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Soluções para a crise de representatividade

Em junho de 2013 milhares de brasileiros foram às ruas declarando que o sistema político brasileiro não os representava e protestaram por serviços públicos no padrão Fifa. Quatro anos depois, a descrença dos cidadãos pela política se acentuou. Um estudo da Edelman Trust Barometer 2017 apontou que 62% da população não acredita que as instituições de governo do País são capazes de atender as demandas sociais. Outra pesquisa recém-publicada pelo Instituto Ipsos revela que 94% dos brasileiros não se sentem representados. Especialistas avaliam o cenário atual e apontam saídas para a crise de representatividade. O desapontamento pela democracia representativa não é exclusividade brasileira e está intrinsecamente ligada ao momento econômico do Brasil na avaliação do cientista político e professor da Universidade Católica de Pernambuco, Juliano Domingues. “Esse fenômeno é identificado em outros países e costuma estar associado à economia. Quando ela vai bem, o cidadão tende a demonstrar confiança nas instituições democráticas. Em intervalos de crise, observa-se o inverso”. Domingues explica que vários motivos podem explicar essa desilusão e que o sistema político-partidário é um deles. “O que se verifica no caso brasileiro é um ambiente de cultura política autoritária historicamente construída, em que o comportamento predatório e pouco republicano acaba predominando”, avalia o especialista. O presidencialismo de coalizão associado ao fisiologismo político-partidário e a burocratização dos sindicatos compõem um cenário que afastou a população da vida política por dentro das instituições do País na avaliação da professora do departamento de sociologia da UFPE, Maria Eduarda Rocha. “Temos partidos que são propriedades de lideranças políticas, fisiológicos, sem doutrina. Esse fisiologismo é um problema global, mas o caso brasileiro é agravado pelo presidencialismo de coalização, que se desenhou a partir da Nova República e resultou num conjunto quase infinito de partidos. A dificuldade de compor maioria resulta nessa política do toma lá dá cá”. Ronnie Duarte, presidente da OAB-PE, vê com preocupação a apatia dos brasileiros com a atual conjuntura, a qual, segundo ele, gera um pensamento coletivo de que as soluções para o País não virão pela política. “Não há solução fora da política. Devemos chamar atenção para que a sociedade seja capaz de diferenciar os maus políticos dos bons. Há muita gente ruim, mas há uma série de exemplos de pessoas comprometidas com a vida pública”. Dessa ojeriza ao sistema político, ganham corpo no Brasil e no mundo novas organizações, movidas principalmente pelas redes sociais. O caso pernambucano mais conhecido foi o Ocupe Estelita. Iniciativas dessa natureza explodiram mundo a fora, como no movimento Occupy Wall Street (EUA), dos Indignados (Espanha) e nas manifestações da Tunísia que ocorreram em 2010. Maria Eduarda afirma que essas organizações são fortemente marcadas por um caráter autonomista, que nega qualquer forma de institucionalização, abominam a participação de seus membros em órgãos de governo e pelo fato de não se associarem às bandeiras partidárias. “O dilema desses movimentos é fazer a passagem dessa mobilização social para interferir no que está acontecendo no Congresso, que exige uma atuação contundente e mais rápida. Essas organizações chamam a atenção para a necessidade de abertura de brechas no cotidiano das pessoas para uma experiência mais libertária e autônoma”. O impulsionamento dessas novas formas de reivindicação, mobilização e debate político teve um grande impulso com a popularização das novas tecnologias da comunicação, na avaliação de Juliano Domingues. “Trata-se de uma tendência diante de uma sensação de esgotamento das ferramentas tradicionais de representação política. Indivíduos interconectados passaram a exercer poder de pressão antes praticamente restrito às esferas tradicionais de representação. A ação coletiva adquiriu uma nova dinâmica a partir do uso massificado das mídias sociais”, afirma. O cientista político avalia que os resultados desses movimentos são visíveis, mas seria difícil de imaginá-los sem essa dinâmica digital. REESTRUTURAÇÃO Frente a toda contestação popular, a reforma política é uma discussão que já tem consistência dentro dos movimentos sociais, mas que ainda não ganhou as ruas. Para o presidente da OAB-PE, já existem alguns consensos para uma reestruturação do sistema político. “Um consenso é de que a multiplicação de partidos e coligações presta um grande desserviço à democracia. A OAB defende também que o voto distrital misto seria a melhor opção para a reforma”. Ele ressalta também um posicionamento contrário ao financiamento público de campanha. O advogado afirma que só com a campanha o País gastaria mais de R$ 5 bilhões com o pleito eleitoral. Defensora da reforma política, Maria Eduarda é enfática ao afirmar que as mudanças no sistema não virão pelas mãos dos atuais congressistas. “As propostas que temos, vindas de organizações progressistas, são a antítese desse Congresso, que é fruto das campanhas eleitorais mais caras do mundo. Como eles vão solapar as bases do seu poder?” A socióloga afirma que a única maneira de promover mudanças de interesse nacional é via manifestações da sociedade civil nas ruas. “É um debate extenso, que tem que começar bem antes, que é sobre a socialização política. Afinal, como os brasileiros e brasileiras estão sendo educados para a vida pública?” questiona. Ela defende que para uma participação política mais madura da população é preciso uma formação educacional mais ampla do que apenas preparar os jovens para o mercado de trabalho. “As pessoas precisam ser preparadas para serem capazes de exercer a sua função de cidadão”. *Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais (rafael@revistaalgomais.com.br)

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Ávila Soluções dribla a crise com inovação

