Cultura e história

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O Poste: 21 anos de contracolonização e fortalecimento do Teatro Negro em Pernambuco

Grupo fundado mantém pesquisa em matriz afroindígena, forma novas gerações e amplia circulação nacional e internacional com linguagem cênica própria. *Por Rafael Dantas O que começou como um grupo especializado em iluminação cênica se transformou, ao longo de duas décadas, em um dos mais importantes núcleos de teatro negro, pesquisa artística e formação de jovens no Recife. Criado em 2004, o Grupo O Poste Soluções Luminosas hoje é empresa formalizada, escola, espaço cultural e referência de ações afirmativas no campo das artes. Fundado por Naná Sodré, atriz, diretora, pesquisadora e professora de Artes Cênicas da UFPE, o grupo desenvolve uma pesquisa continuada de matriz afroindígena e sustenta práticas cênicas que deslocam o eurocentrismo de suas estruturas. Da luz à cena: uma transição natural Quando surgiu, o Poste realizava projetos de iluminação de espetáculos. Montava refletores, acompanhava ensaios, dialogava com equipes de figurino e maquiagem. Mas, como lembra Naná Sodré, a vocação artística do grupo já apontava para outro caminho. A partir de 2008, o coletivo assume definitivamente sua identidade como grupo de teatro de pesquisa, ampliando repertórios, métodos e linguagens. Hoje, o grupo desenvolve dramaturgia, direção, sonoplastia, dança, cinema, formação continuada e ações comunitárias. Com sede no Recife e formado atualmente por Naná Sodré, Agrinez Melo e Samuel Santos, O Poste direciona suas criações para ações afirmativas voltadas à negritude. A metodologia própria — construída na pesquisa “O Corpo Ancestral dentro da Cena Contemporânea” — articula movimentações dos Orixás do Candomblé e guias da Umbanda/Jurema. A prática reafirma a busca por um corpo cênico ancestral e atualizado, conectando linguagens, espiritualidades e memórias da diáspora africana. Um quilombo urbano no centro do Recife O espaço físico do grupo, no centro da cidade, abriga a Escola O Poste de Antropologia Teatral, que funciona como principal base financeira e pedagógica. São cursos de 6 a 8 meses com professores, pesquisadores e mestres ligados a práticas negras, afro-indígenas e populares, como capoeira, cavalo-marinho, caboclinho e terreiros de matriz africana. Naná define o espaço como um quilombo urbano: aberto a crianças, jovens, adultos e idosos; a pessoas de múltiplos gêneros; e estruturado para acolher diversidade e promover autonomia. “Nós somos um quilombo urbano.” Teatro negro como projeto político e estético O Poste assume-se como grupo de teatro negro, com estética e narrativas ancoradas em vivências afro-indígenas. Trabalha pesquisas como “o corpo ancestral na cena contemporânea”, desenvolvida em terreiros do Recife, e atua para fortalecer representatividade, identidade e letramento racial no campo artístico. “Estar em cena enquanto pessoa negra, dizendo textos que dialogam com a nossa realidade, muda estruturas”, afirma Naná. O grupo também se inspira na trajetória de artistas e pensadores como Abdias Nascimento e Solano Trindade, figuras que, para Naná, abriram caminhos estéticos e políticos que hoje sustentam a cena negra no país. Ao reconhecer-se como “sementes” desses criadores, O Poste inscreve sua prática em uma linhagem que atravessa o Teatro Experimental do Negro, a poesia de terreiro, as performatividades afroindígenas e os processos de contracolonização que antecedem e orientam a pesquisa contemporânea do coletivo. Formação de jovens e construção de futuros Além das próprias produções, o Poste mantém o Postinho, núcleo formado por quatro jovens entre 20 e 22 anos que passaram por uma formação de dois anos e meio. Eles já assinam projetos, conquistam editais e desenvolvem seus próprios espetáculos. A formação inclui estética, história, processos de criação e também temas como elaboração de projetos, emissão de nota fiscal, contratos, direitos trabalhistas e organização financeira — preparando-os para autonomia e liderança. “Queremos que eles ocupem espaços de poder. Que uma dessas jovens esteja no futuro na cadeira da Cultura da Prefeitura do Recife, por exemplo”, diz Naná. Impacto social: arte que chega onde nunca houve teatro Ao longo dos anos, o grupo levou espetáculos a cidades sem teatros ou equipamentos culturais, viajando pelo rio São Francisco, passando por municípios de Minas e Bahia, e circulando também por localidades periféricas de Pernambuco. O objetivo é simples e profundo: garantir fruição estética a quem nunca teve acesso. Como resume Naná Sodré: “A gente sempre gosta de desaguar nossas artes em lugares onde a fruição estética e artística precisa de uma força. Escolhemos cidades em que as pessoas nunca tinham assistido teatro na vida. Se não tinha teatro, era justamente pra lá que a gente ia.” O Poste também tem atuado diretamente na construção de pautas estruturantes para o setor cultural. A partir de discussões promovidas pelo grupo e de sua participação ativa na cena artística pernambucana, políticas de incentivo passaram a incorporar perspectivas raciais e de representatividade. Um dos resultados mais significativos desse processo foi a inclusão de critérios de cotas e ações afirmativas no Funcultura, medida que ampliou o acesso de artistas negros aos mecanismos públicos de fomento e reposicionou o debate sobre equidade no ambiente cultural do Estado. Afroempreendedorismo como mudança de paradigma Para Naná, o afroempreendedorismo vai além de “negros empreendendo”: é um movimento de transformação estrutural. O grupo defende que o protagonismo negro no teatro, na gestão, na formação e nos espaços de decisão gera impacto direto em políticas públicas, modelos de ensino, representatividade e justiça simbólica — especialmente para crianças e jovens que se reconhecem em artistas, pesquisadores e gestores negros. “Nós sabemos que o racismo não vai acabar de uma hora para outra. Então pensamos como sementes. O que fazemos agora é para florescer no futuro”, afirma. Experiência internacional A trajetória internacional de O Poste também se consolidou nos últimos anos, ampliando o alcance da pesquisa afroindígena do grupo. Após a pandemia, a companhia integrou a Mostra Lusófona, no Piauí, apresentando Ombela — espetáculo que dialoga em português e em umbundo, língua tradicional angolana. Foi ali, em uma rodada de negócios promovida pelo Sebrae, que o grupo estabeleceu conexões com curadores de diversos países, o que abriu portas para novas circulações. Além dessa experiência, o coletivo já levou seus trabalhos à Dinamarca, Uruguai e Portugal, em ações independentes que reforçam a presença transnacional da companhia e ampliam o diálogo do teatro negro produzido no Recife com outras

