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Seis novas unidades de conservação na Caatinga estão em estudo em Pernambuco

A Secretaria de Meio Ambiente, Sustentabilidade e de Fernando de Noronha (Semas-PE) de Pernambuco começou uma fase de estudos para a criação de seis novas unidades de conservação (UC’s) da Caatinga. O objetivo é ampliar o controle sobre um número maior de territórios cobertos pelo bioma, implementando um regime especial de proteção ambiental. Esta estratégia faz parte de uma série de políticas públicas do Governo Estadual destinadas a proteger esse ecossistema das pressões ambientais e dos impactos das mudanças climáticas. Para isso, o poder público estadual receberá aporte de R$ 1,8 milhões do Fundo Mundial para o Meio Ambiente, por meio do Programa do Governo Federal GEF Terrestre (GEF, sigla em inglês para Global Environment Facility Trust Fund). Walber Santana, secretário executivo de Meio Ambiente da Semas-PE “Quase 85% do território do estado é coberto pela Caatinga e ainda assim temos poucas unidades de conservação do bioma, se comparado com a quantidade de UC’s na Mata Atlântica. Essa desproporcionalidade pode ser explicada porque o processo histórico de criação de UCs no Estado aconteceu a partir da proteção das áreas naturais próximas à Região Metropolitana e ao litoral, na década de 80; enquanto as primeiras UCs na Caatinga foram criadas a partir de 2001, sendo as primeiras de gestão estadual criadas em 2012. Com a criação dessas novas Unidades, vamos promover ainda mais a valorização ambiental do semiárido”. Cenário atual de proteção do bioma Atualmente, Pernambuco conta com 15 unidades de conservação estaduais na Caatinga, incluindo as Reservas Particulares do Patrimônio Natural (RPPN). A demarcação dessas regiões como unidades de conservação é uma estratégia eficaz para aumentar a proteção dessas áreas, prevenindo a supressão da vegetação e a extração indiscriminada dos recursos naturais do bioma. Funcionamento do estudo do bioma O processo de estudos e proposição para a criação das novas unidades de conservação (UCs) em Pernambuco terá duração de 18 meses. Este projeto envolve o mapeamento de 8,4 mil hectares de áreas relevantes para a conservação da Caatinga, realização de estudos, consultas públicas, envolvimento da comunidade sertaneja e capacitações para a gestão das UCs. A execução dos estudos ficará a cargo do Centro de Pesquisas Ambientais do Nordeste (Cepan), contratado via chamada pública. Este processo identificará as áreas mais estratégicas para preservação e conservação em Pernambuco, determinando a categoria de unidade de conservação mais adequada para cada território, seja de proteção integral ou de uso sustentável. Além do mapeamento das áreas prioritárias, o Cepan avaliará o uso atual dessas áreas, identificando espécies endêmicas, as mais utilizadas e as vulneráveis, bem como recursos geológicos como pinturas rupestres e formações rochosas com potencial paisagístico. Esta abordagem abrangente tem a proposta de garantir uma conservação eficiente e sustentável da Caatinga, promovendo a proteção da biodiversidade e dos recursos naturais, além de integrar a comunidade local no processo de preservação ambiental. Pedro Sena, coordenador técnico e especialista em restauração de ecossistemas do Cepan “A Bacia do Pajeú é uma dessas regiões com altíssima prioridade de conservação, por exemplo, com espécies muito emblemáticas da Caatinga e recursos naturais abundantes. Todo o processo vai envolver as pessoas porque a Caatinga é mais do que um bioma, é um sistema socioecológico. Isso é muito emblemático para nós, nenhum outro bioma tem essa força que a Caatinga tem. Então as unidades de conservação criadas terão essa salvaguarda para as pessoas, para que não sejam prejudicadas pela criação da nova UC. E não só as pessoas de base comunitária, mas em todos os segmentos, como proprietários de terras, empresários, empresas de energia eólica, rodovias, áreas públicas, pesquisadores, organizações, entre outros”.

