Cultura e história

laurentino gomes

Laurentino Gomes traz palestra sobre escravidão na Fundaj

Um dos mais importantes nomes na difusão contemporânea da História do Brasil, o escritor traz o terceiro volume da série “Escravidão” e relaciona seu conteúdo com os eventos da independência do Brasil. Será no dia 4 de agosto, às 17h, no Auditório Benício Dias/Cinema da Fundação As ações da Fundação Joaquim Nabuco em torno do Bicentenário da Independência do Brasil continuam no mês de agosto e recebem um convidado especial. O escritor Laurentino Gomes, uma das principais referências na difusão da História do Brasil, realizará a palestra “A escravidão e o seu legado no Brasil de hoje’ e lançará o terceiro volume da série de livros ‘Escravidão’. O evento está marcado para o dia 4 de agosto, realizado no Auditório Benício Dias/Cinema da Fundação, às 17h. A palestra será aberta ao público e contará com um intenso debate relacionando o término do momento colonial do país com a continuidade da estrutura econômica e social escravocrata, tanto a partir de 1822, como do volume III de Escravidão, cujo subtítulo da Independência do Brasil à Lei Áurea aponta essa dedicação sobre a questão durante o século XIX.  O volume III de Escravidão foi lançado neste ano e conta com mais de 500 páginas que abarcam as últimas sete décadas do período escravista do Brasil, dando sequência ao trabalho de Laurentino Gomes que começou a chegar ao público em 2019 com o primeiro volume da série. Ele mergulha no cenário da independência, pelos primeiro e segundo reinado, chegando nos movimentos abolicionistas e na assinatura da Lei Áurea, em 1888, quando o Brasil se tornou o último país da América a extinguir a escravidão.  Já 1822 volta às livrarias com uma edição especial,  no qual o autor se empenha em não só desmistificar todo o processo político que trouxe a Independência do Brasil, demonstrando como uma mistura de  sangue, sacrifício, acasos, improvisos e senso de oportunidades foram essenciais para os eventos marcantes daquele setembro histórico. A nova edição conta com ensaios dos historiadores Heloisa Murgel Starling, Jean Marcelo Carvalho França e Jurandir Malerba. Laurentino Gomes vem da cidade de Maringá, no Paraná, formado em Jornalismo pela Universidade Federal do Paraná. Venceu sete vezes o prêmio Jabuti, o mais importante da literatura nacional. Além de Escravidão e 1822, é autor dos livros 1808, sobre a fuga da família real portuguesa para o Brasil, 1889, sobre a Proclamação da República e Caminhos do Peregrino, escrito em coautoria com Osmar Ludovico da Silva. Seus trabalhos se notabilizaram por unir uma densa pesquisa historiográfica com um texto leve e fluído, se tornando uma das principais referências na difusão da história do Brasil.  Serviço;Palestra “A escravidão e o seu legado no Brasil de hoje”, com Laurentino Gomes Quinta-feira, 4 de agosto, às 17h. Auditório Benício Dias/Cinema da Fundação, Campus Gilberto Freyre, em Casa Forte Aberto ao público

Laurentino Gomes traz palestra sobre escravidão na Fundaj Read More »

