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Recife passa a ter contato com a população via WhatsApp

Da Prefeitura do Recife Recife é a primeira capital brasileira a firmar parceria com o aplicativo de troca de mensagens mais usado do país: o WhatsApp. Com uma conta oficial que pode ser acessada pelo número +55 81 9117-1407, ou pelo link https://wa.me/558191171407, a Prefeitura do Recife passa a oferecer atendimento on-line para a população com o objetivo de facilitar o acesso às informações oficiais sobre as vacinas, a campanha de vacinação no município e as orientações para exames de Covid-19. O canal ainda permitirá a realização de tele-orientações sobre dúvidas médicas relacionadas à pandemia. O prefeito do Recife João Campos anunciou a novidade na última segunda-feira (6). “A gente firma mais uma parceria importante e pioneira para o Recife, que se torna a primeira capital do Brasil a ter um número oficial de Whatsapp. Nós firmamos essa parceria com o Whatsapp para garantir que a comunicação da Prefeitura seja ainda mais ágil e eficiente com o cidadão. E de maneira imediata a gente vai abordar um tema que é urgente, o tema da vacinação”, disse o gestor municipal. “A gente vai entrar em contato com todas as pessoas que estão com a segunda dose atrasada através desse contato oficial para a gente poder garantir o agendamento. Nós também vamos garantir que a gente possa tirar dúvidas sobre a vacinação. E o passo seguinte vai ser a gente ampliar esse escopo e, além da vacinação, colocar os demais serviços da Prefeitura também na plataforma do Whattsapp. Então firmando parcerias, dialogando com a iniciativa privada e buscando sempre melhorar a vida do recifense, esse é o caminho que vai fazer o Recife estar sempre na frente”, detalhou ele ainda. Chamada de SUSI (SUS Inteligente), a assistente virtual da Prefeitura no aplicativo terá como primeiro foco o combate à pandemia e, no futuro, o objetivo é ampliar o número de serviços prestados dentro da plataforma. A conta certificada pelo WhatsApp garante ao usuário a certeza de que ele está interagindo com o interlocutor certo e que as informações ali repassadas são seguras e confiáveis. A parceria ratifica o processo de transformação digital que está acontecendo dentro do Executivo Municipal. A articulação junto ao WhatsApp foi coordenada pela equipe da Secretaria de Planejamento, Gestão e Transformação Digital e conta com o apoio da empresa Infobip, provedora oficial de soluções para o WhatsApp Business, utilizando a Interface de Programação de Aplicativo (API) do App. “Estabelecer parcerias como a que estamos celebrando hoje com o WhatsApp é fundamental para a modernização da máquina pública, tornando ela mais ágil dentro de um ambiente seguro e confiável para a população. É na união de forças, competências e saberes que damos mais um passo importante na direção da cidadania digital. E não poderia ser diferente: vamos iniciar esse trabalho usando essa ferramenta digital no combate e controle da covid-19”, pontua o prefeito João Campos. “É um grande prazer para o WhatsApp trabalhar junto com o Prefeito João Campos e sua equipe para levar aos cidadãos serviços fundamentais para combater a pandemia, tudo com muita simplicidade e ampla facilidade de acesso. A satisfação é redobrada, pois o WhatsApp reconhece a força e a importância de Recife como um dos principais polos de inovação e tecnologia do país. Além disso, o canal oficial de WhatsApp da Prefeitura de Recife reforça o compromisso da empresa em conectar os seus usuários a fontes de informação confiáveis dentro do aplicativo”, afirma Dario Durigan, Head de Políticas Públicas do WhatsApp no Brasil. O objetivo da parceria é estreitar a relação com o cidadão fortalecendo os conceitos de confiabilidade, segurança, rapidez e transparência na oferta de serviços de maneira autônoma. O uso da tecnologia, que vem modificando a maneira como as pessoas consomem serviços e informações também vem transformando o relacionamento das instituições públicas com a população e impulsionando a cidadania digital. Nesse sentido, algumas experiências já vinham sendo realizadas, como o sistema Atende em Casa, criado pela Prefeitura do Recife e que foi adotado pelo Governo do Estado, dando suporte às equipes de saúde envolvidas no combate e tratamento da covid-19. Com o uso da plataforma de troca de mensagens, a gestão dá mais um importante passo na prestação de serviços e na promoção da cidadania digital. Recife segue avançando na vacinação contra a covid-19 e na testagem em massa da população, e nesse momento, a informação continua sendo uma importante aliada no combate e na prevenção. Iniciado no plano global a partir da parceria com a Organização Mundial da Saúde, o WhatsApp vem ampliando seu programa de resposta à covid-19. Para isso, tem estabelecido parcerias estratégicas de interesse público com autoridades de saúde e entidades governamentais para levar com agilidade e simplicidade informação e serviço de qualidade às pessoas.

