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Esvaziamento dos cursos presenciais desafia as universidades

*Por Rafael Dantas O campus universitário está esvaziado. A constatação do professor da UFPE (Universidade Federal de Pernambuco) Pierre Lucena foi mostrada num vídeo curto postado no Twitter que viralizou. As imagens dos corredores do Centro de Ciências Sociais Aplicadas com pouquíssimas pessoas alcançaram 1,6 milhão de views. Por trás da alta repercussão está a preocupação sobre o futuro dessas tradicionais instituições de ensino superior. Antes alvo de desejo dos estudantes, elas estão sendo trocadas pelas formações a distância ou por outros percursos menos presenciais. A redução da comunidade universitária no espaço físico do campus tem diferentes causas que já foram reveladas por pesquisas nos últimos anos. Um dos fenômenos é o elevado número de alunos que desistem de estudar. De acordo com dados do Instituto Semesp, os cursos superiores presenciais do País registraram em 2021 uma evasão de 27,6%. Esse problema é compartilhado também no ensino a distância, com o preocupante índice de 36,2%. Além da fuga da formação superior, a migração para o ensino a distância é outro fenômeno com conexão direta ao esvaziamento dos campus. De acordo com os números do último Censo da Educação Superior, do Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira), do total de novos alunos nos cursos de graduação no País, 62,8% optaram por se matricular no ensino a distância, enquanto 37,2% aderiram à modalidade presencial. Embora os números indiquem um aumento dessa tendência na pandemia, desde 2015 o gráfico (abaixo) indica o avanço do EAD sobre o ensino presencial. No mesmo período, a soma de novos estudantes no ensino superior segue uma tendência de crescimento também. Associado à evasão e à migração para as plataformas de EAD, outro fator que acentua o problema foi uma mudança legal, em 2019, durante a gestão de Abraham Weintraub no Ministério da Educação, que permitiu uma carga horária de até 40% remota para os estudantes em cursos presenciais. Na prática, tornou as formações presenciais em híbridas. Um curso que teria cinco dias de aulas, por exemplo, poderia optar por dedicar dois dias ao modelo remoto. Essa dificuldade de manutenção dos estudantes está além da comparação com o ensino a distância e mesmo dos efeitos da pandemia. “Essa questão pós-pandemia em relação ao ensino superior é diferente do que acontece na educação básica, que está recuperando em sua plenitude a taxa de matrícula. No ensino superior, mesmo antes da pandemia, anunciava-se a necessidade de mudanças importantes por causa do cenário disruptivo que vivemos. Um tempo de desafios mais complexos, que exige novas competências e habilidades na formação dos alunos no ensino superior. Isso se refletia nas altas taxas de abandono. A cada 100 alunos ingressantes no ensino superior, 59 desistiam. O Inep fez essa análise de trajetória dos alunos entre 2011 e 2020, portanto antes da pandemia”, afirmou Mozart Neves Ramos, professor titular da Cátedra Sérgio Henrique Ferreira da USP de Ribeirão Preto e ex-secretário de Educação de Pernambuco. POUCAS ATIVIDADES PRÁTICAS Para Pierre Lucena, que também é presidente do Porto Digital, há fatores da dinâmica universitária e da dificuldade de deslocamentos na própria cidade que têm incentivado a escolha dos estudantes para o ensino a distância. “Há diferentes tipos de pessoas no campus. Aqueles que otimizam tudo no seu tempo, estudantes que já estão trabalhando ou têm horários restritos, pensam duas vezes antes de sair de casa para uma aula, principalmente nos cursos mais teóricos. O aluno que mora em Rio Doce (bairro de Olinda) vai gastar três horas de deslocamento para a UFPE em um ônibus para passar três horas em aula. Ele faz o cálculo se não é válido dedicar aquele tempo para leitura. Estamos com um modelo desgastado, unidirecional, do professor falando e do aluno anotando”, critica Lucena. Especialmente nos cursos teóricos, ele avalia que os custos do deslocamento e de alimentação estão incentivando os estudantes a optarem por se matricular no ensino a distância de universidades nacionais. Mesmo em grandes instituições, com vasto reconhecimento acadêmico, nas modalidades a distância, as mensalidades podem ser mais baratas que a manutenção do aluno presencial numa universidade pública. Pierre Lucena considera que quando se trata de um curso mais prático, como as formações de saúde, em que o aluno passa um tempo dedicado à prática, ou mesmo no Centro de Informática, que possui uma dinâmica mais intensa nos laboratórios, o engajamento dos estudantes tende a ser maior. Na contramão, as formações mais teóricas, especialmente aquelas que não valorizam a vivência universitária e as atividades práticas, estão sob pressão. Estudante do quarto período do curso de Sistemas de Informação na UFRPE (Universidade Federal Rural de Pernambuco), Atlas Cipriano, 25 anos, percebe o esvaziamento do curso a cada novo período. Mesmo em uma área muito promissora de oportunidades de crescimento profissional, dos 40 alunos que iniciaram a formação, pouco mais da metade permanece no curso, dois anos após o ingresso no ensino superior. O fato de ser um curso presencial pesa bastante na taxa de desistência, segundo o relato dos seus colegas. “As aulas presenciais deveriam ser mais dinâmicas. Para mim ainda são muito tradicionais. Você vai e fica sentado na cadeira o dia inteiro. Deveria ter mais participação. A aula é pouco prática ou falha quando se aplica esse método. É muito convencional, em que o aluno fica vendo o professor passar slides”, afirmou Atlas. Como essa formação tem alta demanda por novos profissionais, o tempo de estudo na universidade acaba tendo uma concorrência do próprio mercado de trabalho. Atlas conta que, além das dificuldades de deslocamento e dos gastos em se manter no curso, muitos estudantes acabam conseguindo alguma colocação nas empresas, que os mergulham numa experiência prática, enquanto estão matriculados, o que dificulta seguir estudando até a formação. “Há aqueles que conseguem estágio e passam a sentir mais dificuldade de acompanhar e frequentar todas as aulas ou perdem a vaga em um estágio por causa do choque de horário com a faculdade”. DINÂMICA UNIVERSITÁRIA E OS CUSTOS PARA ESTUDAR Um grande contingente de estudantes matriculados atualmente nas universidades conviveram com pelo

