Arquivos Economia - Página 6 De 390 - Revista Algomais - A Revista De Pernambuco

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Open Finance cresce 44% em um ano e ultrapassa 62 milhões de consentimentos

Sistema permite compartilhar dados bancários para obter melhores condições financeiras O Open Finance segue em expansão no Brasil. Em apenas um ano, o número de autorizações para compartilhamento de dados bancários cresceu 44%, saltando de 43 milhões, em janeiro de 2024, para 62 milhões em janeiro de 2025, segundo a Federação Brasileira de Bancos (Febraban). O sistema, que já existe há quatro anos, permite que clientes compartilhem seu histórico financeiro com outras instituições autorizadas, possibilitando acesso a melhores taxas e condições de crédito. Criado pelo Banco Central, o Open Finance transformou a forma como produtos e serviços financeiros são ofertados no país. Com ele, fintechs e empresas de setores não financeiros podem oferecer crédito e meios de pagamento, ampliando a concorrência e beneficiando os consumidores. A adesão é opcional e realizada diretamente pelo aplicativo do banco, permitindo o compartilhamento de informações com outras instituições financeiras autorizadas, como seguradoras e fundos de previdência. O consentimento tem duração de um ano e pode ser revogado a qualquer momento. Para clientes com bom histórico financeiro, o Open Finance pode significar taxas mais vantajosas e acesso facilitado a crédito. No entanto, consumidores com dificuldades financeiras podem ser submetidos a análises mais rigorosas. "Quem tem um bom histórico financeiro e mantém os compromissos em dia pode conseguir melhores condições e vantagens, já que é considerado um cliente de menor risco", explica Luciana Martins, especialista em Direito Bancário. Por outro lado, inadimplentes podem enfrentar critérios mais rígidos na concessão de crédito. A segurança dos dados é uma preocupação constante. O Banco Central assegura que o ambiente segue padrões rigorosos e está alinhado à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD), garantindo a privacidade das informações compartilhadas.

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BNB registra recorde de contratações de crédito em Pernambuco

O Banco do Nordeste (BNB) anunciou que 2024 foi um ano excepcional para o financiamento em Pernambuco, com um total de R$ 6,2 bilhões em novas contratações. A marca representa um crescimento de 5% em relação a 2023, que era historicamente o ano de maior volume. A análise dos dados revela que mais de 378 mil operações foram realizadas em Pernambuco no último ano, com um destaque especial para o microcrédito voltado à agricultura familiar, que atingiu R$ 1 bilhão, um aumento de 65,3% em comparação com o ano anterior. Os setores de comércio e serviços também se destacaram, com R$ 1,7 bilhão em contratações, refletindo um crescimento de 136% no número de operações. GRUPO DISLUB EQUADOR CELEBRA LANÇAMENTO DA PEDRA FUNDAMENTAL DO PARQUE DE TANCAGEM NO PORTO DO PECÉM O Grupo Dislub Equador realizou, nesta semana, a cerimônia de lançamento da Pedra Fundamental do seu novo Parque de Tancagem no Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Com um investimento total de R$ 430 milhões, dos quais R$ 343 milhões são financiados pelo BNB, o novo parque terá uma capacidade inicial de armazenamento de 130 mil m³, com possibilidade de expansão para 220 mil m³. Esta estrutura criada pela empresa pernambucana no Ceará permitirá a movimentação de uma variedade de combustíveis, como gasolina, diesel, etanol, biocombustíveis, querosene de aviação e até petróleo bruto. O CEO do Grupo Dislub Equador, Sérgio Lins, estima a criação de cerca de 500 empregos diretos, além de 100 postos de trabalho permanentes na operação do parque que deverá ser concluído em agosto de 2027. IMPACTOS SOCIAIS NAS CONTRATAÇÕES DE CRÉDITO Nos cálculos do BNB, os financiamentos no Estado resultaram na geração ou na manutenção de 50,5 mil empregos diretos ou indiretos, além de um aumento da massa salarial de R$ 841 milhões. A arrecadação tributária a partir dessas operações em Pernambuco também teve um incremento na ordem de R$ 200 milhões. PLATÉIA DE PRESTÍGIO NO PERNAMBUCO EM PERSPECTIVA No primeiro encontro do projeto Pernambuco em Perspectiva, que teve mais uma vez a mediação de Ricardo de Almeida, o auditório contou com presenças ilustres, como o ex-senador Cristovam Buarque; o deputado estadual e ex-prefeito João Paulo; o conselheiro do TCE-PE e ex-deputado estadual Ranilson Ramos; entre outras autoridades.