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“O mercado de energia solar sairá fortalecido com o marco regulatório”

Conta de luz cada vez mais salgada, crise hídrica esvaziando os reservatórios das hidrelétricas e o impacto das termelétricas no meio ambiente. Eis o cenário que tem levado muitos conumidores a gerar a sua própria eletricidade a partir da energia do sol, que é abundante no Brasil e em especial no Nordeste. Segundo dados da Absolar (Associação Brasileira de Energia Solar Fotovoltaica), a chamada energia distribuída solar fotovoltaica atingiu 4 GW de capacidade instalada em 2020 e este ano tende a duplicar o potencial. Os consumidores, porém, ficaram apreensivos com a notícia da promulgação de um marco regulatório do setor. Afinal, hoje eles contam com um subsídio, principalmente em razão de que precisam arcar com os custos de implantação das placas fotovoltaicas para gerar a energia. A preocupação desses usuários estaria na suspensão desse subsídio. Assim eles passariam a pagar as tarifas pelo uso da rede de distribuição de energia. Acontece que apesar de gerar a sua própria energia, esses consumidores consomem uma parte dela e jogam o excedente na rede de distribuição. Além disso, a fonte solar é intermitente, isto é, nem sempre ela é produzida de forma contínua, como à noite por exemplo. Por isso, no fim do mês há uma compensação na qual o usuário paga ou recebe (por meio de créditos) da concessionária a diferença entre o que ele colocou de energia na rede e o que ele usou. Mas, até então, ele não pagava a tarifa pelo uso desse sistema de distribuição como os demais usuários. Para saber as consequências desse marco regulatório, que foi aprovado pela Câmara Federal e está em tramitação no Senado, Cláudia Santos conversou com Luis Arturo Gómez Malagón, cientista-chefe do Instituto de Inovação Tecnológica da UPE (Universidade de Pernambuco). Ele também analisou as perspectivas de expansão da energia solar no País. Caso o projeto de lei PL 5829/19, que institui o marco regulatório da geração própria de energia solar, seja aprovado no Senado, o que muda no País nesta área da energia solar distribuída? A geração distribuída no Brasil está regulamentada pela resolução ANEEL (Agência Nacional de Energia Elétrica) 482 de 2012 que forneceu a estrutura para seu funcionamento no sistema elétrico nacional. Tal resolução foi revisada pela resolução ANEEL 687 de 2015, em que foram modificados os limites de geração para microgeração e minigeração, assim como o prazo de compensação de créditos. Desde então o crescimento na geração distribuída tem aumentado vertiginosamente, chegando a passar os 4 GW instalados em 2020 e com expectativas de dobrar esse valor em 2021. Neste cenário, a indústria fotovoltaica foi consolidando sua cadeia de valor desde 2012 fazendo com que a energia solar apareça no mercado não somente como uma fonte de energia renovável e confiável mas, também, como um investimento atrativo para alguns setores. O PL 5829/19 é uma inciativa que visa, entre outros aspectos, mudar o sistema de compensação de energia elétrica para o sistema de tarifação estabelecido pela ANEEL. Essa mudança é proposta para aprimorar a regulamentação existente de tal forma que seja dada maior segurança jurídica e regulatória para os investimentos em energia renovável. O PL estabelece que, para os consumidores que façam uso da geração distribuída até a publicação da lei, ou para quem solicitar acesso até 12 meses após a divulgação da lei, os direitos de compensar a energia elétrica da forma atual serão mantidos até 2045. Para estes usuários a lei vai dar segurança e estabilidade jurídica sobre o investimento realizado. Após 2045, esses consumidores passarão a pagar uma tarifa dada pelas diretrizes para valoração dos custos e benefícios da microgeração e minigeração distribuída. Para os consumidores que solicitarem acesso após o primeiro ano de divulgação da lei, será estabelecida uma regra de transição que vai demorar seis anos. Durante este período, o consumidor terá cobrança gradual de uma taxa proporcional à energia injetada na rede. Após a finalização desse período, o consumidor ficará sujeito às regras tarifárias estabelecidas pela ANEEL. O PL também abordou diferentes aspectos sociais e ambientais, dentre os quais cabe destacar a criação do PERS (Programa de Energia Renovável Social) voltado ao investimento em energias renováveis para consumidores de baixa renda, assim como a diminuição de 50% no valor mínimo faturável para microgeradores que compensem no mesmo local da geração com potência do gerador de até 1,2 kW. Esta medida abre um novo mercado com foco em pequenos consumidores. O senhor acredita que o pagamento pelo uso das redes de distribuição de energia elétrica, como prevê o projeto de lei, poderá desestimular novos consumidores a adquirirem placas fotovoltaicas ou adotar a energia solar distribuída continuará sendo economicamente viável para os consumidores? O investimento em energia solar ou em qualquer outro empreendimento requer análise do valor do dinheiro no tempo. Desta forma, a análise da TIR (taxa interna de retorno), o payback (tempo de retorno de um investimento inicial) ou o VPL (métrica que tem como objetivo calcular o valor presente de uma sucessão de pagamentos futuros) deve ser realizada para tomar a decisão mais lucrativa. Para novos consumidores que vão realizar a conexão até um ano após a divulgação da lei, a regra de compensação é a regra atual. Para consumidores novos, a cobrança será proporcional à energia injetada na rede. Tipicamente para consumidores comerciais e industriais a quantidade de energia injetada na rede é aproximadamente de 20% enquanto que para consumidores residenciais a energia injetada é de aproximadamente 50%. Isto mostra que a geração distribuída terá mais vantagens para o setor comercial e industrial em comparação com o setor residencial. De qualquer forma, independentemente do consumo de energia, o micro e mini gerador ainda terá uma tarifa mínima na conta. Cabe destacar que o PL estabelece uma cobrança gradual até 2028 de um percentual sobre os custos dos ativos de distribuição, e os custos de operação e manutenção do serviço de distribuição, sendo o percentual cobrado no final do período de aproximadamente 27%. Após esse período, entra o sistema de tarifação estabelecido pela ANEEL. Perante esse cenário, acredito que o mercado de energia

