Cultura e história

Regente Joaquim

Festival Canta Luiz celebra aniversário de Luiz Gonzaga com grande cortejo musical no Recife

Evento gratuito terá três arrastões simultâneos e homenagem ao Rei do Baião no Poço da Panela neste sábado (13/12) O Recife se prepara para celebrar em grande estilo o aniversário de Luiz Gonzaga, que completaria 113 anos no próximo dia 13 de dezembro, data que também marca o Dia Nacional do Forró. Para homenagear o Rei do Baião, o bairro do Poço da Panela receberá o Festival Canta Luiz, uma celebração popular que promete reunir músicos, cortejos e amantes da cultura nordestina a partir das 19h deste sábado. Idealizado pelos produtores Milena Gomes e Odilon Lima, o festival trará ao bairro uma programação especial dedicada ao legado de Gonzagão, responsável por transformar o xote, o baião, o xaxado, o arrasta-pé e o pé-de-serra em símbolos nacionais. A Banda Regente Joaquim será anfitriã da festa, recebendo Forró Rabecado, Forró Dona Rebeca e Arthuzinho dos 8 Baixos, que se unem para conduzir o público por uma noite de celebração coletiva. A proposta do festival inclui três arrastões simultâneos pelas ruas do Poço da Panela, cada um liderado por um dos grupos convidados. Os cortejos seguirão em direção ao palco principal montado no Largo da Igreja de Nossa Senhora da Saúde, onde ocorrerá o grande encontro musical da noite — uma apoteose que simboliza o nascimento do “Dia de Luiz Gonzaga” no Recife, construído pelo povo e com o povo. Antes da celebração oficial, o projeto realizou três ensaios abertos no Morro da Conceição, em Goiana e em Arcoverde. Os encontros reuniram sanfoneiros, mestres de coco e artistas populares, fortalecendo o vínculo comunitário e preparando o público para a festa principal. Segundo o produtor Odilon Lima, “nosso objetivo é criar em Recife um dia dedicado ao Rei do Baião e manter viva a tradição do pé-de-serra e fortalecer o sentimento de pertencimento cultural, além, claro, de comemorar a data de nascimento de Gonzagão, tão importante para a divulgação da cultura pernambucana e que se eternizou com suas músicas que falam da vida do povo pobre nordestino, com seu sotaque e sua sanfona”. Serviço — Festival Canta Luiz: Aniversário do Rei do Baião 📅 13 de dezembro de 2025 (sábado)🕓 19h às 22h📍 Largo do Poço da Panela (Estrada Real do Poço, Poço da Panela, Recife-PE)🎵 Atrações: Banda Regente Joaquim recebendo Forró Rabecado, Forró Dona Rebeca e Arthuzinho dos 8 Baixos🎉 Entrada gratuitaℹ️ Mais informações: instagram.com/festivalcantaluiz

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O Agente Secreto candidado do Brasil ao Oscar 2026 ganha novo trailer