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IOS oferece curso gratuito de Programação Web para jovens e pessoas com deficiência

O Instituto da Oportunidade Social (IOS), reconhecido por sua atuação na formação e empregabilidade de jovens para o mercado de trabalho através de cursos gratuitos, está oferecendo vagas para o curso de formação profissional em Programação Web, em Recife. Destinado a jovens de 15 a 29 anos e pessoas com deficiência a partir de 16 anos, que tenham cursado ou concluído o ensino médio na rede pública, o curso será presencial e acontecerá no Porto Digital. As inscrições estão abertas até o dia 26 de julho, podendo ser realizadas pelo site do IOS (https://ios.org.br/inscricao/). Os cursos são acessíveis, não exigindo conhecimentos prévios, e abrangem diversos conceitos administrativos, incluindo aulas práticas em softwares de gestão, Língua Portuguesa, Matemática, Empregabilidade, Cidadania e Habilidades Sociais (Soft Skills). Além disso, oferecem conteúdo sobre vivência corporativa, ensinando os alunos a elaborar e-mails, apresentações, participar de reuniões, ter visão de negócios e até mesmo desenvolver o briefing de um produto. O programa visa capacitar os alunos a se tornarem profissionais aptos a desenvolverem sites, abrangendo desde a programação até o web design, proporcionando condições plenas para aprenderem novas linguagens, como CSS, HTML5 e Javascript, e se destacarem no mercado de trabalho. Após a conclusão do curso, os alunos formados podem participar do Programa IOS de Oportunidades, que busca vagas de emprego, especialmente em empresas parceiras da instituição, além de oportunidades para formação universitária, ao longo dos três anos subsequentes à formação. O IOS já formou mais de 43 mil profissionais em áreas como Tecnologia da Informação, Administração, Recursos Humanos e Atendimento ao Cliente, contribuindo para um aumento de até 60% na renda dessas famílias. Serviço: Curso gratuito de Programação Web Público: jovens de 15 a 29 anos e pessoas com deficiência a partir de 16 anos Participantes devem estar cursando ou já concluído o ensino médio na rede pública Vagas: 40 vagas Duração: até quatro meses Inscrições: até 26 de julho Link para se inscrever: https://ios.org.br/inscricao/ Central de Atendimento – WhatsApp: (81) 98147-7179. Endereço: Porto Digital – Cais do Apolo, 222, 12º andar – Recife, PE, 50030-230

