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Estudantes do Cabo criam literatura de cordel ao versalizar imagens nas escolas

Nova edição do projeto de ensino de literatura de cordel nas escolas do Cabo de Santo Agostinho terá lançamento de livro como resultado Desenvolver em estudantes de escolas públicas do Cabo de Santo Agostinho, litoral sul de Pernambuco, o amor pela literatura de cordel e estimular o aprendizado de novos saberes a partir da ludicidade e da musicalização deste gênero literário. Esta é a proposta da segunda edição do projeto Versalizando Imagens, de ensino da literatura de cordel, que reúne o professor e poeta Esperantivo e o produtor e fotógrafo Renato Moura em oficinas semanais nas salas de aula da cidade. O projeto é uma parceria com a Secretaria Municipal de Educação do Cabo de Santo Agostinho nas Escolas em Tempo Integral. Em sua segunda edição, o projeto trará o lançamento de um livro como resultado das oficinas feitas neste ano. De acordo com o poeta Esperantivo, a expectativa para essa nova edição é impactar ainda mais alunos. “Queremos ver a emoção desses alunos quando estiver tudo pronto e que ele possa falar em casa: “eu faço parte de um livro que está na biblioteca da cidade ou da minha escola. Eu escrevi junto com os meus amigos da escola”. E a partir disso sentir a autoestima desses alunos sendo elevada”, explicou Esperantivo. O tema das oficinas dessa segunda edição é Fauna e Flora: florescer é crescer, preservação é nosso dever. A ideia da produção de um livro surgiu durante as aulas da primeira edição do projeto e da vontade de construir algo físico com os alunos, além de deixar registrado todo o processo em um produto. “Nossa ideia era fazer com que os alunos desenvolvessem algo físico mesmo para deixar registrado no tempo as oficinas. Porque nós que construímos as aulas sabemos da importância de deixar algo depois do processo”, disse o poeta, cuja intenção é distribuir esses livros nas bibliotecas das escolas do Cabo. Renato complementa explicando que o livro será de versos como nos cordéis e recheado de fotos, unindo as duas propostas do projeto. “O livro vai ter o verso complementando o que a gente quis transmitir na foto e é uma construção coletiva com os alunos participando de todos os passos”, detalhou o produtor. Segundo Renato o livro vai ser viabilizado pela prefeitura do Cabo de Santo Agostinho e a ideia é realizar o lançamento após as oficinas. Um documentário sobre as oficinas também está em desenvolvimento pelo produtor cultural. O cordel é uma linguagem singular da cultura popular para explorar e manifestar, de forma única, as descobertas e emoções dos jovens. As oficinas constroem um paralelo entre os conteúdos que são trabalhados em sala de aula com os elementos típicos da cultura popular. “Nas oficinas trabalhamos diversas habilidades nos jovens, como a capacidade de comunicação, linguagem, escuta ativa, aprendizagem ativa, criatividade, enfim, são várias as competências que conseguimos desenvolver”, detalhou Renato. Para Milena Quirino, gestora da Escola Municipal em Tempo Integral Laura Rodrigues, em Pontezinha, no Cabo de Santo Agostinho, a importância das oficinas está em abrir a mente dos alunos com a cultura popular. “Eu acho um projeto fundamental porque arte e a cultura popular devem sempre estar inseridos no processo de formação dos nossos alunos. É a questão da identidade, precisamos nos reconhecer a partir da nossa cultura”, disse. “Quando não conhecemos a nossa cultura, não nos reconhecemos nela. Então quando isso é inserido em sala de aula, com musicalidade e poesia, nós fortalecemos nossa identidade”, completou. A segunda edição das oficinas do Versalizando Imagens contemplará todas as dez escolas da rede municipal de ensino em tempo integral do Cabo de Santo Agostinho. São quatro escolas em continuação do ano passado e seis novas escolas inseridas no projeto.. São três encontros semanais com alunos do 5º e do 7º ano do ensino fundamental. Ao todo, são 24 turmas e 715 alunos impactados.

