Cultura e história

Musical Gota D’Água [a seco], releitura de Chico Buarque, em duas sessões no Recife

Em dezembro de 1975, Bibi Ferreira subia ao palco do Teatro Tereza Rachel (Rio de Janeiro) para estrear “Gota D’Água”, transposição da tragédia grega Medeia, de Eurípedes, para a realidade de um conjunto habitacional do subúrbio carioca. Com um arrojado texto em versos de Chico Buarque e Paulo Pontes e canções como “Basta um Dia”, o espetáculo marcou época e se tornou um clássico moderno do teatro brasileiro. Mais de quatro décadas depois, a história voltou à cena com uma adaptação inédita do diretor Rafael Gomes. Batizada de “Gota D’Água [a seco]”, a nova versão estreou no Rio de Janeiro em maio de 2016. Contemplado pelo edital da BR, o espetáculo chega ao Recife dias 27 e 28 de outubro, no Teatro Guararapes. No palco, Laila Garin e Alejandro Claveaux são acompanhados por cinco músicos, sob a direção musical de Pedro Luís. Ingressos, a R$ 25 e R$ 12,50, já estão à venda (serviço abaixo). Como ‘a seco’ do título já indica, a montagem busca chegar à essência da história, através dos embates entre os protagonistas, Joana e Jasão, ainda que outros personagens do original também apareçam na adaptação. Mesmo com parte da trama sociopolítica reduzida na versão, Rafael Gomes reitera que a sua leitura da peça é focada em sua natureza política, cruelmente atual. “A ‘Gota D’Água’ original possui uma trama política bastante latente em seu embate entre opressores e oprimidos. Ao concentrar a história em Joana e Jasão, em suas ideologias, ações e sentimentos, eu gostaria ainda assim de falar sobre essa política mais essencial da vida, do dia a dia, essa que a maioria das pessoas sublima, esquece ou finge que não é com elas, achando que ser político é somente saber apontar o dedo para o adversário e se manifestar eventualmente por aquilo que interessa, de forma um tanto o quanto individualista”, afirma o diretor, que manteve toda a estrutura formal da peça e inseriu novas canções e pequenas citações de letras de Chico Buarque em algumas passagens do texto. “Gota D’Água [a seco]” é o primeiro espetáculo que Rafael Gomes dirigiu fora de sua companhia, a Empório de Teatro Sortido, de onde trouxe alguns colaboradores para esta montagem, como o cenógrafo André Cortez (Prêmio Shell por “Um Bonde Chamado Desejo”, 2015) e o iluminador Wagner Antônio. Rafael foi convidado pela produtora Andréa Alves, da Sarau Agência, e por Laila Garin para embarcar no projeto. Estrela de “Elis – A Musical”, Laila experimenta agora um novo desafio em cena: além de interpretar a mítica personagem eternizada por Bibi Ferreira, dá voz a músicas que não faziam parte da peça original, como “Eu Te Amo”, “Baioque” e “Cálice”. Revelado no projeto “Clandestinos”, Alejandro Claveaux interpreta o personagem que já foi de Roberto Bonfim e Francisco Milani (na temporada paulistana, em 1977). TRAGÉDIA CARIOCA, EMBATES UNIVERSAIS – Chico Buarque e Paulo Pontes começaram a trabalhar no texto original a partir de uma transposição que Oduvaldo Vianna Filho (1936-1974) havia feito para a televisão. A feiticeira Medeia virou Joana, moradora do conjunto habitacional Vila do Meio-Dia, mãe de dois filhos, frutos de seu casamento com Jasão, alguns anos mais novo do que ela. Compositor popular, Jasão é cooptado pelo empresário Creonte, que o ajuda a fazer sucesso, e termina por largar Joana para se casar com a filha do milionário. A trama passional – que culmina na vingança de Joana – tem como pano de fundo as injustiças sociais pelas quais os moradores do local passam, vítimas da exploração de Creonte, todo-poderoso da região. Por conta deste acúmulo de tensões, Rafael Gomes elegeu o embate como o conceito central de sua montagem. Não somente o embate amoroso, que está no cerne da trama do casal, mas também o social, em um sentido mais amplo, e, principalmente, o íntimo. “São as batalhas internas a que as circunstâncias externas nos sujeitam. Jasão no conflito entre o que está ganhando e o que está deixando para trás, assim como Joana na decisão entre ir às últimas consequências para se vingar ou simplesmente seguir vivendo – o embate entre o humano e o divino, o terreno e o espiritual’, conclui o diretor. Com esta nova e enxuta adaptação, as músicas que não estavam no original entram justamente para servir à dramaturgia, ao contar partes da história, revelar melhor o caráter e as contradições das personagens, além de amplificar alguns contextos e situações que precisaram ser sumarizados. A entrada de Pedro Luís na direção musical vem ao encontro da vontade de não fazer necessariamente um musical tradicional. “É um arejamento, um olhar diferente. Pedro fez com as canções, todas já tão conhecidas e consagradas, o que eu pretendo fazer com a dramaturgia: dar uma nova dimensão, jogar uma luz por um lado que não estamos acostumados a ver. Isso não implica em uma ambição de ‘melhorar’ nada, apenas de tentar pensar e criar por um caminho menos óbvio”, ressalta Rafael. MÚSICA, LETRA E TEATRO – Laila Garin sempre teve a carreira teatral atravessada pela música, seja em shows paralelos ou na série de espetáculos musicais que protagonizou recentemente. Após ter iniciado a vida artística em Salvador, sua cidade, ela se mudou para São Paulo e trabalhou com Luiz Carlos Vasconcelos, da Cia. Piolim, antes de ficar por sete anos na Casa Laboratório, dirigida por Cacá Carvalho e a Fondazione Pontedera. Após o período na capital paulista, fixou residência no Rio de Janeiro, onde estrelou “Eu Te Amo Mesmo Assim” (2010), musical supervisionado por João Falcão, diretor de “Gonzagão – A Lenda” (2012), do qual Laila fez parte por algumas temporadas. A sua recriação do mito Elis Regina em “Elis – A Musical” (2013) provocou um verdadeiro fenômeno teatral de público e crítica, coroado com todos os principais prêmios de atuação do País: APCA, APTR, Bibi Ferreira, Cesgranrio, Quem, Reverência e Shell. No último ano, ainda esteve em “O Beijo no Asfalto”, versão musical de Claudio Lins para o clássico de Nelson Rodrigues, e estreou na TV na novela “Babilônia”, de Gilberto Braga, Ricardo

