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“Somos um mesmo povo e um só país”, diz Lula em pronunciamento

(Da Agência Brasil) O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, destacou em pronunciamento de Natal na noite deste domingo (24) os feitos do primeiro ano de seu terceiro mandato e defendeu que a paz e a união entre amigos e familiares seja restaurada. Lula afirmou que “o ódio de alguns contra a democracia deixou cicatrizes profundas e dividiu o país”. “Ao final daquele triste 8 de janeiro, a democracia saiu vitoriosa e fortalecida. Fomos capazes de restaurar as vidraças em tempo recorde, mas falta restaurar a paz e a união entre amigos e familiares. Meu desejo neste fim de ano é que o Brasil abrace o Brasil. Somos um mesmo povo e um só país”, disse. O presidente prometeu combate às fake news, à desinformação e ao discurso de ódio, além da valorização do diálogo. “Que no ano que vem sigamos unidos, caminhando juntos rumo à construção de um país cada vez mais desenvolvido, mais fraterno e mais justo para todas as famílias”. Colheita generosa Lula voltou a dizer que 2023 foi um ano de reconstruir e de plantar, e afirmou que foram criadas condições para uma colheita generosa em 2024, destacando o retorno de políticas sociais como o Bolsa Família; o crescimento do Produto Interno Bruto, acima do esperado por economistas; e a geração de 2 milhões de empregos com carteira assinada. “O salário mínimo voltou a subir acima da inflação e mais de 80% das categorias profissionais também tiveram aumento real. Aprovamos a igualdade salarial entre homens e mulheres. Trabalho igual, salário igual”, lembrou. O presidente também exaltou a aprovação da reforma tributária e a taxação dos super ricos e descreveu que o novo sistema corrige uma injustiça, fazendo quem ganha mais pagar mais imposto, e quem ganha menos pagar menos. Nona economia mundial A projeção internacional do Brasil no cenário internacional também foi ressaltada no pronunciamento de Natal. Segundo Lula, o país voltou a ser ouvido nos mais importantes fóruns internacionais, em temas como o combate à fome, à desigualdade, a busca pela paz e o enfrentamento da emergência climática. Com o crescimento da economia, ele lembrou que o PIB brasileiro se tornou o nono maior do mundo, saindo da 12ª posição. No pronunciamento, o presidente também defendeu que seu governo consolidou o papel do Brasil como potência mundial na produção de energia renovável e promoveu redução do desmatamento na Amazônia. “Em 2024, vamos trabalhar fortemente para superar, mais uma vez, todas as expectativas”, disse Lula, que afirmou que o Plano Safra 2023/2-24 é o maior da história, e que a Nova Política Industrial e o novo PAC vão gerar mais empregos e melhores salários.

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Ministros defendem regulação das redes sociais após morte de jovem

(Da Agência Brasil) Ministros do governo federal defenderam a regulação das redes sociais para combater a disseminação de notícias falsas, após a morte de uma jovem de 22 anos. As declarações foram dadas neste sábado (23) pelo ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio Almeida, e pela ministra das Mulheres, Cida Gonçalves. Na sexta-feira (23), Jéssica Canedo, moradora de Araguari (MG), foi encontrada morta. Jéssica passou a ser alvo de ataques virtuais nas redes sociais após o perfil de notícias de celebridades Choquei divulgar que a jovem teria um relacionamento amoroso com o humorista Whindersson Nunes. O suposto relacionamento foi negado pelo artista e pela jovem, mas a desinformação não foi retirada das plataformas. Segundo a família, ela sofria de depressão.  Em postagem nas redes sociais,  o ministro dos Direitos Humanos e Cidadania, Silvio de Almeida, declarou que a regulação das redes sociais é um “imperativo civilizatório”. “A irresponsabilidade das empresas que regem as redes sociais diante de conteúdos que outros irresponsáveis e mesmo criminosos nela propagam tem destruído famílias e impossibilitado uma vida social minimamente saudável”, escreveu. A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, afirmou que a morte de Jéssica foi causada pela “irresponsabilidade” de perfis que lucram com a misoginia e a disseminação de mentiras. “É inadmissível que o conteúdo mentiroso contra Jéssica, que fez crescer uma campanha de difamação contra a jovem, não tenha sido retirado do ar nem pelo dono da página nem pela plataforma X ao longo de quase uma semana, mesmo depois dos apelos da própria Jéssica e de sua mãe”, completou a ministra. Em nota, o perfil Choquei afirmou que não houve “qualquer irregularidade” nas informações publicadas  e que as postagens foram feitas com os “dados disponíveis no momento”. “O perfil Choquei, por meio de sua assessoria jurídica, vem esclarecer aos seus seguidores e amigos que não ocorreu qualquer irregularidade na divulgação das informações prestadas por esse perfil. Cumpre esclarecer que não há responsabilidade a ser imputada pelos atos praticados, haja vista a atuação mediante boa-fé e cumprimento regular das atividades propostas”, declarou.

