Economia

os Arranjos Produtivos Locais de Pernambuco possuem varias potencialidades

“Os Arranjos Produtivos Locais de Pernambuco possuem várias potencialidades”

*Por Rafael Dantas As atividades dos Arranjos Produtivos Locais contribuem para o desenvolvimento econômico e social de várias cidades do interior de Pernambuco e representam um incentivo à manutenção das populações no campo. Além do cultivo e da criação de animais nas zonas rurais, esses produtores avançaram nos últimos anos com o beneficiamento e regularização de seus produtos, agregando mais valor ao seu trabalho e alcançando novos mercados. A pandemia também os afetou, em especial no escoamento da produção. Nesta entrevista concedida à Revista Algomais, Álvaro Eugênio, gerente geral de fomento dos Arranjos Produtivos Locais da Adepe (Agência de Desenvolvimento de Pernambuco), fala sobre como os diversos APLs de Pernambuco estão enfrentando os efeitos nocivos da chegada da Covid-19 e quais as contribuições do programa Força Local para a maior competitividade e retomada das atividades desses pequenos produtores. Qual o cenário atual dos Arranjos Produtivos em Pernambuco? Os Arranjos Produtivos Locais de Pernambuco possuem várias nuances e potencialidades. Hoje a gente trabalha com uma concepção mais ampla de Arranjos Produtivos Locais. Pelo conceito, precisaria ter uma governança, estar situado dentro de uma região geográfica específica para ter acesso às instituições de crédito e pesquisa. Atuamos no apoio de vários arranjos produtivos importantes. A produção de café, de mel e de leite de cabra são relevantes, mas não só trabalhamos apenas com esses. Há diversos segmentos econômicos que julgamos importantes também, como a mandioculturura. Há alguns produtos que podem se concentrar em algumas regiões, mas há outros estão presentes no estado inteiro. Como acontece o apoio do poder público para esses produtores? Temos um programa formatado para fortalecer esse programa que é o Força Local, da Adepe. Ele foi constituído desde 2019, onde nossa atuação se dá por meio de editais. As entidades privadas sem fins lucrativo submetem o projeto e se for aprovada recebem o fomento não reembolsável. É uma politica de desenvolvimento econômico para o interior do Estado. Qual o impacto da pandemia nesses APLs? A pandemia criou uma situação um pouco complicada. O escoamento da produção realmente ficou mais comprometido. Algumas feiras locais tiveram dificuldade de abrir, o isolamento necessário levou a falta de escoamento de produção do campo, um problema maior para os produtos mais perecíveis. A atividade da caprinovinocultura, por exemplo, teve dificuldade de expor seus produtos nas feiras municipais. A pandemia complicou esses APLs e a agricultura familiar de forma geral. Qual o momento desses segmentos?  Vivemos um momento de retomada. O programa tem dado certo no apoio a esses produtores. Temos contato com muitas associações de produção, mais de 90 projetos foram aprovados desde 2019. Já foi investido, somadas as contrapartidas, mais de R$ 20 milhões. Quais as principais demandas dessas associações? Todo arranjo produtivo que pudemos adentrar tem 3 grandes gargalos em sua produção. O primeiro é de gestão. São entidades privadas sem fins lucrativo, então apoiamos o coletivo. Existem muitas pessoas que são mais individualistas. Então é preciso investir na coletividade, na gestão e na regulamentação desses grupos, até porque todos os seus produtos precisam estar regulamentados. Então o primeiro trabalho é de sensibilização à formalização. A segunda demanda é da aquisição de equipamentos para estrutura física, investimentos na própria unidade de produção fabril. Tacho para produção de doce, despolpadeiras para fzer polpa e em algumas situações até pequenas construções. O terceiro gargalo está na logística de escoamento da produção. Apoiamos tanto para disponibilizar esses produtos em grandes feiras que acontecem no Estado, como na aquisição de caminhões. Alguns precisam de caminhão-baú refrigerado para escoar queijo ou carne, por exemplo. Qual a importância do APL de Café em Taquaritinga do Norte? Esse é um projeto muito bom. Temos um café de Pernambuco que os próprios pernambucanos precisam conhecer, mas poucas cafeterias que fornecem. Taquaritinga é o maior produtor do Estado. O APL vive um processo de retomada após alguns anos de seca que prejudicaram nossos cafezais. Estamos colocando nosso café de novo em evidência, são mais de 400 produtores de café nessa região que tem um microclima adequado e diferenciado para quem é consumidor de cafés especiais. Temos um projeto em execução. A associação de produtores de café fez o requerimento de uma série de equipamentos, como torra, embaladoura a vácuo, tem um equipamento específico para detectar unidade. São investimentos para beneficiar o café. Esse segmento viveu um crescimento bem razoável e tem cerca de 9 marcas proprias de café na região, de produtores distintos. Mas são produtos que precisam ser mais conhecidos, ter mais ações de marketing para que a RMR os conheça.   Qual o cenário da produção de mel no Estado? Mel é um produto que sou apaixonado. É muito incrível. Primeiramente, é importante ressaltar que temos mel no Estado inteiro, do litoral ao sertão. A grande concentração é na chapada do Araripe, em municípios como Ipubi, Araripina e Moreilândia. São centenas de produtores de mel e muitas associações em atividade A gente tem um gargalo bem interessante nesse segmento. Temos um desafio de justamente promover a montagem e estimular a operação das casas de mel. São estabelecimento onde se faz o beneficiamento do mel. As colmeias vem do campo, é retirada a cera, coloca na centrífuga, depos é filtrada e embalada. É necessario um selo de insperção estadual da Adagro. Nosso desafio é na formalização disso, estamos trabalhando junto às associações de mel para ter selos e vender esses produtores nos supermercados. Os desafios estão estão em garantir a produtividade das casas de mel com certificação e também buscar o selo do Serviço de Inspeção Federal. Hoje não temos um estabelecimento com esse selo que permitiria exportar esse mel, que é muito procurado. Esse é um problema conhecido. Sem esse selo não poderia sequer ir para outro estado. No força local tem uma série de projetos de todas naturezas para apoiar essa cadeia, como na compra de equipamentos, melhoria das estruturas físicas e vários projetos de regulamentação, organizando esses apicultores. Exitem alguns projetos de apoio ao escoamento também. Qual a contribuição da produção de leite de cabra e seus derivados em Pernambuco? Essa é