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cuidados aos idosos

Senac oferece cursos para capacitação na área de cuidados aos idosos

O envelhecimento populacional tem sido uma realidade cada vez mais presente no Brasil. Entre 2012 e 2022, a participação das pessoas com 60 anos ou mais na população do país subiu de 11,3% para 15,1%, segundo os dados mais recentes do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Com o aumento da expectativa de vida, surge a necessidade de profissionais capacitados para prestar assistência adequada aos idosos. Com isso, o Senac Pernambuco está com inscrições abertas para dois cursos na área. Com carga horária de 36 horas, o curso Assistência de Enfermagem em Saúde do Idoso será realizado de 24 de julho a 11 de agosto, com aulas nas segundas, quartas e sextas-feiras, no horário das 13h às 17h. O objetivo da capacitação é subsidiar os profissionais da área de enfermagem com conhecimentos sobre as principais alterações fisiológicas e patológicas inerentes ao envelhecimento, visando a prestação de uma assistência adequada e respeitosa aos idosos. Já o curso Cuidador de Idoso terá início no dia 4 de setembro e seguirá até 23 de novembro, com aulas de segunda a sexta-feira, das 18h30 às 21h30. Com uma carga horária de 160 horas, o curso tem como objetivo capacitar os participantes para atuarem como cuidadores de idosos, desenvolvendo habilidades e conhecimentos necessários para prestar assistência integral às pessoas com 60 anos ou mais. As inscrições para os dois cursos podem ser feitas pelo sitenwww.pe.senac.br/cursos-2/. As aulas serão ministradas na unidade do Senac Recife, localizada na Avenida Visconde de Suassuna, 500, em Santo Amaro. Mais informações podem ser obtidas pelos telefones (81) 3413-6723 / 6722 / 6651. SERVIÇO: Assistência de Enfermagem em Saúde do IdosoQuando: de 24/07 a 11/08Aulas às segundas, quartas e sextas, das 13h às 17hInvestimento: 6x de R$ 48,34 no cartão de crédito Cuidador de IdosoQuando: de 04/09 a 23/11Aulas de segunda a sexta, das 18h30 às 21h30Investimento: 12x de R$ 71,75 no cartão de crédito

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Camila Bandeira: “Vamos tornar a Fenearte um atrativo turístico”