Dom Helder e Tarcisio

A história de Tarcísio Pereira, o livreiro que conquistou o Recife

(Da Cepe) Tarcísio Pereira, o homem que na década de 1990 conduziu a maior livraria do Brasil, tem o seu perfil publicado pela Companhia Editora de Pernambuco (Cepe). O título foi escrito pelo jornalista Homero Fonseca e apresenta a trajetória do livreiro e da icônica Livro 7, inaugurada no Recife em 27 de julho de 1970 e fechada em 2000. O lançamento será às 19h de quarta-feira (27/07), no Paço do Frevo, localizado no Bairro do Recife, e remete à data de fundação da livraria. É aberto ao público, com apresentação de orquestra de frevo e homenagens de amigos. “Mesmo sem ter sido um criador de conteúdo, Tarcísio teve a maior importância na vida cultural de Pernambuco”, destaca Homero Fonseca, ao falar sobre a publicação Tarcísio Pereira – Todos os livros do mundo, da Cepe Editora. Ele nasceu em Natal (RN), migrou para o Recife com a família, ainda adolescente, e morreu em 25 de janeiro de 2021, aos 73 anos, por complicações da covid-19. Na capital pernambucana, também foi editor e atuou como superintendente de Marketing e Vendas da Cepe. A publicação, com 308 páginas, traz relatos de parentes, amigos, ex-funcionários e admiradores do livreiro, que se vestia de azul da cabeça aos pés. “O homem de azul se tornou a persona de Tarcísio, isto é, sua imagem pública. Uma imagem que começou espontaneamente, mas logo seria consolidada numa construção milimétrica. Um conjunto formado por vários elementos: gosto, comodidade, moda, superstição, marketing”, escreve Homero Fonseca num trecho do livro. O trabalho é o resultado de um ano de pesquisa e estudo, informa o autor, que optou por fazer um perfil biográfico, “com os rigores possíveis de uma biografia e toques de ensaio jornalístico.” No livro, ele resgata as origens da família de Tarcísio no interior do Rio Grande do Norte, os efeitos de ter sido criado numa casa com predominância feminina, o espírito agregador presente em toda a sua vida, a história da Livro 7, a vocação de mecenas do movimento cultural do Recife e a troça Nóis Sofre, Mas Nóis Goza, agremiação carnavalesca da livraria. “Antes de focar na trajetória pessoal de Tarcísio Pereira, havia a necessidade incontornável de mostrar o contexto da época. Contar a trajetória de Tarcísio é contar a história da Geração 68, da juventude que saiu às ruas no mundo para se expressar”, afirma Homero Fonseca. A livraria fundada no dia 27 do mês 7 de 1970 por Tarcísio Pereira – integrante dessa geração e supersticioso com o numeral 7 -, em plena ditadura militar no Brasil, logo se tornou “um canal de manifestação dessa juventude estudantil pela cultura”, diz ele. A Livro 7 surgiu num espaço exíguo no nº 286 da Rua Sete de Setembro, bairro da Boa Vista, Centro do Recife. “Era tão pequena e tão atulhada de livros que a gente entrava, escolhia um, saía para o corredor para poder tirar a carteira do bolso da bunda e voltava para pagar no caixa.” A descrição, reproduzida no livro, é do escritor e dramaturgo Hermilo Borba Filho (1917-1976). De 1974 a 1978 a Livro 7 funcionou no casarão 307 da mesma rua e de 1978 a 1998 ocupava um galpão de 1.200 metros quadrados no imóvel 329, sempre na Sete de Setembro. No Guinness Book, o livro dos recordes, apareceu como a maior livraria do Brasil de 1992 a 1996. Frequentada por intelectuais da direita e da esquerda, era reconhecida como ponto de encontro dos recifenses. “É célebre a tirada do deputado Ulysses Guimarães, num jantar após o lançamento do seu livro Rompendo o cerco: Em Pernambuco, não existem só dois partidos, o MDB e a Arena. Aqui há um terceiro partido: a Livro 7”, recorda Homero Fonseca numa passagem do livro. Ao traçar o perfil do livreiro, ele compartilha com os leitores histórias curiosas sobre a vida do menino e do jovem Tarcísio. Também aborda problemas que levaram à falência da livraria: planos econômicos implantados nos anos 1990, a decadência do Centro e a inadimplência de consumidores. “Era uma relação comercial de bodega a que estabeleci com os clientes”, reconhece Tarcísio Pereira, em entrevista concedida dois anos após o fim da Livro 7. Ele pretendia abrir uma livraria no Mercado da Torre, na Zona Oeste do Recife, mas morreu antes, diz Homero Fonseca. Serviço O que: Lançamento de Tarcísio Pereira – Todos os livros do mundo Quando: 27 de julho em evento aberto ao público Local: Paço do Frevo (Rua da Guia, s/n, Bairro do Recife) Hora: 19h Preço do livro: R$ 45 (impresso) e R$ 18 (e-book) Trecho do poema Saga de um semeador, de Marcelo Mário de Melo, publicado no livro Ele juntou sete sonhos e plantou dentro de um livro numa manhã de setembro. Depois de sete semanas brotaram sete mil frutos. E continuou plantando. Sua vida virou livros em ciranda e carnaval com sete orquestras tocando. 

A história de Tarcísio Pereira, o livreiro que conquistou o Recife Read More »

