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Natal deve injetar R$ 1,226 bilhão no comércio pernambucano em 2025

Fecomércio-PE projeta crescimento de 2,5% nas vendas de fim de ano e reforça importância da data para o varejo O Natal de 2025 deve movimentar R$ 1,226 bilhão em consumo adicional no comércio de Pernambuco, segundo estimativa da Fecomércio-PE. O valor representa avanço de 2,5% em relação ao ano passado e consolida a data como o principal motor sazonal de vendas no estado. Mesmo com expansão moderada, o peso relativo do Natal no desempenho de dezembro aumentará, passando de 10,28% para 10,84% do total comercializado no mês. Dezembro deve alcançar R$ 12,541 bilhões A federação projeta que o varejo pernambucano deve movimentar R$ 12,541 bilhões em dezembro de 2025, somando vendas natalinas e demais operações típicas do período. O cálculo considera um modelo contrafactual que estima quanto do consumo seria realizado sem o impulso da data. O maior volume está concentrado em segmentos como presentes, moda, alimentos, eletroeletrônicos e perfumaria. Volume adicional exclusivo gerado pelo Natal em Pernambuco (em bilhões) Fonte: Hub de Dados do Comércio Cadeia produtiva impulsionada Para o presidente da Fecomércio-PE, Bernardo Peixoto, o período segue essencial para a dinâmica do setor terciário. “O Natal fortalece toda a cadeia produtiva ligada ao varejo e aos serviços. As empresas se organizam com antecedência porque sabem que dezembro concentra decisões de compra relevantes. Serviços de beleza registram demanda elevada nas semanas que antecedem as festas do período”. Efeito direto sobre renda e consumo O economista Rafael Lima destaca que o impacto vai além das compras tradicionais. “O valor adicional de R$ 1,226 bilhão representa o efeito próprio da data sobre o comércio e serviços. Ele decorre da concentração das decisões de compra e do aumento natural da circulação de renda derivado de empregos temporários e incremento do décimo terceiro salário. É um impacto que molda a operação das empresas e orienta sua estratégia ao longo do segundo semestre”.

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Raquel defende união política em prol do desenvolvimento do Estado