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Pesquisa aponta falta de equipamento como dificuldade no ensino remoto

Da Agência Brasil A falta de equipamentos como computadores smartphones e tablets foi uma das maiores dificuldade enfrentada para garantir atividades escolares remotas durante a pandemia. Cerca de 83% das escolas enfrentaram esse obstáculo. É o que mostra a pesquisa TIC Educação 2020, realizada pelo Centro Regional de Estudos para o Desenvolvimento da Sociedade da Informação (cetic.br), ligado ao Comitê Gestor da Internet no Brasil. O estudo analisou a situação e realizou entrevistas com pessoas de 3.678 escolas. O problema da falta de aparelhos para acompanhar as aulas foi maior em escolas públicas estaduais e municipais (95% e 93%, respectivamente) do que nas particulares (58%), mas frequente nas áreas rurais (92%) do que nas urbanas (83%) e mais reportado no Norte (90%) do que no Sudeste (80%). Também foram listados como problemas enfrentados o apoio aos alunos em casa por pais e responsáveis (93%), o aumento da carga de trabalho dos professores (73%), o atendimento a alunos que vivem em áreas isoladas (70%) e a dificuldade de atividades para alunos em alfabetização e nos primeiros anos do ensino fundamental (69%). Os participantes da pesquisa também apontaram como desafios o atendimento de alunos com vulnerabilidade social, sem acesso à alimentação em casa (65%), a falta de conhecimentos dos professores para usar as tecnologias digitais (61%) e problemas para ofertar as aulas a alunos com deficiência (59%). Entre as escolas ouvidas, 87% relataram utilizar alguma forma de tecnologia para a realização de atividades na pandemia. Esse recurso foi utilizado por todas as unidades particulares, por 94% das unidades na rede estadual e por 69% na rede municipal. Entre as medidas adotadas pelas escolas para tentar viabilizar a continuidade dos estudos em formato remoto durante a pandemia estiveram a distribuição de materiais pedagógicos a pais (93%), a criação de grupos em redes sociais (91%) e a gravação e disponibilização de aulas em vídeo (79%). Também foram empregados métodos como realização de aulas por videoconferência (65%), parcerias com líderes comunitários para envio de materiais e famílias (62%), envio de atividades e materiais por e-mail (60%) e uso de plataformas virtuais de educação (58%). As diferenças transpareceram também no uso de redes sociais. O uso de grupos para comunicação entre alunos, professores e escolas foi relatado por 91% escolas, em 98% na área urbana e 79% na rural, em 97% nas capitais e em 88% no interior, e em 96% na rede particular e em 88% na municipal. A criação e manutenção de perfis foi informada em 64% das escolas, sendo em 82% na área urbana e em 29% na rural, em 87% na capital e em 60% no interior, em 93% na rede particular e em 47% na municipal e em 89% nas unidades de grande porte (mais de mil alunos) e em 36% daquelas com até 50 alunos. A adoção de plataformas virtuais de aprendizagem disparou em 2020, com a pandemia. Enquanto em 2019 eram 28% das escolas ouvidas que faziam uso deste recurso, no ano passado o índice subiu para 66%. Contudo, como nos demais recursos, as disparidades também ocorreram com essas plataformas, utilizadas por 67% das escolas do Sul e em 31% das do Norte, em 70% nas áreas urbanas e em 34% nas rurais, em 70% no ensino médio e em 45% no fundamental. O emprego de plataformas de videoconferência para veiculação e aulas foi relatado em 65% das escolas, mas também com diferença. A prática foi reportada por 79% no Centro-Oeste e por 30% no Norte, por 78% nas áreas urbanas e por 39% nas rurais, e em 88% das unidades de grande porte (mais de mil alunos) e 43% nas de pequeno porte (até 50 alunos). Neste caso, houve desempenho semelhante entre as redes particular (88%) e estadual (86%). Segundo Daniela Costa, coordenadora da pesquisa, o estudo apontou como as vulnerabilidades e desigualdades se cruzam, tanto aquelas de caráter social e de renda quanto as de acesso às tecnologias digitais. “A gente tem as desigualdades sociais e a elas se somam as digitais, e são basicamente os mesmos grupos que vivenciam essas desigualdades, o que agrava o hiato entre aqueles que têm mais oportunidades de enfrentar uma situação como a pandemia e a aqueles que vão ficando cada vez mais para trás”, analisa. A pandemia, acrescenta a pesquisadora, evidenciou essas disparidades. Ela defende que se olhe com mais atenção e sejam pensadas medidas para os segmentos e localidades com mais dificuldade de acesso, como as áreas rurais, as pequenas escolas e a rede municipal. “São os pequenos municípios que demandam maior atenção”, comenta.