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Instituto SENAI de Inovação para TICs e Stellantis irão desenvolver solução tecnológica para o Polo Automotivo

O Instituto SENAI de Inovação para Tecnologias da Informação e Comunicação (ISI-TICs) e o Grupo Stellantis deram início a sua primeira parceria com foco na evolução tecnológica da indústria automotiva. Aprovado no programa Rota 2030, o projeto consistirá no desenvolvimento de uma solução tecnológica capaz de aprimorar a execução do plano operativo de montadoras de automóveis. A criação e a validação da solução envolverão, além da planta responsável pela produção dos modelos Jeep Renegade, Jeep Compass, Jeep Commander e Fiat Toro, em Goiana, duas sistemistas que atendem à empresa, cujos processos produtivos estão diretamente vinculados ao da montadora: a Componentes de Módulos Plásticos (CMP) e a Componentes e Módulos Automotivos (CMA). Ao todo, o investimento somará mais de R$ 1 milhão, dos quais R$ 625 mil serão oriundos do Rota 2030. O custo restante será compartilhado entre a Stellantis e as demais empresas participantes do projeto. “A Stellantis é uma empresa voltada para a inovação e o futuro da mobilidade. Esta parceria soma talentos e competências, sendo capaz de acelerar e ampliar nossos resultados na busca de soluções inovadoras”, ressalta Antonio Filosa, presidente da Stellantis para a América Latina. “O Instituto SENAI de Inovação é um parceiro que tem desenvolvido soluções de grande impacto”, afirma João Irineu Medeiros, responsável por Regulamentação e Compliance da Stellantis. “Estabelecer parcerias com instituições de alta capacidade de desenvolvimento é uma estratégia da Stellantis para acelerar a inovação, através da atração de competências. As parcerias representam a forma mais dinâmica e moderna de enfrentar os grandes desafios que a indústria da mobilidade tem que superar agora e no futuro”, acrescenta. Por meio dessa parceria, o ISI-TICs irá desenvolver um software capaz de auxiliar na resolução de um desafio comum nas plantas automotivas que fabricam mais de um tipo de produto, como é o caso da fábrica pernambucana da Stellantis: a necessidade constante de ajustes no plano operativo para cumprir com a meta estabelecida de produção. “A proposta é que essa solução seja testada na fábrica da Stellantis, na CMA e na CMP para homologação e, depois, que seja disponibilizada para toda a cadeia automotiva brasileira. Assim, o projeto irá alavancar a eficiência de todo o setor”, explica o gerente de Negócios do ISI-TICs, Ernani Azevedo. O projeto será desenvolvido ao longo dos próximos 12 meses e reunirá tecnologias como inteligência artificial, aprendizagem de máquina, big data e análise de dados. O desafio apresentado pela Stellantis foi um dos vencedores do último ciclo do edital Aliança Automotiva, uma das categorias previstas pelo Programa Alavancagem de Alianças para o Setor Automotivo (A3), o programa prioritário desenvolvido pelo SENAI Nacional dentro do Rota 2030. Nesta categoria, são contemplados desafios propostos pelas indústrias automotivas que também estejam presentes em toda a cadeia, o que possibilita a disseminação da solução desenvolvida. A parceria com um dos institutos mantidos pelo SENAI é uma das exigências do edital. O projeto contará, ainda, com a participação da Maltic, start-up pernambucana que atua junto à indústria tanto com consultorias em tecnologias de mercado quanto no desenvolvimento de soluções customizadas. Além de participar do co-desenvolvimento da solução, o papel da empresa será atuar como fornecedora da solução para toda a cadeia automotiva do País.

