Economia

Confianca dos empresarios do varejo segue em alta

Vendas do varejo caem 0,6% em novembro, diz IBGE

(Da Agência Brasil) O volume de vendas do comércio varejista brasileiro recuou 0,6% de outubro para novembro de 2022. Essa é a primeira queda desde julho do ano passado (-0,2%) e veio depois de uma alta de 0,3% na passagem de setembro para outubro. Os dados são da Pesquisa Mensal do Comércio (PMC), divulgada hoje (11) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o resultado, o setor se situa no mesmo patamar que junho de 2022, e 3,6% abaixo do recorde da série, ocorrido em novembro de 2020. O varejo apresentou, no entanto, altas na média móvel trimestral (0,3%), na comparação com novembro de 2021 (1,5%), no acumulado do ano (1,1%) e no acumulado de 12 meses (0,6%). Em novembro, seis das oito atividades pesquisadas tiveram redução no volume de vendas: combustíveis e lubrificantes (-5,4%); equipamentos e material para escritório, informática e comunicação (-3,4%); livros, jornais, revistas e papelaria (-2,7%); tecidos, vestuário e calçados (-0,8%); outros artigos de uso pessoal e doméstico (-0,3%); além de hiper, supermercados, produtos alimentícios, bebidas e fumo (-0,2%). A receita nominal do setor cedeu 0,3% no período, mas cresceu 10,5% na comparação com novembro de 2021, 14,6% no acumulado do ano e 14,1% no acumulado de 12 meses. Varejo ampliado O varejo ampliado, que inclui os materiais de construção, veículos e autopeças, também caiu 0,6%, apesar das altas de 0,4% nos veículos e peças e de 3% nos materiais de construção. Mas diferentemente do comércio varejista, o varejo ampliado apresentou quedas na comparação com novembro de 2021 (-1,4%), no acumulado do ano (-0,6%) e no acumulado de 12 meses (-0,8%). A receita do varejo ampliado recuou 0,2% na comparação com outubro, mas avançou 7,7% em relação a novembro de 2021, 13% no acumulado do ano e 12,8% no acumulado de 12 meses.

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Geração solar cresceu 59,4% no Brasil e Pernambuco foi destaque da geração centralizada

Balanço inclui a soma de usinas de grande porte aos sistemas de geração própria Um mapeamento realizado pela Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica (Absolar) revelou que o Brasil obteve um crescimento de 59,4% na capacidade instalada de geração solar entre os meses de janeiro e novembro de 2022. Avançando de 13,8GW para 22GW, o país vivencia a expectativa de que a energia gerada por meio de fontes solares possa superar a capacidade instalada da eólica, que atualmente é de 23,2GW. O balanço, que inclui a soma de usinas de grande porte aos sistemas de geração própria, mostrou que o segmento já é responsável por mais de 10% da matriz elétrica brasileira. Nos últimos dez anos, ele atraiu mais de R$ 110 bilhões em investimentos no país, além de ser responsável pela geração de mais de 640 mil empregos. Para os próximos anos, a geração centralizada solar fotovoltaica, que concentra os projetos de usinas de grande porte, deverá reunir cerca de R$ 304 bilhões em investimentos, montante estimado com base nos projetos outorgados no país. Nesse cenário, Pernambuco é um dos destaques. Somando projetos que já estão em operação, construção ou receberam autorização para funcionamento, o estado concentra 2,7GW de capacidade de geração centralizada, volume que o coloca em 6º lugar no ranking nacional nesta categoria. No estado, a Kroma é uma empresa que se destaca no desenvolvimento de projetos de usinas fotovoltaicas. A empresa está construindo um complexo solar no município de Flores, no Sertão de Pernambuco, em parceria com a Elétron Energy. O local, que deverá iniciar as operações em junho de 2023, ocupa uma área total de 189 ha, e contará com cerca de 155 mil módulos fotovoltaicos e uma potência instalada de 101MWp. “A energia é suficiente para alimentar toda a região do Pajeú, com seus 300 mil habitantes, e ocupará uma área equivalente a 350 campos de futebol”, afirmou o diretor da Kroma, Ecliton Ramos. No total, os empreendimentos contarão com um investimento geral de R$ 340 milhões, recebendo um financiamento de R$ 218 milhões oriundos do Banco do Nordeste (BNB). “O semiárido pernambucano possui uma excelente irradiação solar, viabilizando técnica e economicamente os projetos solares”, explicou Ramos.