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Viva a Guararapes celebra o Dia das Mães neste domingo

No próximo domingo, 7 de maio, será realizado o evento Viva a Guararapes em comemoração ao Dia das Mães. A celebração acontecerá na Avenida Guararapes, bairro de Santo Antônio, e contará com 13 polos temáticos, com atrações culturais, esportivas, gastronomia e economia criativa. Dentre as atividades programadas, estão oficinas de pintura, oficina de gentileza, oficinas de psicologias das cores para mães e pais, apresentação de coral, além de ações de saúde como vacinação e troca de mudas e composto orgânico por plástico reciclável. Além disso, haverá Food Trucks, feirinhas de vinil, feira geek e just dance, barracas de comida, e a promoção Restaurant Week estará presente. Também terá atividades para as crianças como futebol de sabão, recreação, pula-pula, muro de escalada, brinquedos infláveis, cama elástica, e oficinas de pintura e balão. Zizi e Luiza Possi fazem show especial no Recife em homenagem ao Dia das Mães Zizi e Luiza Possi farão um show especial em homenagem ao Dia das Mães na Campanha do RioMar. A apresentação ocorrerá no Teatro RioMar Recife no dia 8 de maio às 19h e terá transmissão ao vivo gratuita na Praça de Alimentação, uma vez que os ingressos já foram esgotados. O repertório selecionado com cuidado pelas cantoras inclui sucessos como Força Estranha, Me Faz Bem, Luiza, Proposta, Folhetim, Asa Morena e outros, que prometem emocionar a plateia. Mãe e filha entoarão as canções. “Ariel a Pequena Sereia” ganha mais duas sessões no Barreto Júnior O espetáculo “Ariel, a Pequena Sereia” da Humantoche Produções retorna aos palcos do Teatro Barreto Júnior para uma nova oportunidade de assisti-lo. Inspirado no clássico da literatura mundial de Hans Christian Andersen, o espetáculo usa efeitos especiais em 4D, como chuva de confetes, bolhas de sabão e iluminação especial, para envolver o público e encantar as crianças. A apresentação serve como um aquecimento para o lançamento do live action da Disney. Os ingressos estão à venda pelo Sympla a R$70 a inteira e R$35 a meia, com opção de ingresso promocional por tempo limitado. Além disso, crianças de até 12 anos pagam meia entrada, assim como estudantes, professores, PNE e idosos. Para mais informações, acesse o link encurtado (https://www.encurtador.com.br/agrLR).

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Orquestra Criança Cidadã abre temporada de concertos com obras de Beethoven e Villa-Lobos

A Orquestra Criança Cidadã apresenta, no próximo sábado (06), às 18h, o 1º Concerto Oficial de 2023, na Igreja Batista Emanuel em Boa Viagem, no Recife. Com entrada gratuita e aberto a todos os públicos, o evento marca a sequência de sete concertos oficiais durante o ano, até o mês de dezembro. “Estamos muito felizes com a volta dos concertos oficiais, que cumprem uma função importante”, explica o maestro titular da Orquestra, José Renato Accioly. “Além da formação de plateia, formamos o repertório profissional dos alunos e também os acostumamos a apresentações de forma regular”, explica Accioly, coordenador musical do projeto social.  Para o primeiro concerto oficial do ano, com a Orquestra Jovem – composta pelos músicos mais avançados do projeto –, o programa trará a Abertura “Egmont”, op. 84, de Ludwig van Beethoven, e a “Sinfonia n° 8 em fá maior, op. 93”, do mesmo compositor. Entre estas, também será apresentada a versão para orquestra de cordas da “Bachianas brasileiras n° 9”, de Heitor Villa-Lobos. Além dos concertos oficiais, a Orquestra Criança Cidadã segue com as apresentações dos Concertos para a Comunidade e de seus grupos representativos durante todo o ano. O calendário completo está disponível online, no site da OCC: https://orquestracriancacidada.org.br/concertos.