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Fortalecimento da Vitivinicultura e do Enoturismo em debate na na formação de Frente Parlamentar da Alepe

Frente Parlamentar é instalada para promover o setor e criar alternativas para produtores Nesta semana, a Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) deu início à Frente Parlamentar em Defesa da Vitivinicultura e do Enoturismo, reunindo empresários e parlamentares para discutir o fortalecimento desse setor vital. O objetivo do grupo de trabalho é implementar ações que apoiem os produtores de uvas e vinhos, além de solicitar que os Governos Federal e Estadual ofereçam incentivos para a melhoria das condições de trabalho no estado. O deputado Jarbas Filho (MDB), idealizador da Frente, enfatizou a importância de unir esforços para maximizar o potencial da vitivinicultura em Pernambuco. “Trabalharemos para elevar o setor à altura da relevância que ele tem para gerar empregos e melhorar a qualidade de vida dos pernambucanos. Para isto, precisamos da nossa unidade, do apoio dos municípios envolvidos, que respondem por mais de 95% do Valor Bruto da Produção da Uva de Pernambuco”, afirmou. A prefeita de Lagoa Grande, Catharina Garziera, destacou a necessidade de incentivos para o enoturismo, um setor promissor para o desenvolvimento econômico do estado. “O que nós pedimos é ajuda para conseguir benefícios. Incentivos para que nós possamos valorizar o nosso produto. O enoturismo é uma ideia que a gente sabe que vai trazer muito desenvolvimento para Pernambuco”, ressaltou. Os números apresentados pelo deputado Jarbas reforçam a relevância da vitivinicultura na economia pernambucana. Em 2023, o estado produziu 500 toneladas de uva, posicionando-se à frente do Rio Grande do Sul em valor agregado. “Só em Lagoa Grande a uva aparece com 82% do valor bruto de produção agrícola municipal, ficando em 1º lugar no estado”, concluiu Jarbas, reafirmando a vocação do estado para o setor. Com a próxima reunião já agendada para abril em Lagoa Grande, a Frente Parlamentar promete ser um espaço fundamental para o diálogo e a criação de soluções que visem o fortalecimento da vitivinicultura e do enoturismo em Pernambuco, beneficiando não apenas os produtores, mas toda a economia local.

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Complexo de Suape prevê dobrar movimentação de cargas nos próximos anos