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“Manter a floresta em pé é a única condição de nos tornar relevantes na nova economia”

A sustentabilidade ambiental foi um dos temas mais polêmicos da gestão federal dos últimos anos. Neste momento de transição de governo e que os temas relacionados à preservação ambiental e a economia verde estão fervilhando, conversamos com Tatiane Simão, CEO da Somos Todos Amazonas, sobre as perspectivas para o desenvolvimento sustentável no País nos próximos anos. Como a floresta em pé é mais lucrativa que a sua exploração tradicional? Nos últimos anos o Brasil viveu uma significativa fase de desindustrialização, e não vamos recuperar isso pois perdemos as condições de acompanhar o progresso tecnológico através da inovação na área industrial. Manter a floresta em pé é a única condição de nos tornar relevantes na nova economia, ou seja, na economia do conhecimento baseado na biodiversidade onde nosso país tem forte potencial para se destacar e acelerar a transição de uma economia predatória para uma economia de baixo carbono baseada em processos regenerativos, valorizando os produtos da biodiversidade alinhados com o conhecimento da academia. Após o Governo Bolsonaro, temos a perspectiva de ter uma orientação nacional para tratar nossos ativos ambientais como uma diretriz para o desenvolvimento do País? Uma das pautas mais relevantes apresentadas para a nova gestão é a reconstrução da política ambiental do nosso país, o primeiro passo para o sucesso é reconquistar o protagonismo do Brasil nessa agenda e confiança da nossa sociedade e da comunidade internacional. Para o avanço é fundamental a formação de novos líderes, instituições e órgãos de fiscalização assim como restabelecer os princípios constitucionais para proteger nosso patrimônio natural e nossa biodiversidade abundante. Essa reconstrução é a diretriz do desenvolvimento, um desenvolvimento sustentável, equitativo, inclusivo e igualitário.A reconstrução para o desenvolvimento sustentável deve ir além da contabilidade, a consolidação de um país socialmente justo e seguro é a premissa para essa pauta. A biodiversidade deve ser uma fonte de riqueza para todos os atores ecossistêmicos, mas para que ela se torne uma fonte inesgotável de riquezas precisamos trabalhar seriamente nesta transição de uma economia limpa pautada em matrizes enérgicas renováveis, reflorestamento e ampla geração de emprego e renda baseada na recuperação dos nossos biomas. Quais as principais agendas ambientais para o Brasil nos próximos anos? E qual a principal agenda global, a prioridade? A crise climática é o maior desafio enfrentado pela humanidade, recentemente lideranças mundiais se reuniram na COP27 para discutir novas metas para o cumprimento do Acordo de Paris, a prioridade global é reduzir as emissões de gases de efeito estufa para mitigar e prever maiores riscos do planeta que já está “super aquecido”. O Brasil é o sexto maior emissor do planeta e tem grande responsabilidade no corte de suas emissões, grande responsabilidade e grande oportunidade para se tornar o primeiro país a zerar suas emissões, muito antes de China e dos EUA. Nosso país está em melhor posição comparado aos outros países, sendo importante reconstruir a Governança Ambiental para o avanço desta agenda sanando problemáticas como a grilagem de terras públicas, a violência e as invasões em territórios indígenas. Por fim avançar no sentido de evitar o desmatamento no país, nossa maior fonte de gases de efeito estufa, precisamos zerar os deamatamentos ilegais na Amazônia e no Cerrado, a taxa de desmatamento ilegal hoje é de 90% na Amazônia e 80% no Cerrado, e como fazemos isso? Precisamos criar mecanismos de segurança como citei anteriormente, precisamos de um marco regulatório eficiente que beneficie práticas regenerativas, praticas de agricultura familiar, desta forma caminharemos para o rumo de zerá-lo até 2030, alterando o mais cedo possível nossa curva de emissões. A Amazônia é a principal preocupação internacional quando se pensa no Brasil e onde naturalmente seguem mais recursos de preservação. Como o bioma da caatinga, que abrange muito do território nordestino, pode participar desse ciclo de desenvolvimento que preserva e explora de forma sustentável os seus ativos ambientais? Atualmente a Caatinga vem sofrendo muito com o desmatamento, a prática ilegal tem beneficiado as indústrias dos setores de cera e de gesso.Enquanto a atenção do mundo aponta apenas o bioma amazônico por ser o maior bioma do planeta, outros biomas tão relevantes têm sofrido esse desmatamento ilegal destacando em número comparativo da Amazônia o Cerrado e a Mata Atlântica, a indústria predatória tem se beneficiado com essas atividades. A academia deve ser a grande aliada para evitar esse desmatamento, hoje não existe solução gerada para alimentar essas indústrias, a integração e o compartilhamento de novos e antigos saberes/ é a chave para sanar as problemáticas, e, por conseguinte, melhorar o ambiente de negócios e as relações com investidores mundiais, ponto a se destacar para a reestruturação da nossa economia. A participação de todos os biomas nesse ciclo de desenvolvimento é fundamental para o fortalecimento das políticas de conservação como para a transição da economia baseada no uso dos ativos integrados ao conhecimento da academia.