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Serra Talhada receberá empresarial com investimento de R$ 20 milhões

Foi apresentado ao mercado neste mês o projeto do JD Trade Center, um moderno empresarial que segue padrões internacionais de construção, que será erguido no sertão do Estado. O empreendimento terá mais de 4 mil metros quadrados e será integrado ao Shopping Serra Talhada, uma operação que já com 70 lojas em operação. O empresarial terá seis pavimentos comerciais com 72 salas, e mais dois residenciais, 28 flats, além de um grande rooftop com vista para a serra. O projeto é uma parceria entre três empresas locais: a JDS, do Grupo João Duque; a Madeira de Lei Desenvolvimento Imobiliário e a MMEC Engenharia e Construções, em um investimento superior a R$ 20 milhões. O empreendimento irá gerar cerca de 150 empregos diretos e pelo menos 300 indiretos. A previsão é que as obras comecem no início de 2022 e já em 2024 estejam totalmente concluídas. Hotel Ibis também chegará a região Este ano foi anunciada, com a participação da JDS e a Madeira de Lei, a construção de um hotel com a bandeira Ibis, da rede internacional Accor, que começa a operar já 2024, um investimento de R$ 20 milhões que promete atrair novos negócios.  “Nosso papel é fomentar, não apenas o crescimento econômico, mas também a geração de emprego, renda e bem estar social do nosso Sertão. Muito me orgulha fazer parte dessa construção e contribuir na conexão de pessoas e negócios, transformando Serra Talhada uma cidade âncora”, diz o empreendedor, Murilo Duque, CEO da JDS. Conexão de negócios Os empreendedores entendem que o JD Trade Center é um projeto que mira no futuro, mas que que precisa ser construído agora. “É um marco para região e possibilitará a total conexão entre os equipamentos que fazem parte do HUB local: Shopping, hotel Ibis, aeroporto, Senac, Selfit, Assaí e outros”, afirma o arquiteto Rafael Amaral, que também é empreendedor, como sócio da Madeira de Lei MI.  

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Retomada econômica em debate

