Nordeste no radar do Open Finance

O Nordeste entrou no radar da expansão do Open Finance. A leitura do presidente do Instituto Brasileiro de Finanças Digitais, Rodrigo de Abreu Pinto – advogado pernambucano especialista em Direito Empresarial – é que a região reúne condições para se beneficiar do modelo. O sistema atualmente soma 160 milhões de consentimentos e 104 milhões de contas conectadas no país.

A oportunidade de protagonismo regional se deve — na visão do executivo — sobretudo à combinação de digitalização acelerada, uso intenso de múltiplos bancos e demanda reprimida por crédito, especialmente entre pequenas e médias empresas da região.

Arte Rodrigo Easy Resize.com

Para Rodrigo de Abreu, a aposta do Banco Central é que o compartilhamento de dados financeiros, se ganhar a escala esperada em 2026, abra espaço para melhores condições de acesso, crédito mais competitivo e ampliação da concorrência, beneficiando sobretudo estados nordestinos.

O desafio do modelo, em nível nacional, é que a infraestrutura avançou mais rápido do que a confiança do usuário. Apesar do crescimento do número de consentimentos, a adesão ainda esbarra em dúvidas sobre segurança e no baixo entendimento sobre o funcionamento do sistema.

Nesse contexto, a avaliação do especialista é que o próximo ciclo do Open Finance dependerá menos de tecnologia e mais de experiência do usuário e informação. Em ambiente de juros altos, esse movimento interessa particularmente ao Nordeste pelo potencial do modelo para ampliar eficiência no crédito, reduzir assimetrias e criar condições mais favoráveis para a expansão de pequenos e médios negócios.

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