Economia

Daniela Garcia e Hugo Bethlem

Fórum Regional do Capitalismo Consciente acontecerá no Recife

Na foto: Hugo Bethlem e Daniela Garcia, do Instituto Capitalismo Consciente Brasil (ICCB) Recife sediará fórum regional sobre desigualdade na distribuição de renda. O evento, organizado pelo Instituto Capitalismo Consciente Brasil (ICCB), ocorrerá na CESAR School, no Porto Digital, nesta sexta-feira (30), das 8h30 às 17h30. A atividade incluirá uma imersão na Comunidade do Pilar, buscando fomentar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) da ONU, em particular as ODS 10, 4, 1, 3, 8, 11 e 17. “Chegamos ao oitavo Fórum Regional, de um total de onze, que estamos promovendo para fomentar os objetivos de Desenvolvimento Sustentável da ONU e, também, para celebrar os dez anos de atividades do ICCB no país, nos aproximando e comunicando de forma ainda mais assertiva com empresários de todo o país. Queremos promover uma movimentação entre as regiões e ampliar a pauta do Capitalismo Consciente, descentralizando a discussão da região Sudeste. E junto à Filial do Nordeste vamos discutir um tema super importante que é a desigualdade na distribuição de renda, mas não só isso, vamos levar as pessoas para ver de perto como a desigualdade se apresenta na prática e gerar impacto nos participantes com a ida a comunidade do Pilar”, afirma Daniela Garcia, CEO do ICCB. Evento apresenta programação diversa com foco no Capitalismo Consciente. Destaques incluem talks sobre a história do Território da Várzea, progressos na regeneração do território, fluxo de capital para investimento de impacto positivo e gestão mais humana e sustentável. Após o almoço, o workshop “Verda Experience: Cocriando o Pilar” será realizado na comunidade do Pilar, com a presença de líderes comunitários, representantes do setor público e privado. A atividade incluirá feira de artesanato e apresentação de Maracatu. Os interessados em participar podem realizar inscrição online, pela plataforma Sympla ou entrar em contato com a equipe da Filial do Capitalismo Consciente do Nordeste, através do e-mail filialne@ccbrasil.cc.

Fórum Regional do Capitalismo Consciente acontecerá no Recife Read More »

azul

Recife fortalece o turismo com novo voo direto para Orlando

O Aeroporto Internacional Gilberto Freyre, no Recife, iniciou no último sábado (24) uma conexão direta com Orlando, na Flórida, ampliando as opções de destinos internacionais. A Azul Linhas Aéreas será responsável por operar a rota, com voos três vezes por semana. Essa nova conexão fortalece o turismo na região, atraindo visitantes dos Estados Unidos e impulsionando a economia local. O Aeroporto do Recife, reconhecido como um dos melhores do Brasil, já conta com outras conexões internacionais para Lisboa, Montevidéu, Buenos Aires e Fort Lauderdale, além de uma ampla oferta de voos domésticos.

Recife fortalece o turismo com novo voo direto para Orlando Read More »

novo loja

Novo atacarejo inaugura terceira loja deste ano

A rede nordestina Novo Atacarejo inaugurou a sua 22ª loja, em três anos. A nova unidade já em operação está em Barreiros, município da na Mata Sul. “Continuamos investindo no Estado e priorizamos a contratação de mão-de-obra local para gerar empregos na cidade”, disse Jessica Almeida, gerente de marketing do Novo Atacarejo. O Novo Barreiros posssui 3.600m² de área de vendas e funciona na Avenida Maria Amália Bezerra de Melo, Itaperibú. A loja, que é a terceira inaugurada neste ano, possui ainda em sua infraestrutura 180 vagas para estacionamento de veículos.

Novo atacarejo inaugura terceira loja deste ano Read More »

arthur lyra

Reforma tributária deve ser votada no início de julho

O presidente da Câmara dos Deputados, Arthur Lira (PP-AL), anunciou nesta quinta-feira (22) que a proposta de reforma tributária será analisada pelo plenário da Casa na primeira semana de julho. O texto da proposta foi discutido durante a manhã com a presença de governadores e representantes dos 26 estados e do Distrito Federal. A reforma tributária é uma das pautas mais aguardadas pelo mercado, que tem a expectativa de no mínimo promover uma simplificação do sistema de impostos do país. “O texto será disponibilizado para que todos possam criticar, e não será o que vai ser votado. Na reunião foram feitas sugestões e eu entendo que serão acomodadas diante do texto. É um tema complexo, e o momento é agora e temos a obrigação de entregar a melhor reforma”, afirmou Arthur Lira. O deputado Aguinaldo Ribeiro (PP-PB) deverá apresentar o texto da reforma ainda nesta semana.