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Inflação oficial fecha 2022 em 5,79%

(Da Agência Brasil) O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), que mede a inflação oficial, fechou 2022 com uma taxa de 5,79% acumulada no ano. O índice ficou abaixo dos 10,06% acumulados em 2021, segundo dados divulgados hoje (10) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A inflação acumulada de 2022 foi puxada principalmente pelos alimentos e bebidas, que tiveram alta de preços de 11,64% no ano, acima dos 7,94% de 2021. Também tiveram impacto importante os gastos com saúde e cuidados pessoais, que ficaram 11,43% mais caros. O grupo de despesas vestuário, por sua vez, teve a maior variação no mês: 18,02%. Os transportes ajudaram a frear o IPCA de 2022, ao registrar deflação (queda de preços) de 1,29% no ano. Esse grupo de despesas havia acumulado inflação de 21,03% no ano anterior. O grupo comunicação também fechou o ano com deflação: -1,02%. Os demais grupos apresentaram as seguintes taxas de inflação no ano: artigos de residência (7,89%), despesas pessoais (7,77%), educação (7,48%) e habitação (0,07%).

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Fabrica Pitu

INPI certifica a pernambucana Pitú como Marca de Alto Renome

A Engarrafamento Pitú, empresa que atua há 85 anos na produção de cachaças e é líder em exportação do produto, foi certificada pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI) como uma “Marca de Alto Renome”. A empresa comprovou três critérios definidos pelo instituto, sendo eles o reconhecimento da marca por ampla parcela do público brasileiro; a qualidade, a reputação e o prestígio associado à marca e aos produtos; e o grau de distintividade e exclusividade da cachaça no mercado. Algumas das marcas consideradas mais valiosas do mundo, tais como Coca-Cola, Google, Nike e BMW possuem o Alto Renome reconhecido pelo INPI. Dentre as brasileiras que conquistaram esse reconhecimento estão a Petrobrás, a Vivo, o Itaú e a Natura. Para demonstrar o reconhecimento da marca por ampla parcela da população brasileira, assim como comprovar os atributos de notoriedade, qualidade, reputação e prestígio, a Pitú apresentou pesquisas de mercado realizadas pelo Instituto DataFolha e também foram apresentadas diversas premiações recebidas ao longo dos anos em concursos nacionais e internacionais. “O contínuo investimento nos processos para manter e aprimorar a qualidade de suas bebidas, somados ao constante e maciço trabalho de divulgação e distribuição da Pitú ao longo dos anos, certamente, contribuíram para que a marca atingisse esse elevado grau de reconhecimento pelos brasileiros, o que foi fundamental para a conquista do status de Marca de Alto Renome.”, comenta Maria Eduarda Ferrer, gerente de marketing da PITÚ.