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“Há empresas interessadas no trajeto Custódia-Suape da Transnordestina.”

A novela da construção da Transnordestina – que já dura inacreditáveis 16 anos – apresentou semanas atrás um capítulo que provocou indignação em Pernambuco: foi quando o ministro da Infraestrutura, Tarcísio Freitas, anunciou que a TLSA, concessionária da ferrovia, desistira de construir o trajeto até Suape. A saída de criar uma nova concessão para concluir a obra é encarada pelo secretário de Desenvolvimento Econômico, Geraldo Julio, como uma maneira de viabilizar o trajeto, sem ter que envolver o Estado no enredo da concessão da TLSA. Uma concessão que, entre outros imbróglios, enfrenta a recomendação da caducidade do seu contrato pelo Tribunal de Contas da União e pela ANTT (Agência Nacional de TransportesTerrestres). Nesta entrevista a Cláudia Santos, o secretário aborda detalhes dessa nova concessão e fala também sobre como está sendo executado o Plano de Retomada para que a economia pernambucana volte a crescer. Após a reunião do governador Paulo Câmara com o ministro Tarcísio Freitas, como ficou o destravamento para a conclusão das obras da Transnordestina? A Transnordestina, como a concessão, tem três desafios grandes para o Governo Federal. Primeiro, é uma obra que tem um contrato assinado há muitos anos – a autorização para essa obra ser realizada foi feita em 2005, portanto há um contrato de 16 anos com a obra autorizada para acontecer e não aconteceu. Segundo, há uma série de apontamentos do TCU (Tribunal de Contas da União) e uma decisão colegiada da ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres) pela caducidade do contrato atual. Terceiro, o empreendedor pede R$ 11,9 bilhões de orçamento geral da obra e a ANTT só aprova R$ 8,9 bilhões, são R$ 3 bilhões de diferença. São três problemas principais de execução. O ministro apresentou a possibilidade de tentar superar essas questões para fazer o ramal que liga a ferrovia ao outro porto e viabilizar o ramal que liga Suape por meio de uma nova concessão. O que me parece vantajoso para Pernambuco porque o contrato atual tem desafios que podem não ser vencidos durante o tempo. Em Pernambuco só precisamos dos 300 km de Custódia até Suape. Espero que os próximos passos para essa nova concessão aconteçam o mais cedo possível para que possamos ver a Transnordestina chegando logo no Porto de Suape. Acho que isso tem uma chance muito grande de ser viabilizado, antes mesmo de resolver os problemas tão graves que o contrato atual tem. O trajeto de Eliseu Martins, no Piauí, até Custódia ficaria com a concessionária atual. O fato do novo concessionário da Transnordestina (do trecho Custódia a Suape) ter que pagar uma taxa para trafegar de Eliseu Martins até Custódia, não aumenta os custos do transporte até Suape? O trajeto até Custódia já está pronto. Ferrovia é uma atividade concessionada e, portanto, regulada. Se alguém tem uma carga que tem a necessidade de usar aquela ferrovia, a tarifa é definida por meio do contrato de concessão e da regulação da ANTT. O proprietário da ferrovia, na realidade é um concessionário e, portanto, submetido a regras que são do marco regulatório nacional sobre a questão das ferrovias. É uma infraestrutura pública concedida a um privado. O senhor acredita que esta solução seja favorável a Suape? Veja, a situação atual da Transnordestina é de muito desconforto para todos: para os estados envolvidos, para os empreendedores que pretendem usá-la para transportar suas cargas, além de ser uma situação complexa para o Governo Federal, como concedente, e para a empresa concessionária porque são 16 anos de obra autorizada, contratada. Existem projetos que duram até mais do que 16 anos, mas esses não são 16 anos de projeto, de ideia, esses são 16 anos de contrato assinado para a obra acontecer, com a diferença de R$ 3 bilhões sendo discutida entre o concessionário e o Governo Federal e uma série de questionamentos do TCU que recomendou a caducidade e a ANTT, numa decisão colegiada, também recomendou a caducidade. Em vez de ficarmos numa confusão dessa, é muito melhor partirmos para uma concessão nova que não tenha nenhum obstáculo e que se consegue até fazer a obra mais rapidamente. Essa é a expectativa que temos. Porque, se fizermos essa concessão curta, não precisamos que o contrato anterior seja resolvido porque a ferrovia está pronta. Existem empresas interessadas nesse trajeto Custódia/Suape? Certamente, há mais de uma interessada, porque é um empreendimento que abrange um trecho muito importante de integração do Nordeste, que já está pronto, faltando apenas a concessão menor para fazer a ligação com um porto importante, como Suape. Vários investidores, seja de operação logística, de ferrovia ou mesmo de quem tem carga, terão interesse em fazer esse empreendimento. Não tenho dúvida nenhuma, ainda mais sendo uma construção nova que inicia sem nenhum obstáculo. Como está a implantação do Plano de Retomada? O que tem nos animado é a projeção de que este é um momento de retomada: os números na pandemia continuam controlados, a vacina avança cada vez mais, criamos o anúncio da terceira dose, feita pelo Ministério da Saúde, para pessoas acima de 70 anos e imunodeprimidos. Isso mostra que a pandemia está com os números controlados e a vacina tem um papel importante nisso e que realmente este é o momento da retomada. Outros estados lançaram, em março e abril, seus planos de retomada que foram totalmente “engolidos”. Estamos acompanhando o desempenho da economia nacional. O consumo em junho não foi tão bom quanto era esperado. Agora, vamos esperar os números de julho, quando forem divulgados. Mas estamos muito confiantes de que vai ter, sim, essa retomada, que que os empregos vão acontecer. O Governo do Estado tem um conjunto de obras importantes que, inclusive, estão sendo lançadas em agendas do governador pelo interior. Ocorreram anúncios de empreendimentos privados e há fábricas com obras sendo concluídas. Estamos com a expectativa de que realmente o Plano de Retomada tenha sido uma conjunção de esforços da sociedade como um todo para que Pernambuco aproveite melhor essa oportunidade do crescimento do consumo que está ocorrendo e que deve permanecer pelo

