Arquivos Z_Destaque-principal - Página 47 de 55 - Revista Algomais - a revista de Pernambuco

Z_Destaque-principal

Luciana Bongiovanni Martins Schenk Foto Perfil 1 1

Luciana Schenk: "A cidade também é natureza"

Para os que pensam que paisagem é apenas uma bela vista e que a natureza é o oposto do mundo urbano, a presidente da ABAP (Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas) Luciana Schenk apresenta um pensamento que faz reconsiderar esses conceitos. Na palestra realizada durante o lançamento da coleção de livros Recife 500 Anos, no último dia 15 de julho, na capital pernambucana, Luciana afirmou que a paisagem urbana é uma construção cultural que expressa a relação entre a humanidade e a natureza. Nesta entrevista a Rafael Dantas, a arquiteta defende que as alterações que realizamos no meio ambiente podem ser mitigadas por meio de um sistema de ruas arborizadas, praças verdejadas e parques que permitiria às áreas urbanas se adaptarem às mudanças: “se chover pouco, ou se chover muito, esses espaços verdes nos ajudam a umidificar ou drenar a cidade”. Ela também observa que as injustiças ambiental e social são interligadas e elogia os projetos de cidades parques, como o Parque Capibaribe, no Recife, e do Guaíba, em Porto Alegre. O que é planejar as cidades com a paisagem e porque a senhora defende essa abordagem no planejamento público? A paisagem é comumente compreendida como o que se vê e, mais, com aquilo que o senso comum chama de bela paisagem mas o termo, e seu significado, tem uma dimensão bem mais complexa. Muitos são os campos profissionais e disciplinares que têm a paisagem como tema ou pauta: geógrafos, biólogos, ecólogos tomam a paisagem como parte de suas investigações, bem como artistas, literatos, historiadores, sociólogos e filósofos, todos esses campos do conhecimento podem ter na paisagem importante referência ou questão. O mais importante de reter aqui é que a paisagem não é apenas o que se vê, mas um meio, uma construção cultural que expressa a relação entre a humanidade e a natureza. Por isso normalmente pensamos em paisagem como aquilo que se vê mas essa relação que se expressa de diversas formas – nas descrições literárias de Guimarães Rosa ou Euclides da Cunha, nas telas de Van Gogh ou nas fotografias de Sebastião Salgado – pode também ser um trecho do território sobre o qual se empreende uma pesquisa ou investigação. A paisagem se presta a diversas abordagens porque sua natureza é complexa, ela reúne dimensões físicas e metafísicas: dela participa a natureza física, relevo, vegetação, corpos de água, mas também o uso e as alterações que a humanidade realizou e todos os significados que nascem dessa alteração. No processo de crescimento urbano, as cidades deram às costas para seus ativos ambientais, como rios e florestas urbanas, e até ao patrimônio arquitetônico. Essa tendência se inverteu ou pelo menos está se transformando? A história do desenvolvimento humano parece guardar essa contradição: alteramos o meio físico, promovemos a adaptação dele, suprimimos a vegetação e nos esquecemos de questões básicas que não podem ser suprimidas como, por exemplo, o ciclo da água que não deve ser interrompido porque a água limpa é fundamental para a sobrevivência. Menciono a água porque ela costuma ser lembrada quando falta ou se apresenta em excesso nas enchentes, e isso se liga ao ciclo que mencionei. As civilizações ancestrais mantiveram sabedoria em relação ao uso e armazenamento da água, ou não sobreviveriam para serem chamadas ancestrais. Nossa fé na técnica nos levou a uma falsa crença de que tudo é possível resolver e são muitos os autores que fazem esse tipo de crítica que, aliás, é possível referendar olhando as cidades brasileiras. Canalizamos, poluímos e tamponamos nossos córregos e rios. Contemporaneamente, uma ciência atenta à ideia de sistema vem desenvolvendo técnicas e tecnologias que não apenas procuram observar o ciclo da água, mas o relacionam com outros ciclos, da flora e fauna, de modo que uma nova paisagem possa nascer desse esforço sistêmico. Qual a importância da preservação ou mesmo reconstrução dos espaços verdes para a qualidade de vida urbana? A principal questão que tratei em minha palestra foi a de que os impactos causados pelas alterações que realizamos no meio ambiente físico podem ser mitigados por meio de um planejamento que pense em um sistema de espaços livres (SEL), que diminua, atenue, os danos causados. Em outras palavras, o sistema de ruas arborizadas, praças verdejadas e parques são, acima de tudo, um poderoso meio criador de resiliência, cuja tradução seria: capacidade de se adaptar às mudanças: se chover pouco, ou se chover muito, esses espaços verdes nos ajudam a umidificar ou drenar a cidade. Essa função, que sem dúvida é de infraestrutura urbana, vem sendo chamada desde o final do século passado de infraestrutura verde. O que eu também procurei mostrar em minha apresentação é que essa perspectiva sempre esteve presente dentro do campo disciplinar do qual participo, a arquitetura da paisagem. Essas funções, ou objetivos, estão presentes desde sua fundação no Século 19, mas não apenas elas: à infraestrutura sempre foi associada uma dimensão social e cultural. Já em finais do Século 19, planos e projetos foram realizados e defendidos não como luxo, mas como necessidade: uma cidade precisa de um sistema de espaços livres, verdejados, pensados sistemicamente, essa perspectiva associa infraestrutura, lazer, descanso, saúde e educação. Na palestra de lançamento dos livros do Recife 500 Anos a senhora mencionou algumas experiências de cidades que mantêm um cinturão de produção de alimentos nas proximidades. Isso já é uma demanda da sociedade? Essa perspectiva aparece no urbanismo como parte do planejamento de cidades ou rede de cidades desde a virada do Século 19 para o 20. Como exemplo seria possível mencionar a experiência e os escritos que tratam do modelo cidade-jardim formulado por Ebenezer Howard e que teve muitos desdobramentos a partir de suas primeiras ideias. O que antes aparecia naturalmente, plantar o que se come nas franjas das cidades, passou a ser compreendido como uma necessidade que merecia planejamento, em especial porque, depois da Revolução Industrial, o fenômeno urbano se qualificou com novas informações. Cidades densas e insalubres serão objeto de debates e proposições, e o abastecimento seria uma dimensão desse debate. Atualmente