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capa raquel lyra 2023

Reconstrução pós-pandemia: Desafios do Governo Raquel Lyra em Pernambuco

*Por Rafael Dantas, repórter da Algomais Pernambuco tem pela primeira vez uma mulher eleita governando o Estado. Raquel Lyra assumiu nesta semana a liderança do Palácio do Campo das Princesas, encerrando um ciclo de 16 anos do PSB, em um momento de muitas dificuldades econômicas e sociais no País. Além da crise interna que rachou o Brasil em dois polos, os desafios ambientais se acumulam diante do avanço das mudanças climáticas. Durante o Painel Anual da Agenda TGI, o consultor Francisco Cunha apontou algumas das prioridades de desenvolvimento do Estado que podem nortear as ações públicas nos próximos anos. VISÃO PARA 2037 Na Agenda TGI e no documento Pernambuco Além da Crise, produzido pela TGI em parceria com a Algomais e Rede Gestão e enviado aos candidatos ao Governo nas eleições 2022, o consultor apresentou a Visão de Pernambuco para 2037 (quadro abaixo), que tem como pilares o desenvolvimento econômico e a qualidade de vida, com a promoção da justiça social, da responsabilidade ambiental e investimentos robustos em educação, ciência, tecnologia e inovação. Essa visão de longo prazo destaca também o desafio do Estado de fomentar o empreendedorismo e de avançar na eficácia na gestão pública. “Depois de muitas discussões de diversos especialistas chegamos à seguinte conclusão, pensando na visão de longo prazo: a visão começa pela importância do incentivo à ciência, tecnologia e inovação, articulado com o reforço ao empreendedorismo dinâmico e à gestão pública. Isso só pode ser desenvolvido com CT&I. Não é possível avançar além do que se tem, se não tiver articulação adequada com a academia e institutos de pesquisa. Isso tem que ser o local de onde parte a motivação para o aperfeiçoamento”, defendeu Francisco Cunha. Francisco Cunha considera estratégico preparar as bases para um salto de qualidade capaz de adequar o modelo de desenvolvimento de Pernambuco às novas exigências políticoeconômico- sociais-ambientais, nacionais e internacionais. Uma novidade do Painel Anual da Agenda TGI, porém, foi expor os desafios considerados estratégicos para os próximos quatro anos, que compreendem esse período da gestão de Raquel Lyra. Francisco Cunha apresenta como sugestões para a governadora: “Preparar as bases para um salto de qualidade capaz de adequar o modelo de desenvolvimento estadual às novas e acentuadas exigências político-econômico-socio-ambientais, nacionais e internacionais, decorrentes da pós-pandemia, da nova geopolítica mundial e das mudanças climáticas aceleradas”. CONTAS PÚBLICAS EM EQUILÍBRIO Para conduzir o Estado a essa transição do modelo de desenvolvimento, um dos fatores positivos que Raquel Lyra deve encontrar é o equilíbrio fiscal. Enquanto o Estado tem importantes problemas a serem superados nos próximos anos, como destacamos na série Desafios do Desenvolvimento de Pernambuco, no que diz respeito às contas públicas, Raquel Lyra assumirá um cenário reverso do nacional. Enquanto no País houve expansão da dívida nos últimos anos, no contexto local ela foi reduzida a patamares históricos. “Pernambuco tem um ponto relevante na passagem de governo que temos que destacar, que são as contas públicas, pois atingiu o seu menor endividamento em 21 anos. Pernambuco reduziu a dívida pública estadual que caiu de 53,18% em 2019 para 21,5% em 2022. Isso é muito importante, porque o Estado está com o menor endividamento da sua história recente e a capacidade de crédito restaurada”, destacou o consultor Francisco Cunha. Para se ter ideia do respiro que esse ajuste de contas proporciona para o Governo do Estado, a dívida pública pernambucana chegou a ser de 130,7% do PIB no começo do século. Esse endividamento reduziu para 38,3% em 2011. Ela voltou a subir, chegando a 72,5% em 2015. Nesse momento inicia uma trajetória decrescente até o patamar atual. “Isso é importante, porque o governo encerra esse ciclo com dinheiro no caixa e o Estado pode contrair outras dívidas para investimento”, ressaltou Francisco Cunha. MERCADO GLOBAL PASSA POR SUAPE A conexão do Estado ao mercado global tem em Suape um dos protagonistas. O principal polo de atração de investimentos do Estado, o Complexo Industrial e Portuário de Suape, também tem um caminho traçado para os próximos anos. Os anúncios dos investimentos bilionários do segundo terminal de contêineres pela Maersk (R$ 2,6 bilhões) e do novo Terminal Regás que será explorado pela holding brasileira OnCorp (R$ 2 bilhões), além da construção da Transertaneja, empreendimento da Bemisa que conectará Suape a Curral Novo, no Piauí (que mobiliza R$ 5,7 bilhões da ferrovia, mais R$ 1,5 bilhão para o Terminal de Granéis Sólidos Minerais) são os protagonistas do novo ciclo dessa região. “A chegada do segundo terminal de contêineres deve baixar os custos de Suape. Outro fator importante foi a retomada da autonomia do Porto, 10 anos depois”, destaca Francisco Cunha. Suape está inserido também numa das grandes tendências globais que é o hidrogênio verde (H2), com a perspectiva de instalação de um polo dessa fonte energética. Com a demanda mundial elevada desse combustível, a produção pernambucana tem grande potencial de exportação para a Europa e mesmo de atrair para o Complexo mais indústrias que utilizem o H2. A consolidação desses investimentos no Estado, com atração de novos players e acompanhamento dos que já foram anunciados, é um dos desafios no horizonte da nova governadora que estão antenados com a internacionalização da economia de Pernambuco. Na capital pernambucana, uma das expectativas da gestão é o apoio ao Porto Digital, principal polo tecnológico, conectado ao mercado global, que tem sofrido especialmente com a escassez de mão de obra. Na contramão das demais atividades econômicas, é a ausência de profissionais que cria riscos ao setor e que deve estar na agenda de prioridades do Governo do Estado. FORTE DESAFIO SOCIAL Os últimos relatórios sobre os cenários socioeconômicos do País expõem que entre todas as metas dessa visão, a justiça social é onde está o maior desafio. No Ranking da Pobreza (2021), elaborado pela Fundação Getúlio Vargas, Pernambuco aparece como o 4º lugar no País, com 50,32% da sua população com renda domiciliar per capita abaixo de R$ 497 mensais. Embora esse seja um problema histórico, ele foi muito agravado pela pandemia. Em 2019, último ano antes da chegada

