Notícias

conselho tutelar

Plataforma online destaca eleição de Conselhos Tutelares

A organização NOSSAS lançou a plataforma online “A Eleição do Ano” com o intuito de aumentar a visibilidade das candidaturas nas eleições para os Conselhos Tutelares. Os candidatos de todos os municípios do Brasil podem se cadastrar na plataforma, permitindo que eleitores tomem decisões mais informadas sobre as candidaturas em sua região. A eleição para os Conselhos Tutelares ocorrerá no dia 1º de outubro, e esses órgãos desempenham um papel fundamental na proteção dos direitos de crianças e adolescentes. Os Conselhos Tutelares representam a sociedade na defesa dos direitos de crianças e adolescentes, recebendo demandas e fornecendo orientação sobre seus direitos legais. Eles podem atuar de forma preventiva em casos como abandono, abuso, violência sexual, trabalho infantil, e muito mais. Apesar de sua importância, as eleições para esses conselhos são frequentemente desconhecidas pela população, levando a uma alta taxa de abstenção. A plataforma “A Eleição do Ano” busca mobilizar a sociedade em prol dos direitos da infância e fortalecer a rede de defensores do Estatuto da Criança e do Adolescente. Como Funciona a Plataforma Os candidatos podem se cadastrar na plataforma após confirmar seu alinhamento com o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) e comprometer-se com seus princípios. Eles fornecem informações pessoais e uma breve biografia, juntamente com vídeos e fotos para que os eleitores possam conhecer melhor suas intenções. A plataforma está atualmente na fase de cadastramento das candidaturas, e os eleitores em breve poderão acessá-la para escolher seus representantes nos Conselhos Tutelares. A eleição ocorrerá em 1º de outubro, com o uso de urnas eletrônicas em todo o Brasil, e é aberta a todas as pessoas com mais de 16 anos e título de eleitor regularizado. O voto é facultativo e sigiloso. Link para a Plataforma A Eleição do Ano

Plataforma online destaca eleição de Conselhos Tutelares Read More »

flavia suassuna apl

“Uma das coisas que literatura faz é criar laços”