espetaculo serra talhada

Serra Talhada vai receber o espetáculo O Massacre de Angico – A Morte de Lampião

As apresentações serão entre os dias 27 e 31 de julho, sempre às 20h, na Estação do Forró O espetáculo teatral O Massacre de Angico – A Morte de Lampião foi exibido pela primeira vez há 10 anos e está mais uma vez na programação do Tributo a Virgolino – A celebração do Cangaço, evento promovido pela Fundação Cabras de Lampião, e que vai ser realizado entre os próximos dias 27 e 31 de julho. A peça, voltada para toda a família, vai acontecer em todos os dias do evento, sempre às 20h, na Estação do Forró em Serra Talhada. A entrada é gratuita e a expectativa é que mais de 50 mil pessoas confiram o trabalho ao longo dos cinco dias.  O Massacre de Angico – A Morte de Lampião relembra o encontro entre os militares do governo Getulista e os cangaceiros liderados por Lampião e Maria Bonita. O casal e outros nove integrantes do bando foram mortos no dia 28 de julho de 1938, na grota de Angico, em Sergipe, o que praticamente pôs fim a Era do Cangaço. O texto dramatúrgico foi escrito pelo pesquisador do Cangaço, Anildomá Willans de Souza, natural de Serra Talhada, mesma cidade onde Virgolino Ferreira da Silva, o Lampião, nasceu, e onde a peça será encenada. Para Anildomá, o “molho” que rege toda esta história é o perfil apresentado do homem, símbolo do Cangaço, visto por um viés bem mais humano. “Mostraremos ao público um Lampião apaixonado, que sente medo, que é afetuoso, e que não representa somente a guerra travada contra os coronéis e fazendeiros, contra a polícia e toda estrutura de poder. Vamos mostrar o homem que amava as poesias e sua gente”, revela o autor. Com o lema “O Maior Espetáculo ao Ar Livre do Sertão Nordestino”, O Massacre de Angico – A Morte de Lampião conta com 30 atores, 70 figurantes, além de 40 profissionais na equipe técnica e administrativa. A direção é de Izaltino Caetano, mestre responsável por grandes produções teatrais ao livre em Pernambuco.  No elenco, atores de Serra Talhada, e também do Recife, de Limoeiro e de Olinda, além da atriz/cantora Roberta Aureliano, que interpreta Maria Bonita e é natural de Maceió, Alagoas, mas passou toda a infância em Serra Talhada. O ator e dançarino, Karl Marx, vive o protagonista Lampião.  “A responsabilidade é grande porque trata-se de uma personagem que mexe com a imaginação das pessoas, que influenciou a cultura popular sertaneja, os valores morais e até o modo de viver do nosso povo. Para mim, que sou da terra de Lampião, que nasci e me criei ouvindo histórias sobre esses homens que escreveram nossa história com chumbo, suor e sangue, me sinto feliz e orgulhoso pela oportunidade de revelar seu lado humano, suas emoções, seus medos e todos os elementos que o transformaram nessa figura mítica”, declarou Karl Marx . “Este trabalho é mais do que um desafio profissional. É quase uma missão de vida, ainda mais quando se trata de Cangaço, tema polêmico que gera divergências, contradições e até preconceitos”, acrescentou ele. Trata-se de uma realização da Fundação Cultural Cabras de Lampião, com incentivo do FUNCULTURA/Secretaria de Cultura/Governo do Estado de Pernambuco e Prefeitura Municipal de Serra Talhada, além de diversas empresas locais. A montagem teve a sua estreia em julho de 2012. História – O espetáculo reconta a vida do Rei do Cangaço, Lampião, desde o desentendimento inicial de sua família com o vizinho fazendeiro, Zé Saturnino, ainda em Serra Talhada, até a sua morte. Na história, para evitar uma tragédia, o pai, Zé Ferreira, fugiu com os filhos para Alagoas, mas acabou sendo assassinado por vingança. Revoltados e querendo fazer justiça com as próprias mãos, Virgolino Ferreira da Silva e seus irmãos entregaram-se ao Cangaço, movimento que deixou políticos, coronéis e fazendeiros apavorados nas décadas de 1920 e 1930 no Nordeste. Temidos por uns e idolatrados por outros, os cangaceiros serviram como denunciantes das péssimas condições sociais da época.ResponderResponder a todosEncaminharVA

Serra Talhada vai receber o espetáculo O Massacre de Angico – A Morte de Lampião Read More »

capa trovas

Trovas: do drama ao riso

*Por Paulo Caldas  Há quem supõe que o gênero trova perdeu espaço na literatura desde quando Aldemar Tavares, pernambucano de Goiana, fora considerado o príncipe dos trovadores brasileiros. Contudo, a I Antologia Seção Recife da União Brasileira de Trovadores (UBT) afoga essa ideia. A publicação, organizada por Madalena Castro e Giselda Pereira, chegou no dorso das águas benfazejas dos rios e traz a predominância de trovadoras entre os participantes.  O modo intimista prevalece em amplo espectro. O manuseio de técnicas, o jeito gracioso e o conteúdo brotam dos sentimentos dos trovadores e emergem tanto no drama quanto no riso. Nascida nas fontes da nobreza na Idade Média, a trova inundou a península ibérica e conquistou o universo latino quando seus rebentos eram conhecidos por “cantigas”, irrigados por instrumentos musicais e apelos ao amor, à sátira e às queixas.  A trova, em si, é farta de reflexões líricas contemplativas, aqui navegadas por veteranas do porte de Domitilla Borges Beltrame e Vilma Cunha, assim como por novas caras das talentosas Ana Pottes e Ana Paula Almeida, além do bendito dentre as mulheres, o conhecido Alberto Valença Lima. A publicação tem a diagramação assinada por Ana Cristina Souza Castro, revisão de Alberto Valença de Lima e a produção editorial da Editora Nova Presença. Os exemplares podem ser adquiridos pelo e-mail madalenacastro@hotmail.com. *Paulo Caldas é Escritor 

Trovas: do drama ao riso Read More »