Francisco Cunha debate retomada em nova edição do Diálogos Econômicos Com transmissão ao vivo pelo Youtube da Ademi-PE, logo mais, a partir das 17h30, Francisco Cunha leva um pouco da sua expertise de mais de 30 anos como consultor empresarial para fomentar a terceira edição do Diálogos Econômicos. “Irei promover uma análise sobre o cenário nacional e o impacto que ele trará na economia pernambucana no próximo ano. Será um debate produtivo, baseado em oito tópicos que considero essencial para discutir a retomada nesse cenário de novo normal de pós-pandemia”, adianta Francisco Cunha. Promovido pelo Movimento Pró-Pernambuco (MPPE) em parceria com a Secretaria de Desenvolvimento Econômico estadual (Sdec), o projeto mensal tem como proposta debater os caminhos para o desenvolvimento econômico no Estado através da perspectiva de especialistas no assunto. . Prefeitura lança Investe Recife para atrair investimentos privados e apoiar atividade local Buscando impulsionar a geração de emprego e renda atraindo novos investimentos para a cidade, a Prefeitura do Recife lançou o Investe Recife. Trata-se de uma equipe que vai executar políticas públicas de promoção da imagem da cidade como polo econômico e atração de empresas no Brasil e no exterior, além de apoiar e estimular a expansão dos negócios já existentes no município. A criação dessa estrutura integra o Programa Recife Virado. Inaugurando as ações da Investe Recife, o prefeito João Campos assinou um memorando de intenções com a Association of Information Technology and Telecommunications – “ITL”, associação de empresas de tecnologia da informação e inovação da Estônia, hoje considerada um polo global no setor. . Inovação e Economia Amanhã (quarta-feira, dia 24), acontece a última Prime Class IBMEC do ano. O evento que acontece no Centro Universitário UniFBV/Wyden, às 19h30, terá a mediação de Ranieri Rodrigues, coordenador de pós graduação da instituição e o palestrante convidado será Rafael Dubeux, formado pela UFPE em Direito, pesquisador visitante em Berkeley, na Universidade da Califórnia e advogado da União. Atualmente Dubeux é o Secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação da Prefeitura do Recife. O encontro tem como tema “Desenvolvimento e inovação: explorando caminhos para impulsionar o crescimento econômico”. Quem desejar participar deverá se inscrever através do link https://forms.office.com/r/yKsmWfTq5B  

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Confianca dos empresarios do varejo segue em alta

Confiança dos empresários do varejo segue em alta

O Índice de Confiança do Empresário do Comércio em Pernambuco (ICEC-PE)*, analisado pela Fecomércio-PE, ficou estável no mês de novembro. Mesmo com o desempenho pouco favorável ao varejo em termos de volume de vendas no terceiro trimestre, conforme resultados divulgados pela Pesquisa Mensal de Comércio (IBGE), os empresários pernambucanos continuam reforçando a confiança para o ambiente de negócios nos próximos meses. Embora a receita nominal, comparando com o mesmo período do ano anterior, apresente resultados surpreendentes desde o 2° trimestre de 2020, os efeitos da alta de preços afetando tanto o orçamento familiar quanto os custos das empresas vêm minando o desempenho das vendas varejo. No segundo trimestre deste ano, por exemplo, a receita nominal de vendas no varejo registrou crescimento de 37,1% em relação ao mesmo trimestre de 2020. Descontando o efeito inflacionário, o que o IBGE considera resultado do volume de vendas, a variação ficou em 24%. No terceiro trimestre, o ímpeto de consumo foi arrefecido, com variação de apenas +8,4% na receita nominal em relação ao mesmo período de 2020. Em termos de volume vendas, o desempenho foi de -4,7% (-2,3%, -7,8% e -3,8%, em julho, agosto e setembro, respectivamente), confirmando que o aumento dos preços vem impactando fortemente o resultado real da atividade varejista. Não obstante o fraco desempenho dos últimos meses, os varejistas continuam esperançosos para o movimento na passagem de ano, aguardando que o ímpeto de consumo melhore em função das ofertas de Black Friday e das comemorações de Natal e Réveillon. Sobre esse aspecto, a pesquisa de Intenção de Consumo das Famílias, também realizada pela CNC, já havia registrado aumento nas perspectivas de consumo nos meses de setembro e outubro, deixando expectativa para a avaliação das famílias nesse mês de novembro, ainda a ser divulgada. Nesse contexto, o ICEC cresceu 0,6% entre outubro e novembro, uma variação que indica estabilidade na confiança dos empresários, além de manter o indicador no patamar de 115 pontos, ainda expressando otimismo para os próximos meses. O resultado de novembro refletiu o avanço no subíndice que avalia as intenções de investimento (IIEC), que cresceu 4,5%, enquanto o subíndice da situação atual (IAEC) recuou 1,7%, refletindo o ritmo constantes de elevação dos custos para a atividade empresarial. No que diz respeito às intenções de curto prazo, destacou-se o percentual de empresários que revelam intenção de aumentar o quadro de funcionários nos próximos 3 meses, passando de 75,7% em novembro para 83,1% em outubro. Já a perspectiva de elevar o atual volume de investimento subiu de 51,3% para 53,6% dos empresários, intenção que compartilhada por apenas 34,6% dos empresários em novembro de 2020. Em relação ao estoque de produtos, 88,0% apontam que pretendem aumentar o volume nos próximos meses, patamar semelhante ao registrado em outubro (88,4%). Portanto, verifica-se que o nível de confiança, que se manteve em novembro, vem se convertendo em perspectivas de aumento da contratação de funcionários, possivelmente visando o atendimento das demandas de fim de ano e ano novo. *O Índice de Confiança do Empresário do Comércio (ICEC), calculado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), capta a percepção do empresário do varejo quanto ao ambiente de negócios, considerando a sua perspectiva sobre a economia brasileira, o setor de comércio e a situação da sua empresa. O ICEC é composto por três subíndices que avaliam, respectivamente, as condições atuais (ICAEC), às intenções de investimento (IIEC) e as expectativas de curto prazo (IEEC).