Luciana Schenk: "A cidade também é natureza" Read More »

capa 196.5

Novo passo na cadeia do hidrogênio verde em Pernambuco

*Por Rafael Dantas Pernambuco receberá R$ 45 milhões em investimentos para financiar o TechHub de Hidrogênio Verde. O anúncio, realizado nesta semana, refere-se ao novo laboratório para pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) na cadeia produtiva deste combustível que promete ser um dos protagonistas do mundo nas próximas décadas, como uma das principais alternativas ao petróleo. A produção de hidrogênio verde (H2V) é algo ainda pouco conhecida pela maioria dos pernambucanos, mas o Estado já deu alguns passos importantes na direção de participar dessa cadeia produtiva global. Antes mesmo do anúncio do TechHub, a Qair Brasil, empresa de capital francês, anunciou aportes na ordem de US$ 3,8 bilhões (aproximadamente R$ 19 bilhões) em uma planta comercial a ser instalada no Complexo de Suape. Duas outras empresas têm negociações avançadas, mas não fizeram o anúncio dos investimentos. Diferente do petróleo, que necessita da descoberta de grandes jazidas para sua extração e exploração, o hidrogênio é o elemento mais abundante do universo. Porém, para transformá-lo em um combustível sustentável, sem gerar poluentes, é preciso tecnologia e que haja uma vasta disponibilidade de fontes de energias renováveis. E nesse cenário, o Nordeste brasileiro, com alto potencial de geração de energia solar e eólica, é um dos lugares do mundo com grande capacidade de participação nessa cadeia produtiva. A chegada do TechHub em Pernambuco é mais um passo para estimular a criação de um cluster local, que cumprirá um papel de pesquisa aplicada dentro de um segmento bem promissor. O empreendimento nasce a partir de uma parceria entre o Senai, o Governo do Estado e a CTG Brasil, empresa de capital chinês que é responsável pela maioria dos recursos desse projeto. O polo de PD&I a ser instalado no território de Suape ocupará uma área de 1,3 hectare. Leia a reportagem completa na edição 196.5 da Revista Algomais: assine.algomais.com

Novo passo na cadeia do hidrogênio verde em Pernambuco Read More »

politejo

Multinacional portuguesa vai investir R$ 35 milhões para instalar fábrica em Pernambuco