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80 anos de Raul Córdula na Amparo 60

Espaço-Tempo é a retrospectiva exibida na Galeria Amparo 60 dedicada ao trabalho do artista Raul Córdula que comemora seus 80 anos em 2023 e tem uma trajetória de mais de 60 dedicados à arte. A exposição marca, ainda, o início das celebrações dos 25 anos da Amparo 60 comemorados este ano. A retrospectiva reúne mais de 20 trabalhos de várias fases do pintor, do início, na década de 1960, até trabalhos mais recentes. A seleção foi feita pelo próprio artista. “São pinturas, gravuras, aquarelas sobre papel, guaches sobre papel. Meu trabalho começou na geração dos anos 1960, passou pelo abstracionismo e depois ela se tornou mais geométrica, o que sigo fazendo até hoje”, conta o artista. A exposição segue até 26 de maio na Galeria Amparo 60 (Rua Professor Eduardo Wanderley Filho, 187 - Boa Viagem, Recife)

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O feitor de enigmas

*Paulo Caldas Natanael Lima Júnior segue meticuloso os caminhos do existencial neste “O feitor de enigmas”, e ressalva, sob o ponto de vista conteudístico, o tenaz desafio de decifrar a origem das ardilosas idiossincrasias nossas de cada dia. Do todo flui um discreto hermetismo que tangencia momentos outros, quando a apreciável verve do autor se faz soberana ante os mistérios intrínsecos do humano. Atento aos aspectos estéticos, trata as palavras com o devido esmero, expondo versos bem postos tanto em momentos intimistas, quanto nas abordagens horizontais. Neste sentido, manuseia rimas internas e aliterações vistas em “Rosa Efêmera”, expressa a dureza dos metais, caso do poema AI5, por exemplo, ou com a sonoridade presente no poema "Acordes dissonantes". Ainda em “Rosa Efêmera” existe um visível capricho na dosagem dos ritmos marcados pelas proparoxítonas. O talento autor vem em boa companhia: assinaram depoimentos sobre a obra escritores do nível de Sidney Nicéas, Valmir Jordão, Urariano Mota, Cida Pedrosa, Lourdes Nicácio, Lourdes Sarmento, Lourdes Horta, Neílton Florentino, Marcelo Mário de Melo e Jorge Lopes. A publicação tem o selo da Imagética Edições, prefácio de Cláudio Aguiar, projeto editorial de Natanael Lima Júnior, concepção visual de Erivaldo Passos, ilustração de Ângela Lúcia Costa, revisão de Neílton Florentino e impressão da Luci Artes Gráficas. Os exemplares podem ser adquiridos através da @imageticaediçoes ou pelo fone 81 98800312. *Paulo Caldas é Escritor

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Companhia Giradança reflete sobre corpos femininos em espetáculo no Sesc Santo Amaro