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Entidades do setor econômico repudiam invasões aos Três Poderes

(Da Agência Brasil – Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil) Entidades que representam indústria, comércio, serviços e setor bancário divulgaram notas em que repudiam as invasões às sedes dos Poderes Executivo, Legislativo e Judiciário ontem (8), em Brasília, por manifestantes antidemocráticos. A Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC) afirmou que tem compromisso com os valores do Estado Democrático de Direito. “A confederação confia na apuração e punição dos responsáveis pelos crimes praticados contra a decisão manifestada nas urnas pela sociedade brasileira”, diz a nota divulgada pela CNC. A Confederação Nacional da Indústria (CNI) defendeu punição exemplar ao que classificou como “atos terroristas”. “O Brasil elegeu seu novo presidente da República democraticamente, pelo voto nas urnas. A vontade da maioria do povo brasileiro deve ser respeitada e honrada. Tais atos violentos são manifestações antidemocráticas e ilegítimas que atacam os três Poderes de maneira vil. O governo e as instituições precisam voltar a funcionar dentro da normalidade, pois o Brasil tem um desafio muito grande de voltar a crescer, gerar empregos e riqueza e alcançar maior justiça social”, afirmou o presidente da CNI, Robson Braga de Andrade, também em nota. A Federação Brasileira dos Bancos (Febraban) disse que “as cenas de desordem e quebra-quebra” causaram “profunda perplexidade institucional, que exigem firme reação do Estado”. “Com mais de meio de século de existência, a Febraban, integrante da institucionalidade do país, repudia com veemência as agressões ao patrimônio público nacional e a violência contra as instituições que representam o Estado Democrático de Direito”.

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jose gualberto

“Vinhos estrangeiros são contrabandeados numa quantidade 4 vezes maior do que a produção de vinhos finos brasileiros”