Diretora-executiva da feira, Camila Bandeira, fala das novidades desta edição do evento, como a realização de atividades em 50 espaços do Recife e de Olinda que dialogam com o artesanato. O objetivo é atrair turistas para as cidades. Também anuncia a realização de um estudo que vai fornecer um diagnóstico do setor. Q uem visitar a 23ª edição da Fenearte este ano, vai poder não só conhecer e adquirir as peças de mais de cinco mil artesãos que vão expor seus trabalhos no Centro de Convenções, mas também participar de uma ampla programação paralela que acontece em cerca de 50 espaços localizados no Recife e em Olinda. As atividades compõem o Circuito Fenearte e vão acontecer em galerias, museus e restaurantes. Entre as atrações estão a Feira de Arte Contemporânea, que acontece no Cais do Sertão, a mostra Tapeçaria Timbi: Bordando as obras do mestre J. Borges no Mercado Eufrásio Barbosa e a Cozinha Fenearte, iniciativa em parceria com o Instituto César Santos, com a participação de 10 restaurantes que vão apresentar um cardápio especial no período do evento. “O público que gosta do artesanato também gosta de gastronomia, de moda, de artes visuais, de artes plásticas. Então, estamos ampliando esse diálogo com essas outras linguagens e para outros equipamentos”, explica Camila Bandeira diretora-executiva da feira. O intuito da inovação, segundo Camila, é transformar a Fenearte numa atração turística. A feira – que este ano acontece de 5 a 16 de julho – é considerada a maior da América Latina, tem investimento de R$ 8 milhões e a expectativa de movimentação financeira superior a R$ 40 milhões. Apesar desses números superlativos, o evento não conta com muitos visitantes de outros Estados e Camila acredita que a Fenearte tem o potencial para estimular o turismo no Recife e em Olinda. A inspiração vem da Fuorisalone, famosa feira de design de Milão que oferece atrativos no entorno do salão onde acontece o evento e que atrai visitantes de outras localidades para a cidade italiana. Camila Bandeira, que também é diretora-geral de promoção da Economia Criativa da Adepe (Agência de Desenvolvimento de Pernambuco) conta, nesta entrevista a Cláudia Santos, as novidades da Fenearte, fala do estudo sobre o setor de artesanato que será iniciado durante o evento e ressalta a importância dos loiceiros (artesão que fazem peças utilitárias de barro), que são homenageados desta edição da feira. Por que, nesta edição, a programação da Fenearte será realizada em outros espaços, além do Centro de Convenções? Identificamos algumas questões que nos levaram para essa tomada de decisão. A primeira delas é que a Fenearte, por si só, apesar de todo potencial, não é ainda um atrativo turístico. São poucos turistas que vêm de fora de Pernambuco para a feira. Olhando para isso, começamos a pensar como que a gente conseguiria dar esse caráter e fomentar mais o turismo. Daí, surgiu a ideia do Circuito Fenearte, no qual estamos expandindo a feira para outros espaços, para atividades relacionadas com artesanato, mas com conexão com outras linguagens. O público que gosta do artesanato também gosta de gastronomia, de moda, de artes visuais, de artes plásticas. Então, estamos ampliando esse diálogo com essas outras linguagens e para outros equipamentos. Acreditamos que , desta forma, vamos tornar a Fenearte um atrativo turístico. A feira, com a comercialização dos trabalhos dos artesãos continua sendo realizada no Centro de Convenções, não haverá nenhum ponto de venda fora dele, mas vamos oferecer uma programação paralela para colocar o artesanato em diálogo com outras linguagens e com isso incentivar o turismo. Que tipo de atrações o visitante vai conhecer nesses outros espaços? A gente vai ter o circuito gastronômico. Alguns chefs, que estarão na Fenearte, inclusive com a aula-show que é oferecida na feira, estarão também nos seus restaurantes, em seus espaços, ativando com prato especial, com horário estendido, com a sinalização de que ali também faz parte do Circuito Fenearte. Além de restaurantes, museus, equipamentos culturais, galerias de arte, espaços de economia criativa das cidades do Recife e de Olinda estarão com programação específica nesse período em que a feira é realizada. Alguns começando antes, outros estendendo até um pouco mais, mas cerca de 50 espaços serão ativados pela Fenearte, provocados para pensarem em programações específicas. Essa iniciativa foi inspirada na feira Fuorisalone, de Milão, onde surgiram essas ativações orgânicas que iam acontecendo ali ao redor do salão principal do evento, segundo eu soube – porque não fui lá ainda – hoje essas atividades paralelas têm tanto poder atrativo quanto o salão. A economia da cidade vive atualmente a partir do que acontece no seu entorno, nas galerias, nos outros equipamentos que são ocupados. Nesta edição, a feira homenageia os loiceiros. Qual a importância deles para o artesanato e para a identidade cultural de Pernambuco? Esse saber tradicional da loiça é milenar, vem dos povos originários, muitas vezes as pessoas nem sabem, mas a própria arte figurativa vem da arte utilitária de pegar o barro da terra e fazer objetos como uma panela. A partir daí, vai-se modificando ao longo do tempo, através das tradições, até chegar no que a gente tem hoje como arte figurativa, arte expressiva, arte contemporânea. Por isso a ideia de homenagear esse saber tão antigo, tão milenar, da raiz de onde vem, por exemplo, Vitalino e Maria Amélia, que são dois artistas renomados por trabalhar com cerâmica. Os pais de ambos eram loiceiros, eles começaram a ter esse contato com o barro e com a cerâmica ao fazerem objetos utilitários. Então, a ideia é homenagear todos esses mestres e mestras que estão espalhados pelo Estado todo. Nessa edição vocês vão realizar um estudo sobre o setor. Qual o objetivo dessa pesquisa e quando os resultados serão concluídos? O objetivo é a gente ter um panorama, um diagnóstico profundo sobre a cadeia do artesanato que vai nos dar subsídios para entender essa cadeia e podermos traçar as estratégias mais adequadas e estruturantes para esse setor. O estudo tem quatro pilares: mercado (olhar para o artesanato a

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Kembali Hotel inaugura mural em parceria com o artista urbano Speto

Amanhã (1º), o Kembali Hotel, localizado em Porto de Galinhas, adiciona mais um de seus murais icônicos, reforçando sua conexão com a arte e cultura. O renomado artista urbano Speto deixou sua marca tanto no exterior quanto no interior do hotel, integrando o Arte Hub do espaço. Na parte externa, uma sereia em estilo xilogravura dá as boas-vindas aos hóspedes e embeleza a vista da praia. No interior, um dos quartos do primeiro andar recebeu a assinatura do grafiteiro paulista. “Quis fazer essa sereia, que pode ser uma Iara, com as características indígenas e da força das mulheres negras que sempre busco valorizar. Gosto dos símbolos nacionais e queria, para o Kembali, algo que tivesse também relação com o mar e que lembrasse o cordel”, explica o artista, um dos precursores do grafite em São Paulo. Desde 1029 o hotel tem firmado parcerias com artistas brasileiros, com o projeto Kembali Arte Hub, para a realização de intervenções em suas instalações. “Desde que fizemos as primeiras intervenções, não paramos mais de pesquisar, buscar outros artistas e referências. Foi daí que surgiu a ideia do Arte Hub, e de transformar todo o nosso 1º andar, que até então era no tema Balneário, em paredes em branco para que esses artistas que admiramos deixassem sua marca. Desde então já fizemos paredes com o carioca Mateu Velasco, a dupla paulista Lanó, o Rafa Uzai e agora o Speto, que além de fazer o Wall, deixou também sua marca em um apartamento”, pontua a sócio-diretora do Kembali, Sabrina Pellitteri.