Governadora, em palestra no Pernambuco em Perspectiva, fez um balanço do seu governo, apontou as diretrizes para desenvolver o Estado nas próximas décadas e alertou ser preciso qualificar os investimentos para o Nordeste não se tornar um mero exportador de energia, sem gerar um desenvolvimento interno e emprego qualificado. Também salientou a necessidade de as forças políticas se unirem em benefício do crescimento econômico. *Por Rafael Dantas “O futuro é hoje”. Essa foi a declaração da governadora Raquel Lyra durante o último encontro de 2025 do projeto Pernambuco em Perspectiva – Estratégia de Longo Prazo, promovido pela Revista Algomais e pela Rede Gestão. Além do balanço dos últimos três anos, a governadora apontou que, diante do momento político nacional e internacional, de interesse no Estado, os próximos cinco anos serão definidores para as próximas cinco décadas. Porém, destacou a necessidade da costura de uma unidade pelas pautas estratégicas para o desenvolvimento. Durante o relato das principais ações do Governo do Estado desde 2023, Raquel Lyra ressaltou que existe um grande interesse dos investidores de fora do País em aproveitar oportunidades na geração de energias renováveis e também no Porto de Suape. No momento em que o mundo faz um esforço pela descarbonização das atividades produtivas, todo o Nordeste e Pernambuco se posicionam dessa forma com grande potencial de atração de novos empreendimentos. “Nós temos uma janela de oportunidade da nova economia. E o mundo enxerga isso em nós”, declarou a governadora. “Nós geramos no Nordeste energia superavitária. Mas a gente precisa trazer para cá os investimentos certos. O que é que nós vamos trazer para cá para aproveitar essa energia limpa? Ou a gente vai [apenas] jogar na rede?”, provocou Raquel Lyra. A governadora, portanto, alertou para o fato de o Estado aproveitar esse olhar dos investidores não para seguir sendo um produtor de commodities, mas aproveitando a disposição de energia produzida a partir de matrizes renováveis para atrair novas indústrias. Essa perspectiva é fundamental para o adensamento das cadeias produtivas no novo ciclo de desenvolvimento de Pernambuco. Ou seja, Raquel Lyra defendeu que Pernambuco não pode se limitar a ser exportador de energia, grãos ou combustíveis. Para ela, o Estado precisa converter esses ativos, como o parque de energia renovável, o porto e ou potencial para instalação de data centers, em desenvolvimento interno, com empregos qualificados, inovação e criação de inteligência.  “Não é sobre instalar 10 data centers. É sobre o que eles trazem junto de emprego, tecnologia e da nova economia”, afirmou. “A gente precisa agregar a nova economia, com o combustível que a gente tem, com a logística que a gente tem, com a posição geográfica que a gente tem.”  Em um Estado com limitações hídricas, por exemplo, vender apenas produtos agrícolas como commodity seria vender a água. O desafio, nesse caso, seria promover o refinamento do açúcar ou a transformação em novos produtos e desenvolver a agroindústria para gerar mercadoria com mais valor agregado Raquel Lyra criticou a lógica de Pernambuco atuar apenas como corredor logístico ou mero exportador de matéria-prima, defendendo uma inflexão estratégica no modelo econômico. Segundo ela, é fundamental adicionar valor localmente, fortalecer a inteligência produtiva e converter o potencial energético e a infraestrutura já instalada em empregos qualificados, capazes de elevar o patamar de desenvolvimento do Estado. UNIDADE PARA CONSTRUIR O FUTURO Uma das queixas da governadora Raquel Lyra, que ela classificou como o primeiro desafio de Pernambuco, é a união política. Durante o evento ela fez críticas à falta da construção de pactos para tratar dos assuntos estratégicos para Pernambuco. Ela comparou, por exemplo, a quantidade de emendas parlamentares concedidas ao Estado do Ceará. “O Ceará agora fechou com R$ 400 milhões de emenda de bancada. Nós fechamos esse ano com R$ 20 milhões. Todo mundo me pede obra, mas as pessoas também precisam me ajudar a fazer as obras”. Mais uma vez ao comparar a experiência local com os Estados vizinhos da região, ela defendeu que Pernambuco alcance um patamar mais elevado de investimentos para dar sustentação a um novo ciclo de desenvolvimento. “O Ceará está crescendo, a Bahia está crescendo. E nós?  Se a gente não tiver capacidade de nos unirmos, se não tivermos uma agenda única estratégica, vamos continuar brigando uns com os outros, pensando sempre na próxima eleição. A agenda de Pernambuco não é a da próxima eleição, mas da próxima geração”. Apesar de ter relatado uma série de avanços no volume de investimentos na atual gestão, Lyra revelou a preocupação com a frustração do Governo do Estado com o crescimento de ICMS de 2% esse ano. “Investimento público alavanca o investimento privado e é um ciclo virtuoso. O investimento privado vai alavancar novos investimentos públicos a partir do crescimento da nossa economia. A gente precisa continuar investindo em Pernambuco, seja em concessão, seja em parceria privada, seja com recurso do Governo Federal, pouco importa. Nós precisamos ter um patamar de investimento alto”. A governadora lembrou ainda que a Paraíba cresceu 10% do PIB e que Alagoas chegou a direcionar 20% da sua receita líquida para investimento. “A gente estava investindo entre 2% e 3%”, comparou. TEMPO DE OPORTUNIDADE Os feitos do Estado para o horizonte de planejamento de longo prazo para 2037, muito mencionado nos encontros do Pernambuco em Perspectiva, na opinião da governadora, será definido nos próximos cinco anos. A motivação dessa percepção de urgência para definir os projetos estruturadores e estratégicos para Pernambuco, além da janela de oportunidades da descarbonização da economia, está ligada a um fator restritivo: com a recém-aprovada Reforma Tributária, a partir de 2033, Pernambuco e os demais estados brasileiros não terão mais benefícios fiscais para atrair empreendimentos. Diante das diferenças de competitividade com os estados do Sul e Sudeste, por décadas, o Nordeste conseguiu atrair grandes investimentos com esses incentivos. “Temos que ter inovação, tecnologia e garantir que tenhamos competitividade. E com a Reforma Tributária até 2033 não teremos mais benefícios fiscais e quem seremos nós se não tivermos infraestrutura, pessoal qualificado?”, indagou a governadora. BALANÇO DOS TRÊS ANOS