Reforma tributária deve ser votada no início de julho Read More »

banco central dinheiro 2023

Copom mantém juros básicos da economia em 13,75% ao ano

(Da Agência Brasil) Apesar da queda da inflação e das pressões de parte do governo, o Banco Central (BC) não mexeu nos juros. Por unanimidade, o Comitê de Política Monetária (Copom) manteve a taxa Selic, juros básicos da economia, em 13,75% ao ano. A decisão era esperada pelos analistas financeiros, que apostam em queda apenas a partir de agosto. Em comunicado, o Copom indicou que ainda existem riscos sobre a inflação, como eventuais pressões globais sobre os preços e incertezas “residuais” sobre a votação do arcabouço fiscal. Diferentemente das últimas reuniões, foi retirada a frase que afirmava que o Banco Central poderia voltar a elevar os juros caso a inflação subisse, mas a autoridade monetária não informou se nem quando pretende cortar a Selic. “O comitê avalia que a conjuntura demanda paciência e serenidade na condução da política monetária e relembra que os passos futuros da política monetária dependerão da evolução da dinâmica inflacionária, em especial dos componentes mais sensíveis à política monetária e à atividade econômica, das expectativas de inflação, em particular as de maior prazo, de suas projeções de inflação, do hiato do produto e do balanço de riscos”, ressaltou a nota. A taxa continua no maior nível desde janeiro de 2017, quando também estava em 13,75% ao ano. Essa foi a sétima vez seguida em que o BC não mexe na taxa, que permanece nesse nível desde agosto do ano passado. Anteriormente, o Copom tinha elevado a Selic por 12 vezes consecutivas, num ciclo que começou em meio à alta dos preços de alimentos, de energia e de combustíveis. De março a junho de 2021, o Copom elevou a taxa em 0,75 ponto percentual em cada encontro. No início de agosto do mesmo ano, o BC passou a aumentar a Selic em 1 ponto a cada reunião. Com a alta da inflação e o agravamento das tensões no mercado financeiro, a Selic foi elevada em 1,5 ponto de outubro de 2021 até fevereiro de 2022. No ano passado, o Copom promoveu dois aumentos de 1 ponto, em março e maio, e dois aumentos de 0,5 ponto, em junho e agosto. Antes do início do ciclo de alta, a Selic tinha sido reduzida para 2% ao ano, no nível mais baixo da série histórica iniciada em 1986. Por causa da contração econômica gerada pela pandemia de covid-19, o Banco Central tinha derrubado a taxa para estimular a produção e o consumo. A taxa ficou no menor patamar da história de agosto de 2020 a março de 2021. InflaçãoA Selic é o principal instrumento do Banco Central para manter sob controle a inflação oficial, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Em maio, o indicador fechou em 3,94% no acumulado de 12 meses, abaixo de 4% pela primeira vez em dois anos e meio. Nos últimos dois meses, a inflação vem caindo por causa dos alimentos e dos combustíveis. O índice fechou o ano passado acima do teto da meta de inflação. Para 2023, o Conselho Monetário Nacional (CMN) fixou meta de inflação de 3,25%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual. O IPCA, portanto, não podia superar 4,75% nem ficar abaixo de 1,75% neste ano. No Relatório de Inflação, divulgado no fim de março pelo Banco Central, a autoridade monetária estimava que o IPCA fecharia 2023 em 5,8% no cenário base. A projeção, no entanto, deve ser revista para baixo na nova versão do relatório, que será divulgada no fim de junho. As previsões do mercado estão mais otimistas que as oficiais. De acordo com o boletim Focus, pesquisa semanal com instituições financeiras divulgada pelo BC, a inflação oficial deverá fechar o ano em 5,12%. Há um mês, as estimativas do mercado estavam em 5,8%. Crédito mais caroA elevação da taxa Selic ajuda a controlar a inflação. Isso porque juros maiores encarecem o crédito e desestimulam a produção e o consumo. Por outro lado, taxas mais altas dificultam a recuperação da economia. No último Relatório de Inflação, o Banco Central projetava crescimento de 1,2% para a economia em 2023. O mercado projeta crescimento maior, principalmente após a divulgação de que o Produto Interno Bruto (PIB, soma das riquezas produzidas) cresceu 1,9% no primeiro trimestre. Segundo a última edição do boletim Focus, os analistas econômicos preveem expansão de 2,14% do PIB em 2023. A taxa básica de juros é usada nas negociações de títulos públicos no Sistema Especial de Liquidação e Custódia (Selic) e serve de referência para as demais taxas de juros da economia. Ao reajustá-la para cima, o Banco Central segura o excesso de demanda que pressiona os preços, porque juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. Ao reduzir os juros básicos, o Copom barateia o crédito e incentiva a produção e o consumo, mas enfraquece o controle da inflação. Para cortar a Selic, a autoridade monetária precisa estar segura de que os preços estão sob controle e não correm risco de subir.

