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Parque Estadual de Dois Irmãos começa a receber novos animais

O Parque Estadual de Dois Irmãos, na Zona Norte do Recife, anunciou que está com novos moradores no zoológico. A instituição conservacionista, administrada pela Secretaria de Meio Ambiente e Sustentabilidade de Pernambuco (Semas/PE), recebeu oito répteis, sendo duas Iguanas e seis serpentes. Os animais – nativos dos biomas Mata Atlântica e Caatinga – vieram do Projeto Selva Viva, em São Paulo, e passam por período de quarentena. Segundo o secretário de Meio Ambiente, José Bertotti, a chegada desses animais já atende ao novo Plano Diretor do zoo que foca na preservação da biodiversidade local. “Estamos começando a colocar em prática o plano de populações do zoológico, que muda o perfil de animais abrigados aqui e potencializa os instrumentos disponíveis para proteger a riqueza natural do nosso estado da extinção. São ações que visam à conservação da fauna da Caatinga, Mata Atlântica e das zonas de transição da Mata Atlântica”, disse Bertotti. Das serpentes recebidas, quatro são jibóias naturais da Mata Atlântica. Já as outras são salamantas da Caatinga. Todos os novos moradores do zoológico do Recife passaram, sem sucesso, por processos de reabilitação no Projeto Selva Viva, que apoio órgãos ambientais nesta área. Esses animais foram resgatados em criadouros ilegais e apresentaram comportamentos incompatíveis para a soltura na natureza, pois se acostumaram com a presença e a manipulação feita por humanos. Despedida – Também em continuidade ao plano diretor, o Zoológico do Recife se despediu de oito animais exóticos. De forma parceira, foram transferidas duas cobras píton, originárias da Ásia, e seis Tartarugas-da-Amazônia, para o Projeto Selva Viva. As espécies silvestres seguiram em caixas apropriadas ao transporte para a sede da instituição em Taubaté, São Paulo. A entidade é devidamente regularizada e capaz de fornecer igual condição de bem-estar aos bichos. População selvagem – Com o plano de populações do zoológico do Recife, o perfil de animais abrigados muda, ocorrendo a saída de algumas espécies e a chegada de outras. A perspectiva é que permaneçam no espaço apenas os indivíduos nativos da Caatinga, Mata Atlântica e zonas de transição da Mata Atlântica. O plano divide os animais em quatro categorias: Adoção (a serem transferidos para outras instituições, integrando programas de adoção); Acolhimento (apenas manutenção); Embaixador (reprodução conforme necessidade dos programas de conservação); e Foco (integrantes dos programas de revigoramento populacional).

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“Bom desempenho do comércio e dos serviços dependerá da renda do trabalho”