O enigma do Agente Secreto no Oscar

Um filme brasileiro que captura o espírito do tempo e desafia padrões históricos da Academia *Por Romero Maia “A realidade apenas se forma na memória” (Marcel Proust) O longa brasileiro “O Agente Secreto” vai ganhar ao menos um Oscar. Mais que isso. Vai ganhar pelo menos dois bonecos gigantes no carnaval de Olinda. Um de Wagner, outro de Tânia Maria. E, se brincar, mais um de Kleber por ter botado para rodar a camisa da troça carnavalesca “Pitombeira dos Quatro Cantos”. Podem me cobrar essas previsões. Garanto porque não é tão difícil prever esse merecido futuro coroado num momento em que o filme já acumula dezenas de troféus, e quando se capta com atenção o espírito do tempo. O Oscar já se abriu um pouco mais para, como diziam os ingleses, o “resto do mundo”. A maioria dos votantes não é mais composta por americanos natos. Hoje, essa proporção é quase 30% a mais de pessoas com outras nacionalidades entre os cerca de 10 mil jurados. Com isso, filmes de diretores de fora do eixo Estados Unidos–Reino Unido ficaram um pouco melhor na fita desde 2012. A partir das premiações em anos recentes é possível perceber que a diversidade cultural se tornou algo caro na apreciação dos jurados. Ainda mais quando se deparam com enredos que empreendem uma jornada ao extraordinário por meio da crítica social realista, e vice-versa. Crítica essa que é levada a efeito por meio de protagonistas psicologicamente combalidos pelas circunstâncias da trama, em vez de grandes heróis inexpugnáveis. Isso fica bem nítido quando observamos os prêmios de melhor ator masculino distribuídos desde a pandemia: Coringa, Meu Pai, King Richard, A Baleia, Oppenheimer e O Brutalista. No filme “O Agente Secreto”, temos um homem de classe média econômica mas da elite intelectual, cientista com formação internacional e com carreira brilhante na universidade pública brasileira, que se vê forçado a viver com duas identidades depois de ter entrado em conflito com agentes da elite econômica. A perspicácia fica por conta do fato de que nenhuma dessas identidades é a de agente secreto, gerando no público a inquietação sobre quem ou o que, afinal, seria o enigmático “agente secreto”. Importante notar também que já estamos a quatro premiações sem que tenhamos um diretor premiado nascido num país de língua não inglesa. Esse reconhecimento do impacto da diversidade na direção foi uma tônica na década passada, e nos anos iniciais da pandemia. Um reequilíbrio de premiações seria esperado se admitirmos que grupos de tomada de decisão tendem a apresentar padrões cíclicos. A originalidade da direção de “O Agente Secreto” fica evidente na diversidade de referências, de Babenco a Spielberg, e no brilhantismo com que conduziu tantos figurantes, atores inexperientes e medalhões com a mesma elegância capaz de fazer tudo simplesmente fluir na tela. Para extrair o resultado mais natural possível desse time de atores radicalmente diversificado, um longa como esse requer camada extra de complexidade no treinamento do elenco e numa caracterização visual que não tinha o direito de ser menos que excelente. Um milímetro a mais ou a menos poderia truncar toda a obra. Os personagens precisavam se fundir ao Recife de 1977. E assim foi feito. O que me lembrou muito “Licorice Pizza”, do outro gênio Paul Thomas Anderson, que vem forte para o Oscar com “Uma Batalha Após a Outra”. No entanto, a meu ver, não teve uma direção de arte (Thales Junqueira), fotografia (Evgenia Alexandrova) e figurinos (Rita Azevedo) tão impressionantes quanto o filme do Recife. E ainda podemos ter uma surpresa caso a espontaneidade de uma “Dona Sebastiana”, a vilania de um “Girotti” e a praticidade animalesca de um “Vilmar” confiram destaque ao produtor de elenco Gabriel Domingues, e ao trabalho do diretor assistente e preparador de elenco, Leonardo Lacca. Vale lembrar que o Oscar terá pela primeira vez premiação para direção de elenco… Quem sabe? Os filmes mais cotados da concorrência jazem na saturada fórmula de adaptações de biografias. Têm sempre valor e emocionam, mas a repetição acabou por deformá-las em nada mais que um filão comercial equivalente a super-heróis para adultos. Sem contar que, sim, essas produções já foram devidamente reconhecidas com indicações, de Lincoln a Elvis. Tal receita comercial foi a aposta de outro mestre do cinema, Richard Linklater, que entra com “Blue Moon”, sobre a vida de um célebre compositor americano. Apesar de bem cotado, categoricamente não se pode dizer que é um filme com intenção de originalidade, muito menos que agrade por qualquer atributo de diversidade. Em “O Agente Secreto” vemos o contrário. É apresentada uma vida comum que se torna extraordinária por circunstâncias adversas que não são superadas. O herói perde na jornada. O fato social é coercitivo e se impõe, esmagando o agente. Não há um gênio que alcança a vitória apesar dos pesares. Contudo, algo permanece após a derrota. Alguma coisa imperceptível que se mistura às cinzas de carnaval. Algo secreto, que ninguém entende muito bem, sempre fica. A cidade é o palco onde se acumulam esses resquícios, e que no filme podemos entender como a “memória”. Reminiscências que são guardadas não por acaso, mostra Kleber, mas com esforço intencional de preservação da história. A luta contra o esquecimento precisa ser permanente, como sugere o final do filme. Apesar de todos esses méritos da obra para receber um Oscar, é preciso observar também os dados. Não é comum filmes muito celebrados em Cannes darem um lá e lô no fechamento com o Oscar. Quando observamos as 97 edições do prêmio da Academia e as 77 competições em Cannes, fica evidente que os jurados nunca se sentiram pressionados pelos critérios franceses. Apenas os atores Ray Milland e Jean Dujardin ganharam tanto em Cannes quanto no Oscar pelo mesmo trabalho. No que tange à direção, o feito é simplesmente inédito. Não obstante grandes nomes como Roman Polanski, Alejandro Iñárritu e Joel Coen terem sido amplamente reconhecidos, mas por filmes diferentes. Já para o prêmio máximo, o de melhor filme, a coisa melhora em todos os sentidos. Foram quatro

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Mestre J. Borges RRENATO LUIZ PRODUTOR CULTURAL Easy Resize.com