A empresa portuguesa Politejo, do segmento de soluções termoplásticas para saneamento e irrigação (tubos e acessórios), anunciou o instalação de uma fábrica em Bezerros. O empreendimento será implantado no Polo Empresarial do município, após a articulação da Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (ADEPE). A empresa importará materiais e máquinas pelo Porto de Suape, por isso a nova fábrica ficará em uma distância máxima de 100 km da zona portuária. A multinacional é focada em projetos de infraestrutura e possui 10 unidades fabris espalhadas por Portugal, Espanha, Moçambique, Angola e Brasil. A operação brasileira atual está localizada em Leme (São Paulo) e foi inaugurada em 2015. Entre os diversos produtos fabricados estão tubulações de PVC liso, PEAD liso, PE e PP corrugado. Para a instalação no Estado, a fábrica da Politejo contará com incentivos fiscais do Programa de Estímulo à Indústria do Estado de Pernambuco (Proind). O incentivo concede 90% de crédito presumido sobre o saldo devedor de ICMS. O anúncio foi feito um dia após a abertura da sede do Instituto Pernambuco-Porto, localizado na cidade do Porto, em Portugal. “Um dia após sua inauguração, o Instituto já mostra a que veio, contribuindo para atrair um empreendimento que vai investir R$ 35 milhões em mais uma indústria no nosso Estado. As obras vão ser iniciadas ainda em 2022 e, quando a planta estiver pronta, serão gerados cerca de 60 empregos diretos”, destacou o governador Paulo Câmara. (Foto: Site da Prefeitura de Bezerros)

Multinacional portuguesa vai investir R$ 35 milhões para instalar fábrica em Pernambuco Read More »

comercio supermercado pernambuco

Cresce o índice de confiança do empresário do comércio em Pernambuco

(Da Fecomércio-PE) O índice de confiança do empresário do comércio (ICEC), calculado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), é um indicador antecedente, que capta a percepção dos tomadores de decisão nas empresas do varejo quanto ao ambiente de negócios, considerando sua perspectiva sobre a economia brasileira, o setor de comércio e a situação da sua empresa. O ICEC é composto por três sub-índices que avaliam, respectivamente, as condições atuais (ICAEC), as expectativas de curto prazo (IEEC) e as intenções de investimento (IIEC). Os índices variam de 0 a 200 pontos, indicando: insatisfação, ou pessimismo, quando abaixo de 100 pontos; satisfação, ou otimismo, a partir de 100 pontos. Segundo recorte local feito pela Fecomércio-PE, a confiança dos empresários do comércio pernambucano iniciou o segundo semestre com variação positiva. Entre junho e julho o índice ICEC-PE, calculado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) cresceu 2,5%, alcançando o patamar de 120,4 pontos. Esse é o maior e melhor desempenho para o índice desde o início da pandemia no Brasil, em março de 2020, quando ainda registrava 123,9 pontos. Nesse sentido, o resultado do ICEC-PE – que configura o terceiro mês consecutivo de alta – aponta que os empresários do comércio esperam um ambiente de negócios favorável no segundo semestre do ano, a despeito do desempenho que vem registrando, até o momento, o volume de venda do varejo no estado. Pernambuco: ICEC, consolidado e componentes (valores em pontos) - janeiro/2020 a fevereiro/2022 (100 = indiferença; avaliação positiva > 100; avaliação negativa < 100) A sinalização positiva dos comerciantes nesse momento tem estreita relação com o avanço do emprego formal no estado durante o segundo trimestre, especialmente no setor de serviços. Embora ainda não estejam disponíveis dados sobre o emprego no último mês de junho, o resultado da movimentação entre admitidos e desligados em maio foi positivo (+6.508), melhorando a situação que se observara para o acumulado até o primeiro quadrimestre. Até maio, portanto, o saldo entre admitidos e desligados ficou em -443. Segundo a CNC, além do avanço no emprego formal, as medidas de suporte à renda que estão sendo aplicadas pelo governo federal neste segundo semestre também ajudaram a melhorar a expectativa dos empresários do comércio, portanto, impulsionando a confiança, a despeito da inflação acumulada e dos aumentos na taxa básica de juros. Entre os componentes do ICEC, a maior variação foi observada no sub-índice que aponta as intenções dos empresários para os próximos três meses, que subiu de 103,6 para 109,1 pontos (+5,3%). O avanço foi influenciado pelo percentual de empresários que declaram intenção de “aumentar muito” o quadro de funcionários nos próximos três meses, que saiu de 2,8% em junho para 8,4% em julho, a medida em que caiu o percentual dos que declaram intenção de “reduzir um pouco” esse quadro (de 23,1% para 20,8%). Também se observou aumento no percentual de empresários que pretendem expandir o volume de investimentos nos próximos meses, mesmo considerando a elevação dos juros. Pernambuco: Empresários do comércio segundo as intenções para a contratação, investimento e estoque nos próximos três meses - julho/2021, junho/2022 e julho/2022 Intenções Jul/21 Jun/22 Jul/22 Contratação de Funcionários Aumentar muito o quadro 5,6 2,8 8,4 Aumentar um pouco o quadro 47,4 68,4 65,5 Reduzir um pouco o quadro 37,0 23,1 20,8 Reduzir muito o quadro 10,1 5,7 5,3 Nível de Investimento Muito maior 6,1 10,5 13,8 Um pouco maior 25,9 43,3 47,2 Um pouco menor 38,2 35,0 28,5 Muito menor 29,8 11,2 10,5 Situação Atual dos Estoques Adequada 55,4 65,5 65,7 Acima da adequada 31,1 23,2 22,6 Abaixo do adequada 13,2 10,9 11,8 Não sabe/respondeu 0,3 0,4 0,0 Fonte: CNC. O sub-índice que aponta a direção das expectativas, por sua vez, apresentou varação de 0,8%. Embora com avanço menos intenso em julho, esse sub-índice segue sendo o de maior patamar entre os componentes do ICEC, tendo alcançado 147,5 pontos em julho. Ou seja, não obstante as incertezas reservadas para o segundo semestre do ano, os empresários continuam registrando elevadas expectativas para o restante de 2022, o que se atribui, entre outros aspectos, ao retorno amplo das atividades presenciais nos serviços e para um final de ano com menos restrições ao convívio social. Pernambuco: Empresários do comércio segundo as expectativas para a economia, o setor e a própria empresa, nos próximos seis meses Expectativas Jul/21 Jun/22 Jul/22 Expectativa para a Economia Brasileira Melhorar muito 12,8 18,8 22,6 Melhorar um pouco 60,0 62,2 56,2 Piorar um pouco 14,7 13,5 12,1 Piorar muito 12,5 5,5 9,1 Expectativa para Setor (Comércio) Melhorar muito 15,4 23,7 29,7 Melhorar um pouco 63,6 63,3 56,8 Piorar um pouco 11,7 9,4 8,7 Piorar muito 9,4 3,6 4,8 Expectativa para Empresa Melhorar muito 17,3 31,2 34,9 Melhorar um pouco 63,5 58,4 56,6 Piorar um pouco 10,4 8,2 6,3 Piorar muito 8,7 2,2 2,2 Fonte: CNC.