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Número de pernambucanos que se declararam pretos aumenta

(Do IBGE) Segundo o Censo 2022, Pernambuco tem 9.058.931 habitantes, sendo que 55,27% do total, o equivalente a 5.006.802 pessoas, se declaram pardos. Em segundo lugar, 3.043.916 pernambucanos (33,6%) se identificaram como brancos, 909.557 como pretos (10,4%), 106.646 como indígenas (0,92%) e 13.225 como amarelos (0,15%). Os dados, divulgados nesta sexta (22) pelo IBGE, são do recorte por cor ou raça do Censo Demográfico. Os números mostram que Pernambuco seguiu a tendência observada nos demais estados do país ao registrar redução no percentual de moradores autodeclarados brancos, já que, no Censo 2010, eles compunham 36,67% da população. Por outro lado, houve crescimento entre a população preta que, no censo anterior, totalizava 6,49% dos pernambucanos. A variação, em números absolutos, da população pernambucana foi de 3%, mas o crescimento foi de 74,8% entre os indígenas, 59% entre os pretos e de 2,9% entre os pardos. Por outro lado, houve uma queda de 5,6% entre a população branca e uma variação negativa de 83,9% entre a população amarela. Em Pernambuco, Frei Miguelinho, no Agreste, é a cidade com maior proporção de pessoas brancas entre sua população (54,34%). Este também foi o município onde havia apenas 2,23% do total dos habitantes pretos, o menor percentual do estado. Mirandiba, no Sertão, foi o local com mais pessoas pretas: 21,14% da população. Em Carnaubeira da Penha, no Sertão, 77,11% da população se declarou indígena, o maior percentual entre os municípios pernambucanos. A cidade sertaneja também é o local onde há menos pessoas brancas (4,08%) e menos pardas (15,61%) de Pernambuco. Em Salgadinho, Belém de Maria e Barra de Guabiraba, no Agreste, e em Chã de Alegria, na Zona da Mata, nenhum habitante se declarou indígena. O município com mais pardos – 78,05% do total – foi Manari, no Sertão. Entre a população amarela, o Recife tem o maior número absoluto (2.703 pessoas) e Granito, no Sertão, tem a maior proporção (0,44%) entre a sua população. Mulheres pardas são o maior grupo por sexo e idade entre os pernambucanos No cruzamento de dados por sexo e cor ou raça, as mulheres pardas são o grupo mais numeroso, compondo 28,77% do total da população pernambucana. Já os homens pardos compõem o segundo maior grupo, o equivalente a 26,5% de todos os pernambucanos. As mulheres brancas vêm na sequência, totalizando 18,03% dos pernambucanos, seguidas pelos homens brancos (15,57% do total). Ainda no recorte por sexo, as pardas são 55% das 4,7 milhões de mulheres pernambucanas, seguidas pelas brancas (34,47%), pelas pretas (9,45%), pelas indígenas (0,9%) e pelas amarelas (0,16%). Já os homens pardos totalizam 55,55% dos 4,3 milhões de pernambucanos do sexo masculino. Na sequência, estão os brancos (32,65%), os pretos (10,69%), os indígenas (0,95%) e os amarelos (0,13%). Jovens pernambucanos foram os que mais se declararam pardos; idosos de 75 anos ou mais se identificaram mais como brancos No cruzamento entre cor ou raça e faixa etária, as pessoas de cor ou raça parda tiveram a maior participação relativa entre os jovens. Os pernambucanos de 15 a 29 anos foram os que mais se declararam pardos (57,2% do total da faixa etária) e os que menos se identificaram como brancos (31,37%). O grupo etário de 0 a 14 anos teve a segunda proporção mais significativa de pardos (56,98%). O grupo de 75 anos ou mais foi o único em que menos de 50% pessoas se declararam pardas (45,97%). Este também foi o recorte por idade com mais pessoas brancas (42,85% do total). O grupo de 0 a 14 anos também se destaca ao apresentar o menor percentual de pessoas pretas (6,35%) e o maior percentual de indígenas (1,1%) entre todas as faixas etárias. Os pernambucanos de 45 a 59 anos tiveram a maior proporção de pessoas pretas (11,75%). Pretos, amarelos e brancos têm índice de envelhecimento mais elevado do que a média pernambucana Os dados do Censo 2022 por cor ou raça também trazem o índice de envelhecimento, que mostra o número de pessoas com 60 anos ou mais de idade em relação a um grupo de 100 pessoas de até 14 anos de idade. Quanto maior o valor do indicador, mais envelhecida é a população. A população residente em Pernambuco apresentou um índice de envelhecimento de 70,31, indicando que há aproximadamente 70 pessoas de 60 anos ou mais de idade para cada 100 pessoas de idade até 14 anos. Nos resultados por cor ou raça, o indicador atingiu seu número mais elevado entre a população preta do estado (124,17), seguido pelos amarelos (88,82), brancos (75,29), pardos (61,56) e indígenas (49,10). Os municípios pernambucanos com o índice de envelhecimento mais elevado por cor ou raça foram Solidão, com 358,33 entre a população preta, Mirandiba, com 145,98 entre os brancos e Sairé, com 101,81 entre os pardos, considerando os recortes por cor ou raça com maior população. Os menores valores foram registrados em Toritama – 35,26 entre a população branca e 28,65 entre os pardos – e Mirandiba, com 47,38 entre a população preta. Analisando a idade mediana, ou seja, a idade que separa a metade mais jovem da metade mais velha dos pernambucanos, verifica-se que a população preta é a que apresentou este indicador mais elevado em 2022, de 38 anos, enquanto o menor, de 29 anos, foi registrado entre os indígenas. Entre os pardos, a idade mediana foi de 33 anos; entre os amarelos e brancos, foi de 34 anos, igual à média geral do estado. Carnaubeira da Penha alcançou a maior idade mediana entre as pessoas brancas (42 anos); já a menor foi observada em Manari (24 anos). Entre a população preta, a idade mediana mais elevada ocorreu em Paranatama (47 anos), em contraste com a menor idade mediana para esse recorte populacional, em Mirandiba (29 anos). Recife tem o maior resultado entre os pardos (36 anos) e Inajá, o menor (26 anos). Em Pernambuco, população preta é a única que tem mais homens do que mulheres Quanto à razão de sexo, que avalia a proporção de homens e mulheres em uma população, Pernambuco