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6 fotos da Praia do Pina Antigamente

A praia calma, as jangadas dos pescadores e a vida tranquila do bairro do Pina de décadas atrás estão registrados na seleção abaixo de 6 fotografias da Biblioteca do IBGE. O local, que era uma ilha no passado, teve um forte holandês em meados do Século 17 e abrigava o sítio de André Gomes Pina. Sobrenome que nomeou o bairro. Clique nas imagens abaixo para ampliar. . . 1. Cartão Postal (imagem cedida por Luiz Timotheo da Costa). . 2. Casas na beira da praia, em 1957 . 3. Jangadas, em 1951 . . 4. Prédios na margem da Praia de Pina, em 1957 . . 5.  Ônibus circulando no bairro . . 6. Posto 1 na Praia do Pina . *Por Rafael Dantas, repórter da Algomais Para sugestões de pautas ou contribuição com fotos antigas, envie um e-mail para rafael@algomais.com

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Maracatu Rural nordestino ganha destaque na 64ª Feira do Livro de Porto Alegre

Uma das ilustrações que compõem a obra “A Flor do Mato” (Editora Positivo), do carioca Marcelo Pimentel, foi classificada para a Mostra de Ilustrações de Literatura Infantil e Juvenil – Traçando Histórias, da 64ª Feira do Livro de Porto Alegre. Com entrada gratuita, a bienal acontece nos dias 5 e 6 de novembro, no auditório do Memorial do Rio Grande do Sul. Uma seleção de obras de trinta ilustradores brasileiros faz parte de um catálogo que será lançado durante a mostra. Em “A Flor do Mato”, Pimentel traz uma história da Zona da Mata nordestina, reinterpretando grafismos do Maracatu Rural – manifestação cultural com estampas florais e arabescos de grande personalidade e impacto visual, com forte presença no interior de Pernambuco. A obra infantil conta o mistério de uma figura feminina que habita as matas e as protege – uma crença de algumas áreas rurais do Nordeste – principalmente na Paraíba, Pernambuco e Ceará. Traiçoeira, a menina, conhecida como “Flor do Mato”, pode tanto ajudar como prejudicar as pessoas que adentram a mata sem lhe pedir a devida licença. Pimentel já ilustrou aproximadamente trinta livros infantojuvenis, recebeu duas vezes o Selo Altamente Recomendável da FNLIJ (Fundação Nacional do Livro Infantil e Juvenil) e a menção The White Ravens, da Biblioteca Internacional da Juventude, em Munique.