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Aria Social lança primeiro espetáculo do Curso Técnico em Dança e destaca formação pioneira em Pernambuco

Estreia de Mosaico marca o início da trajetória artística da primeira turma reconhecida pelo MEC O Aria Social apresenta, no dia 27 de novembro, às 19h, no Teatro Souci, em Piedade, a primeira produção artística do seu recém-implantado Curso Técnico em Dança — o primeiro de Pernambuco reconhecido pelo Ministério da Educação. Intitulado Mosaico, o espetáculo reúne 11 intérpretes-criadores em uma obra de 40 minutos, dirigida pelo docente e artista Fábio Albuquerque. Resultado da disciplina Dança Criativa, Mosaico emerge de um processo colaborativo baseado nos princípios do sistema Laban/Bartenieff, propondo ao público uma reflexão sobre o corpo como potência transformadora. A criação destaca a diversidade de gestos e formas, compondo uma unidade cênica que traduz a investigação artística dos estudantes. Segundo Fábio Albuquerque, o percurso criativo explorou a singularidade de cada intérprete. “O processo de criação de Mosaico foi um mergulho no potencial inventivo de cada estudante. Trabalhamos a partir de suas singularidades, explorando o gesto como ponto de partida para compor algo coletivo e pulsante. O resultado é uma celebração da diversidade e da força criadora que surge do encontro”, afirma o diretor artístico. Coordenado por Maria Inez Lima, o curso oferece uma formação híbrida e interdisciplinar que articula teoria, prática e pedagogia. A proposta busca desenvolver profissionais conscientes de seu papel no cenário artístico e educacional, incentivando pesquisa, experimentação e pensamento crítico como pilares da construção artística. Mais do que uma estreia, Mosaico simboliza a consolidação de um projeto que une arte, educação e impacto social. A montagem reafirma o compromisso do Aria Social com a valorização da dança como linguagem plural, formativa e emancipadora, fortalecendo o campo da dança profissional no estado. Serviço – Espetáculo Mosaico Realização: Curso Técnico em Dança do Aria SocialCoordenação: Maria Inez LimaDireção artística: Fábio AlbuquerqueIntérpretes-criadores: 11Duração: 40 minutosData: 27 de novembro (quarta-feira)Horário: 19hLocal: Teatro Souci – Sede do Projeto Aria Social – Av. Ayrton Senna da Silva, 748, Piedade, Jaboatão dos Guararapes – PEIngressos: gratuitos e limitados, disponíveis via SymplaLink: https://www.sympla.com.br/evento/espetaculo-mosaico—aria-social–curso-tecnico-em-danca/3214581