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Recife terá o “Viva a Guararapes na Roça” neste domingo

Prepare-se para vestir seu figurino xadrez, saia rodada enfeitada e chapéu de palha, pois o São João ainda não acabou: o evento “Viva a Guararapes na Roça” será a despedida das festividades juninas no Recife. O evento acontecerá no próximo domingo (2), das 10h às 17h, na Avenida Guararapes, e contará com 12 polos e dois palcos dedicados à diversão e lazer das famílias. No Polo Instagramável, os participantes terão a oportunidade de participar de uma oficina de adereço junino para customizar suas roupas. Com a temática “Vila Guararapes São João”, o evento oferecerá um cenário inspirado nas vilas rurais e no clima festivo do São João. O Viva é uma iniciativa cultural e esportiva realizada pela Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Turismo e Lazer, com o apoio do Programa Recentro, com o objetivo de incentivar os recifenses e visitantes a vivenciarem e ocuparem o centro da cidade, aproveitando suas paisagens, arquitetura e história. Durante o “Viva a Guararapes na Roça”, também haverá o tradicional casamento matuto com a apresentadora Sayuri Heiwa, o show da Quadrilha Raio de Sol a partir das 15h30, e karaokê junino das 10h às 17h. No Polo Infantil, as crianças poderão brincar com jogos de quermesse, chutar a gol, aproveitar o touro mecânico, participar de recreação, pula-pula, muro de escalada, brinquedos infláveis, cama elástica e participar de oficinas de pintura e balão. O Polo Esportivo oferecerá atividades como basquete e vôlei de rua, badminton, futebol de barrinha e patinação. No Polo de Serviços, o público terá acesso a ações de saúde, oficina de turbante e ao Espaço Orgulho (mês LGBTI+). No Polo Sesc, haverá uma barraca do beijo com informações sobre doenças transmitidas pelo beijo, orientação de escovação dentária e aplicação de flúor. No Polo Geek, haverá uma feira geek e a oportunidade de jogar Just Dance. No Polo Pet, haverá adoção de animais em parceria com a ONG Anjos do Poço, além do desfile Pet Matuto. Também será oferecida vacinação antirrábica e pré-agendamento de castração pela Secretaria dos Direitos dos Animais do Recife (SEDA), juntamente com atividades como pintura infantil com temática pet e apresentação canina. No Polo Sebo, haverá as feirinhas de Vinil e do Sebo, além da festa Odara Ôdesce, com as DJs Allana Marques e Lala K discotecando das 12h às 17h. O Polo Cultural e Artístico contará com um aulão de dança muito procurado, ministrado por Surama Nascimento e convidados, das 10h às 12h. Também teremos apresentações de Larissa Lisboa, Geração Nordestina, Rogé

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Censo 2022: Pernambuco ultrapassa a marca de 9 milhões de habitantes