Em tempos de crise, o investimento em tecnologias da informação tem sido o caminho traçado por várias empresas para melhorar o desempenho, reduzindo os custos e alavancando as vendas. De olho nesse movimento, a Ávila Soluções – que atua na produção de softwares, gestão de banco de dados e business intelligence (BI) – investiu em inovação para atender a essa demanda e conseguiu alcançar um crescimento de 20% em 2016. Nesse processo, desenvolveu novas competências e aperfeiçoou seu portfólio de serviços para conquistar novos clientes e ampliar os negócios com as corporações que já eram parceiras. Especializada no desenvolvimento de softwares sob medida para atender as necessidades corporativas, a Ávila Soluções, nos últimos anos, passou a comercializar também aplicativos para celular. A estratégia agradou a clientela e atualmente vários dos sistemas que já eram desenvolvidos pela empresa ganharam uma versão mobile. Além desses produtos personalizados, uma novidade criada foi o aplicativo Naora, uma plataforma em que médicos e pacientes se cadastram para fazer o agendamento de consultas. Em poucos meses, mais de 120 profissionais já usam o serviço. A meta da empresa é alcançar mil inscritos até o final de 2018. O sócio Thiago Fragoso explica que o investimento em aplicativos surgiu em razão do momento econômico do País. “Desde o início da empresa trabalhamos com esse serviço, mas a gente se especializou mais justamente nesse período de crise e avançamos bastante. Essa área de aplicativos nasceu no início da recessão da economia e atualmente já temos fechados alguns novos contratos”, afirma. Um contrato recém-assinado foi com o grupo Viasul, que em breve permitirá o agendamento das revisões dos veículos via aplicativo de celular. Se o Naora é novidade da Ávila, a empresa tem também produtos já consolidados como o Uniclinika, um sistema de gestão para serviços de diagnóstico por imagem. Outra inovação de cunho social é o Mete a Colher, app que permite uma conexão de mulheres vítimas de violência com os serviços de apoio especializados. O aplicativo foi finalista da etapa brasileira da premiação Imagine Cup. Outra estratégia adotada foi a redução do preço da área de business intelligence (BI), que possibilitou crescer o volume de serviços com os próprios clientes e chegar a novas empresas. BI é um processo de organização, análise e monitoramento de informações das empresas que possibilita uma gestão mais eficiente. “Esse serviço permite que se tenha uma visão privilegiada dos dados do seu negócio. Nos últimos dois anos as ferramentas de BI tornaram-se mais acessíveis e voltadas para um público mais amplo. Antes as oportunidades eram com clientes com orçamentos maiores e em geral apenas para o público gestor. Mas isso está mudando. Está havendo uma democratização sem precedentes. Hoje o BI já está no celular do gerente e do profissional operacional que está na ponta da produção”, ressalta Fábio Ávila, sócio e fundador. Entre os clientes de BI estão o Grupo Cornélio Brennand e a Secretaria da Fazenda de Sergipe. A gestão de banco de dados é outro pilar de atuação da empresa. “É uma área que você não pode falhar, pois o impacto é muito grande, porque prejudica o atendimento e interfere no faturamento. O lema é que o banco seja sempre disponível, com segurança e na melhor forma possível”, afirma o sócio George Soares. Entre os clientes da empresa estão a Queiroz Galvão, a Farmácia do Trabalhador e o laboratório Marcelo Magalhães. Para inovar na área, a empresa passou a trabalhar também com o banco de dados da Oracle. “Investimos em capacitação da equipe e aumentamos a nossa capacidade de atendimento, trabalhando com mais uma plataforma para chegar a novos clientes”, explica Fábio Ávila. Uma ação transversal é crescer sugerindo novas soluções tecnológicas para as empresas que a Ávila já atende. “Investimos em expansões de projetos em clientes antigos. Sugerimos novas ideias, que gerem demanda e que sejam úteis para eles. Algumas vezes, eles mesmos trazem algumas solicitações e nós construímos os projetos”, afirma Romulo Martins. Um desses clientes é a Baterias Moura, que iniciou o maior projeto assinado com a empresa em plena crise no setor automobilístico, envolvendo os três tipos de serviços: BI, banco de dados e de desenvolvimento de aplicativos. Apesar da recessão ainda persistir, as estimativas da Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes) apontam que os investimentos em TI no Brasil devem crescer 5,6% em 2017. Com todos esses movimentos e inovações, a expectativa da Ávila Soluções é mais promissora. Eles têm uma projeção de ampliar o faturamento entre 15% e 20%. *Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais (rafael@revistaalgomais.com.br)

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Mercado reduz projeção de inflação para 3,08% este ano e 4,12% em 2018

O mercado financeiro voltou a reduzir a projeção para a inflação neste ano e em 2018. De acordo com o boletim Focus, uma publicação divulgada toda segunda-feira no site do Banco Central (BC), a estimativa do mercado financeiro para a inflação, medida pelo Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), caiu de 3,14% para 3,08% este ano, na quarta redução seguida. Para 2018, a projeção do IPCA foi reduzida de 4,15% para 4,12%, no terceiro ajuste consecutivo. As estimativas para os dois anos permanecem abaixo do centro da meta de 4,5%, que deve ser perseguida pelo BC. Essa meta tem um intervalo de tolerância entre 3% e 6%. Para alcançar a meta, o BC usa como principal instrumento a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 8,25% ao ano. Quando o Copom diminui os juros básicos, a tendência é que o crédito fique mais barato, com incentivo à produção e ao consumo, reduzindo o controle sobre a inflação. Já quando o Copom aumenta a Selic, o objetivo é conter a demanda aquecida, e isso gera reflexos nos preços porque os juros mais altos encarecem o crédito e estimulam a poupança. A expectativa do mercado financeiro para a Selic foi mantida em 7% ao ano no fim de 2017, e reduzida de 7,25% para 7% ao ano, ao final de 2018. A expectativa para a expansão do Produto Interno Bruto (PIB, a soma de todos os bens e serviços produzidos no país) foi mantida em 0,6% este ano. Para 2018, a estimativa de crescimento passou de 2,1% para 2,2%. (Agência Brasil)

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Crescimento de 2,7% no PIB do 2º trimestre mostra que economia pernambucana continua em ascensão

