Cultura e história

Exposição Natureza Gigante, no Riomar

Para educar e divertir as crianças neste mês de outubro, o RioMar Recife inaugura a partir do dia 6 de outubro, a exposição Natureza Gigante, que retrata de forma lúdica e interativa, com movimentos, curiosidades, ecologia e biodiversidade a importância dos pequenos habitantes da terra. Serão dez insetos animatrônicos, em exposição no Piso L3, com dispositivos robóticos desenvolvidos com o objetivo de reproduzir um ser vivo. Cada uma das espécies estão entre nós, em todos os lugares. Suas adaptações os permitiram viver nos mais diferentes ambientes da Terra, seja na água ou sobrevoando por aí. A atração alia conhecimento com diversão e demonstra a importância de cada inseto em seus diversos aspectos. Irá funcionar de segunda a sábado, das 14h às 22h, e domingos e feriados, das 12h às 20h. Os ingressos custam a partir de R$ 20 (meia entrada) de segunda a sexta-feira. O diretor da Smartmix Brasil, Lúcio Oliveira, responsável pela produção da exposição, explica que o gigantismo é o diferencial do evento. “A mostra retrata a natureza como se as pessoas tivessem encolhido enquanto os animais se tornaram gigantes. Isso tudo numa cenografia especial, que passa a impressão aos visitantes de estarem numa florestconclui Lúcio. A gerente de Marketing, Denielly Halinski diz que esta exposição, além de divertir, é uma verdadeira aula de ciência, ótima oportunidade para grupos de estudantes e seus professores tanto de escolas públicas como privadas. A mostra exibe: Formigas, Joaninha, Borboleta Azul, Besouro Rinoceronte, Vagalume, Louva-a-Deus, Centopeia, Gafanhoto interativo para fotos, além de dois de seus predadores, a Aranha Caranguejeira e o Escorpião Negro. A visita é guiada por monitores preparados para informar, divertir e acompanhar os visitantes de todas as idades. O evento também conta com ações interativas como encenação, realidade virtual , dentre outros. A Exposição conta com placas informativas sobre cada uma das espécies, retratando além de suas características, os diversos efeitos positivos que estes animais proporcionam aos seres humanos, nos fornecendo alimentos, consumindo materiais em decomposição melhorando o solo, ajudando na polinização das plantas e distribuindo sementes. Elas mostram que os insetos também podem ser usados no controle de pragas e até mesmo em alguns compostos usados em medicamentos. A produção fica a cargo da Smartmix Brasil, empresa com mais de 40 anos de mercado, pioneira em Entretenimento Familiar para shoppings. A empresa também é responsável por outras grandes exposições de sucesso que circulam pelo país, como: O Corpo Humano, Mundo Jurássico, Xperience – Ciência e Diversão, Supergames, Exposição Internacional Dragões, Mundo Marinho , Brinquedoteka, Mar – Mistérios e Aventura, Nave Planetária entre outros. Serviço Exposição NATUREZA GIGANTE Quando: de 06 de outubro a 04 de novembro de 2018 Onde: Shopping Rio Mar Recife – Piso L3 Horários: de segunda a sábado das 14h às 22h e domingos e feriados das 12h às 20h Promoções de pacote família – ingresso especial para grupos de 3 a 5 pessoas, desde que ingressem na exposição Ingressos: de segunda a sexta feira, R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 40,00 (inteira); sábados, domingos e feriados, R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 50,00 (inteira) Promoções de pacote família – ingresso especial para grupos de 3 a 5 pessoas, desde que ingressem na exposição juntos: Essas promoções não são cumulativas com outras que já existirem ou vierem a existir. Preços Pacote família promocional : SEGUNDA A SEXTA : 3 pessoas R$ 60,00 4 pessoas R$ 80 ,00 5 pessoas R$ 100,00 SABADOS, DOMINGOS E FERIADOS : 3 pessoas R$ 75, 4 pessoas R$ 100 5 pessoas R$ 125 Valores para grupos e Escolas Valor único – R$ 15,00 Venda de Ingressos especiais para grupos de no mínimo 30 pessoas. Visitas em horários diferenciados. Vendas e agendamentos pelo email: naturezagigante@lojadoshow.com.br / (81) 98699-7461