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Perdendo usuários, Facebook aposta no metaverso para se reinventar

O Facebook agora é Meta. Mudança no nome não é apenas uma ação de marketing. Faz parte de uma estratégia abrangente, que pretende modificar a forma como usamos a internet atualmente, de acordo com os planos da nova empresa. E chega em um momento em que o negócio de Mark Zuckerberg perde relevância entre usuários mais jovens e está envolvido em uma série de polêmicas, que comprometem sua reputação e seu futuro. A primeira análise que se pode fazer sobre a mudança é administrativa e política. Ao criar a Meta, o Facebook repete o modelo do Google, que fundou a Alphabet, em 2015, como guarda-chuva para abrigar seus diversos negócios. Com isso, seus fundadores, Sergey Brin e Larry Page, profissionalizaram a gestão, ficaram livres para investir em outras áreas — computação quântica, carros autônomos, internet das coisas — e, ao mesmo tempo, saíram da frente dos holofotes. Essa também é a vontade de Zuckerberg. Sair da frente das câmeras e, principalmente, minimizar o desgaste de imagem que o Facebook vem enfrentando nos últimos anos. Começando pelo vazamento e manipulação de dados durante a campanha eleitoral de Trump até o recente “Facebook Papers” no Congresso americano. Além disso, há acusações de monopólio, tratamento diferenciado para celebridades, negligência diante de posts criminosos, entre outras. A segunda análise é estratégica. Como o Facebook vem perdendo usuários, por seu modelo ter chegado à exaustão, Zuckerberg precisava de um novo rumo, antes que atingisse um ponto sem volta, como ocorreu com o Orkut. E a aposta no metaverso é a principal cartada nesse jogo das redes sociais, que vinha alternando entre “mãos boas”, com o Instagram, e “mãos ruins” com o próprio Facebook. Além disso, a estratégia foi associar a Meta ao nome da nova tecnologia que surge: o metaverso. Essa mistura é conhecida como “Efeito Bombril”. Tecnicamente, é uma figura de linguagem (metonímia), que acontece quando um termo é usado no lugar de outro, por causa da relação de semelhança entre eles. Estratégia de alto risco. Se o metaverso der certo, a Meta ganha. Se der errado, fica inviável mudar de rumo sem mudar de nome. Mas o que é mesmo o metaverso? É um universo virtual no qual as pessoas serão avatares e poderão trabalhar e se conectar com amigos. Só que em terceira dimensão (3D), sendo apoiados por realidade virtual (VR) e realidade aumentada (AR). Para isso, será necessário usar óculos com wifi, câmera, microfone e alto-falante. Os óculos do metaverso, porém, serão iguais aos modelos que já conhecemos, como o Ray Ban, primeira marca a fazer parceria com a Meta. A proposta do metaverso é que, no futuro, a interação entre as pessoas na internet deve acontecer como se estivéssemos literalmente “dentro” da tela. Zuckerberg acredita se tratar da maior revolução na maneira como interagimos online desde a invenção do smartphone. E pode ser mesmo se a Meta conseguir desenvolver com rapidez a tecnologia da nova plataforma e popularizar os dispositivos para acessá-la. Não dá para projetar ainda o impacto do metaverso em nossas vidas. Mas vejo que alguns setores podem adotar logo de cara a nova tecnologia. No ensino remoto, por exemplo, será possível simular o ambiente de uma sala de aula por meio de avatares dos alunos. Além disso, o professor poderá se valer da realidade aumentada para explorar a composição do corpo humano, o globo terrestre, uma fórmula de química. Tudo em terceira dimensão, na frente dos nossos olhos.