A Agência Estadual de Planejamento e Pesquisas de Pernambuco – Condepe/Fidem divulgou na última sexta-feira (15/09) o relatório com dados do Produto Interno Bruto (PIB) do Estado referentes ao segundo trimestre deste ano, no qual se evidencia uma elevação real de 2,7% no trimestre (abril a junho), na comparação com o mesmo período de 2016. Já em comparação com o trimestre imediatamente anterior (com ajuste sazonal), a variação foi de 1,1%. O resultado decorreu do desempenho dos três grandes setores da economia: Agropecuária (11,8%), Indústria (-1,7%) e Serviços (1,7%). Em valores correntes, o PIB do período alcançou R$ 39,4 bilhões. “A perspectiva é a de que este ano o Estado continue a trajetória de recuperação fechando em torno de 2%, e no próximo ano haja uma melhoria econômica consolidada com a chegada de mais investimentos ao Estado, devido ao esforço que vem sendo empreendido pelo governador Paulo Câmara”, comentou o presidente da Agência Condepe/Fidem, Bruno Lisboa. Já o diretor executivo de Estudos, Pesquisas e Estatística da Agência Condepe/Fidem, Maurílio Lima, destacou que os números refletem, principalmente, da recuperação da Agropecuária, já que o setor cresceu 41,1% em relação ao primeiro trimestre e 32% na comparação semestral, comparado aos mesmos períodos em 2016. “Na agricultura, destacam-se as lavouras de sequeiro (milho, feijão e mandioca) favorecidas pela melhoria nas condições climáticas. Além disto, tivemos impulsos positivos com relação às culturas de cana-de-açúcar, do café, cebola, do tomate e do arroz irrigado, que também contribuíram para um maior desempenho do setor”, explica o diretor. O setor de Serviços cresceu 3,7% em relação ao mesmo trimestre do ano anterior, impulsionado principalmente por uma alta de 5,2% no segmento do comércio, de 3% nas atividades imobiliárias e aluguéis. Já a Indústria apresentou queda de 5%, com uma variação negativa de 5,5% no segmento de construção civil. No comparativo semestral a Indústria registrou um crescimento de 0,4% com os SIUPs (3,3%), a construção civil (-3,5%) e a indústria de transformação (2,1%), influenciado, principalmente, pelos desempenhos positivos observados nos setores de equipamentos de transporte (48,8%), de produtos de metal (18,3%), impulsionados, sobretudo, pelo aumento na fabricação de embarcações para transporte (inclusive plataformas), e de esquadrias de alumínio e latas para embalagens de produtos. Com relação aos produtos alimentícios, registra-se o aumento de 1,9%, decorrente de maior produção de biscoitos, açúcar VHP e refinado, margarina e massas. Destacou-se também a influência do polo automotivo. Cenário nacional – O Brasil teve um crescimento de 0,3% no PIB do segundo trimestre de 2017 com relação ao mesmo trimestre do ano anterior e de 0,2 se comparado ao trimestre imediatamente anterior. “Esses resultados demonstram a força da economia de Pernambuco frente a nacional”, salienta o presidente da Condepe/Fidem, Bruno Lisboa. Os números pernambucanos também são positivos diante de outros Estados que avaliam o PIB através da metodologia trimestral, a exemplo do Ceará (2,17%) e São Paulo (- 0,7 %) e Bahia (2,4%). (Governo do Estado de Pernambuco)

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3.108 vagas em disputa em 13 concursos em Pernambuco