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Teresa Montero convida para lançamento de O Rio de Clarice em Recife

A Autêntica Editora, a Livraria Praça de Casa Forte e a autora Teresa Montero convidam para o lançamento do livro O Rio de Clarice: passeio afetivo pela cidade. O evento acontecerá no dia 20 de outubro (sábado), a partir das 18h, na Livraria Praça da Casa Forte, e contará com um bate-papo sobre o Rio e o Recife de Clarice Lispector, entre Teresa Montero e a pernambucana Taciana Oliveira, diretora do documentário A descoberta do mundo, com mediação da entrevistadora Vera Barroso. Resultado de um projeto cultural idealizado pela especialista e biógrafa de Clarice Lispector (1920-1977), o livro conduz o leitor em um passeio literário por sete caminhos da escritora durante os 28 anos que viveu no Rio Janeiro: os bairros onde morou, estudou e desenvolveu sua atividade profissional. Serviço do evento: Data: 20 de outubro Horário: 18h Local: Livraria Praça de Casa Forte Praça de casa Forte, 454 Recife – PE Serviço do livro: Autora: Teresa Montero Páginas: 192 Formato: 16 x 23 Acabamento: brochura ISBN: 978-85-513-0412-9 Preço: R$ 54,90 Editora: Autêntica Grupo Autêntica www.grupoautentica.com.br

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8 imagens do Cais da Alfândega Antigamente

Situada entre a Ponte Maurício de Nassau e a Ponte 12 de Setembro, a Rua Cais da Alfândega possui uma das vistas mais agradáveis do Centro do Recife. De acordo com Marcos Albuquerque e Veleda Albuquerque (Revista Noctua, 2017), “Até a primeira metade do século XVII a área onde hoje existe a Avenida Cais da Alfândega, se encontrava sob as águas do rio Capibaribe. Nas proximidades do local já começava a se formar um extenso banco de areia. Embora não se constitua em uma das áreas de ocupação mais antiga da cidade do Recife, o seu entorno, já no século XVI, passara a integrar o conjunto da cidade. Os pescadores que primeiro se instalaram no istmo fronteiriço aos arrecifes, já em 1587 cuidaram de construir uma ermida dedicada ao santo protetor dos marinheiros, São Frei Pedro Gonçalves ou Santelmo. Ermida que futuramente daria origem à capelinha e em seguida à igreja do Corpo Santo. As boas condições de porto, o acesso às águas calmas onde as embarcações podiam ser reparadas, logo tornariam as poucas terras emersas, o “povo dos arrecifes”, um local cobiçado, a porta de entrada para Pernambuco. Logo cedo se construíram armazéns para onde convergiam as mercadorias a serem embarcadas, mormente o açúcar.” Selecionamos imagens antigas do local no acervo da Villa Digital (Fundaj) e do IBGE. Confira as fotos abaixo. 1. Grande Hotel O Grande Hotel, de 1940, atualmente abriga o Fórum Thomaz de Aquino. Foi no Grande Hotel que, em 1942, Dorival Caymmi começou a escrever Dora. (Fotografia cedida por Luiz Timotheo da Costa)   2. Ao fundo, ainda em construção o edifício do IPASE (Inst. de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado) e IAPI (Inst. de Aposentadoria e Pensões dos Industriários). Foto: Tibor Jablonsky, em 1957.   3. Embarcações no cais   4. Embarcações no Cais   5. O Cais em 1880 (Autor: Constantino Barza)   6. Cartão Postal do Cais da Alfândega (Acervo Josebias Bandeira)   7. Cais do Alfândega, com foto com dedicatória de 1921   8. Desembarque de açúcar no Cais da Alfândega, em 1937 (Acervo Benício Dias) *Por Rafael Dantas, repórter da Algomais (rafael@algomais.com)

