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Futebol americano de volta à Caruaru no segundo semestre

Há alguns anos o futebol americano deu os primeiros passos na Capital do Agreste com o projetos da 4way mentoring e depois com a Life League. Com a pandemia, o isolamento social suspendeu todas as atividades em 2020, mas Iris Amorim, diretora da Life League no Brasil, afirma que as escolinhas devem retomar suas atividades em setembro e as competições assim que a segurança sanitária permitir. Conversamos com ela sobre a experiência da modalidade na cidade e as perspectivas desse esporte em Pernambuco. Quais os objetivos do projeto de futebol americano em Caruaru da ONG Life League e por que a escolha da cidade de Caruaru? A LIFE League é uma organização americana que usa o esporte para fomentar o desenvolvimento pessoal das crianças e adolescentes. Nos EUA a organização trabalha com vários esportes, aqui no Brasil decidimos iniciar com o Flag Football que é uma modalidade variante do tradicional futebol americano (Full pad). Na cidade de Caruaru eu já trabalhava como voluntária de outro projeto social americano, a 4way mentoring. Por meio desse projeto foi que o fundador da Life League, no ano de 2018, entrou em contato comigo e apresentou o projeto deles e o desejo de expandir as atividades para o Brasil. Aqui em Caruaru já estava em andamento alguns treinos da modalidade de flag football com crianças do bairro Rendeiras, os treinos estavam sendo realizados pelo jogador de football americano Washington Novic (atualmente diretor esportivo da life league Brasil) e outros atletas de football americano voluntariamente. Os treinos na praça pública estavam chamando cada vez mais a atenção das crianças da comunidade. Então pensando em ajudar ambos os projetos, aproveitei o contato do Jeff Tarver (Fundador da LL) comentei sobre esse grupo de crianças que estavam se encantando pelo flag e propus uma parceria entre os projetos que no mesmo ano culminou em um evento com a presença dos fundadores da Life League e alguns parceiros internacionais. A life league abraçou o projeto de flag e assim iniciamos as atividades da Life League no Brasil. A Life League nos ajuda com suprimentos para eventos e para treinos, além de ajudar com a parte de organização do recurso humano (definir departamentos, esclarecer os deveres de cada pessoa na equipe, recrutamento de voluntários etc). No cotidiano também contamos com a doação dos próprios voluntários para ajudar no custeio de algumas atividades, além de contar com o apoio e doação de pequenas empresas da cidade para a realização dos nossos eventos anualmente. Para 2021, nosso objetivo é poder espalhar cada vez mais os valores da LL para a juventude, contribuir para que se tornem excelentes cidadãos, indivíduos saudáveis e confiantes. Referente as atividades esportivas queremos apresentar o flag football para mais jovens da cidade de Caruaru, incrementar novas modalidades esportivas como o futebol americano full pad (que é o futebol americano tradicional) para os adolescentes maiores, iniciar os treinos regulares de basquetebol, futsal e posteriormente alguma esporte de artes marciais. Também estamos ansiosos para assim que possível, após esse cenário de pandemia, possamos retomar os nossos eventos esportivos anuais que promove um intercâmbio cultural entre os atletas do projeto no Brasil e EUA. Antes da pandemia o projeto chegou a incluir quantas pessoas na cidade?  Antes da pandemia estávamos trabalhando com as crianças e adolescentes (8 a 17 anos) da comunidade civil e das casas de acolhimento da prefeitura de Caruaru. Participando regularmente dos treinos semanais na modalidade flag football haviam aproximadamente 40 jovens. Nos eventos da Life League conseguimos atingir um número maior de jovens, por exemplo, nos camps de basquetebol, de flag football e palestras realizados entre 2018 e 2019 conseguimos alcançar aproximadamente 200 jovens. Como funciona o projeto? Para participar do projeto como atleta, os responsáveis pelo menor deve entrar em contato com algum membro da diretoria da life league presencialmente no local do treino ou por meio do nosso instagram (@lifeleaguecaruaru), para esclarecer possíveis dúvidas e assinar um termo de consentimento sobre a participação da criança nos treinos e termo de autorização de uso de imagem do menor. Os treinos são gratuitos, o jovem deve estar matriculado e frequentar regularmente a escola, manter bom desempenho escolar, ter idade menor que 18 anos. Para participar como voluntário do projeto o indivíduo pode entrar em contato com nossa equipe pelo instagram que encaminharemos um formulário de inscrição e agendaremos uma entrevista para conhecer melhor a pessoa. Quais os planos de retomada do projeto? O que está previsto para os próximos meses? Estamos planejando retomar os treinos regulares de flag football no início de setembro, em um novo local de treino, respeitando todas as orientações das autoridades de saúde nacional e internacional. Após a retomada do flag football, vamos começar a introduzir novas modalidades ao longo dos próximos meses. Cada criança inscrita no projeto poderá participar de 2 modalidades esportivas, desde que não atrapalhe suas atividades escolares. Os camps ainda estarão suspensos esse ano, mas possivelmente em 2022 retomaremos os eventos anuais com participação internacional. Qual a importância social do fomento ao esporte? O fomento ao esporte traz beneficios tanto para o atleta quanto para a sociedade. A prática esportiva, individual ou coletiva, desenvolve no jovem habilidades sociais e psicomotoras. Trabalhar as capacidades físicas, como força, agilidade, coordenação motora, entre outras, é importante para prevenir doenças e desenvolver adultos mais saudáveis. Na questão psicológica, o esporte ele ajuda o jovem no manejo do estresse e ansiedade, além de melhorar memória e diminuir as chances de doenças como depressão. No âmbito social, os benefícios do esporte podem ser notados quando despertamos no jovem o senso de coletividade, o entendimento de que cada ação dele importa para obter melhorias na sociedade. Jovens que praticam atividades esportivas tendem a ser mais disciplinados, resilientes, empáticos, ágeis, aprendem a trabalhar em equipe, expressar suas opniões sem ofender o outro e a serem responsáveis pelos seus atos. Apesar de não ser muito tradicional no Brasil, além do papel social, iniciativas como esta podem revelar talentos para a modalidade?  Com certeza! Não é o