Após a avalanche da pandemia sobre o setor de comércio e serviços em 2020, o ano de 2021 indica sinais de retomada, porém há condicionantes para isso. Na análise de Ademilson Saraiva, responsável pela Assessoria Econômica da Fecomércio-PE, o aumento da renda da população e o cenário de queda do desemprego são fatores que poderiam acelerar o aquecimento do setor. Para todas as condicionantes, o avanço da vacinação é o ponto fundamental. Quais as perspectivas para o comércio e os serviços em Pernambuco neste segundo semestre? No primeiro semestre de 2020, principalmente nos meses de abril a junho, os serviços e o comércio sofreram um forte impacto com as paralizações e as medidas de isolamento social. Vimos a confiança dos consumidores e as vendas despencarem. No mesmo período de 2021, vemos taxas de crescimento expressivas, em abril especialmente, quando o volume de vendas no varejo e nos serviços prestados às famílias cresceram 37,3% e 135,3%, respectivamente, em relação a abril de 2020. Mas, esse é um efeito da baixíssima base de comparação. Na comparação com os meses recentes, o crescimento é menos robusto. Em 2020, o aporte do auxílio emergencial foi muito importante para garantir um desempenho favorável do comércio varejista no segundo semestre. O mesmo não foi possível com os serviços prestados às famílias, que são essencialmente presenciais. Agora, em 2021, o aporte do auxílio emergencial é menor, o desemprego se elevou substancialmente no estado e o orçamento familiar aperta ainda mais, devido à pressão de preços como alimentos, combustíveis, gás de cozinha e energia elétrica. Esses fatores elevaram o endividamento e têm mantido a intenção de consumo das famílias pernambucanas em baixa nos últimos três meses, de acordo com levantamentos da CNC. Com tudo isso, o consumidor possivelmente estará menos propenso a gastar no início do segundo semestre, mas há expectativa de que as vendas melhorem e observemos resultado positivo à medida em que taxa de imunização avance e o mercado de trabalho se recupere no estado. Há alguns relatórios do cenário nacional que apontam um crescimento mais acelerado da economia neste segundo semestre. Quais as razões deste otimismo? Isso colabora para o incremento do comércio? As perspectivas de crescimento mais acelerado no segundo semestre estão sendo atreladas ao avanço da vacinação, o que permitirá liberar, gradualmente, mais atividades para um funcionamento mais próximo do normal. A medida que esse avanço ocorra e o mercado de trabalho melhore, é que haverá mais confiança em um crescimento sustentável do consumo. Em nível nacional, há também a perspectiva de crescimento do agronegócio, impulsionado pela alta demanda no mercado externo – vindo das economias mais avançadas na vacinação –, ajudando no crescimento do PIB. Mas, a agropecuária emprega menos que outros setores, como serviços, principalmente. E no estado de Pernambuco essa empregabilidade é ainda mais desproporcional entre os dois setores. Portanto, o avanço da vacinação é ainda mais importante para o mercado de trabalho no estado. Que fatores você avalia como maiores desafios para fortalecer a retomada do comércio e dos serviços neste segundo semestre no Estado? O maior desafio, especialmente para alguns serviços presenciais, será se adequar aos protocolos sanitários, que devem ser mantidos por um bom tempo, mesmo com o avanço da imunização. Para isso, as atividades e estabelecimentos também precisam contar com a colaboração dos clientes. Os serviços ocupam uma parcela significativa da população em Pernambuco, com peso relevante dos conta-própria e informais. A restrição da atividade desses trabalhadores trouxe um forte impacto na massa de rendimentos do trabalho, que em 2020 foi amparada pelo volume do auxílio emergencial, a qual, por sua vez, ajudou o comércio a crescer em meio à pandemia. Agora, em 2021, um bom desempenho do comércio e dos serviços no segundo semestre, vai depender cada vez mais da renda do trabalho e, portanto, da confiança empresarial e queda do desemprego. Então, o avanço da imunização é o primeiro grande passo para a retomada.

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Taxa de ocupação de UTI recuou para 61%, menor índice desde setembro

Pernambuco registra menos de mil pessoas internadas com o novo coronavírus em leitos de UTI, o menor índice desde março deste ano. Foram contabilizados, ontem (12) 988 pacientes necessitando de terapia intensiva no Estado. No dia 5 de março houve o último registro de um número abaixo de mil, quando 996 pessoas ocupavam leitos de UTI. O governador Paulo Câmara destacou outros indicadores de melhoria do cenário da pandemia no Estado. “Nossa taxa de ocupação nos leitos de terapia intensiva caiu para 61%. O número mais baixo desde setembro de 2020. Com isso, são mais de 600 leitos disponíveis em todas as regiões de Pernambuco”, apontou. O governador destacou ainda que de acordo com relatório semanal da Organização Panamericana de Saúde, divulgado no último final de semana, Pernambuco encerrou o primeiro semestre de 2021 com a segunda menor taxa de mortalidade entre os Estados brasileiros. “Tudo isso é fruto de muito trabalho para colocar em funcionamento a maior rede de UTIs das regiões Norte, Nordeste e Centro-Oeste, além das medidas restritivas que agora estão sendo progressivamente diminuídas e do avanço da vacinação”, argumentou. Por último, Paulo Câmara voltou a insistir que, apesar da melhora nos índices, os pernambucanos não devem descuidar das medidas preventivas contra a Covid-19. “Mantenha a prevenção usando máscara. Evite aglomerações. Se chegou o seu grupo na vacinação, informe-se como proceder na Secretaria de Saúde do seu município e ajude parentes e amigos a fazer o mesmo. A pandemia não acabou. Vamos continuar nos cuidando”, concluiu.

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Por que as empresas devem investir em programas de apoio à Primeira Infância?