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Especialista fala sobre ressignificar tradições e acolher pessoas que vivenciam o luto

As festas de fim de ano trazem muita expectativa para as pessoas. Em geral, a maioria pensa nas confraternizações, encontros e festas, que são tão aguardadas. Mas, passar pelas festividades de dezembro após a perda recente de alguém que se ama, pode ser muito difícil. Um desafio emocional que não tem fórmula ou solução única: cada um vai experimentar as formas de amenizar essa dor. No entanto, além do apoio de amigos e familiares, é importante poder contar também com as orientações de profissionais capacitados no assunto. A psicóloga especialista em luto da funerária e crematório Morada da Paz, Simône Lira, compartilha valiosos ensinamentos para auxiliar as pessoas a encontrarem conforto durante as datas comemorativas e a vivenciarem o momento com serenidade e acolhimento emocional. Com ampla experiência na atuação da psicologia no contexto das famílias enlutadas que são atendidas no segmento funerário, a psicóloga orienta: permita-se sentir as emoções que surgirem, seja tristeza, saudade ou gratidão pelos momentos compartilhados. “Aceitar e expressar esses sentimentos é um passo importante para a vivência do processo de luto. A abordagem durante as festas de fim de ano é essencial para ajudar aqueles que enfrentam esse período desafiador”, destaca Simône. A especialista do Morada da Paz explica que é preciso ter uma visão compassiva sobre o processo de luto, reconhecendo a variedade de emoções que podem surgir. Isso inclui o encorajamento para que as pessoas vivenciem suas emoções sem julgamento. Além disso, Simône Lira reforça que é também importante recordar os bons momentos vividos, compartilhar histórias e lembranças, criando rituais de homenagem significativos. Buscar apoio emocional de amigos e familiares e cuidar de si mesmo, praticando atividades que tragam bem-estar e buscando apoio profissional. “Compartilhar suas emoções e memórias com pessoas que fazem parte da sua rede mais próxima pode trazer uma sensação de apoio mútuo”, completa. Dessa forma, as festas de fim de ano são, acima de tudo, uma reflexão sobre ciclos da vida: encerramento, aprendizados e recomeço. Assim, deve-se festejar os vivos e honrar os mortos que fazem e farão parte das vidas das pessoas para sempre. Tudo a seu tempo.