(Do IBGE) De acordo com o Censo 2022, realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Pernambuco tem 9.058.155 habitantes, representando 4,46% do total da população brasileira. Os primeiros resultados da operação, com informações sobre os números de população e de domicílios do estado, foram divulgados na manhã de ontem. O estado mantém sua posição como o sétimo mais populoso do país em comparação ao Censo 2010, sendo também o segundo mais populoso do Nordeste, atrás apenas da Bahia. Em 2010, a população pernambucana era de 8.796.448 habitantes. A taxa de crescimento geométrica de 2010 até 2022 foi de 0,24% ao ano. Os dez municípios mais populosos de Pernambuco, de acordo com o Censo 2022, são Recife (1.488.920 habitantes), Jaboatão dos Guararapes (643.759), Petrolina (386.786), Caruaru (378.052), Olinda (349.976), Paulista (342.167), Cabo de Santo Agostinho (203.216), Camaragibe (147.771), Garanhuns (142.506) e Vitória de Santo Antão (134.110). Igarassu, na 11ª posição, com 115.196 moradores, e São Lourenço da Mata, em 12º lugar, com 111.243 residentes, completam a lista de municípios pernambucanos com mais de 100 mil habitantes. A cidade pernambucana com maior aumento de população em números absolutos foi Petrolina, que passou de 293.962 para 386.786 habitantes de um censo para outro, um aumento de 31,6%. A localidade era a sexta mais populosa do estado em 2010 e passou para o terceiro lugar em 2022. O município foi o 16º do país com maior crescimento absoluto. Caruaru, por sua vez, teve o segundo maior aumento populacional do estado em números absolutos. O saldo positivo foi de 63.140 habitantes, ou 20,1% de moradores a mais desde 2010, quando havia 314.912 residentes no município. Os municípios com menor população no estado no Censo 2022 são Itacuruba (4.284 pessoas), Ingazeira (4.768), Solidão (5.210) e Calumbi (5.228). Incluído nessa lista está o Distrito Estadual de Fernando de Noronha, com 3.167 habitantes. Dos 184 municípios de Pernambuco, 97 municípios e o Distrito Estadual de Fernando de Noronha apresentaram aumento populacional em 2022 em relação a 2010, totalizando um crescimento estadual de 3% ou 261.707 habitantes. Recife e Olinda estão entre as cidades mais densamente povoadas do Brasil A densidade demográfica de Pernambuco é a sexta maior do Brasil, com 92,37 habitantes por quilômetro quadrado. Olinda é a sétima cidade mais densamente povoada do país e a primeira do estado, com seus 349.976 habitantes distribuídos em 41,3 km², o equivalente a 8.474 habitantes/km². O Recife é a 12ª cidade brasileira mais densamente povoada e a segunda no estado, com 6.803,6 habitantes/km². Já a cidade menos densamente povoada de Pernambuco é Parnamirim, no sertão, com 7,13 habitantes/km², bem abaixo da média nacional, de 23,86 habitantes por quilômetro quadrado. Número de domicílios em Pernambuco aumenta mais de 36% em relação a 2010 Em Pernambuco, o Censo 2022 contou 4.094.799 domicílios, um aumento de 36,8% em comparação a 2010, quando foram computados 2.993.825 lares. O estado é o sétimo com maior número de domicílios do país. Essa tendência de alta foi observada em todos os estados e, no Brasil, o avanço foi de 34%. Por outro lado, a média de moradores por domicílio particular permanente ocupado diminuiu de 3,44 em 2010 para 2,83 em 2022 (tendência observada em todos os estados), valor que deixa o estado pernambucano em 15º lugar nacional. Recife teve um aumento de 25,1% no número de domicílios recenseados entre 2010 e 2022, passando de 515.100 para 644.212 lares. Com isso, a capital pernambucana foi a 11ª cidade do país com maior número de domicílios recenseados. As dez cidades pernambucanas com maior número de domicílios foram Recife, Jaboatão dos Guararapes (235.053), Caruaru (138.485), Petrolina (128.380), Olinda (127.261), Paulista (124.313), Cabo de Santo Agostinho (71.666), Camaragibe (53.357), Garanhuns (49.029) e Vitória de Santo Antão (48.335). A cidade pernambucana com maior proporção de domicílios vagos foi Santa Filomena, no Sertão, com 24,9% do total. Em seguida, estão Solidão (24,3%) e Betânia (23,5%). Já a cidade pernambucana com a maior porcentagem de domicílios de uso ocasional, grupo de domicílios composto, em sua maioria de residências de veraneio ou casas de campo, foi a Ilha de Itamaracá com 60,2% do total de residências. O município ocupa o 11º no ranking nacional. Após a Ilha de Itamaracá, os municípios com maior percentual de domicílios de uso ocasional são Tamandaré (44,80%), São José da Coroa Grande (39,15%), Sairé (24,61%) e Gravatá (23,60%). Concentração urbana do Recife é a quinta maior do Brasil O Censo 2022 também traz dados sobre concentração urbana, ou seja, municípios isolados ou arranjos populacionais acima de cem mil habitantes. Pernambuco tem cinco concentrações urbanas: a do Recife, que engloba toda a região metropolitana mais o município de Paudalho; a de Caruaru, a de Garanhuns, a de Vitória de Santo Antão e a de Petrolina/Juazeiro (BA). A concentração urbana do Recife é a quinta maior do país, com 3.783.101 habitantes, distribuídos em 1.698.783 domicílios, logo atrás de São Paulo, Rio de Janeiro, Belo Horizonte e Brasília. Dos 15 municípios que compõem a concentração urbana do Recife, 11 apresentaram crescimento populacional entre os anos de 2010 e 2022, com destaque para Ipojuca (PE), com 1,72% de taxa de crescimento geométrico ao ano, Itapissuma com 1,30% e Paulista com 1,09%. Os quatro que tiveram taxas negativas de crescimento geométrico foram Olinda (-0,64%), Recife (-0,27%), Moreno (-0,21%) e Jaboatão dos Guararapes (-0,01%). No geral, a Grande Concentração Urbana de Recife/PE apresentou uma taxa média geométrica de crescimento anual de 0,09%. As demais concentrações urbanas do estado também tiveram aumento de população entre 2010 e 2022: o maior índice foi alcançado em Petrolina/Juazeiro (BA), com avanço médio de 1,98% na taxa de crescimento geométrico, seguida por Caruaru (1,53%), Garanhuns (0,81%) e Vitória de Santo Antão (0,39%).