Crianças vivem uma explosão de desenvolvimento até os seis anos de idade. É o auge da atividade cerebral, com um milhão de conexões por segundo e potencial gigantesco para o aprendizado. Além de essa fase ser crucial no crescimento de meninas e meninos, o investimento na chamada primeira infância é, também, uma missão da empresa. São elas, afinal, as responsáveis por criar um bom ambiente de trabalho para mães e pais em seus quadros — e, assim, ajudar a transformar a sociedade. No dia a dia, é uma preocupação que se revela positiva não apenas para funcionários e sociedade em geral, mas também para as próprias empresas, que se tornam mais atraentes na hora de recrutar talentos e têm a reputação elevada no mercado. Segundo o diretor executivo do Primeira Infância Plantar Amor (PIPA) Rogério Morais, já que o governo não tem condições de arcar com toda a responsabilidade da educação infantil. O setor privado precisa assumir protagonismo nessa área, especialmente na promoção de boas condições sociais para que as famílias possam oferecer atenção e cuidado para as crianças. “Basta observar que as práticas empresariais têm impacto positivo, mas são insuficientes para levar a mudanças sociais efetivas”. Ele defende que as empresas se engajem em campanhas, por vezes simples, mas de grande impacto. Do ponto de vista econômico, afirma o vencedor do Nobel de Economia, o norte-americano James Heckman, o apoio à primeira infância gera um retorno de 7 a 10% ao ano por reduzir gastos com os sistemas educacional, de saúde e penal – o que pode significar a quebra do ciclo de pobreza e consequente diminuição da desigualdade. Para as empresas que implantam programas voltados ao tema, as vantagens são muitas. Colaboradores que sabem que seus filhos estão sendo bem cuidados se concentram mais no serviço, atesta uma pesquisa da organização empresarial americana ReadyNation. E o impacto não se resume apenas ao aumento da produtividade. A retenção de talentos é outra consequência de uma agenda pró-cuidados com a primeira infância. E ela afeta diretamente a saúde econômica do negócio, diminuindo o custo da rotatividade, que varia entre 50 e 200% do salário anual de um funcionário com gastos que envolvem a busca de novos profissionais, seu treinamento e a perda de produtividade durante o período de adaptação. No Porto Digital A implantação de políticas para a Primeira Infância também é uma forma de ampliar atenção à mulher. A proposta foi viabilizada pela Viana & Moura Construções, que apresenta na plataforma “PIPA – Primeira Infância, Plantar Amor”, uma série de medidas para atender a demanda de cuidadores primários por suporte social e educacional para crianças de zero a seis anos. Para se aproximar ainda mais do entendimento dessas dores, o aplicativo conta com um time majoritariamente feminino na sua construção. A plataforma é desenvolvida em parceria com a Joy Street do Porto Digital. “Criamos um ambiente tecnológico formativo no desenvolvimento de habilidades e competências para cuidadores de crianças na primeira infância”, comenta o CEO da Joy Street, Fred Vasconcelos. “O PIPA oferece uma mecânica de narrativa que cria motivação intrínseca para a realização de trilha. Nessa jornada o usuário é confrontado com escolhas pragmáticas ao longo de trilhas de aprendizagem e tudo isso em função de cumprir a missão e desafios propostos em seu percurso”, completou. O conceito integra os objetivos de Desenvolvimento Sustentável da agenda 2030 da Organização das Nações Unidas (ONU), que busca a construção de negócios que contribuam com um sistema econômico mais igualitário e inclusivo para o planeta. “A ideia é trazer ao público um pouco do que são essas mulheres, quais são as suas dores, com acolhimento a partir do olhar feminino para essas dificuldades. É um aplicativo que tem uma função social, por ser voltado para cuidadores da primeira infância, e que atua no trabalho de estimular essas crianças a desenvolverem habilidades que estejam integradas à comunidade e alinhadas aos conceitos sustentáveis da ONU. Em paralelo, também apresenta um caminho de transformação e de equilíbrio para o mercado no recorte de gênero”, disse a coordenadora de Inovação e Tecnologia do PIPA, Juliana Perazzo. O PIPA foi concebido em Caruaru (PE), no ano de 2018, como um projeto de visitação domiciliar para apoio ao desenvolvimento infantil aos filhos de colaboradores com idade de zero a 6 anos. No geral, o programa contribui na busca por solução de problemas pautados no desenvolvimento infantil, por acreditar que crianças felizes e saudáveis são protagonistas para a evolução da humanidade e da transformação para um mundo melhor. “O que vale ressaltar é que o planejamento da viabilidade econômica do negócio pode ser um exemplo de que há a possibilidade de se criar uma operação que equilibra o propósito e o lucro, pelo mercado que ele possui e pelo impacto que pode causar a clientes, fornecedores, comunidade e ao meio ambiente”, reforçou Juliana Perazzo.

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É necessário estreitar as relações entre setor privado e universidades.