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Congresso de Literatura Fantástica (Clif) anuncia a programação

O Congresso de Literatura Fantástica (CLIF), uma iniciativa do Núcleo de Estudos Oitocentistas Belvidera, grupo de pesquisa do Departamento de Letras da Universidade Federal de Pernambuco/CNPq, chega à sua oitava edição com mais uma programação repleta de conferências instigantes de pesquisadores brasileiros e estrangeiros. O evento é gratuito, aberto a todos – a inscrição podendo ser efetivada no primeiro dia do evento (antes da conferência de abertura) – e ocorrerá no Centro de Artes e Comunicação da UFPE nos dias 30 e 31 de outubro e 1º de novembro. O tema deste ano é “A metamorfose na literatura fantástica”, partindo de uma ampla ideia sobre a metamorfose. Sendo ela não só um motivo da literatura imaginativa – quando mostra a passagem e a mescla de personagens entre os reinos animal, vegetal, mineral etc e as transformações de seres em coisas e vice-versa –, mas significando também a mudança das próprias formas literárias, o que potencializa a escrita do fantástico. O 8º CLIF trará desde palestras e comunicações à mostra de curtas-metragens e lançamento de livros teóricos e ficcionais. Para ilustrar, teremos as conferências: do professor dr. Flávio Garcia (da Universidade Estadual do Rio de Janeiro) acerca das metamorfoses por que passa o conceito de ficção fantástica desde o século 19 até a contemporaneidade, que vem sendo sempre rediscutido e ampliado, levando também a entender como as relações da literatura fantástica com outras mídias e outras artes pode influenciar o conceito e a aceitação da literatura fantástica por parte da teoria, crítica e historiografias literárias; do professor dr. Davi Pessoa de Lira (da Universidade Federal de Pernambuco), que versará sobre a incidência da metamorfose na literatura clássica e suas implicações na literatura hermética, através de textos antigos e das ideologias e conceitos da época; e do professor dr. Erwin Snauwaert (da Katholieke Universiteit Leuven – Bélgica), sobre a metamorfose na literatura fantástica peruana contemporânea percebendo as diferenças que o pós-modernismo operou no tema em questão. Nos três dias do eventos haverá também uma feira de livros, com estandes de editoras, livrarias e sebos locais, além do lançamento de livros dos conferencistas e escritores que comparecerão ao congresso. Com essa amplitude, percebe-se que as discussões serão dentro das mais variadas tendências da literatura fantástica (fantástico, horror, ficção científica, novela gótica, contos de fadas, realismo mágico etc.), indo da literatura antiga à contemporânea, além de abrirem espaço para as relações da literatura com outros universos em que o tema da metamorfose está presente – como o cinema, os quadrinhos, os games e as artes visuais. Assim, o evento promete uma excelente troca de ideias e problematizações conceituais que contribuem para alargar e enriquecer as teorias do fantástico e os estudos literários, e para estreitar e fomentar os diálogos entre as artes. SERVIÇO: 8º Congresso de Literatura Fantástica de Pernambuco Quando: 30 e 31 de outubro e 1º de novembro Onde: Centro de Artes e Comunicação (CAC) da UFPE/Campus Recife. Para visualizar a programação geral, clique aqui / ou no seguinte endereço eltetrônico: www.fantasticoempernambuco.blogspot.com Facebook: @clifpe

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As poéticas de r/existência de artistas afro-brasileiro