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Quilombo sem estereótipos

A identidade e o cotidiano da comunidade quilombola Barro Branco é a inspiração do artista Carlos Mélo para a produção do média metragem Barro Oco. A obra já foi exibida na cidade de Belo Jardim, onde o filme foi rodado, e começa a circular em eventos e exposições, incluindo o Recife. A obra é um dos frutos do trabalho de residência artística promovida pelo Instituto Conceição Moura, que anualmente tem levado uma experiência de arte contemporânea para o município do Agreste pernambucano. O ponto de partida da relação entre o artista e a comunidade começou há cinco anos, quando Mélo esteve em Belo Jardim participando de uma mostra artística. “Aquele povo que vive ali” era a maneira como a população se referia aos quilombolas. Dessa informação dispersa e quase de desconhecimento da identidade dos moradores do Barro Branco, ele iniciou uma pesquisa que resulta numa intervenção artística na cidade e no filme. Quem imagina uma comunidade quilombola, com fogueira, cabanas e roupas típicas não é isso que vai encontrar na leitura de Carlos Mélo. “Uma das minhas preocupações foi de não trazer estereótipos. Embora seja um povo tradicional, os seus adolescentes estão com celular na mão e conectados”, exemplifica. A instalação de uma cerca construída com mais de quatro mil ossos de animais, que atravessava a área da comunidade e parte de uma propriedade privada na região, foi uma das peças que compõem o projeto artístico. Para essa obra, Mélo contou com a participação das pessoas da comunidade na coleta dos ossos. A cerca, que media quatro metros de altura por 20 metros de extensão, entre a vegetação e o sol intenso da região, representa no imaginário do artista a resistência e o sentimento de pertencimento ao território. Outra obra erguida na comunidade no período da residência artística foi uma tenda, que representa o lugar de reuniões comunitárias. No esforço de reconstituição da história do quilombo, o artista se deparou com o fato dessa tenda ter sido destruída duas vezes, por motivos não explicados. Na pesquisa sobre a origem da comunidade, Mélo ressalta que pouco se sabe sobre os ancestrais que chegaram no território que fica distante 10 km do centro de Belo Jardim. O filme caminha entre o documentário, para narrar a história da comunidade, e uma experiência de vídeoarte, que é uma das facetas do artista nascido em Riacho das Almas. Carlos Mélo tem trabalhos que vão do desenho, fotografia à filmografia, além das performances e instalações. Uma obra que passeia entre a arte e a filosofia. Premiado em diversos salões artísticos, ele desenvolve sua atividade de forma permanente, com exposições tanto no Brasil como no exterior. Você pode conferir o trailler de Barro Oco no link: https://vimeo.com/278804617. O trabalho de Mélo foi a segunda edição da Residência Belojardim, idealizada por Mariana Moura, presidente do Instituto Conceição Moura, e conta com a curadoria de Cristiana Tejo e Kiki Mazzucchelli. O objetivo do projeto é expandir as ações culturais do instituto para o campo das artes visuais, contemplando um artista a cada ano para desenvolver projetos especialmente comissionados que dialogam com as diferentes dinâmicas culturais, econômicas, políticas e sociais da região do Agreste de Pernambuco. A edição 2018 da residência contou ainda com uma exposição individual de Carlos Mélo no Sesc-Belo Jardim. A mostra apresentou ao público um pequeno recorte da produção de Mélo, permitindo à população local um maior diálogo com o trabalho do artista que passou três meses na cidade. O Instituto Conceição Moura, mantido pelo Grupo Moura, é ainda o responsável por outras iniciativas culturais na cidade, como o Cine Jardim. O festival anual exibe uma grande variedade de longas e curtas metragens, além de promover oficinas gratuitas para crianças e jovens sobre produção cinematográfica. Festivais, como o Virtuosi Belo Jardim, e a oferta de cursos de música também integram a programação anual da organização.

