Mercado financeiro eleva projeção da inflação para 4,71% em 2026
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil

(Com informações da Agência Brasil)

A previsão do mercado financeiro para a inflação oficial do Brasil em 2026 subiu de 4,36% para 4,71%, segundo dados do Boletim Focus divulgados pelo Banco Central. Esta é a quinta alta consecutiva nas estimativas, em um cenário influenciado por tensões geopolíticas no Oriente Médio, o que mantém o índice acima do teto da meta estabelecida pelo Conselho Monetário Nacional.

A meta de inflação definida para o país é de 3%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou para menos, o que estabelece um limite superior de 4,5%. Em março, a inflação foi pressionada principalmente pelos grupos de transportes e alimentação, com alta de 0,88% no mês. No acumulado de 12 meses, o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) atingiu 4,14%, conforme dados do IBGE.

Diante desse cenário, a taxa básica de juros, a Selic, segue como principal instrumento de controle inflacionário. Atualmente em 14,75% ao ano, a taxa foi reduzida em 0,25 ponto percentual na última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), após um ciclo de altas e período de estabilidade. O Banco Central, no entanto, sinaliza cautela quanto à continuidade da redução, diante das incertezas no cenário internacional.

As projeções do mercado indicam que a Selic deve encerrar 2026 em 12,5% ao ano, com trajetória de queda gradual até 9,75% em 2029. Já o crescimento da economia brasileira foi mantido em 1,85% para este ano, enquanto o câmbio deve fechar 2026 cotado a R$ 5,37. Para os anos seguintes, a expectativa é de crescimento moderado do Produto Interno Bruto (PIB), com estimativas de até 2% ao ano.

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