duopessoadasilva divulgacao

Virtuosi na Serra chega à 16ª edição no Festival de Inverno de Garanhuns

Dez concertos estão na programação de 26 a 30 de julho, na Igreja de Santo Antônio. Dia 31, FIG homenageia criador do Virtuosi, maestro Rafael Garcia, com apresentação de Edson Cordeiro e Orquestra Jovem de Pernambuco no palco principal do evento Após dois anos, o Festival de Inverno de Garanhuns retoma sua programação — e o Virtuosi na Serra, como parte da agenda do 30º FIG, volta ao Agreste, agora na 16ª edição, com seu propósito de popularizar a música erudita. Os concertos acontecem de 26 a 30 de julho, com apresentações diárias às 16h e às 21h, na Igreja de Santo Antônio. E dia 31, às 20h, no polo principal do FIG (Palco Mestre Dominguinhos), quando o festival rende homenagem ao criador do Virtuosi, maestro Rafael Garcia, falecido em outubro do ano passado. A noite especial contará com o mais célebre contratenor brasileiro, Edson Cordeiro, que estará acompanhado da Orquestra Jovem de Pernambuco e do pianista Antonio Vaz Leme, sob a regência do Maestro Nilson Galvão. É a Rafael Garcia, inclusive, que este Virtuosi na Serra é dedicado, como diz Ana Lúcia Altino, que este ano assume a direção do festival de música de câmara. “A programação teve minha curadoria, desta vez sozinha, sem meu companheiro de vida e de trabalho. Serão 11 concertos em seis dias, enfatizando a música brasileira. Teremos atrações que já pisaram na catedral de Santo Antônio, como o Duo Gastesi-Bezerra. E muitas inéditas: Ensemble Barroco Sonoro Ofício e Ensemble Vocal Cantamus; as pianistas Maria Teresa Madeira e Vera Astrachan; a violinista Elisa Fukuda; o percussionista Felipe Reznik; e o Duo Pessoa e Silva, além de darmos espaço para uma nova geração de artistas pernambucanos. E dia 31, homenageando o maestro Rafael Garcia, um lindo concerto com a Orquestra Jovem de Pernambuco, que ele tanto amou, com o cantor Edson Cordeiro”, comenta Altino, citando que Garcia foi criador e regente da orquestra desde 1985. ABERTURA, DIA 26, TERÇA-FEIRA – A abertura do 16º Virtuosi na Serra, dia 26, às 16h, será com um representante dos novos talentosos instrumentistas pernambucanos. O violinista recifense Gilson Filho, que iniciou seus estudos de violino no projeto de música na comunidade do Alto do Céu e hoje trabalha com grandes maestros brasileiros e internacionais, apresentará um programa de obras virtuosísticas para violino solo. Bacharel em Artes pela Nicholls State University e mestre em performance pela University of New Mexico, foi violinista da Orquestra Sinfônica da Bahia e Spalla da YOBA (Orquestra Sinfônica Juvenil da Bahia). Atuou como coordenador pedagógico do projeto Criança Cidadã, do Coque, e hoje é professor de violino da classe avançada do projeto. Às 21h, o Duo Gastesi-Bezerra, formado pelos pianistas Estibaliz Gastesi (Espanha) e Márcio Bezerra (natural de Garanhuns), sobe ao palco da catedral com um programa para piano a quatro mãos. Renomado internacionalmente, traz repertório caracterizado pela variedade de obras tradicional e contemporânea. Responsável pela encomenda de mais de 20 obras a compositores renomados, o duo recebeu os concorridos “Encore Grant”, do Fórum de Compositores Americanos, e o “Gene Gutchë Performance Incentive Fund”, concedido pelo Schubert Club. Seu CD de estreia, “4on1”, recebeu elogios da crítica especializada tanto pelo repertório como pela qualidade da interpretação. O Duo Gastesi-Bezerra é duo pianístico em residência da Universidade Palm Beach Atlantic. DIA 27, QUARTA-FEIRA – Às 16h, o Ensemble Barroco Sonoro Ofício apresenta o programa “O Barroco Musical e suas Fronteiras”. Gleice Vieira (soprano), Luiz Kleber Queiroz (baritono), Anderson Rodrigues (flauta), Sérgio Dias (flauta), Maria Aída Barroso (cravo) e Solange Coelho (fagote) apresentam obras de Henry Purcell, Arcangelo Corelli e G. Batista Bononcini. Formado por músicos especializados em música barroca do cenário nordestino, o conjunto foi criado em 2010, com direção artística do maestro Sérgio Dias. Sempre constituído por um grupo variável de instrumentos, passando por violinos barrocos, guitarra antiga, flautas, oboés, metais e percussão, o grupo se dedica à interpretação de repertório que se estende do século 17 às obras contemporâneas. O Duo Piano & Panela, com a pianista Maria Teresa Madeira e o percussionista Felipe Reznick, fecha a programação do dia 27, às 21h. O conjunto explora a música brasileira para criar uma identidade sonora com diversos timbres e variados ritmos, como choro, marcha, ciranda e coco. O repertório, com arranjos sofisticados feitos pelos dois músicos, conta com obras contrastantes para melhor identificação de cada um dos estilos apresentados, criando assim uma nova sonoridade para músicas já conhecidas como “Ó Abre Alas”, de Chiquinha Gonzaga e “O Trenzinho do Caipira”, de Villa-Lobos. DIA 28, QUINTA-FEIRA – Abrindo a agenda, às 16h, tem violão e bandolim com o Duo Pessoa da Silva, formado pelos músicos pernambucanos Carlos Alberto da Silva (violão e bandolim) e João Paulo Pessoa (violão). Com repertório variado, mesclam valores eruditos e elementos populares de culturas diversas. Na primeira parte do programa, composições de Bach e Scarlatti; na segunda, autores da América Latina, como Astor Piazzolla, Egberto Gismonti e Chico Buarque. Já às 21h, sobe ao palco o duo violino e piano formado pela violinista Elisa Fukuda e pela pianista Vera Astrachan. O repertório contempla Mozart (Sonata nº32, em si bemol maior) e Beethoven (Sonata nº 5 em fá maior, Op.24, Primavera). Poucas parcerias de música de câmara no Brasil possuem a duração, consistência e trajetória delas, juntas há 30 anos. Primeiro Prêmio de Virtuosidade do Conservatório de Genebra, Elisa Fukuda se apresentou nas mais importantes salas de concerto do Brasil e Europa, destacando-se os solos com a Orchestre George Enescu de Bucarest e a Orquestra de Câmara de Moscou. Vera Astrachan recebeu o Primeiro Prêmio no Concurso Backhaus e no Concurso Jeunesses Musicales (Berlim), além do Prêmio da Associação Paulista dos Críticos de Arte. Apresentou-se em inúmeras cidades europeias e norte-americanas. Exerce atividade didática, sendo convidada para master classes e júri de importantes concursos. DIA 29, SEXTA-FEIRA – O Virtuosi na Serra dá novo espaço para jovens artistas de Pernambuco na sessão das 16h. Desta vez com Raquel Paz (viola) e Rodrigo Prado (cello), selecionados na convocatória do Virtuosi Brasil para abrirem