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Oswaldo Montenegro apresenta turnê inédita no Recife com imersão musical e tecnologia

Show “O melhor da vida ainda vai acontecer” chega ao Teatro Guararapes com duetos virtuais, projeções em LED e clássicos do artista O cantor e compositor Oswaldo Montenegro retorna a Pernambuco no dia 13 de dezembro, às 21h, para apresentar sua nova turnê, “O melhor da vida ainda vai acontecer”, no Teatro Guararapes, em Olinda. O espetáculo combina música, tecnologia e emoção em uma experiência imersiva que promete marcar a passagem do artista pelo estado. A proposta da turnê é integrar elementos clássicos e contemporâneos em um único cenário. Montenegro sobe ao palco com viola de 12 cordas e violão de 6, enquanto o público acompanha, em um painel de LED, sua performance virtual ao piano — um diálogo digital que amplia a atmosfera sensível das composições. O recurso audiovisual é reforçado por projeções e interações entre o músico e o telão, criando um encontro entre o Oswaldo do presente e o do passado. O repertório mistura sucessos consagrados e novidades. Entre elas está “Segue”, apresentada ao vivo pela primeira vez. A música, registrada originalmente por Gonzaguinha nos anos 1980, ganha no palco um momento especial: um dueto virtual póstumo com o amigo, recriando a parceria de forma emocionante. Já a canção que dá nome ao show, vista quase 3 milhões de vezes no YouTube, traduz o espírito do espetáculo — uma celebração da esperança e da beleza da vida. Com direção artística de Sérgio Chiavazzoli, o show conta ainda com a participação de Madalena Salles (flauta) e Alexandre Meu Rei (multi-instrumentista), que se revezam no palco ao lado de Montenegro. O trio constrói uma atmosfera íntima e poética, reforçando a proposta de imersão do concerto. Vivendo também uma fase pessoal marcante, Oswaldo celebra a chegada da neta Teresa, que inspirou o videoclipe “Amores”. O registro, dirigido e interpretado por ele ao lado de Madalena Salles, reforça a delicadeza e a dimensão afetiva que atravessam o trabalho recente do artista. Serviço – Show de Oswaldo Montenegro Turnê: “O melhor da vida ainda vai acontecer”Data: 13 de dezembro de 2025 (sábado)Horário: 21hLocal: Teatro Guararapes – Centro de Convenções de Pernambuco (Olinda)Ingressos: A partir de R$ 90, disponíveis no site cecontickets.com.br e na bilheteria do teatroClassificação: Livre

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Música, identidade e território: concerto Fronteira Guarani desembarca no Recife