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Judô para formar atletas e transformar vidas

Os Jogos Olímpicos de Tóquio se encerraram, mas os Jogos de Paris, em 2024, estão logo ali. Nesta semana destacamos na Algomais como os esportes formam não apenas atletas, mas cidadãos. O judô é uma das modalidades mais tradicionais e vencedoras da trajetória brasileira nas Olimpíadas e em São Lourenço da Mata, na Região Metropolitana do Recife, o projeto Studio Alpha (@studioalpha) tem revelado talentos, mas especialmente contribuído na formação de crianças e adolescentes.   Capitaneado pelo ex-judoca Anderson Leão, 35, o projeto celebra o engajamento de 40 crianças e 20 jovens adultos praticando o judô e conquistando títulos estaduais e nacionais. O atual treinador já foi campeão brasileiro e alcançou 12 vezes o título pernambucano. “O esporte é, sem dúvidas, um grande fator de mudança de vida. A prática esportiva ajuda no desenvolvimento do ser humano, em caráter, educação, disciplina e interação social. Com o apoio familiar e das instituições públicas podem ser criados projetos sociais esportivos, a fim de incentivar a inclusão de crianças, jovens e adultos, das mais diversas classes sociais. O judô, por exemplo, como esporte olímpico, é uma arte que promove a evolução do atleta desde as atividades lúdicas até o nível profissional, podendo garantir um futuro para o atleta praticante”, afirma Anderson Leão, que divide a vida entre os treinos e atividade jurídica, como advogado. Além dos alunos do Studio Alpha, o treinador atendia antes da pandemia mais de 100 alunos de escolas públicas foram inseridos no projeto Ação Criança de Judô, mas foi interrompida devido à suspensão das atividades presenciais escolares pelo isolamento social. A iniciativa foi viabilizada com o apoio na ocasião da Prefeitura de São Lourenço. “Posso enfarizar a extrema importância do apoio e incentivo ao esporte, pois é por meio deles, que podemos mudar vidas, eliminando causas nocivas à sociedade, como as drogas e a violência”, avalia Anderson Leão. Além do poder público, ele defende que empresas patrocinem o esporte e as famílias incentivem seus filhos a buscar uma modalidade para aprender e se divertir. “Cheguei ao esporte por indicação médica, mas também pelo incentivo da minha avó. As famílias são muito importantes para as crianças chegarem ao esporte. Competi até os 22 anos, quando saí da faculdade. Estudei Direito na Unicap com bolsa atleta por causa do Judô.”, afirma o técnico do Studio Alpha. *Por Rafael Dantas, repórter da Revista Algomais (rafael@algomais.com)

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Senai lança cursos na área de Tecnologia da Informação e Comunicação