Sem nos darmos conta, nosso cotidiano foi invadido por robôs, mecanismos de inteligência artificial que estão presentes nas mais corriqueiras atividades do dia a dia, como quando a plataforma de streaming, na qual escutamos música, nos sugere uma canção, ou usamos uma ferramenta digital que nos ajuda a escolher melhor o caminho para o trabalho. Esses exemplos são só o começo de mais uma etapa de transição que o mundo vivencia para um novo modelo socioeconômico e tecnológico: a Quarta Revolução Industrial. Assim como ocorreu em outros momentos históricos de mudanças provocadas por um grande desenvolvimento da tecnologia, essa transição traz novas oportunidades mas, também, muitos desafios. Nesta entrevista a Cláudia Santos, o engenheiro de software e consultor do C.E.S.A.R. André Gomes e João Paulo Magalhães, professor da C.E.S.A.R. School e consultor em inteligência artificial no C.E.S.A.R., analisam as consequências da Quarta Revolução Industrial no Brasil e em Pernambuco. Como o País enfrenta um processo de desindustrialização desde os anos 1980, para recuperar o tempo perdido e avançar rumo a indústria 4.0, segundo os especialistas, é necessário investimentos em educação, pesquisa e desenvolvimento. E para Pernambuco, que tem vantagens competitivas como universidades de relevância e o Porto Digital, a saída seria a união desses setores com o setor industrial para a construção de um projeto de uma indústria de alta performance tecnológica, em sintonia com uma política nacional para o incentivo à indústria 4.0. Confira a seguir a entrevista. Quais as características da chamada Quarta Revolução Industrial? André Gomes – Apesar desse termo ser recente (2016), esse conceito foi apresentado pelo governo alemão (2011). A Quarta Revolução Industrial já é uma realidade em construção na nossa geração. Ela se deu graças ao grande avanço tecnológico proporcionado pelas primeira, segunda e terceira revoluções industriais, em que as fronteiras entre os diferentes mundos físico, digital e biológico se tornaram cada vez menores. Hoje, acredita-se que as novas grandes descobertas serão influenciadas pela união desses três mundos, os chamados cyber-physical production systems (sistemas de produção ciberfísicos). Algumas características que apontam para o início dessa era são: aumento do poder computacional (Big Data, genética, mineração de dados, astronomia); uso de Inteligência artificial e machine learning em biometria digital (reconhecimento de voz e face), predição e percepção do comportamento humano (marketing, política) e melhoria de processos industriais e sistemas de informação; e, por fim, aumento de conectividade permitindo a troca de informação entre dispositivos e máquinas – internet das coisas (IoT) e M2M (Machine to Machine, tecnologias que permitem dispositivos em rede trocar informações e executar ações sem a assistência manual de humanos). Quais os impactos que terá na economia e no emprego? João Paulo Magalhães – Os grandes impactos que a Quarta Revolução Industrial causa na economia estão relacionados a ganhos em escala, tanto na produtividade, quanto na velocidade com que os produtos podem ser desenvolvidos, além da quebra de barreiras físicas e temporais. Por exemplo: diferentes pessoas em lugares diversos no mundo podem trabalhar em tempo real, utilizando-se de realidade virtual e simulação. Por outro lado, esta revolução pode causar o aumento da concentração da produção em grandes conglomerados industriais que estão à frente do desenvolvimento tecnológico mundial, visto que a competição é cada vez mais global e automatizada. Isto pode acarretar em aumento da desigualdade de renda principalmente pela substituição da mão de obra humana pelo uso de máquinas. Esse processo pode causar também o deslocamento de trabalhadores pela tecnologia, resultando em empregos mais estáveis e rentáveis. Contudo, é importante destacar que a sociedade precisará agir de forma que as consequências desta transformação não sejam monopolizadas, de modo a garantir um retorno sustentável, minimizando os impactos no emprego e distribuição de renda global. A indústria brasileira, salvo exceções, não investe muito em inovação. Como ela poderá ser competitiva num contexto de indústria 4.0? André Gomes – O Brasil passou por um processo de desindustrialização importante. Entre 1980 e os dias atuais, a participação da indústria de manufatura no PIB diminuiu drasticamente. O que em 1980 representava 32% caiu, em 2020, para apenas 9%. Este fator impediu que o investimento em tecnologia ocorresse no País. Inovação e tecnologia se fazem com investimento em pesquisa e desenvolvimento (P&D), porém o Brasil hoje investe pouco quando comparado aos países mais desenvolvidos da OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico). Por exemplo, em 2017 o investimento bruto brasileiro em P&D correspondia a 0,8% do PIB, enquanto os Estados Unidos (2,8%), Alemanha (3,0%) e Japão (3,2%) investiram três vezes mais. Para se tornar competitiva, a indústria nacional precisará tomar para si o papel de protagonismo no investimento em pesquisa e desenvolvimento. Além disso, uma coisa precisa ficar clara: não haverá mão de obra qualificada suficiente nesse cenário. O Brasil precisa investir de forma considerável e rápida em capacitação. Seja o setor público, com a educação formal, da infantil à superior, seja o setor privado, com capacitação continuada dos atuais trabalhadores que precisarão se adaptar aos trabalhos do futuro. Uma política pública voltada para o setor seria necessária, como aconteceu na Alemanha e nos Estados Unidos? João Paulo Magalhães – Sim. Um projeto nacional de fortalecimento das indústrias nacionais e que promova o investimento não só público em políticas de P&D é crucial para evolução do cenário de inovação tecnológica no Brasil. É necessário estreitar as relações entre o setor privado e as universidades federais (que são as instituições que mais promovem P&D no nosso País) e propor políticas de isenções fiscais de modo que o investimento em P&D seja suficiente para alavancar a produção de tecnologias inovadoras. Leia a entrevista completa na edição 184.2 da Algomais: assine.algomais.com