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9° Edição do Jantar de Natal com os Manos acontece hoje

Instituto Café com os Manos realiza tradicional evento natalino com música, recreação e jantar Hoje, dia 23 de dezembro de 2023, o Instituto Café com os Manos celebra a nona edição do “Jantar de Natal com os Manos”, uma noite repleta de solidariedade e música, na Praça do Diário. O Jantar de Natal com os Manos não é apenas uma celebração festiva, mas também uma iniciativa beneficente que visa promover a união comunitária e proporcionar momentos marcantes para todos os participantes. O evento, que acontece anualmente, é liderado por Marcio Campos (Mano), começa às 17h30 e se estende até as 20h, garantindo uma noite repleta de atividades para todas as idades. Uma das atrações principais do jantar é a apresentação de grupos musicis entoando canções natalinas, proporcionando um ambiente envolvente e espiritualmente significativo para todos os presentes. O clima festivo é reforçado por atividades especialmente planejadas para as crianças, garantindo que os pequenos também aproveitem ao máximo a celebração. O ponto alto do evento é o jantar oferecido para todas as pessoas presentes, promovendo não apenas o espírito natalino, mas também a generosidade e o compartilhamento entre membros da comunidade. A Praça do Diario (Praça da Independência), no Bairro de Santo Antônio, é muito frequentada por pessoas em situação de vulnerabilidade social, que serão convidadas para esse momento de celebração e ceia. “É um trabalho beneficente que tem o propósito de apresentar canções natalinas com a apresentação de coros e grupos de louvor com canções gospel. Além disso, haverá atividades recreativas para as crianças. E um maravilhoso jantar oferecido para as pessoas”, afirma o coordenador Marcio Mano.

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Governo de Pernambuco publica edital para concurso público da Polícia Civil

O Governo de Pernambuco publica, nesta sexta-feira (22), no Diário Oficial do Estado, o edital para o próximo concurso público da Polícia Civil. O documento, contendo as informações da seleção, também estará disponível no site do Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), banca organizadora do certame, no www.cebraspe.org.br. As inscrições podem ser realizadas a partir de amanhã, até o dia 15 de janeiro de 2024. “Em mais uma ação do Juntos pela Segurança, lançamos amanhã no Diário Oficial do Estado de Pernambuco o edital de concurso para a Polícia Civil. Serão 445 vagas para reforçar a segurança de Pernambuco e permitir que seja um Estado cada vez melhor de se viver. Todas as informações estão no site da Cebraspe, então podem se inscrever até o dia 15 de janeiro”, afirmou a governadora Raquel Lyra. Para este concurso, estão abertas 445 vagas, sendo a maior parte delas (250) para o cargo de Agente de Polícia. Também são ofertadas 150 vagas para Escrivão de Polícia e 45 para Delegados. As provas serão realizadas no Recife no dia 25 de fevereiro de 2024 para os cargos de Agente de Polícia e Escrivão de Polícia, e no dia 03 de março de 2024 para o cargo de Delegado de Polícia. Para a secretária de Administração, Ana Maraíza, com a efetivação desse concurso, muito em breve, a segurança pública estadual ganhará o reforço de novos profissionais. “A realização de concursos públicos é prioridade na atual gestão. É dessa forma que incrementaremos o quadro de servidores do Estado com o intuito de contribuir para melhorias de políticas públicas em áreas como saúde, educação e segurança”, frisou a titular da pasta. Banca – A empresa responsável pela elaboração do concurso é o Centro Brasileiro de Pesquisa em Avaliação e Seleção e de Promoção de Eventos (Cebraspe), associação civil sem fins lucrativos especializada na realização de concursos públicos.

