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Cultura e história

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Fenearte 2025 celebra 25 anos com inscrições abertas para expositores

Feira Nacional de Negócios do Artesanato será realizada de 9 a 20 de julho de 2025, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda As inscrições para a 25ª edição da Fenearte, a maior feira de artesanato da América Latina, estão abertas até o dia 27 de dezembro. Artesãos de todo o Brasil, além de organizações, prefeituras e empreendedores internacionais, podem garantir participação pelo site www.fenearte.pe.gov.br. O evento, marcado para 9 a 20 de julho de 2025, no Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda, reunirá cerca de 5 mil expositores em mais de 700 estandes. A feira inclui categorias como Artesanato Individual de Pernambuco, Prefeituras, Redes Solidárias e Sebraes, além de opções para alimentação e artesãos internacionais. Para quem deseja ocupar o estande coletivo do Programa do Artesanato de Pernambuco (PAPE), é obrigatória a Carteira do Artesão, emitida pelo SICAB. Segundo André Teixeira Filho, diretor-presidente da ADEPE, "a Fenearte 2025 já começou a ser planejada e construída, e é chegada a hora das inscrições das estrelas deste evento: as artesãs e os artesãos." A última edição, realizada em 2024, atraiu 320 mil visitantes e gerou R$ 108 milhões em negócios. O sucesso foi reforçado por uma taxa de aprovação de 98,6% do público e a presença de 22,5% de turistas entre os visitantes. Camila Bandeira, diretora da Fenearte, destaca: "Estamos trabalhando para que a 25ª Fenearte seja lembrada pelos negócios que serão gerados e pela celebração que ela significará, ao festejar 25 anos desta política pública que valoriza a nossa economia criativa, as nossas identidades, os nossos saberes." ServiçoInscrições: Até 27 de dezembro de 2024Site: www.fenearte.pe.gov.brEvento: 9 a 20 de julho de 2025Local: Centro de Convenções de Pernambuco, Olinda

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“Pagu: do punho à pena escritos de liberdade”

*Paulo Caldas A arte do cordel, tão comum às letras tangidas por mãos masculinas, cedeu destaque aos versos delicados, porém marcantes, da pernambucana Paola Tôrres, em “Pagu: do punho à pena escritos de liberdade”, lançadoquando do Festival Internacional do Livro de Paraty, FLIP- Rio de Janeiro, versão que homenageou Patrícia Galvão, a inesquecível Pagu. Nascida no interior de São Paulo, em 1910, a jornalista, escritora, poeta, artista plástica e tradutora Patrícia Galvão, a conhecida Pagu, foi uma referência feminina no seu tempo. Participante ativa do Movimento Modernista nos anos de 1920, publicou o romance “Parque Industrial” no esquema do livro “Proletário”, hoje conhecido como edição do autor, além de contos policiais. Ligada a Tarcila do Amaral, foi casada com Oswaldo de Andrade. Filiada ao Partido Comunista, quando da militância política foi presa vinte e três vezes. Faleceu de câncer em 1962. A publicação tem o prefácio assinado por Cida Pedrosa, ilustrações de Jô Oliveira, diagramação de Raoni Kachielé, revisão de Milena Bandeira e Rouxinol do Rinaré. Os exemplares podem ser adquiridos no site Amazon. *Paulo Caldas é Escritor