Flávia Suassuna, nova integrante da Academia Pernambucana de Letras fala da sua produção literária e conta como seu tio Ariano Suassuna contribuiu para tornar-se escritora. Ela também é professora e analisa o impacto da internet no ensino e afirma que a ficção pode ajudar a reduzir a polarização atual. É comum os alunos de Flávia Suassuna se encantarem com a maneira como ela oferece os conteúdos das suas aulas de História da Literatura. Prova disso é que esta entrevista, que ela concedeu a Cláudia Santos no café de uma livraria no Recife, foi interrompida por uma ex-estudante que não se conteve para abraçar e fazer elogios à antiga mestra. Talvez esse talento se deva à maneira envolvente como Flávia conversa e que pode ter origem no DNA que compartilha com o tio Ariano Suassuna. Além da prosa boa — que pode ser constatada nesta entrevista — a professora também herdou do tio o ofício de escritora e seu trabalho foi reconhecido ao ser recentemente eleita para integrar a Academia Pernambucana de Letras. Nesta conversa, ela fala da sua trajetória pedagógica e literária, da relação com Ariano, do impacto da internet no aprendizado das crianças e na polarização ideológica que, para ela, pode ser revertida com a leitura de romances. Ao se identificar com os personagens, muitas vezes, o leitor, segundo Flávia, desfaz preconceitos e amplia seus conhecimentos. Parafraseando Contardo Calligaris, ela assegura: “a literatura, a ficção, tem uma mágica complementar porque ensina também a identificação como ser humano”. Como surgiu seu interesse pela literatura? Quando eu era muito pequena, as pessoas me perguntavam: o que você vai ser quando crescer? Eu dizia que queria ser mãe e escritora. Não entendia por que todo mundo achava graça da resposta, eu estava falando sério. Talvez tenha organizado isso na minha cabeça a partir da existência de tio Ariano, que era escritor, porque uma menina de 5 anos provavelmente não saiba o que seja um escritor. E como era Ariano como tio? Ele foi perfeito comigo. Um dia papai disse a tio Ariano: tem uma pessoa lá em casa que gosta desses livros que você gosta. Tio Ariano ficou todo entusiasmado e começou a me mandar livros no Natal, no aniversário. Quando fiz 11 anos, ele me deu As Minas do Rei Salomão, um livro de aventura que eu amei. Depois passou a me dar livros que tinham a ver com a minha idade. Foi um orientador perfeito das minhas leituras. O que acho lindo de tio Ariano é que ele é uma pessoa muito forte, muito incisiva, mas nunca me orientou para eu ser armorial, por exemplo. Ele deixou que eu seguisse meu caminho. Perto de morrer, ele disse: “as pessoas vêm me perguntar o que é que eu sou de Flávia. Aí eu digo que eu sou tio e todo mundo diz que você é uma professora muito adorável. E eu fico muito orgulhoso”. Vê que coisa bonitinha! Uma das coisas que literatura faz é isso: criar laços. É você contar e discutir a história de Capitu, ver como cada geração enxerga essa a história, trazer o filme de Capitu, trazer uma adaptação do livro Dom Casmurro. Tudo isso vai criando laços entre as pessoas de uma sociedade. Esse é um dos motivos por que existe essa história da criação de uma identidade nacional com aqueles livros. Nunca conheci um russo, mas eu amo os russos por causa de Tolstói. É nesse sentido que a literatura cria esses laços de identidade e fraternidade mais amplos. Li um artigo do psicanalista Contardo Calligaris, em que ele diz que quando leu O Caçador de Pipas se identificou com o narrador, apesar de o romance se passar num espaço político, social, ideológico totalmente diferente do dele. Calligaris disse também que num documentário sobre o Afeganistão, você aprende muito, mas você aprende a diferença, as particularidades do país. Já a literatura, a ficção, tem uma mágica complementar porque ensina também a identificação como ser humano. Você percebe que uma pessoa que mora no Afeganistão é tão humana quanto você. E a história é muito linda, fala de um menino de 8 anos que viu um amigo sendo violentado e correu. Esse artigo de Contardo Calligaris me bateu muito porque eu pensei a mesma coisa que ele: se eu tivesse 8 anos e visse uma amiga sendo violentada, eu acho que eu correria… Como você decidiu atuar como escritora e professora? Isso foram os desastres da vida porque eu queria ser mãe. Tive três filhos, mas fui abandonada pelo pai deles e precisei sustentá- los. Eu tinha o curso de Letras e me tornei professora por uma necessidade básica de sobrevivência. Acho, inclusive, que ser professora dificulta um pouco ser escritora, porque a gente tem muita coisa para fazer em casa, mas não tinha outro jeito. Somos pagos pela hora dada, mas quando chegamos na sala de aula, já gastamos um tempão preparando a aula, corrigindo trabalhos. Você começou sua carreira como escritora ao lançar Jogo de trevas (1980), que foi o primeiro romance a ser publicado por uma mulher em Pernambuco. Como foi essa produção? Eu ainda era solteira. Esse romance foi publicado pelas Edições Pirata em 1980. Eu tinha um professor maravilhoso chamado José Rodrigues de Paiva e eu fiz uma proposta indecente a ele. Eu disse: se eu lhe der o meu romance pronto, você perdoa o meu último trabalho? Porque eu não conseguia conciliar o trabalho e fazer o romance. Ele aceitou. Dei os originais do meu romance, e ele me deu uma nota, me livrei do trabalho dele e consegui terminar esse livro. Depois participei do concurso literário para marcar os 450 anos do Recife, instituído por Jarbas Vasconcelos, que era prefeito. Eu ganhei e esse foi meu segundo romance chamado Remissão ao Silêncio. Comecei com prosa que exige uma disciplina. Para fazer esse segundo romance, eu saía da minha casa, ia para a casa da minha mãe toda quarta-feira de tarde, deixava meus filhos para poder escrever. Depois passei

“Uma das coisas que literatura faz é criar laços” Read More »