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Confira 5 cidades pernambucanas vestidas para os festejos do Natal

O Natal costuma iluminar cidades do mundo inteiro e com Pernambuco não seria diferente. Confira abaixo alguns dos destaques natalinos desde ano. GARANHUNS – Um dos destinos já tradicionais do Natal no Estado é a Suíça Pernambucana, Garanhuns. O município aposta na decoração e na programação festiva do período. RECIFE – A capital pernambucana é um dos destaques deste ano. O Recife experimentou muita inovação tecnológica, especialmente com uso de drones, e embelezou novos espaços da cidade, como o Parque das Graças. GRAVATÁ – Com o tema A Caminho do Amor, a cidade de Gravatá teve uma programação intensa de festejos natalinos neste ano, mobilizando os espaços públicos centrais da cidade. PETROLINA – Um dos cartões-postais mais conhecido da capital do Sertão do São Francisco, a Orla de Petrolina, ganhou as decorações do Natal Luz. TAQUARITINGA DO NORTE – O Natal Serrano vem com a temática “Vila Natalina”, trazendo a magia do natal para as praças centrais e aflorando o sentimento que envolve a festa e as tradições pelo mundo, com destaque especial na Praça Central Padre Otto Sailler.

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“10% da renda das classes C, D e E está comprometida com apostas online”