O contrabando e a falsificação de vinhos estrangeiros têm sido uma dor de cabeça para os produtores da bebida no Brasil. Afinal, o produto contrabandeado não paga imposto, enquanto que mais de 50% do preço dos vinhos legalmente vendidos no País corresponde ao valor dos tributos, segundo o presidente do Vinhovast (Instituto do Vinho do Vale do São Francisco) José Gualberto de Almeida. Apesar do problema, os produtores pernambucanos também têm motivos para comemorar: depois de 20 anos de intensos trabalhos, eles conquistaram a Indicação Geográfica Vale do São Francisco, concedida pelo Inpi (Instituto Nacional da Propriedade Intelectual). O registro de Indicação Geográfica (IG), segundo o Ministério da Agricultura, é conferido a produtos ou serviços que são característicos do seu local de origem, o que lhes atribui reputação, valor intrínseco e identidade própria. São produtos que apresentam uma qualidade única em função de recursos naturais como solo, vegetação, clima e saber fazer (know how). José Gualberto – que também é presidente da Valexport (Associação dos Produtores e Exportadores de Hortigranjeiros e Derivados do Vale do São Francisco) – conversou com Cláudia Santos sobre os benefícios que a IG trará para a vitinicultura da região (que produz 5 milhões de litros de vinho fino por ano), os problemas que o setor enfrenta, como o contrabando, e as perspectivas do enoturismo. Qual a importância da conquista da indicação geográfica para o setor vinícola do Vale do São Francisco? Com a conquista da indicação geográfica, o mundo da produção e dos negócios do vinho põe as suas vistas para a nossa região. Os grandes produtores de vinho do mundo procuram se instalar em regiões produtoras. A Miolo, da Serra Gaúcha, e a Global Wines, que produz os vinhos Rio Sol, já estão aqui e temos a certeza de que outros produtores internacionais virão. Temos um produto típico, único, feito com aquelas condições da região do São Francisco. Uma das características dos produtores e consumidores de vinhos é que eles gostam de tipicidades. Já se diz, inclusive, que a fidelidade não é uma característica dos tomadores de vinhos, porque eles se deslocam do consumo de vinho de uma região, vão para outra, comparam, trocam experiências. É isso que vai acontecer com o Vale do São Francisco. A responsabilidade é muito grande dos produtores, dos institutos e pesquisadores para que essa produção se consolide na qualidade e que essa “régua” vá sendo levantada cada vez mais para que tenhamos a possibilidade de nos firmarmos no grande teatro dos produtores de vinhos. Isso não significa que todos os vinhos e produtores vão alcançar em todos os instantes a indicação geográfica. O selo é concedido não ao produtor, mas aos produtos, e eventualmente, um produto que não se enquadre naqueles parâmetros não terá o selo. Isso não significa que não será um vinho a ser consumido. Teremos também outras vinícolas que irão se preparar para submeter seus vinhos a esse comitê permanente, dinâmico e variável que irá apreciar os vinhos e conceder essa indicação. Trata-se da primeira indicação geográfica de vinhos tropicais do mundo. É por isso que o selo demorou 20 anos para ser concedido? Exatamente. Porque não havia elementos de comparação. Existem vinhos tropicais em outros locais, mas nenhum conseguiu indicação geográfica. Uma grande questão, que será discutida ao longo dos próximos anos, é que o Vale do São Francisco produz uvas o ano todo. As pessoas dizem: “são duas safras”. Não são. São 52 safras porque podemos colher a uva na semana 1, na semana 2 até a semana 52. E serão produtos diferentes, porque no mundo clássico do vinho existe a figura da safra, que ocorre num determinado período do ano. Essa característica do Vale do São Francisco oferece uma amplitude enorme de produtos a serem conseguidos. Provavelmente, encontraremos empresas que se especializarão em vinhos de certos períodos do ano. Esses vinhos serão caracterizados, tipificados e o consumidor poderá fazer uma degustação horizontal, desde degustar, por exemplo, um Cabernet Sauvignon do primeiro trimestre e comparar com o do segundo, do terceiro, do quarto, do mesmo produtor. Ou uma degustação vertical, ao comparar vinhos produzidos no ano A, com o do ano B e com o do ano C, nos mesmos trimestres. Uma questão patente é que os vinhos produzidos na região são jovens, aromáticos, frutados e leves em razão dessa característica de poder elaborá-los o ano todo. Por isso, o produtor não está preocupado em fazer vinhos de guarda, como as regiões clássicas, que são estocados em barris de carvalho ou em aço inox por muito tempo. Além disso, os espumantes do Vale são altamente apreciados e procurados. Mas precisamos ter volume. Temos uma quantidade pequena de vinícolas (em torno de oito) mas, como eu disse, acreditamos que outras virão e atrairemos players da cadeia produtiva, como fabricantes de garrafas, rótulos etc. Isso leva a ganho de mercado, ganho de escala e ao barateamento e divulgação do produto. Haverá geração de postos de trabalho, de pesquisas, investimentos. O senhor acredita que o adensamento da cadeia produtiva do vinho vai demorar para acontecer? Acredito que vai se acelerar agora porque, além do vinho, temos a uva in natura que é um produto muito nobre, nossa região produz praticamente 100% da uva exportada pelo Brasil. Precisamos aumentar a cadeia de transporte, a logística etc. porque estamos numa região longe dos portos, o que aumenta nossos custos. Também precisamos muito de pesquisas. Para você ter ideia, para produzir uva de mesa importamos muitas variedades vindas dos EUA. A Embrapa conseguiu produzir algumas, mas o grande volume ainda é daquelas produzidas na Califórnia. Isso é um custo financeiro grande, pois pagamos royalties muito representativos, além do custo social, porque é um espaço de trabalho para pesquisa que não ocupamos. Se tivéssemos apoio massivo da pesquisa, poderíamos passar a ser exportadores de variedades ao invés de importadores. Leia a entrevista completa na edição 201.5: assine.algomais.com