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Marcelino Freire lança obra de “ensaios de ficção” pela José Olympio

A literatura de Marcelino Freire não tem nada de ordinária. O pernambucano nascido em Sertânia – e hoje radicado em São Paulo – contou recentemente que tem dois romances engavetados. Decidiu não publicá-los ainda porque estavam “muito donos de si”. Veio, no lugar, com este “Bagageiro”, que chega às livrarias pela José Olympio em outubro. A forma mais ordinária de definir “Bagageiro” seria como um livro de contos. Mas, como previamente dito, essa forma não cabe. O livro é uma coleção de “ensaios de ficção”, como define o próprio escritor, inquieto, passional e sempre disposto a rir do próprio umbigo. Em Pernambuco, o bagageiro é onde se leva todo tipo de coisa em cima da bicicleta: mercadoria, botijão de gás, criança, etc. Nas páginas, são textos com o pulso vivo e vozes múltiplas que erguem mundos. Uma coletânea de pequenas histórias, entremeadas por comentários – por vezes mordazes – sobre a escrita, o país, o mundo, a vida literária e a não literária também. “Minha pontuação de estimação é a interrogação. Mas não tenho muita certeza disto”, escreve Marcelino em uma dessas tiradas. “Neste livro de ‘ensaios de ficção’, eu estou lá me divertindo. Indo sem ir. Sem apontar o dedo. Quando aponto, baixo o dedo e sigo me perguntando, sigo ironizando, não me levando a sério. Chamei meus contos de ‘ensaios’ porque nunca chamo meus contos de contos. Chamo de ladainhas, improvisos, cirandas”, explica o autor em entrevista ao Blog da Record. TRECHO: “Antigamente, eu só de olhar sabia a medida do quadril, a anca da noiva, agora é só nos instrumentos de medida, 18 a 23 cm abaixo da cintura, olha se não é, me ajuda, que é muito número, prefiro dar de ouvido ainda à experiência, aqui amarro um fio ao redor do tronco, a curva natural de tua cintura, ô, minha filha, a primeira que vai sair de casa, Bernarda, teu futuro marido não pode te ver antes da igreja, minha laranjeira, vai sentir a falta da tua mãezinha aqui, vai, não vai?” Marcelino Freire nasceu no ano de 1967, em Sertânia, Pernambuco. Vive em São Paulo desde 1991. É autor de “Angu de sangue” (Ateliê Editorial, 2000), “Contos negreiros” (Prêmio Jabuti, Editora Record, 2005), “Rasif” (Editora Record, 2008), entre outros. Em 2013, lançou “Nossos ossos”, vencedor do Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional, também pela Record.