Sócia de auditoria da PwC, Helena Rocha analisa a pesquisa feita pela empresa e o Instituto Locomotiva que revela um consumidor de baixa renda que valoriza preço, mas também a qualidade do produto. O dado surpreendente foi o apelo que as apostas esportivas exercem nessa parcela da população. (Foto: Bosco Lacerda) Depois de anos de crise econômica, agravada pela pandemia, os consumidores das classes C, D e E estão controlando mais seus gastos, porém, se tivessem acesso ao crédito, consumiriam mais, principalmente eletrônicos e eletrodomésticos. Mas, apesar disso, eles não valorizam apenas o preço na hora da compra mas, também, a qualidade e a marca do produto, e estão muito antenados com as questões sociais e sustentáveis. A ponto de estarem dispostos a pagar um pouco mais por marcas e produtos que apoiem a diversidade e a priorizar aquelas que são sustentáveis. Além disso, já abandonaram ou deixaram de comprar determinada marca por falta de responsabilidade ou porque desrespeitaram o meio ambiente. Esse novo perfil dos consumidores das classes C, D e E foi revelado na recente pesquisa realizada pela PwC e Instituto Locomotiva denominada Mercado da Maioria já que eles representam 76% da população, segundo a Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios) de 2022, e respondem por quase metade do consumo no País. Nesta entrevista, Helena Rocha, sócia de auditoria, líder da indústria de consumo e varejo para o assurance da PWC, analisa os resultados do estudo. Helena chamou a atenção para o apelo cada vez maior que as apostas online têm exercido sobre essa parcela de consumidores. “Em 2024, a estimativa é que gastos com jogos e apostas podem representar quase 5% do valor destinados a despesas com alimentação”, alerta. Qual o perfil do consumidor que representa esse mercado da maioria? A pesquisa entrevistou 2.400 pessoas, das quais 1.600 da classe C, D e E, além de 800 das classes, A e B, a partir de 18 anos. Dos entrevistados, 44% são região Sudeste, 28% Nordeste e 10% entre Sul, Centro- Oeste e Norte. E temos alguns dados importantes: do total de entrevistados das classes C, D e E, 62% declaram- -se pretos e pardos, 74% já afirmaram ter sofrido algum tipo de preconceito, 56% não concluíram o ensino médio e 50% deles trabalham sem carteira assinada ou por conta própria. Então, existe muita informalidade. A pesquisa destacou também um protagonismo feminino: 52% dos lares das classes C, D e E são chefiados por mulheres, o que também foi constatado nas classes A e B cujo percentual é de 43%. Uma das características identificadas na pesquisa é a de que esse público encara o consumo como uma questão de conquista e esforço individual. Você poderia analisar essa questão? A pesquisa revela o que significa consumo para consumidores das classes C, D e E: 61% dizem que se esforçaram para comprar itens que nunca tiveram condições financeiras de adquirir quando eram mais jovens e 71% afirmaram que se sentem realizados quando economizam para comprar um produto e conseguem. Eles também informaram que nos últimos 10 anos passaram a comprar mais, principalmente em supermercados e hipermercados, e artigos de higiene e beleza e, em torno de 45%, afirmaram adquirir mais na última década produtos para animais de estimação, vestuário e eletrônicos. Mas 48% dos entrevistados das classes C, D e E disseram que se sentem excluídos, ou já se sentiram excluídos ou passaram por situações de constrangimento por não terem condições de consumir algum produto ou marca. Além disso, 30% desses consumidores também disseram que já foram constrangidos por não terem um produto e não usarem uma determinada marca e 42% já se sentiram também excluídos por não terem condições financeiras para consumir um produto que estava na moda. Quando a gente analisa quais as causas das dificuldades de aquisição, para 70% dos entrevistados das classes D e E e 56% da classe C, a principal é a dificuldade de acesso ao crédito. Esse percentual é bem menor nas classes A e B, mas ainda é um percentual importante, 40%. Quais os produtos que eles desejariam comprar? De um modo geral, eles dizem que comprariam mais caso eles tivessem maior acesso ao crédito. Os itens mais desejados são eletrônicos (citados por 36% dos entrevistados das classes C, D e E) e eletrodomésticos (35%), que também são desejo de consumo importante nas classes classe A e B, com percentual de 30%. Houve uma época, há uns 12 anos, em que acreditávamos que para as classes A e B, isso não era mais tão relevante porque essas pessoas já teriam acesso a eletrodomésticos de um modo geral. Mas, novas tecnologias são criadas e surge o desejo de adquiri-las. Então, o que aparece muito são casas automatizadas, produtos mais robustos do ponto de vista tecnológico, de última tendência. Esse é um desejo muito grande que permeia todas as classes sociais. Para as das classes C, D e E também aparecem imóveis e automóveis com percentual de 27%. Um aspecto que chama a atenção é que quando perguntado “o que você gostaria de adquirir nos próximos 12 meses?”, o curso de idiomas e outros cursos aparecem de maneira bem relevante, com percentual de 30%. Foi uma surpresa para nós. Embora a gente não perceba muito, mas é um desejo latente das classes C, D e E, que pode ser de ascensão social. Em seguida, surgem itens mais de consumo, como móveis, eletrodomésticos, materiais de construção, eletrônicos. Todos esses desejos reprimidos esbarram na falta de crédito, cujo acesso é dificultado em razão da taxa de juros muito alta e porque grande parte dessas classes já está muito endividada. Um fato que chama a atenção da pesquisa é o apelo que as apostas esportivas exercem sobre as classes C, D e E. O que mostrou a pesquisa sobre esse assunto? As apostas esportivas estão consumindo uma fatia importante da renda, principalmente das classes C, D e E. Quando a gente faz a análise do perfil desses jogadores, em termos de idade, grande parte realmente

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Planejamento de carreira é o primeiro passo para o sucesso profissional