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PROFESSORA JUSILEIDE COSTA

Crianças: dar mesada para os filhos é uma boa ideia?

Especialista em finanças destaca como a mesada pode auxiliar na educação financeira das crianças A mesada para filhos é muitas vezes o primeiro contato que as crianças têm com o universo financeiro. Por isso, essa pode ser uma oportunidade para as crianças aprenderem a desenvolver metas e a terem responsabilidade com o dinheiro. Mas, qual a idade para começar a dar a mesada? E de que maneira a mesada para filhos pode realmente ser educativa? A especialista em finanças e professora da Estácio, Jusileide Costa, destaca que quando se decide dar a mesada, é importante que os pais passem aos filhos noções sobre questões financeiras. “Por volta dos oito a nove anos de idade é um momento ideal para iniciar a mesada, pois é quando as crianças começam a entender melhor sobre dinheiro. A mesada sempre vai ser uma grande aliada quando se inicia com valores pequenos, ou seja, simbólicos, até para que os pais possam observar o comportamento das crianças em relação ao dinheiro”, afirmou.  Uma boa forma de realizar o cálculo para definir quanto a criança vai ganhar mensalmente, de acordo com a especialista, seria pela idade da criança. Segundo ela, valores baixos podem ajudar a criança a definir suas prioridades de gastos e a controlar as emoções em relação ao dinheiro. “Vamos aos exemplos: crianças de oito a 11 anos, uma média de R$ 50 reais por mês ou um real por dia, seriam valores ideais. Desse modo a criança vai aprender a controlar seus gastos, de acordo com aquilo que ela ache importante naquele momento. Se ela só tem R$ 50 reais e quer comprar os brinquedos x e y, mas se comprar os dois vai ficar sem dinheiro, ela começa a pensar sobre as prioridades”, exemplificou.  Jusileide lembra também que antes de definir o valor da mesada, é importante observar a maturidade da criança. Ela já reconhece as cédulas? Já sabe conferir o troco? Uma dica é levar a criança ao supermercado e fazer essas análises para saber se ela já está madura o suficiente para receber essa mesada.  Outra dica importante para os pais é que eles não reponham o dinheiro, caso o da criança acabe, e nem suplementem para que ela compre algo que o valor da mesada não deu. Também é importante que os pais estabeleçam limites para o que a criança pode ou não comprar.  “O valor da mesada deve aumentar progressivamente, à medida que os pais sintam maturidade na criança para atribuir valores maiores. Os aumentos devem ser em datas específicas, a exemplo do aniversário da criança, e à medida que o valor for aumentando, os pais também devem aumentar a responsabilidade da criança em relação ao dinheiro. Por exemplo, a criança ganhava R$ 50 e agora passou a ganhar R$ 100, então o lanchinho do fim de semana passa a ser responsabilidade dela. Dessa forma os pais vão ensinando a criança a lidar com o dinheiro e a pensar nas prioridades que devem ser dados a esse recurso”, destacou a professora da Estácio.