Grupo potiguar circula com o espetáculo "Graça" por diferentes cidades do país e desembarca no Recife nesta quarta e quinta-feira Camadas de tinta e de histórias acumuladas, impressas, misturadas, desbotadas, dissolvidas nos corpos. Assim podem ser observadas as bailarinas da Companhia Giradança (RN) no espetáculo “Graça - uma economia da encarnação”, com apresentações marcadas nos dias 19 e 20 de abril, 20h, no Teatro Marco Camarotti no Sesc Santo Amaro, área central do Recife. O espetáculo, que questiona o ser fêmea através das automitologias, tem Jania Santos, Joselma Soares e Ana Carolina Vieira, bailarinas da Companhia, trazendo à tona histórias que atribuem aos próprios corpos qualidades e possibilidades múltiplas, como nas narrativas mitológicas. A coreografia do grupo potiguar foi elaborada por Elisabete Finger, que é performer e coreógrafa. Já a direção artística é de Alexandre Américo, artista e pesquisador da dança, com enfoque na investigação em arte contemporânea, que considera o espetáculo como um marco para a Giradança, pois “avança no seu pensamento poético e político”. “Graça” contará com audiodescrição e intérprete de libras durante a apresentação de quinta-feira (20) e é indicado para maiores de 18 anos. Os ingressos podem ser adquiridos diretamente na bilheteria do teatro Marco Camarotti. A turnê de “Graça - uma economia da encarnação” é realizada através do Prêmio Funarte Circulação e Difusão da Dança 2022, com apoio da NatalCard, Michelle Tour, Transborda, HUB Criativo PE Criativo, Sebrae e Sesc - PE. A produção é da Listo Produções Artísticas Giradança. O espetáculo já passou pelos estados de São Paulo, Ceará, Paraná e Rio Grande do Norte. A Companhia Giradança foi criada  na cidade de Natal/RN, em 2005, e se estabelece, já em seus primeiros trabalhos, como uma zona capaz ,de gerar tecnologias inacabadas (coreografias) operadoras de corpos discursivos com o enfoque nas relações tensionais entre corpos com e sem deficiência. A Giradança tem apresentado em palcos de todo o Brasil um trabalho que rompe preconceitos, limites pré-estabelecidos e cria novas possibilidades dentro da dança contemporânea. Com quase uma década de trabalho, acumula diversos prêmios nos seus mais de 13 espetáculos de repertório, onde já se apresentou por mais de 15 estados brasileiros e 5 países. Serviço “Graça - Uma economia da encarnação” Quando: 19 (quarta-feira) e 20 (quinta-feira) de abril, às 20h Local: Teatro Marco Camarotti - SESC Santo Amaro (Praça do Campo Santo, s/nº – Santo Amaro / Recife – PE) Ingressos: R$ 30 (inteira), R$ 15 (meia-entrada para comerciários e dependentes, estudantes e idosos)  - na bilheteria do Teatro Classificação indicativa: 18 anos

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Coletivo Lugar Comum estreia obra audiovisual de Segunda Pele