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Morêdas inaugura primeira galeria de rua do Estado em homenagem a Jobson Figueiredo

A Morêdas, marca responsável pela sinalização de vias da cidade com placas indicativas que agregam mensagens publicitárias, lançou neste sábado, dia 11 de maio, a Galeria de Rua Jobson Figueiredo, em parceria com o Restaurante Tio Pepe. A iniciativa é a primeira do gênero em todo o estado e faz homenagem ao artista plástico Jobson Figueirêdo, responsável pelo design das placas da Morêdas e pela recente restauração do Parque da Esculturas, com obras nas quais trabalhou ao lado de Francisco Brennand. A Galeria funcionará de forma permanente durante os próximos 7 meses, com 18 postes indicativos ocupando a Rua Almirante Tamandaré. Os postes exibem obras de 7 artistas de Pernambuco, selecionados em chamamento público. “Quando se homenageia um dos nossos grandes artistas, que é o Jobson, e divide com Jobson, nesta galeria, um espaço com jovens artistas, você democratiza. Você leva para rua, e faz com que as emoções aconteçam na calçada, e não só dentro dos museus, que são tão fechados para a rua”, destaca a vereadora Cida Pedrosa, uma das pessoas presentes na inauguração da Galeria. A população que passeia pela rua poderá ver e interagir com as placas, que contêm QR Code levando a informações sobre cada artista. Além disso, com o lançamento, a Morêdas realizará um circuito de atividades no decorrer dos 7 meses de exibição, incluindo oficinas com artistas selecionados, oficinas de teatro ao ar livre e visitas guiadas. As atividades formativas iniciarão com oficina de teatro ao ar livre a partir às 15h do sábado dia 25 de maio. “As inscrições serão gratuitas e anunciaremos o formulário em nosso Instagram”, avisa Mário Morêda, diretor da empresa. “Eu louvo essa inciativa. Vejo aqui a materialização do princípio da função social da propriedade. Se todas as empresas privadas desse país tivessem essa consciência, esse país seria outro”, destacou o promotor de Justiça José da Costa Soares, que participou da Roda de Conversa “Cultura, urbanismo e paz social: como a arte na rua pode aproximar as pessoas”, organizada pela Morêdas na inauguração da Galeria. Já Daniel Uchoa, fundador do Coletivo Setúbal, destacou que “é interessante demais por ser morador do bairro e nunca ter visto isso acontecer num espaço público”. Para acompanhar as atividades e saber como participar das oficinas, as pessoas interessadas podem acompanhar o Instagram da Morêdas, onde as ações serão anunciadas: https://www.instagram.com/moredasnarua. Com larga experiência no mercado, a Morêdas tem investido em projetos de cuidado socioambiental e valorização da cultura pernambucana, e também ampliado o portfólio de produtos, ancorada no lema da “tradição que inova”.

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Francisco Cunha é o entrevistado no episódio de retorno do Pernambucast

O Pernambucast, podcast da Revista Algomais, retorna com uma temporada especial sobre “Gestão e Carreiras”. No episódio de reestreia, agora em novo formato, os jornalistas Cláudia Santos e Rafael Dantas entrevistam o consultor da TGI Francisco Cunha. Com mais de 30 anos de atuação em consultoria, Francisco Cunha desvenda alguns mitos sobre “Governança e Planejamento Estratégico”. O consultor compartilha algumas experiências e traz orientações sobre a montagem de um plano para as empresas. Nessa temporada sobre Gestão e Carreira, a equipe de redação da Algomais entrevistará os sócios da TGI Consultoria em Gestão. Os episódios serão publicados quinzenalmente no canal do YouTube da Algomais e no nosso site.