Festival Mestre J. Borges divulga programação completa

Evento será realizado de 18 a 21 de dezembro, em Bezerros, com atividades gratuitas em diversos polos culturais da cidade A programação do 1º Festival Mestre J. Borges, que acontece entre os dias 18 e 21 de dezembro, em Bezerros, no Agreste pernambucano, foi divulgada pela organização. O evento homenageia o xilogravurista e cordelista J. Borges, falecido em julho de 2024, e reúne atividades distribuídas em oito polos, com acesso gratuito ao público. A agenda contempla oficinas culturais, exposições, visitas guiadas, apresentações musicais, concursos de xilogravura e cordel, rodas de conversa e outras ações relacionadas ao legado do artista. Segundo o material enviado à imprensa, o festival busca promover a difusão da obra de J. Borges no período que marca o aniversário do seu nascimento, no dia 20 de dezembro, além de estimular cultura, turismo e economia local. A programação inclui atividades no Memorial J. Borges, Estação da Cultura, Praça da Bandeira, Centro de Artesanato de Pernambuco e outros espaços da cidade. Entre os destaques estão premiações dos concursos, rodas de conversa sobre a influência do artista na xilogravura, exibições audiovisuais e apresentações musicais. O público terá acesso também a exposições temáticas sobre a obra do homenageado e oficinas conduzidas por artistas ligados ao universo da xilogravura e do cordel. De acordo com a organização, temas como inclusão, acessibilidade, sustentabilidade, desenvolvimento econômico e conectividade cultural serão abordados ao longo dos quatro dias, com programação voltada tanto à população local quanto a visitantes. Serviço 1º Festival Mestre J. BorgesData: 18 a 21 de dezembro de 2025Local: Diversos polos culturais em BezerrosEntrada: GratuitaAtenção: A programação poderá sofrer alterações. >>PROGRAMAÇÃO COMPLETA Quinta-feira, dia 18/12/2025 – Viaduto do B. Nossa Senhora Aparecida (antiga Cohab) 16h30 – Entrega da intervenção artística de Xilogravura Sexta-feira, dia 19/12/2025 – Memorial J. Borges  08h – Visitação ao “Espaço Mestre J. Borges” 09h – Exposição “Raízes e Matrizes do Mestre J. Borges” 09h – Exposição “As Xilogravuras do Mestre J. Borges” 09h30 – Oficina de Cordel com o Poeta Severino Pedro 09h30 – Oficina de Xilogravura com Pablo Borges Sexta-feira, dia 19/12/2025 – Estação da Cultura  10h – Visitação ao Museu de Antiguidades 10h – Visitação ao Museu do Papangu 10h – Exposição de Xilogravuras (artistas bezerrenses) 10h – Oficina de Xilogravura com Gustavo Borges Sexta-feira, dia 19/12/2025 – Praça da Bandeira  15h – Microfone Aberto 15h30 – Premiação do Concurso de Xilogravura 16h – Encontro de Repentistas 16h30 – Premiação do Concurso de Cordel 17h30 – Exibição do “Cine J. Borges” 20h30 – Banda de Pífanos Nossa Senhora de Lourdes 21h – Banda Musical Cônego Alexandre Cavalcanti (Retreta) Sábado, dia 20/12/2025 – Memorial J. Borges 08h – Visitação ao “Espaço Mestre J. Borges” 09h – Exposição “Raízes e Matrizes do Mestre J. Borges” 09h – Exposição “As Xilogravuras do Mestre J. Borges” 09h30 – Oficina de Xilogravura com Bacaro Borges Sábado, dia 20/12/2025 – Estação da Cultura 10h – Visitação ao Museu de Antiguidades 10h – Visitação ao Museu do Papangu 10h – Exposição de Xilogravuras (artistas bezerrenses) Sábado, dia 20/12/2025 – Centro de Artesanato de Pernambuco (Unidade Bezerros) 10h – Lançamento Coletivo de Trabalhos Literários 13h30 – Roda de Conversa Cultural “A influência de J. Borges na Xilogravura”, com participação de Bacaro Borges, Pablo Borges, Edna Silva e Oficina Embuá (Mediador: Carlos Gomes) 15h – Palestra Cultural “J. Borges: o homem que ‘virou’ artista porque leu e vendeu folhetos”, com Maria do Rosário da Silva 15h30 – Roda de Conversa Cultural “No Ritmo da Xilogravura e do Baião”, com Onildo Almeida & Joquinha Gonzaga (Mediador: Lunas Costa) Sábado, dia 20/12/2025 – Mercado Barra Branca  12h – Cesso Santos 16h – Waldir Lyra Sábado, dia 20/12/2025 – Palco Mestre J. Borges 20h – Forró Rei do Cangaço 21h30 – Entrega do Prêmio Mestre J. Borges – In Memoriam 21h35 – Fala da Júlia Filizola, filha de Ângelo Filizola 21h45 – Entrega do Prêmio Mestre J. Borges 21h50 – Fala de Fátima Bernardes  22h – Benil e Convidados (Amazan, Alcymar Monteiro, Novinho da Paraíba e mais) Sábado, dia 20/12/2025 – Praça da Bandeira – Centro   16h às 21h – Vitrine Criativa – Edição Festival Mestre J. Borges Domingo, dia 21/12/2025 – Memorial J. Borges 08h – Visitação ao “Espaço Mestre J. Borges” 09h – Exposição “Raízes e Matrizes do Mestre J. Borges” 09h – Exposição “As Xilogravuras do Mestre J. Borges” Domingo, dia 21/12/2025 – Estação da Cultura  10h – Visitação ao Museu de Antiguidades 10h – Visitação ao Museu do Papangu 10h – Exposição de Xilogravuras (artistas bezerrenses) Domingo, dia 21/12/2025 – Mercado Barra Branca   12h – Renilda Cardoso 15h – Grupo Musical do 4º BPM e amigos Domingo, dia 21/12/2025 – Praça Praça da Bandeira – Centro   16h às 21h – Vitrine Criativa – Edição Festival Mestre J. Borges  Domingo, dia 21/12/2025 – Ateliê Bacaro Borges 16h30 – Recreação Infantil 17h – Coral de Idosos do CCI  17h30 – Folcpopular 18h – Morganna Bernardo