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DALVA DA RUA SETE

Fincar exibe 26 filmes e celebra a diversidade no Cinema São Luiz

Quarta edição do festival acontece entre 29 de novembro e 1º de dezembro, com entrada gratuita e obras inéditas no Recife.   O Festival Internacional de Cinema de Realizadoras (Fincar) retorna ao Recife com sua quarta edição, celebrando a diversidade e promovendo debates sobre gênero e inclusão no audiovisual. O evento, que acontece de 29 de novembro a 1º de dezembro no Cinema São Luiz, apresenta 26 produções nacionais e internacionais dirigidas por mulheres cis, trans e pessoas trans. A programação inclui filmes de estados como Pernambuco, Ceará, Bahia e São Paulo, além de obras de países como Palestina e Estados Unidos. Com entrada gratuita, o festival também terá sessões especiais no Cine São José, em Afogados da Ingazeira, no Sertão do Pajeú. Um dos destaques da edição é a exibição inédita em Recife do documentário A Stone’s Throw, da cineasta palestina Razan AlSalah, além de obras da cineasta estadunidense Camille Billops, exibidas no programa Ficine. “Entre os filmes selecionados, destacam-se diferentes formas de se posicionar a partir da vulnerabilidade e do risco de se expor”, ressalta Maria Cardozo, diretora do festival. Na abertura, serão apresentados o documentário pernambucano O Canto das Margaridas, que aborda a Marcha das Margaridas de 2019, e o curta indígena Fala Sincera, seguido de debates com as realizadoras e tradução em Libras. A programação oferece também uma sessão infantil no domingo, destinada a crianças da Ocupação 8 de Março do MTST. Curtas como Aurora - A Rua que queria ser um rio e Meu nome é Maluum prometem encantar o público com histórias sensíveis e inclusivas. Em Afogados da Ingazeira, as exibições no dia 3 de dezembro reforçam a proposta de descentralizar o festival, ampliando o acesso ao cinema de realizadoras. Serviço: Fincar - Festival Internacional de Cinema de Realizadoras 📅 Quando: 29 de novembro a 1º de dezembro 📍 Onde: Cinema São Luiz, Recife 🎟️ Entrada gratuita Sessão extra: Cine São José, Afogados da Ingazeira, 3 de dezembro Confira a programação da 4ª edição do Fincar: Sexta-feira (29) 19h Abertura do Fincar Fala sincera (Dir.: Yacewara Pataxó / 9'/ com LSE) O Canto das Margaridas (Dir.: MAPE / 76' / com LSE)  - Filme de Abertura Sábado (30) 14h30 Os sonhos guiam (Dir.: Natália Tupi / 20') A Stone's Throw (Dir.: Razan Al Salah / Canadá, Palestina, Líbano / 2024 / 40') 16h Acolher (Dir.: Éthel Ramos de Oliveira / 9') Pedagogias da Navalha (Dir.: Alma Flora, Colle Christine, Tiana Santos / 15') Corpo Onírico (Dir.: Marina Mahmood / 17') ORIXÁS CENTER (Dir.: Mayara Ferrão / 13') Rami Rami Kirani (Dir.: Lira Mawapãi Huni Kuin e Luciana Tira Huni kuin / 33') 19h Dalva da Rua Sete (Dir.: Gab Lourenzato e Nanda Ferreira / 15' / com LSE) América, do Sul (Dir.: Maria Clara Bastos / 20' / com LSE) Entre Vênus e Marte (Dir.: Cris Ventura / 61' / com Libras) Domingo (1º) Programação Infantil 11h Meu nome é Maalum (Dir.: Luísa Copetti / 7'53'') Tom Tom Dente de Leão (Dir.: Ariedhine Carvalho / 3') Aurora - A Rua que queria ser um rio (Dir.: Radhi Meron / 10') Rua Dinorá (Dir.: Natália Maia e Samuel Brasileiro / 17') 14h CURADORIA MOSTRA FICINE - CAMILLE BILLOPS Suzanne, Suzanne (Dir. Camille Billops / EUA / 26') Finding Christa (Dir. Camille Billops / EUA / 55') 16h Descarrego (Dir.: Joana Claude / 10') Lilith (Dir.: Nayane Nayse / 15') Ave Maria (Dir.: Pê Moreira / 15') O Céu não sabe meu nome (Dir.: Carol AÓ / 20') Outros nomes pra dignidade (Dir.: Maré de Matos / 22') 19h Onça (Dir.: Keyci Martins / 19') Parto, mas volto (Dir.: Lui Foito / 5') Quem é essa mulher? (Dir.: Mariana Jaspe / 71')   Serviço: Fincar - Festival Internacional de Cinema de Realizadoras Data: De 29 de novembro a 1º de dezembro Local: Cinema São Luís | Rua da Aurora, 175, Boa Vista Cine São José | Afogados da Ingazeira Data: 03 de dezembro Sessões com acessibilidade em LSE, Libras e audiodescrição: Fala Sincera, O Canto das Margaridas, Dalva da Rua Sete, América, do Sul, Entre Vênus e Marte.