Copom mantém juros básicos da economia em 13,75% ao ano Read More »

Sindsegnne Emerita 1

Setor de seguros cresce no Norte e Nordeste

O setor de seguros no Brasil apresentou um crescimento estável no primeiro trimestre de 2023, registrando um aumento de 10,2% em nível nacional, de acordo com dados da Confederação Nacional das Seguradoras (CNseg). No entanto, o destaque ficou por conta do desempenho acima da média nas regiões Norte e Nordeste, onde o crescimento registrado foi de 10,7%. Entre os estados que mais se destacaram nessa região estão Maranhão e Roraima, com crescimento de 21,9%, seguidos de Amapá, Pará, Rio Grande do Norte e Pernambuco. O Seguro Residencial também obteve resultados positivos, com um crescimento de 20,8% na região sindical do Sindsegnne, superando a média nacional. “Outro desempenho que chama a atenção é o do Seguro de Responsabilidade Civil, que no Norte e Nordeste cresceu 34,5%, enquanto a nível Brasil o aumento em arrecadação foi de 9,3%. E o Seguro de Transporte, que na região do Sindsegnne alcançou alta de 28%, com crescimento nacional de 2,9%”, afirma Emerita Lyra, diretora executiva do Sindsegnne.

Setor de seguros cresce no Norte e Nordeste Read More »