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Recife recebe Selo de Município Prioritário para projetos de concessões e PPPs

O Recife recebeu o Selo Município Prioritário do Brasil para Projetos de Concessões e PPPs. Esse reconhecimento é feito pelo Radar PPP, que é plataforma especializada em Parcerias Público-Privadas. A cidade é a primeira capital  do País a receber essa distinção. O título estimula boas práticas junto ao poder público na aplicação de metodologias de PPPs e fomenta o conhecimento sobre o assunto. O selo chega poucos meses após João Campos lançar o programa Recife Parcerias, que tem a proposta de captar R$ 1 bilhão em recursos privados até 2024. A gestão municipal  promete apresentar os primeiros editais em 2022. Segundo o secretário de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação, Rafael Dubeux, a Prefeitura do Recife considera as parcerias com o setor privado fundamentais para o desenvolvimento da cidade. “Essas parcerias podem trazer ganhos de eficiência, economicidade e qualidade nos serviços para o município, ao mesmo tempo em que possibilita que a gestão aplique recursos em investimentos que vão melhorar a qualidade de vida da população”, afirmou. Para o secretário-executivo de Parcerias Estratégicas, da SDECTI, Thiago Ribeiro, todas as medidas adotadas pela gestão foram importantes para a obtenção do selo. “O reconhecimento atesta a capacidade do Recife de formalizar parcerias com a iniciativa privada, buscando alavancar o crescimento econômico da cidade e preparando a cidade para o ciclo no pós-pandemia”, apontou. Esta foi a segunda edição do programa. Além do Recife, também foram contemplados com o selo as cidades de Joinville (SC), Vitória da Conquista (BA) e Divinópolis (MG). Um dos critérios para que o Recife conquistasse o selo foi o aprimoramento da legislação que trata de PPP no município. Em maio passado, a Prefeitura enviou o Projeto de Lei de número 22/2021 para a Câmara Municipal. A proposta atualiza a Lei 17.856/2013, modernizando todo o arcabouço jurídico na capital pernambucana e permitindo que a gestão municipal celebre parcerias com a iniciativa privada. A proposição encontra-se em tramitação, sob apreciação dos vereadores. Além da atualização da legislação municipal, a gestão do prefeito João Campos também publicou decreto regulamentando o Procedimento de Manifestação de Interesse (PMI) e a Manifestação de Interesse Privado (MIP) para apresentação de projetos, levantamentos e estudos. Esses instrumentos têm a finalidade de subsidiar a administração pública na estruturação de PPPs, concessões, permissões de serviços públicos ou arrendamentos de bens públicos. Por fim, secretários e gestores das secretarias de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (SDECTI), de Habitação (SEHAB) e de Planejamento, Gestão e Transformação Digital (SEPLAGTD) foram capacitados em um curso online conduzido pelo Radar PPP sobre o tema, com carga horária total de 8 horas-aula.

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Pernambuco registra redução da seca

