Mercado editorial cresce no Brasil e livraria do Recife registra alta de 30% nas vendas
Aumento de leitores em 2025 impulsiona setor de livros e reforça papel das livrarias físicas como espaços culturais Mais leitores e expansão do mercado editorial O mercado de livros no Brasil apresentou crescimento em 2025, com aumento no número de consumidores e maior circulação de obras no país. De acordo com levantamento da Câmara Brasileira do Livro (CBL), em parceria com a Nielsen BookData, 18% da população acima de 18 anos comprou ao menos um livro — físico ou digital — nos últimos 12 meses. O resultado representa um avanço de dois pontos percentuais em relação a 2024, o que equivale a cerca de 3 milhões de novos leitores. “O crescimento de 3 milhões de novos consumidores em um único ano mostra que o livro mantém sua relevância e que há espaço consistente para a expansão do mercado editorial brasileiro”, afirmou a presidente da CBL, Sevani Matos. Segundo ela, o desempenho reflete o esforço conjunto de editoras, livrarias, autores, influenciadores e políticas públicas voltadas ao incentivo à leitura. Recife acompanha tendência nacional No Recife, o avanço do setor também já é percebido no comércio local. A Livraria do Jardim registrou crescimento de aproximadamente 30% nas vendas de livros de literatura em 2025, em comparação com o mesmo período do ano anterior. Prestes a completar três anos de funcionamento, o espaço tem observado uma ampliação no perfil dos clientes e no interesse por leitura. “A gente percebe um público cada vez mais diverso e interessado, especialmente jovens que chegam por indicação das redes sociais ou por eventos literários. Esse crescimento nas vendas reflete não só o interesse pelos livros, mas também a busca por experiências culturais mais próximas e acolhedoras”, destaca Erydson Alves, gerente da livraria. Perfil do consumidor e influência digital A pesquisa Panorama do Consumo de Livros entrevistou 16 mil pessoas em todas as regiões do país, com margem de erro de 0,8 ponto percentual e nível de confiança de 95%. Para ser considerado consumidor, o entrevistado precisava ter adquirido ao menos um livro no período de um ano. Segundo Mariana Bueno, o livro ainda carrega forte valor simbólico, o que influencia as respostas. Os dados mostram que o Sudeste lidera em número de consumidores, seguido pelo Nordeste, que se destaca pelo uso das redes sociais como canal de compra. Mulheres representam 61% do total, com destaque para mulheres negras da classe C. Entre jovens de 18 a 34 anos, houve crescimento de 3,4 pontos percentuais no consumo, impulsionado principalmente pelo ambiente digital. “Criadores de conteúdo, recomendações online e comunidades virtuais têm ampliado o alcance da literatura, especialmente entre os mais jovens”, analisou Sevani Matos. Livrarias físicas seguem relevantes Apesar do avanço das vendas online — com 56% dos consumidores adquirindo livros por meio de redes sociais — o formato físico ainda predomina, sendo escolhido por 80% dos leitores na última compra. Além disso, livrarias continuam desempenhando papel importante na experiência cultural: 53% dos consumidores veem esses espaços como locais de lazer, enquanto 46% os associam à conexão com conhecimento. “O livro não é apenas um produto, mas uma experiência cultural. Fortalecer livrarias, bibliotecas e políticas de acesso é fundamental para sustentar esse crescimento”, concluiu a presidente da CBL.
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