Projeto celebra povos originários e ecossistemas da fronteira Brasil–Paraguai–Bolívia em duas apresentações na Caixa Cultural Hoje e amanhã, 14 e 15 de novembro, a Caixa Cultural Recife recebe o Fronteira Guarani, concerto que une música, ancestralidade e preservação ambiental em um projeto inédito em Pernambuco. A iniciativa, patrocinada pela CAIXA e pelo Governo Federal, reúne nomes consagrados e novos expoentes da música sul-mato-grossense, destacando a riqueza cultural dos povos originários da região de fronteira. O espetáculo propõe uma imersão sonora no território que conecta Brasil, Paraguai e Bolívia, mesclando polca, rock, guarânia, reggae e rap em guarani. As composições reforçam narrativas indígenas, valorizam raízes regionais e abordam a importância da proteção do Pantanal e do Cerrado. “O show é uma união de sonoridades e narrativas, com timbres de viola e rima em guarani, reggae e guarânia, num espaço de fortalecimento da autoestima e do pertencimento das raízes sul-mato-grossenses e fronteiriças”, explica Marina Peralta, que assina também a direção musical. O palco reúne artistas de trajetórias diversas. Alzira E, referência desde os anos 1970 e com gravações por nomes como Ney Matogrosso e Zélia Duncan, se junta ao duo Hermanos Irmãos, conhecido por revisitar clássicos regionais e explorar ritmos ligados ao universo guarani que atravessa Brasil, Paraguai e Argentina. Da nova geração, Marina Peralta e o grupo Brô MCs incorporam rap e reggae às performances, ampliando o alcance da musicalidade fronteiriça. Reconhecido como o primeiro grupo de rap indígena do Brasil, o Brô MCs — formado por Bruno Veron, Clemerson Batista, Charlie Peixoto e Kelvin Mbaretê, além do DJ Jhon — apresenta letras em português e guarani que retratam o cotidiano dos Guarani Kaiowá das comunidades Jaguapiru e Bororó, em Dourados (MS). A participação especial do violeiro Raphael Vital reforça a fusão entre tradição e contemporaneidade. Com uma proposta artística que combina diversidade cultural, engajamento social e ecologia, o Fronteira Guarani promete ocupar o Recife com um dos projetos musicais mais significativos da cena fronteiriça atual. Serviço — Show Fronteira Guarani Local: Caixa Cultural Recife — Av. Alfredo Lisboa, 505, Bairro do RecifeDatas: 14 e 15 de novembro de 2025 (sexta e sábado)Horário: 20hIngressos: R$ 30 (inteira) | R$ 15 (meia) — meia para clientes CAIXA e demais casos previstos em leiVendas: A partir de 07/11Classificação: LivreInformações: Site da Caixa Cultural | Instagram: @caixaculturalrecifeAcesso: Espaço com acessibilidadePatrocínio: CAIXA e Governo Federal

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Filmes do Agreste são destaque no Circuito Penedo de Cinema

“Azul Marinho” e “Menina Semente”, produções do Agreste pernambucano, representam a nova geração do audiovisual regional em um dos principais festivais do país Dois curtas-metragens produzidos no Agreste de Pernambuco foram selecionados para o 15º Circuito Penedo de Cinema, um dos eventos audiovisuais mais importantes do Brasil. As obras “Azul Marinho”, de Paulo Conceição e Stephany Gabrielly, e “Menina Semente”, de Túlio Beat, representam a potência criativa e o crescente reconhecimento do cinema agrestino no cenário nacional. Produções com raízes no Agreste pernambucano Com trajetórias marcadas por participações e prêmios em festivais no Brasil e no exterior, os realizadores simbolizam uma nova fase do audiovisual regional. “Azul Marinho” nasceu das oficinas de audiovisual ministradas pelo professor da rede municipal de Caruaru, Paulo Conceição, criador do FestCine Itaúna. O curta foi desenvolvido na Escola Municipal Maria Félix, no Sítio Juá, e reflete o olhar criativo dos estudantes sobre a preservação do meio ambiente. Já “Menina Semente”, dirigido pelo multipremiado artista visual e cineasta Túlio Beat, referência na produção independente de Caruaru, surgiu no contexto do Desafio Criativo MMA – Moda, Música e Audiovisual, iniciativa com mentoria de Nestor Mádenes e Leopoldo Nóbrega, promovida pelo Armazém da Criatividade/Porto Digital Caruaru. Reconhecimento em festival nacional A seleção dos filmes entre mais de 1.400 produções inscritas reforça o destaque do Agreste pernambucano no mapa do cinema nacional. As duas obras concorrem na Mostra Velho Chico de Cinema Ambiental, categoria dedicada a produções com foco em temas ecológicos e sociais. Valorização da produção independente O reconhecimento dos curtas no festival alagoano reafirma o papel do Agreste como um polo criativo do audiovisual, com artistas e educadores que transformam o cotidiano em narrativa cinematográfica. A presença das obras em um evento de relevância nacional também estimula a formação de novos talentos e a difusão de histórias produzidas fora dos grandes centros. Serviço

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Coletivo Akasha celebra o teatro pernambucano com nova montagem e festival independente