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Exposição virtual “Mercantes” imortaliza figuras icônicas dos mercados do Recife

Projeto registra histórias de personagens dos mercados de São José, Boa Vista, Encruzilhada e Madalena   A forte conexão do Recife com seus mercados públicos é celebrada na exposição virtual “Mercantes”, que destaca os personagens que dão vida a esses espaços históricos. Realizada pela produtora Tempoo em parceria com o Estúdio Orra, o projeto inclui mercados como São José, da Boa Vista, Encruzilhada e Madalena, retratando suas figuras emblemáticas em fotografias e textos. Esses mercados, que vão do século 19 ao 20, continuam a desempenhar um papel importante como centros de comércio, socialização e cultura na cidade. A exposição é fruto de uma pesquisa teórico-prática conduzida por Ana Sofia Oliveira e Mateus Guedes, com o objetivo de preservar a memória e valorizar o trabalho das pessoas que compõem esses espaços. “Queríamos destacar esses personagens como parte essencial da história e identidade dos mercados”, explica Mateus Guedes. As fotos foram realizadas por profissionais e estudantes, apresentando perspectivas diversas sobre os retratados, acompanhadas por textos que contam suas histórias. Entre os personagens está Seu Zinaldo, do Mercado de São José, que planeja celebrar seu centenário no mesmo local onde comercializa peças de cama e bordados tradicionais. No Mercado da Encruzilhada, a trajetória de Seu José, um dos primeiros comerciantes da reinauguração em 1950, exemplifica a conexão familiar com o espaço, afetada recentemente por um incêndio. Já no Mercado da Madalena, figuras como Seu Fernando, do famoso Bar dos Cornos, e Temistocles Neto, pioneiro no comércio de peixes ornamentais, mostram a diversidade de histórias nos corredores. O Mercado da Boa Vista, conhecido por sua animação carnavalesca, também ganha destaque com personagens como Batatinha e Luzinete, que transformaram um frigorífico em bar há mais de 35 anos, e Dona Mariinha, que trocou a loja de miudezas por um bar graças a um prêmio na loteria. Essas narrativas refletem a importância cultural e histórica dos mercados para a cidade e seus frequentadores. Financiada pelo Sistema de Incentivo à Cultura do Recife (SIC 2023), a exposição “Mercantes” é um tributo àqueles que mantêm vivos os mercados públicos em um contexto de crescimento dos shoppings centers, reforçando o elo entre os cidadãos e sua cidade. Serviço Exposição fotográfica virtual “Mercantes” Disponível em: www.osmercantes.com.br

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Ney Matogrosso faz show neste sábado no Classic Hall, em Olinda

Evento será uma celebração dos 50 anos de carreira. Foto: Rafael Strabelli   Ney Matogrosso chega a Pernambuco neste sábado (30), a partir das 20h para uma apresentação no Classic Hall, em Olinda, com show da turnê Bloco na Rua, que promete ser uma verdadeira celebração de sua carreira e legado musical. Com mais de 50 anos de trajetória e 83 anos de idade, o artista que encanta gerações com sua voz inconfundível e performances eletrizantes, promete levar o público a uma viagem emocionante por sua vasta obra.  Ney, que já conquistou tanto a crítica quanto o público com suas apresentações anteriores, garante que o show de 2024 será uma experiência renovada. "Não é um show de sucessos meus, mas quis abrir mais para o meu repertório. Dessa vez, eu misturei coisas que já gravei com repertório de outros artistas", destaca o cantor. Além de grandes hits do artista, como "Sangue Latino", "Poema", "Homem com H", ele promete embalar o público estão também "Eu quero é botar meu bloco na rua" (Sergio Sampaio), título da turnê, "A Maçã" (Raul Seixas), "Álcool (Bolero Filosófico)" (DJ Dolores), e "O Beco" (Herbert Vianna/Bi Ribeiro). O repertório conta ainda com canções raras, como "Postal do Amor" e "Ponta do Lápis", do compacto lançado em 1975 com Fagner, além de "Como 2 e 2" (Caetano Veloso) e "Feira Moderna" (Beto Guedes, Lô Borges e Fernando Brant), duas músicas que Ney nunca havia cantado ao vivo. O espetáculo promete também um visual de tirar o fôlego, com figurinos criados especialmente por Lino Villaventura, cenários projetados por Luiz Stein e iluminação assinada por Juarez Farinon, tudo com a supervisão de Ney Matogrosso, que sempre se destaca por sua estética arrojada. A banda que o acompanha é a mesma que esteve com o cantor nos últimos cinco anos, composta por músicos de renome, como Sacha Amback (direção musical e teclado), Marcos Suzano e Felipe Roseno (percussão), Dunga (baixo), Mauricio Negão (guitarra), Aquiles Moraes (trompete) e Everson Moraes (trombone). Os ingressos para o show estão à venda na bilheteria do Classic Hall e online através do site Acesso Ticket, com preços a partir de R$ 100, variando conforme o setor e tipo de ingresso (inteira, social ou meia). O público pode escolher ingressos individuais para a arena, fronstage, ou opções para grupos, como cadeiras ou mesas para 4 pessoas, ou camarotes para até 10 pessoas. SERVIÇO NEY MATOGROSSO Neste sábado, a partir das 20h Classic Hall - Av. Agamenon Magalhaes, s/n - Olinda Ingressos: a partir de R$ 100, à venda na bilheteria do Classic Hall e no site Acesso Ticket.