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Recreio ao som de Mozart

Para muitos jovens a música erudita pode ser um gênero musical ligado às pessoas mais velhas e de gosto mais refinado. Mas o Conservatório Pernambucano de Música (CPM) propõe a estudantes adolescentes uma outra visão desse estilo musical. Iniciado em 2013, o Projeto de Circulação de Música de Câmara, idealizado pelo CPM e pela Orquestra Vicente Fittipaldi e realizado em parceria com o Governo do Estado, traz para o horário do intervalo de escolas da rede estadual de ensino a música de câmara. São apresentações mais reduzidas de um concerto de peças clássicas do repertório das orquestras, mas combinadas com a música popular. Roseane Hazin, gerente geral do CPM, destaca a importância do projeto, que já tem seis anos de existência: “É um eficiente curso de apreciação musical e de formação estética, bem como uma bem-sucedida ação de sensibilização, que alcançou milhares de alunos no Recife e na Região Metropolitana”. Na maior parte das vezes instrumental, a música de câmara é uma excelente introdução ao repertório erudito. Ao oferecer ao espectador um número menor de músicos integrantes, traz maior possibilidade de interação e de atenção, especialmente para as crianças e os jovens, que são os contemplados dessa atividade do Conservatório. “A escola foi o ambiente ideal que encontramos para fazer esse trabalho. Trazemos uma formação com instrumentos eruditos, mas mostrando uma proposta de música que é a que eles estão acostumados a ouvir. Prendemos a atenção deles ao trazer aquela sonoridade de um instrumento erudito para a música popular”, conta Jean François Bourgeois, coordenador da orquestra. Atrelado a isso está o concerto-aula, uma forma de introduzir informações sobre a história da música. “Em seguida, apresentamos a sonoridade de cada um dos instrumentos da orquestra, para então mostrar uma música realmente do dia a dia dos alunos, como um funk, por exemplo. Sempre procurando trazer algo que eles conhecem, na sonoridade daquele instrumento. E aí é sucesso”, relata o coordenador. Semestralmente o repertório é modificado, tanto na parte erudita quanto na popular, trazendo mais diversidade e atraindo o público. A escolha para as próximas apresentações foram as peças de Vivaldi e Tchaikovsky, conhecido pela peça Quebra-Nozes. Pela forma mais dinâmica de apresentação, a maneira de assimilar o conteúdo e o interesse pela música ficam mais efetivos e perceptíveis entre os alunos. “O feedback deles é bastante positivo, até porque essa proposta é algo inovador ao que eles costumeiramente vivenciam. Nem sempre todos conseguem esse contato com orquestras com facilidade, veem mais na televisão, e não ao vivo”, diz o professor do concerto-aula, o flautista Ecenilson Dias. Com apresentações no Recife e na Região Metropolitana, o projeto já conseguiu levar a orquestra para cerca de 100 colégios, com duração de 50 minutos cada concerto-aula. A Escola Manoel Borba, localizada em Boa Viagem, foi a mais recente contemplada. Reunindo todos os estudantes do ensino médio no pátio para assistir à apresentação, o momento foi de conhecer um pouco mais do universo da música clássica e se divertir com as adaptações dos sucessos da atualidade, como por exemplo, a adaptação ao violino do hit Despacito. A estudante Renata Xavier, de 17 anos, conta que a experiência foi muito enriquecedora para ela e os colegas: “foi uma oportunidade maravilhosa pra gente, principalmente pra quem é jovem, que está acostumado a ouvir músicas que muitas vezes não enriquecem a nossa personalidade, o nosso intelecto. Foi uma oportunidade única que nós tivemos de conhecer mais sobre a música erudita”. A música já faz parte do cotidiano pedagógico da Manoel Borba, por meio da interdisciplinaridade das matérias estudadas em sala de aula. “Tanto os estudantes como os professores, estamos lisonjeados, porque a música faz parte da nossa vida, do nosso cotidiano, e ela vai para além dos muros da escola. Nós trabalhamos música nas aulas de arte e em diversas outras disciplinas. Então, a apresentação da orquestra para nós é um presente”, emociona-se Ivana Carvalho, educadora de apoio da instituição. Os alunos Jonnatha Dantas e Daniele Belmiro, que estão concluindo o ensino médio na Manoel Borba, compartilharam da mesma alegria em terem recebido no seu ambiente de estudo um evento bem diferente. “Foi algo inesquecível, inovador. Vai acrescentar bastante na nossa educação. Fico grato por nosso colégio ser prestigiado por essa apresentação”, conta Jonnatha. “Achei o evento muito construtivo porque ele mostra a arte clássica de uma forma diferente. Mostra que não é só Beethoven, não é só Mozart que podem ser tocados em violinos, em flautas… eu achei fantástico. Uma nova roupagem para a gente que considerava esse som chato. Mas ele não é chato!”, revê Daniele. *Por Laís Arcanjo

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Filme pernambucano sobre o Forró na Europa será exibido no Festival Rota, no Rio