Companhia lança nova temporada de “O Último Cigarro” e promove o 1º Festival Independente Akasha de Teatro em Paudalho e Recife Encerrando 2025 com uma celebração da cena teatral pernambucana, o Coletivo Akasha de Teatro anuncia dois grandes encontros com o público: a estreia da nova versão do espetáculo “O Último Cigarro” e o lançamento do 1º Festival Independente Akasha de Teatro. A temporada tem início no dia 22 de novembro, no Cine Teatro Marco Camarotti, em Paudalho, às 19h, marcando uma parceria com a Gerência do teatro e o apoio da Prefeitura local. Circulação pelo estado e estreia do festival Após a estreia em Paudalho, “O Último Cigarro” segue para Recife, com apresentação no Teatro Hermilo Borba Filho, no dia 20 de dezembro, às 19h. No dia seguinte, o mesmo palco recebe o 1º Festival Independente Akasha de Teatro, com sessões às 16h30 e 19h. O evento reunirá artistas, grupos e coletivos de diversas regiões, promovendo um espaço de encontro, diversidade e experimentação cênica. Com caráter não competitivo, o festival reforça o compromisso do coletivo com o teatro como campo de criação coletiva e resistência poética. Serão selecionadas de seis a oito cenas curtas, com até 30 minutos de duração, avaliadas por uma curadoria composta por integrantes do grupo e convidados. As inscrições gratuitas estão abertas até 23 de novembro, com resultado previsto para 3 de dezembro. Os escolhidos receberão certificado e troféu artesanal, símbolo da primeira edição do evento. O reencontro de “O Último Cigarro” com o público “O encontro de Luisa e Ricardo é como uma chama inesperada: ilumina, aquece e deixa marcas. Mostra que o amor e a arte podem nascer nos lugares mais improváveis, e que alguns momentos, por mais breves que sejam, carregam a eternidade em si”, destaca Rafaela Quintino, fundadora da Rede Akasha. Em “O Último Cigarro”, a atriz, produtora e diretora Rafaela Quintino divide o palco com o multiartista João Rosa, da etnia Pankará, interpretando o casal Luisa Dias e Ricardo Novaes. O espetáculo aborda as diversas fases do amor — da paixão à desilusão — em um diálogo poético entre vida e arte. A montagem é fruto da parceria entre o Akasha e o autor carioca Aloísio Villar, da SDC Produções, e retorna em novo formato após passar por Rio de Janeiro e Recife. Teatro independente e resistência poética Com uma trajetória marcada por criações autorais e colaborações artísticas, o Coletivo Akasha reafirma sua missão de fortalecer o teatro pernambucano por meio da coletividade, da poesia e da presença. A realização do festival surge como um desdobramento natural dessa caminhada, ampliando o diálogo entre grupos e fomentando novas estéticas e linguagens no cenário independente. Mais informações sobre ingressos e inscrições podem ser acompanhadas no @akashadeteatro e no link linktr.ee/espaco.akasha. Contato: akashadeteatro@gmail.com | WhatsApp: (81) 98878-5228. Serviço

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“O Agente Secreto” registra a maior abertura de um filme brasileiro em 2025 com cerca de 340 mil espectadores

Longa de Kleber Mendonça Filho, estrelado por Wagner Moura, liderou a bilheteria e estreou em circuito de grande alcance com apoio da Petrobras. Foto: Victor Jucá O longa O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e protagonizado por Wagner Moura, liderou o fim de semana nos cinemas do Brasil: a produção já foi vista por cerca de 340 mil espectadores, total que inclui as sessões de pré-estreia (aproximadamente 57,4 mil ingressos) e a estreia oficial, realizada na quinta-feira, 6 de novembro de 2025. Os dados são da Comscore e consolidam a produção como a maior abertura nacional do ano. Dados de público, circuito e patrocínio O filme alcançou a marca de público após as pré-estreias e o lançamento em circuito amplo: mais de 700 cinemas e cerca de 1,4 mil salas pelo Brasil — o maior alcance de estreia entre os lançamentos brasileiros em 2025. A chegada às salas contou com o patrocínio master da Petrobras, que em 2025 celebra 30 anos de apoio ao cinema nacional. Segundo o levantamento do Filme B, trata-se também da melhor abertura em público na carreira de Kleber Mendonça Filho. O resultado reflete a expectativa elevada em torno da produção, que já percorreu mais de 50 festivais internacionais, acumulando quase 20 prêmios e tendo estreado mundialmente em Cannes. Sobre a estreia Além dos números, a estreia destacou iniciativas de inclusão: o filme chegou com Legendagem para Surdos e Ensurdecidos (LSE) em salas selecionadas — CineSesc (São Paulo), Cinema do Dragão (Fortaleza), Cinemateca Paulo Amorim (Porto Alegre) e Cinema São Luiz (Recife) — com expectativa de ampliação das sessões acessíveis nas semanas seguintes. Trajetória internacional e prêmios O Agente Secreto segue em circuito internacional: Wagner Moura recebeu o prêmio de melhor ator no Newport Beach Film Festival (EUA) no fim de semana, e o filme estreou recentemente na Alemanha e em Portugal. O lançamento na América do Norte começa em Nova York em 26 de novembro de 2025, segue para Los Angeles em 5 de dezembro e chega à França em 17 de dezembro. A produção representa o Brasil na corrida por uma vaga na categoria de Melhor Filme Internacional do Oscar, além de concorrer em categorias como Melhor Roteiro Original e Melhor Ator nos Gotham Awards. Impacto e próximos passos Além do forte desempenho comercial na estreia, a repercussão do filme em festivais e mercados internacionais amplia seu alcance e fortalece a presença do cinema brasileiro no exterior. Com exibições programadas em importantes praças internacionais nas próximas semanas e maior oferta de sessões acessíveis no circuito nacional, O Agente Secreto deve seguir atraindo público e crítica.