A formação de profissionais na área de Software e Tecnologia da Informação será essencial para o futuro do mercado de trabalho e da indústria brasileira. Dados do estudo “Profissões Emergentes na Era Digital” apontam que esse setor será responsável por empregar 2,06 milhões de pessoas em 10 anos, uma vez que desempenha um papel fundamental para a digitalização nos demais setores industriais. Atento a esse movimento, o SENAI Pernambuco inicia, neste mês de agosto, seus primeiros cursos voltados para a área de TICs: Estruturação de Dashboards Dinâmicos no Excel e Gerenciamento de Dashboards no Microsoft Power BI. Com duração de 40h, os cursos são voltados para profissionais que já estão no mercado de trabalho e que querem desenvolver habilidades iniciais relacionadas à análise de dados. “A ideia é apresentar ferramentas e conceitos para que esses profissionais possam utilizar os dados gerados no processo de tomada de decisão, de forma a aprimorar a gestão nas indústrias”, explica a diretora de Educação do SENAI Pernambuco, Carla Abigail. As aulas serão oferecidas de forma presencial e ocorrerão na escola técnica de Areias (Av. Dr. José Rufino, 1099, Areias). O curso de Estruturação de Dashboards Dinâmicos no Excel terá início no próximo dia 9 de agosto. Já o curso de Gerenciamento de Dashboards no Microsoft Power BI está previsto para iniciar no dia 23 de agosto. Ambos os cursos ocorrerão no turno da noite e custam R$ 350. As inscrições podem ser feitas pelo 0800 600 9606 ou presencialmente, na própria escola. MUNDO SENAI Além destes, o SENAI também oferece cursos em TIC na modalidade à distância. Há vagas para cursos como Cloud Computing na Indústria e Segurança Cibernética Aplicada à Indústria 4.0. Para conferir essas e outras oportunidades, basta acessar o site www.loja.mundosenai.com.br.

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Pernambuco registra menor patamar de casos graves suspeitos de Covid-19 desde o início da pandemia

Do Governo de Pernambuco O Governo de Pernambuco anunciou que o Estado registrou o menor patamar de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) desde 15 de março de 2020, quando foi identificada pela primeira vez a transmissão comunitária da Covid-19. Esse índice – que corresponde a todos os casos de hospitalização com suspeita de contaminação pela doença – foi constatado na semana epidemiológica (SE) 30, entre os dias 25 e 31 de julho. Por conta desses indicadores positivos e da desaceleração da doença, foram divulgados hoje novos avanços no Plano de Convivência a partir da próxima segunda-feira (09.08). De acordo com o secretário estadual de Saúde, André Longo, ao todo foram identificados 497 casos de SRAG na SE 30. Em comparação com a semana 29 (17 a 24 de julho), houve uma redução de 18%, quando foram registrados 609 casos, e de 30% em relação à semana 28 (11 a 17 de julho), com 715 hospitalizações. Segundo a Secretaria de Saúde (SES-PE), o menor número de casos de SRAG já registrado no Estado até agora foi de 543, entre os dias 8 e 14 de novembro de 2020. O anúncio dos números e dos avanços foi feito durante coletiva da imprensa, realizada pela primeira vez de forma híbrida, com a presença de jornalistas no Palácio do Campo das Princesas e também transmitida pela internet, possibilitando a participação de veículos do interior do Estado. De acordo com André Longo, atualmente, a rede pública de Saúde tem 590 pacientes internados em leitos de unidade de terapia intensiva (UTI), menor patamar registrado em 2021 e o mais baixo desde o final de outubro do ano passado. Apesar da redução nos números, o secretário alertou que a população precisa continuar com os cuidados, como o uso correto da máscara e a higienização das mãos. “Reforço que os indicadores positivos são frutos de um esforço coletivo, que não pode ser colocado em risco pelo descuido e pela falta do senso de coletividade de alguns. Enquanto o vírus continuar circulando em nosso Estado, teremos que manter os cuidados para evitar o contágio. Se não quisermos enfrentar uma nova onda com aumento nos casos graves e nas mortes, que vão impor a necessidade de novas restrições, precisamos reforçar as medidas de prevenção”, frisou Longo. VACINAÇÃO – Ainda de acordo com o secretário, no último informe técnico do Ministério da Saúde o Governo Federal se comprometeu a reorganizar a distribuição das doses das vacinas contra a Covid-19 no País, compensando, gradualmente, os quantitativos de imunizantes enviados de modo complementar para Estados com maior contingente populacional de grupos prioritários já vacinados, igualando o processo de imunização em todo o território nacional sem benefícios ou prejuízos para populações de alguns Estados, em detrimento de outros.

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Recife assina parceria com Unicef para qualificar atendimento à primeira infância