No próximo dia 19 de outubro, o Museu da Abolição recebe a exposição coletiva Os da Minha Rua: Poéticas de R/existência de Artistas afro-brasileiros, que reúne a  produção visual de dez artistas negras e negros contemporâneos – Ana Lira (PE), Dalton Paula (GO), Edson Barrus (PE), Izidoro Cavalcanti (PE), José Barbosa (PE), Maré de Matos (MG/PE), Moisés Patrício (SP), Priscila Rezende (MG), Renata Felinto (SP/CE), Rosana Paulino (SP). A mostra, que conta com o patrocínio do Funcultura e tem curadoria de Joana D´Arc, levanta importantes questões sobre a cultura africana e a cultura afro-brasileira e questionamentos em relação ao lugar da negra e do negro na sociedade brasileira. Além da exposição, cujo título faz referência a obra do escritor angolano Ondjaki, o projeto comporta a realizaç&at ilde;o de uma oficina/performance, ministrada por Moisés Patrício entre 16 e 19 de outubro, e de um curso realizado por Rosana Paulino, no sábado dia 20. A concepção da exposição surgiu em 2016 quando a professora e pesquisadora Joana D´Arc Souza Lima realizava uma pesquisa sobre arte africana e começou a se confrontar com a ausência do corpo negro nas exposições, nos acervos, nas escolas, nos museus, na academia. E essa ausência apontava para uma presença enorme do epistemicídio das culturas e das histórias dos negros e negras no Brasil, e sobretudo para o preconceito velado que existe em nossa sociedade. Nesse momento ela se aproximou de Rosana Paulino que, além de artista negra, é também pesquisadora e ativista do movimento negro. “Foi a partir desse estudo e dessa aproximação com a arte negra, e de um diálogo intenso com Rosana, que pensei em trazer para o Recife essa exposição. Escolhi artistas contemporâneos negros e negras, que trabalham em diferentes dimensõe s das questões que subjazem ao tema da cultura africana e da cultura afro-brasileira, passando pela mitologia Uoruba, pelas religiosidades afro-brasileiras, pela crítica social, pela oralidade e ancestralidade, para ocupar esse espaço museológico”, explica Joana, destacando que assim seria possível mostrar os impasses e tensões em relação à ausência de visibilidade que esses sujeitos sofrem. Rosana Paulino expõe trabalhos que dialogam com sua vasta produção ligada às questões sociais, étnicas e de gênero. A posição da mulher negra na sociedade brasileira e os diversos tipos de violência sofridos por esta população decorrente do racismo e das marcas deixadas pela escravidão são elementos centrais na sua poética. A pesquisadora também ministrará o minicurso, no sábado dia 20, intitulado Arte Afro-brasileira: Novos Lugares, Novas Falas que discutirá a produção artística qualificada como africana e afro-brasileira. Moisés Patrício vai apresentar fotografias da série Aceita?, nas quais tenta quebrar o preconceito existente contra o Candomblé no Brasil. Além disso, o artista comanda uma oficina de quatro dias sobre Processos de criação em rituais de performance negra. Aberta ao público em geral, mas com maior apelo aos artistas, a proposta é circular e criar percursos no entorno do Museu da Abolição e a partir dessas vivências conceber performances que tragam elementos da cultura afro-brasileira, em especial do candomblé. O artista Dalton Paula apresenta duas fotos da série fotográfica Cor da Pele e outra imagem de Corpo Receptivo – todas trazem o corpo negro do artista como protagonista. Ele exibe também o vídeo O batedor de bolsa, performance em que novamente seu corpo negro é ressignificado junto aos outros elementos ali postos (uma bolsa feminina preta, um cassetete policial, uma calça social marrom, uma botina bege e uma venda preta nos olhos). Edson Barrus traz ao Recife a obra Cão Mulato, um lambe-lambe que confronta os discursos puristas, ensinando numa bula como produzir um cão vira-lata geneticamente. O lambe-lambe é parte de um projeto intitulado, Base Central Cão Mulato, desenvolvido pelo artista: o artista toca em questões de um mundo de espaços e indivíduos híbridos. O artista busca meios para dar concretude e visualidade ao que considera a idéia-síntese de Brasil: o Cão Mulato, o cachorro sincrético, o vira-lata tirado do lixo e ungido a raça nacional. “O artista se coloca no papel de um cientista e liquidifica, com mordacidade, ideias de pureza de raça e de evolução genética através do uso da tecnologia. Tomando o cão mulato por símbolo de brasilidade, enxerga o país – assim como o seu próprio trabalho – como um espaço mesti&cced il;o, transacional e para sempre in progress”, escreveu Moacir dos Anjos. Ele também apresenta o vídeo Formigas Urbanas que reflete sobre a presença do corpo híbrido, mestiço, negro de brasileiros em condição  informal nos grandes centros urbanos. A pernambucana Ana Lira, que há tempos vem desenvolvendo trabalhos de forte cunho político e investido nas ações colaborativas, a exemplo da obra Letreiro, que  desenvolveu como site specific, no projeto comissionado para a exposição Agora Somos Todxs Negrxs da Associação Cultural VídeoBrasil, em São Paulo.  Agora, a artista vai realizar uma proposta de vivência performática objetivando articular uma dinâmica de compartilhamento e escuta sobre invisibilidade como ferramenta de poder. Em que cenários estar nas entrelinhas pode nos ajudar a fortalecer as articulações coletivas?, esse será o questionamento básico da vivência, com duração de 60 minutos. A artista vai propor para nove pessoas presentes, entre o público, dinâmicas de ancestralidade e micro-política, cujos saberes compartilhados circularã o entre silêncios. Além disso, vai exibir uma série de carimbos intitulado, Saia Livre. Um trabalho que pede a participação do visitante. Saia Livre é um poema elaborado a partir de uma provocação feita para a edição #11 da revista de teatro Trema cujo tema era Censura. A proposição consistia em debater atos de cerceamento às artes no atual cenário do país. Pensando no contexto das expressões culturais de matriz africana e das festas populares em Pernambuco, uma das formas de construir um silenciamento lento vem sendo por meio da redução ou da interrupção de financiamento dos grupos, agremiações e cortejos de maracatus e escolas de samba dos bairros populares das cidades. Estamos atravessando outra fase semelhante agora e como resposta elaborarei um poema para livre circulação – que pode ser veiculado inteiro o u em pedaços, como