Com incentivo do Funcultura, as exibições on-line acontecerão nos dias 21, 22 e 23 de abril, com ingressos gratuitos no Sympla O Coletivo Lugar Comum, grupo pernambucano de dança, performance e experimentos artísticos, apresenta uma versão inédita do espetáculo Segunda Pele, agora, em formato de obra audiovisual. O processo fílmico se propõe em transpor para a tela as diversas camadas de subjetividade, atravessamentos, vivências e pluralidade de vozes das seis mulheres que colocam os seus corpos e as suas trajetórias em cena. O experimento poético, que culminou em uma videoinstalação, poderá ser assistido pelo público em três exibições on-line, nos próximos dias 21, 22 e 23 de abril, às 20h, com link a ser divulgado no Instagram @lugarcomumcoletivo. Após a primeira sessão haverá uma roda de diálogo com a equipe criativa, que contará com intérprete em Libras. O projeto tem patrocínio do Fundo Pernambucano de Incentivo à Cultura (Funcultura-PE). Segunda Pele é um espetáculo que veio ao mundo em 2012 e em seguida teve uma nova versão da montagem em 2016, com a forte característica de estar em incansável movimento, em processo de continuidade e de transmutações. Com dramaturgia que se desenha espontaneamente a partir do agora, das memórias ancestrais, das buscas, dos afetos, dos medos, dos desejos deste instante, ou seja, das marcas reais que emergem das profundezas subjetivas de cada uma das artistas que compartilham daquele espaço de tempo, as montagens serão sempre inéditas e retroalimentadas. Em cena, neste desdobramento da obra em audiovisual, estão as performers Liana Gesteira, Maria Agrelli, Maria Clara Camarotti, Renata Muniz, Sílvia Góes e Sophia William. A direção geral e de fotografia é de Dea Feraz. A narrativa cênica testemunha as seis artistas habitando seus corpos. Mulheres que atravessam a própria pele para contar de suas existências. De forma experimental e poética, o processo fílmico faz um percurso do corpo marcado ao corpo fluxo, tentacular e livre. O novo mundo, o novo corpo, há de nascer em coletivo e em meio à ruína que nos circunda. “Na primeira versão de Segunda Pele já havia a proposta de cada uma de nós trazermos as questões individuais, buscando e se reencontrando com a nossa pele, e também os momentos coletivos em que dançamos nossas subjetividades juntas. O afeto sempre foi esse lugar de encontro no coletivo, o olho no olho, o toque, o sentir uma a outra. A obra não é uma transposição do espetáculo para o audiovisual, é um desdobramento que vai se modificando, assim como nossos corpos, nossas subjetividades e nossas trajetórias”, explica Liana Gesteira, artista performer. A obra audiovisual Segunda Pele se propõe a ser sensorial, despertando e estimulando os sentidos de quem assiste. O olhar de Dea Ferraz é o que cria os planos cênicos e conduz a percepção do espectador. “Há uma confluência de pensamento e pesquisa que nos mantém em criação coletiva. Eu no campo das imagens, elas no campo dos corpos e da presença. Entre exercícios e conversas, fomos entendendo que aquelas ‘corpas’ do espetáculo já não eram as ‘corpas’ do agora. Havia um desejo coletivo de entender sobre quais ‘corpas’ carregávamos hoje. Que ‘corpas’ habitamos? O elemento câmera sempre esteve em relação, ou seja, a cena precisava ser experimentada sob o ponto de vista da câmera, na construção das imagens. Algumas cenas foram ensaiadas, enquanto outras pediam o improviso, e essas decisões foram sendo tomadas durante os encontros na intenção de potencializar tanto corpo quanto imagem. É no encontro entre corpo-câmera que o processo fílmico se faz”, compartilha Dea