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Shopping Tacaruna investe R$ 20 milhões em retrofit

Nas comemorações dos 27 anos de operação e vislumbrando o marco dos 30 em 2027, o Shopping Tacaruna inicia um amplo processo de revitalização, com destaque para a primeira área a ser renovada: a Praça de Alimentação Olinda. Ao longo de sua história, o Tacaruna já passou por duas expansões e duas revitalizações. Em 2024, com um investimento de R$ 20 milhões, as Praças de Alimentação Olinda e Recife serão completamente renovadas, desde o mobiliário até o revestimento acústico, passando pela iluminação e paisagismo. Além disso, nesta primeira fase da revitalização, está prevista a reforma da fachada, introduzindo um novo conceito ao empreendimento. O projeto arquitetônico desta revitalização é assinado pelo experiente e premiado arquiteto Paulo Baruki, conhecido por sua capacidade de criar tendências no mercado de projetos de uso misto na América Latina. Com um estilo que combina a beleza natural da paisagem com a sofisticação do ambiente urbano, Baruki é reconhecido como um visionário no campo da arquitetura e do design. “Nosso objetivo é manter o Tacaruna atualizado, pujante, arrojado e competitivo. Oferecendo cada vez mais conforto ao cliente. Este retrofit traz muito verde para ambientes internos do shopping, alinhado com as melhores tendências em todo o mundo”,, comenta Sandra Arruda, superintendente do Shopping Tacaruna. Além das melhorias físicas, o ano de 2024 reserva novidades nas operações do shopping. Ainda neste semestre, será inaugurada a Kinitos Festas, uma empresa recifense com mais de 50 anos de mercado, reconhecida por sua variedade de produtos. Também está prevista a chegada de uma unidade do Bode do Nô, ampliando as opções gastronômicas do mall. No último ano, 22 novas operações foram adicionadas ao Tacaruna, incluindo marcas como KFC, Milk Moo, Vila Trampolim e Óticas Carol.

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“A Caatinga é o mais eficiente dos biomas brasileiros para sequestrar carbono”