A última atualização do Monitor de Secas, referente a maio, aponta que no Nordeste houve um agravamento da seca na Bahia, no Ceará e no Rio Grande do Norte. No sentido oposto, Alagoas e Pernambuco tiveram uma atenuação do fenômeno. Em termos de severidade, os demais estados nordestinos registraram estabilidade em comparação a abril. Já em termos de área com seca, Pernambuco teve recuo do fenômeno, enquanto o Maranhão e o Piauí tiveram avanço da seca. Os demais estados não registraram variação da área com o fenômeno. Pernambuco, entre abril e maio, houve simultaneamente a redução da extensão da seca em seu território, assim como a atenuação do fenômeno no sudoeste e no leste do estado. A área total com seca caiu levemente de 85% para 78% do estado. Em termos de severidade, a área de 3% de Pernambuco com seca grave deixou de ser verificada em maio. Em maio deste ano, em comparação a abril, as áreas com seca tiveram aumento em seis das 20 unidades da Federação acompanhadas pelo Monitor de Secas: Goiás, Maranhão, Minas Gerais, Piauí, Rio de Janeiro e Tocantins. Já no Espírito Santo o fenômeno voltou a ser identificado, o que não acontecia desde fevereiro deste ano. No sentido oposto, dois estados tiveram redução de sua área com seca: Alagoas e Pernambuco. Outros dez estados não tiveram variação da área com seca (Bahia, Ceará, Mato Grosso do Sul, Paraíba, Paraná, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, Santa Catarina, São Paulo e Sergipe), enquanto o Distrito Federal permanece sem registrar o fenômeno desde janeiro. Em sete estados, 100% de seus territórios registraram seca em maio na comparação com abril: Bahia, Mato Grosso do Sul, Rio Grande do Norte, Rio Grande do Sul, São Paulo, Sergipe e Tocantins. Outros três estados registraram entre 97 e 99,5% de área com seca: Ceará, Goiás e Paraná. Exceto o DF, as demais nove unidades da Federação acompanhadas pelo Monitor apresentam entre 33% e 88% de suas áreas com o fenômeno. Em termos de severidade do fenômeno, dez estados tiveram um agravamento da seca em maio: Bahia, Ceará, Goiás, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais, Paraná, Rio de Janeiro, Rio Grande do Norte, Santa Catarina e São Paulo. Já no Espírito Santo a seca fraca voltou a ser registrada. Nos casos de São Paulo e Santa Catarina houve respectivamente uma forte expansão das áreas com seca excepcional e seca extrema. Além do território paulista, parte do Triângulo Mineiro também registra seca excepcional, a mais severa na escala do Monitor. Por outro lado, três unidades da Federação tiveram abrandamento da situação de seca: Alagoas, Pernambuco e Rio Grande do Sul. Enquanto o DF segue sem o fenômeno, as demais unidades da Federação mantiveram a severidade da seca identificada em abril. Veja a seguir a distribuição das categorias de seca em todas as unidades da Federação acompanhadas pelo Monitor em maio.

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Startup Mooh!Tech desenvolve um passaporte digital de profilaxia

Uma discussão em alta no mundo inteiro é sobre a necessidade de comprovantes de vacinação para a retomada com mais segurança das viagens entre países e até mesmo para a volta mais forte dos eventos presenciais, com público. Neste segmento, uma solução tecnológica com um pouco do DNA de inovação pernambucano ganhou recentemente um grande aporte financeiro para ser desenvolvida. Criado pela startup fraco-brasileira Mooh!Tech, o Chronus i-Passport é uma multiplataforma para ajudar a gestão pública e privada no controle e disseminação do vírus. Hoje com sede em Paris e escritórios em Nova Iorque, São Paulo e Brasília, a empresa, que recebeu recentemente aporte de US$ 26 milhões, nasceu no Porto Digital. “Somos o primeiro passaporte (carteira de vacinação digital) desenvolvido no mundo (desde 2013). Nossa tecnologia é a base de todos os passaportes de Covid-19 utilizados hoje no mundo. Já temos clientes privados pagantes no Brasil, temos tecnologia que garante a inviolabilidade e certifica a identidade do usuário. Somos um passaporte desenvolvido para registro de vacinas de qualquer parte do mundo, uma solução com alto poder de escalabilidade, pois temos modelo que garante a democratização de acesso a camadas mais pobres da sociedade”, afirma o CEO da Mooh!Tech, Everton Cruz. Ele explica que a ferramenta é usada no um apoio da gestão da pandemia e no reforço à segurança sanitária tanto pelo poder público, como por clientes privados. “A Moohtech tem sido adotada por novos municípios e estados brasileiros e também por empresas privadas que desejam contribuir com o bem estar sanitário dos colaboradores e  da comunidade, estamos avançando para permitir a volta de todo tipo de evento (corporativos, esportivos e festivos) com total segurança e países da América Latina também tem mantido contato para adotar nossa solução”, afirma o CEO. Em Pernambuco cidades como Afogados da Ingazeira e Cortês já utilizam a solução.  Municípios como Maragogi (AL), Guarujá, em São Paulo, os governos do Distrito Federal e de Mato Grosso. Muitos contratos estão em vias de fechamento como o Ceará, a Paraíba, além das cidades de Olinda, Paulista e Goiana. “A solução mantém um cadastro ativo de pessoas vacinadas e testadas, identificando pessoas e regiões onde a política de vacinação está tendo uma boa adesão e contribuindo assim para o direcionamento da gestão sanitária local. Ao mesmo tempo que a solução se torna um grande fator de ajuda por manter as vacinas atualizadas e a população pedagogicamente consciente da importância, pois a solução será utilizada para condicionar e permitir acesso, demonstrando de maneira prática a importância de cuidar da própria saúde. O Chronus iPassport serve para registro de todas as vacinas e não apenas da Covid-19 e também pode ser inserido na solução as informações sobre atendimentos médicos e outros”. A solução deve ser utilizada em breve para aumentar a segurança dos eventos esportivos. Nos dias 21 e 22 de julho, por exemplo, haverá um evento teste do Estado de SP na cidade de Santos para 2 mil pessoas. A startup aguarda autorização do Governo de Pernambuco para realizar um teste no Estado em parceria com a Federação Pernambucana de Futebol também. Uma parceria fechada recentemente pela startup foi com a Predikta, uma tecnonologia desenvolvida por pesquisadores da USP e tem por base fazer a detecção da Covid-19 e de outras patologias com uso de imagens termodinâmicas. “A Predikta junto com o Chronus será um ponto de checagem e entendimento de como as doenças infectocontagiosas agem no corpo e esse resultado (diagnóstico) será registrado no Chronus e poderá ser lido diretamente por QR Code pelo sistema de saúde e pelo médico do paciente que optar por ter esse registro atualizado na solução. A Predikta agrega inteligência artificial diagnóstica nos ajudando a prever possíveis problemas sanitários antes mesmo do surgimento em larga escala”, explica o CEO. Neste segundo semestre a empresa prevê a abertura de um escritório no Nordeste, mas não tem ainda uma praça definida. A expectativa é de que no seu retorno para a região, a Mooh!Tech se instale no Recife, em Fortaleza ou em Salvador.