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Aria Social Palacio

Concerto de Natal reúne 162 artistas e emociona público no Palácio do Campo das Princesas

Espetáculo do Projeto Aria Social reforça acesso gratuito à cultura e celebra espírito natalino no Recife O Palácio do Campo das Princesas recebeu, no último final de semana (6 e 7), a 4ª edição do Concerto de Natal promovido pelo Projeto Aria Social em parceria com o Governo de Pernambuco. Gratuito e realizado na área externa do Palácio, o espetáculo reafirma o papel do Aria como uma das mais importantes iniciativas socioculturais do Estado, reconhecida por unir formação artística, inclusão social e grandes produções abertas ao público. Com 162 artistas no palco, entre 55 bailarinos-cantores, 35 músicos de orquestra, quatro solistas, 10 bailarinos clássicos e 40 crianças no coro infantil, o concerto emocionou o público com uma montagem grandiosa e impecável. A direção artística de Ana Emília Freire e a regência da maestrina Rosemary Oliveira reforçaram o nível técnico do espetáculo, que há quatro edições movimenta o calendário cultural de fim de ano. A fundadora do Aria Social, Cecília Brennand, celebrou a parceria e a ocupação simbólica de um dos espaços mais importantes da capital. “Fazer essa cantata na frente do Palácio do Campo das Princesas foi um presente. Se Deus quiser, para o ano estaremos aqui novamente”, afirmou. Em seguida, nos dias 9 e 10 de dezembro, o concerto será levado ao Instituto Ricardo Brennand, em um palco ao ar livre diante da Capela Nossa Senhora das Graças, ampliando ainda mais o alcance da programação natalina. Ao prestigiar o espetáculo, a governadora Raquel Lyra destacou o papel do Aria Social e o significado da celebração. “Hoje é noite de celebração. Este é um lugar do povo de Pernambuco e deve ter sempre apresentações culturais. É tempo de celebração, entrega e gratidão”, afirmou.

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Uenni Foto Rebeca Andrade

Fotógrafa pernambucana vence Prêmio Pierre Verger com série dedicada aos Pretos Velhos da Jurema Sagrada