Virtuosi na Serra chega à 16ª edição no Festival de Inverno de Garanhuns Read More »

Lore espetaculo

Espetáculo “Loré” faz sua primeira temporada no Hermilo Borba Filho

Apresentações acontecem nas sextas, sábados e domingo desta segunda quinzena de julho, indo desta sexta (22/07) até 31/07 Após circular por festivais pernambucanos de teatro, o espetáculo “Loré” cumpre sua primeira temporada no Recife. O monólogo com o ator pernambucano Plínio Maciel fica em cartaz no Teatro Hermilo Borba Filho durante os dois últimos fins de semana de julho – sextas e sábados (22, 23, 29 e 30/07), às 19h30, e domingos (24 e 31/07), às 16h. No espetáculo, Plínio traz para a cena histórias que marcaram sua ancestralidade, falando sobre pertencimento e fé. Com saudosismo e bom humor, o ator, ora narrador, ora personagem, encena e conta causos engraçados sobre seus avós na cidade de Surubim, no Agreste pernambucano, onde nasceu. Através da contação, o público revive o imaginário dos avós do Nordeste e de paisagens interioranas como a feira do Loré, em Surubim, que dá nome ao espetáculo. Realizado pela produtora Noz Produz, “Loré” estreou em formato virtual através da Lei Aldir Blanc 2020. Depois de circular pelas telas do YouTube, o espetáculo finalmente chega aos palcos de Pernambuco em novembro de 2021, na Mostra de Artes do Sesc Ler Surubim. Em 2022, “Loré” integrou a grade do Trema Festival e do Janeiro de Grandes Espetáculos – no qual ganhou o Prêmio JGE Copergás de melhor direção para Rogério Wanderley – e pela primeira vez entra em temporada no Recife. Os ingressos para a primeira temporada de “Loré” podem ser comprados na bilheteria do teatro, nos dias e horários de apresentação, ou de forma antecipada pelo Sympla, pelo valor de R$ 30 (inteira) e R$ 15 (meia entrada). Mais informações no Instagram @nozproduz. SERVIÇO:Espetáculo “Loré” – Temporada Julho 2022Sextas e sábados (22, 23, 29 e 30/07), às 19h30Domingo (24 e 31/07), às 16hTeatro Hermilo Borba Filho (Cais do Apolo, 142 – Bairro do Recife)Ingressos: R$ 30 inteira / R$ 15 meiaVendas antecipadas pelo Sympla:Mais informações: Instagram @nozproduz

Espetáculo “Loré” faz sua primeira temporada no Hermilo Borba Filho Read More »

orquestra cc

Orquestra Jovem Criança Cidadã comemora 16 anos com “orquestra gigante” no Instituto Ricardo Brennand

Gratuita, a apresentação presta homenagem à amplitude do projeto que, desde 2006, resgata e profissionaliza crianças e jovens de comunidades em Recife e região (Da Coordenação de Comunicação) Os dezesseis anos da Orquestra Criança Cidadã serão comemorados como devem ser: com uma reverência à história das artes. Essa é uma parte do conceito que circunda o Concerto Oficial de Aniversário do projeto, que será realizado no próximo dia 23, no Instituto Ricardo Brennand, às 15h30, com entrada gratuita. Desta vez, a história da própria Orquestra é revelada pelo seu tamanho: em sua maior formação até agora, com 90 músicos, a Criança Cidadã deve se apresentar com todos os alunos de seu grupo principal, a Orquestra Jovem, junto a professores e músicos convidados da Orquestra Infantojuvenil. “Quero muito que façamos uma grande celebração, com todo mundo de todas as equipes, para que todos vejam como o projeto é extenso”, explica o maestro titular, José Renato Accioly. “Neste aniversário, quero juntar todo mundo e trazer do motorista ao coordenador geral, das auxiliares de limpeza ao soldado que nos ajuda”, reforça. O espetáculo, programado para acontecer na Galeria do Instituto que expõe arte de todo o mundo, possui um repertório que deve causar o mesmo efeito: o concerto se inicia com a Bachianas Brasileiras n° 4, de Heitor Villa-Lobos (1887-1959); as Três peças nordestinas, de Clóvis Pereira, que completou 90 anos em maio passado, e, como encerramento, a Suíte sinfônica nº 1 da ópera Carmen, do compositor francês Georges Bizet (1838-1875). Este também será o segundo concerto de aniversário que Accioly rege, contando com o especial gravado em 2021 para as comemorações de 15 anos, mas a primeira como maestro titular, e ao vivo e aberto ao público. “Da outra vez fizemos uma gravação também no Instituto Ricardo Brennand, mas sentimos muito: não há nada como ter público. A gente faz isso para eles”, afirma. Finalizando a programação de concertos de aniversário, no próximo dia 31 a Orquestra Criança Cidadã deverá se apresentar na Galeria 1 da Caixa Cultural Recife, às 15h30, em um concerto também gratuito, repetindo o repertório tocado no Instituto Ricardo Brennand. O calendário completo de concertos da Orquestra Criança Cidadã neste ano está disponível no site do projeto: http://orquestracriancacidada.org.br/concertos. A Orquestra Criança Cidadã é um projeto social incentivado pelo Ministério do Turismo, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, e que conta com realização da Funarte e patrocínio máster da Caixa Econômica Federal.