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HOMENAGEADOS DITADURA

Universidade de Pernambuco celebra 59 anos com homenagens e lançamento de livro

Solenidade destaca a resistência durante a Ditadura Civil-Militar e anuncia programação para os 60 anos da instituição Nesta segunda-feira (25), a Universidade de Pernambuco (UPE) comemora seus 59 anos com uma solenidade especial no auditório Clélio Lemos, da Faculdade de Administração e Direito (Fcap), a partir das 9h. O evento incluirá o lançamento do livro “Universidade de Pernambuco: histórias, espacialidades, memórias e outras narrativas”, de Betânia da Mata Ribeiro Gomes, Carlos André Silva de Moura, Mariana Rabêlo Valença, Mário Ribeiro dos Santos e Sandra Simone Moraes de Araújo. A cerimônia também será marcada por homenagens aos servidores e estudantes da UPE perseguidos durante a Ditadura Civil-Militar no Brasil, com a entrega dos “Diplomas da resistência”. Entre os homenageados estão: Rosane Alves Rodrigues (In Memoriam), Enildo Galvão Carneiro Pessoa (In Memoriam), Francisco de Sales Gadelha de Oliveira (In Memoriam), Ilmar Pontual Peres (In Memoriam), Javan Seixas de Paiva (In Memoriam), José Almino Arraes de Alencar Pinheiro, José Luiz Oliveira (In Memoriam), José Romualdo Filho, Maria Zélia de Sousa Levy, Paulo Santos Carneiro, Rildege de Acioli Cavalcanti (In Memoriam) e Severino Vitorino de Lima. A programação inclui ainda o descerramento de uma placa em homenagem aos membros da comunidade acadêmica perseguidos pela ditadura, o anúncio da colocação dessa placa na Reitoria da universidade e a entrega das Medalhas de Mérito Universitário. Na ocasião, será apresentada a marca comemorativa dos 60 anos da UPE, que guiará as celebrações no próximo ano. O evento será transmitido ao vivo pelas redes sociais da UPE e é aberto ao público. A universidade convida todos a participarem desse momento histórico, reforçando seu compromisso com a memória, a história e a valorização da resistência democrática. Sobre o livro A obra "Universidade de Pernambuco: histórias, espacialidades, memórias e outras narrativas” é um marco na identidade da instituição e foi produzido por uma comissão interdisciplinar composta por professores de diferentes áreas da UPE: Betânia da Mata Ribeiro Gomes, docente da Faculdade de Enfermagem Nossa Senhora das Graças (FENSG-UPE), Carlos André Silva de Moura, Mário Ribeiro dos Santos e Sandra Simone Moraes de Araújo, do curso de História da UPE - Campus Mata Norte, além de Mariana Rabêlo Valença, docente do curso de Geografia da UPE - Campus Mata Norte. A comissão trabalhou ao longo de três anos, realizando pesquisas em diversos arquivos do Brasil, conduzindo entrevistas e coletando dados em todas as unidades da UPE, visando compreender e representar a diversidade da instituição. O evento de lançamento acontece no Auditório Clélio Lemos, da Faculdade de Administração e Direito da UPE, em celebração aos 59 anos da universidade.