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Recife é classificada como uma das melhores cidades para se fazer negócios

Na mais nova edição do relatório “Melhores Cidades para Fazer Negócios”, elaborado pela consultoria Urban Systems, o Recife foi classificado como a 13ª melhor cidade o Brasil para se fazer negócios no segmento de serviços e é a melhor nordestina. A capital pernambucana avançou 40 posições entre 2020 e 2021 no segmento de serviços. O segmento é responsável por 65% do Produto Interno Bruto (PIB) da cidade, com faturamento de mais de R$ 8 bilhões até agosto deste ano. Barueri, no Estado de São Paulo, lideran no indicador, sendo seguida por São Paulo e Florianópolis (SC). Entre as 20 primeiras cidades do Nordeste neste indicador, além da capital pernambucana, aparecem Fortaleza (CE), na 16ª posição, São Luís (MA), no 16º lugar, e Salvador (BA), na 20ª colocação. . Aena Brasil e Passarelli-Método assinam contrato para reforma do Aeroporto do Recife A Aena Brasil firmou contrato com o consórcio Passarelli-Método para reforma e ampliação do equipamento aeroportuário pernambucano. Os trabalhos devem começar no princípio de 2022 e serão entregues até 2023, como rege o contrato de concessão com a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac). “Esta assinatura é muito simbólica, uma vez que, com ela, a Aena Brasil dá início a um processo de transformação histórica do Aeroporto de Recife, uma das principais portas de entrada para o Nordeste brasileiro, e demonstra seu compromisso com o município, com Pernambuco e com o Brasil”, ressalta o diretor-presidente da Aena Brasil, Santiago Yus. O Aeroporto Internacional do Recife está entrando no segundo momento das obras previstas no modelo de concessão. Nesta segunda fase, chamada de 1B, o aeroporto vai passar por mudanças significativas, ganhando uma gestão mais moderna e eficiente em todas as etapas do processamento de passageiros, bagagens e cargas. As melhorias incluem ampliação do terminal, aumento da capacidade operacional e incremento das áreas de pista, táxi e pátio de voo. Além disso, o terminal vai ganhar mais espaço comercial, podendo receber um maior número de lojas e restaurantes. . TIM reabre loja com espaço Casa Conectada A loja da TIM do Shopping RioMar Recife acaba de ser reinaugurada com uma nova proposta. Além do layout moderno e conceito digital, a loja conta com o espaço casa conectada, onde os consumidores poderão conhecer e experimentar as vantagens tecnológicas de uma residência inteligente, além de adquirir produtos para conectar sua moradia. O ambiente oferece devices como câmera inteligente, controle universal, smart lâmpada com Wi-Fi, sensor inteligente de movimento e Smart Plug Wi-Fi.  A unidade passa também a ser a segunda da companhia no Nordeste com conceito pet friendly, com espaço especial para cães e gatos e conta com uma urna de descarte de equipamentos eletrônicos.

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o empresario inacio miranda presidente do grupo karnekeijo que controla a rede de atacarejo pernambucana deskontao credito executiva comunicacao 1

Deskontão investe R$ 8 milhões e reinaugura loja

O Grupo KarneKeijo reabriu hoje sua loja do Deskontão Atacado Imbiribeira, após uma ampla reforma. Com investimentos de R$ 8 milhões, a unidade ganhou nova fachada, foi climatizada e passa a ter um layout interno com mais espaço para circulação. O aporte garantiu também a compra de novos equipamentos frigorificados, ampliação das vagas de estacionamento de 80 para 300 vagas, e a instalação de duas estações de recarga de veículos elétricos. “Fizemos uma reforma muito grande. Estamos realmente entregando ao consumidor uma loja totalmente nova, climatizada e com equipamentos de ponta”, afirma o empresário Inácio Miranda, presidente do Grupo KarneKeijo, que controla a rede Deskontão. “Também ampliamos o delivery, que no período da pandemia passou a ser muito mais utilizado”, destaca Inácio Miranda. Além da loja na Imbiribeira, a rede tem mais duas lojas no Recife (Barro e Casa Amarela).   R$ 8 milhões de investimentos 6 mil metros quadrados de área construída 300 funcionários trabalham na rede Deskontão    