Cinco novos concursos e seleções públicas com vagas em Pernambuco foram anunciados na última semana: Secretaria de Educação e Secretaria da Fazenda de Pernambuco, Prefeituras do Recife, Cedro e Triunfo. Ao todo são 13 editais com inscrições abertas no Estado. O salário mais alto em disputa é de R$ 27.500, para juiz substituto do TRF. Há oportunidades para profissionais de nível básico, médio e superior. Confira abaixo o quadro de vagas e as informações referentes às inscrições e salários de cada seleção. Prefeitura de Triunfo Oportunidades: Enfermeiro, Médico e Odontólogo (Estratégia de Saúde da Família); Nutricionista e Psicólogo (Núcleo de Apoio à Saúde da Família); Profissional de Ed. Física (Academia das Cidades); Enfermeiro e Médico Plantonista (Unidade Mista); Médico Ginecologista (Centro de Especialidades); Técnico de Enfermagem (SAMU) e Veterinário (Vigilância em Saúde). Inscrições: Até o dia 4 de outubro, das 8h às 13h30, no Salão Nobre do Centro Administrativo de Triunfo (Av. José Veríssimo dos Santos, 365, bairro Guanabara). Salários: Até R$ 7 mil (para médicos). As demais funções variam entre R$ 937 e R$ 3 mil Confira o edital: Concurso Prefeitura de Triunfo Prefeitura de Cedro Vagas: 25 Oportunidades:  Educador físico, Fisioterapeuta, Médico Plantonista, Agente Comunitário de Saúde, Analista de Sistemas, Motorista e Agente Administrativo Inscrições: Através do site http://consulpam.com.br, até o dia 20 de setembro Salários: Entre R$ 937 e R$ 6 mil Confira o edital: Edital do Concurso de Cedro Secretaria da Fazenda de Pernambuco Vagas: 16 Oportunidades: Engenheiro Civil, Engenheiro Eletromecânico, Engenheiro Eletrotécnico, Advogado, Arquiteto, Desenhista, Tecnólogo, Técnico em Edificações, Técnico em Telecomunicações, Técnico em Refrigeração e Técnico em Contabilidade. Inscrições: Até o dia 5 de outubro, presencial ou via SEDEX, no edifício sede da SEFAZ (Rua do Imperador Dom Pedro II, n° s/n, Santo Antônio) Salários: Até R$ 4.590 Confira o edital: Diário Oficial de Pernambuco (Conferir o dia 15 de setembro, na página 5) Prefeitura do Recife Vagas: 2 Oportunidades: Analista de desenvolvimento (nível superior na área de Tecnologia da Informação, Computação, Sistemas de Informação, Engenharia, ou curso superior de nível superior em qualquer área com especialização na área de TI) Inscrições: Até o dia 20 de outubro de 2017, presencialmente ou via SEDEX, na Diretoria Executiva de Gestão de Pessoas (Rua Cais do Apolo, n.º 925, 10º Andar Bairro do Recife). Salários: R$ 5.036 Confira o edital: Diário Oficial do Recife (conferir página 5) Secretaria Estadual de Educação Vagas: 75 Oportunidades: Professores de educação profissional em diversas áreas, assistente administrativo (Nível Médio), assistente administrativo (Nível Superior  – Administração, Analista de Sistemas, Mecatrônica). Inscrições: Até o dia 28 de setembro no site: www.educacao.pe.gov.br Salários: Até R$ 2.932 Confira o edital: Diário Oficial do Estado (conferir dia 14 de setembro, na página 7) Pernambuco Participações e Investimentos S/A (PERPART) Vagas: 60 Oportunidades: Advogado (15), assistente social (15), engenheiro cartógrafo (1), arquiteto (1), analista de Gestão da Informação (3), analista de Arquivo e Escrituração (2), fiscal de Topografia (8), auxiliar operacional (6), atendente (3), cadista (3) e técnico em gestão da Informação (3). Inscrições: Até o dia 27 de setembro. Os candidatos devem preencher o formulário no link a seguir: http://www.perpart.pe.gov.br (após o preenchimento, encaminhá-lo, junto com os documentos exigidos, à Comissão Executora do processo seletivo). Salários: De R$ 937 e R$ 4.590 Confira o edital:  Edital do Perpart Prefeitura de Ibirajuba Vagas: 142 Oportunidades: Agente comunitário de saúde, agente de vigilância sanitária, agente de endemias, auxiliar de farmácia, Eletricista Predial, Técnico Agrícola, Técnico em Enfermagem Plantonista, Agente Social, Assessor Técnico de Controle Interno, Assistente administrativo, Assistente Social, Contador, Enfermeiro Plantonista, Médico Auditor, Médico Ambulatório, Médico Plantonista, Nutricionista, Procurador Municipal, Psicólogo, Professor Ensino Fundamental I, Ciências, História, Língua Inglesa, Língua Portuguesa, Matemática, Educação Física, entre outras. Inscrições: Até o dia 10 de outubro, pelo site da www.consulpam.com.br Salários: Entre R$ 937,00 e R$ 2.500 Confira o edital: Edital da Prefeitura de Ibirajuba Prefeitura de Taquaritinga do Norte Vagas: 23 Oportunidades:  Assistente Social, Psicologo, Coordenador do Programa de Erradicação do Trabalho – PETI (ensino superior nas áreas de serviço social, psicologia ou pedagogia), Visitador do Programa Criança Feliz, Cadastrador/ Entrevistador do Bolsa Família, Facilitadores de Oficina de (Esporte – Futebol, Danças Multiculturais, Dança – Ballet, Artesanato, Capoeira e Informática). Inscrições: Até o dia 26 de setembro, na sede da Secretaria Municipal de Ação Social (rua Raul de Souza Amaral, até às 12h30). Salários: Entre R$ 1.000 e R$ 1.900 Confira o edital: Edital de Taquaritinga do Norte TRF 5ª Região Vagas: 20 Oportunidades: Juiz Federal Substituto Inscrições: Até o dia 26 de setembro, no site da Cebraspe: www.cespe.unb.br/concursos/trf5_17_juiz Salários: R$ 27.500,17 Confira o edital: Concurso do TRF 5ª Região Prefeitura de Correntes Vagas: 104 Oportunidades: Médico – SMS, Médico Ambulatorial– SMA, Médico Plantonista – SMP, Assistente social, auxiliar administrativo, auxiliar de enfermagem, auxiliar de serviços educacionais, assistente administrativo educacional, bioquímico, enfermeiro, farmacêutico, fisioterapeuta, guarda municipal, motorista, motorista escolar educacional, nutricionista, odontólogo, operador de máquinas pesadas, professor do ensino fundamental, psicólogo e vigia. Inscrições: Até o dia 1º de outubro, pela internet, no endereço eletrônico www.funvapi.com.br Salários: De R$ 937 até R$ 2.200 Confira o edital: Concurso de Correntes Prefeitura de Calçado Vagas: 117 Oportunidades: Agente de controle interno, agente administrativo, auxiliar de saúde bucal, médico plantonista, médico ambulatorista, médico veterinário, enfermeiro, odontólogo, psicólogo, nutricionista, fisioterapeuta, fonoaudiólogo, assistente social, farmacêutico, professores, secretário escolar, agente de endemias, agente de consultório dentário, técnico em enfermagem, Recepcionista Hospitalar, Assistente Administrativo Educacional, Auxiliar de Serviços Educacionais, Auxiliar de Serviços Gerais, Lavadeira Hospitalar, Eletricista, Guarda Municipal, Motorista, Coveiro, Copeira Hospitalar, Cozinheiro Hospitalar e Auxiliar de Sala de Parto Inscrições: Até o dia 30 de setembro, pela internet, através da página da Prefeitura de Calçado (www.calcado.pe.gov.br) ou no site Instituto ADM&TEC (www.admtec.org.br). Confira o edital: Edital Pref. Calçados Prefeitura do Cabo de Santo Agostinho Vagas: 2.242 Oportunidades: nas áreas de educação, saúde, defesa social, planejamento e meio Ambiente, programas sociais e para a Faculdade de Ciências Humanas e Sociais Aplicadas do Cabo. Inscrições: Pela internet, através do Instituto Ecos, do dia 1 ao dia 21 de setembro. Salários: De R$ 937,00 a R$ 10.885,09 Confira o edital: edital cabo Prefeitura de Pombos Vagas: 282 Oportunidades: Pediatra, Obstetra/Ginecologista, clínico geral, ortopedista, psiquiatra e ultrassonografista, nutricionista, psicólogo, psicopedagogo, Intérprete, Braillista, professor de Educação Especial, ciências, educação física, geografia, história, inglês, português,