UPE reitoria ranking

UPE recebe reconhecimento internacional por desempenho acadêmico

A Universidade de Pernambuco (UPE) conquistou um lugar de destaque no cenário internacional de ensino superior ao ser incluída no QS World University Rankings: Latin America & The Caribbean 2024. Este ranking abrange 430 instituições localizadas em países da América Latina e do Caribe, sendo que o Brasil se destaca com 97 universidades listadas, superando outras nações da região. A UPE alcançou a posição 251º – 300º na lista, com notáveis melhorias em seus indicadores de avaliação. Na classificação específica para a América do Sul, a Universidade de Pernambuco ocupa a posição 192º entre instituições de diversos países. Entre os critérios analisados pelo ranking estão reputação acadêmica, citações por artigo, reputação do empregador, proporção de estudantes para docentes, rede internacional de pesquisa, artigos por unidade acadêmica e impacto na web. A universidade demonstrou melhorias em áreas como reputação acadêmica, pesquisa internacional, citações de artigos, impacto online e proporção entre estudantes e docentes, resultado de esforços contínuos para aprimorar suas atividades de ensino, pesquisa, extensão e inovação. “Ter a Universidade de Pernambuco na lista de um dos mais respeitados rankings do mundo, demonstra o compromisso da comunidade acadêmica com suas atividades que buscam fortalecer a ciência e tecnologia no Brasil. O resultado é fruto de um trabalho coletivo, que envolve toda a comunidade acadêmica, servidores, docentes e colaboradores, que merecem todo o reconhecimento pela seriedade desempenhada em suas ações”, afirmou a reitora Socorro Cavalcanti. “Os resultados apresentados no ranking nos incentivam a continuar desenvolvendo um trabalho coletivo com a comunidade acadêmica das unidades de educação e educação e saúde, sempre buscando aprimorar as nossas potencialidades. Parabenizamos todos os servidores e estudantes da UPE, que são responsáveis por todos os ganhos da instituição”, destacou o Prof. José Roberto Cavalcanti e vice-reitor da UPE. A QS Quacquarelli Symonds atribui o destaque do Brasil no ranking à qualidade de seu corpo docente e ao desempenho notável em pesquisa, tanto em volume quanto em colaboração e qualidade. Além disso, o ranking destaca a alta qualidade do corpo docente, refletida na quantidade de professores com doutorado.

UPE recebe reconhecimento internacional por desempenho acadêmico Read More »

Zona Industrial Complexo de Suape

Complexo de Suape divulga planos de ação climática

(Do Complexo de Suape) Para somar esforços à economia de baixo carbono, o Complexo de Suape promoveu, nestas terça e quarta-feira (12 e 13/09) o evento Suape na Rota da Descarbonização, no edifício-sede da estatal. Na ocasião, foram divulgados os planos de ação climática, documentos elaborados em parceria com o Governos Locais pela Sustentabilidade (ICLEI), que contém propostas de mitigação e adaptação às mudanças do clima para o território estratégico, composto pelos municípios Cabo de Santo Agostinho, Ipojuca, Moreno, Jaboatão dos Guararapes, Escada, Sirinhaém, Ribeirão e Rio Formoso e para a zona industrial. A pauta segue alinhada com a Agenda ESG (boas práticas de governança e sustentabilidade), um dos pilares da administração do complexo.    