Da Unicef A prefeitura de Recife assinou uma parceria com o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) para priorizar a primeira infância nas políticas públicas municipais. Recife agora faz parte da iniciativa Unidades Amigas da Primeira Infância (UAPI) – voltada à qualificação dos serviços de saúde e de educação infantil de forma a contribuir para os resultados das políticas municipais para a Primeira Infância. Além da capital pernambucana, Belém (PA), Fortaleza (CE), Rio de Janeiro (RJ) e Salvador (BA) estão na iniciativa. A partir da assinatura da parceria, as unidades de saúde e educação infantil das capitais poderão se inscrever na iniciativa e participar do Ciclo Nacional de Capacitação da estratégia Uapi, que estará disponível a todos os gestores e profissionais de saúde, educação e assistência social das seis capitais. A capacitação é composta de três módulos que abordam a atenção integral e integrada da rede de serviços básicos para a primeira infância – incluindo crianças com deficiência, doenças raras e déficit de aprendizagem; mapeamento e qualificação da oferta dos serviços no município; proteção contra todas as formas de violência; indicadores de qualidade na educação infantil; além do necessário olhar para a inclusão e as diversas formas de aprender e ensinar. “Investir no cuidado integral e integrado nos seis primeiros anos de vida – olhando conjuntamente os diferentes aspectos do desenvolvimento infantil – traz mais resultados do que em qualquer outra fase da vida”, defende Cristina Albuquerque, chefe de Saúde do UNICEF no Brasil. “O diagnóstico correto e precoce, os cuidados necessários de saúde e as práticas de inclusão na sociedade como um todo compõem os principais desafios relatados pela comunidade de doenças raras no Brasil. A parceria com o UNICEF permitirá que esses pontos sejam contemplados de forma abrangente. Na Roche, estamos comprometidos em fazer dessa iniciativa uma catalisadora de mudanças positivas na jornada do paciente com doença rara no sistema público de saúde”, comenta Patrick Eckert, presidente da Roche Farma Brasil. Esta edição da iniciativa Uapi está prevista para durar até janeiro de 2023, contando desde o lançamento, adesão e capacitação até a implementação e certificação do município. O processo é desenvolvido de forma colaborativa pelas equipes em cada cidade participante.

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Porto de Suape adere à energia renovável  

Do Complexo de Suape A empresa Suape aderiu à compra de energia limpa para o funcionamento do prédio administrativo e de mais quatro áreas do Porto Organizado da autarquia pernambucana. A iniciativa é fruto do programa PE Sustentável, criado pelo Governo do Estado e gerenciado pela Agência de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco (AD Diper), que viabiliza a comercialização de energia solar no Mercado Livre de Energia adquirida pelo leilão promovido pela gestão estadual em 2013. A energia é proveniente do Parque Fotovoltaico de Tacaratu, município do Sertão do São Francisco, e distribuída pelo sistema elétrico. O uso dessa matriz energética por Suape é a primeira medida anunciada após o ingresso da empresa ao Iclei (Governos Locais pela Sustentabilidade), organização global que conta com 2.500 gestões públicas locais e regionais comprometidas com o desenvolvimento urbano sustentável do planeta. A iniciativa também contribuirá para elevar o Índice de Desempenho Ambiental (IDA), um indicador criado pela Agência Nacional de Transportes Aquaviários (Antaq) para acompanhar o desempenho dos portos públicos. Suape ocupa atualmente a 8° posição na lista de 31 atracadouros. O plano é que o porto esteja, cada vez mais, em sintonia com o meio ambiente. A mudança foi viabilizada após a Câmara de Comercialização de Energia (CCEE) e a Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) concederem autorização para a AD Diper atuar como agente de comercialização e no setor do Ambiente de Contratação Livre (ACL). Além de energia limpa , a finalidade do programa é incentivar o crescimento desse mercado em Pernambuco, que está em franca expansão. As áreas do porto abastecidas por energia limpa são os cais públicos (IV e V) e o pátio público de veículos (PPV1). “O uso de energia limpa é o futuro do planeta, o futuro da economia global. O edifício sede de Suape já é um exemplo disso, pois foi construído com padrões internacionais de sustentabilidade, sendo o primeiro do Norte e Nordeste brasileiro a receber a qualificação LEED Gold. E agora, com outras quatro áreas do Porto Organizado, funciona com energia limpa. Suape se destacando mais uma vez como um porto do futuro”, destacou o secretário de Desenvolvimento Econômico de Pernambuco, Geraldo Julio. O diretor-presidente de Suape, Roberto Gusmão, celebra o grande passo dado pela estatal portuária e reforça os compromissos sociais e ambientais seguidos pelo Complexo Industrial Portuário e alinhados com a Agenda ESG (dados ambientais, sociais e de governança corporativa, na tradução da sigla em inglês). “O mercado de energia limpa está em ascensão no mundo. A tendência é adotar medidas que não poluam o meio ambiente e que fomentem, cada vez mais, negócios que promovam a sustentabilidade do planeta. Suape quer ser um porto ainda mais competitivo e com alta atratividade para os investidores nacionais e estrangeiros”, pontua. ECONOMIA O diretor de Administração e Finanças da estatal, Jorge Vieira, informa que Suape se integra ao grupo dos primeiros portos públicos do Brasil a ter parte do funcionamento por meio de energia renovável, obtendo redução de 15% no custo financeiro mensal com a rede de alta tensão. “É uma economia significativa e não poluente, em consonância com as plataformas de sustentabilidade que a empresa integra no Brasil e no mundo”, reforça. “O consumo médio dessas cinco unidades de Suape equivale a 1.418,0 MWh/ano e sendo atendido em 100% por meio de fonte solar evita-se a emissão de 108 toneladas de dióxido de carbono (CO2), o correspondente ao plantio de 770 árvores. É conservar o nosso patrimônio verde, fomentando a cadeia industrial desse tipo de negócio, num pensamento alinhado com nossas ações e projetos voltados para a sustentabilidade do território”, completa o diretor de Meio Ambiente e Sustentabilidade, Carlos André Cavalcanti. O Mercado Livre de Energia Limpa é uma opção regularizada pelo Governo Federal para as empresas que decidem fazer uso de energia renovável, parcial ou totalmente. A iniciativa aumenta a competitividade do mercado e combate à poluição ao meio ambiente. VIVEIRO O uso de energia solar tornou-se realidade em Suape há dois meses, quando o Viveiro Florestal da empresa, que se localiza no Engenho Algodoais, no Cabo de Santo Agostinho, passou a ser alimentado por um conjunto de 22 placas fotovoltaicas instaladas no telhado do prédio destinado às aulas do projeto Pedagogia Ambiental, que atende estudantes e moradores das comunidades da região. Os equipamentos são responsáveis pela captação e conversão da irradiação solar em energia elétrica.