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O milho é o vilão da cerveja? (por Rivaldo Neto)

A mudança de hábito dos consumidores em relação ao mercado de cervejas é algo que estamos vivenciando no nosso dia a dia. Há alguns anos o nosso mercado nacional era extremamente restrito e as variações de marcas quase não existiam. Por muitos anos as marcas mais populares eram a Antactica e a Brahma. Depois da fusão das cervejarias e o surgimento de outros rótulos encabeçados pela gigante AMBEV deram um novo impulso ao cenário nacional. Marcas como Schincariol e Itaipava, só para citar algumas, também tinham uma fatia fiel do mercado em algumas classes de consumidores. Hoje com o mercado aquecido pelas cervejarias artesanais e caseiras e a entrada cada vez maior de rótulos importados, o consumidor passou a se informar mais sobre os insumos na produção de nossas cervejas e cereais como milho e arroz estão na maioria de suas receitas. O termo “Cereais não Maltados” dão um frio na barriga dos cervejeiros de plantão. Segundo a lei de pureza alemã a cerveja é composta por água, malte, lúpulo e levedura. Mas assim como a cevada, o milho e o arroz são responsáveis como fonte de açúcar na produção da cerveja na fase da mostura, que é o cozimento dos grãos.   A legislação brasileira deu o aval para inclusão de outros componentes no processo de produção das cervejas, com isso uma pesquisa recente feita pala USP aponta que as grandes cervejarias brasileiras usam 45% de milho em suas fórmulas em vez da cevada (malte). O limite é de 50%. Para ser considerada premium, uma cerveja deve conter a quantidade máxima de 25% de cereais não maltados. Mas o porque da inclusão destes outros cereais? O motivo disso é um só, o custo. O milho gira em torno de 30% mais barato que a cevada, sendo assim as grandes cervejarias optaram em baratear esses custos. Entre milho e a cevada nutricionistas afirmam que ambas trazem benefícios. A sensação de “estufamento” não necessariamente é motivado pelos cereais, pode ser também relacionada ao processo de fermentação. Muito mestres cervejeiros de grandes companhias afirmam que o milho dá leveza a cerveja, e que o consumidor brasileiro prefere cervejas leves. Mas isso está mudando, mesmo que sutilmente. Hoje muitas pessoas preferem investir numa cerveja mais elaborada (obviamente mais cara) que em uma mais barata. O popular “bebe-se menos, mas melhor”. O sabor começa a ser o carro chefe na escolha da bebida. Não que as cervejas com milho sejam ruins, longe disso , já bebi e logicamente beberei em algumas ocasiões. Recentemente experimentei uma cerveja da cervejaria mineira Wäls a Wäls Hop Corn, que faz justamente uma brincadeira com esse debate. Trata-se de uma IPA com milho e três tipos de lúpulo (Columbus, Cascade e Amarillo) e que realmente ficou excelente. Mas prefiro escolher rótulos com mais insumos de qualidade em suas fórmulas. Isso porque eu como consumidor e amante de boas cervejas, prefiro priorizar o sabor e um processo de produção mais elaborado. Isso é o uma opção mais pessoal, que pode não ser a da maioria dos consumidores que achem que isso não afeta o produto final. O importante é beber a cerveja que você gosta. *Rivaldo Neto é designer e apreciador de boas cervejas (neto@revistaalgomais.com.br)

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Futebol americano conquista Pernambuco