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Porto de Galinhas consolida liderança no turismo com alta antecedência de compra e tarifas valorizadas

Em apresentação no Visit Travel Show, Rodolfo Delphorno destaca que o destino mantém o maior volume de reservas do estado, cresce de forma consistente e transforma a Black Friday em data estratégica para o setor. Um destino acima da capital Ao apresentar o Hotel Report 2025 da Omnibees, Rodolfo Delphorno ressaltou a posição privilegiada de Porto de Galinhas dentro do turismo nacional. Segundo ele, o balneário é um dos dois únicos destinos do Brasil que superam a capital do Estado em volume de reservas — ao lado de Porto Seguro. “Ipojuca é mais relevante em volume de reservas do que Recife”, afirmou, arrancando aplausos do público. A análise mostra ainda que Porto segue como o local mais reservado de Pernambuco, com crescimento consistente mesmo num cenário nacional competitivo. Desempenho dos destinos do Nordeste (Reservas | Tarifas) Antecedência de compra e estadia em alta Os dados apresentados apontam um comportamento claro: Porto de Galinhas atrai um viajante que planeja mais e permanece mais tempo. O destino lidera a antecedência de compra no país, registrando mais que o triplo da média nacional, e permanece entre os primeiros colocados em estadia média no Nordeste. Esse perfil planejado abre uma janela estratégica para aumentar receitas com experiências, gastronomia e serviços adicionais, um potencial destacado por Delphorno ao comentar que o hóspede “vem com tempo para ser trabalhado antes da viagem”. Tarifas valorizadas e estabilidade comercial Entre 2019 e 2025, a diária média em Porto de Galinhas cresceu 97%, mesmo com inflação acumulada de 38%. O aumento real de cerca de 59% posiciona o destino entre os mais valorizados do Nordeste, mantendo tarifas elevadas ano após ano. A parceria com grandes operadoras, segundo Delphorno, segue essencial para garantir “previsibilidade, permanência e estabilidade ao longo do ano”. Black Friday vira motor do turismo A apresentação também confirmou uma mudança estrutural no calendário turístico: a Black Friday se consolidou como o maior pico de emissões do ano. Em novembro, o volume de reservas dispara, e Porto de Galinhas acompanha esse movimento com força. Delphorno foi enfático: “Black Friday não é mais uma data do varejo. É uma data do turismo”. Em 2025, o destino registrou 211 canais ativos de venda e manteve equilíbrio entre operadoras, OTAs e venda direta.

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Lula cumpre agenda em Pernambuco com inauguração de barragem, retomada de obras hídricas e ato na Refinaria Abreu e Lima

Visita presidencial destaca novos investimentos federais em infraestrutura hídrica e energética em Pernambuco. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpre agenda em Pernambuco nesta terça-feira (2), acompanhado da governadora Raquel Lyra, para inaugurar obras estratégicas e anunciar investimentos em infraestrutura hídrica e energética no Estado. A programação inclui a ampliação da capacidade operacional da Refinaria Abreu e Lima (RNEST), em Ipojuca, e a entrega da Barragem Panelas II, em Cupira, além da ordem de serviço para a retomada da Barragem Igarapeba, em São Benedito do Sul. Pela manhã, às 11h, Lula participa da cerimônia na RNEST, considerada uma das refinarias mais modernas do país. A unidade da Petrobras foi projetada com diretrizes de padrão internacional, com foco em eficiência energética, segurança operacional e tecnologias de menor impacto ambiental. A ampliação anunciada reforça a capacidade de atendimento da demanda nacional por derivados de petróleo. À tarde, às 16h, o presidente segue para Cupira, na Zona da Mata Sul, onde entrega oficialmente a Barragem Panelas II, obra fundamental para o sistema integrado de controle de cheias dos rios Una e Sirinhaém. A barragem tem capacidade de armazenamento de 16,89 milhões de m³, sendo 7,1 milhões destinados à contenção de enchentes, beneficiando diretamente cerca de 169 mil moradores de municípios como Belém de Maria, Catende, Palmares, Água Preta e Barreiros. No mesmo evento, será assinada a ordem de serviço para retomada das obras da Barragem Igarapeba, paralisada desde 2015. A infraestrutura integra ações do Novo PAC e tem previsão de conclusão até fevereiro de 2030. O equipamento reforçará o abastecimento de água e a proteção contra inundações em cidades da Mata Sul, beneficiando uma população estimada em 186 mil pessoas. O volume útil de contenção é de 33,3 milhões de m³. As ações integram o projeto Caminho das Águas, que busca fortalecer a segurança hídrica, ampliar a resiliência contra cheias e garantir estabilidade para famílias da região, marcando mais uma agenda de investimentos federais no Estado.