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Pernambuco tem sete meses consecutivos de queda nos homicídios

Do Governo de Pernambuco Pelo sétimo mês consecutivo, o índice de Crimes Violentos Letais Intencionais (CVLIs) sofreu redução em Pernambuco. Dados preliminares apontam que julho de 2021 terminou com 19% a menos de homicídios em relação ao mesmo mês de 2020. No acumulado dos sete meses deste ano, em confrontação com o mesmo período de 2020, a retração foi de aproximadamente 15%. As informações foram divulgadas durante reunião do Pacto Pela Vida comandada pelo governador Paulo Câmara, que também anunciou o início de novas turmas de oficiais da Polícia Militar e Corpo de Bombeiros Militar. De acordo com o governador, serão duas turmas, uma que formará 60 oficiais da PMPE e outra que contará com 20 oficiais do CBMPE. “Tivemos a oportunidade de em junho e agosto iniciar formações de praças da Polícia Militar e dos Bombeiros Militares, além de oficiais da Polícia Militar, Bombeiros, delegados e Polícia Científica. Muita gente está sendo formada, e já autorizamos novas turmas. A partir de janeiro de 2022, vamos iniciar uma nova turma de 60 oficiais da Polícia Militar e outra com 20 Bombeiros Militares”, destacou Paulo Câmara. Em relação aos dados preliminares da Secretaria de Defesa Social, o governador ressaltou que o Estado está cumprindo uma meta ambiciosa. “Temos um ano com a menor taxa de mortalidade da história do Pacto Pela Vida. O trabalho está muito focado e os resultados mostram que estamos no caminho certo”, justificou. Seguindo a curva descendente, os Crimes Violentos contra o Patrimônio (CVPs) também apresentaram queda. Na comparação com julho do ano passado, foram 7% a menos de roubos. Mesmo índice registrado no confronto dos sete meses de 2021 com igual período de 2020. As estatísticas consolidadas dos crimes contra a vida e contra o patrimônio serão divulgadas pela Secretaria de Defesa Social do Estado no próximo dia 16 de agosto. “O trabalho das forças de segurança, da prevenção e repressão ao crime segue de forma intensa, e nossa meta não é numérica. Queremos proteger cada vez mais a sociedade da violência, em suas diversas modalidades. Já iniciamos, nas últimas semanas, a formação de 1.085 novos profissionais para serem incorporados às polícias e Corpo de Bombeiros para reforçar, em 2022, uma série de ações que já estão apresentando resultados este ano”, afirmou o secretário de Defesa Social, Humberto Freire.  

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“Sou um radical de centro”