Cresce o índice de confiança do empresário do comércio em Pernambuco Read More »

machine arte

As máquinas são capazes de criar arte?

A primeira tentativa amplamente conhecida de usar Inteligência Artificial para fazer arte foi o projeto DeepDream da gigante de tecnologia Google. É um software originalmente concebido como um detector e classificador de rostos em imagens. Aí onde entra a inventividade humana. Um participante do projeto (meio cientista e meio artista) percebeu que esses algoritmos podem ser executados ao contrário, aplicando recursos semelhantes a rostos na entrada. Essa experiência acabou criando representações abstratas de imagens de rostos distorcidos e com a aparência psicodélica. Seria a máquina fazendo arte? Hoje em dia, quando as pessoas falam sobre arte gerada por IA, elas querem dizer uma de duas coisas distintas: transferência de estilo neural ou redes adversárias generativas. Transferência de estilo neural é um nome para uma família de algoritmos que são usados ​​para aplicar o estilo de uma ou mais imagens existentes a uma imagem de entrada. O operador do algoritmo deve escolher uma imagem de entrada (pode ser um desenho de criança, por exemplo) e uma imagem de estilo (ou seja, The Starry Night de Vincent van Gogh) e a saída é a primeira imagem no "estilo" da segunda . Tanto o DeepDream quanto os métodos de transferência de estilo neural foram desenvolvimentos surpreendentes com inteligência artificial. No entanto, sua saída não representa verdadeiramente arte gerada por IA, pois um ser humano é obrigado a escolher imagens que já existem (criadas por humanos). É por isso que esses algoritmos foram criticados por funcionarem essencialmente como um filtro sofisticado do Instagram ou Snapchat. O último tipo de arte de IA é baseado em Generative Adversarial Networks (GANs), e é a coisa mais semelhante que temos a um artista humano no mundo da inteligência artificial. Essa técnica computacional aprende separadamente sobre estilo e conteúdo, o que permite interpolar entre estilos e misturar estilo e conteúdo de maneiras inovadoras (de maneira semelhante às diversas influências de um artista humano). Este é um algoritmo que pode gerar novas imagens originais do zero. O treinamento desse tipo de IA requer o treinamento de duas redes neurais separadas - o "Crítico" e o "Artista". O crítico recebe um vasto banco de dados de arte humana em diferentes estilos ao longo da história como entrada para análise. O Artista, que nunca "viu" arte antes, recebe uma semente aleatória como entrada e começa a gerar uma imagem do zero. A saída passa então pelo Crítico, que com base em seu conhecimento, dita se a imagem gerada se parece ou não com arte feita por humanos. As duas redes são então treinadas juntas, com o Crítico tentando melhorar a detecção de imagens "pouco artísticas", enquanto o Artista segue vendendo sua arte ao Crítico. O Artista então se aprimora nesse processo e acaba aprendendo a criar imagens que passam como arte “humana” aos olhos do Crítico. Rafael Toscano é gestor financeiro, Engenheiro da Computação e Especialista em Direito Tributário, Gestão de Negócios. Gestor de Projetos Certificado, é Mestre em Engenharia da Computação e Doutorando em Engenharia com foco em Inteligência Artificial aplicada.