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Democracia: sonho, sintonia e realidade (por Luiz José de França)

*Luiz José de França O Brasil é um Estado Democrático de Direito, vedando de forma absoluta qualquer emenda à Constituição que verse sobre a forma federativa de Estado; o voto direto, secreto, universal e periódico; a separação dos Poderes e os direitos e garantias individuais. Por conta disso, e é aqui que se situa toda uma polêmica, é dito que “é livre a manifestação do pensamento, sendo vedado o anonimato”, sendo este o princípio basilar da chamada “liberdade de expressão”. Mas e se este pensamento corrompe a Base do Estado Democrático? Seria possível assegurar uma liberdade de expressão que parte para a ameaça e a dispor contra a própria Democracia? Ao Supremo Tribunal Federal (STF) cabe a defesa da interpretação do que seria ordem democrática e, portanto, não há “crime de hermenêutica”, pegando carona no jurista e professor Lênio Luiz Streck, em coluna recente. O STF há tempos que atravessou o rubicão, no sentido de intervir para preservar os valores existentes na Constituição. A prisão do Presidente Nacional de um Partido Político, por exemplo, longe de ferir o Direito como querem alguns, reforça a defesa da própria Democracia. Apesar disso, existe o pressuposto de que as decisões recentes, que se fundamentaram em inquéritos originados pelo próprio STF, na defesa da Constituição Federal, sob os quais o Supremo tem a missão de preservar, seriam teratológicos, na medida em que o STF somente age por “provocação”, nos limites de sua competência. Nesse contexto, algumas perguntas precisam ser respondidas… Há Constituição sem Democracia? Não. Há Democracia sem regras? Não. As regras podem permitir “o vale tudo” de opiniões que se “armam” no tripé mídias sociais, estagnação de modelos econômicos e identidade de pautas que subjetivam e subvertem as instituições para servir a modelos de afronta aos valores acima apontados? Não. A defesa do regime democrático só é possível dentro de um ambiente de discussão e não de linchamento ou de apologia à violência, tendo como mote a destruição ou destituição de quem pensa diferente. Também não é razoável que o STF, por conta de ameaças ao sistema, torne-se um Poder Moderador, o que não existe na Constituição. Eis, portanto, a necessidade de uma ampla discussão na qual se domestique o nacionalismo xenófobo (crença num egocentrismo e teocentrismo cívico que elimina quem pensa diferente, lastreado em falsas premissas de uma leitura desfocada da análise da História) e se ajuste a economia, para que os setores marginalizados historicamente possam usufruir da riqueza produzida no país. Além disso, é necessário que se renove a Fé Cívica, que nada mais é do que a sintonia com o caminho democrático. A Palavra Fé vem do grego “FIDES”, que significa sintonia. A discussão entre “garantismo” e “ativismo”, na esfera do Judiciário, não pode se ater a um formalismo que sufoque o sistema democrático. Esta discussão é válida dentro de liberdades de pensamento e de expressão que tenham como premissas a própria convivência democrática e seus valores, nos limites da nossa Constituição. Ou há sintonia e crença na Democracia e se faz a sua defesa ou as palavras que incitam a apologia ao crime e a supressão da ordem constitucional serão o germe da destruição dos valores democráticos e da própria Constituição, sobrepondo-se à discussão essencial que é refundar a prática democrática e fazer com que o povo, ao invés de ser agente da própria morte do sistema, passe a ser – parafraseando o cientista político alemão Yascha Mounk – sujeito de sua própria transformação. Este é um caminho urgente. E o Judiciário vem cumprindo o seu papel. Com o apoio da sociedade brasileira, devemos buscar o fortalecimento do regime democrático, sob pena de cairmos no populismo e no autoritarismo. Venha de onde vier. ______________________________________________________________ *Luiz José de França é advogado e consultor tributário