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Raquel Lyra anuncia nomeação de 184 professores para a UPE

A governadora Raquel Lyra anunciou a nomeação de 184 professores para a Universidade de Pernambuco (UPE), a fim de completar o quadro de servidores. O anúncio foi feito ao lado da reitora da UPE, Maria do Socorro Cavalcanti, do vice-reitor José Roberto de Souza e da secretária de Ciência, Tecnologia e Inovação, Mauricélia Vidal. O concurso para os professores ocorreu em setembro de 2022. Dos 184 convocados, 155 são professores adjuntos, 16 são assistentes e 13 são auxiliares. Esses docentes serão distribuídos por todas as 18 unidades da Universidade. Do total, 45% dos professores irão atender às demandas da Região Metropolitana do Recife, enquanto os outros 55% serão alocados nas unidades localizadas no interior do estado, onde irão ministrar diversos componentes curriculares nos cursos de licenciatura e bacharelado da UPE. “Esta é uma excelente notícia, que há muito tempo é aguardada por todos da UPE. São professores concursados que passam a ocupar seus cargos de docência em licenciatura e bacharelado nos campi da Universidade. Agradeço o esforço de todos pelo trabalho e dou minhas boas vindas àqueles que estão chegando para transformar a educação de Pernambuco também no nível superior”, afirmou a governadora Raquel Lyra.

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“2013 fez surgir uma polarização até então adormecida desde o fim da ditadura”