Uenni é premiada nacionalmente com 19 imagens produzidas ao longo de três anos no Ilê Axé Oxalá Talabi A fotógrafa pernambucana Wenny Mirielle Batista Misael, conhecida como Uenni, venceu o Prêmio Nacional de Fotografia Pierre Verger com a série “Canjerê dos Pretos Velhos na Jurema Sagrada”. O anúncio ocorreu em 27 de novembro. Mulher negra e sem formação acadêmica formal, ela conquistou seu segundo prêmio nacional com um trabalho iniciado em 2022 no Terreiro Ilê Axé Oxalá Talabi, no território afro-indígena de Paratibe, em Paulista. A série premiada reúne 19 imagens, produzidas entre 2022 e 2025, registradas ao longo de três anos de convivência contínua na comunidade religiosa. Dez dessas fotos já haviam recebido o primeiro lugar no Prêmio Mário de Andrade de Fotografias Etnográficas. As outras nove, inéditas, ampliam o conjunto produzido por Uenni dentro do terreiro, onde documenta rituais, atividades e relações cotidianas. O trabalho dialoga com debates sobre racismo religioso e preservação de saberes ancestrais. O impulso para registrar terreiros surgiu a partir de lembranças familiares. A descoberta de fotografias antigas produzidas por sua avó em um terreiro de Jurema, nos anos 1990, levou Uenni a reconhecer o caminho que já vinha construindo ao retratar tradições populares. A fotógrafa passou a acompanhar de perto o cotidiano do Ilê Axé Oxalá Talabi, seguindo transformações, ciclos e trajetórias dentro do espaço. “Este trabalho que está ganhando o segundo prêmio foi feito com calma. Ele segue a história de um terreiro, de um culto, de uma tradição, sem pressa”, afirma. Com o reconhecimento, Uenni integra a mostra coletiva e o catálogo da 10ª edição do Prêmio Pierre Verger. No último ano, ela ampliou a circulação do trabalho, com participação em exposições no Rio de Janeiro e no Agreste pernambucano, além de ministrar formação audiovisual em terras indígenas no Acre. O Ilê Axé Oxalá Talabi, onde a série foi produzida, atua há mais de três décadas preservando práticas do candomblé nagô e da Jurema Sagrada. Localizado em Paulista, o espaço é reconhecido como Patrimônio Vivo de Pernambuco e integra iniciativas de memória, educação e preservação cultural.

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baile menino deus Foto Izabele Brito 9

“Baile do Menino Deus” estreia em Goiana pela primeira vez fora do Recife

Apresentação reuniu público na Praça da Misericórdia e antecede as sessões no Marco Zero, em dezembro A Praça da Misericórdia, em Goiana, recebeu no último sábado (6) a estreia do “Baile do Menino Deus” na Zona da Mata Norte. É a primeira vez que o espetáculo, considerado o maior auto de Natal do país baseado na cultura brasileira, é encenado fora do Recife sob direção geral de Ronaldo Correia de Brito. No Marco Zero, as apresentações seguem nos dias 23, 24 e 25 de dezembro, às 20h, e, no dia 14, haverá um cortejo gratuito no Recife Antigo a partir das 15h30. A montagem utilizou um palco de 200 metros quadrados, criado por Sephora Silva e Marcondes Lima. As paredes da igreja inaugurada em 1726 receberam projeções de Gabriel Furtado. A apresentação contou com apoio da Prefeitura de Goiana, Hemobrás e Governo do Brasil. A produção é assinada por Tomás Brandão e Tainá Menezes, com realização da TBC Produções em parceria com a Relicário Produções. Lançado em 1983, o auto escrito por Ronaldo Correia de Brito e Assis Lima, com músicas de Antonio Madureira, propõe uma narrativa do nascimento de Jesus a partir de referências brasileiras. No palco, surgem cantigas, danças, brincadeiras e figuras do imaginário popular, guiadas por dois Mateus. Interpretados por Arilson Lopes e Sóstenes Vidal, eles procuram a porta atrás da casa onde nasceu o menino Jesus, metáfora para a busca por oportunidades e esperança. Na jornada, os personagens encontram figuras como o Jaraguá, a Burrinha Zabilin, o Boi, o Anjo Bom, ciganas e os Santos Reis. José é vivido pelo multi-instrumentista Lucas Dan e Maria por Laís Senna. O elenco reúne ainda Djaelton Quirino, Daniel Barros e José Valdomiro como reis magos. A trilha é executada por cantores e uma orquestra sob regência do maestro e bandolinista Rafael Marques. As cenas contam com um corpo de baile formado por nove artistas, sob coreografia de Sandra Rino. O conjunto de música, dança, interpretação e elementos visuais compõe a montagem apresentada em Goiana e que volta ao Marco Zero no fim do mês. Serviço“Baile do Menino Deus” – Marco Zero do RecifeDatas: 23, 24 e 25 de dezembro, às 20hCortejo gratuito: 14 de dezembro, às 15h30, no Recife Antigo

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Vanessa da Mata Todas Elas

Agenda Cultural: música, arte, frevo e clima natalino movimentam a semana em Pernambuco