Maré favorável: Investimentos, como o novo terminal de Contêineres e a ampliação da refinaria, entre outros, vão proporcional ao complexo alcançar 50 milhões de toneladas de cargas movimentadas por ano. A regulação da BR do Mar e a possibilidade de escoar grãos do Matopiba também trazem boas perspectivas *Por Rafael Dantas O Complexo de Suape pretende dobrar o volume de cargas movimentadas nos próximos cinco anos. Após registrar quase 25 milhões toneladas em 2024, a meta é alcançar 50 milhões toneladas até 2030. O otimismo se justifica pelos investimentos em curso. O porto pernambucano está recebendo aportes significativos, como os destinados ao Terminal de Regaseificação de Gás Natural Liquefeito (GNL) e ao Terminal de Uso Privado. Além disso, articula sua entrada no transporte de grãos, ampliando sua atuação. Outro fator que impulsiona essa expansão é a chegada de investimentos bilionários. O embarque da European Energy, para a produção de e-metanol, e a ampliação da Refinaria Abreu e Lima fortalecem a competitividade do complexo. No horizonte de curto prazo está ainda a concessão do Terminal de Veículos e a criação de uma Zona de Processamento e Exportação. Apostas em muitas rotas que resultarão em um mar aberto de oportunidades para o desenvolvimento do polo industrial e portuário mais importante do Estado. Esse conjunto de investimentos estruturadores está sendo acompanhado também por melhorias da infraestrutura do Porto de Suape. A restauração do molhe de proteção (R$ 123 milhões) e as dragagens do canal externo (R$ 140 milhões, já concluída) e do canal interno (R$ 199,7 milhões) reforçam a segurança e aumentam a competitividade do terminal portuário. Com as melhorias, desde o ano passado Suape passou a receber navios da classe New Panamax, que é a maior dimensão permitida na América Latina. São as maiores embarcações que atravessam o Canal do Panamá. A rota direta para Singapura é um diferencial das operações possíveis, graças aos investimentos no porto. “Um dos destaques de 2024 foi a inauguração de uma nova rota com destino a Singapura, fortalecendo a conectividade do porto com mercados asiáticos e ampliando as oportunidades de negócios”, destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Guilherme Cavalcanti. “Sob a orientação da governadora Raquel Lyra, importantes obras de infraestrutura foram realizadas para modernizar, otimizar a navegabilidade e a eficiência das operações portuárias”. Além de ampliar o acesso a novos mercados, as obras voltadas ao molhe de proteção são essenciais para preparar o porto diante dos possíveis impactos da crise do clima. “Essa infraestrutura é fundamental para garantir a segurança das operações de granéis líquidos, que representam mais de 65% da nossa operação. É uma intervenção importante na preparação para a resiliência climática. Olhando para frente, esperamos ter mais variações do clima. É uma obra indispensável para manter o porto preservado”, justificou Márcio Guiot, presidente do Porto de Suape. MAIS BERÇOS DE ATRACAÇÃO E ACESSO A NOVO MERCADO Outra obra estratégica para o futuro de Suape é a construção de dois novos berços de atracação nos Cais 6 e 7. Com investimentos de R$ 204,5 milhões em dragagem e uma estimativa de R$ 600 milhões para a construção dos cais, a ampliação permitirá a movimentação de novas cargas. Uma dessas estruturas deve viabilizar o transporte de grãos, um segmento ainda não explorado pelo porto pernambucano. A competitividade dessa rota aumentaria significativamente com a integração ferroviária entre Suape e as principais regiões produtoras de grãos do País. A conexão com o Matopiba (Maranhão, Tocantins, Piauí e Bahia) e o Centro-Oeste poderia atrair grandes volumes de carga para Pernambuco. No entanto, mesmo sem uma ferrovia, o intenso congestionamento logístico do Porto de Santos poderia tornar Suape uma alternativa viável para o escoamento da produção nacional. Essa é a aposta local enquanto a Transnordestina ainda é um sonho distante. Márcio Guiot explica que atualmente os grãos do gigante do agronegócio brasileiro são escoados no Sudeste, que enfrenta uma saturação. A conta é de que mesmo passando mais dias nos caminhões até chegar a Suape, essas cargas não aguardariam até 15 dias nos portos para sair, como tem acontecido em Santos. “A gente já busca colher os frutos desse setor mesmo antes da materialização da ferrovia, o que seria inserir Suape na rota do agro. Hoje, Suape não movimenta nenhum grão de soja e nem um grão de milho. Para o nosso mix de carga, vai ser muito saudável conseguir viabilizar as demandas desse setor”, declarou Guiot. A direção do Complexo de Suape já tem feito reuniões com representantes do agronegócio para abrir o caminho dos grãos para o Estado. Também já foi realizado um estudo de viabilidade para a construção de um terminal de grãos no complexo, realizado pela Infra SA. A construção dos Cais 6 e 7 está conectada, portanto, com esse potencial de trazer a produção do promissor setor do agro para Pernambuco. SUAPE E OS INVESTIMENTOS DA TRANSIÇÃO ENERGÉTICA Enquanto o mundo vive um momento de mobilização de investimentos em transição energética, o Complexo de Suape comemorou a vinda da indústria de e-metanol da European Energy (EE). O empreendimento está em fase de licenciamento ambiental e prevê um investimento de R$ 2 bilhões. O e-metanol vem ganhando destaque como uma solução sustentável para a transição energética. “O e-metanol pode ser utilizado tanto como combustível como em processos industriais. Os principais setores que demandam o produto como parte de sua estratégia de descarbonização são a indústria marítima e de plásticos”, explica Alexandre Groszmann, project manager Latin America (diretor de projetos para a América Latina) da European Energy. Essa molécula sintética é produzida a partir da combinação de hidrogênio verde, obtido pela eletrólise da água, e dióxido de carbono biogênico, capturado por meio de processos que envolvem biomassa, como a fermentação do etanol. O projeto atual de produção de e-metanol da empresa tem como foco principal a exportação para mercados que estão dispostos a pagar o chamado “prêmio verde” pelo produto. No entanto, iniciativas futuras poderão considerar o mercado interno. São estimados 250 empregos na fase de obras, além de 40 diretos na operação. O