As Jornadas de Junho de 2013 completaram uma década. Em apenas 10 anos o País assistiu duas eleições presidenciais vencidas por margens muito pequenas em 2014 e 2022, o impeachmente de Dilma Rousseff, o surgimento e a derrocada da Operação Lava Jato e a ascenção e queda do Bolsonarismo. Além desses episódios que costuraram a vida política do País, a sociedade ficou rachada no processo de polarização, que travou o debate público. Para analisar esse cenário e as relações entre as manifestações de 2013 e os acontecimentos posteriores no País, ouvimos Túlio Velho Barreto, que é cientista político e pesquisador da Fundaj, onde atualmente ocupa o cargo de diretor de Memória, Educação, Cultura e Arte. Dez anos após as Jornadas de Junho de 2013, que foram bem difíceis de entender na época, o que poderíamos apontar como as motivações daquele movimento tão diverso, que teve repercussões importantes na política do País? Não podemos esquecer que tudo começou, mais explicitamente, como protestos contra o aumento de passagens de ônibus urbanos, processo que desaguou na luta pela gratuidade desse serviço e pela melhoria na qualidade do atendimento de diversos serviços públicos. Isso às vésperas da Copa das Confederações, que se realizaria naquele ano, e mesmo da Copa do Mundo, que ocorreu no ano seguinte. Ou seja, um momento em que o governo canaliza muitos recursos públicos para eventos privados organizados por uma entidade estrangeira, a FIFA, que já enfrentava uma crise interna após inúmeras denúncias de corrupção. Como a pauta foi se ampliando e os protestos iniciais começaram a ganhar muito espaço nas mídias, no país e no exterior, as pautas passaram a ser bastante heterogêneas, por um lado, e os partidos políticos passaram a perder centralidade para novas organizações, muitas delas surgidas a partir das redes sociais. É importante ressaltar ainda que a esquerda e o centro-esquerda estavam no poder desde 2003 e tinham perdido muito de sua capacidade de mobilizar a militância social e política. De certa forma, as ruas, que desde as lutas contra a ditadura civil-militar que se estabeleceu a partir de abril de 1964, eram ocupadas por aqueles segmentos mais à esquerda, passaram a ser, então, espaços de disputa. As direitas perceberam isso e se organizaram para disputá-las e ocupá-las. Tal fato surpreendeu a muitos, sobretudo os militantes mais à esquerda acostumados a recorrer, praticamente sozinhos, às ruas em momentos de protestos e de lutas. Com isso, criou-se condições para que as direitas, incluindo a extrema-direita, ganhassem mais visibilidade e organicidade. E surgisse uma polarização até então “adormecida”, pelo menos desde o fim da ditadura em 1985.  Quais os legados e repercussões para o Brasil e para Pernambuco após as Jornadas de 2013? A eclosão daquele movimento contribuiu para a ascensão do Bolsonarismo e para a polarização política no País? Essas duas questões estão absolutamente relacionadas, senão mesmo imbricadas. Como considero que as direitas passaram a perceber que as ruas eram espaços de disputa, que não eram mais, vamos dizer, quase um monopólio das esquerdas, isso contribuiu decisivamente para que estas ganhassem, como disse, visibilidade e organicidade. O que ocorreu no momento mais crítico do ponto de vista econômico, o pior desde o início do ciclo de crescimento vivenciado nos governos Lula. O primeiro governo Dilma Rousseff já sofreu o impacto do fim desse ciclo, e as Jornadas de Junho ocorrem aí, o que facilitou a ação organizadas dos partidos de oposição, de perfil mais conservador e alguns mesmo reacionário, junto às organizações que haviam contribuído para mobilizar vastos segmentos por meio das redes sociais. O comportamento dos partidos derrotados em 2014, quando Dilma Rousseff foi reeleita, principalmente do PSDB e de seu candidato, que contestaram o resultado das urnas, foi um passo a mais no sentido do que já vinha se desenhando desde as Jornadas de 2013. Então, a polarização que ainda não tinha ganho tanto corpo naquele ano foi crescendo até desembocar no que viria ocorrer em 2016. De fato, não demorou e veio o golpe jurídico-parlamentar que afastou a presidenta do cargo, fato que criou, definitivamente, as condições para o crescimento da extrema-direita e ascensão de um representante seu ao poder, ainda que por meio de uma eleição. Mas, ressalte-se, eleição realizada sob suspeita de uso irregular das redes sociais e após o candidato favorito ser retirado da disputa em processos irregulares, como revelado nos últimos anos. Costumo afirmar que, em 2016, apenas se abriu a Caixa de Pandora liberando os monstros que levaram à situação terrível, que passamos a viver a partir de 2018 até há pouco, com uma política genocida em meio a maior pandemia que a humanidade já vivenciou. Mas, a verdade é que o “ovo da serpente” já havia sido parido e estava sendo chocado. Qual a relação que podemos traçar daquele momento com a disseminação das redes sociais e o atual debate da regulamentação das plataformas digitais no País? Sim, de certa forma os acontecimentos iniciados em 2013 serviram de laboratório para o que viria ocorrer em 2014, mas sobretudo em 2018, com o uso intensivo e irregular que se fez das redes sociais para eleger o candidato da extrema-direita. Sabe-se que houve transferência não apenas de tecnologias, mas igualmente de pessoal, usadas para eleger Donald Trump nos Estados Unidos, para o Brasil. E assim fomentar a campanha dos representantes locais da extrema-direita na eleição de 2018, no caso, os dois militares oriundos do Exército, Jair Bolsonaro e Hamilton Mourão. Desde então esse tema da regulamentação passou a integrar a agenda de discussões acerca do uso das novas tecnologias, em particular das redes sociais. A própria formação do que se convencionou chamar de Gabinete do Ódio, organização informal que atuou no interior do governo Bolsonaro-Mourão, com participação de, pelo menos, um de seus filhos, alertou, por exemplo, a Suprema Corte para a necessidade de investigar o seu modus operandi, bem como tem mobilizado os democratas e as pessoas republicanas para tal fato. Lembre-se que a investigação do uso intensivo de fakes news recai sobre essa organização por iniciativa do STF. Por

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Piscinas Naturais de Porto de Galinhas

Porto de Galinhas é um dos destinos mais procurados para julho

A Braztoa (Associação Brasileira das Operadoras de Turismo) revelou que Porto de Galinhas é mais uma vez destaque na preferência dos turistas para as férias de julho. Os dados são de um levantamento da empresa com as operadoras associadas para mapear quais os destinos mais procurados para o período. A pesquisa informa que os destinos apontados refletem o que já vinha se consolidando no Anuário da Braztoa 2023, que colocava o Nordeste na liderança, com 38,4% dos embarques. Os resorts figuraram entre os produtos nacionais mais vendidos. “Recebemos a notícia da Braztoa com muita felicidade. Muito importante para nós figurar a lista dos destinos nacionais mais procurados para as férias, isso reflete no trabalho que vem sendo feito em prol do Porto de Galinhas”, comemora o presidente do Porto de Galinhas CVB, Otaviano Maroja.

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