supermercado 1 2

Visando alimentação saudável, governo quer mudar itens da cesta básica

(Da Agência Brasil) A erradicação da fome no Brasil virá acompanhada de estímulos a uma boa alimentação, do ponto de vista nutricional, em um cenário produtivo que respeite o meio ambiente. Com esse objetivo, o governo federal promete anunciar, em breve, uma atualização dos itens que compõem a cesta básica. Nesse sentido, autoridades do governo federal ouvidas nesta segunda-feira (19) no Senado defenderam uma reforma tributária que garanta o acesso da população aos itens que irão compor a futura cesta básica. As afirmações foram feitas durante audiência pública da Comissão de Direitos Humanos e Legislação Participativa, destinada a debater a fome no Brasil. “Nós finalizamos 2022 com mais de 125 milhões de brasileiros com algum grau de insegurança alimentar nutricional. Temos portanto um grande desafio, que é o de retomar uma série de políticas públicas que já se mostraram com sucesso e contribuíram para que o Brasil saísse do mapa da fome [das Nações Unidas] em 2014”, disse a coordenadora geral de Promoção de Alimentação Saudável do Ministério do Desenvolvimento e Assistência Social, Família e Combate à Fome (MDS), Gisele Bortoline. Segundo a coordenadora, o desafio é ainda maior porque envolve a necessidade de recomposição de um orçamento que foi descontinuado. Esse “novo contexto” requer, também, uma “integração de esforços” de entes federativos e organizações da sociedade civil, visando um “novo ciclo de políticas públicas de segurança alimentar e nutricional”. Nova cesta básica A atualização dos itens da cesta básica é uma das medidas previstas para dar qualidade aos alimentos que vão à mesa dos brasileiros. “Estamos coordenando uma nova modalidade de cesta básica no nosso país”, anunciou o presidente da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), Edegar Pretto. “Vocês sabem que a cesta básica brasileira, que é referência até hoje para o salário-mínimo nacional, é de 1938. Nosso modelo de cesta básica é da época do Getúlio Vargas. Por isso, a Conab está estudando, com a ajuda de nutricionistas e da academia, qual é o modelo de cesta básica necessário para nutrirmos o nosso povo não só na quantidade, mas na qualidade suficiente”, acrescentou Pretto. Reforma Tributária A coordenadora Gisele Bortoline, do MDS, disse que um ponto preocupante para os planos de erradicação da fome no país envolve a questão da reforma tributária. “É importante protegermos a cesta básica, para a proteção, principalmente, da população mais vulnerável, porque nós sabemos que as pessoas que têm até dois salários-mínimos elas comprometem de duas a três vezes mais a sua renda com alimentação”, disse. “Se queremos diminuir a fome, e com comida de verdade, precisamos que todas as políticas públicas, incluindo a reforma tributária, priorize e proteja a alimentação básica do brasileiro, que é o arroz com feijão e também [itens como] batata, mandioca, carne, ovo, leite, frutas, verduras e legumes. A grande diferença no consumo entre os de maior e menor renda está em frutas, verduras e legumes”, justificou. Experiências concretas Presidente do Conselho Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional (Consea), Elisabetta Recine disse que o Brasil tem “experiências concretas que nos fazem otimistas” neste momento de retomada das políticas públicas nacionais, visando justiça social, ambiental, climática e econômica. Ela lembrou que o Consea abrange sociedade civil e governo, para um processo de interlocução, reunindo os 20 ministérios que o integravam na época de sua extinção, “no dia 1º de janeiro de 2019”. Um terço do Consea é formado por representantes governamentais. As demais 40 vagas são destinadas a representantes da sociedade civil. “Há novos ministérios que têm uma relação importantíssima com essa agenda, como o dos Povos Indígenas e o de Igualdade Racial, que participam na condição de convidados permanentes [do Consea], nesse momento, até a realização da nossa próxima conferência nacional”, informou Elisabetta Recine, referindo-se à 6ª Conferência Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional, convocada para a semana de 11 a 14 de dezembro deste ano. O encontro pretende analisar a situação do país e as políticas retomadas, visando a elaboração do 3º Plano Nacional de Segurança Alimentar e Nutricional – documento que expressa o compromisso do governo federal, articulado com estados e municípios para erradicar a fome e garantir “comida de verdade para todos”. Pnae e PAA Gisele Bortoline lembrou que o Brasil possui “um dos maiores programas de alimentação do mundo”. No caso, o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae), que, segundo ela, serve mais de 40 mil refeições por dia. O atual governo voltou a aumentar os valores dessas refeições, defasados após vários anos sem reajuste. “Retomamos também o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), com um orçamento disponível de R$ 500 milhões, ainda não recomposto em sua totalidade”, acrescentou. A operacionalização desse programa, que serve de elo entre a produção da agricultura familiar com a mesa do consumidor, é operacionalizado por meio de parceria com a Conab. Segundo a coordenadora do MDS, “os editais estão sendo lançados para garantir que a compra da Agricultura Familiar aconteça e esses alimentos sejam disponibilizados para populações vulnerabilizadas”. Programa Fomento Rural “Tem também o Programa Fomento Rural que é um recurso repassado para as famílias em extrema vulnerabilidade. Provavelmente no próximo mês, vai ser publicado um decreto que aumenta o valor de repasse para essas famílias, de R$ 2,4 mil para R$ 4,8 mil. Esse fomento é vinculado à assistência técnica, para apoiar essas famílias e fortalecer a agricultura familiar”, explicou Bortoline. O Programa Fomento Rural combina ações de acompanhamento (social e produtivo) e a transferência direta de recursos não-reembolsáveis às famílias, para investimentos em projetos produtivos, de forma a dar apoio para a estruturação produtiva de famílias rurais mais pobres, bem como para o desenvolvimento de seus projetos produtivos. Por meio da ampliação ou diversificação da produção de alimentos e de atividades geradoras de renda, busca-se, por meio desse programa, contribuir para a melhoria da segurança alimentar e nutricional, além da superação da situação de pobreza. Agricultura Urbana A coordenadora do MDS informou que o governo lançará, “ao longo desse ano”, o Programa Nacional de Agricultura Urbana e Periurbana. A proposta é a de fomentar a utilização dos espaços, nos âmbitos das cidades, para a ampliação de hortas urbanas, e que

