Brasil tem a quarta maior expectativa de contratação do mundo

O Brasil ocupa a quarta posição no ranking global de expectativa de contratação para o terceiro trimestre de 2026, segundo a Pesquisa de Expectativa de Emprego do ManpowerGroup. O levantamento mostra que 52% das empresas brasileiras pretendem contratar entre julho e setembro, enquanto a Expectativa Líquida de Emprego do país alcançou 37%, acima da média global de 26%. Apenas Índia, Porto Rico e Estados Unidos registraram índices superiores.

O estudo indica que o setor de Informação, que reúne empresas de tecnologia, comunicação e mídia, lidera a intenção de contratação no país, com 55% dos empregadores prevendo ampliar o quadro de funcionários. Na sequência aparecem Finanças e Seguros, com 46%, e Hospitalidade, com 45%. Entre as regiões pesquisadas, o Paraná apresenta a maior expectativa de contratação, com 38%, seguido pela cidade de São Paulo, estado de São Paulo, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

A pesquisa também aponta que a inteligência artificial tem influenciado as estratégias de contratação das empresas. Segundo o levantamento, 77% dos empregadores identificam as ferramentas de IA para tarefas diárias como fator de aumento da produtividade, enquanto 76% destacam o uso da tecnologia em processos automatizados e 75% citam a capacitação para utilização dessas ferramentas. “Mesmo com um ritmo econômico mais moderado, o Brasil mantém uma das taxas de contratação mais expressivas do mundo, e isso diz muito sobre a confiança das empresas no médio prazo. O que vemos hoje não é só uma corrida por volume de contratações, mas uma busca seletiva: as organizações querem profissionais certos para os desafios certos, sobretudo aqueles ligados à tecnologia e às novas formas de trabalhar”, comenta Nilson Pereira, Country Manager do ManpowerGroup Brasil.

Além das competências técnicas relacionadas à inteligência artificial, os empregadores também valorizam habilidades comportamentais. A comunicação lidera entre as soft skills pelas quais as empresas estão dispostas a pagar mais, seguida por ética de trabalho e resolução de problemas. “A inteligência artificial muda as ferramentas, mas não substitui o que torna uma equipe realmente eficaz. É revelador que, no mesmo levantamento em que a IA desponta como motor de produtividade, sejam a comunicação e a capacidade de resolver problemas as habilidades mais valorizadas. O profissional mais disputado é aquele que une fluência tecnológica e competências humanas, e cabe às empresas investir nessa combinação por meio de capacitação contínua”, afirma Pereira.

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