Existem cerca de 20 festivais musicais exclusivamente de forró e shows cada vez mais demandados em vários países na Europa. Esse é o cenário vivido hoje pelo forró brasileiro de raiz no continente, um mercado que já voltava seus ouvidos há algum tempo para essa música, mas que nos últimos anos entrou num processo de consolidação. Tal movimentação está registrada no documentário Quanto Mais Longe Vou, Mais Perto Fico, dirigido por Daniel Ortega, com produção do coletivo pernambucano LA Sangre Mamute Produções, com estreia marcada para o próximo sábado (29), no ROTA – Festival de Roteiro Audiovisual, no MAM, no Rio de Janeiro. As filmagens foram realizadas em 2013, durante a segunda turnê do Quarteto Olinda pelo Velho Continente, em que Daniel Ortega assinou também a fotografia com Yuri Rabid. Quanto Mais Longe Vou, Mais Perto Fico mescla registros das experiências dos quatro músicos (Cláudio Rabeca, Guga Amorim, Carlos Amarelo, além de Rabid), que compunham a banda, com entrevistas com pessoas que movimentam essa cena cultural, como professores, músicos e alunos. O grupo levou o forró tocado com Rabeca com um repertório de canções próprias, de outros artistas da música nordestina e clássicos do Rei do Baião, Luiz Gonzaga. Um trabalho importante na disseminação do forró é desenvolvido por professores e grupos brasileiros de dança que atuam na Europa. Durante todo o ano, esses grupos fomentam a cultura do forró em apresentações e aulas. O filme aborda a preservação da história de artistas do forró, dando destaque às danças e aos bailarinos desta manifestação popular. Os festivais de forró no Velho Continente atraem cada vez mais participantes interessados em aprender a dança e os ritmos, tornando-se um ponto de encontro cultural entre brasileiros e estrangeiros. Há russos, italianos, franceses, alemães, formados por brasileiros. O modelo desses eventos demonstra que os europeus estão muito interessados em conhecer a fundo as raízes do ritmo que se desenvolveu mais fortemente no Nordeste Brasileiro. Em boa parte dos festivais, além de shows musicais, são promovidas oficinas de dança e instrumentos musicais e workshops em que o debate enfoca a natureza e as origens do forró. A turnê teve início em Lisboa e, em seguida, percorreu Munique, Berlim, Colônia, Londres, Dublin, Paris, Nantes, Bordeaux, São Petersburgo, Genebra e Roma.

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Filme pernambucano sobre especulação imobiliária estreia no MAM do Rio de Janeiro

Curta metragem escrito e dirigido por Juliano Valença, Cavalo Concreto estreia na mostra competitiva do ROTA – Festival de Roteiro Audiovisual, no Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio de Janeiro, no próximo domingo (30). O filme foi elaborado como um exercício de direção de atores, que se desenvolveu até tornar-se filme. A ideia de utilizar a temática do Cavalo Marinho, folguedo pernambucano, amadureceu para uma concepção em que este festejo se misturou com o discurso da especulação e verticalização da cidade do Recife. De forma lúdica, conta a estória de um grupo de teatro que encena sua nova peça numa fazenda em ruínas. O curta foi rodado na cidade de Nova Iguaçu, Rio de Janeiro. Parte do elenco é formado por atores do coletivo Lá Vai Maria, grupo carioca de teatro independente que bebe de fontes pernambucanas, como dos versos do poeta Miró da Muribeca. Contemporizando o Cavalo Marinho, onde é realizada a venda do boi, o roteiro gira em torno da venda de um apartamento na área nobre da cidade da capital pernambucana. Capitão, interpretado por Christian Manos, tenta enrolar os compradores. Ao passo que denigre quem vive na parte pobre da cidade, enaltece a área verticalizada, sinal de status. Na contramão do discurso elitista, surge o poeta, vivido por Túlio Baia. Seu pensamento utópico se revela nas poesias, que compõe grande parte do texto.  A quebra entre real e imaginário vem na forma do Diabo (Bruno Leão), que causa um choque no que esta sendo contado. O diabo e personagem fundamental nos conflitos que vem a seguir. A segunda ruptura no status quo vem a partir da polícia, que reprime o ensaio dos artistas com o uso do abuso de autoridade. A trilha sonora, toda original, é outro fator importante. Composta por Valença e Viola Luz, ela interage com os diálogos em rima, criando uma sensação de fluidez, misturando a guitarra elétrica com o peso da percussão pernambucana. Elaborados pelo Estudo Greda, o figurino e maquiagem estão em destaque dentro da estória, que foi filmada em preto e branco. Inspiradas na vestimenta dos brincantes da folia de reis de Pernambuco, as roupas ganham vida na trama. Cavalo Concreto é um curta contemporâneo, que bebe de várias vertentes do cinema nacional do Cinema Novo ao melhor do cinema pernambucano.   Trailer: https://www.youtube.com/watch?v=DGoRZvPrkTo