As máquinas são capazes de criar arte? Read More »

Rafael Medeiros SUAPE

Gigante internacional na navegação vence disputa por terminal do Estaleiro Atlântico Sul

A empresa APM Terminals ofereceu uma proposta de R$ 455 milhões para arrematar uma área interna do Porto de Suape, no Estaleiro Atlântico Sul. O valor superou a oferta dos concorrentes e deve ser confirmada após vencerem todas as etapas legais do leilão. A vencedora é uma companhia dinamarquesa que integra o Grupo Marsk, um dos maiores do planeta no setor de navegação. A chegada desse novo player promete dinamizar as atividades de Suape, com mais investimentos ao complexo industrial-portuário em um novo Terminal de Uso Privativo (TUP). Em nota oficial, publicada no Blog do Jamildo, a empresa indicou o interesse de investir até R$ 2,6 bilhões em um novo terminal portuário para movimentar até 400.000 TEUs por ano, o que irá ampliar a capacidade de Suape em 55%. A previsão de conclusão das obras é de 24 meses, a partir do momento em que finalizarem todos os procedimentos judiciais, e a expectativa da companhia é de inaugurar as operações até o final de 2025. O diretor de planejamento e gestão de Suape, Francisco Martins, comemora a chegada de um segundo terminal de containers ao complexo. Ele afirmou que esse empreendimento já está no radar do complexo há algum tempo, inicialmente a previsão era que ele estivesse, no entanto, dentro do porto organizado. "Agora surge essa oportunidade de ter um terminal privado de containers, fora do porto organizado, o que vai estabelecer um nível de concorrência importante, com reflexo direto no custo de produtos que tanto utilizam insumos importados, quanto no custo de produtos exportados através do porto. Isso terá reflexos importantes em cadeiras produtivas já consolidadas no Estado, como exemplo do pólo automotivo. Temos grande expectativa e muito otimismo com relação às consequências futuras desse empreendimento, que coloca Suape definitivamente na rota dos portos estratégicos do Brasil, da América Latina e de todo o hemisfério sul".

Gigante internacional na navegação vence disputa por terminal do Estaleiro Atlântico Sul Read More »

Sergio Xavier 2

"Pequenos produtores que conservam a Caatinga podem ter acesso aos créditos de carbono"