Os documentos serão disponibilizados aos gestores das prefeituras para que adotem estratégias de cooperação para diminuir o aquecimento global. A ideia também é incentivar as empresas que fazem parte da zona industrial da estatal a elaborarem os seus próprios planos, com iniciativas que agreguem à economia do futuro, mitigação das emissões de gases de efeito estufa (GEE) e de adaptação de cada empreendimento para o enfrentamento da emergência climática, considerando os resultados obtidos pelo inventário de emissões e pela análise de risco e vulnerabilidade na área. “A participação ativa e o comprometimento de todas as empresas e fornecedores que compõem o complexo são fundamentais para o êxito do projeto. O sucesso da descarbonização e a construção de uma agenda climática sólida e propositiva depende do compromisso coletivo em enfrentar os desafios das mudanças do clima”, afirmou o diretor de Sustentabilidade de Suape, Carlos Cavalcanti.   O secretário-executivo do ICLEI, Rodrigo Perpétuo, também reforçou a importância da colaboração da cadeia produtiva. “O documento mostra o caminho que o complexo deve trilhar para traçar as estratégias para atingir a conformidade climática. É um chamado às empresas que fazem parte da zona industrial da estatal para esse compromisso com a sustentabilidade”, disse. Entre as lideranças presentes no evento, estiveram a secretária-executiva de Sustentabilidade de Pernambuco, Karla Godoy; o secretário de Meio Ambiente de Sirinhaém, Emerson Pires; o secretário de Desenvolvimento Humano e de Meio Ambiente de Jaboatão dos Guararapes, Edson Queiroz; a secretária de Planejamento e Meio Ambiente do Cabo de Santo Agostinho, Gabriela Jeronimo; a representante do Way Carbon/Iclei, Keila Ferreira; o representante da empresa Ambipar, Vinícius Alves; o representante da Associação Plantas do Nordeste, professor Rômulo Menezes; o diretor de Inovação e Tecnologia Industrial do Senai, Oziel Alves; a head da Future Carbon Solutions, Laura Albuquerque; o gerente de Pessoas e Organização do Tecon Suape, Paulo Cruz, e o coordenador de Produtos Tecnológicos da Blockchain na Escola, Ariel Leite. ESTOQUE DE CARBONO Durante o evento, o professor Rômulo Menezes, da Associação Plantas do Nordeste, apresentou os resultados do inventário do estoque de carbono na Zona de Preservação Ecológica de Suape (ZPEC). Na área estudada pelo docente, totalizando 6.500 hectares, foi constatada a presença de 1.827.211 toneladas de carbono estocado, destacando-se 35,2% desse estoque na área de mata e 32,2% em área de mangue. “Isso reforça a importância dos mangues no sequestro de carbono e na mitigação das alterações climáticas”, ressalta o diretor de Sustentabilidade de Suape, Carlos Cavalcanti. “Essa é uma iniciativa que vai ser referência para todo o Nordeste, elevando o nível da região na pauta descarbonização. Esse evento promovido por Suape não apenas define metas e compromissos, mas também oferece um espaço para a troca de melhores práticas, aprendizado e colaboração entre as partes interessadas”, afirmou o gestor.