De grandes shows a estreias, festivais, cortejos e programação de fim de ano, a semana reúne destaques que celebram a diversidade artística pernambucana. A primeira semana de dezembro chega intensa na cena cultural do Grande Recife, com uma programação que atravessa palcos, ruas e museus. Entre lançamentos musicais, festivais consolidados, espetáculos natalinos, aberturas de exposições, ações solidárias e cortejos de frevo, artistas locais e nacionais movimentam diferentes espaços da cidade com propostas que vão do experimental ao tradicional. Confira os principais destaques que marcam este início de mês e antecipam o clima festivo que toma conta da agenda cultural pernambucana. Vanessa da Mata leva turnê “Todas Elas” ao Teatro Guararapes no dia 6 A cantora Vanessa da Mata apresenta no Recife, no dia 6 de dezembro, seu novo show “Todas Elas”, baseado no álbum lançado em maio e que reúne onze faixas autorais, além de releituras como “Nada Mais”, clássico eternizado por Gal Costa. Com direção de Jorge Farjalla, o espetáculo percorre diferentes facetas femininas em um trajeto que mistura força, delicadeza e teatralidade, reunindo sucessos da carreira e novas composições — algumas em parceria com nomes como João Gomes, Robert Glasper e Jota.pê. Rodando o Brasil com a turnê, Vanessa destaca o carinho do público recifense e promete uma apresentação calorosa no Teatro Guararapes, às 21h. A artista também assina a produção musical do álbum, que reforça sua trajetória de mais de 20 anos marcada por inquietude criativa, sensibilidade e temas como maternidade, negritude e amor. Os ingressos estão à venda no Cecon Tickets e na bilheteria do teatro. Doutores da Alegria apresentam espetáculo natalino no Teatro do Parque Os Doutores da Alegria realizam neste sábado (6), às 16h, uma sessão única do espetáculo “Natal dos Doutores da Alegria” no Teatro do Parque. A montagem recria o nascimento do menino Jesus em formato de presépio musical, com trilha executada ao vivo pelos palhaços da trupe. A apresentação, dirigida por Arilson Lopes, mistura humor, sensibilidade e canções populares, além de contar com tradução em Libras. Os ingressos — R$ 40 (inteira), R$ 20 (meia) e R$ 30 no ingresso social com 1 kg de alimento — têm renda revertida para a manutenção do trabalho da ONG nos hospitais do Recife. A iniciativa celebra os 23 anos da atuação dos Doutores da Alegria na capital pernambucana, onde o grupo leva arte e acolhimento a pacientes em cinco unidades de saúde públicas. Os alimentos arrecadados serão destinados ao GAC-PE. No elenco, os personagens clássicos do presépio ganham versões irreverentes — dos “Reis Magros” aos bichos da manjedoura — reforçando a proposta de aproximar o público do universo artístico e solidário da instituição. No Ar Coquetel Molotov celebra 22 anos com pluralidade sonora e força internacional O Festival No Ar Coquetel Molotov chega à sua 22ª edição no dia 6 de dezembro, no Campus da UFPE, reafirmando seu lugar como uma das plataformas mais vibrantes da música independente no Brasil. Com mais de 12 horas de programação, o evento reúne nomes de diferentes cenas e geografias — de Gaby Amarantos a Zaho de Sagazan, passando por Terno Rei, Don L, Urias, Shevchenko, Isabella Lovestory e uma forte presença pernambucana. A edição deste ano também marca a participação do festival na Temporada França-Brasil 2025 e celebra o reconhecimento do Molotov como Patrimônio Cultural Imaterial de Pernambuco. Além da programação musical distribuída em três palcos, o festival amplia seus horizontes com ações formativas, práticas de sustentabilidade e iniciativas de diversidade, como listas gratuitas para Pessoas Trans e PCDs. A Feira No Ar, realizada em parceria com a Feira Preta, reforça o compromisso com a economia criativa negra, enquanto a identidade visual assinada pelo artista recifense Gabriel Azevedo reafirma a valorização de talentos locais. Com ingressos já disponíveis, o Coquetel Molotov se consolida como um dos eventos mais relevantes e pulsantes do calendário cultural do Recife. Concerto de Natal do Aria Social ganha sessão extra no IRB O Projeto Aria Social anunciou uma apresentação extra do Concerto de Natal, marcada para a quarta-feira, dia 10, às 17h30, no Instituto Ricardo Brennand. Com direção geral de Cecilia Brennand, o espetáculo será realizado diante da Capela Nossa Senhora das Graças e reúne bailarinos que também cantam, músicos de orquestra, solistas e um coro infantil, sob a direção e regência de Rosemary Oliveira e a direção artística de Ana Emilia Freire. Arrastão do Frevo encerra programação de 2025 no Paço com A Mulher do Dia Encerrando a programação cultural da primeira semana de dezembro, o Paço do Frevo realiza no domingo (7) o último “Arrastão do Frevo” do ano, trazendo às ruas do Bairro do Recife a Troça Carnavalesca Mista A Mulher do Dia. Criada na década de 1950 e oficializada em 1967, a agremiação tornou-se um dos símbolos mais marcantes do Carnaval pernambucano, conhecida como a “Monalisa de Olinda”. Suas cores e adereços carregam referências à cultura afro-brasileira, o azul de Iemanjá, o amarelo de Oxum e o tradicional dente de ouro, que reforça sua conexão estética com o Homem da Meia-Noite. O cortejo tem concentração em frente ao Paço do Frevo e segue pelas ruas do bairro acompanhado pela Orquestra Henrique Dias, conduzindo o público em um percurso de celebração e memória. Reafirmando a vocação do Paço como um centro vivo de salvaguarda e difusão do Frevo, o Arrastão fecha a temporada 2025 reforçando a energia coletiva, a tradição e o protagonismo feminino que marcam a história dessa troça icônica. Gentil Porto Filho inaugura exposição “Setor quaternário” na Cecí Galeria O artista, arquiteto e professor da UFPE Gentil Porto Filho abriu sua primeira exposição individual em galeria, “Setor quaternário”, na Cecí Galeria, na Jaqueira. Com entrada gratuita até 24 de dezembro, a mostra transforma o espaço expositivo em uma espécie de ambiente corporativo, com iluminação branca e fria, ausência de obras nas paredes e uma grande mesa central que apresenta quatro séries de objetos gráficos inspirados nos elementos clássicos da natureza: Jacarta (terra), Vitória (água), Mauna Loa (fogo) e Saturno (ar). Conhecido por trabalhos em espaços