Sérgio Xavier, articulador do CBC (Centro Brasil no Clima) e desenvolvedor do Projeto HidroSinergia - Lab de Economia Regenerativa do Rio São Francisco fala sobre a primeira cooperativa de créditos de carbono do Brasil que foca na sustentabilidade do ambiente do semiárido e da sua população. Mais da metade da Caatinga está degradada e a situação no semiárido tende a se agravar. Projeções científicas apontam menos chuva, mais calor, secas mais prolongadas e desertificação nessa região que abriga 28 milhões de pessoas e concentra imensas desigualdades. Uma solução criativa para contribuir para a reversão desses efeitos das mudanças climáticas foi a criação da primeira cooperativa de créditos de carbono do Brasil. A Associação de Produtores de Crédito de Carbono Social do Bioma Caatinga visa a colaborar com os pequenos produtores da região na conservação e na regeneração de áreas das suas propriedades e, dessa forma, terem acesso a créditos de carbono. Nesta conversa com Cláudia Santos, Sérgio Xavier, articulador do CBC (Centro Brasil no Clima) e desenvolvedor do Projeto HidroSinergia - Lab de Economia Regenerativa do Rio São Francisco, explica detalhes da iniciativa. Um ponto interessante é a ideia de agregar um valor social aos créditos de carbono, já que a Caatinga captura menos CO2 do que a Amazônia e possui muitos habitantes de baixa renda que podem agravar sua condição de vulnerabilidade com o aquecimento global. O que é a Associação de Produtores de Crédito de Carbono Social do Bioma Caatinga e qual a sua proposta? Trata-se da primeira cooperativa de créditos de carbono do Brasil, em implantação na Caatinga, nas fronteiras de Alagoas, Sergipe, Bahia e Pernambuco. É uma inovação dentro do emergente conceito de economia regenerativa. Visa a gerar renda para pequenos produtores rurais, reverter desmatamentos, reduzir desigualdades, desenvolver novas cadeias de negócios sustentáveis e, simultaneamente, regenerar ambientes florestais, proteger a biodiversidade e mitigar os impactos das mudanças climáticas. A ideia é que esses pequenos produtores da região façam a conservação e regeneração da Caatinga nas suas propriedades e tenham acesso aos créditos de carbono. Esse projeto experimental está integrado ao Lab de Economia Regenerativa do Rio São Francisco, em desenvolvimento pelo CBC (Centro Brasil no Clima), com apoio do iCS (Instituto Clima e Sociedade), Instituto Climainfo e diversos parceiros. Além da inserção da agricultura familiar no promissor e irreversível mercado global de carbono, o Lab interconecta outros eixos, como: geração de energia solar em rede cooperativa; produção de mudas de espécies nativas; cadeias de reciclagem; e bioeconomia – com pesquisas de aplicações industriais para produtos da caatinga viva, de pé, buscando criar um novo modelo econômico socialmente inclusivo, cientificamente embasado e ambientalmente regenerativo. Qual o impacto das mudanças climáticas na caatinga e qual a importância da preservação do bioma? O IPCC, Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas da ONU, que reúne centenas de cientistas de 67 países, aponta o semiárido brasileiro como uma das áreas mais impactadas com o aquecimento global. Com a temperatura média do planeta subindo, resultante da queima incessante de combustíveis fósseis e desmatamentos, as projeções científicas apontam menos chuva, mais calor, secas mais prolongadas e desertificação nessa região, que abriga 28 milhões de pessoas e concentra imensas desigualdades. Metade da Caatinga já está degradada, o que agrava ainda mais a situação e exige uma urgente economia de reflorestamento, com educação ambiental e fortalecimento social. Mercado de carbono, conservação hídrica e pequenas bioindústrias comunitárias são algumas alternativas possíveis e necessárias para enfrentar este cenário. Quais as atividades desenvolvidas nesse projeto da cooperativa com os pequenos produtores voltadas para a preservação da Caatinga? Nesta fase de estruturação está sendo realizado um levantamento do estoque de carbono das áreas preservadas dos associados e a modelagem do cálculo de captura de carbono, buscando agregar valor social e mecanismos de justiça climática. Considerando que o bioma Caatinga captura menos carbono do que a Amazônia e possui milhões de pessoas com baixíssima renda, em grave risco de colapso nas condições de vida, a ideia é agregar um valor social aos créditos de carbono, visando a uma soma que envolve recomposição florestal, pagamentos por serviços ambientais, proteção da biodiversidade, redução de desigualdades e melhoria da qualidade de vida e da resiliência comunitária. Simultaneamente a esse processo, estamos articulando potenciais financiadores de eixos econômicos verdes e possíveis compradores de créditos de carbono, serviços ambientais e bioprodutos, comprometidos com o desenvolvimento inclusivo e regenerativo do bioma. Algumas grandes empresas com efetivo compromisso socioambiental estão interessadas em participar do Lab para desenvolver modelos de negócios que já trazem em si processos de regeneração florestal, economia circular, educação ambiental e fortalecimento social. Além dessas ações em desenvolvimento pelo CBC e parceiros, o presidente eleito da cooperativa, Haroldo Almeida, em conjunto com dezenas de associados e especialistas, está reunindo conhecimentos e discutindo ideias para o funcionamento institucional da iniciativa. O que é o Lab de Economia Regenerativa do Rio São Francisco, que está sendo estruturado em Paulo Afonso? O Lab do São Francisco é similar ao modelo que o Consórcio Noronha Pelo Planeta – composto por CBC, InterCidadania, Sins- Pire e Circularis, está implantando na ilha de Fernando de Noronha, com apoio da administração do arquipélago (Governo de Pernambuco) e grande patrocínio da empresa Ball Corporation, líder global em fabricação e reciclagem de latinhas de bebidas. Com 100% de investimentos privados, o Lab de Noronha também tem participação da Ambev, Minalba, Novelis, Neoenergia, Renault e Gol. Esses Labs visam unir conhecimentos acadêmicos, saberes das comunidades locais, empresas, políticas públicas e iniciativas não governamentais para desenvolver cadeias econômicas que, em vez de degradar, poluir e gerar lixo e exclusão, possam promover a reciclagem plena, o uso de energia renovável, a alta eficiência hídrica, a efetiva recuperação de ambientes degradados e, sobretudo, a reversão de desigualdades. De que forma serão lançados os créditos de carbono social e como eles serão comercializados? O modelo e a estratégia estão sendo desenvolvidos pelos associados, especialistas de diversas áreas e potenciais patrocinadores e compradores. A incorporação da dimensão social no cálculo do crédito de carbono exige visão sistêmica e conhecimento