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Paulo Câmara destaca o papel do crédito no desenvolvimento regional

No evento Pernambuco em Perspectiva, o presidente do Banco do Nordeste destacou a importância dos investimentos em infraestrutura e das parcerias para impulsionar o crescimento do estado. Foto: Tom Cabral O presidente do Banco do Nordeste do Brasil (BNB) e ex-governador de Pernambuco, Paulo Câmara, foi o palestrante do primeiro encontro do ano do projeto Pernambuco em Perspectiva. Na pauta estava o tema Como financiar o desenvolvimento de Pernambuco com falta de recursos para investimento. Diante de um auditório repleto de empresários, gestores públicos e especialistas, o executivo destacou o crescimento da instituição nos últimos dois anos e avalia um cenário mais otimista de avanço da região, após anos de crises econômicas, sanitárias e políticas no Brasil. O encontro foi mediado pelo sócio da TGI Ricardo de Almeida e contou também com uma apresentação de Francisco Cunha sobre o esgotamento do ciclo de desenvolvimento do Estado e da necessidade de formulação de um novo modelo para as próximas décadas. Em sua fala, Paulo Câmara destacou os desafios enfrentados nos últimos anos, como crises econômicas e políticas, além da pandemia, e ressaltou a recuperação recente do país, com crescimento econômico e queda do desemprego. Ele enfatizou a importância do crédito como ferramenta essencial para impulsionar o desenvolvimento do estado e reduzir desigualdades, especialmente no semiárido. Também apresentou o papel do Banco do Nordeste nesse cenário, ressaltando investimentos em setores estratégicos, como infraestrutura, agricultura e turismo, além do fortalecimento de microcréditos e apoio às pequenas empresas. Entre os diversos números de destaque apresentados está o salto impressionante de 41% no volume de contratações de créditos, quando se observa o biênio 2023-2024, em comparação com 2021-2022, passando de R$ 42,5 bilhões entre 2019 e 2022 para R$ 59,9 bilhões. O evento reforçou a necessidade de colaboração entre os setores público e privado para viabilizar novos projetos e garantir que Pernambuco continue avançando. Temas como exportação, inovação e financiamento sustentável também foram abordados, evidenciando o compromisso com um modelo de desenvolvimento conectado às tendências globais. Com um público engajado e uma programação alinhada aos desafios do estado, o Pernambuco em Perspectiva reafirmou seu papel como um espaço para a construção de soluções e parcerias para o futuro pernambucano. A Algomais publica a cobertura completa do evento na edição deste final de semana.

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Carnaval 2025: Foliões devem gastar em média R$ 632 e impulsionar o comércio pernambucano

Pesquisa aponta crescimento nas vendas e otimismo do setor varejista e de serviços O Carnaval de 2025 promete movimentar a economia pernambucana. De acordo com uma pesquisa da Fecomércio-PE, realizada com apoio do Sebrae, os foliões devem gastar, em média, R$ 632 ao longo do período carnavalesco, impulsionando setores como alimentação, transporte, vestuário e serviços. Além disso, metade dos consumidores entrevistados manifestou intenção de participar da folia, reforçando a relevância do evento para o comércio e o turismo local. Os principais gastos dos foliões serão com alimentação e bebidas (87,2%), seguidos por transporte (62,6%), vestuário e customização (35,2%), serviços de beleza (15,4%) e hospedagem (10%). O ticket médio diário gira em torno de R$ 105, com alimentação e bebidas representando R$ 265 do orçamento total e transporte, R$ 142. Na perspectiva do comércio, o cenário é promissor. 62,4% dos empresários do varejo planejam abrir durante o Carnaval, especialmente em shopping centers, onde a adesão chega a 90,2%. No setor de serviços, 76% dos empreendedores também pretendem operar no período, impulsionados pela expectativa de crescimento de até 15,4% nas vendas. Estratégias como campanhas digitais, decoração temática e promoções relâmpago estão entre as apostas para atrair consumidores. “O otimismo dos empresários para o Carnaval de 2025 é um indicador importante de que o comércio pernambucano está se preparando para um período de alta demanda. A união entre criatividade e estratégias bem direcionadas tem potencial para transformar o Carnaval em um motor de crescimento para o comércio, serviços e turismo, beneficiando toda a cadeia produtiva”, destaca Bernardo Peixoto, presidente da Fecomércio-PE. Já o economista Rafael Lima, também da Fecomércio-PE, reforça a importância da inovação no setor: “Os empresários estão investindo em ações inovadoras, tanto no online quanto no físico, para atrair os clientes. Essa postura de adaptação é importante para aproveitar as oportunidades que o Carnaval oferece”, afirma.