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Centenários: conheça a história do Dr. Murilo e do Dr. Armandinho, que completariam 100 anos

Empresários de postura arrojada, Murilo Tavares de Melo e Armando Monteiro Filho tiveram uma trajetória que marcou a economia pernambucana *Por Rafael Dantas Há 100 anos, dois grandes empresários que marcaram a história de Pernambuco davam seus primeiros passos na vida. Murilo Tavares de Melo, fundador do Grupo Olho D’Água, e Armando Monteiro Filho, da Usina Cucaú. Ambos tiveram negócios na tradicional atividade sucroenergética mas construíram trajetórias que extrapolaram, em muito, esse campo. Com vidas longevas, que ultrapassaram nove décadas, escreveram capítulos decisivos da economia e da política pernambucanas. Murilo Tavares de Melo viveu 96 anos. Além da consolidação do Grupo Olho D´água, ele atuou em vários outros empreendimentos que marcaram a economia pernambucana. Conduziu por décadas os negócios da família, com forte tradição na produção de açúcar e etanol, mas foi também um dos criadores de marcas como a Maguary, que fez história na produção de sucos e sorvetes, dos calçados Dupé, além de criar empresas também nos segmentos de embalagens e logística. Já seu contemporâneo Armando Monteiro Filho faleceu aos 92 anos. Desde cedo conciliou a atividade empresarial com a vida política. Ainda jovem, serviu como secretário de Viação e Obras Públicas, no Governo Agamenon Magalhães, foi deputado estadual e federal, e, em 1961, foi nomeado ministro da Agricultura. Empreendedor ousado, liderou a diversificação do grupo empresarial da família que entrou no mercado financeiro, metalúrgico e no comércio automotivo.  Ambos eram conhecidos como doutores na sociedade: Dr. Murilo e Dr. Armandinho. O longo período em que eles atuaram, seja empresarialmente ou politicamente, foram marcados por muitas crises que guardam algumas semelhanças com o mundo pós-pandêmico. As turbulências políticas globais, mudanças bruscas de governo e os inúmeros episódios de seca enfrentados por Pernambuco, têm importantes conexões com o cenário de polarização atual e com a crise promovida pelas mudanças climáticas. Desafios enfrentados hoje que também estiveram na agenda desses dois protagonistas.  Além da coincidência de terem nascido com semanas de diferença e desenvolverem negócios na produção de açúcar, os empresários chegaram a ter um convívio amistoso desde a juventude. “Há traços nessa história centenária que se cruzam. Embora tivessem sua trajetória própria, sempre foram amigos e sempre se respeitaram. Ambos tinham uma forte crença no trabalho produtivo”, relembrou Armando Monteiro Neto, filho do ex-deputado Armando Monteiro Filho. Eduardo de Queiroz Monteiro, atual presidente do Grupo EQM, lembra que uma das usinas empreendidas pelo Dr. Murilo, a Estivas, pertence hoje ao grupo, mas o DNA do empresário permaneceu na empresa. “Eles tinham uma ligação muito grande. Foi um homem extraordinário, que tem muita história no setor sucroalcooleiro”. UMA HISTÓRIA DE INVESTIMENTO ROBUSTO NAS ATIVIDADES PRODUTIVAS Quem conviveu por quase três décadas com Dr. Murilo foi o consultor Ricardo de Almeida, da TGI. Ele revela a admiração pelo espírito