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Exposição Natureza Gigante, no Riomar

Para educar e divertir as crianças neste mês de outubro, o RioMar Recife inaugura a partir do dia 6 de outubro, a exposição Natureza Gigante, que retrata de forma lúdica e interativa, com movimentos, curiosidades, ecologia e biodiversidade a importância dos pequenos habitantes da terra. Serão dez insetos animatrônicos, em exposição no Piso L3, com dispositivos robóticos desenvolvidos com o objetivo de reproduzir um ser vivo. Cada uma das espécies estão entre nós, em todos os lugares. Suas adaptações os permitiram viver nos mais diferentes ambientes da Terra, seja na água ou sobrevoando por aí. A atração alia conhecimento com diversão e demonstra a importância de cada inseto em seus diversos aspectos. Irá funcionar de segunda a sábado, das 14h às 22h, e domingos e feriados, das 12h às 20h. Os ingressos custam a partir de R$ 20 (meia entrada) de segunda a sexta-feira. O diretor da Smartmix Brasil, Lúcio Oliveira, responsável pela produção da exposição, explica que o gigantismo é o diferencial do evento. “A mostra retrata a natureza como se as pessoas tivessem encolhido enquanto os animais se tornaram gigantes. Isso tudo numa cenografia especial, que passa a impressão aos visitantes de estarem numa florestconclui Lúcio. A gerente de Marketing, Denielly Halinski diz que esta exposição, além de divertir, é uma verdadeira aula de ciência, ótima oportunidade para grupos de estudantes e seus professores tanto de escolas públicas como privadas. A mostra exibe: Formigas, Joaninha, Borboleta Azul, Besouro Rinoceronte, Vagalume, Louva-a-Deus, Centopeia, Gafanhoto interativo para fotos, além de dois de seus predadores, a Aranha Caranguejeira e o Escorpião Negro. A visita é guiada por monitores preparados para informar, divertir e acompanhar os visitantes de todas as idades. O evento também conta com ações interativas como encenação, realidade virtual , dentre outros. A Exposição conta com placas informativas sobre cada uma das espécies, retratando além de suas características, os diversos efeitos positivos que estes animais proporcionam aos seres humanos, nos fornecendo alimentos, consumindo materiais em decomposição melhorando o solo, ajudando na polinização das plantas e distribuindo sementes. Elas mostram que os insetos também podem ser usados no controle de pragas e até mesmo em alguns compostos usados em medicamentos. A produção fica a cargo da Smartmix Brasil, empresa com mais de 40 anos de mercado, pioneira em Entretenimento Familiar para shoppings. A empresa também é responsável por outras grandes exposições de sucesso que circulam pelo país, como: O Corpo Humano, Mundo Jurássico, Xperience – Ciência e Diversão, Supergames, Exposição Internacional Dragões, Mundo Marinho , Brinquedoteka, Mar – Mistérios e Aventura, Nave Planetária entre outros. Serviço Exposição NATUREZA GIGANTE Quando: de 06 de outubro a 04 de novembro de 2018 Onde: Shopping Rio Mar Recife – Piso L3 Horários: de segunda a sábado das 14h às 22h e domingos e feriados das 12h às 20h Promoções de pacote família – ingresso especial para grupos de 3 a 5 pessoas, desde que ingressem na exposição Ingressos: de segunda a sexta feira, R$ 20,00 (meia-entrada) e R$ 40,00 (inteira); sábados, domingos e feriados, R$ 25,00 (meia-entrada) e R$ 50,00 (inteira) Promoções de pacote família – ingresso especial para grupos de 3 a 5 pessoas, desde que ingressem na exposição juntos: Essas promoções não são cumulativas com outras que já existirem ou vierem a existir. Preços Pacote família promocional : SEGUNDA A SEXTA : 3 pessoas R$ 60,00 4 pessoas R$ 80 ,00 5 pessoas R$ 100,00 SABADOS, DOMINGOS E FERIADOS : 3 pessoas R$ 75, 4 pessoas R$ 100 5 pessoas R$ 125 Valores para grupos e Escolas Valor único – R$ 15,00 Venda de Ingressos especiais para grupos de no mínimo 30 pessoas. Visitas em horários diferenciados. Vendas e agendamentos pelo email: naturezagigante@lojadoshow.com.br / (81) 98699-7461

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Teresa Montero convida para lançamento de O Rio de Clarice em Recife

A Autêntica Editora, a Livraria Praça de Casa Forte e a autora Teresa Montero convidam para o lançamento do livro O Rio de Clarice: passeio afetivo pela cidade. O evento acontecerá no dia 20 de outubro (sábado), a partir das 18h, na Livraria Praça da Casa Forte, e contará com um bate-papo sobre o Rio e o Recife de Clarice Lispector, entre Teresa Montero e a pernambucana Taciana Oliveira, diretora do documentário A descoberta do mundo, com mediação da entrevistadora Vera Barroso. Resultado de um projeto cultural idealizado pela especialista e biógrafa de Clarice Lispector (1920-1977), o livro conduz o leitor em um passeio literário por sete caminhos da escritora durante os 28 anos que viveu no Rio Janeiro: os bairros onde morou, estudou e desenvolveu sua atividade profissional. Serviço do evento: Data: 20 de outubro Horário: 18h Local: Livraria Praça de Casa Forte Praça de casa Forte, 454 Recife – PE Serviço do livro: Autora: Teresa Montero Páginas: 192 Formato: 16 x 23 Acabamento: brochura ISBN: 978-85-513-0412-9 Preço: R$ 54,90 Editora: Autêntica Grupo Autêntica www.grupoautentica.com.br

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8 imagens do Cais da Alfândega Antigamente