Um futebol no qual a bola, em vez de ser redonda, tem formato oval e no lugar de utilizar as pernas para fazer gol, utilizam-se os braços para arremessar até o outro lado do campo. Este é o futebol americano. Um esporte que vem conquistando cada vez mais torcedores no Brasil e inspirando os apaixonados pelo jogo a criar times locais. De acordo com os dados analisados pela ESPN (rede televisiva por assinatura dos Estados Unidos com franquia no Brasil), em 2008, não existia nenhuma equipe competindo torneios brasileiros. Já em 2013, esse número deu um salto: 53 times disputavam os campeonatos com o equipamento completo, como protetor bucal, ombreira, capacetes e luvas. Embora o esporte seja consideravelmente novo no País, alguns torcedores já vestiram a camisa do time e compraram ingressos para assistir aos jogos em campo, como foi o caso do estudante Arthur Santana (20 anos). Em um intercâmbio realizado em 2013, ele conheceu o esporte na cidade em que ficou hospedado, no Arizona (EUA). “Eu sabia que existia, mas nunca havia despertado o interesse para saber mais a fundo. Só que onde eu morava, meus pais de criação tinham o hábito de toda quinta-feira ir para uma hamburgueria acompanhar o jogo do Arizona Cardinals, uma equipe local e na escola tinha um time chamado PV Trojans, em que os alunos pagavam para assistir a equipe jogar. Foi então que despertei esse interesse”, justifica. Como estava tão envolvido na cultura norte-americana, o estudante conta que ao voltar para o Brasil, continuou acompanhando as partidas pela TV, mas também sentia falta de jogos realizados no Recife. Foi quando decidiu montar uma equipe de futebol americano na escola. “Jogávamos toda terça-feira. Ensinei como jogar aos meus amigos e montamos um time, o Paulista Red Dragons (em homenagem à cidade de Paulista onde mora). Depois fui apresentado, por um amigo, a um dos jogadores do Recife Mariners e comecei a acompanhar o time”, conta Arthur. Já no caso do estudante Cléber Araújo, ele sempre gostou de assistir jogos de basquete e hóquei. A paixão pelo futebol americano surgiu quando assistia à TV por assinatura e alguns comentaristas discutiam sobre o esporte. “Antes já tinha ouvido falar, mas eu não achava legal, por puro preconceito, porque nos filmes parece ser apenas pancadaria”, recorda. “No meses de agosto e setembro, época que começa a temporada, passei a assistir às partidas sozinho na TV. Lia em PDF as regras para entender melhor. Desde então não parei mais de acompanhar”, revela Cléber (23), que é torcedor do Pittsburgh Steelers. Não demorou muito para Cléber ganhar adeptos. “Apresentei o esporte aos meus amigos e eles gostaram. Logo criamos um grupo no WhatsApp para comentarmos as partidas. Aos poucos eles foram compartilhando com outros conhecidos e hoje tem gente de todo Brasil.” O produtor de uma agência de publicidade, Pedro Silva (31) acompanha, desde 2006, o New Orleans Saints e acredita que o crescimento do número de torcedores do futebol americano deve-se aos canais de TV por assinatura, como a ESPN, que passaram a transmitir as partidas. “Com uma cobertura descolada e irreverente ajudaram a trazer à tona esse esporte”, ressalta. Para ele, um dos termômetros que afere esse crescimento é o fato de, tempos atrás, ter comprado três camisas dos Saints no exterior por não achar o produto nas lojas nacionais. “Um dia desses fui ao shopping e havia uma loja vendendo camisas da NFL (National Football League, a maior liga de futebol americano do mundo)”, destaca. O produtor ainda observa que já existem bares no Recife que fazem festa temática em noites de Super Bowl (partida que decide o campeão da temporada). “Há 10 anos isso era impensável”, compara. Esse crescimento de público não se refere apenas aos telespectadores. É visível também a quantidade de torcedores que assistem às competições na Arena Pernambuco, sendo maior, inclusive, que a de jogos de times do futebol tradicionais, como o Náutico. A partida do Recife Mariners contra João Pessoa Espectros, por exemplo, arrastou aproximadamente 6 mil pessoas ao estádio. Mas não é só de “marmanjos” que a audiência dos jogos é formada. As mulheres têm mostrado que entendem de futebol americano. É o caso da advogada Maria Eduarda Montenegro, que torce para o Kansas City Chiefs. Há 4 anos, ela conheceu o esporte por meio do ex-namorado. “Comecei a assistir com ele e adorei. Acompanho até hoje”, conta. Já a biomédica Marina Chichierchio, que morou um tempo nos EUA, começou a assistir no ano passado. “Apesar de ser popular nos Estados Unidos, só passei a assistir com mais frequência quando voltei ao Brasil e pude entender melhor as regras. Assisti praticamente à temporada toda”, relata. Apesar de acompanhar times diferentes, os torcedores compartilham da mesma opinião quando o assunto é o diferencial do esporte. “É um jogo que envolve bastante tática e estratégia. O futebol inicialmente pode assustar, mas na verdade é muito bem amarrado, voltado fundamentalmente para a diversão”, pontua Pedro Silva. Neste mês de setembro, a torcida segue vidrada nas transmissões pela televisão porque começa a temporada da NFL 2017-2018 nos Estados Unidos. Os jogos seguem até o próximo ano, com o desfecho no Super Bowl. LEIA mais sobre os times de futebol americano de Pernambuco no link abaixo: Pernambuco tem times e torcida de futebol americano   *Reportagem de Paulo Ricardo Mendes, da Revista Algomais

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Moradores do Poço da Panela constroem o projeto Jardim Secreto

Um local de descarte de lixo e de estacionamento informal na Zona Norte do Recife pode se transformar numa área de lazer com uma horta comunitária. A proposta para o espaço às margens do Rio Capibaribe é defendida pela Associação dos Moradores e Amigos do Poço da Panela (Amapp). O projeto ganhou o nome de Jardim Secreto. Localizada no final da Rua Marquês de Tamandaré, a área é um terreno baldio de 3 mil metros quadrados, situada atrás do Condomínio do Edifício Villa Pasárgada. “Começamos a pensar para esse lugar um projeto de ocupação pública visando à melhoria da segurança do bairro. É um espaço perfeito para desenvolver o conceito de sustentabilidade e agroecologia”, afirma Antônio Pinheiro de Carvalho, presidente da associação. Além da recuperação do local, com proposta de ser atrativo para passeio e lazer, a Amapp pretende desenvolver uma horta para produzir alimentos para famílias carentes das comunidades vizinhas do Caiçara e de Cabocó. “Podemos promover qualidade de vida plantando com materiais orgânicos. Pretendemos fazer parcerias com escolas públicas e privadas também para levar ações de educação ambiental ao espaço”, acrescenta Carvalho. O presidente da associação afirma que a participação da comunidade é fundamental para garantir a manutenção do espaço. Estão nos planos da entidade, a oferta de capacitação sobre o plantio e manejo adequado da horta. Os moradores também propõem a reestruturação da travessia de barco no trecho, serviço há décadas em atividade realizada pela comunidade local. Composta por aproximadamente 40 pessoas, a Amapp conta com 9 integrantes participando do planejamento do projeto. Um dos primeiros passos foi contatar o Inciti – Pesquisa e Inovação para as Cidades que, em convênio com a Prefeitura do Recife, desenvolve o Projeto Parque Capibaribe em parceria com a Prefeitura do Recife. O diálogo tinha objetivo de alinhar as intervenções na área com as diretrizes urbanísticas do projeto. A mobilização já conseguiu realizar um mutirão para limpeza no local, que realizou a capinação do terreno e a demarcação da área. Dias após os moradores já fizeram plantação de milho, feijão, jerimum e tomate no Jardim Secreto. PROJETO O Projeto Parque Capibaribe prevê intervenções ao longo de toda extensão do rio até 2037, qualificando não apenas as suas margens, mas o também o acesso aos espaços de convívio que serão instalados, a exemplo do Jardim do Baobá. Localizado no bairro das Graças, é a primeira peça de uma concepção modular urbanística que está em construção na cidade. Segundo Raquel Menezes, coordenadora de projetos do Inciti, o parque possui um plano macro para toda a cidade, mas ainda não tem o detalhamento de todos os trechos. “A execução vai acontecendo de acordo com a disponibilidade de recursos. No Poço da Panela tínhamos o conceito, mas não o detalhamento. A partir da comunicação com a associação estamos compatibilizando a vontade dos moradores com as diretrizes do parque”, afirma. Com esse acompanhamento do Inciti, o Jardim Secreto será alinhado com o Parque Capibaribe e sua execução estará assegurada. Contará com linhas de passeio a pé e de bike em diálogo com as demais intervenções que acontecerão ao longo do rio. Raquel ressalta a relevância da participação popular na construção do Jardim Secreto. “Temos passado para a associação a forma participativa que estamos construindo os projetos para o entorno do rio. Buscamos parcerias amplas, o que torna mais fácil a manutenção do espaço. Os moradores estão numa fase de fortalecer a rede de parceiros”, afirma. Algumas iniciativas tiveram o objetivo de estimular a população a experimentar as margens como espaços de lazer e convivência, como no caso do Praias do Capibaribe, um coletivo que realiza intervenções culturais à beira do rio. Embora ainda distante do horizonte de conclusão em 2037, quando a cidade completará 500 anos, a ideia do parque começa a ser “comprada” pela população e pelas organizações da sociedade civil organizada voltadas para o desenvolvimento urbano e sustentável do Recife. *Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais