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BNDES prevê R$ 30 bilhões para concessões de rodovias em 2025

Investimentos devem impulsionar infraestrutura com recorde de leilões e modernização do setor O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) projeta um aporte de até R$ 30 bilhões para concessões de rodovias em 2025, superando o recorde de R$ 23,5 bilhões aprovado no ano anterior. O valor continua muito acima da média histórica do setor, que variava entre R$ 3 bilhões e R$ 5 bilhões por ano, refletindo a nova estratégia do governo para destravar investimentos. A ampliação dos recursos é impulsionada pelo mecanismo criado pelo Ministério dos Transportes, que busca renegociar concessões existentes, estendendo prazos e reequilibrando tarifas. “Havia muitas rodovias cujo prazo de concessão deveria ser estendido, tarifa reequilibrada e novos investimentos realizados”, explica Luciana Costa, diretora de Infraestrutura do BNDES. Com essa iniciativa, estima-se que o país possa liberar entre R$ 100 bilhões e R$ 120 bilhões para infraestrutura viária. O presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, destaca que o Brasil possui o maior volume de concessão rodoviária do mundo e um ambiente regulatório atrativo para investidores. “No ano passado, realizamos sete leilões. Para 2025, a previsão é de 15 novos leilões, mobilizando R$ 163 bilhões para modernização e ampliação de 8,5 mil quilômetros de rodovias”, afirma. Projetos estratégicos e apoio financeiro Entre os projetos mais relevantes do setor rodoviário em 2024, destacam-se o financiamento da Rodovia Presidente Dutra (Via Dutra), trecho da BR-116, e a concessão da BR-381, em Minas Gerais, que finalmente saiu do papel após três tentativas frustradas desde 2012. Agora, o BNDES repete a estratégia de oferecer cartas aos investidores para apoiar concessões como a da Rota Agro Norte, trecho da BR-364, ligando Porto Velho (RO) a Vilhena (RO). O financiamento do banco inclui trabalhos iniciais, recuperação, ampliação e melhorias na malha rodoviária, além da construção de praças de pedágio, aquisição de sistemas e equipamentos, e investimentos socioambientais. Contudo, despesas com desapropriações e equipamentos importados com similar nacional não são contempladas.

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Sicredi Recife comemora crescimento de 7,6% nas máquinas de cartões em 2024

Cooperativa financeira amplia volume transacionado e consolida presença no setor de meios de pagamento A Sicredi Recife registrou um crescimento expressivo de 7,6% em 2024 no volume de transações realizadas por suas máquinas de cartões, movimentando R$ 89,8 milhões ao longo do ano. O valor supera os R$ 83,42 milhões registrados em 2023, refletindo um aumento de R$ 6,3 milhões e consolidando a instituição como um importante player no setor de meios de pagamento. No quarto trimestre, a cooperativa atingiu um recorde de R$ 27 milhões transacionados. “Esses números demonstram a consolidação da Sicredi Recife como uma referência em meios de pagamento, proporcionando soluções eficientes e alinhadas às necessidades dos nossos associados. Nosso crescimento reflete a confiança depositada em nossos serviços e a proximidade que mantemos com os associados, oferecendo tecnologia, segurança e suporte diferenciado”, destaca Gilmar Almeida, gerente de Negócios da Sicredi Recife. Expansão e fortalecimento no mercado Atualmente, a Sicredi Recife conta com mais de 400 credenciamentos ativos e 833 mil transações efetivadas, impulsionadas pelo atendimento personalizado e soluções financeiras adaptadas ao perfil dos associados. O crescimento contínuo da cooperativa está diretamente ligado ao modelo cooperativo, que prioriza o desenvolvimento dos negócios locais e o suporte estratégico aos clientes. “Nossa presença forte no setor de meios de pagamento se deve ao nosso modelo cooperativo, que prioriza o desenvolvimento dos negócios locais e o suporte contínuo aos nossos associados. A evolução que tivemos em 2024 nos motiva a alcançar resultados ainda melhores no ano corrente”, reforça Almeida.