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UPE Caruaru promove Jornada Científica e de Extensão (JCE 2021)

A Jornada Científica e de Extensão da UPE Caruaru (JCE) visa divulgar e discutir os trabalhos de pesquisa, ensino e extensão, desenvolvidos pelos alunos e professores universitários. A JCE 2021 ocorrerá juntamente com a SUPER 2021 (Semana Universitária da UPE Caruaru), nos dias 14 e 15 de outubro de 2021 durante todo o dia com apresentações através da plataforma Spatial chat. Este ano a JCE abrirá as portas para a participação de trabalhos externos à UPE, consolidando-se como um dos principais eventos com esta característica do interior pernambucano. Poderão ser submetidos trabalhos de pesquisa, ensino e extensão, bem como trabalhos que estabeleçam compromissos, parcerias e ações múltiplas na transferência de conhecimentos, tecnologias e competências aos diversos segmentos sociais e culturais, nas áreas de Sistemas de Informação e Administração. A publicação do artigo nos anais está condicionada a aprovação do trabalho pelos revisores, a inscrição de pelo menos um dos autores no evento e a apresentação no dia estipulado pela organização da JCE 2021. Os artigos podem ser: Artigos completos (trabalhos com resultados consolidados): Artigo com no mínimo 8 e no máximo de 12 páginas. Formato de apresentação: exposição oral em slides em 15 min. Relatos de experiência (trabalhos com resultados consolidados): Artigo com no mínimo 8 e no máximo de 12 páginas. Formato de apresentação: exposição oral em slides em 15 min. Resumos estendidos (trabalhos em andamento). Artigo com no mínimo 4 e no máximo 6 páginas. Formato de apresentação: exposição oral em slides em 5 min. Datas importantes: 13/09/2021 – Prazo para a submissão dos trabalhos 01/10/2021 – Notificação de trabalhos aceitos 08/10/2021 – Entrega da versão final dos trabalhos aceitos Submissão e aprovação dos trabalhos: Para mais informações sobre o formato do trabalho, aprovação e regras de submissão vide o site: https://caruaru.upe.br/super/jce/

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Cooperativismo de Pernambuco lança Concurso de Stories na próxima terça-feira (31/08)

Na próxima terça-feira (31/08), às 19 horas, acontecerá a live de lançamento da segunda edição do Concurso Coop Story. A iniciativa busca valorizar e premiar os melhores stories sobre cooperativismo, contemplando os mais diversos Ramos. No lançamento, serão apresentadas informações sobre o regulamento, período de inscrições e premiação. Este ano, o concurso conta com três categorias: infantil, juvenil e adulto, além de prêmios em dinheiro. O Coop Story é uma realização do Sistema OCB/PE e conta com o apoio das cooperativas Coana, Coomeb, Sicredi Recife, Sicredi Pernambucred, Terceiro Milênio e Unimed Recife, Assim como no ano passado, os stories serão analisados de acordo com o conteúdo e a criatividade. A novidade da segunda edição é que todos os materiais produzidos deverão usar como base o conteúdo de, pelo menos, um podcast do programa de rádio Minuto Cooperativo. O formato é livre; vale poesia, música, narração, dança etc. Na live de lançamento, o público também poderá conferir alguns stories que foram classificados no ano passado. Participarão do evento, a gerente de Comunicação do Sistema OCB nacional, Daniela Lemke, além do vencedor do concurso de 2020, Danilo Meireles. Para o presidente do Sistema OCB/PE, Malaquias Ancelmo de Oliveira, o concurso busca ampliar o universo de interesse da sociedade pelo cooperativismo. “O Coop Story é uma oportunidade para disseminar o conhecimento sobre cooperativismo. É resultado dos processos de inovação voltados a motivar e incluir o público nas ações cooperativistas”, frisou. Para participar da live de lançamento, é preciso realizar inscrição pelo aplicativo Sescoop/PE (disponível para Android) ou pelo link: https://forms.gle/k8EaNusQ53TXwPS97

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Recife ganhará primeiro Centro de Referência da Primeira Infância