empreendedor, que não se furtava a investir de forma contínua no desenvolvimento dos negócios. “O grupo começou em 1920, quando a primeira geração comprou um engenho em Camutanga e o transformou em usina. Desde então é uma história de permanente investimentos”. O grupo enfrentou cedo seus primeiros desafios. A empresa familiar sofreu um grande impacto com a crise internacional do crack da Bolsa de Nova Iorque em 1929. O episódio comprometeu o capital de giro e quase levou o empreendimento à falência. Mas o Grupo Tavares de Melo resistiu.  A partir do final dos anos 1940, os filhos mais velhos do fundador Artur Tavares de Melo começaram a participar da gestão, dando início a uma fase de expansão. A família chegou a controlar usinas em vários estados. “O grupo empresarial que montou a Maguary, de sorvetes, montou uma fábrica de sandálias, a Dupé, uma fábrica de sacos plásticos e chegou a ter cinco usinas de açúcar. A matriz era em Pernambuco mas havia uma no Rio Grande do Norte, uma na Paraíba e duas no Mato Grosso do Sul”, relatou Gilberto Tavares de Melo, filho do Dr. Murilo e atual presidente do Grupo Olho D’água. Um dos momentos decisivos nessa trajetória empresarial do Dr. Murilo foi a decisão de separar demais familiares os negócios em 1994. A partilha de bens aconteceu de forma consensual e o Dr. Murilo inaugurou ali o Grupo Olho D’água. Com quase 30 anos desse novo ciclo, o empresário ampliou sua atuação com a compra de novas unidades e com a participação no Temape (Terminal Marítimo de Suape), responsável pela movimentação de granéis líquidos. O novo grupo comprou também uma usina no Piauí e fez a aquisição de uma antiga usina do grupo na Paraíba.  O consultor Ricardo de Almeida conta que o Dr. Murilo tinha a convicção de que o desenvolvimento só acontece com constância e visão de longo prazo. Mesmo já aos 75 anos, mantinha o hábito de fazer cálculos, projetar obras e buscar soluções estruturantes, como a Barragem Artur Tavares de Melo que viabilizou a expansão da produção agrícola do grupo.  Ao saber do volume de investimentos que seria necessário na barragem, Ricardo o alertou que se tratava de “uma obra de governo”. Mas Dr. Murilo disse que, como o poder público não estaria disposto a bancar a construção, ele mesmo assumiria o empreendimento, que era importante para os negócios e para a região. “Eu perguntei, então, em quanto tempo ele esperava recuperar aquele investimento. Ele disse que em 25 anos empatava e depois começaria a ganhar dinheiro. Eu fiquei muito emocionado pela visão dele”, relatou Ricardo de Almeida.  Quando Dr. Murilo decidiu construir a Barragem Artur Tavares de Melo, perguntei a ele em quanto tempo esperava recuperar o investimento. Ele disse que em 25 anos empatava e depois começaria a ganhar dinheiro. Fiquei emocionado pela visão dele”. Ricardo de Almeida Ricardo de Almeida lembra ainda de uma frase inspiradora que o Dr. Murilo dizia para justificar tamanha ousadia naquela idade: “O senhor já viu a agricultura sem água? Sem água não há vida, nem vegetal, nem animal”. O empreendimento da barragem foi um sucesso e em 10 anos empatou o investimento aportado. Para ele, investimentos eram parte de uma disciplina que garantia futuro