Aldrin Pérez, pesquisador titular do Insa (Instituto Nacional do Semiárido) informa que estudos científicos têm desmistificado a ideia de que a Caatinga é pobre e sem vida. A verdade é que ela é rica em espécies e realiza um papel fundamental na resiliência do planeta às mudanças climáticas. A visão de que a Caatinga é uma área sem vida e sem riquezas tem sido desfeita por pesquisas científicas que mostram a importância dela para a resiliência às mudanças climáticas e para a possibilidade de novas atividades econômicas no semiárido. Um dos mais recentes estudos foi coordenado por Aldrin Pérez, pesquisador titular do Insa (Instituto Nacional do Semiárido), que pertence ao Ministério de Ciência, Tecnologia e Inovação. Um dos resultados mais surpreendentes desses estudos foi a revelação de que se trata do bioma mais eficiente do Brasil no sequestro de carbono. Nesta entrevista a Rafael Dantas, Pérez ressalta a importância de instalar no semiárido atividades econômicas que não afetem o meio ambiente e evitem o desmatamento da vegetação local que contribui para a retenção do CO2 e preservação da água na região. Caso contrário, vão surgir ameaças, como a desertificação, a mudança do clima, a perda de biodiversidade e a expulsão das pessoas do campo. “Elas vão ocupar as periferias e os morros nos grandes centros, onde também há outros problemas ambientais, como deslizamentos de terra, que acontecem porque as famílias chegam sem condições nenhuma”, alerta o pesquisador. Quando começaram os esforços para desvendar a Caatinga? Somos um grupo de pesquisa que desde 2010 busca entender o bioma e desenvolver modelos ambientais como suporte para políticas públicas, focando na conservação e no uso sustentável da Caatinga. Uma dessas pesquisas, foi compreender a dinâmica e a variação sazonal tanto do carbono, quanto da água, no processo contínuo de renovação da energia do bioma em seus três componentes principais: o solo, a vegetação e a atmosfera. Desenvolvemos esse trabalho, inicialmente em grupos separados. O Insa e a Universidade Federal de Campina Grande se uniram para estudar sobre o semiárido e seus recursos naturais. Havia uma equipe da Embrapa Semiárido e um grupo da Universidade Federal Rural de Pernambuco, que ficam em Serra Talhada. Depois agregou-se outro grupo da Universidade Federal Rural do Rio Grande do Norte. Começamos, em 2010, o trabalho em Serra Talhada, e em 2012 em Petrolina e no Araripe. Também em 2012, iniciamos a pesquisa juntamente com a Embrapa em Campina Grande (PB) e na Reserva Biológica de Serra Negra (PE). Em 2016 apareceu um edital do CNPQ, dentro de um programa que se chama Institutos Nacionais de Ciência e Tecnologia. Nesse momento dissemos: estamos cada um pesquisando separadamente e precisamos juntar forças para ganhar o edital. Fizemos um reforço com o Insa, a Embrapa Semiárido, UFRN, UFRPE e especialmente a UFPE, com pesquisadores conceituados que se mobilizavam em uma rede para estudar conjuntamente a Caatinga e para apresentarmos o projeto. Então, o trabalho surgiu para nos juntarmos e para desenvolver uma pesquisa que tivesse mais solidez e fosse mais articulada em cima de objetivos e problemas comuns dos impactos das mudanças do clima, da desertificação e como isso afeta na biodiversidade. Qual era a percepção sobre a Caatinga quando vocês iniciaram essa pesquisa? Historicamente, a Caatinga já foi vista como um bioma pobre, tanto em espécie quanto em florística. Houve a necessidade de desmistificar essa visão. Montamos um grupo de biologia e, desde 2016, estudamos esse balanço do carbono, a dinâmica e a formação de energia ao longo desse período. Ao contrário do que se falava, que a Caatinga não contribuía para o sequestro do carbono, desde 2010 até o momento, ela se mostrou uma extraordinária solução para as mudanças climáticas. Não esperávamos esse resultado. Passamos a ter consistência nos dados. De 2010 para cá são 14 anos. Depois que acumulamos uma série de dados, começamos a publicar os resultados em revistas científicas internacionais desde 2020. Há alguns marcantes, como os que saíram na revista Nature (Scientific Reports) e na Science of the Total Environment, entre outras. Estamos elaborando um artigo-síntese em que confirmamos que no fluxo de carbono entre a atmosfera e a vegetação, mesmo nas áreas mais secas, há um robusto sequestro de carbono. Mesmo aquela Caatinga localizada em regiões com menos chuva – em torno de 300 milímetros – ocorre o sequestro em torno de 1,5 a 2 toneladas de carbono por hectare por ano. Naquelas localidades mais úmidas, na transição do Agreste, que se chama ecótono do Agreste, a Caatinga sequestrou de forma mais consistente 5,5 toneladas de CO2. Fizemos também uma campanha de coleta de amostras de solo do semiárido, do perfil de até 1,5 metro de profundidade, com representação de 97% dos tipos de solo da região, uma amostragem grande. Nesse artigo, também já publicado, identificamos o que se chama estoque de carbono. Veja: o fluxo de carbono é o que está circulando. O estoque é a parte do CO2 que foi sequestrada e fica retida na vegetação e no solo. Apenas quando há um desmatamento, é que não há retenção de carbono. Se considerar um quilômetro quadrado de vegetação da Caatinga conservada, há um estoque de cerca de 3.350 toneladas de carbono, o que dá aproximadamente 35 ou 40 toneladas por hectare. Isso apenas na vegetação. Na parte que está no solo, a Caatinga está protegendo em média 12.500 toneladas de carbono por quilômetro quadrado. Então verificamos que é mais valioso manter a Caatinga conservada porque ela está prestando esse serviço para o clima. Como é a relação de contribuição no sequestro de carbono da Caatinga comparada a outros biomas brasileiros? No Brasil é significativa a contribuição da Caatinga. Esse bioma está entre as maiores representações do mundo em floresta seca. Imagina o impacto para o clima global ter uma vegetação que está sequestrando carbono além de ter um papel importante para programas de conservação da vida silvestre! Dos 3.346 tipos de planta que temos na Caatinga, 526 são endêmicas, ou seja, só ocorrem dentro desse bioma. Isso transforma o espaço