Orquestra Jovem Criança Cidadã comemora 16 anos com “orquestra gigante” no Instituto Ricardo Brennand Read More »

perfil Raiza Hanna

Poesia: Raíza Hanna Milfont persegue os caminhos do imaginário entre a serpente e o feminino

A escritora, professora e pesquisadora em literatura e feminismo Raíza Hanna Milfont lança seu primeiro livro autoral de poemas intitulado Sol a pino, o livro persegue os caminhos do imaginário relacionado à figura da cobra e da mulher, buscando trabalhar com a construção social relacionada ao feminino, à traição, ao pecado original e à independência e autonomia das mulheres. O livro é uma publicação da editora Castanha Mecânica, e tem encadernação especial, que se desdobra em um pôster ilustrado pela artista plástica Geisiara Lima. Sol a pino recebe encadernação artesanal pela editora, e a própria autora participa do processo de artesania dos livros. O poemário já está na pré-venda e pode ser adquirido pelo linktr.ee da editora Castanha Mecânica ou ainda pelo link a seguir: https://form.jotform.com/221765550344657. Confira alguns poemas do livro: – o perdão me pesa às costas me afunda enquanto rastejo perdoar característica feminina dizem dói perdoar por mais que seja um respiro de alívio dizem dor outra característica feminina dizem sigo então sob esse peso perdoo nem sempre a mim mas aos outros – troco minha pele de novo foram tantas as vezes que não saberia contar a todos os homens que amei me doei bordei no tecido do meu corpo seus nomes pele a pele me vi suturada ao acabar tento me descosturar mas o fio é apertado  demais para soltar então arranco tudo e fico em carne viva

Poesia: Raíza Hanna Milfont persegue os caminhos do imaginário entre a serpente e o feminino Read More »