Situada entre a Ponte Maurício de Nassau e a Ponte 12 de Setembro, a Rua Cais da Alfândega possui uma das vistas mais agradáveis do Centro do Recife. De acordo com Marcos Albuquerque e Veleda Albuquerque (Revista Noctua, 2017), “Até a primeira metade do século XVII a área onde hoje existe a Avenida Cais da Alfândega, se encontrava sob as águas do rio Capibaribe. Nas proximidades do local já começava a se formar um extenso banco de areia. Embora não se constitua em uma das áreas de ocupação mais antiga da cidade do Recife, o seu entorno, já no século XVI, passara a integrar o conjunto da cidade. Os pescadores que primeiro se instalaram no istmo fronteiriço aos arrecifes, já em 1587 cuidaram de construir uma ermida dedicada ao santo protetor dos marinheiros, São Frei Pedro Gonçalves ou Santelmo. Ermida que futuramente daria origem à capelinha e em seguida à igreja do Corpo Santo. As boas condições de porto, o acesso às águas calmas onde as embarcações podiam ser reparadas, logo tornariam as poucas terras emersas, o “povo dos arrecifes”, um local cobiçado, a porta de entrada para Pernambuco. Logo cedo se construíram armazéns para onde convergiam as mercadorias a serem embarcadas, mormente o açúcar.” Selecionamos imagens antigas do local no acervo da Villa Digital (Fundaj) e do IBGE. Confira as fotos abaixo. 1. Grande Hotel O Grande Hotel, de 1940, atualmente abriga o Fórum Thomaz de Aquino. Foi no Grande Hotel que, em 1942, Dorival Caymmi começou a escrever Dora. (Fotografia cedida por Luiz Timotheo da Costa)   2. Ao fundo, ainda em construção o edifício do IPASE (Inst. de Previdência e Assistência dos Servidores do Estado) e IAPI (Inst. de Aposentadoria e Pensões dos Industriários). Foto: Tibor Jablonsky, em 1957.   3. Embarcações no cais   4. Embarcações no Cais   5. O Cais em 1880 (Autor: Constantino Barza)   6. Cartão Postal do Cais da Alfândega (Acervo Josebias Bandeira)   7. Cais do Alfândega, com foto com dedicatória de 1921   8. Desembarque de açúcar no Cais da Alfândega, em 1937 (Acervo Benício Dias) *Por Rafael Dantas, repórter da Algomais (rafael@algomais.com)

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Quilombo sem estereótipos

A identidade e o cotidiano da comunidade quilombola Barro Branco é a inspiração do artista Carlos Mélo para a produção do média metragem Barro Oco. A obra já foi exibida na cidade de Belo Jardim, onde o filme foi rodado, e começa a circular em eventos e exposições, incluindo o Recife. A obra é um dos frutos do trabalho de residência artística promovida pelo Instituto Conceição Moura, que anualmente tem levado uma experiência de arte contemporânea para o município do Agreste pernambucano. O ponto de partida da relação entre o artista e a comunidade começou há cinco anos, quando Mélo esteve em Belo Jardim participando de uma mostra artística. “Aquele povo que vive ali” era a maneira como a população se referia aos quilombolas. Dessa informação dispersa e quase de desconhecimento da identidade dos moradores do Barro Branco, ele iniciou uma pesquisa que resulta numa intervenção artística na cidade e no filme. Quem imagina uma comunidade quilombola, com fogueira, cabanas e roupas típicas não é isso que vai encontrar na leitura de Carlos Mélo. “Uma das minhas preocupações foi de não trazer estereótipos. Embora seja um povo tradicional, os seus adolescentes estão com celular na mão e conectados”, exemplifica. A instalação de uma cerca construída com mais de quatro mil ossos de animais, que atravessava a área da comunidade e parte de uma propriedade privada na região, foi uma das peças que compõem o projeto artístico. Para essa obra, Mélo contou com a participação das pessoas da comunidade na coleta dos ossos. A cerca, que media quatro metros de altura por 20 metros de extensão, entre a vegetação e o sol intenso da região, representa no imaginário do artista a resistência e o sentimento de pertencimento ao território. Outra obra erguida na comunidade no período da residência artística foi uma tenda, que representa o lugar de reuniões comunitárias. No esforço de reconstituição da história do quilombo, o artista se deparou com o fato dessa tenda ter sido destruída duas vezes, por motivos não explicados. Na pesquisa sobre a origem da comunidade, Mélo ressalta que pouco se sabe sobre os ancestrais que chegaram no território que fica distante 10 km do centro de Belo Jardim. O filme caminha entre o documentário, para narrar a história da comunidade, e uma experiência de vídeoarte, que é uma das facetas do artista nascido em Riacho das Almas. Carlos Mélo tem trabalhos que vão do desenho, fotografia à filmografia, além das performances e instalações. Uma obra que passeia entre a arte e a filosofia. Premiado em diversos salões artísticos, ele desenvolve sua atividade de forma permanente, com exposições tanto no Brasil como no exterior. Você pode conferir o trailler de Barro Oco no link: https://vimeo.com/278804617. O trabalho de Mélo foi a segunda edição da Residência Belojardim, idealizada por Mariana Moura, presidente do Instituto Conceição Moura, e conta com a curadoria de Cristiana Tejo e Kiki Mazzucchelli. O objetivo do projeto é expandir as ações culturais do instituto para o campo das artes visuais, contemplando um artista a cada ano para desenvolver projetos especialmente comissionados que dialogam com as diferentes dinâmicas culturais, econômicas, políticas e sociais da região do Agreste de Pernambuco. A edição 2018 da residência contou ainda com uma exposição individual de Carlos Mélo no Sesc-Belo Jardim. A mostra apresentou ao público um pequeno recorte da produção de Mélo, permitindo à população local um maior diálogo com o trabalho do artista que passou três meses na cidade. O Instituto Conceição Moura, mantido pelo Grupo Moura, é ainda o responsável por outras iniciativas culturais na cidade, como o Cine Jardim. O festival anual exibe uma grande variedade de longas e curtas metragens, além de promover oficinas gratuitas para crianças e jovens sobre produção cinematográfica. Festivais, como o Virtuosi Belo Jardim, e a oferta de cursos de música também integram a programação anual da organização.