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Mais de 95% da população diz ter consciência das mudanças climáticas

(Da Agência Brasil) A grande maioria da população brasileira (95,4%) afirma ter consciência de que as mudanças climáticas estão acontecendo, enquanto apenas 3,5% dizem não ter consciência. Um por cento não sabe opinar ou não quis responder a respeito na pesquisa de opinião sobre percepção pública da ciência e tecnologia (C&T), divulgada nesta quarta-feira (15) em Brasília pelo Centro de Gestão e Estudos Estratégicos (CGEE), uma associação civil sem fins lucrativos supervisionada pelo Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI). A consciência quase unânime dos brasileiros nas mudanças climáticas, no entanto, não se traduz em absoluta concordância sobre as razões do fenômeno. Para 78,2% dos entrevistados, as transformações no clima do planeta Terra ocorrem em razão da ação humana – como apontam diferentes estudos científicos. Mas, para 19,6%, essas mudanças são da natureza, sem intervenção do homem. A percepção da gravidade das mudanças climáticas é ainda mais relativa. Seis de cada dez entrevistados (60,5%) concordam que o evento representa um “grave perigo para as pessoas no Brasil”. Para 26,9%, os riscos são de porte “médio”. Quase 12% dos entrevistados (11,8%) creem que as mudanças são “um perigo pequeno” (8,2%) ou “não são um perigo” (3,6%). Amostra A pesquisa foi aplicada na última semana de novembro e primeira semana de dezembro do ano passado, bem antes das tempestades e enchentes que afligem o Rio Grande do Sul. No total, foram entrevistadas 1.931 pessoas com 16 anos ou mais. A composição da amostra tem representação de estratos por gênero, idade, escolaridade, renda e local de moradia em todas as regiões do país. Essa é sexta edição da pesquisa de opinião sobre percepção pública de C&T entre os brasileiros. As edições anteriores ocorreram em 1987, 2006, 2010, 2015 e 2019. Entre os levantamentos, os pesquisadores afirmam que não foram observadas mudanças significativas de interesse pelas temáticas abordadas. Interesse pela ciência Na edição de 2023, o interesse por ciência e tecnologia ficou no mesmo patamar das pesquisas anteriores (60,3% dos entrevistados). O percentual alcançado pela temática indica interesse menor do que em temas associados como medicina e saúde (77,9%), e meio ambiente (76,2%); e em temas diferentes, como religião (70,5%) e economia (67,7%). Ciência e tecnologia ficam à frente do interesse por esporte (54,3%); arte e cultura (53,8%); e política (32,6%). Mesmo que minoritário, o interesse por política foi o único sobre o qual se notou crescimento significativo nas duas últimas edições da pesquisa: mais de nove pontos percentuais. Em 2019, apenas 23,2% dos entrevistados se declararam interessados por esse assunto. Apesar do interesse declarado sobre C&T, apenas 17,9% disseram conhecer alguma instituição de pesquisa científica e 9,6% lembraram o nome de algum(a) cientista brasileiro importante. Também é minoritária a proporção de brasileiros que visitam espaços ou participam de atividades relacionadas ao conhecimento científico e/ou educação. “Declarar interesse significa a importância que os brasileiros atribuem para o tema (não significa necessariamente ler, participar ou se informar, mesmo que a correlação exista)”, explica o relatório da pesquisa. Tendo como referência os 12 meses que antecederam o levantamento, menos de 20% dos entrevistados (19,4%) disseram ter ido a uma biblioteca; 18,9% participaram de feira ou olimpíada da ciência; 13,4% visitaram museu de arte; 11,5% estiveram em museu de C&T; e 6,6% acompanharam a Semana Nacional de Ciência e Tecnologia – que na edição anterior à pesquisa foi realizada em Brasília, com o tema: Bicentenário da Independência: 200 Anos de Ciência, Tecnologia e Inovação no Brasil. Até mesmo visita a zoológico foi minoritária entre os entrevistados (32,7%). Cidadania científica Conforme o relatório da pesquisa, o levantamento indica desigualdade no acesso ao conhecimento. “O interesse em C&T tende a se modificar em função da região de moradia, da idade, da renda e do tipo de participação política dos entrevistados. Isto é, seu valor é maior nas regiões Norte e Sul; cai fortemente com a maior idade; ao crescer a renda, o interesse tende a crescer; e seu valor aumenta de acordo com aqueles que dizem participar de greves, manifestações, abaixo-assinados ou outras formas de manifestação política.” Para Yurij Castelfranchi, professor associado do Departamento de Sociologia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), os dados da pesquisa indicam que há no Brasil “pessoas excluídas da ciência” ou “exilados da cidadania científica.” Apesar da apartação social, o acadêmico assinala que a maior parte dos entrevistados “acha a ciência relevante.” A larga maioria dos brasileiros entrevistados sugere aumentar ou manter investimentos em ciência “mesmo em anos de crise”. Em 2023, “apenas 2,6% dos entrevistados acreditam que o investimento em pesquisa científica deva ser diminuído”, contabiliza o relatório da pesquisa. Desinformação A exclusão social também não afetou a percepção dos perigos da desinformação e da propagação de falsas notícias. Cinco de cada dez entrevistados disseram “se deparar frequentemente com notícias que parecem falsas”, descreve o relatório. A maior parte dos entrevistados (61,8%) assegura nunca compartilhar informações caso não tenha certeza da veracidade. No entanto, 36,5% admitem já ter compartilhado informações falsas. Ainda de acordo com o relatório, 45,6% dos entrevistados “suspeitam da veracidade das informações provenientes de pessoas ou instituições das quais discordam”. Para 42,2%, as informações são verdadeiras “quando são provenientes de pessoas ou instituições que admiram.” Pelo menos 40% das pessoas entrevistadas afirmaram que “só acreditam em uma informação se ela for corroborada por outras fontes.” Na avaliação de Yurij Castelfranchi, a atitude declarada de checagem é positiva: “Isso é um princípio básico do letramento midiático.” Além de colher as opiniões dos brasileiros, a pesquisa do CGEE ainda fez análise de conteúdo das reportagens sobre ciência em dois dos mais importantes jornais brasileiros (Folha de S.Paulo e O Globo) e também avaliou postagens sobre a temática nas redes sociais (Instagram e YouTube). Os resultados dessa análise, descritos no relatório A Ciência em Diferentes Arenas, estão disponíveis na página da pesquisa na internet.