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Indústria de Pernambuco cresce 2,8% em setembro, mas mantém retração no ano

Pesquisa do IBGE aponta recuperação pontual no setor industrial, com destaque para combustíveis e veículos automotores Em setembro de 2025, a indústria geral de Pernambuco registrou crescimento de 2,8% em relação ao mês anterior, com ajuste sazonal, segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM) Regional divulgada pelo IBGE nesta terça-feira (11). O resultado foi o quinto maior aumento entre os 17 estados pesquisados. Na comparação com setembro de 2024, a alta foi de 4,6%, indicando sinais de recuperação no curto prazo. No entanto, o acumulado do ano mostra retração de -5,9%, e nos últimos 12 meses a queda foi de -2,6%, refletindo um cenário ainda desafiador para o setor industrial pernambucano. Setores de combustíveis e veículos impulsionam resultados Entre os segmentos industriais, os destaques positivos da variação mensal vieram da fabricação de coque, derivados do petróleo e biocombustíveis, com avanço expressivo de 33,4%, e da produção de veículos automotores, reboques e carrocerias, que cresceu 7,4%. Em contrapartida, as maiores retrações foram observadas na fabricação de outros equipamentos de transporte, com queda acentuada de -74,7%, e na produção de máquinas, aparelhos e materiais elétricos, que caiu -15,6%. No acumulado do ano, a fabricação de veículos automotores lidera o crescimento, com alta de 5,7%, seguida pela produção de celulose, papel e produtos de papel, que avançou 4,4%. Por outro lado, os piores desempenhos ficaram com a fabricação de outros equipamentos de transporte (-68%) e de produtos de metal (-16,3%). Desempenho no período de 12 meses Considerando o acumulado dos últimos 12 meses, a indústria pernambucana manteve resultados positivos nos segmentos de veículos automotores (+8,9%) e de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (+3,7%). Já os setores mais impactados negativamente foram novamente o de outros equipamentos de transporte (-68,6%) e o de produtos de metal (-11,5%). Importância da PIM Regional e próximos levantamentos O levantamento do IBGE acompanha mensalmente o desempenho das indústrias em 17 unidades da federação, incluindo o Nordeste como região. A pesquisa é uma referência nacional para o monitoramento da atividade industrial e contribui para a formulação de políticas econômicas. A próxima divulgação da PIM Regional está prevista para 9 de dezembro de 2025.

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Inflação muda hábitos e torna o brasileiro um consumidor mais estratégico

Pesquisa revela que 82% trocaram marcas por versões mais baratas, mas 73% ainda mantêm “mimos” no orçamento Com a inflação mantida em 15%, o consumidor brasileiro tem adotado uma postura mais cautelosa e disciplinada na hora das compras, consolidando um novo perfil de consumo. Segundo o estudo “Consumo em tempos de inflação e repriorização”, realizado pela Neogrid em parceria com o Opinion Box, 95% dos brasileiros perceberam aumento nos preços no último ano e 82% afirmam ter trocado produtos habituais por opções mais baratas. O principal fator de decisão de compra para 66% dos consumidores é o preço, seguido da qualidade (60%). O dado mostra que o brasileiro não hesita em substituir marcas conhecidas por alternativas mais econômicas, mas ainda busca equilíbrio entre custo e confiança — um consumo mais racional, mas sem abrir mão de critérios. “Para enfrentar esse cenário, além de repensar as prioridades de consumo, uma dica prática é criar um fundo de emergência específico para a variação de despesas com alimentação”, orienta Fernando Lamounier, educador financeiro. “Separar mensalmente uma pequena porcentagem da renda para evitar surpresas com a alta de preços é a chave para garantir estabilidade em tempos de incerteza”, acrescenta. Nos últimos 12 meses, as principais categorias em que os consumidores substituíram produtos por versões mais baratas foram produtos de limpeza (69%), itens de higiene pessoal (57%) e alimentos e bebidas (54%). Mesmo com essas mudanças, o brasileiro ainda mantém espaço no orçamento para pequenos prazeres. A pesquisa mostra que 73% continuam destinando parte da renda a “mimos”, como refeições fora de casa (46%), chocolates e doces (45%), cosméticos (38%) e delivery (32%). “É preciso ter uma visão de longo prazo sobre o que realmente vale a pena e, principalmente, o que está dentro do seu orçamento. Está tudo bem comprar algo que não seja essencial para satisfazer um desejo pessoal, desde que isso não leve ao endividamento”, destaca Lamounier. Diante desse cenário, o educador financeiro reforça que o consumidor brasileiro deve investir em disciplina e planejamento. “Programação é a chave para cuidar das finanças. Ter um teto orçamentário ajuda a manter a poupança e a tomar decisões de compra mais conscientes”, conclui.