Visando alimentação saudável, governo quer mudar itens da cesta básica Read More »

daniel paixao

Recife sediará um hub de inovação para as periferias

O ecossistema de inovação percebeu que precisa de uma diversidade maior de inovadores e startups, pessoas e instituições que conhecem os problemas sociais sob outros ângulos. Dentro dessa perspectiva, incubadoras e centros de inovação passaram a olhar com mais atenção as vozes vindas do subúrbio das grandes cidades. Para fomentar esse cenário nasce no Recife o Hub.Periférico. Dirigido por Daniel Paixão, o HUB.Periférico terá sua sede no coração do Porto Digital, no bairro do Recife. O espaço foi concedido pela Santa Casa de Misericórdia e deve ser inaugurado com um evento durante o Rec’n’Play 2023. O empreendedor, de apenas 22 anos, lidera um empreendimento social em Maranguape I, em Paulista, o Fruto de Favela. O objetivo do novo espaço é ser um hub de alta performance periférica, promovendo educação, tecnologia, empreendedorismo e soluções sustentáveis para transformar as vulnerabilidades em oportunidades dignas. “O Recife Antigo era ocupado com prostituição, usuário de drogas e, no passado, com escravização. Quando unimos pessoas negras e de periferia para construir o HUB.Periférico, entendemos que estamos construindo um processo de reparação histórica, política e de ocupação de um espaço aonde a gente também está para desenvolver as nossas próprias resoluções a partir do que a gente acredita”, declarou Daniel Paixão. O HUB.Periférico irá desenvolver programas de educação laboratorial, inovação periférica, hackathons e apoiar projetos pilotos originados nas periferias de Pernambuco e do Brasil. “Nosso objetivo é desenvolver programas de inovação aberta, hackathons e projetos socioambientais com impacto sustentável. Pretendemos abordar questões relacionadas ao clima e à tecnologia, e estamos focados em desenvolver projetos alinhados a esses temas para gerar transformações significativas nesse território das periferias Queremos ser a principal aceleradora dos ODS 2030 nas favelas e periferias de Pernambuco, escalando o impacto para o Norte e Nordeste do Brasil”, declarou Daniel Paixão. O hub terá como eixos de atuação: a) Tecnologia, empreendedorismo e inclusão digital; b) Clima, economia verde e transição sustentável; c) Educação, aprendizagem criativa e empoderamento; d) Política, justiça e urbanismo social. O prédio onde será instalado terá uma sala de reunião coletiva, três salas de reuniões individuais, 6 espaços de trabalho, 4 divisões modulares para laboratórios de arte, tecnologia, clima e cultura maker, além de um café e um coworking social. O jovem empreendedor ressalta o potencial das periferias, mas destaca a necessidade de amadurecimento do estado e dos ecossistemas para valorizá-las. O HUB.Periférico busca conectar o setor público, privado e as universidades às comunidades, visando dar protagonismo à inovação periférica. Segundo Paixão, é fundamental o fomento dos processos de transformação que surgem nas periferias e reconhecer sua importância para o desenvolvimento de Pernambuco. *Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais (rafael@algomais.com | rafaeldantas.jornalista@gmail.com)

Recife sediará um hub de inovação para as periferias Read More »