Da Prefeitura do Recife Período da vida que vai do nascimento aos seis anos de idade, a Primeira Infância é uma das prioridades da gestão municipal da capital pernambucana. O atendimento aos bebês e crianças tem se tornado uma das principais pautas para traçar políticas públicas, numa perspectiva intersetorial, qualitativa e que promova o desenvolvimento e a aprendizagem, envolvendo também profissionais e familiares. Pensando nisso, a Prefeitura do Recife, por meio da Secretaria de Educação, lançou o Centro de Referência da Primeira Infância do Recife (Criar). Com orçamento de R$ 1,5 milhão, o espaço será construído na área externa do Compaz Miguel Arraes, no bairro da Madalena. Na ocasião, o prefeito João Campos assinou a ordem de serviço para início das obras do centro. “Hoje a gente lança o Criar, que é o Centro de Referência da Primeira Infância. É o primeiro da nossa cidade e está sendo construído no Compaz Miguel Arraes. É um importante investimento, orçado em R$ 1,5 milhão, que vai possibilitar que a gente integre a nossa rede de educação, nossas creches, olhando para a Primeira Infância, que é do 0 aos 6 anos. Aqui será um grande espaço lúdico com atividades no contra-turno escolar, com profissionais especializados, metodologias de ensino sensorial, estimulando os sentidos da criança, para a gente garantir um horário integral para a Primeira Infância, explicou o prefeito João Campos. “É um novo espaço dentro do Compaz, com estrutura nova, moderna, feita e pensada 100% para a Primeira Infância. Toda inclusiva, com acessibilidade e que vai estar pronta já no próximo ano, para a gente garantir que as crianças do Recife terão espaço com grande dignidade”, complementou ele. A construção deste centro está sendo possível a partir de uma emenda da bancada pernambucana na Câmara Federal, coordenada pelo deputado Wolney Queiroz, que garantiu o investimento de R$ 1,5 milhão. O Centro de Referência da Primeira Infância do Recife será voltado para fortalecimento da Educação Infantil, atuando de forma integrada com creches e escolas da região. Também terá um trabalho de integração com a comunidade. O Criar é um espaço voltado para o desenvolvimento da criança, além de garantir a oferta de um ambiente rico em oportunidades lúdicas e interativas. O espaço será composto por biblioteca com espaços para leitura e contação de histórias infantis; área de estudos; espaços multimídia e para o desenvolvimento do lúdico e de atividades que estimulam os sistemas motor e cognitivo; salas de psicomotricidade relacional; espaços verdes ou molhados para a realização de brincadeiras ao ar livre; e uma área voltada para o atendimento dos beneficiados pelo Programa Mãe Coruja. “Estamos muito contentes por hoje estarmos participando aqui, junto ao prefeito João Campos, do lançamento do Criar, nosso Centro de Referência da Primeira Infância. É um projeto inovador. Um centro que vai integrar as atividades de todas as creches da região, criando um espaço novo de integração também com a comunidade. Além de uma área de lazer, biblioteca infantil, salas voltadas para formação dos profissionais que trabalham em creches e também integração com a comunidade, teremos outras atividades voltadas para a educação infantil e para o trabalho da Primeira Infância. Educação e Primeira Infância são prioridades da Prefeitura do Recife e estamos muito satisfeitos com o lançamento desse novo projeto ”, detalhou o secretário de Educação do Recife, Fred Amancio. O Criar também terá espaços destinados a formações de profissionais que atuam com a Primeira Infância no Recife, que contemplará temas importantes para os bebês e as crianças, como por exemplo, educação, assistência, direitos e saúde. “Essas formações levam em conta o olhar especial do prefeito João Campos com a temática da Primeira Infância, através do Marco Legal da Primeira Infância e do Plano Decenal para a Primeira Infância, com o processo de aperfeiçoamento e fortalecimento da rede de proteção de bebês e crianças dos 0 aos 6 anos, através da disseminação do conhecimento”, acrescentou o secretário. O Programa Infância na Creche, lançado pela Prefeitura do Recife na última terça-feira (24), é uma das ações estratégicas relacionadas ao Plano Decenal da Primeira Infância do Recife. A iniciativa é o maior investimento em expansão de vagas em creches da história da capital pernambucana e tem como foco principal, além da ampliação dessas vagas, o fortalecimento da Educação Infantil. “A gente anunciou nesta semana a duplicação das vagas em creches para os próximos quatro anos. Um plano para a oferta de sete mil novas vagas dentro da nossa rede e mostra nosso compromisso com a Primeira Infância. E aqui é um passo adicional. Além das sete mil vagas, a gente lança os Centros de Referência para a Primeira Infância, sendo o primeiro aqui no Compaz Miguel Arraes”, lembrou o prefeito do Recife.

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População brasileira chega a 213,3 milhões de pessoas em 2021

Com informações na Agência Brasil A população brasileira chegou a 213,3 milhões de pessoas em 1º de julho de 2021, segundo estimativa do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, o Brasil tinha 211,7 milhões de habitantes. Pernambuco passa a ter uma população estimada de 9.674.793 pessoas. A população estimada no Estado no ano passado era de 9.616.621 pessoas e no Censo 2020 era de 8.796.448 pessoas. O dado foi publicado na edição de hoje (27) do Diário Oficial da União. O crescimento estimado da população de 2020 para 2021 foi de 0,74%, de acordo com o IBGE. A estimativa mostra que os estados mais populosos são: São Paulo (46,65 milhões), Minas Gerais (21,41 milhões) e o Rio de Janeiro (17,46 milhões). O país tem três estados com menos de 1 milhão de habitantes: Roraima (652,7 mil), Amapá (877,6 mil) e Acre (906,9 mil).