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Marcelino Freire lança obra de “ensaios de ficção” pela José Olympio

A literatura de Marcelino Freire não tem nada de ordinária. O pernambucano nascido em Sertânia – e hoje radicado em São Paulo – contou recentemente que tem dois romances engavetados. Decidiu não publicá-los ainda porque estavam “muito donos de si”. Veio, no lugar, com este “Bagageiro”, que chega às livrarias pela José Olympio em outubro. A forma mais ordinária de definir “Bagageiro” seria como um livro de contos. Mas, como previamente dito, essa forma não cabe. O livro é uma coleção de “ensaios de ficção”, como define o próprio escritor, inquieto, passional e sempre disposto a rir do próprio umbigo. Em Pernambuco, o bagageiro é onde se leva todo tipo de coisa em cima da bicicleta: mercadoria, botijão de gás, criança, etc. Nas páginas, são textos com o pulso vivo e vozes múltiplas que erguem mundos. Uma coletânea de pequenas histórias, entremeadas por comentários – por vezes mordazes – sobre a escrita, o país, o mundo, a vida literária e a não literária também. “Minha pontuação de estimação é a interrogação. Mas não tenho muita certeza disto”, escreve Marcelino em uma dessas tiradas. “Neste livro de ‘ensaios de ficção’, eu estou lá me divertindo. Indo sem ir. Sem apontar o dedo. Quando aponto, baixo o dedo e sigo me perguntando, sigo ironizando, não me levando a sério. Chamei meus contos de ‘ensaios’ porque nunca chamo meus contos de contos. Chamo de ladainhas, improvisos, cirandas”, explica o autor em entrevista ao Blog da Record. TRECHO: “Antigamente, eu só de olhar sabia a medida do quadril, a anca da noiva, agora é só nos instrumentos de medida, 18 a 23 cm abaixo da cintura, olha se não é, me ajuda, que é muito número, prefiro dar de ouvido ainda à experiência, aqui amarro um fio ao redor do tronco, a curva natural de tua cintura, ô, minha filha, a primeira que vai sair de casa, Bernarda, teu futuro marido não pode te ver antes da igreja, minha laranjeira, vai sentir a falta da tua mãezinha aqui, vai, não vai?” Marcelino Freire nasceu no ano de 1967, em Sertânia, Pernambuco. Vive em São Paulo desde 1991. É autor de “Angu de sangue” (Ateliê Editorial, 2000), “Contos negreiros” (Prêmio Jabuti, Editora Record, 2005), “Rasif” (Editora Record, 2008), entre outros. Em 2013, lançou “Nossos ossos”, vencedor do Prêmio Machado de Assis da Biblioteca Nacional, também pela Record.

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