Complexo de Suape divulga planos de ação climática Read More »

padre sergio gomez tey

“A padroeira da Argentina, Nossa Senhora de Luján, é brasileira”

Sergio Gomez Tey, padre argentino conta a história da imagem da Virgem, esculpida no Brasil e que se tornou conhecida por operar milagres, e do escravizado Manoel, trazido da África para o Recife, que cuidava da santa e que é alvo de um movimento para ser beatificado. Uma história ainda pouco conhecida de Nossa Senhora de Luján, a padroeira da Argentina, tem ligações com o Brasil, mais especificamente com o Recife, e envolve pessoas de diferentes nacionalidades. Ela começa com Manoel, um escravizado africano, comprado por André João, um mercador português que levava um carregamento de navio para a Argentina. Além de mercadorias, André levou Manoel e uma imagem de Nossa Senhora da Conceição, para atender ao pedido de um outro português que morava no país vizinho. Mas antes que a Virgem chegasse ao seu destino, ocorreu um milagre, que fez com que a imagem e Manoel permanecessem juntos numa localidade às margens do Rio Luján. O padre argentino Sergio Gomez Tey participa das ações para beatificar Manoel, a partir de relatos de que ele curava pessoas com o azeite da lamparina que iluminava a santa. Ele e outros religiosos argentinos realizaram uma peregrinação de Aparecida do Norte (SP) até o Recife para tornar a história do escravizado conhecida, para que mais pessoas invoquem a sua ajuda e, ao fazer isso, possam ocorrer mais milagres. Na capital pernambucana os peregrinos foram recebidos por Dom Paulo Jackson, recentemente empossado como arcebispo de Olinda e do Recife que, na ocasião, celebrou sua primeira missa na nova função em Jaboatão dos Guararapes. Nesse período o Recife e e Luján tornaram-se cidades-irmãs. Isso quer dizer que haverá cooperação mútua em áreas como turismo, cultura, comércio e desenvolvimento social. Nesta entrevista a Cláudia Santos, padre Sergio conta a história do milagre de Luján, diz estar agradecido pela acolhida no Recife e que está esperançoso com o processo de beatificação de Manoel. “Agora é um tempo favorável, o Papa Francisco tem uma imagem pequena de Manoel no seu altar (…) e tem uma forte preocupação com as novas formas de escravidão contemporâneas, que seguem sendo como uma peste na humanidade”. Gostaria que o senhor explicasse quem foi Manoel e qual a importância dele em transformar a Nossa Senhora de Luján na padroeira da Argentina. Manoel foi um escravo que veio da África para Pernambuco e foi comprado por um navegador português chamado André João. Em 1630, ao transportar mercadorias para a Argentina, André João levou Manoel que logo foi cedido a outro homem que se chamava Barnabé González Filiano. André João trabalhava com mercadoria, que muitas vezes era contrabando. Quando chegou ao Porto de Buenos Aires teve a mercadoria confiscada e apreendida. Filiano era um homem que tinha muito dinheiro, o que lhe permitiu pagar uma a fiança e liberar a mercadoria trazida do Brasil. É possível que essa ajuda que recebeu de González Filiano tenha incentivado André João a ceder o escravo para Filiano. O que sabemos é que o escravo Manoel passa a ser propriedade de González Filiano. Veja que a imagem da Nossa Senhora da Conceição é igual à de Nossa Senhora de Aparecida: tem 38 centímetros de altura e é feita de terracota. André João tinha que levar esta imagem, que lhe havia pedido outro português que vivia no interior da Argentina. Mas antes, passou pela fazenda [Rosendo] de González Filiano que ficava a 70 km de Buenos Aires junto ao Rio Luján. Lá eles pernoitaram e traziam muitas carroças de bois que levavam as mercadorias para o norte da Argentina. Pela manhã, quando quiseram seguir caminho, a carroça onde estava sendo levada a imagem de Nossa Senhora não se move, ficou parada. Tiraram algumas caixas pesadas, mas continuou sem se mover. Eles então tiram uma caixa pequena, onde estava a imagem. Quando a caixa com a imagem sai da carroça, ela começa a se mover. Mas quando devolvem a caixa com a santa, a carroça, outra vez, fica sem sair do lugar. Todos que estavam em volta da carroça disseram na hora: “Nossa Senhora quer ficar neste lugar”. E isso é o que se conhece como o milagre de Luján. A imagem permanece naquele lugar e junto com ela fica Manoel. Como foi testemunha do milagre, o deixam na fazenda para que cuidasse da imagem. Este é o vínculo entre Manoel e Nossa Senhora de Luján. A imagem passa a ser assim chamada, porque o milagre havia ocorrido junto ao rio que tem esse mesmo nome. Manoel ficou 40 anos cuidando da imagem. Quando os milagres operados por Manoel começaram a acontecer? Manoel colocava uma lamparina de azeite para iluminar a imagem, que sempre ficava acesa. Quando chegava gente enferma, Manoel ungia essas pessoas com o azeite da lamparina e elas se curavam. O milagre mais forte que se tem na história escrita foi quando recebeu um sacerdote chamado Pedro Montalbo, que chegou quase morto e Manoel com o azeite da lamparina o curou. Manoel lhe disse que a Virgem queria que ele fosse o sacerdote daquele lugar. Até esse momento não havia nenhum padre naquela localidade. Ele concordou. Este milagre acontece não na fazenda Rosendo, mas em outro lugar para onde a imagem foi levada. Isto porque uma mulher, Maria de Matos, compra a imagem e a transporta para sua fazenda a uns 30 km também à margem do Rio Luján. Mas, por duas vezes, a imagem volta ao lugar do milagre [fazenda Rosendo] de maneira extraordinária. Então, Maria de Matos disse: “Vou a Buenos Aires ver o bispo e vou lhe pedir conselho sobre a imagem”. E o bispo responde: “vamos fazer uma procissão desde o lugar do milagre até o local onde você quer que a imagem esteja”. Ela já havia feito a promessa de fazer uma capela em devoção à Nossa Senhora. A procissão teve a participação de muita gente, inclusive de Buenos Aires e dos arredores. Buenos Aires era uma pequena cidade nessa época. E nessa peregrinação foi também Manoel e, como ele vai, a