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A telona de volta ao interior

A sétima arte é uma paixão brasileira e pernambucana. O cinema produzido no Estado, aliás, é destaque nos diversos festivais mundo afora. No entanto, as salas de exibição ainda são restritas às grandes cidades, com pouquíssima presença no interior, com exceções como Caruaru e Petrolina. Para formar público para as telonas no Agreste, Sertão e Zona da Mata e saciar a vontade daqueles que já experimentaram o escurinho da sala de cinema, uma série de iniciativas – como mostras e festivais – tem chegado aos pequenos municípios e até em vilarejos. O cineasta Camilo Cavalcante está à frente de um desses projetos com o Cinema Volante Luar do Sertão, mostra que percorre o território sertanejo do Estado. O diretor de História da Eternidade conta ter vivido experiências emocionantes com a população local, como o relato, cheio de saudades, de um idoso que ainda era criança quando assistiu a um filme na telona pela última vez. “Fizemos uma sessão onde antes era o Cine Guarany, em Cabrobó. O prédio está em ruínas, sobrou apenas a fachada. Projetamos num grande vão sem telhado. Na plateia havia um senhor muito emocionando. Ele disse que tinha estado ali aos 6 anos com seu pai. Estava feliz em voltar ao lugar, agora com os netos, e ver aquele espaço ser novamente um cinema”. Uma emoção que é estendida aos jovens. Morador de Belo Jardim, o universitário Heleno Florentino, de 19 anos, é fã do universo audiovisual, mas precisa pegar um ônibus e se deslocar até Caruaru para ter acesso ao cinema. Mas graças ao projeto Cine Jardim, ele pode usufruir da sétima arte durante alguns dias na sua cidade “Fiquei muito feliz. É algo que abre a sua mente. Além dos filmes serem muito bacanas, a gente tem acesso às pessoas que vivem disso, como produtores, atores e diretores. Isso me deixou instigado”, conta o jovem que aspira criar uma produtora. Algumas dessas iniciativas são semeadas por produtores de audiovisual da região e por cineclubes locais que floresceram em meio à escassez das salas de exibição. Foi justamente o coordenador do cineclube Iapôi, de Goiana, Caio Dornelas, que organizou a Mostra Canavial, composta por exibição e oficinas de cinema na Zona da Mata. Ele conheceu outros cineclubistas em cidades como Aliança, Vicência e Carpina e da articulação dessas organizações o evento surgiu e se consolidou, chegando à sua sexta edição. “A mostra abraçou os cineclubes e estabeleceu esse circuito na Zona da Mata. Além do papel de difundir a exibição, o evento fomenta a produção de filmes locais”, explica Dornelas. A mostra acontece sempre nos meses de janeiro, passando principalmente pelos bairros mais periféricos e rurais de oito municípios. A organização oferta oficinas durante esse período com objetivo de formação e incentivo ao surgimento de projetos e profissionais locais. Alguns curtas, produzidos após a consolidação da mostra na região, já estão circulando nos festivais do País. Além das capacitações que acontecem nos dias do evento, outras oficinas são oferecidas ao longo do ano. O Cine Jardim também tem a proposta de associar exibição e fomento à produção audiovisual. Realizado com apoio do Instituto Conceição Moura, o evento é uma das iniciativas do Pontilhado Cinematográfico, coordenado pelo caruaruense Léo Tabosa. “Trago na memória momentos inesquecíveis que vivi, quando criança, dentro de uma sala de cinema. Infelizmente as salas de exibição passaram muitos anos fechadas. Essa história repete-se em outros locais do interior do Nordeste, limitando o acesso às produções cinematográficas às cidades mais populosas”, lamenta. Léo conta que abrir caminhos de interiorização cultural não é fácil e revela que as únicas cidades que conseguiram reabrir salas de exibição são as poucas que possuem shoppings centers. “Belo Jardim já viveu um tempo áureo dos cinemas de rua”, salienta. Hoje é na sala multiuso do Instituto Conceição Moura que o Pontilhado Cinematográfico promove sessões gratuitas às quintas-feiras e aos domingos no projeto Quintas e Domingos de Cinema. “É uma forma de dar continuidade ao Festival de Cinema com uma programação semanal e oferecer entretenimento”, justifica. Além da projeção de filmes no festival, o Cine Jardim promove oficinas de formação que apresentaram resultados na produção cinematográfica do Agreste. Neste ano o evento recebeu três filmes de realizadores belo-jardinenses: a ficção Dom Casmurro, de Wellison Henrique (2016) e os documentários Pelos Galhos da Jurema (2016) e Ventre Morto (2016), ambos de David Henrique. “São jovens realizadores, frutos das oficinas de formação que oferecemos. Para a edição de 2018, esperamos receber para seleção o dobro de filmes produzidos em Belo Jardim”, projeta Léo. Com 23 municípios visitados e um público que ultrapassa 10 mil espectadores, o projeto Cinema Volante Luar do Sertão nasceu da inquietação do cineasta Camilo Cavalcante após perceber a carência de atividades exibidoras no Sertão. “O que forma o paladar audiovisual daquela região eram apenas as antenas parabólicas e os DVDs piratas. Há uma carência extrema de obras que instiguem questionamentos e provoquem sensibilidade, obras diferentes das comerciais”, constata. O Cinema Volante e a maioria das mostras que chegam ao interior com a proposta de incentivo cultural têm como característica a gratuidade do acesso aos filmes. “O cinema nasceu como experiência coletiva. Mas hoje se tornou um espetáculo elitista. Acabaram-se os cinemas de bairro e do interior. Ficou um espetáculo com preço exorbitante. Essa experiência do Volante tem como objetivos principais a democratização do acesso aos nossos filmes e bens culturais, além da formação de público”. A mostra promove debates sobre os curtas que fazem parte da programação. “A TV formata o olhar das pessoas. Essa experiência da mostra com filmes artísticos, poéticos e de experimentação de linguagem abre uma outra janela ao espectador com o audiovisual que provoca a reflexão, emoção e traz discussões à tona”, salienta o cineasta. *Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais