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Justiça reduz indenização para família do menino Miguel

(Da Agência Brasil) A Justiça do Trabalho em Pernambuco decidiu nesta quarta-feira (15) reduzir para R$ 1 milhão a indenização que deve ser paga pelo ex-prefeito de Tamandaré (PE) Sergio Hacker e sua esposa, Sari Corte Real, à família do menino Miguel, que morreu em 2020. A redução foi aprovada em sessão da Segunda Turma do Tribunal Regional do Trabalho (TRT) da 6ª Região, sediado em Recife, ao aceitar um recurso da defesa do casal. No ano passado, eles foram condenados ao pagamento de R$ 2 milhões por danos morais. Por unanimidade, os desembargadores entenderam que o valor maior, estipulado anteriormente pela primeira instância, foi “excessivo”. Com a nova decisão, Mirtes Renata, mãe do menino, e Marta Maria Santana, avó do garoto, deverão receber R$ 500 mil cada uma, totalizando R$ 1 milhão. Elas também poderão recorrer da decisão. No dia 2 de junho de 2020, sem ter com quem deixar Miguel Otávio, de 5 anos, devido ao fechamento das escolas durante a pandemia de covid-19, Mirtes levou o filho para a residência do ex-prefeito, onde trabalhava como empregada doméstica. Durante o expediente, a patroa, Sari, pediu a Mirtes que fosse passear com o cachorro da família. O filho ficou no apartamento.  A patroa deixou o menino entrar em um elevador, sozinho, em busca da mãe e voltou para casa para fazer a unha com uma manicure. Ele entrou no elevador, no quinto andar, e foi até o nono,  onde caiu ao ficar suspenso em uma janela.  A tragédia levou a assembleia de Pernambuco a aprovar a Lei Miguel, norma que proíbe que crianças de até 12 anos de idade utilizem elevador desacompanhadas de adultos.