Publicado originalmente no dia 14/12/2015 por Rafael Dantas às 14:03 Em razão do falecimento do ex-governador Joaquim Francisco Cavalcanti, nesta terça-feira (3), registramos os nossos pêsames por essa grande perda para a política pernambucana e voltamos a publicar no nosso site a entrevista que fizemos com ele no ano de 2015. . Há cinco anos sem exercer cargo público, Joaquim Francisco, hoje atua como advogado. Mas não abandonou a política. Participa de debates sobre o cenário político em rádios pernambucanas e alega não estar totalmente descartada uma candidatura em 2018. Nesta entrevista, concedida aos jornalistas Rafael Dantas e Cláudia Santos, ele fala de como se dedica a hobbies como a música e comenta fatos dos quais participou e que marcaram a história recente do País. Como foi sua infância? Nasci no Recife, onde vivi a infância, com fins de semana no interior. Meu pai tinha propriedade rural em Macaparana, Mata Norte. Quando eu tinha 12 anos ele arrendou uma propriedade de João Santos, em Goiana, aí passei anos indo para lá. Minha vida sempre foi urbana e rural. Hoje tenho um sítio pequeno, de dois hectares, em Gravatá. Tenho uma vaca, um garrote e dois cavalos. O segundo lazer é a música, toco de ouvido, mau, e faço aula de canto no Conservatório de Música. Que instrumento o senhor toca? Acordeão, violão, bateria e pandeiro. Mas só para consumo interno. Meu estilo é baião, músicas italianas e brega: Aracy de Almeida, Núbia Lafayette, Alcione, Nelson Gonçalves, Lupicínio Rodrigues. Nesse campo não me modernizei. Também gosto de Valesca, que é mais atual e é uma querida amiga. Quando se formou em direito? Em 1970, aos 22 anos. Meu pai era advogado. Eram três irmãos e 10 irmãs. Naquela época meu avô não dispunha de recursos para todos estudarem. Só podia fazer um doutor, que vinha para o Recife fazer os preparatórios. Meu pai foi prefeito de Macaparana, cidade dele, e deputado estadual. Como foi sua entrada na política? Posso dizer que foi na minha casa. Nasci em 1948, meu pai foi constituinte de 1946 e fundador do PSD. Quando fiz 18 anos, Nilo Coelho, que tinha sido constituinte com meu pai, foi governador e me convidou para ser oficial de gabinete. Depois fui secretário do Trabalho no governo de Moura Cavalcanti, que era primo de meu pai. Dos 18 aos 62 anos tive atividade política permanente, como secretário do trabalho, como diretor do Incra, como oficial de gabinete do governador, ou como coordenador da campanha de Roberto Magalhães, que foi bastante renhida. Na época havia o programa de debates A Marcha das Apurações na rádio Clube, comandado por Geraldo Freire. Tinha o maior índice de audiência da rádio de Pernambuco. Era primeira eleição depois de anos. Como a apuração demorava naquela época, ficamos 14 dias debatendo durante duas horas de programa. No final ganhamos por 89 mil votos. Depois fui prefeito do Recife, depois deputado constituinte, depois fui prefeito de novo, em seguida governador e deputado. Como constituinte em que área trabalhou? Em desenvolvimento urbano. Fui vice-presidente da Comissão de Reforma Urbana. No capítulo da família, defendi o planejamento familiar. Por que? Entendia que naquela época precisávamos ter critérios para que não explodisse a população. Só que havia contra isso os militares que defendiam a tese: homens sem terra para ir para terra sem homens, que era a Amazônia, o Mato Grosso. O que não era o melhor caminho porque são áreas de preservação. Hoje as classes A, B, C, D estão com um nível próximo à taxa de reposição. Mas a classe E ainda apresenta taxa maior. O planejamento familiar tem que ser feito, às vezes, com estímulo à diminuição do número de filhos, outras vezes, para estimular casais a terem mais filhos, como estão fazendo alguns países da Europa. As pessoas entendiam que o planejamento familiar era vasectomia, laqueadura de trompa, política dos países desenvolvidos para segurar o desenvolvimento dos demais países. Mas a visão era ter 1,8 a 2 filhos por casal, que seria taxa de reposição, quando se conseguisse o equilíbrio. O Brasil está terminando a fase do bônus demográfico, temos ainda 8 anos, ou seja, ter uma grande população jovem sustentando uma população velha que está aumentando. Em 2023 atingiremos 9 milhões de pessoas com mais de 80 anos, 14 milhões entre 70 e 80 anos e fora do trabalho, e o número de jovens estagnou. Talvez lá para 2040 faremos o que países da Europa fazem. Se tivéssemos feito o dever de casa nessa área teríamos uma situação mais confortável, nossa população teria se estabilizado em torno dos 160 milhões e não dos 204 milhões. Porque, ao mesmo tempo em que se tinha esse processo, tinha a tecnologia vindo atrás, cada dia mais expulsando a mão de obra. Qual a diferença das campanhas anteriores para as atuais? Estávamos 20 anos sem eleições, houve uma euforia pelo retorno delas. Participei de alguns atos da campanha das Diretas Já, verdadeiras apoteoses. Você queria o direito de votar e de transformar o País. Hoje o eleitor está chocado, não acreditando. A gente nem sabe para aonde vão coisas. Uma hora é reforma política – que não foi feita – outra hora é reforma econômica, uma visão de que se teria que fomentar o emprego e o crédito, do outro lado, tem que cortar e fazer o ajuste fiscal. O senhor concorda com o ajuste? Sem dúvida. Gastou-se muito pelo menos nos três últimos anos. Todos os programas estouraram o orçamento, como Fies, subsídios do BNDES, incentivos fiscais. O Estado brasileiro não cabe mais no PIB. Tem que fazer redução, melhorar a eficiência e promover cortes transitórios. As previsões antes eram de que 2015 teria um semestre de corte e no outro começaria o crescimento. Mas já engoliu 2015 com previsão de redução de – 3% no PIB e vai entrar 2016 com -2% . Acho que o Brasil nunca precisou tanto de centralidade, radicalizar o centro. Eu sou radical de centro. Pejorativamente o centro é visto como

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“Na pandemia, a vida urbana foi mais difícil para os mais pobres”.