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Expectativa para retomada da economia pernambucana

Uma análise sobre a economia pernambucana, elaborada pela CEDES Consultoria e Planejamento, foi apresentada pelo economista Ecio Costa durante recente reunião do Conselho Estratégico Algomais Pernambuco Desafiado. O encontro foi mais uma etapa do Projeto Empresas & Empresários, realizado pela TGI e o INTG, com apoio técnico da CEDES e patrocínio do Governo de Pernambuco. Na sua 13ª edição, o projeto investiga como as organizações locais têm sido afetadas pela crise e como a estão superando. A boa notícia é que o Produto Interno Bruno (PIB) do Estado apresentou no primeiro trimestre deste ano uma leve recuperação, em comparação com o mesmo período do ano passado. Na avaliação Ecio Costa, a melhora do setor agrícola foi responsável pelo respiro do desempenho econômico nos primeiros meses deste ano. Essa performance é um verdadeiro alento já que em 2016 os indicadores não deixaram qualquer dúvida sobre o impacto da crise na economia pernambucana. O balanço apresentado por Costa, a partir de informações do IBGE/Condepe-Fidem, revela o encerramento de 48,4 mil postos de trabalho no ano passado. O Produto Interno Bruto fechou 2016 com uma retração de 4,2%, tendo desempenho negativo nos três setores que são pilares da economia pernambucana: o PIB da agropecuária reduziu 6,6%, o da indústria caiu 3,8% e nos serviços houve uma retração de 2,7%. Em um olhar mais analítico sobre a indústria − segmento que alavancou a economia pernambucana na última década e que recebeu bilhões em investimentos − Costa mostrou os segmentos que resistiram e aqueles que sofreram de forma mais acentuada. As quedas mais drásticas foram na fabricação de equipamentos de transporte, exceto veículos automotores (-33,8%) e fabricação de produtos têxteis (- 22,3%). Com desempenho positivo em 2016, apesar de toda conjuntura negativa, destacaram-se a fabricação de máquinas, aparelhos e materiais elétricos (crescimento de 8%) e de produtos de metal (aumento de 5%). O economista salienta a importância que merece ser dada ao setor industrial, apesar da sua participação no tecido econômico de Pernambuco ser ainda reduzida. “O peso da indústria pernambucana é pequeno na composição do PIB estadual (18,6%). Mas ela tende a aumentar a sua participação a partir dos investimentos realizados nos últimos anos. Além disso, temos que ressaltar que a produção industrial estimula o desenvolvimento de outros setores, pois não funciona isoladamente. Ela depende de serviços e da agropecuária. A indústria move a economia, puxando outros setores a reboque”, avalia. Em contraste com o pesadelo econômico de 2016, o ano de 2017 começou com índices melhores tanto no Produto Interno Bruto como nas exportações. O PIB no primeiro trimestre cresceu em 1,4% no Estado em relação ao mesmo período do ano passado. Enquanto isso, o desempenho da economia nacional segue em decréscimo (-0,4%). A economia da Bahia e do Ceará, que são os principais players do Nordeste ao lado de Pernambuco, também seguem amargando resultados negativos, tendo decrescido respectivamente -1,1% e -1,4%. A agropecuária, que teve crescimento de 12,3%, foi o setor que mais contribuiu com esse desempenho do Estado. Porém, tanto a indústria (6%) como os serviços (0,6%) também apresentaram desempenhos positivos no período. O segmento de “intermediação financeira, seguros, previdência complementar e serviços relacionados”, que está dentro do setor de serviços, alçou um crescimento de 13,5% no trimestre. Ecio Costa pondera que, apesar de ter ocorrido a primeira reação positiva depois de quase dois anos, ainda é cedo para acreditar que a crise que assolou o País e os Estados está resolvida. “A depressão foi grande e os efeitos ainda reverberam sobre a economia e a vida das pessoas. Os dados levantados, porém, animam e criam expectativas positivas. E essas expectativas alimentam a esperança de que Pernambuco e o Brasil voltem ao crescimento que experimentaram na primeira década dos anos 2000”, sinaliza o especialista. PESQUISA Apesar do cenário negativo conjuntural, diversas empresas têm conseguido resistir à recessão e em alguns casos até crescido em meio à crise. Um dos objetivos do projeto Empresas & Empresários é identificar o que as organizações dos principais setores econômicos do Estado têm feito para superar o atual momento recessivo. O processo é realizado com a participação do Conselho Estratégico Algomais Pernambuco Desafiado. Na última etapa do projeto, as empresas que se destacaram vão receber o prêmio Quem Faz Algomais por Pernambuco.

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