O especialista Bruno Cunha dá dicas para quem pretende começar 2024 com mudanças na área profissional O planejamento de carreira é fundamental na trajetória de qualquer profissional que almeje o sucesso e a realização pessoal. Em um mercado de trabalho dinâmico, acelerado e competitivo, a abordagem estratégica para o desenvolvimento profissional não só abre portas, mas também assegura uma jornada mais sólida e satisfatória. De acordo com o Assessor de Carreiras, Bruno Cunha, o primeiro passo nesse processo é fazer uma análise da atual situação do mercado, junto com as aspirações e projeções de futuro do profissional. “A partir disso, o planejamento tem como objetivo desenvolver metas e estabelecer estratégias para levar o profissional ao lugar pretendido. Dessa forma, o planejamento de carreira significa pensar o que já foi construído e definir os caminhos que deverão ser trilhados para atingir tais objetivos de carreira de profissionais, autônomos, empreendedores, empresários, docentes ou consultores”, explica o especialista. A definição de metas profissionais é o alicerce do planejamento. Estabelecer objetivos de curto, médio e longo prazo cria uma estrutura clara, proporcionando direção e propósito, segundo Bruno Cunha. A harmonização dessas metas com os valores pessoais contribui para uma trajetória mais significativa e gratificante. Em um cenário em constante evolução, a pesquisa de mercado e a análise de tendências são ferramentas valiosas. Compreender as demandas do mercado de trabalho, identificar setores em crescimento e acompanhar as inovações na área de atuação são estratégias essenciais para se manter relevante e competitivo. Uma dica valiosa que o especialista ressalta é estabelecer períodos para o desenvolvimento de metas, ou seja, uma projeção de tempo necessário para cada etapa. “Não pense no tempo gasto em determinada etapa. Pense que tudo o que vocês faz é parte de um caminho estabelecido para te levar a um determinado lugar. Isso significa que, cada etapa deve ser apreciada pelo que ela é e pelo que ela significa na vida da pessoa”, destaca. Bruno aponta para um erro recorrente que pode ser evitado. “Muitos profissionais se deixam levar pelas exigências das empresas onde estão trabalhando e, quando saem delas, muitas vezes, é que percebem que investiram em algo relevante para a empresa e não para a sua área de atuação ou carreira”, revela. A elaboração de um plano de ação prático é a materialização de todos esses passos. Definir etapas concretas, estabelecer prazos são passos essenciais para transformar metas em realizações tangíveis. A flexibilidade também é chave, permitindo ajustes conforme o ambiente profissional evolui. Outro aspecto, muitas vezes negligenciado, é o equilíbrio entre vida profissional e pessoal. Priorizar a qualidade de vida, estabelecer limites e promover um equilíbrio saudável são componentes indispensáveis para uma carreira duradoura e gratificante. É importante ressaltar ainda que, a falta de direcionamento pode ocasionar danos à saúde mental. “A falta de objetivos ou até mesmo de uma orientação pode causar tédio, estagnação, frustração, estresse, conformismo e sensação de inferioridade, entre outros sentimentos dolorosos”, conclui o especialista.

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Pernambuco em busca de um novo modelo de desenvolvimento