Há um certo consenso de que sempre que a humanidade enfrenta momentos muito dramáticos – como uma guerra ou uma pandemia – grandes mudanças são incorporadas. E as cidades – uma das mais fantásticas invenções humanas – devem ser palco de muitas dessas transformações no pós-Covid. Profissionais que participaram do 27º Congresso Mundial de Arquitetos, realizado na semana passada, se debruçaram sobre ideias para que essa transição ocorra no sentido de melhorar a qualidade de vida de todos os moradores urbanos do mundo. O evento, um dos mais importantes na área de arquitetura, seria realizado no Rio mas, em razão da atual conjuntura sanitária, aconteceu de modo virtual. Ao final do encontro, os participantes elaboraram a Carta do Rio de Janeiro, com proposições para o desenvolvimento urbano. Eles defendem um novo padrão de cidade no pós-pandemia, com atenção às mudanças climáticas, à saúde pública e à redução das desigualdades. Para conhecer detalhes do documento, Cláudia Santos conversou com a arquiteta e urbanista Elisabete França, integrante da comissão responsável pela redação da Carta. Ela é secretária executiva da Secretaria Municipal de Habitação da Cidade de São Paulo e disse que um dos pontos mais abordados no congresso foram as favelas e a necessidade de moradia digna para as pessoas em situação de vulnerabilidade. Confira a seguir a entrevista. Quais as fragilidades das cidades que foram expostas com a pandemia e que foram debatidas no 27° Congresso Mundial de Arquitetos?  Logo no início da pandemia, ficou evidente que os mais pobres seriam os mais atingidos. Desde a dificuldade de cumprir os protocolos mínimos estabelecidos, como lavar as mãos e manter o distanciamento social. Nos territórios precários das cidades, caracterizados pela ausência de infraestrutura de redes de saneamento básico, lavar as mãos é um ato quase impossível de ser realizado. Da mesma forma, manter o distanciamento social nas residências precárias e com altos índices de adensamento é algo difícil de ser atendido. Além dessas condições de moradias, a vida urbana também foi difícil para os mais pobres que enfrentam mais dificuldades para trabalhar em home office. Eles precisaram sair das suas casas, utilizar o transporte público. E, ainda, dificuldades existem em relação aos seus filhos que nem sempre conseguem acompanhar aulas online. Ou seja, a pandemia afetou mais fortemente os mais pobres e, por esse motivo, um dos eixos do Congresso – Fragilidades e Desigualdades – foi tratado preferencialmente, de modo a que fosse possível elencar uma série de contribuições sobre o assunto. Quais as mudanças necessárias na economia para tornar a cidade mais acolhedora para cidadãos de todas as classes sociais? Uma melhor distribuição de renda. A desigualdade social que obrigou cerca de 50 milhões de brasileiros a recorrer ao Auxílio Emergencial, descortinou essa triste realidade. Uma cidade acolhedora para todos deve universalizar o saneamento básico, eliminar as moradias precárias e em situação de risco, e permitir acesso a todos a serviços e equipamentos públicos. Como foram as discussões do congresso sobre as favelas? O tema das favelas foi o mais abordado no congresso porque é uma realidade que ficou ampliada com o advento da pandemia. A desigualdade social que esses territórios expressam deve ser combatida e os arquitetos têm um papel importante nessa frente. Eles, cada vez mais, estão interessados e se organizando das mais diversas formas para atuar e mudar a realidade das populações mais pobres. Seja na elaboração e implantação de programas de urbanização de favelas, seja na atuação das assessorias técnicas (ATHIS) que visam a melhorias nas habitações precárias das favelas. Qual a importância dos centros das cidades e como revitalizá-los? Centros de cidade são bem infraestruturados e, mais importante, guardam memórias coletivas dos habitantes. Nesse sentido, precisamos ter mais atenção com os patrimônios construídos das cidades, devemos protegê-lo de ações que por vezes descaracterizam essas partes da cidade. Para tal, é necessário que os centros históricos atraiam mais moradores que são a alma da cidade. Com o aumento da população, vemos atraídos novos negócios e equipamentos. Temos grandes oportunidades nas cidades brasileiras, principalmente um parque construído mas subutilizado. E a pandemia nos trouxe mais um desafio porque, com o home office, provavelmente teremos mais edifícios vazios. Dessa forma, é demandatório que os governos definam políticas públicas que promovam e incentivem o retorno para os centros, aproveitando a infraestrutura existente. E que se criem incentivos para atrair recursos públicos e privados para a construção de novas moradias ou para a requalificação das existentes, sempre observando a diversidade social dos moradores. Assine para ler a entrevista completa na Edição 184.5 da Revista Algomais: assine.algomais.com

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10 e outras razões contra o distritão