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Cineasta Lula Gonzaga pioneiro do cinema de animacao em Pernambuco CREDITO DIVULGACAO

Lula Gonzaga recebe Troféu Seth de Animação na abertura do Salão Internacional de Humor Gráfico de Pernambuco

Homenagem reconhece trajetória decisiva do cineasta para a formação e consolidação da animação no estado O cineasta Lula Gonzaga, Patrimônio Vivo de Pernambuco e pioneiro da animação no estado, será homenageado com a 7ª edição do Troféu Seth Cinema de Animação. A premiação será entregue durante a abertura do IV Salão Internacional de Humor Gráfico de Pernambuco (SIHG-PE), que acontece no dia 9 de dezembro, às 19h, na CAIXA Cultural Recife. A iniciativa é promovida pelo Museu da Caricatura Brasileira, no Rio de Janeiro, em parceria com o SIHG-PE. O cartunista e organizador do Salão, Samuca Andrade, ressalta a relevância da homenagem ao artista. “Lula Gonzaga foi o primeiro pernambucano a se aventurar de forma consistente pelo desenho animado e, desde então, nunca deixou de puxar a fila. Suas obras expandiram os horizontes do cinema de animação brasileiro e seus projetos revelaram e formaram novos talentos. Entregar o Troféu Seth a Lula é, para nós do SIHG-PE, representando o Museu da Caricatura Brasileira e o idealizador do prêmio, Luciano Magno, uma forma de agradecer por tudo o que ele já deu e continua dando à animação e à cultura do nosso estado”, afirma. A abertura do SIHG-PE também marcará o anúncio dos vencedores e das menções honrosas desta edição. Com o tema “Planeta de Todos”, o Salão recebeu mais de 970 inscrições, enviadas por 480 artistas de 44 países. Após a avaliação do júri local, 120 obras foram selecionadas, representando 21 países nas categorias cartum, caricatura e quadrinhos. A mostra ficará em cartaz até 1º de fevereiro de 2026. Quem é Lula Gonzaga Recifense nascido em 1951, Lula Gonzaga é um dos nomes centrais da história da animação em Pernambuco, tendo se destacado no ciclo superoitista ao lado de Fernando Spencer e outros cineastas. Entre seus trabalhos mais reconhecidos estão Vendo/Ouvindo (1972), A Saga da Asa Branca (1979), Cotidiano (1982) e Ciranda Feiticeira (2021). Também se projetou nacionalmente por usar o cinema como instrumento de transformação social, dedicando mais de quatro décadas à formação de novos animadores em iniciativas como o Método OCA, o Animacine e o MUCA, em Gravatá. O cineasta, professor e pesquisador Marcos Buccini, responsável por entregar o troféu, reforça a importância do homenageado para o audiovisual pernambucano. “Se existe animação em Pernambuco, muito se deve ao esforço de Lula, que sempre colocou a cultura popular e as tradições do povo nordestino em tudo o que fez. É uma grande honra poder participar da entrega do troféu SETH a esse grande amigo. Viva Lula! Viva a animação pernambucana!”, destaca Buccini. Serviço IV Salão Internacional de Humor Gráfico de PernambucoCerimônia de abertura, divulgação dos premiados e homenagem a Lula Gonzaga: 09 de dezembro de 2025 (terça-feira), às 19hLocal: CAIXA Cultural Recife – Av. Alfredo Lisboa, nº 505, Bairro do RecifeDatas: de 10 de dezembro de 2025 a 01 de fevereiro de 2026Horários: terça a sábado, das 10h às 20h (última entrada às 19h45); domingos e feriados, das 10h às 18h (última entrada às 17h45)Entrada gratuita