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Jessica Couto

Como a liderança pode se aliar à Inteligência Artificial para maximizar o seu resultado

*Por Jessica Couto A integração da Inteligência Artificial (IA) no ambiente corporativo não é apenas uma tendência, mas uma evolução necessária. A resistência e o preconceito que alguns líderes demonstram em relação ao uso da IA, especialmente com o Chat GPT, refletem uma compreensão ainda inicial sobre o papel e o potencial dessas tecnologias no ambiente de trabalho. Essa reação pode ser atribuída a diversos fatores, incluindo a falta de familiaridade com a tecnologia, preocupações com a substituição humana por máquinas e uma visão limitada sobre a colaboração entre humanos e IA. Contrariamente à expectativa equivocada de que a IA possa substituir completamente as funções humanas, seu verdadeiro valor reside na capacidade de auxiliar, otimizar e complementar as capacidades humanas. Imagine, por um momento, a frustração de perder horas na elaboração de um procedimento operacional padrão, na composição detalhada de descrições de cargos, na criação de resumos de pitch de vendas destinados a capturar a atenção de um cliente em meros 15 minutos, ou na angustiante busca por um lampejo de criatividade em momentos de pressão. Agora, considere como a IA pode aliviar esses fardos, permitindo um foco maior na revisão e busca de melhoria nessas atividades, você poderá ser o revisor de você mesmo, garantindo empatia e senso crítico – qualidades intrinsecamente humanas que esse seu “estagiário” não terá. A IA necessita de contexto específico, instruções claras, especificações e feedback para produzir resultados satisfatórios, elementos que fazem parte do papel da liderança. Enquanto alguns gestores resistem à adoção dessa tecnologia, dedicando um tempo precioso a tarefas que poderiam ser otimizadas, outros se atualizam e se engajam, alcançando melhores resultados e uma qualidade de vida superior. Esses líderes inovadores reconhecem a importância de adaptar suas estratégias para atrair e reter talentos da geração Z, que valorizam o sentido de pertencimento e buscam evitar tarefas repetitivas e desprovidas de valor. A IA pode ser vista como um estagiário extremamente inteligente, disponível 24 horas por dia, sempre pronto e disposto a auxiliar. Embora não tenha todas as respostas, a IA estimula a reflexão e oferece uma vasta gama de dados e informações. Para os líderes, o desafio é superar preconceitos e reconhecer a IA como uma ferramenta valiosa que, quando bem utilizada, pode significar um salto em produtividade e inovação. Portanto, a importância de as lideranças entenderem e abraçarem a IA reside não apenas na otimização dos resultados dos negócios, mas também na promoção de um desenvolvimento profissional sustentável. Ao fazer isso, os líderes não só garantem a competitividade e relevância de suas organizações no mercado atual, mas também cultivam um ambiente de trabalho mais engajado, inovador e satisfatório para todos os envolvidos. *Jessica Couto – Diretora no Grupo Trino e especialista em Liderança e Gestão Empresarial

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Burnout e seus impactos nas leis trabalhistas