Ferraz. Em complemento ao olhar fotográfico, a criação da iluminação cênica, assinada por Luciana Raposo, e o desenho de som de Kiko Santana são elementos essenciais na reconstrução da obra teatral para o cinema. “Pra mim a direção de arte do filme é a iluminação, executada com maestria por Lu Raposo. A luz desenha os espaços e cria as atmosferas que buscamos. Já o desenho de som de Segunda Pele trabalha sob duas camadas, na primeira construindo os ambientes das caixas cênicas com seus ecos e reverbes, ouvindo as ‘corpas’ em seus movimentos e respirações; e na segunda contando uma história sutil, a história da passagem do corpo marcado para o corpo fluxo, o corpo livre. Nessa segunda camada, experimentamos construir sons e ruídos numa ação mais direta de interferência, porque a história pedia. Há um nascimento acontecendo e os sons são essenciais para criar essa sensação”, detalha Dea Ferraz. 

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Orquestra Criança Cidadã retoma apresentações para formação de plateia de música sinfônica

A série “Concertos para a Comunidade” inicia nova temporada neste dia 20 e segue durante o ano passando por bairros de Recife, Olinda e Ipojuca A Orquestra Criança Cidadã reabre sua temporada de concertos gratuitos na próxima quinta-feira (20), com a volta do projeto Concertos para a Comunidade, iniciativa que leva música clássica a locais longe dos teatros e mais perto do grande público. Estão previstos seis Concertos para a Comunidade entre abril e dezembro, sempre com classificação livre. Em cada um deles, a intenção é a de estabelecer laços com as comunidades através de concertos-aula, nos quais, além de música, há muita interação com a plateia, que aprende mais sobre os instrumentos que compõem uma orquestra sinfônica. No primeiro ano de realização da série, em 2022, foram realizados oito concertos, que alcançaram mais de 1500 pessoas. Buscando ampliar as plateias em 2023, pela primeira vez a OCC realizará seu projeto em Ipojuca e em Olinda.  “Há muita alegria e satisfação em tocar para os nossos vizinhos de comunidade”, comemora o maestro assistente da Orquestra, Jadson Dias. Para ele, a perspectiva de retomar a série de concertos abertos é animadora. “O resultado do ano foi bastante positivo porque vimos a comunidade ter acesso de forma mais fácil a músicas de concerto, que geralmente só se veem em teatros e lugares que muitos não têm o hábito de frequentar”, observa. O primeiro evento do ano terá como palco a Escola de Referência em Ensino Médio Joaquim Nabuco, no bairro de São José, Recife. Na ocasião, o concerto será voltado apenas para alunos da unidade de ensino, assim como o concerto seguinte, em 20 de junho, que será realizado na Escola Municipal Professor José da Costa Porto, na Ilha Joana Bezerra.  Depois, entre julho e dezembro, todos os Concertos para a Comunidade serão abertos para o público: em 19 de julho, na Paróquia Imaculada Conceição e Santo Antônio, no distrito de Camela, em Ipojuca; nos dias 20 de setembro e 18 de outubro, no Compaz Dom Hélder Câmara, ao lado da estação de metrô Joana Bezerra, na capital; e, por fim, no dia 10 de dezembro, o espetáculo acontece na Paróquia São Lucas, em Ouro Preto, Olinda. O calendário completo está disponível online, no site da OCC: https://orquestracriancacidada.org.br/concertos. A Orquestra Criança Cidadã, sediada nas instalações do 7° Depósito de Suprimento do Exército Brasileiro, é um projeto realizado com incentivo do Ministério da Cultura, por meio da Lei de Incentivo à Cultura (Lei Rouanet), e que conta com patrocínio do Governo Federal e realização da Funarte.