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São Luiz (por Bruno Moury Fernandes)

É um ritual tão simples e, no entanto, misterioso: um piscar de luzes, um sussurro de vozes que se apagam, a tela que brilha e, de repente, estamos em outro tempo, outro lugar. Nas poltronas ao nosso lado, desconhecidos se tornam cúmplices silenciosos. Em algum momento, nossas respirações se alinham; nossos olhos, fixos na mesma narrativa, fazem parte de uma irmandade de estranhos, unida pelo encanto do cinema. Depois de um silêncio imposto por tempo e reformas, o São Luiz retorna, mais imponente, como uma joia esquecida num baú. E lá dentro está você que um dia viu de olhos arregalados a nave de ET sumir entre as estrelas no céu da infância. Essa tela gigante, que guardava o mistério de outras galáxias e as despedidas implacáveis dos grandes filmes, agora promete um reencontro. Lá está você assistindo aos Saltimbancos Trapalhões, segurando a mão de sua mãe, nesse que é um monumento da nossa cidade. As paredes falam, os lustres brilham e as poltronas vermelhas, alinhadas em respeitosa simetria, esperam pelas novas histórias e por quem queira ouvi-las. Lá, o Recife sonhou acordado, num pacto com o realismo mágico. Viu os heróis, os amores proibidos, os dramas épicos e as comédias que arrancavam risos e, por vezes, até mesmo “vaias poéticas”, como num teatro espontâneo da nossa cultura. Hoje, ao entrar no São Luiz reaberto, o coração do Recife talvez bata diferente. As luzes, os detalhes art déco, os ares de uma Hollywood nordestina misturada com o charme tropical e rebelde que só uma cidade como o Recife possui. E quando as primeiras imagens voltam a bailar na tela, a impressão é de que todos nós voltamos um pouco no tempo — talvez àquele instante em que ET embarcava em sua nave, deixando você e tantos outros com os olhos marejados e a promessa de que o cinema é, sim, um lugar onde a mágica acontece. Cinema não é apenas entretenimento. Aqueles que já foram tocados por ele sabem que é mais. O cinema é um portal, uma máquina do tempo, uma ponte entre mundos. E, no fim, talvez a mágica maior esteja em perceber que toda aquela fantasia que vimos na tela é, de certa forma, nossa própria realidade ampliada, iluminada. Então, chame sua mãe para assistir à próxima grande história projetada na tela do São Luiz, permita-se emocionar de novo. Quem sabe você reencontre aquela criança que chorou ao ver ET partir, mas que hoje, com um sorriso escondido, finge ter maturidade para não se emocionar, enquanto come pipoca, ao lado de quem lhe pariu. *Bruno Moury Fernandes é advogado e cronista, assina mensalmente a coluna Ninho de Palavras

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Oswaldo Montenegro 50 anos de carreira

Oswaldo Montenegro celebra 50 anos de carreira em show no Teatro Guararapes

Turnê revisita décadas de sucessos do cantor e compositor carioca, com inclusão e interatividade Oswaldo Montenegro sobe ao palco do Teatro Guararapes, em Olinda, hoje (22), às 21h30, para apresentar sua nova turnê comemorativa. O espetáculo marca os 50 anos de carreira do cantor e compositor carioca, trazendo um formato interativo que mescla música e projeções visuais. Durante o show, o público acompanha a trajetória de Oswaldo com imagens e histórias que contextualizam as origens de suas canções, enquanto ele se reveza entre instrumentos como violões de 6 e 12 cordas e piano. No repertório, clássicos como “Bandolins”, “A lista”, “Lua e flor” e as recém-lançadas “Lembrei de nós” e “O melhor da vida ainda vai acontecer” prometem emocionar a plateia. O show conta com a participação de Madalena Salles, flautista e parceira de longa data de Oswaldo, além do multi-instrumentista Alexandre Meu Rei. Com inclusão em foco, a apresentação terá intérpretes de Libras e audiodescrição, garantindo acessibilidade ao público. Com 45 álbuns, sete DVDs e quatro filmes como diretor e roteirista, Oswaldo Montenegro é um dos artistas mais versáteis da cultura brasileira. Suas peças musicais, como “Noturno” e “A dança dos signos”, alcançaram grande sucesso, consolidando-o como referência no teatro nacional. Além disso, suas composições foram gravadas por grandes nomes da MPB, reforçando seu impacto artístico ao longo das gerações. Serviço:Show de Oswaldo Montenegro – Celebrando 50 Anos de EstradaData: 22 de novembroHora: 21h30Local: Teatro Guararapes – Pernambuco Centro de Convenções (Av. Prof. Andrade Bezerra, S/N, Salgadinho, Olinda)Ingressos: entre R$80 e R$250, à venda no site www.cecontickets.com.br e nas bilheterias do teatro.