"Pequenos produtores que conservam a Caatinga podem ter acesso aos créditos de carbono" Read More »

Design sem nome 19

Metaverso: o futuro será virtual?

Por Rafael Dantas Metaverso. Essa palavra passou a aparecer com mais frequência nos noticiários e criar uma certa agitação sobre os seus impactos no mercado. A primeira vez que esse termo surgiu completou 30 anos, no livro de ficção Snow Crash, do escritor estadunidense Neal Stephenson. Na narrativa, ele constrói um espaço virtual coletivo compatível e convergente com a realidade. Todo o rebuliço em torno do tema dos últimos meses, no entanto, tem relação com a mudança de nome do Facebook para Meta, em uma referência direta à nova aposta que Mark Zuckerberg está fazendo nesse que é considerado o futuro da internet. Existem muitos conceitos em discussão sobre o que seja metaverso. De forma simplificada, o cientista-chefe da TDS e professor da CESAR School, Silvio Meira, define que: “O metaverso é um fluxo de experiências intensivo em presença, identidade e continuidade”. Cada pedacinho dessa expressão, no entanto, gera uma série de interpretações e de possibilidades. Leia a entrevista completa na edição 196.4 da Revista Algomais: assine.algomais.com

Metaverso: o futuro será virtual? Read More »