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Festival Malakoff Duos promove sessão de autógrafos do livro Se a minha bateria falasse…, com o autor, Robertinho Silva

Um dos instrumentistas brasileiros mais significativos das últimas décadas, o baterista e percussionista Robertinho Silva faz sessão de autógrafos de sua biografia “Se a minha bateria falasse…” dentro da programação do Festival Malakoff Duos. A noite de autógrafos e lançamento da biografia acontece nesta quinta (27/09),  às 19 horas, no Bar Teatro Mamulengo, na Praça do Arsenal, no Recife Antigo (PE). Robertinho Silva tem extensa carreira como percussionista e baterista. “Ele tocou 26 anos com Milton Nascimento e, entre outros aspectos da sua carreira, isso fez como que ele se tornasse muito conhecido no circuito do showbiz”, lembra o produtor Amaro Filho, da Página 21, que realiza o Festival Malakoff Duos. O festival começou no final de semana passado (dias 22 e 23), com oficinas de música e shows de duetos de instrumentistas na Torre Malakoff, no Recife Antigo, e continua neste final de semana (29 e 30), com novos shows na Malakoff. A biografia “Se a minha bateria falasse…” foi escrita por Robertinho Silva em parceria com Miguel Sá, repórter colaborador na Revista Backstage, especializada em produção musical.  Lançada pela Editora H. Sheldon, possui 357 páginas. Nelas, o leitor acompanha toda a trajetória do músico desde a infância em Realengo até os dias de hoje. Na história do percussionista estão os tambores que tocava nas sessões de umbanda promovidas pela mãe, Dona Justina; as tradições musicais de Realengo, no Rio; a descoberta do rádio e da bateria; a profissionalização nos bailes e dancings do Centro do Rio de Janeiro e nas boates de Copacabana e os encontros com Milton Nascimento, Naná Vasconcelos, Airto Moreira, Wagner Tiso, Egberto Gismonti, Gilberto Gil, João Donato, Wayne Shorter e tantas outras pessoas, além dos lugares que influenciaram sua vida e sua música. Hoje, Robertinho Silva é um mestre dos ritmos afro-brasileiros que, além de tocar com João Donato e produzir trabalhos próprios, faz questão de passar seus conhecimentos em workshops pelo mundo inteiro.   Sobre Robertinho Silva Carioca e autodidata descobriu a potencialidade da bateria ainda menino e teve influência dos principais bateristas do Samba Bossa Nova e dos bateristas de Jazz norte americanos. Destacou-se com o grupo “Som Imaginário” junto de Wagner Tiso e Luiz Alves. Desde o início de sua carreira, no final dos anos 60, participa de gravações e concertos com grandes nomes da música nacional e internacional. Participou de grandes festivais como New Port, Berlim, Free Jazz Festival, JVC New York, Montreaux, Midem, entre outros. Em sua carreira, apresentações ao lado de Milton Nascimento (com quem trabalhou por 26 anos), João Donato, Tom Jobim, Wayne Shoter, Paul Horn, George Duke, Egberto Gismonti, Airto Moreira, Flora Purin, Raul de Souza, Dori Caymmi, Cal Tjader, Sarah Vaughan, Gilberto Gil, João Bosco, Toninho Horta, Gal Costa, Nana Caymmi e Chico Buarque, dentre outros. Mais recentemente com Lisa Ono, Guilherme Vergueiro, Wanda Sá, Mônica Salmaso, o saxofonista Bud Shank e o guitarrista George Benson. Faz concertos, ministra cursos, oficinas, seminários e workshops sobre ritmos brasileiros no Brasil e Exterior. Realiza também trabalhos com “A Família Silva” composta por ele e os filhos. Desenvolve projetos com companhias de dança e teatro.   Sobre o Festival Malakoff Duos O Malakoff Duos, festival de música instrumental, começou no último final de semana (dias 22 e 23) e segue neste próximo fim de semana (29 e 30), na Torre Malakoff, no bairro do Recife Antigo (Recife/PE). O evento reúne 24 feras da música instrumental brasileira, que tocam em duetos. Neste último final de semana, estiveram na programação Guinga e Spok, Marcos FM e Andrea Ernest, Claudio Rabeca e Pablo Fagundes, Breno Lira e Beto Hortis, Betto do Bandolim e João Carlos Araújo, Alessandro Penezzi e Bernardo Aguiar. Neste sábado (29), das 17 às 20h, tocam Paulo Rafael, guitarra (PE) e César Michiles, flauta (PE);  Amaro Freitas, piano (PE) e Robertinho Silva, bateria e percussão (RJ); e Toninho Ferragutti, sanfona (SP) e Carlos Malta, flauta, sax, pífano (RJ). No domingo (30), das 16h às 19h, tocam Henrique Albino, sax, flauta (PE) e Gabriel Grossi, gaita (DF); Nilsinho Amarante, trombone (PE) e Marcos Suzano, pandeiro (RJ); e  Arrigo Barnabé, piano (SP) e Paulo Braga, piano (SP). O ingresso custa R$ 2,00, como forma de colaboração, e a renda é para doação ao Center  – Centro Regional de Ensino e Reabilitação, entidade filantrópica localizada em Paulista (PE). A bilheteria abre às 14 horas, nos dias dos shows.   Serviço Noite de autógrafos do livro Se a minha bateria falasse… com o baterista Robertinho Silva, no Festival Malakoff Duos. Dia: 27 de setembro de 2018. Horário: 19 horas. Local: Bar Teatro Mamulengo – Praça do Arsenal, Recife Antigo Entrada Franca