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Lançamento celebra literatura nordestina e coletiva no Recife

Evento reúne obras de Aldemiro de Lima e Paulo Caldas, além de coletânea da Oficina Literária Paulo Caldas A literatura pernambucana ganha novos capítulos com o lançamento de três obras que dialogam com o território, a memória e a coletividade. O evento acontece hoje, dia 11 de novembro, a partir das 20h, no Salão Capiba da AABB Recife, reunindo autores, leitores e amantes das letras. Entre os títulos que serão apresentados ao público estão No Sertão Nordestino, Lírios e Rosas Brotam das Pedras, de Aldemiro de Lima, que traz a força poética e a sensibilidade do sertão, e Faces do Mangue, de Paulo Caldas, mergulho literário nas paisagens e personagens do Recife profundo. Completa o trio de lançamentos a coletânea Destino Cidade, assinada pela Oficina Literária Paulo Caldas, que reúne diferentes vozes e olhares sobre a vida urbana e suas transformações. O encontro promete ser uma celebração da escrita compartilhada, do diálogo entre gerações e da força criativa que floresce em Pernambuco. A noite de autógrafos será aberta ao público e contará com a presença dos autores e participantes da oficina. Serviço Lançamento de livros – Aldemiro de Lima, Paulo Caldas e Oficina Literária Paulo Caldas📅 Data: 11 de novembro de 2025🕗 Horário: 20h📍 Local: AABB Recife – Salão Capiba (entrada pela Avenida Malaquias)📚 No Sertão Nordestino, Lírios e Rosas Brotam das Pedras – Aldemiro de Lima📚 Faces do Mangue – Paulo Caldas📚 Destino Cidade (coletânea) – Oficina Literária Paulo Caldas📲 Instagram: @oficinapaulocaldas

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Leilão de arte solidário arrecada fundos para projetos sociais em Olinda e no Cabo

Primeira edição do Esperança com Arte, promovida pela B56 Galeria, reúne 48 obras de artistas consagrados e destina parte da renda a iniciativas comunitárias. A B56 Galeria de Arte realiza, no dia 12 de novembro, às 20h, o primeiro Leilão Esperança com Arte, evento beneficente que une cultura e solidariedade. Parte da arrecadação será destinada aos projetos Cozinhas Afetivas, em Olinda, e à Comunidade de Marisqueiras de Gaibu, no Cabo de Santo Agostinho. A ação busca fortalecer o impacto social da arte e valorizar artistas locais e nacionais. Arte e solidariedade em destaque O leilão reúne 48 obras de 27 artistas, entre eles Abelardo da Hora, Reynaldo Fonseca, Carybé, Antonio Mendes, Ploeg e Wellington Virgolino. As peças terão lances iniciais de 30% a 50% abaixo dos valores de ateliê, ampliando o acesso a obras de relevância artística. A proposta também estimula a renovação de acervos neste fim de ano, associando estética, propósito e generosidade. O evento, realizado de forma online via WhatsApp, é voltado a colecionadores e novos apreciadores de arte. A B56 Galeria pretende consolidar a iniciativa como uma ação anual de economia criativa e incentivo à transformação social por meio da cultura. Inspiração e propósito social “Queremos que o Esperança com Arte seja mais que um leilão — é um movimento de fé na transformação social por meio da cultura. Ao mesmo tempo em que as pessoas adquirem arte, ajudam a alimentar famílias e fortalecer comunidades.” A afirmação é de Benedito Marques, idealizador da B56 Galeria, que destaca o caráter transformador do projeto. Para ele, o evento reforça o papel da arte como ferramenta de conexão entre a sensibilidade estética e a responsabilidade social. Impacto e perspectivas Mais do que um leilão, o Esperança com Arte simboliza a integração entre o mercado artístico e causas comunitárias. A proposta da B56 Galeria é criar um ciclo de solidariedade contínuo, beneficiando famílias em situação de vulnerabilidade e fortalecendo iniciativas locais. O formato digital amplia o alcance da ação e demonstra como a arte pode ser instrumento de desenvolvimento humano e social. Serviço