Vinicola vale das colinas Credito Chico de Andrade

Festivais e temperaturas amenas movimentam férias de julho no interior

Garanhuns, Triunfo e Taquaritinga do Norte são alguns dos destaques para quem busca opções de lazer com cultura e ecoturismo (Da Secretaria de Turismo de Pernambuco - Foto: Chico de Andrade) Quem experimenta o clima serrano, o friozinho do município de Garanhuns, sempre volta. Distante 230 km da capital, no Agreste, a cidade possui localização privilegiada e chama a atenção de quem a visita. A região é formada por sete colinas - Antas, Monte Sinai, Columinho, Megano, Ipiranga, Quilombo e Triunfo - e proporciona uma temperatura média de 21 graus no inverno. A paisagem é abundantemente verde e repleta de flores, por isso o apelido de “Cidade das Flores”. Este mês o destino está ainda mais convidativo com a realização da 30ª edição do Festival de Inverno de Garanhuns (FIG), que acontece até o final do mês com uma programação imperdível com mais de 800 atrações artísticas. Além da programação oficial do Festival, há muito para ver em Garanhuns. O Parque Euclides Dourado, por exemplo, é o local ideal para a prática de exercícios nas quadras esportivas e uma caminhada, respirando o ar puro com cheirinho de eucalipto. Outra opção de parque é o Ruber Van Der Linden, mais conhecido como "Pau Pombo", um local muito arborizado, com flores, fontes de água e muito contato com a natureza. O Relógio das Flores é outro ponto de visitação obrigatório. E o santuário Schoenstatt (Mãe Rainha), aberto todos os dias, das 6h30 às 17h. O Vale das Colinas é outro local que merece entrar no roteiro não apenas pela belíssima paisagem como pela possibilidade de degustar vinhos na primeira vinícola do Agreste pernambucano. A degustação de três rótulos custa R$ 20. O programa é inesquecível para casais pelo clima bucólico do lugar como também para famílias com crianças, uma vez que há opções de diversão com pedalinho e até de piquenique com o empréstimo de produtos da lojinha, como cesta, esteira e toalha. Segundo a secretária de Turismo e Lazer de Pernambuco, Milu Megale, julho será um grande mês para o turismo. “Espera-se que o nosso Aeroporto receba 11% a mais de voos que no mês de junho. Também já alcançamos 100% de recuperação da malha aérea em comparação com o mesmo período em 2019, antes da pandemia da Covid-19. No Agreste, há também uma expectativa muito boa com a realização do FIG após dois anos e com maior duração de três semanas. Aliás, as festas do frio costumam movimentar muito o nosso interior”, afirma. O município de Brejão também encanta desde a primeira vista. Situado a 254 Km do Recife, o município foi, à época de sua emancipação, em 1958, território integrado a Garanhuns. Entre as belas paisagens naturais, as fazendas e as imponentes igrejas, a região se destaca pelo cultivo de café. Brejão é um ótimo local para quem aprecia o contato com a natureza e para o desenvolvimento do turismo ecológico. Para quem visita a cidade, a dica é conhecer as bicas, mirantes, furnas e cavernas. O calendário festivo é marcado pela Acabação do Café, quando se comemora o término da colheita dos grãos. Outros festejos também aquecem o turismo do local, a exemplo da Festividade de Santa Cruz, da Cavalgada da Independência e da Trilha da Limeira. Outra opção pós-FIG é dar uma passeada pelo município de São João, que fica a 229 Km do Recife. A cidade tem como principal atrativo o Santuário de Santa Quitéria das Frexeiras, no povoado homônimo, que também é considerado um dos mais importantes centros de romarias do Nordeste. Vale, ainda, conhecer a feira livre, a cachoeira dos Carvalhos, a Bica do Sítio Matão e a Barragem de Zé Maria. Para curtir o frio, Triunfo também costuma ser uma das cidades mais procuradas. De 23 a 30 de julho, o destino recebe a 64ª edição da Festa do Estudante - Festival de Inverno de Triunfo 2022 em homenagem aos cem anos do Theatro Cinema Guarany. Quem visita a cidade pode conhecer de perto a produção de alfenins, mel de engenho e cachaça no Engenho São Pedro, construção datada do século passado. Para além dos engenhos, o município é repleto de museus, a exemplo do Museu do Cangaço, a Casa Grande das Almas e a Casa dos Caretas. Imponente, o Cine Theatro Guarany, às margens do Lago João Barbosa Sitônio, é palco do Festival de Cinema de Triunfo, que este ano acontecerá entre os dias 15 a 28 de agosto.  Já o município de Taquaritinga do Norte, que também costuma registrar temperaturas amenas no inverno, é convidativo a desvendar seu cenário rural, com trilhas, mirantes e a Rampa do Pepê, ideal para a prática do voo livre. Outro excelente programa para turistas e visitantes é conhecer o Sítio da Conceição e o seu saboroso Café Terral. Falando em café… O calendário festivo da cidade exalta a sua saborosa bebida com Festival que recebe gente de todo lugar, aquece a economia e gera empregos, com polos voltados à literatura, cultura popular, passeios e shows. Outra dica é o município de Pedra, onde há uma formação rochosa com mais 3.822 metros de circunferência e 615 metros de altura. Em uma de suas encostas, de fácil escalada, há uma via crucis. A diversidade de ecossistemas do município favorece a prática de atividades relacionadas ao ecoturismo e turismo de aventura. Na região, destacam-se, ainda, os grupos culturais e as expressões folclóricas, a exemplo do secular Siriri Horizonte Alegre, além de reisado, pastoril, repentistas, banda de pífanos e cavalgadas. Pertinho do município de Pedra, Saloá desponta, assim como a sua cidade vizinha, com potencial para o turismo ecológico. Lá, há nascente de rio, riachos, cachoeiras, córregos, reservas ecológicas, matas e trilhas. Um ótimo destino para curtir com a família e amigos as férias de julho.

Festivais e temperaturas amenas movimentam férias de julho no interior Read More »

capa 196.3

Capa da semana: Petrolina diversifica sua economia

*Por Rafael Dantas Nem só de uva e manga vive Petrolina. O principal polo de desenvolvimento pernambucano do Vale do São Francisco tem avançado também na agroindústria e segue na pesquisa de outras variedades da fruticultura para fortalecer a sua vocação agrícola. No promissor setor das tecnologias da informação, as maiores empresas da região, aliadas a organizações como o Softex (Centro de Excelência em Tecnologia de Software do Recife), a Assespro- -PE/PB (Associação das Empresas Brasileiras de Tecnologia da Informação) e o Seprope (Sindicato das Empresas de Processamento de Dados de Pernambuco), estão encampando um movimento para fomentar o ecossistema de inovação e gerar mais negócios locais. Conectado às oportunidades e potenciais do município, o turismo é outro setor que já entrega seus frutos à cidade e promete uma safra de mais colheitas com o fortalecimento do trade. Leia a reportagem completa na edição 196.3 da Revista Algomais: assine.algomais.com

Capa da semana: Petrolina diversifica sua economia Read More »