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Pernambuco tem número recorde de conversões para GNV

Da Copergás O total de carros convertidos para uso do GNV em Pernambuco disparou no último mês de maio, atingindo o número recorde de 1.140 – a maior marca mensal dos últimos 15 anos. A expectativa do setor é que a tendência de crescimento se mantenha em junho. O combustível é fornecido no Estado pela Companhia Pernambucana de Gás – Copergás. A frota de veículos com gás veicular em Pernambuco chegou a 71.525. Os dados são do Detran-PE. Há dois fatores locais que favorecem a expansão do GNV no Estado. O primeiro é o preço. Segundo levantamento de 1º/07 da ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), o Recife é a capital do Nordeste que pratica o menor preço médio da região: R$ 3,599 por m³. Em Pernambuco, o setor é beneficiado por lei estadual de 2015, que reduziu para 12% o ICMS sobre o GNV (a alíquota é maior na maioria dos Estados). O segundo fator é que, desde março passado, a primeira vistoria no Detran-PE para a instalação do kit gás foi agilizada e agora é realizada em, no máximo, 72h. O prazo anterior era de até 20 dias. O agendamento é feito no site da instituição. A medida tornou-se possível após entendimento entre a Copergás e o Detran-PE. A agilização era uma antiga reivindicação do Sindicombustíveis-PE, das oficinas credenciadas para a conversão dos veículos e de taxistas e motoristas de aplicativo. Há também um fator nacional alavancando a corrida para o GNV: os seguidos aumentos dos demais combustíveis no primeiro semestre de 2021, sobretudo da gasolina. “A adesão ao GNV é uma medida que sempre aparece no radar das pessoas, tanto pela despesa com o combustível no dia a dia, quanto pelo que ele tem de vantagem na redução de poluentes no meio ambiente. Com esse movimento de aumento de preços de gasolina e demais combustíveis, a conversão para o gás natural se torna ainda mais atrativa, principalmente em Pernambuco, onde a Copergás oferece o menor preço do mercado do Nordeste e tem um plano de expansão na rede de postos de abastecimento”, destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Geraldo Julio. “O fato é que o GNV se mantém como a melhor opção entre os combustíveis. Tem preço e rendimento maiores, é seguro, eficiente e menos poluente”, afirmou o presidente da Copergás, André Campos. “E, por determinação do governador Paulo Câmara, estamos trabalhando para garantir aos usuários a oferta do combustível em todo o Estado”, completou. A rede de postos em Pernambuco que comercializam o gás veicular já conta com 84 unidades. A meta é chegar a 100 até o final do ano – inclusive com a entrada em operação de um posto em Petrolina, no Sertão do São Francisco, como parte do projeto da Companhia de expansão da interiorização do gás natural.