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Inscrições para o Inova Caatinga são prorrogadas até 23 de novembro

Programa do Sebrae/PE vai selecionar até 80 projetos inovadores voltados à bioeconomia e à preservação da Caatinga, com bolsas, mentorias e capacitação para empreendedores O Sebrae Pernambuco prorrogou até o dia 23 de novembro as inscrições para o Inova Caatinga, programa voltado a impulsionar negócios sustentáveis e soluções inovadoras que contribuam para o uso responsável dos recursos da Caatinga — o único bioma exclusivamente brasileiro. A iniciativa, realizada em parceria com a Sudene e o Porto Digital, é direcionada a estudantes, professores, pesquisadores e empreendedores com projetos ligados à bioeconomia e à sustentabilidade. Integrando a estratégia nacional Inova Biomas Sebrae, lançada em 2021, o Inova Caatinga chega à sua primeira edição em Pernambuco com o objetivo de selecionar até 80 propostas em estágio inicial de desenvolvimento. Os projetos devem gerar impacto positivo no bioma e podem estar relacionados a setores como agricultura, alimentos e bebidas, bioenergia, farmácia, cosméticos, moda, design, ecoturismo e tecnologia da informação. Com duração de dois anos, o programa é dividido em etapas de validação e tração. Na primeira fase, os participantes terão três meses para estruturar seus modelos de negócio e testar a viabilidade de produtos e serviços. As 60 propostas mais promissoras seguirão para a etapa de tração, quando os empreendedores receberão uma Bolsa de Estímulo à Inovação (BEI) no valor de R$ 6,5 mil por quatro meses, além de mentorias especializadas e capacitações virtuais para fortalecer a operação e ampliar o faturamento das iniciativas. As propostas serão avaliadas segundo critérios como potencial de mercado, inovação, impacto socioambiental, conexão com a Caatinga e qualificação da equipe. Para a especialista em Inovação do Sebrae/PE, Camila Vila Nova, esta é uma oportunidade única de unir empreendedorismo e sustentabilidade. “A participação no Inova Caatinga proporciona capacitações e mentorias ao longo da jornada. Também abre espaço para networking entre startups locais e estimula a criação de novas empresas com DNA de inovação, fortalecendo o ecossistema da bioeconomia no estado”, destaca. O programa está alinhado à Agenda 2030 da ONU, que busca erradicar a pobreza, proteger o planeta e promover prosperidade. Presente em todos os estados do Nordeste e em parte de Minas Gerais, a Caatinga abriga cerca de 28 milhões de pessoas e ocupa mais de 10% do território nacional, reforçando a importância de iniciativas que unam inovação e conservação ambiental. ServiçoInscrições para o Inova CaatingaAté 23 de novembroMais informações e inscrições: https://programas.sebraestartups.com.br/in/inovacaatinga

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Senado aprova isenção de Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil

Medida pode beneficiar 25 milhões de brasileiros e passa a valer em 2026, se sancionada por Lula O Senado Federal aprovou, por unanimidade, nesta quarta-feira (5), o Projeto de Lei nº 1.087/2025, que isenta do Imposto de Renda (IR) os trabalhadores com renda mensal de até R$ 5 mil. A proposta, que segue para sanção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, também aumenta a taxação sobre altas rendas e lucros remetidos ao exterior. Segundo estimativas do governo, cerca de 25 milhões de brasileiros terão redução ou isenção do imposto, enquanto aproximadamente 200 mil contribuintes com rendimentos mais elevados passarão a pagar mais. “É uma medida que dialoga com a vida real das pessoas”, afirmou o presidente do Senado, Davi Alcolumbre, ao destacar o caráter social da proposta. O relator da matéria, senador Renan Calheiros (MDB-AL), classificou a aprovação como “histórica” e ressaltou que o projeto corrige distorções do sistema tributário. “O imposto zero é uma das medidas mais aguardadas dos últimos anos, porque promove justiça tributária e alivia a carga sobre a baixa renda”, afirmou. Para compensar a perda de arrecadação, o texto estabelece uma alíquota extra progressiva de até 10% para quem recebe mais de R$ 600 mil por ano (equivalente a R$ 50 mil por mês). A proposta também cria uma tributação de 10% sobre lucros e dividendos enviados ao exterior, a partir de janeiro de 2026. Se for sancionada ainda este ano, a nova tabela do Imposto de Renda começará a valer em janeiro de 2026, beneficiando especialmente os trabalhadores da faixa intermediária de rendimentos, com redução proporcional para quem ganha entre R$ 5 mil e R$ 7,35 mil mensais.

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