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Ricardo Mello e Betinho Montenegro lançam hoje “Terra do Brinca” e “Meu Pai Travesseiro”

Obras utilizam poesia e ilustrações para mergulhar no universo da garotada e retratar experiências que marcam a infância. Lançamento marca o Dia Nacional do Livro Infantil e terá venda revertida para custear estudos de Francisco, filho do cantor Jr. Black O jornalista Ricardo Mello e o diretor de arte Betinho Montenegro escolheram o Dia Nacional do Livro Infantil, a ser celebrado na terça-feira, 18 de abril, para lançar seu primeiro projeto juntos: “Terra do Brinca” e “Meu Pai Travesseiro”. As duas obras de poesia, que mergulham no universo da garotada para falar de experiências que marcam essa fase da vida, como as férias, a ida ao teatro, brincadeiras e o elo de amor que une pai e filho, serão autografadas a partir das 18h, na Livraria Jaqueira, no Bairro do Recife. Apesar de ganharem o mundo juntos, os dois projetos foram iniciados e construídos em momentos diferentes. “Terra do Brinca” foi montado em etapas, conta Mello, que atualmente divide o tempo para a escrita com os inúmeros afazeres como secretário de Cultura do Recife. “Há cerca de cinco anos, Lis, minha filha que hoje tem 11 anos, estava com uns seis, e propus a ela que me sugerisse temas para poemas de um futuro trabalho. Queria que o livro viesse do universo infantil, diferente do que já tinha feito até então. Minha ideia era de que os poemas partissem do universo dela enquanto criança, tratando de temas que ela gostaria de falar”, explica. E “Terra do Brinca” ficou bem assim: tem poema sobre viagem de avião, férias, teatro, amizade, cachinhos dourados e até sobre um dia de preguiça quando sair do colchão é difícil. São 12 poemas, quem ganham vida em forma de imagens pelo desenho criativo e cheio de vida de Betinho Montenegro, que faz até o ‘hahhahaha’ ganhar vida nas páginas coloridas. “Eu e Betinho temos uma história curiosa, porque nossos pais eram amigos desde a juventude. E nós já nos admirávamos, um acompanhando a trajetória do outro na mesma área, até que fizemos esta parceria. Sempre trabalhei escrevendo para que a ilustração fosse outra forma de expressão daquilo que é dito pelas palavras. O ilustrador tem total liberdade para criar, em traços e cores, a expressão dele para os poemas; nada é brifado”, completa o autor. A pandemia fez o livro ser editado, inicialmente, em versão digital. Contando com uma participação mais do que especial, que abriu uma nova porta para o projeto. "Um dia eu vi Jr. Black, amigo que conhecia como cantor e compositor, contando histórias para crianças. Não era apenas um ator, era um verdadeiro encantador dos pequenos. Fiquei absolutamente impressionado com aquilo, daí passamos a conversar sobre o projeto, incorporando a ideia de declamação dos poemas, que também seriam musicados, assim teríamos alguém contando e cantando a “Terra do Brinca”, que se tornava o lugar de um gigante anfitrião, incorporado por aquele parceiro multitalento. Convidamos Moringa Áudio, que compôs as primeiras melodias. Black as gravou três canções. Sua partida faz com que o projeto se complete assim. E traga a sua marca única. Black foi incentivador, parceiro e uma grande inspiração”, diz o jornalista.  A participação de Jr. Black no projeto, além da trilha sonora original, que será apresentada no lançamento, foi registrada no papel. Um gigante sorridente ilustra as primeiras páginas da publicação. Já “Meu Pai Travesseiro” tem uma ‘dupla’ origem. “Recebi de um amigo um texto feito pela filha dele com referência a uma garota que havia perdido o pai e criado uma relação com algo que a fazia lembrar dele. Na mesma época, Tiê, minha filha mais nova, se acostumou a deitar com a cabeça na minha barriga. Foi uma fase em que eu estava num ritmo intenso de trabalho e, sempre que chegava em casa, ela deitava encostada na minha barriga. Me inspirei na fusão dessas histórias, na relação de amor de pai e filha e na forma que a filha encontrou para lidar com a ausência paterna”, revela Mello. Além de ser o Dia Nacional do Livro Infantil, o 18 de abril é também uma das datas em que no Brasil se comemora o Dia do Amigo, sendo mais um motivo para dedicar o lançamento a Jr. Black. “O projeto é dedicado a ele, este gigante contador de histórias, este gigante cantador, de sentimentos, de emoções, como grande ator, cantor e compositor que ele é, pois deixou uma obra eterna. A terça-feira será um tributo à amizade, ao encontro presencial, a esta volta do encontro pós-pandemia, e ao que é eterno, como obra, como legado, que é o que Black deixou pra gente”, finaliza Mello. Toda a renda obtida com a venda dos livros reverterá para os estudos de Francisco, filho de Jr. Black. SERVIÇO: Lançamento dos livros “Terra do Brinca” e “Meu Pai Travesseiro”, dia 18h, às 18h, na Livraria Jaqueira (Rua Madre de Deus, 110, Bairro do Recife)