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Pernambuco libera solicitação para eventos-teste

Do Governo de Pernambuco O Governo de Pernambuco anunciou por meio de coletiva de imprensa novas flexibilizações no Plano de Convivência com a Covid-19. A partir da próxima segunda-feira (30.08), eventos-teste de até 1,2 mil pessoas ou 50% da capacidade do local, o que for menor, poderão ser solicitados à Secretaria Estadual de Desenvolvimento Econômico. O anúncio foi feito pela secretária executiva da pasta, Ana Paula Vilaça, que explicou os detalhes da nova medida. Segundo ela, esses eventos-teste poderão ter duração de, no máximo sete horas e com horário limite de até meia-noite e será necessário controle seguro de esquema vacinal. “Oitenta por cento da venda dos ingressos será para pessoas com 2ª dose da vacina, com acesso permitido a partir do 15° dia após a aplicação ou 1ª dose, no caso de vacina de dose única, e 20% para pessoas com 1ª dose e teste de antígeno realizado no mínimo 24h antes do evento ou teste RT-PCR negativo realizado 48h antes do evento”, pontuou Ana Paula. A secretária executiva explicou ainda que o público deve realizar o teste RT-PCR, entre 48 horas e 72 horas após o evento, por amostragem, sendo esse passo de responsabilidade da produção/organização do evento. “Todos devem permanecer sentados e é obrigatório o uso da máscara, quando não estiver consumindo comida ou bebida”, detalhou. Na semana passada, foi lançado o Passe Seguro PE, selo que certificará os aplicativos que garantirão o acesso, com agilidade e segurança, a esses eventos e shows e que já está disponível no site pecontracoronavirus.pe.gov.br. Além disso, foi anunciado que os eventos corporativos, colações de grau, aulas da saudade e cultos ecumênicos poderão ser realizados com 500 pessoas ou 80% do local, o que for menor. Será permitida a música ao vivo, mas sem espaço para dança. A secretária executiva detalhou que, a partir de 300 pessoas, será necessário o controle seguro de esquema vacinal. Já os eventos sociais/buffet vão poder funcionar em todo o Estado, das 8h até meia-noite, durante todos os dias da semana. A partir de 100 pessoas, será necessário o mesmo controle seguro de esquema vacinal. “A capacidade aumenta para 300 pessoas ou 80% do local, o que for menor. E deve haver também o monitoramento dos convidados após o evento”, destacou Ana Paula, que esclareceu ainda que segue proibida a presença de público nos estádios de futebol, inclusive no jogo da Seleção Brasileira contra o Peru, no dia 9 de setembro, que ocorrerá com portões fechados. DADOS EPIDEMIOLÓGICOS – Durante a coletiva de hoje, o secretário estadual de Saúde, André Longo, informou que o cenário epidemiológico se mantém nos menores patamares registrados desde o início da pandemia. Nas solicitações de unidades de terapia intensiva, a Central de Regulação registrou 298 pedidos na Semana Epidemiológica (SE) 33 – o menor quantitativo registrado desde abril do ano passado e que representa redução de 10% em relação à SE 32 e uma queda de 15% na comparação com a SE 31. Com isso, a ocupação dos leitos de terapia intensiva continua com tendência de redução. Atualmente, a rede pública contabiliza pouco mais de 450 pacientes internados nas vagas de UTI. Além disso, André Longo destacou um levantamento feito pela Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) que apontou que, no mês de julho, 58% dos registros de casos graves da Covid-19 em Pernambuco foram em pessoas não vacinadas e 31,6% eram pacientes que só tomaram uma dose do imunizante, sem completar o esquema vacinal. O levantamento da Secretaria Estadual de Saúde (SES-PE) foi feito a partir do cruzamento de dois sistemas de informação. O Notifica PE, sistema próprio do Estado, que agrega as notificações dos casos graves e de óbitos pela Covid-19 e o Sistema de Informações do Programa Nacional de Imunizações (SIPNI), que é um ambiente on-line do Governo Federal, onde estão os registros de vacinados. “Estes dados dão a real dimensão da importância de se vacinar contra a Covid-19. A vacinação, com o ciclo completo, é a melhor estratégia para evitarmos casos graves e mortes pelo coronavírus. E, como a vacinação é uma ação de saúde coletiva e nenhum imunizante tem 100% de eficácia, precisamos do maior número de pessoas vacinadas, bem como a manutenção do cuidado, para diminuir a circulação do vírus e garantir proteção a todos”, destacou Longo, que reforçou ainda a importância da imunização para conter a proliferação da variante Delta.

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