“A padroeira da Argentina, Nossa Senhora de Luján, é brasileira” Read More »

sala aula abr

Brasil investe menos em educação que países da OCDE

(Da Agência Brasil) O Brasil investe menos em educação do que os países da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), de acordo com o relatório Education at a Glance 2023, lançado nesta terça-feira (12), que reúne dados da educação dos países membros do grupo e de países parceiros, como o Brasil.   O relatório da OCDE mostra que, enquanto o Brasil investiu em 2020 US$ 4.306 por estudante, o equivalente a aproximadamente R$ 21,5 mil, os países da OCDE investiram, em média, US$ 11.560, ou R$ 57,8 mil. Os valores são referentes aos investimentos feitos desde o ensino fundamental até a educação superior.   Os investimentos no Brasil se reduziram entre 2019 e 2020. Em média, na OCDE, a despesa total dos governos com a educação cresceu 2,1% entre 2019 e 2020, a um ritmo mais lento do que a despesa total do governo em todos os serviços, que cresceu 9,5%. No Brasil, o gasto total do governo com educação diminuiu 10,5%, enquanto o gasto com todos os serviços aumentou 8,9%. Na análise da OCDE, isso pode ter ocorrido devido à pandemia de covid-19.   “O financiamento adequado é uma condição prévia para proporcionar uma educação de alta qualidade”, diz o relatório. A maioria dos países da OCDE investe entre 3% e 4% do seu Produto Interno Bruto (PIB) no ensino fundamental e médio, chegando a menos 5% do PIB na Colômbia e em Israel. A porcentagem de investimento brasileira não consta desta edição do relatório.   Sobre essa medida de investimento, a OCDE faz uma ressalva: “O investimento na educação como percentagem do PIB é uma medida da prioridade que os países atribuem à educação, mas não reflete os recursos disponíveis nos sistemas educativos, uma vez que os níveis do PIB variam entre países”.   As despesas por aluno variam muito entre os países da OCDE. A Colômbia, o México e a Turquia gastam anualmente menos de US$ 5 mil por estudante, ou R$ 25 mil, enquanto Luxemburgo gasta quase US$ 25 mil, ou R$ 125 mil. Existem também diferenças significativas nas despesas por estudante de acordo com a etapa de ensino.   Por lei, pelo Plano Nacional de Educação (PNE), o Brasil deve investir pelo menos 10% do PIB em educação até 2024. Segundo o último relatório de monitoramento da lei, feito pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), em 2022, o investimento brasileiro em educação chegava a 5,5% do PIB, e o investimento público em educação pública, a 5% do PIB, “bem distantes das metas estabelecidas no PNE. Esses resultados apontam para uma grande dificuldade dos entes em aumentar o orçamento destinado à educação”, diz o texto do Inep.    Salário de professores O relatório da OCDE também aponta a necessidade de valorização dos professores. Segundo o estudo, muitos países da OCDE enfrentam escassez desses profissionais. “Salários competitivos são cruciais para reter professores e atrair mais pessoas para a profissão, embora outros fatores também sejam importantes. Em muitos países da OCDE, o ensino não é uma opção de carreira financeiramente atraente”, diz o texto.    Em média, os salários reais dos professores do ensino secundário são 10% inferiores aos dos trabalhadores do ensino superior, mas, em alguns países, a diferença é superior a 30%. “O baixo crescimento salarial dos professores explica, em parte, a disparidade entre os salários dos professores e os de outros trabalhadores com ensino superior”, diz a organização. Os salários legais reais caíram em quase metade de todos os países da OCDE para os quais existem dados disponíveis. Isto, segundo o relatório, segue-se a um período de crescimento salarial baixo ou mesmo negativo em muitos países, no rescaldo da crise financeira de 2008/2009.  No Brasil, também pelo PNE, o salário dos professores deveria ter sido equiparado ao dos demais profissionais com escolaridade equivalente até 2020. Segundo o monitoramento de 2022, os salários dos professores passaram de 65,2% dos salários dos demais profissionais, em 2012, para 82,5%, em 2021, seguindo ainda desvalorizados.  Education at a Glance  O relatório Education at a Glance reúne informações sobre o estado da educação em todo o mundo. Fornece dados sobre estrutura, finanças e desempenho dos sistemas educativos nos países da OCDE e em países candidatos e parceiros da Organização. A edição de 2023 é centrada no ensino e na formação profissional. A edição inclui também um novo capítulo – Garantir a aprendizagem contínua aos refugiados ucranianos – que apresenta os resultados de uma pesquisa da OCDE 2023 que recolheu dados sobre as medidas tomadas pelos países da organização para integrá-los nos seus sistemas educativos.

Brasil investe menos em educação que países da OCDE Read More »

aquecimento global

Agenda TGI acontece hoje, com destaque para o trimestre mais quente da história

O Painel Mensal da Agenda TGI, promovido em parceria com a Algomais, acontecerá virtualmente hoje (dia 11 de setembro, às 19h). O evento, conduzido pelo sócio da TGI, Francisco Cunha, terá como tema “Depois do agosto mais quente da história, o que nos espera no restante do ano?” Os assinantes da Algomais têm acesso gratuito ao Painel Mensal. Para aqueles que ainda não são assinantes, é possível adquirir acesso pago por evento mensal (vendas através do e-mail: contato@tgi.com.br) ou optar pela assinatura da Revista Algomais por apenas R$ 7,90/mês (acesse: assine.algomais.com). Ao fazer a assinatura, você terá direito a receber a revista semanalmente, acesso gratuito ao Painel Mensal e participação no evento presencial ao final do ano. Numa época em que os acontecimentos e as mudanças ocorrem em grande velocidade, é fundamental uma avaliação precisa e atualizada sobre o cenário mundial, nacional e local.