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Música, dança e artes plásticas em exposição no Sesc Santo Amaro

Festival Transborda de Economia Criativa traz programação gratuita nesta sexta (14) sobre o pertencimento aos territórios pernambucanos Um território tem identidade: conjunto de características que reverberam na vida, nas relações, no comércio e na cultura que ali habitam e se desenvolvem. Essas questões movem o Festival Transborda de Economia Criativa, que começa nesta sexta-feira (14), a partir das 17h, no Sesc Santo Amaro, área central do Recife. A programação da sexta é gratuita e inclui a abertura da  exposição “Encruzilhada: Território, Memória e Identidade” e apresentações de Tonfil e do grupo Em Canto e Poesia. A ação faz parte do projeto Hub Criativo PE, parceria entre o Sesc e o Sebrae que desde 2022 vem impulsionando a economia criativa do estado com formações diversas, palestras, feiras, espetáculos, exposições, entre outras linguagens, sempre atravessados pelas particularidades de cada território abraçado pelas instituições. O projeto segue até maio deste ano, totalizando 80 cursos, 45 palestras e quase quatro mil atendimentos a pequenos empreendedores. Exposição - “Encruzilhada: Território, Memória e Identidade” reúne os trabalhos de quatro artistas pernambucanos que carregam em suas obras a relação com o território em que habitam. As pinturas em natureza morta de Rômulo Jakcson, os painéis grafitados de Mila Barros, as fotografias e videoperformances de Juliana Amara e as esculturas de Fernando Portela se encontram na Galeria de Artes Corbiniano Líns (Sesc Santo Amaro) para provocar o público nesta exposição, que seguirá aberta para visitação de segunda à sexta, das 9h às 17 horas, até o dia 16 de junho. Quem abre os caminhos?  Quais corpos são dignos de identidade? Como se constroem memórias? Essas são algumas das provocações feitas por Eduardo Bezerra, mediador da galeria que assina a curadoria da exposição. “Temos como proposta intercruzar os nossos conceitos sobre território, memória e identidade, sendo essas algumas das principais fontes da construção de quem somos, não somente enquanto indivíduos, mas como cidadãos”, explica. Música e poesia - a programação musical fica por conta do cantor Tonfil e do trio Em Canto e Poesia - formado por Greg Marinho, Miguel Marinho e Antonio Marinho. Ambas atrações são naturais de São José do Egito e netos de Lourival Batista, o Louro do Pajeú, e trazem nos seus repertórios as poesias do sertão pernambucano. Tonfil já participou do álbum “Luar Agreste do céu Cariri”, de Dominguinhos e Xico Bizerra; em 2019 apresentou o show "Tons de Terra", com a cantora e compositora baiana Joana Terra no Sesc Rio Vermelho em Salvador e foi um dos artistas convidados do musical e do álbum em homenagem a Dalva de Oliveira "Olhei pra o céu vi uma estrela". O grupo Em Canto e Poesia acumula passagens pelo Encontro Nacional de cordelistas em Brasília (DF) – 2009; no Circuito Jornada Literária do Sesc - PE- 2009, 2010, 2011 e 2014, além de participação em festivais literários diversos. Dança - Acontece ainda o espetáculo ‘Graça’, do grupo Gira Dança, nos dias 19 e 20 de abril, às 20h, no Teatro Marco Camarotti, dentro da unidade. Os ingressos custam R$30 para o público geral, com meia entrada para comerciários e seus dependentes credenciados no Sesc. Sesc – Fundado em 1947 em Pernambuco, o Serviço Social do Comércio é uma instituição privada mantida pelos empresários do comércio de bens, serviços e turismo. Atuante na Região Metropolitana do Recife, Zona da Mata Norte, Zona da Mata Sul, Agreste e Sertão, por meio de 23 unidades fixas, incluindo os hotéis Guadalupe (Sirinhaém), Triunfo e Garanhuns. Oferece atividades gratuitas ou a preços populares nas áreas de Educação, Cultura, Lazer, Assistência e Saúde, inclusive para quem dispõe do Cartão do Empresário da Fecomércio/PE. No campo digital, a instituição oferece o aplicativo Sesc-PE, facilitando acesso às atividades, renovação e habilitação da credencial entre outras funcionalidades, e disponibiliza a plataforma Sesc Digital (https://cursos.sescpe.com.br/todos). Por ela, é possível conhecer o cronograma de cursos e realizar a inscrição de forma online e segura. Para acompanhar todas as informações sobre o Sesc, acesse www.sescpe.org.br. Serviço: Festival Transborda de Economia Criativa (Sesc Santo Amaro) Data:14 de abril, a partir das 17h Local: Sesc Santo Amaro, Praça do Campo Santo, 1-101 - Santo Amaro, Recife - PE, 50100-210 Entrada: gratuita Informações: (81) 3216-1713/1714/1715 Serviço: Exposição “Encruzilhada: Território, Memória e Identidade” Inauguração: 14  de abril, às 17h Visitação: segunda à sexta, das 9h às 17h, até 16 de junho Local: Galeria de Artes Corbiniano Lins - Sesc Santo Amaro, Praça do Campo Santo, 1-101 - Santo Amaro, Recife - PE, 50100-210 Entrada: gratuita Informações: (81) 3216-1713/1714/1715. Serviço: “Graça” - Gira Dança Datas: 19 e 20 de abril, às 20h Local: Teatro Marco Camarotti - Sesc Santo Amaro, Praça do Campo Santo, 1-101 - Santo Amaro, Recife - PE, 50100-210 Entrada: R$30 (inteira); R$15 (meia-entrada para estudantes, professores, idosos e comerciários credenciados) Informações: (81) 3216-1713/1714/1715.

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