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No Agreste Meridional, Paulo Câmara anuncia aporte de mais de R$ 83 milhões

Do Governo de Pernambuco Em novo giro pelo Estado, o governador Paulo Câmara esteve na cidade de Caetés, nesta quinta-feira (18.11), anunciando novas ações para o Agreste Meridional previstas no Plano Retomada, lançado em agosto. Ele autorizou a elaboração do projeto para implantação do Sistema de Abastecimento de Água que atenderá ao povoado de Ponto Alegre, partindo da Estação de Tratamento de Água Capoeiras. O sistema contará com estação elevatória, implantação de 7,6 quilômetros de adutora, reservatório elevado com 50 metros cúbicos de capacidade e estruturação de aproximadamente 2,3 quilômetros de rede de distribuição. Cerca de 800 pessoas serão atendidas, com um investimento da ordem de R$ 1,7 milhão. Ainda na área de infraestrutura, Paulo Câmara assinou um convênio de R$ 1 milhão para pavimentação de várias ruas no município. “Estamos anunciando investimentos importantes aqui no Agreste Meridional. Visitaremos sete municípios até sábado. É um conjunto de ações na área de recuperação de estradas, obras de infraestrutura dentro das cidades, de abastecimento e saneamento, avanços na educação, entre outras coisas. Estamos garantindo as iniciativas necessárias para gerar mais emprego e renda no Estado”, frisou Paulo Câmara. Na área de assistência social, serão destinados recursos para a manutenção do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS), no valor de R$32,5 mil, além da ampliação da cozinha comunitária local, que passará a ofertar mais 100 refeições diárias, ajudando a combater a insegurança alimentar e nutricional, com um investimento de R$ 72 mil. Paulo Câmara autorizou ainda a licitação do novo prédio da Escola de Referência em Ensino Médio (EREM) Luiz Pereira Júnior e a implantação da Central de Oportunidades de Pernambuco (COPE) na cidade, para auxiliar empreendedores da região com a concentração dos serviços da Secretaria de Trabalho, Emprego e Qualificação em um só lugar. Por fim, ele entregou novos Certificados de Registro e Licenciamento de Veículos (CRLV), em razão do decreto de anistia das motocicletas. CAPOEIRAS – O governador também esteve no município de Capoeiras, onde deu por inaugurada a implantação e pavimentação da PE-193. Executada pelo Departamento de Estradas de Rodagem (DER), a intervenção abrangeu um trecho de 5,2 quilômetros da rodovia, unindo a cidade à vizinha Caetés. Foram realizados trabalhos de drenagem, revestimento asfáltico e sinalização vertical e horizontal. O trecho implantado complementa os 34,1 quilômetros restantes da estrada, que também receberam serviços de manutenção da pavimentação e reforço no sistema de sinalização, totalizando 39,3 quilômetros entre o entroncamento da PE-180, em São Benedito do Uma, e a BR-423, em Caetés. A iniciativa favorece cerca de 100 mil moradores do Agreste Meridional, que passarão a ter mais conforto, agilidade e segurança na estrada. “A requalificação da PE-193 também gera um impacto positivo para a retomada do crescimento da economia do Agreste. A obra favorece as atividades turísticas e o escoamento da produção leiteira, agrícola e pecuária da região”, pontuou a secretária de Infraestrutura e Recursos Hídricos, Fernandha Batista. Ainda nesse âmbito, Paulo Câmara autorizou as obras de recapeamento e requalificação das vias urbanas em concreto betuminoso, somando mais de R$ 1,3 milhões em investimentos, além da liberação de R$ 480 mil para implantação de rede de abastecimento que atenderá o Matadouro Público da cidade e fornecerá água tratada para mais de 20 mil pessoas. Para Capoeiras, foi anunciado ainda a implantação de uma Central de Oportunidades e de uma cozinha comunitária, que oferecerá 200 refeições por dia. O governador também garantiu R$ 65 mil de repasse para a manutenção do Centro de Referência de Assistência Social (CRAS) e do Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS), e entregou Certificados de Registro e Licenciamento do Veículos (CRLV) para condutores de motos. Acompanharam a comitiva os secretários estaduais José Neto (Casa Civil), Claudiano Martins Filho (Desenvolvimento Agrário), Fernandha Batista (Infraestrutura e Recursos Hídricos), Tomé Franca (Desenvolvimento Urbano e Habitação), Rodrigo Novaes (Turismo e Lazer), Alberes Lopes (Trabalho, Emprego e Qualificação), Cloves Benevides (Políticas de Prevenção à Violência e às Drogas), Alexandre Gabriel (chefe da Assessoria Especial) e coronel Carlos José (chefe da Casa Militar); além dos secretários executivos João Charamba (Educação), Rodrigo Molina (Infraestrutura e Recursos Hídricos) e Eduardo Figueiredo e José Maurício (Casa Civil). Participaram também os presidentes da Perpart, Nilton Mota, e do Detran-PE, Roberto Fontelles; o comandante-geral da Polícia Militar, coronel Roberto Santana; o comandante-geral do Corpo de Bombeiros, coronel Rogério Coutinho; os deputados federais André de Paula e Silvio Costa Filho; os deputados estaduais Doriel Barros, Marcantônio Dourado Filho e Álvaro Porto; os prefeitos Nivaldo Tirri (Caetés) e Nego do Mercado (Capoeiras), além de outros prefeitos e vereadores da região.  

