação de órgãos e tecidos. “A equipe de procura de órgãos da cidade é extremamente comprometida e vem tendo um desempenho excelente. Cerca de 30% dos doadores que estamos utilizando nos nossos transplantes são captados lá”, ressaltou o médico. Coordenada por ele, a UTF atua no Hospital Jayme da Fonte, no Hospital Universitário Oswaldo Cruz (Huoc) e no Imip. Em julho, o Jayme da Fonte comemorou o marco de 800 cirurgias, do total de 1.040 realizadas pela UTF, consagrando-se o segundo maior programa particular de transplante de fígado do País. “Hoje, mais de 80% dos transplantes são realizados com sucesso. Após se recuperar da cirurgia, a pessoa volta a ter uma vida saudável e é reintegrada na sociedade”, explicou o médico Amaro Medeiro. “Quem nega a doação de órgãos precisa imaginar que um dia pode também estar do outro lado, à espera de um órgãos para sobreviver ou para que um ente sobreviva. Qualquer um de nós pode, a qualquer momento, passar a precisar de um transplante. Doar órgãos é um ato de amor sublime”.

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