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“Arrasta” leva poética das águas a Olinda em performance sobre corpo e território

Apresentação gratuita no Mercado Eufrásio Barbosa destaca sensibilidade ambiental e saberes das marisqueiras A performance “Arrasta”, criada pelas artistas da dança Isabela Severi e Lane Luz, será apresentada no dia 6 de dezembro, às 18h, no Mercado Eufrásio Barbosa, em Olinda. A obra nasce da pesquisa “Corpo Território Entre: fase água”, incentivada pelo Funcultura, e aprofunda a relação entre corpo, natureza e território a partir de vivências com as marisqueiras da Ilha de Itamaracá. Após a estreia no território das marisqueiras, em um encontro marcado por partilha e celebração, a performance chega ao público de Olinda acompanhada de acessibilidade em audiodescrição. A pesquisa reuniu seis meses de estudos, oficinas e práticas coletivas, incluindo a produção de um documento audiovisual dirigido por Morgana Narjara. No espaço cênico, concebido como margem e fluxo, as artistas se movem imersas em um grande tecido-sargaço, evocando atmosferas oceânicas e estados tentaculares. Os gestos buscam tensionar o olhar e aproximar o público de uma ecologia sensível, onde o humano e o mais-que-humano coexistem. “Essa performance nasce de um desejo de escuta, escuta da terra, das águas e das mulheres que habitam esses territórios”, afirma Isabela Severi. Para Lane Luz, o trabalho “nos fizesse perceber a beleza e a dor que existem nesses fluxos entre o corpo e o ambiente”. Com oficinas, assessorias e imersões no território das marisqueiras, o processo criativo consolidou uma experiência que articula arte, cuidado e memória. O resultado é uma travessia simbólica que convida o público a repensar modos de estar no mundo e a reconhecer a força das comunidades tradicionais frente às mudanças ambientais. SERVIÇOPerformance “Arrasta”Data: 6 de dezembro de 2025 (sábado), às 18hLocal: Mercado Eufrásio Barbosa, OlindaEntrada: gratuitaAcessibilidade: audiodescrição

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Autores pernambucanos movimentam cena literária com novos lançamentos na APL

Crônicas, diário da pandemia e contos urbanos dão o tom do encontro entre Cícero Belmar, Cleyton Cabral e Ney Anderson no Recife. A literatura pernambucana volta ao centro das atenções neste segundo semestre de 2025 com o lançamento dos novos livros de Cícero Belmar, Cleyton Cabral e Ney Anderson. Os autores participam de um encontro aberto ao público na Academia Pernambucana de Letras, no dia 6 de dezembro, às 16h, reunindo três gêneros literários em uma única tarde: crônicas, diário e contos. O trio leva ao evento obras recentes e já elogiadas pela crítica. Cícero Belmar apresenta Ainda há uma Brisa (Editora Bagaço), seu primeiro livro de crônicas, com 25 textos originalmente publicados na revista eletrônica Rubem. As narrativas revisitam o interior de Pernambuco, especialmente Bodocó, cidade natal do autor, e revelam memórias pessoais, afetos e intimidades. “O livro faz uma viagem para dentro. O meu próximo livro de crônicas será uma viagem para fora de mim”, afirma Belmar. Cleyton Cabral relança Caderno do Fim do Mundo (Edição do Autor), um diário da pandemia que se expande para além do registro cotidiano. O ator e dramaturgo incorpora poemas, narrativas breves, dramaturgias, fotografias e prints de redes sociais, construindo um mosaico sensível sobre um período traumático. “Quando a pandemia se instaurou, abri um documento no computador e passei a escrever sobre meus dias… é um livro de artista sobre uma época”, comenta. Já em Apocalipse Todo Dia (Ed. Patuá), Ney Anderson reúne 67 contos curtos marcados por tensão, desejo e violência urbana, tendo o Recife como cenário. As histórias exploram a fronteira entre sonho e realidade, revelando fissuras do cotidiano. “A ficção, para mim, nasce na fresta entre a realidade e o sonho”, afirma o autor, que vê na literatura uma forma de encarar “urgências e sombras”. O encontro inclui um bate-papo conduzido pelo poeta pernambucano Raimundo de Moraes, seguido de sessão de autógrafos e degustação de sobremesas sertanejas, reforçando a proximidade entre público e autores em uma celebração da produção literária local. ServiçoBate-papo e lançamentos dos livros de Cícero Belmar, Cleyton Cabral e Ney AndersonQuando: 06/12 (sábado), às 16hOnde: Academia Pernambucana de Letras (Av. Rui Barbosa, 1596 – Graças)

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