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Gent Negocios movimentacao da economia pelo interior

Gente & Negócios: movimentação da economia pelo interior

Em abril de 2022, Petrolina será sede do 1º Salão de Turismo do Vale. O anúncio foi feito nesta semana, no Centro Cultural Cais do Sertão. O evento contou com a participação do secretário de Turismo e Lazer de Pernambuco, Rodrigo Novaes; do presidente da Empetur, Antonio Neves Baptista, e dos idealizadores do projeto Luciano Correia e Gilberto Pires. Programado para acontecer de 28 de abril a 1º de maio, o 1º Salão de Turismo do Vale do São Francisco terá uma estrutura de aproximadamente 5 mil m², na orla de Petrolina, com exposições, palestras, workshops, simpósios, espaço gastronômico, artesanato, rodadas de negócios e uma programação vasta de capacitações. O 1º Salão de Turismo do Vale do São Francisco tem como realizadores a Cooperativa Mista de Profissionais, Produtores e Empreendedores Familiares do Submédio do São Francisco (Coopemvale) e a Criatur. A correalização do evento é da Secretaria de Turismo e Lazer de Pernambuco, por meio da Empresa Pernambucana de Turismo (Empetur), do Governo do Estado da Bahia e de mais de 20 prefeituras do Vale do São Francisco.   Empresária inaugura loja da Ynove em Santa Cruz do Capibaribe No próximo dia 24, a empresária Viviane Barbosa receberá arquitetos e convidados para o evento de inauguração de uma unidade da Ynove, em Santa Cruz do Capibaribe. A empresa possui loja no Recife e agora, leva seu know how para o agreste pernambucano. A marca atua no mercado de construção há quase uma década. Especializada em materiais para construção e acabamentos, trabalha diretamente com profissionais da arquitetura e interiores, atendendo também ao cliente direto. Em seu mix estão carpetes, divisórias, drywall, forros, sistema steel frame, piso elevado, placas cimentícias, pisos vinílicos e vários outros produtos. . Festival da Confecção promete movimentar R$ 5 milhões A cidade de Cupira, no agreste de Pernambuco, vai realizar a terceira edição do Festival da Confeccao. O Festival tem o objetivo de promover o encontro entre a indústria e o comércio do setor de confecção local com clientes varejistas e atacadistas, além dos expositores parceiros e patrocinadores. O evento já começou e segue até o dia 21, movimentando mais de R$5 milhões de reais. O FCC contará com mais de 60 stands de confeccionistas, exposição de máquinas de costuras e suprimentos, serviços e mais de 20 stands na praça de alimentação, com variável cardápio da gastronomia local.

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