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Com investimentos de R$ 3 milhões, o Mercado da Boa Vista é reinaugurado

Da Prefeitura do Recife Cravado no coração do Recife, o Mercado da Boa Vista é tão antigo quanto o de São José e faz parte da geografia afetiva e gastronômica de munícipes e turistas. Referência pela comida regional e também ponto de encontro carnavalesco, o equipamento e seu entorno acabam de passar por uma série de requalificações, com investimentos de mais de R$ 3 milhões. O prefeito do Recife, João Campos, fez a entrega do novo Mercado da Boa Vista na manhã desta quinta-feira (8). Quem for degustar a boa culinária regional do local ou fazer suas compras de cereais, verduras, frutas e legumes, carnes, aves e frios, ervas ou artigos de armarinho vai se deparar com as mudanças, que prometem deixar o local ainda mais atrativo. “O mercado está novinho, requalificado. Foram mais de R$ 3 milhões investidos aqui da Prefeitura. E agora a gente firmou também uma parceria com a Coca-cola, que trocou todo o mobiliário do mercado. Quem não conhece o Mercado da Boa Vista saiba que é um dos melhores mercados da cidade, para vir no final de semana com a família”, comentou o prefeito João Campos no local. As obras de requalificação do Mercado da Boa Vista, feitas pela Autarquia de Serviços Urbanos do Recife (CSURB), envolveram a pintura geral da estrutura em tons alaranjados, grafitagem em pontos do estabelecimento e também no beco que fica ao lado da unidade. Foram feitos novos sistemas de esgotamento sanitário e de drenagem de águas pluviais, além da recuperação da cobertura e nivelamento de todos os pisos internos. As luminárias foram substituídas, cabos de telefonia foram embutidos e as paredes do entorno do pátio ganharam revestimento em cerâmica. Também foi instalado um bicicletário, além de novas placas de sinalização dos acessos, boxes e banheiros. O novo mobiliário – cadeiras, mesas e ombrelones – será entregue em uma parceria com a iniciativa privada. Os investimentos para esta requalificação são da ordem de R$ 900 mil. A vice-prefeita do Recife, Isabella de Roldão, também esteve presente no ato de entrega do Mercado da Boa Vista e ficou feliz com o resultado da requalificação. “Tenho recordações muito legais aqui porque eu vinha muito quando era pequena para cá. Meu avô vinha muito para cá, ele morava aqui na Boa Vista e ele dizia que viria ao ‘escritório’. Houve intervenções em saneamento, infraestrutura e a fiação foi embutida. Dá para comprar de tudo no mercado. É um lugar super agradável”, disse ela. O Mercado da Boa Vista também teve sua área externa requalificada por meio do projeto Calçada Legal, executado pela Autarquia de Urbanização do Recife (URB). O equipamento foi contemplado dentro da segunda etapa da requalificação das calçadas da Rua Gervásio Pires e entorno, com investimentos da ordem de R$ 2,8 milhões. As calçadas da frente do Mercado foram recuperadas com o uso de pedra mineira e aplicação de soluções de acessibilidade, como a instalação de rampas. Além disso, o trecho da Rua de Santa Cruz que corresponde à área frontal do espaço ganhou uma travessia elevada, garantindo o acesso seguro e maior qualidade no tráfego não motorizado. Outra novidade que levou mais vida e cor para o Mercado foi a chegada do programa Colorindo o Recife, que é desenvolvido pela Secretaria Executiva de Inovação Urbana e consiste numa política pública de arte urbana que está transformando o Recife numa grande galeria de arte a céu aberto. O equipamento acaba de ganhar uma série de intervenções urbanas desenvolvidas pelo artista Francisco Bonny, que foram inspiradas no movimento armorial retratando o cotidiano e a cultura popular do nordeste brasileiro, e que já estão disponíveis para visitação. De maneira inédita, as obras de arte estão espalhadas em tampas situadas no chão do mercado que serviram como telas, formando um conjunto de pequenos quadros. Bonny também criou, na lateral do Mercado, um mega mural em homenagem aos artistas que frequentavam o local, como o próprio Ariano Suassuna, Erickson Luna e Miró. O Mercado da Boa Vista possui 63 boxes e nove bares, que servem comida regional no café da manhã, almoço e jantar, com uma gastronomia firmada em pratos regionais. Localizado à Rua de Santa Cruz, no Bairro da Boa Vista, sabe-se que o mercado também foi estrebaria e Cemitério da Capela, hoje transformada em Igreja de Santa Cruz. Ali funcionou um mercado de escravos. Onde hoje é o compartimento nº1, os servos eram chicoteados.

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