lactoquito 1

Inovação promete beneficiar produção de queijo coalho no Estado

Nascida entre as pesquisas acadêmicas e a escuta das dores do setor de produção de laticínios de Pernambuco, a startup Lactoquito desenvolveu um produto que promete beneficiar a produção de queijo coalho em Pernambuco. A inovação aumentará a competitividade dos produtores do setor, ampliando em mais de três vezes o tempo de vida útil dos queijos nas prateleiras. A Lactoquito desenvolveu uma tecnologia inovadora que utiliza um conservante natural na produção de queijos, oferecendo uma solução técnica para os desafios relacionados à matéria-prima. A startup utiliza subprodutos provenientes do processamento industrial do camarão para obter esse conservante natural, que possui funcionalidades, como a conservação de queijos e outros derivados lácteos, atividade antimicrobiana, redução do tempo de coagulação do leite e propriedades antioxidantes. Além de prolongar a vida útil dos produtos lácteos, a tecnologia garante uma maior durabilidade e qualidade durante o armazenamento. Além disso, a startup vem gerando novos produtos, como o queijo com cor e sabor camarão, agregando valor a este produto que possui alta procura pelo consumidor da região. De acordo com o Instituto Agronômico de Pernambuco (IPA), o estado atualmente produz cerca de dois milhões de litros de leite por dia. Dessa quantidade, aproximadamente 60% são utilizados pelas queijarias artesanais, enquanto 300 mil litros são direcionados aos grandes laticínios locais. Os estabelecimentos de médio e pequeno porte recebem outros 350 mil litros de leite diariamente. LEIA TAMBÉM A startup é conduzida pela Dra. Elizabel Oliveira Silva de Melo, pesquisadora na área de prospecção de biomoléculas e aproveitamento de resíduos agroindustriais no Labez (Laboratório de Enzimologia) da UFPE. A empresa já faz parte do sistema de incubação do Lócus Pescado 4.0, é parceira do ITCBio e está pré-incubada no Polotec – Polo Tecnológico da UFPE. “A produção de queijos no Agreste é grande mas os produtores não conseguiam manter a qualidade deste produto. Um desafio desse setor é manter o produto com qualidade no mercado por mais tempo. Mesmo seguindo todas as boas práticas de produção, hoje o tempo de prateleira desse queijo de leite cru é de 12 a 15 dias. Minha solução é trazer para o mercado um produto com vida de prateleira mais elevada. Dentro da minha pesquisa consegui 50 dias com qualidade, com o padrão de sabor e visual e todos os aspectos que podem ser liberados pelas agências que fiscalizam isso”, afirma a pesquisadora e coordenadora da Lactoquito Elizabel Melo. Com sua biofábrica em desenvolvimento na cidade de Garanhuns, o berço dessa inovação, a empresa tem como objetivo inicialmente atender 50 produtores, produzindo mensalmente 100 quilos do componente. A Dra. Elizabel tem expectativas de ampliar o alcance do produto, atendendo até 100 produtores até o final do ano. Através da biofábrica, a empresa será capaz de receber as cascas e carapaças de camarão, realizar a extração, processá-la e fornecer diretamente aos produtores o conservante natural. Além de vender esse produto, a Lactoquito pretende colaborar com essas fábricas, oferecendo orientação até que obtenham o registro do produto. Com o registro, muitas dessas empresas, que atualmente operam na informalidade ou possuem acesso apenas a um mercado local limitado, poderão expandir sua clientela, inclusive para outros estados. Embora o queijo seja o primeiro produto testado pela Lactoquito, essa inovação tem potencial para atender outros segmentos da indústria de laticínios.

Inovação promete beneficiar produção de queijo coalho no Estado Read More »

industria vale

Pesquisa indica queda no desempenho industrial no Sertão do São Francisco

A Federação das Indústrias do Estado de Pernambuco (FIEPE) divulgou o “Panorama Industrial do Sertão do São Francisco”, estudo que revelou a queda na produção e na geração de empregos no primeiro trimestre deste ano. O estudo, que envolveu 30 empresários do setor industrial de Petrolina e de outros 4 municípios da região, abrangeu diversos setores, exceto a agroindústria. O índice que mensura o volume de produção alcançou 42,5 pontos neste trimestre, abaixo dos 50 pontos, indicando uma queda na produção. A pesquisa também revelou que o índice que acompanha a evolução do número de empregados ficou em 49,9, ligeiramente abaixo dos 50, indicando uma leve redução nas contratações. Variáveis como a utilização da capacidade instalada, índice de confiança, situação financeira, margem de lucro, matérias-primas e acesso ao crédito também foram avaliadas. Cezar Andrade, economista da FIEPE, afirma que em todas as variáveis a pesquisa registrou índices abaixo de 50 pontos. “Um desempenho inferior quando comparado ao trimestre imediatamente anterior e que revela a insatisfação geral dos empresários da indústria”. “Indicadores a exemplo da elevada carga tributária e da falta de incentivos e crédito são indicadores que teremos que trabalhar para melhorar o ambiente de negócios da região”, afirmou o diretor da Unidade Regional Sertão do São Francisco da FIEPE, Albânio Venâncio.

Pesquisa indica queda no desempenho industrial no Sertão do São Francisco Read More »