Recife 500 Anos

Cepe Editora apresenta a coleção Recife 500 anos

A iniciativa tem como parceiros a Prefeitura do Recife, UFPE e Observatório do Recife. Quatro primeiros títulos serão lançados na próxima sexta-feira (15) O Recife será a primeira capital de estado brasileira a comemorar cinco séculos de fundação, em 12 de março de 2037, e a data é marcada por ampla proposta de transformação da cidade elaborada por arquitetos e urbanistas. Um novo modelo desenhado para seus 219 quilômetros quadrados, ancorado no desenvolvimento sustentável, está documentado na coleção Recife 500 Anos, projeto da Companhia Editora de Pernambuco (Cepe), Prefeitura do Recife, Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e Observatório do Recife, com  lançamento em 15 de julho, às 15h, no auditório Brum do Centro de Convenções de Pernambuco, em Olinda. No lançamento, a presidente da Associação Brasileira de Arquitetos Paisagistas (ABAP), Luciana Schenk fará palestra sobre um dos livros que compõem a coleção, o Recife Exchanges Amsterdam, Holland, Netherlands: Intercâmbio internacional para reinventar a cidade. Participam da mesa do evento o presidente da Cepe, Ricardo Leitão; o reitor da UFPE, Alfredo Gomes; o prefeito do Recife, João Campos; o coordenador da Coleção Recife 500 Anos, Roberto Montezuma; e o coordenador do Observatório do Recife, Francisco Cunha. Os títulos da coleção estarão disponíveis para download gratuito no site Acervo Cepe (www.acervocepe.com.br) Cerca de 70 pesquisadores trabalharam na produção dos 12 livros que compõem a coleção, a ser publicada ao longo de 2022. Os quatro primeiros volumes são: Parque Capibaribe: A reinvenção do Recife Cidade Parque; Recife drenagem urbana: Entre rios e o mar, caminhos e descaminhos das águas na cidade; Recife 500 anos: Estratégias para construir a cidade do futuro e Recife Exchanges Amsterdam, Holland, Netherlands: Intercâmbio internacional para reinventar a cidade. Em edição bilíngue (português-inglês), a série não será comercializada e será distribuída pela Prefeitura do Recife. A coleção integra o Plano Recife 500 anos, que se tornou a base de um projeto de cidade, fruto de convênio entre a prefeitura e a UFPE, em consonância com a Nova Agenda Urbana da ONU-Habitat. A história da criação do plano remonta ao primeiro intercâmbio Recife Exchange Amsterdã, uma iniciativa do Governo dos Países Baixos, em parceria com o Itamaraty, quando um grupo de arquitetos holandeses visitou o Recife em 2011. A intenção era homenagear os 100 anos da imigração oficial da Holanda para o Brasil e para as Américas, iniciada em 1911. “Era preciso pensar o Recife de forma holística. Essa planície molhada foi muito aterrada e tinha mudado. Hoje há o Recife Metropolitano, com 1,6 milhão de habitantes e o Recife Metrópole com cerca de 4 milhões de habitantes, muito diferente daquele Recife holandês (sede da Companhia das Índias Ocidentais no Brasil, de 1630 a 1654)”, analisa o arquiteto e urbanista Roberto Montezuma, coordenador acadêmico do projeto. A coleção Recife 500 Anos, diz ele, é quase um manifesto. “O planejamento da cidade está em xeque. A cidade precisa se reinventar, o planeta também. Tudo tem que entrar num processo de reestruturação. O Plano Recife 500 Anos, assinado pela Aries (Agência Recife para Inovação e Estratégia, do Porto Digital) está alinhado com todas essas inquietações locais e globais”, diz o arquiteto e urbanista. PRIMEIROS TÍTULOS DA COLEÇÃO O livro Recife 500 Anos traça estratégias para nortear o desenvolvimento da cidade, a médio e longo prazos, e funciona como um guia para o poder público e a sociedade. Na publicação, de 185 páginas, os pesquisadores mostram caminhos para a capital pernambucana chegar a 2037 mais inclusiva, conectada e sustentável. Lançado em 2019 pela Secretaria de Planejamento Urbano do Recife e a Aries-Porto Digital, o livro é reapresentado pela Cepe Editora numa segunda versão ampliada e atualizada. Para ser inclusiva, a cidade terá de ofertar uma educação pública de qualidade que permita redução da pobreza e igualdade de oportunidades sem distinções. Para ser conectada, precisa estar dotada de vasta rede de fibra óptica, além de fazer uso, em larga escala, dos recursos da Internet das Coisas. E, para ser sustentável, deverá desenvolver economia de baixo carbono, com mais geração e distribuição de energia solar, redução do consumo de combustíveis fósseis e aumento da cobertura vegetal. Em Parque Capibaribe – A reinvenção do Recife Cidade Parque, as propostas são detalhadas em 328 páginas ilustradas com fotos. O  título traz como desafios para a cidade a revitalização das margens do Rio Capibaribe, o aumento da área verde e a articulação de corredores ambientais que possam reduzir a temperatura, diminuir a emissão de gás carbônico e criar mais espaços de lazer. É organizado pelos arquitetos Circe Monteiro, Luiz Vieira e Roberto Montezuma, que avaliam a configuração atual e futura da cidade, e prefaciado pelo prefeito do Recife, João Campos. Produto de três eventos que resultaram num trabalho colaborativo entre arquitetos da UFPE e da Holanda, Recife Exchanges Amsterdam, Holland, Netherlands: Intercâmbio internacional para reinventar a cidade foi organizado pelos arquitetos Roberto Montezuma, Fabiano Diniz, Luiz Vieira, José Evandro Henriques e Mila Avellar. Com 318 páginas, traz propostas para melhorar o uso dos cursos d’água (rios e canais) e dos manguezais, para ampliação de áreas verdes e para a criação de um sistema de transporte intermodal integrado (bicicleta, BRT, teleférico, barco, metrô) que permita a conexão entre parques, com ruas arborizadas. Tudo apoiado na experiência da Holanda com despoluição de canais e recuperação de margens de cursos d’água. Recife drenagem urbana – entre rios e o mar, caminhos e descaminhos das águas na cidade, título organizado  pelo engenheiro civil e professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPE Ronald Vasconcelos, aborda  um dos mais sensíveis desafios: a convivência e o manejo das águas pluviais. Banhada pelo Oceano Atlântico, cortada por oito bacias de rios, situada, em parte, no nível do mar e contando com 99 canais, o Recife ocupa a 16ª posição no ranking das cidades mais vulneráveis à mudança climática no mundo devido ao avanço do nível do mar de acordo com o Painel Intergovernamental sobre Mudanças Climáticas (IPCC). Soma-se a isso o fato dela ser a capital do estado que possui a maior taxa

Cepe Editora apresenta a coleção Recife 500 anos Read More »

Frame CorDePele CinePE ItauCulturalPlay 2

Filmes apresentados no Cine PE Festival do Audiovisual estreiam na Itaú Cultural Play 