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Crédito deve crescer 8,5% em 2025, projeta Febraban

Revisão para baixo reflete cenário econômico mais desafiador. Foto: Marcello Casal Jr. A Federação Brasileira de Bancos (Febraban) revisou para 8,5% a projeção de crescimento da carteira de crédito no Brasil em 2025. O percentual é menor do que a previsão feita em dezembro de 2024, quando a estimativa era de 9%. A revisão acompanha um cenário econômico mais desafiador, marcado por inflação mais alta e juros elevados, conforme apontado pela entidade. De acordo com o Banco Central, o crédito no país avançou 10,9% em 2024, mas a expectativa para este ano é mais cautelosa. “O resultado reflete a piora do cenário econômico, com expectativa de uma inflação maior e, consequentemente, juros mais altos também ao longo do ano. O desempenho efetivo do crédito dependerá do cenário fiscal e de outras variáveis relevantes, que poderão alterar a perspectiva atual”, afirmou Rubens Sardenberg, diretor de Economia, Regulação Prudencial e Riscos da Febraban. A pesquisa, realizada entre os dias 5 e 10 de fevereiro com executivos de 21 bancos, também apontou que 76,2% dos entrevistados acreditam que a taxa Selic pode ultrapassar 14,25% ainda este ano. No câmbio, a expectativa é de desvalorização do real, com o dólar chegando a R$ 5,95 até setembro. Quanto à inflação, 47,6% dos participantes projetam um índice próximo de 5,5%, enquanto 52,4% apostam em um crescimento de 2% para o Produto Interno Bruto (PIB) em 2025.

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FGV estima que o Brasil cresceu 3,5% em 2024

Expansão econômica segue por quatro anos consecutivos, apesar de desafios para 2025 A economia brasileira registrou crescimento de 3,5% em 2024, conforme estimativa da Fundação Getulio Vargas (FGV). O Monitor do PIB, divulgado nesta segunda-feira (17), aponta que o Produto Interno Bruto (PIB) atingiu R$ 11,655 trilhões, o maior valor da série histórica. Com esse desempenho, o Brasil soma quatro anos seguidos de expansão econômica, reforçando a recuperação pós-pandemia. O consumo das famílias foi um dos motores do crescimento, com alta de 5,2% ao longo do ano. O investimento produtivo, medido pela Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), também apresentou avanço significativo de 7,6%. No setor externo, as exportações cresceram 3,7%, enquanto as importações aumentaram 14,3%, impactando negativamente o saldo comercial. Apesar do desempenho positivo, a agropecuária registrou retração de 2,5%, após um ano de forte crescimento em 2023. "A indústria, os serviços e o consumo das famílias apresentaram resultados ainda melhores em 2024 dos que os já elevados crescimentos registrados em 2023. Pode-se afirmar que em 2024, em termos de atividade econômica, o Brasil teve um ótimo resultado", afirma Juliana Trece, economista e coordenadora da pesquisa. Para 2025, o cenário é desafiador. Internamente, os juros elevados, com a Selic a 13,25% ao ano, podem desestimular investimentos e desacelerar a economia. No contexto internacional, novas tarifas impostas pelos Estados Unidos sobre produtos estrangeiros, como aço e etanol, representam ameaças ao setor exportador brasileiro. "Pelo lado interno, os juros elevados, com efeitos negativos na atividade econômica, atingem principalmente os investimentos. Já no ambiente externo, novas imposições de tarifas podem comprometer o nível das exportações", alerta a economista. O resultado oficial do PIB de 2024 será divulgado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no próximo dia 7 de março, consolidando os dados que mostram a trajetória econômica do país.

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