Agenda TGI acontece hoje, com destaque para o trimestre mais quente da história Read More »

ExpoAsiaBrasil Shopping

Feira de artesanato internacional ExpoAsiaBrasil na agenda do Recife

A riqueza e a beleza cultural do oriente e do ocidente se encontram no Shopping Boa Vista, sede da feira de artesanato ExpoAsiaBrasil. O evento tem entrada gratuita e ocorre até 15 de outubro, na Praça de Eventos do centro de compras, conforme o horário de funcionamento do shopping. A ExpoAsiaBrasil conta com a participação de 14 expositores, do Brasil, Índia, Tailândia e Senegal. Durante o evento, será possível encontrar itens variados, a exemplo de acessórios, artigos de decoração, roupas e alimentos. Entre os artigos que prometem chamar a atenção do público estão as vestimentas tradicionais indianas e senegalesas, o artesanato peruano e os doces artesanais mineiros. Há produtos com valores a partir de cinco reais. A ExpoAsiaBrasil é uma promoção da loja O Templo, com apoio do Shopping Boa Vista.

Feira de artesanato internacional ExpoAsiaBrasil na agenda do Recife Read More »

pedro cunha

Vida & Arte é a nova coluna do Algomais.com

A partir de hoje (5), o Algomais.com passa a ter uma coluna sobre a vida cultural em Pernambuco. Assinada pelo jornalista Pedro Cunha, “Vida & Arte” vai abranger os mais variados temas do universo da cultura, do entretenimento e da gastronomia no estado, com sugestões de eventos, atrações infantis, restaurantes, bares, peças de teatro, exposições, saraus, passeios e outras atividades. Além disso, a coluna também contar com artigos e até matérias especiais. Na estreia, Pedro Cunha escreve sobre os 18 anos dos Guerreiros do Passo, que representa uma trincheira na salvaguarda do frevo pernambucano. Alcançando a maioridade, o grupo segue os ensinamentos do mestre Nascimento do Passo, como o de viver o frevo para além da sazonalidade do carnaval. Apesar de celebrar os 18 anos de fundação, os Guerreiros carecem de apoio do poder público para continuar a luta pela valorização do ritmo e seus passistas. “Pernambuco é um estado rico em cultura, que atrai grandes shows, exposições e eventos. Paralelo a isso, o Recife é o primeiro polo gastronômico do Nordeste e o terceiro do país, com cardápios variados e para todos os gostos. A ideia da coluna é usar o espaço para falar de cultura e produção cultural nas suas mais variadas vertentes e dessa gastronomia pulsante. Tudo isso pode virar pauta na coluna”, destaca o jornalista. Natural do Recife, é jornalista com 10 anos de experiência. Tem passagem por redações como Diario de Pernambuco e Folha de Pernambuco, atuando em editorias de cultura, economia e cotidiano. Também já trabalhou em assessoria de comunicação de grandes eventos regionais e nacionais e é vencedor dos prêmios Cristina Tavares de Jornalismo e Urbana de Jornalismo.

Vida & Arte é a nova coluna do Algomais.com Read More »

magna refazenda

“A produção de roupa como geradora de lixo sempre me incomodou”