Com oito produções, entre documentários e ficções, a plataforma do cinema brasileiro do Itaú Cultural passa a contar com obras premiadas nas edições de 2018 a 2021 no festival de cinema pernambucano. Protagonismo feminino, dificuldades de viver na seca do sertão e o sentimento de orgulho pela cultura popular local são alguns  dos temas dessa seleção que marca o movimento audiovisual de Pernambuco.  A Itaú Cultural Play acrescentou em seu catálogo uma seleção especial com produções apresentadas nas últimas três edições do Cine PE Festival do Audiovisual, um dos mais tradicionais festivais de cinema do país. Com curadoria do próprio festival, foram selecionados sete documentários e uma ficção, que têm como tema principal a atualidade e diversidade cultural do estado de Pernambuco. Entre os destaques, dois filmes de 2018 dirigidos por mulheres: o curta-metragem Cor de Pele, de Livia Perini Borjaille, premiado na edição daquele ano do festival, e Entremarés, de Anna Andrade, produção que reforça o protagonismo feminino na manutenção da Ilha de Deus, um dos maiores manguezais do mundo.  O acesso à plataforma de streaming Itaú Cultural Play é gratuito e acessível para dispositivos móveis IOS e Android, e pode ser acessada pelo site www.itauculturalplay.com.br.  Com 20 prêmios em festivais nacionais e interacionais, entre eles o de melhor documentário no Festival Internacional de Curtas de Boston (EUA), Festival de Cinema de São Paulo e o Cine PE, em Cor de Pele se destaca pela leveza com que Livia retrata os dilemas de seu personagem e seu desejo de superar o preconceito. A história acompanha a narrativa de Kauan, um jovem de 11 anos que tem dois irmãos albinos, assim como ele, e outros três negros, como seus pais. Com bom humor e desenvoltura, o simpático garoto conta o seu cotidiano e de sua família na cidade de Olinda, um reduto da cultura negra em Pernambuco.  Documentário que volta a integrar à programação da Itaú Cultural Play, Entremarés mostra um olhar sensível de Anna sobre a rotina e experiências de um grupo de mulheres que depende da pesca para sobreviver na Ilha de Deus, região periférica de Recife. Premiado internacionalmente no Bucharest ShortCut Cinefest – Bucharest, da Romênia, e no Festival de Cinema Ciudad de México, o filme descreve a relação dessas mulheres com os ciclos da natureza local, a força das águas e marés, e sua luta cotidiana pela preservação da ilha.    No documentário Nós, que ficamos, de 2020, o cineasta Eduardo Monteiro destaca as belezas do sertão pernambucano ao mostrar a história de quatro famílias que resistem à seca, o desmatamento e à especulação imobiliária. Baseados em tradições ancestrais e na esperança por dias melhores, os moradores locais se mobilizam para não saírem de suas terras, que foram dominadas pelas minas de pedras de gesso e com a implantação de um parque eólico na região em que vivem.   Em Pega-se facção, também de 2020, a diretora Thaís Braga mostra como a costura domiciliar se tornou uma alternativa de sobrevivência nos períodos de seca na zona rural entre Caruaru e Toritama, no Agreste pernambucano. O som incessante das máquinas de costura faz as vezes de trilha sonora e aproxima o espectador da dura realidade das costureiras. O protagonismo feminino desse sensível documentário, narrado em primeira pessoa, é visto na tela e também nos bastidores, já que toda a equipe de filmagem é formada por mulheres.  Com direção de Tauana Uchôa, Cozinheiras de Terreiro (2020) expande a compreensão sobre a cultura das religiões afro-brasileiras sob a ótica das mulheres, com destaque para depoimentos das labassês, conhecidas como mães de cozinha. Essas mulheres são responsáveis pelo preparo dos alimentos sagrados destas religiões e ainda cumprem uma tripla jornada de atividades, que incluem o trabalho dentro e fora de suas casas e nos terreiros.  No curta-metragem Dona Dóra. A mística do boi, realizado em 2020 por Adalberto Oliveira, uma série de entrevistas e cenas captadas durante o carnaval de Camaragibe registram a beleza do Boi Rubro Negro. Trata-se de uma brincadeira de rua, criada na década de 1960 e que segue animando o espaço público da cidade pernambucana entre saberes tradicionais e a fé da comunidade. O filme reforça, também, o amor do povo por Dona Dóra, fundadora do bloco, e o envolvimento de todos na produção da festa, a exemplo do trabalho voluntário das costureiras que tecem as roupas dos brincantes.  Em Eu.Tempo (2019), a diretora Thaíse Moura interage com o seu próprio filme fazendo intervenções como narradora, personagem e entrevistadora, a partir de suas próprias memórias afetivas na casa da avó. O documentário se estende à casa dos entrevistados participantes, criando um ambiente de intimidade com o espectador. Com reflexões sobre a passagem do tempo e suas diferentes formas de senti-la, o enredo da história dialoga com as ideias de um historiador que investiga a percepção desse tempo na sociedade desde a Revolução Industrial.   A trilha sonora e a noite underground do Recife nos últimos anos ganham destaque em Playlist (2020),comédia dirigida por Pedro Melo. Na história, um rapaz conta com ajuda dos companheiros de apartamento para reconquistar sua ex-namorada. Com uma seleção de músicas que trazem nomes como Reginaldo Rossi, Bob Marley, Duda Beat, Potyguara Bardo, entre outros, eles criam uma playlist especial em homenagem a ela. Porém, nem tudo sai como planejado.  SERVIÇO:  Itaú Cultural PlayMostra Cine PE A partir de 15 de julho de 2022   Em www.itauculturalplay.com.br   Nós, que ficamos (2020)  De Eduardo Monteiro  Duração: 71 min  Classificação indicativa: 10 anos (medo)Cozinheiras de Terreiro (2020)  De Tauana Uchôa  Duração: 16 min  Classificação indicativa: LivreEntremarés – reestreia (2018)  De Anna Andrade  Duração: 20 min  Classificação indicativa: 12 anos (Drogas lícitas)Pega-se Facção (2020)  De Thaís Braga  Duração: 12 min  Classificação indicativa: 10 anos (Drogas lícitas, violência e linguagem imprópria)Eu.Tempo (2019)  De Thaíse Moura  Duração: 18 min  Classificação indicativa: 10 anos (Drogas lícitas, violência e linguagem imprópria)Cor de Pele (2018)  De Livia Perini Borjaille  Duração: 14 min  Classificação indicativa 10 anos (Linguagem imprópria)Dona Dóra. A Mística do Boi (2021)  De Adalberto Oliveira  Duração: 12 min  Classificação indicativa: Livre  Playlist (2020)  De Pedro Melo  Duração: 17 min  Classificação indicativa: 12 anos (Drogas lícitas, linguagem imprópria e medo) 

Filmes apresentados no Cine PE Festival do Audiovisual estreiam na Itaú Cultural Play  Read More »