*Por Maurício Costa Romão A proposta de substituir o sistema proporcional brasileiro de voto pelo modelo majoritário “distritão” continua avançando na Câmara dos Deputados (no bojo da PEC 125/11), com riscos de ser aprovada. Tudo isso inobstante a advertência de especialistas e de organizações da sociedade civil (Manifesto sobre reforma partidário-eleitoral em curso no Congresso Nacional, maio 2021) de que tal mudança se constitui num tremendo retrocesso político-eleitoral, jogando por terra as mais importantes conquistas da reforma eleitoral de 2017. Ao fim e ao cabo a adoção imediata do distritão para o pleito de 2022, ainda mais como modelo transitório, visa a tão-somente socorrer parlamentares com dificuldades de reeleição por conta do fim das coligações proporcionais, e a dar sobrevida financeira a partidos sem musculatura de voto para atenderem à cláusula de barreira eleitoral. Depois, é cediço que o modelo sugerido, em que pese sua simplicidade (inteligibilidade) e o mérito de sempre respeitar a vontade do eleitor, elegendo os mais votados (a chamada “verdade eleitoral”), tem algumas características reprováveis. Primeira. Reduz o pluralismo político, já que com o mecanismo em questão o Parlamento deixa de refletir a proporcionalidade dos segmentos sociais; Segunda. As minorias perdem influência e reduzem sua participação na esfera legislativa, assim como grupos subrepresentados institucionalmente, como o das mulheres; Terceira. Os partidos são relegados a papel sem importância. A ênfase é toda centrada no indivíduo; Quarta. Aumenta a personalização da representação, sinalizada desde a campanha e salientada no exercício da atividade parlamentar; Quinta. Há supervalorização de pessoas famosas, prováveis campeãs de voto, em detrimento da qualidade da representação; Sexta. Existe competição acirrada entre candidatos do mesmo partido, lutando para figurarem nas primeiras colocações do pleito; Sétima. Há pouca ligação entre o parlamentar e sua base (ausência de accountability), pois o distrito é grande, plurinominal; Oitava. Há pouca renovação da representação (propicia chances de maior recall dos eleitos); Nona. Favorece a influência do poder econômico (o candidato precisa figurar entre os primeiros colocados); Décima. Os votos conferidos aos não eleitos são completamente descartados (wasted votes). Sobre este último aspecto, matéria recente de Bruno Boghossian e Ranier Bragon (Folha de S. Paulo, 19/06/2021) mostra, com base na eleição de 2018, que se o distritão for implantado para 2022 cerca de 70% dos votos válidos poderão ser descartados. Grosso modo, isso quer dizer que os votos de aproximadamente 69 milhões de eleitores dados aos seus preferidos não terão valor algum na próxima eleição. Visto sob outro ângulo, apenas 30% dos votos válidos (cerca de 29 milhões de votos) iriam para candidatos eleitos, o que significa que 30% dos eleitores seriam representados no Parlamento, ao passo que 70% não seriam. Esse descarte de votos é tóxico para a democracia: o descontentamento paulatino e crescente de grande parte do eleitorado devido à reiterada desconsideração de sua vontade nas urnas vai potencializando o alheamento eleitoral (um dos fatores de o Japão abandonar o distritão em 1993). O já abissal fosso entre representantes e representados aumentaria ainda mais. Da mesma forma são desconsiderados também os votos em excesso dos que se elegeram. Por exemplo, em Pernambuco os votos do primeiro colocado para deputado federal em 2018 (460.387 votos) têm o mesmo peso dos votos do último colocado entre os 25 eleitos (52.824 votos). Em São Paulo, na mesma eleição, o mais votado (1.843,7 milhão de votos) se equivale ao menos votado entre os 70 eleitos (69.256 de votos), etc. Vale salientar ainda que o modelo distritão pode gerar sub ou sobre-representação de algumas áreas ou regiões do grande distrito. De fato, em determinada eleição os mais votados podem estar concentrados em certas localidades do distrito (na região metropolitana, por exemplo), causando assimetria na representação. Troca de sistema eleitoral no mundo democrático contemporâneo é algo que se aventa de quando em vez, mas que ocorre raramente. Dada sua transcendência, deveria mobilizar o país, pois diz respeito a uma mudança estrutural no seu aparato institucional e é vista como veículo de consolidação de sua democracia. Envolve transparência, ampla discussão parlamentar, debates na sociedade e, se for o caso, concebida para implantação de forma programática e duradoura. A mudança esboçada atualmente, ao contrário, é feita de forma açodada, interna corporis, já para viger em 2022 e, pasme-se, como mecanismo transitório, para logo em seguida, em 2024, se implantar outro sistema, completamente diferente. O Brasil vai ser traumatizado com trocas radicais de sistemas de voto e conviver com três deles em um espaço temporal de três anos! Uma combinação de casuísmo com agressão ao bom senso e escárnio com a população. *Maurício Costa Romão é Ph.D. em economia pela Universidade de Illinois, nos Estados Unidos. mauricio-romao@uol.com.br

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