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Festival em comemoração aos 80 anos do Mestre Salustiano terá cinco dias de programação

Azougue Festival — edição especial “Salú 80” reúne oficinas, festas e exibições gratuitas entre 12 e 16 de novembro de 2025. A 12ª edição do Azougue Festival celebra os 80 anos de nascimento de Mestre Salustiano (1945–2008) com uma programação gratuita que acontece de 12 a 16 de novembro de 2025 em espaços culturais de Recife e Olinda. O evento, incentivado pela Política Nacional Aldir Blanc (PNAB), destaca a trajetória e o legado do rabequeiro, artesão e mestre de folguedos. Homenagem a Mestre Salustiano e preservação da cultura popular Figura central da tradição popular pernambucana, Mestre Salustiano — conhecido como Mestre Salu — construiu sua trajetória como rabequeiro, mestre de cavalo-marinho, brincante de maracatu rural e fundador da Casa da Rabeca, em Olinda. Ao longo da vida, atuou também como luterista (construtor de instrumentos) e foi responsável por articular festas, encontros e atividades comunitárias que mantiveram vivas as práticas culturais afro-brasileiras. Natural de Aliança, na Zona da Mata Norte de Pernambuco, Salustiano começou cedo no universo dos folguedos e se aprimorou tocando rabeca com o pai, João Salustiano. Na década de 1970 a sua arte ganha maior visibilidade; em 1989 participou do programa Som Brasil e, nas décadas seguintes, representou a cultura popular em turnês por países como Cuba, Bolívia, França e Estados Unidos. Recebeu honrarias como o título de Reconhecido Saber (Conselho Estadual de Cultura, 1990), Doutor Honoris Causa pela UFPE e a Comenda da Ordem do Mérito Cultural (2001). Citação de Maciel Salú “Mestre Salustiano foi além de um artista. Foi ponte entre mundos, abriu caminhos para que a cultura popular fosse reconhecida como fundamento de identidade, como força criativa e como política de vida. O Azougue existe para garantir que essa tradição siga pulsando, transformando e inspirando” A fala de Maciel Salú, músico, rabequeiro e diretor do festival — além de filho do homenageado — sintetiza o objetivo da edição temática “Salú 80”: reafirmar a continuidade do legado e fortalecer a transmissão intergeracional das práticas tradicionais. Programação principal e atividades A abertura oficial ocorre em 12 de novembro com vivência cultural para estudantes na Casa da Rabeca e sessão solene na Assembleia Legislativa de Pernambuco, quando será apresentado um Projeto de Lei que propõe o Dia Estadual da Cultura Popular. Entre os destaques da programação estão oficinas de Cavalo Marinho e Rabeca conduzidas pela família Salustiano, ações em escolas públicas, mostra audiovisual e a grande festa na Casa da Rabeca com apresentações da Família Salustiano e grupos tradicionais. No encerramento, no dia 16, o Cine Azougue no Cinema São Luiz reúne documentários e videoclipes que traçam a relação entre a trajetória do mestre e as expressões contemporâneas da cultura popular. Impacto e continuidade Além de celebrar a memória de Mestre Salustiano, o festival reforça o papel da família e da Casa da Rabeca como espaços de reprodução cultural — locais de rodas, ensaios, sambadas e encontros que atravessam gerações. A discografia do mestre e o trabalho dos seus descendentes — como Maciel Salú, Wellington e Cleiton Salu — mantêm viva a tradição da rabeca e dos folguedos pernambucanos. Serviço

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