*Por Cláudia Santos O modelo de desenvolvimento que até então impulsionou a economia pernambucana não atende mais as complexas demandas contemporâneas. A conclusão é dos participantes da Rede Gestão que realizaram, na semana passada, uma reunião em que discutiram o desafio de formular uma nova visão de longo prazo para Pernambuco. Durante o evento, o consultor da TGI Francisco Cunha destacou que ainda hoje vivenciamos um modelo criado, com muito sucesso, nos anos 1950, quando foi formado um órgão especializado em planejamento, a Codepe (Comissão de Desenvolvimento de Pernambuco), e o projeto visionário elaborado pelo padre dominicano francês Louis-Joseph Lebret (veja o artigo de Francisco Cunha na edição 247). “As evidências levam a crer que esse modelo de desenvolvimento simplesmente esgotou-se, sem que se saiba ainda como será substituído”, constatou o consultor. São evidências como a projetada mudança da matriz energética. A refinaria, prevista pelo Padre Lebret, ainda hoje é um projeto estruturador importante, mas o futuro, sob a ameaças das mudanças climáticas, exige um planeta isento de combustíveis fósseis. E aí? Assim como a crise climática, a transformação digital é outro importante vetor de tendências e a mais radical delas é a inteligência artificial, que já está promovendo disrupções, em especial no mercado de trabalho. “Diversas profissões, já enfrentam a concorrência do ChatGPT. Vamos perder para ele? Essa revolução tecnológica, com certeza, vai tirar o emprego de muita gente”, adverte Francisco Cunha. Para Roberto Montezuma, professor do Departamento de Arquitetura e Urbanismo da UFPE, a atual geração vive uma mudança de milênio que, naturalmente, exige uma transição de paradigmas que não podem ser os mesmos do século passado. “Temos que trabalhar com novos paradigmas ambiental, social (da inclusão e redução das desigualdades) e econômicos (um mercado que leve em conta o meio ambiente)”. Soma-se ao desafio de encontrar alternativas para essas tendências, o fato de Pernambuco ter um território exíguo, sem muitos recursos naturais, com boa parte da sua extensão situada no semiárido. Uma região que, além de populosa, corre o risco de acentuar ainda mais seus problemas de escassez hídrica com as mudanças climáticas. Essa é uma situação cujas causas remontam ao passado, quando o Estado foi penalizado por suas lutas libertárias. “Pernambuco foi vítima de uma mutilação territorial sem similar na história do Brasil. Perdeu a Comarca das Alagoas, em razão da Revolução de 1817 e, depois, a Comarca de São Francisco, devido à Confederação do Equador em 1824, que foi uma retaliação do Império”, informou Francisco. Também existem estudos que defendem a tese de que Pernambuco foi prejudicado por uma visão centralizadora da industrialização no Brasil. Na verdade, a partir do Século 19, florescem no Estado as primeiras unidades fabris originadas da transformação dos engenhos em usinas e do beneficiamento pelas tecelagens do algodão cultivado no interior. Na reunião da Rede Gestão, Roberto Montezuma mencionou a tese de doutorado de Aspásia Camargo, professora de sociologia e ciências políticas das UERJ (Universidade Estadual do Rio de Janeiro). Ela defende que no início do Século 20 existiam todas as condições emergentes para a criação de duas centralidades industriais nacionais: Pernambuco e São Paulo. “Mas Getúlio Vargas, segundo estudo de Aspásia Camargo, não acreditava nessa dualidade e escolheu um único centro e, com isso, a Região Metropolitana de São Paulo concentra ainda hoje quase 50% da riqueza nacional”, explicou Montezuma. A industrialização começa a ser retomada com o planejamento da Codepe e do Padre Lebret. Mas o avanço desse processo foi estancado, a partir do momento em que planejar o desenvolvimento deixa de ser prioridade, nos anos 1980, comprometendo o futuro do Estado. “O desmonte dessa cultura do planejamento é, de fato, um processo suicida”, sentencia o arquiteto. Um cenário que preocupa o economista Sérgio Buarque, ao destacar que atualmente Pernambuco já enfrenta problemas relativos à sua produtividade. Na reunião da Rede Gestão, ele mostrou os dados do ranking de competitividade dos Estados do CLP (Centro de Liderança Pública). “A nossa situação é muito ruim. Os 10 primeiros colocados são todos do Sul, Sudeste e Centro-Oeste. O Ceará é o 11º e Pernambuco o 16º. Na versão anterior estávamos em 15º”, lamenta o economista. “Podemos afirmar com alguma segurança que se não melhorarmos a competitividade sistêmica no Estado, não melhoraremos os outros indicadores, a começar pelo PIB per capita”, afirmou acrescentando que a competitividade é um fator importante para atrair investimentos. É POSSÍVEL REINVENTAR Apesar dessa conjuntura desfavorável, Montezuma afirma ser possível reverter esse cenário e baseia seu otimismo em dados da ONU (Organização das Nações Unidas) que confirmam ser factível, no tempo de uma geração, transformar uma cidade, um estado, uma região e um país, com uma visão redentora impulsionando o planejamento de longo prazo. Foi o que aconteceu com Medellín, Barcelona, Lisboa, Singapura, Bogotá, Índia e China. “Um caso emblemático foi Medellín que, nos anos 1990, foi considerada a cidade mais violenta do mundo e em menos de uma geração deu uma virada, transformando-se na cidade mais criativa do planeta. Isso é uma evidência da possibilidade que o território tem de se transformar”, assegura. Para dar essa “volta por cima”, Montezuma recomenda adotar um pensamento inovador e decolonizado. “Decolonizar, como explica a pedagoga Nilma Lino Gomes, diz respeito a um projeto de transgressão histórica da colonialidade, a partir da noção de que não é possível desfazer ou reverter a estrutura de poder colonial. Mas é preciso encontrar meios para desafiá-la continuamente e romper com ela”, conceitua o arquiteto. Ele exemplifica essa ideia ao comentar como se deu a concepção do Projeto Parque Capibaribe, durante o workshop Recife Exchange Amsterdam (RXA), em 2012. O evento reuniu estudiosos e estudantes universitários holandeses e brasileiros para pensar alguns espaços do Recife. A participação de pesquisadores da Holanda ocorreu porque o país já colonizou a capital pernambucana no Século 17 e desenvolveu o seu primeiro plano de urbanização (que aliás é pioneiro no Brasil). Além disso, seu território guarda semelhanças com a cidade. Montezuma conta, porém, que os estudiosos estrangeiros vieram com uma solução pronta, recomendando uma série de ações

Pernambuco em busca de um novo modelo de desenvolvimento Read More »