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Temporada de Falso Brilhante, pelo Quartas da Dança, chega ao fim quarta-feira (26)

O grupo Outros Ares Cia de Dança realiza a última apresentação de Falso Brilhante, na próxima quarta-feira (26), no Teatro Barreto Júnior. A temporada, que começou no último dia 5, tem o apoio do projeto Quartas da Dança, que fomenta essa linguagem artística na cidade. O espetáculo terá início às 20h. Inspirado no álbum homônimo da cantora Elis Regina (1945-1982), uma das mais admiradas da história da música popular brasileira, Falso Brilhante provoca o público a refletir sobre a vida, sobretudo nas individualidades, diante do contexto do mundo contemporâneo. Interliga passado, presente e futuro. Os ingressos custam R$ 20 (inteira) e R$ 10 (meia) e serão vendidos na bilheteria do teatro.  O projeto Quartas da Dança, promovido pela Prefeitura do Recife, disponibiliza a pauta das quartas-feiras do Teatro Barreto Júnior para grupos de dança, companhias e artistas independentes, com condições facilitadas. Os grupos têm direito à bilheteria das apresentações, pagando apenas 10% da arrecadação pela ocupação da casa.   Setembro 26: Falso Brilhante, da Outros Ares Cia de Dança Outubro – 3 e 10: Destremelar, do Grupo Destremelar – Dia 17: Magna, da Cia Mestiça de Cris Galdino – Dias 24 e 31: Se tu Soubesses, da Cia de Dança Ferreiras Novembro – 7 e 14: Dúvido, da Cia Sopro de Zéfiro e Ária Social Serviço Espetáculo Falso Brilhante Local: Teatro Barreto Júnior Data: 26 de setembro de 2018 Informações: 81 9 97906403 Ingressos: R$ 20,00 e  R$ 10,00 (meia)  Horário: 20h  (Disponíveis a partir das 17h, no dia do evento, na bilheteria do teatro)

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