A atividade do Grupo Caminhadas Domingueiras será conduzida pelo arquiteto e urbanista Francisco Cunha, que apresentou nesta terça-feira uma aula sobre a evolução urbana da capital e a influência da ocupação holandesa na formação do Recife.
Após uma aula online realizada na noite desta terça-feira (14) sobre a evolução urbana do Recife, o arquiteto e urbanista Francisco Cunha convida o público a conhecer de perto os marcos históricos da cidade em uma caminhada guiada que acontece no próximo domingo. A atividade integra o projeto Recife Passo a Passo, que também dará origem a um livro em preparação, e percorrerá alguns dos principais locais ligados à formação da capital pernambucana e ao período da ocupação holandesa.
Durante a apresentação, Cunha percorreu cinco séculos da história urbana do Recife, desde sua origem como ancoradouro de Olinda até a consolidação como metrópole. A exposição destacou como acontecimentos históricos, como a União Ibérica, a invasão holandesa e o governo de Maurício de Nassau, influenciaram a organização da cidade, reunindo mapas históricos, pinturas e documentos para explicar a evolução do traçado urbano e da ocupação das ilhas que deram origem ao Recife.
O legado urbano de Nassau
“Quando se fala em legado holandês, muita gente pensa em construções, mas o principal legado não é esse. O maior legado foi ter dado ao Recife a condição de cidade. Antes, o Recife era um povoado portuário subordinado a Olinda. Maurício de Nassau tinha o projeto de fazer daqui a capital da presença holandesa no Brasil e isso mudou definitivamente a história da cidade. Os traçados urbanos permaneceram em lugares como a Rua de São José, a atual Praça da República, que era o Jardim de Nassau, a Praça do Diário, antiga Praça do Comércio, e a Ponte Maurício de Nassau. Mas, acima de tudo, o Recife nunca mais voltou à condição de vila. A partir dali, consolidou seu protagonismo e passou a disputar espaço com Olinda em um episódio único da história brasileira”, explica Francisco Cunha.

Os temas apresentados na aula poderão ser observados durante a caminhada, que terá concentração no Forte do Brum, às 8h. O percurso seguirá pela Igreja do Pilar, Rua de São Jorge, Praça do Arsenal, Museu a Céu Aberto, Rua do Bom Jesus, Marco Zero, Avenida Marquês de Olinda, Rua Vigário Tenório, Cais da Alfândega, Ponte Maurício de Nassau, Rua do Imperador, Convento de Santo Antônio, Praça da República, Avenida Dantas Barreto, Praça da Independência, Rua Camboá do Carmo, Pátio do Carmo, Praça Joaquim Nabuco, Casa da Cultura, Ponte Velha, Rua Velha, Pátio de São Pedro e Mercado da Boa Vista.
Ao longo do trajeto, Francisco Cunha relacionará a paisagem atual aos acontecimentos que moldaram o Recife ao longo de cinco séculos de evolução urbana.
O projeto contempla uma série de aulas online sobre cada período histórico do Recife e a sua relação com o desenvolvimento urbano da cidade, caminhadas pelo percurso estudado e a conclusão com a publicação do livro “Recife: Cinco Séculos de Evolução Urbana – De Ancoradouro de Olinda a Porto da Nova Economia”.

Serviço
Caminhada Recife Passo a Passo – Recife Holandês
Data: 19 de julho de 2026 (domingo)
Horário: concentração às 8h
Local de saída: Forte do Brum, Bairro do Recife.
*Não é necessário fazer inscrição