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Trilogia "Minicontos & Gracejos" de Joca Souza Leão chega ao Recife

Publicitário e escritor lança obra que une humor, política e literatura no Parque da Tamarineira O publicitário e cronista Joca Souza Leão lançará sua trilogia "Minicontos & Gracejos" no dia 28 de novembro, às 17h30, no Parque da Tamarineira, zona norte do Recife. Publicada pela editora Cubzac, a obra é composta por três minilivros com estilos e temas variados, unindo humor, criatividade e ousadia em uma experiência literária única. A trilogia apresenta volumes distintos, cada um identificado por uma capa colorida. O primeiro, de capa amarela, aborda temas como humor, política, questões sociais e amor. O segundo, com capa azul, traz textos curtos com até sete palavras. Já o terceiro volume, de capa vermelha, intitulado "Libidinosos e Safadinhos", explora minicontos mais ousados. O projeto gráfico é assinado por Ricardo Melo, com capas de João Souza Leão e coordenação editorial de Deborah Echeverria. Joca Souza Leão, conhecido por sua trajetória premiada na publicidade e por suas crônicas publicadas em jornais e antologias, traz em "Minicontos & Gracejos" uma nova proposta narrativa. Autor de obras como Pano rápido (2011) e Crônicas e 50 histórias miúdas (2016), ele reafirma seu talento para transformar temas cotidianos em textos marcantes e reflexivos. ServiçoLançamento da trilogia "Minicontos & Gracejos"Data: 28 de novembro de 2024Hora: 17h30Local: Parque da Tamarineira, zona norte do Recife.

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Festival Circo Preto leva arte e cultura às escolas públicas do Recife

Semana da consciência negra celebra ancestralidade com espetáculos gratuitos e programação diversificada Na Semana da Consciência Negra, o Festival Circo Preto - Negritude no Centro do Picadeiro chega às escolas públicas do Recife com apresentações circenses gratuitas que unem arte, cultura e ancestralidade. Pela primeira vez, as escolas se transformam em palcos para o evento, que busca valorizar a cultura afro-brasileira e formar novas plateias. A programação, que conta com o apoio da Secretaria de Cultura, Fundação de Cultura Cidade do Recife e Prefeitura do Recife, reúne espetáculos de Pernambuco, Paraíba e Minas Gerais até o dia 1º de dezembro. Nesta quinta-feira (21), as atividades começam na Escola Municipal João Pessoa Guerra, na Várzea, com o espetáculo "Um Curto-circuito de Risos!", do Palhaço Gambiarra (PE), prometendo diversão com números de malabarismo e equilíbrio. Às 16h, a Trupe Circuluz apresenta "Círculo Brincadeira" na Escola Santa Edwiges, em Afogados, explorando elementos das culturas afro-brasileira e indígena em uma narrativa lúdica. Na sexta-feira (22), a Escola Municipal Célia Arraes recebe o Palhaço Bam Bam, da Paraíba, com o espetáculo "Arara Azul", que combina música, mágica e interação com o público. No sábado (23), o Coletivo Ilusório, de Minas Gerais, apresenta "Intermitente" na Escola Pernambucana de Circo, às 18h, mesclando teatro de sombras e malabarismo. Encerrando o fim de semana, o Coletivo 3º Ato (PE) apresenta "Frevo na Ponta do Nariz" no domingo (24), às 16h, em Santo Amaro, com uma combinação de música ao vivo, palhaçaria e histórias sobre o frevo, exaltando a cultura pernambucana. ServiçoFestival Circo Preto - Negritude no Centro do PicadeiroPeríodo: 16 de novembro a 1º de dezembroEntrada: GratuitaInformações: Instagram do Festival

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