Magna Coeli, fundadora da Refazenda conta como a empresa se tornou referência em moda sustentável, a ponto de ser reconhecida pela ONU, e explica o seu processo de fabricação que não produz sobras de tecido. Também fala da relação com o filho, Marcos, com quem trabalha, e das dificuldades de financiamento. Quando adolescente, Magna Coeli costumava usar as sobras dos tecidos que sua mãe, costureira, jogava no lixo. Com os retalhos, Magna fazia peças para ela vestir ou acessórios como bolsas. Tal habilidade e o incômodo pelo refugo da produção de roupas permaneceram até a idade adulta e a impulsionaram a fundar a Refazenda. Reconhecida com várias premiações por sua atuação sustentável, inclusive pela ONU (Organização das Nações Unidas), empresa do setor de moda foi pioneira ao produzir de acordo com padrões de economia circular. Assim como fazia na adolescência, na fábrica Magna não descarta retalhos no lixo: a produção é feita de forma a usar todo o tecido. A sustentabilidade social é outra marca da Refazenda, que faz parceria com cooperativas de rendeiras e bordadeiras de vários estados do Nordeste. Nesta entrevista a Cláudia Santos, Magna conta a trajetória da empresa, os desafios para gerir um negócio com preocupações ecológicas, as dificuldades em obter financiamentos e a relação com o filho Marcos Queiroz, que é diretor de Soluções da Refazenda. Como começou a Refazenda? Há 33 anos, eu tinha uma confecção com meu ex-marido e com a família dele. Quando resolvi criar a Refazenda, foi uma inquietação ecológica, romântica, exótica, que tinha todos esses nomes, menos sustentável ou economia circular. Era quase fazer um hobby. A produção de roupa como geradora de lixo sempre me incomodou, porque o lixo que mamãe fazia, enquanto costureira, me proporcionava fazer coisas para eu vestir, ou para fazer bolsas. Pensava nessa minha habilidade de transformar ao criar a Refazenda. Eu tinha um olhar muito bom para cor, sabia modelar. Então migrei da tradicional confecção de camisaria e fui fazer uma produção com princípios ecológicos. Daí o nome Refazenda. Gilberto Gil criou a música e me inspirou, como também foi um princípio para esse norte: transformar a fazenda em algo primoroso, mas de valor agregado. Venho de uma família de costureira e alfaiate e a minha grande revolta era o pouco valor agregado nas peças que meu pai e minha mãe faziam. Eu pensava: hei de fazer as pessoas respeitarem quem faz roupas como uma coisa muito digna, muito preciosa. Agora, tudo isso de maneira inconsciente. A empresa começou com uma fábrica ou uma loja? Primeiro foi um divórcio. Na hora da separação, eu poderia ter ido para um setor diferente, mas insisti nesse porque eu tinha o ideal de montar algo que fosse pioneiro. Os primeiros cinco anos foram de consolidação da marca e definição de perfil de produto. Era um ateliê, mas eu me sustentava financeiramente de forma bem austera. Depois, procurei o associativismo, para tentar crescer do ponto de vista da confecção e encontrar aliados com as pessoas que falassem a mesma língua. Foi uma busca inútil, porque o setor de confecção não conversa com o setor de ideias, de utopia. Ele é commodity, fabrica fardamento, roupa íntima e modinha e opta por volume, não por valor agregado. Passei a participar de missões empresariais, conhecer projetos fora até que um dos filhos começou a trabalhar na empresa para me ajudar financeiramente. Quem é ele? Marcos, o mais velho. Ele fazia publicidade e veio para me ajudar financeiramente porque tínhamos crescido um pouco mais, a empresa tornou-se mais complexa. Mas não encontrávamos um ponto de venda para o nosso produto que fosse autoexplicável, tínhamos que concorrer com produtos que não tinham a mesmas características. E aí tivemos que montar loja própria. Isso dá um trabalho danado, fabricar e montar loja própria é desafio para loucos. Chegamos a ter sete lojas, uma em São Paulo. Quando estávamos com quatro lojas, entrou o outro filho, André, que fazia administração, para ajudar na gestão. Também tenho a família desses aliados que trabalham e vieram comigo lá de trás que são tão família minha quanto a biológica. São pessoas que acreditam no projeto, que torcem e estão comigo até hoje. Esse foi um dos pilares que seguraram a empresa. Mas, veio a crise em 2013, a perda do capital foi muito grande, assim como a perda de fôlego para girar essa máquina com as dificuldades que o setor têxtil tem no Brasil, com taxação absurda e nenhum projeto ou diferencial para as empresas inovadoras. A loja de São Paulo ficou aberta até 2016, remando contra a maré porque o custo aéreo do frete aumentou. Tínhamos que trazer parte da matéria-prima de lá, fabricar aqui e levar de volta para lá. Além disso, um de nós três da família teria que morar lá e nenhum quis perder qualidade de vida. Resolvemos finalizar a atividade e investir no comércio eletrônico, que começou em 2012. De lá pra cá, trabalhamos de forma mais enxuta, mas com mais liquidez, porque chegamos a ter dívidas em banco. Tivemos que modificar a estrutura administrativa porque o crescimento não respondeu na ponta pelo varejo que estava trucidado pela taxação. Aí, André saiu da empresa para atuar na construção civil. Já Marcos se transformou num grande gestor e articulador de mídia nessas novas linguagens, coisa que eu estava defasada. Estamos fazendo parte do Instituto Capitalismo Consciente, que é nacional, temos o certificado B, ganhamos premiação na ONU pela prática da economia circular. Isso tudo graças a Marcos, que mostrou a nossa experiência como inédita e precisava ser divulgada. Esse reconhecimento tem sido revertido para a marca e para os negócios? Por um lado, é algo para consolidar e legitimar o produto que tem propósito, tem alcance, longevidade, é um produto com ética. Mas, em compensação, o pouco capital de giro que temos também atrofia porque à medida que somos falados e alcançamos níveis longínquos, não conseguimos acompanhar o escalonamento financeiro na mesma proporção. Quando procuramos outros cases que são semelhantes a nós, ou

“A produção de roupa como geradora de lixo sempre me incomodou” Read More »