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financas pessoais

Pesquisa: Apenas 63% dos brasileiros admitem que têm controle de suas finanças pessoais

Estudo mostra que o parcelamento das contas virou uma cultura brasileira, mesmo quando não há necessidade de adiar o pagamento Quase 10 entre 10 brasileiros concorda que o planejamento financeiro é fundamental para manter equilíbrio econômico, mas apenas seis dizem que praticam alguma forma de controle de suas finanças pessoais. O resultado de pesquisa instruída pelo Instituto Opinion Box, que ouviu 2.018 pessoas de todas as regiões, explica em parte a alta inadimplência do país. Denominado Controle Financeiro no Brasil, o levantamento foi encomendado pela Serasa para compreender como os brasileiros enxergam o controle financeiro. O estudo avaliou os comportamentos associados aos pagamentos de contas e dívidas e como o consumidor se prepara, ou não, para arcar com essas responsabilidades. A pesquisa revelou que nos últimos 12 meses, 88% dos brasileiros passaram por alguma situação que pode ser explicada justamente pela falta de controle financeiro. Quatro em cada 10 brasileiros admitiram ter gasto mais do que pretendia em um mês e 24% inclusive se arrependeram das compras realizadas por impulso. “A pesquisa confirma que planejamento, controle e educação financeira devem ser associados diretamente à saúde e ao equilíbrio financeiro das pessoas e das famílias”, diz Patricia Camillo, Gerente da Serasa e especialista em finanças. “Quanto mais organizado financeiramente, menos o consumidor frequenta as planilhas de inadimplência”, complementa. Entre os consumidores que disseram realizar algum tipo de controle sobre suas finanças, 57% afirmaram que o objetivo é “melhorar a gestão do seu próprio dinheiro”. Para 52% dos pesquisados, o controle das finanças é voltado para gerar uma “reserva de emergência”. E 49% revelaram que controlam e economizam dinheiro para “realizar um objetivo futuro”. O cartão de crédito e o extrato da conta bancária são consideradas as duas principais formas de controle financeiro do brasileiro. Pelo menos 48% dos entrevistados disseram que usam a fatura do cartão como uma bússola de suas finanças pessoais e 47% afirmaram que têm noção de sua situação financeira porque acompanham o extrato bancário online. Chama a atenção que 33% ainda anotam as finanças no papel, mas 32% já usam planilhas digitais. Como os brasileiros se organizam para pagar contas: –49% mantêm as contas com vencimentos em dias próximos;-44% optam por realizar o pagamento assim que recebe a fatura, não necessariamente vinculado ao dia de vencimento.-Pix e cartão de crédito são os meios preferidos de pagamento: 69% A cultura do parcelamento Chama a atenção na pesquisa que 73% dos respondentes adotam o parcelamento como método de compra e pagamento, sendo que 23% o fazem apenas por costume e não por necessidade. A principal causa dessa cultura pode ser atribuída ao uso do cartão de crédito, pois 9 a cada 10 entrevistados utilizam esse meio de pagamento para conseguir realizar suas compras. “O parcelamento já se incorporou à realidade dos brasileiros porque muitos enxergam nessa forma de pagamento uma possibilidade de aumentar o poder de compra, o que não é uma verdade”, explica Patrícia Camillo. “Quando não administrado, o parcelamento se transforma na famosa bola de neve que estende e amplia o endividamento”, adverte. Segundo a pesquisa, 47% dos entrevistados definem o número de prestações de acordo com o seu orçamento, enquanto 41% se mostram mais preocupados com os juros embutidos no parcelamento. As principais preocupações referentes ao parcelamento de compras: Se há juros ou não para parcelamento: 41%Não gastar tanto dinheiro de uma vez: 32%Acreditam ser melhor diluir o valor no tempo: 30%Têm a sensação de que podem comprar mais: 30%Parcela gastos não planejados: 27%Não ter o valor total para pagamento à vista: 26%Costume de parcelar: 23% Outros insights da pesquisa: 75% dos brasileiros já pediram um empréstimo em algum momento de sua vida, sendo que 66% recorreram ao empréstimo no último ano;A modalidade de empréstimo mais tomada no último ano é o empréstimo pessoal (53%), seguido por crédito consignado (29%) e cheque especial (24%);Os principais motivos para os empréstimos realizados no último ano são pagar as dívidas do cartão de crédito (22%) e pagar despesas inesperadas (17%).

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