Em 2022, um marco histórico foi alcançado: a Organização Mundial da Saúde (OMS) finalmente reconheceu a Síndrome de Burnout como doença ocupacional. No Brasil, essa mudança abre um leque de direitos trabalhistas para os trabalhadores que sofrem com essa condição. “Na verdade, não se trata de leis totalmente novas, mas sim da aplicação da legislação já existente ao contexto do Burnout. O reconhecimento do Burnout como doença ocupacional com base legal CID-11 (Classificação Internacional de Doenças) da OMS abre caminho para o acesso a direitos como auxílio-doença, estabilidade no emprego e indenizações”, explica a doutora em direito e professora de Direito Trabalhista do Centro Universitário UniFBV Wyden, Flora Oliveira. Importante lembrar que para ter acesso a esses direitos existem requisitos para serem cumpridos: Auxílio-doença (Lei nº 8.212/1991 – Lei de Benefícios da Previdência Social) onde os requisitos são atestado médico, laudo comprovando o Burnout e relação com o trabalho, e contribuições previdenciárias em dia; estabilidade no emprego (Artigo 118 da Lei nº 8.212/1991) prevendo que durante o auxílio-doença e por 12 meses após o retorno ao trabalho, o trabalhador com Burnout não pode ser demitido sem justa causa; indenização por danos morais e materiais (Código Civil Brasileiro, especialmente artigos 186 e 927), que tem como requisitos a comprovação de que o Burnout foi causado por negligência ou imprudência do empregador, além de danos morais ou materiais comprovados e no caso da rescisão indireta do contrato de trabalho (Artigo 336 da CLT) nas situações da empresa não tomar medidas para prevenir o Burnout ou se as condições de trabalho continuarem prejudiciais à saúde do trabalhador, este pode rescindir o contrato sem justa causa e receber as verbas rescisórias. Por fim a advogada e professora lembra que existem medidas preventivas no ambiente de trabalho existentes na Norma Regulamentadora nº 32 (NR-32) do Ministério do Trabalho e Previdência. São obrigações da empresa implementar medidas para reduzir o risco de Burnout, como: diminuição da carga de trabalho; melhoria da comunicação e dos relacionamentos interpessoais; implementação de programas de gestão de estresse e oferta de oportunidades de desenvolvimento profissional. “Vale reforçar que a caracterização do Burnout como doença ocupacional é recente e ainda há aspectos jurídicos em desenvolvimento. É fundamental buscar orientação profissional de um advogado especializado em direito do trabalho para entender seus direitos e como aplicá-los ao seu caso específico, sendo necessário documentar o adoecimento com laudos e receitas médicas. Priorize sua saúde mental e lute pelos seus direitos. Um ambiente de trabalho saudável é fundamental para o bem-estar de todos”, finaliza a professora de Direito, Flora Oliveira.

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Semana da Educação Financeira trata do uso consciente do dinheiro

A Sicredi Recife preparou uma agenda repleta de atividades para celebrar a 11ª Semana Nacional de Educação Financeira na região metropolitana de Recife. Durante o período de 13 a 23 de maio, profissionais da instituição conduzirão oficinas, workshops e formações sobre Cooperativismo e Educação Financeira, envolvendo alunos e profissionais de escolas públicas, faculdades, empresas, cooperativas e associados. Uma das principais atividades programadas é uma oficina na Escola Estadual de Referência Padre Nércio, localizada na Linha do Tiro. Nessa ocasião, haverá interações, atividades lúdicas e uma apresentação teatral focada em orientar sobre o uso responsável do dinheiro e a importância de um planejamento financeiro sólido. As ações serão conduzidas pelos especialistas da Sicredi Recife por meio do Programa Cooperação na Ponta do Lápis, visando auxiliar na organização financeira dos alunos, profissionais e suas famílias. Continuando com as atividades da semana, será realizado um workshop sobre Cooperativismo e Educação Financeira na Faculdade Santa Helena. Alunos e professores terão a oportunidade de participar, com o acompanhamento dos especialistas da Sicredi Recife. Durante o evento, serão apresentadas práticas para o uso responsável do dinheiro, além de discutir os benefícios do cooperativismo, um modelo de negócio em ascensão nos últimos anos. Além disso, a iniciativa abrange a formação de um grupo de piscicultores da cidade de Vitória de Santo Antão e colaboradores de uma empresa privada em Jaboatão dos Guararapes. Esse engajamento demonstra a diversidade de setores e comunidades alcançadas pela Sicredi Recife, reforçando seu compromisso com a educação financeira e o fortalecimento do cooperativismo em toda a região. Ana Carla Leão, Assistente de Desenvolvimento do Cooperativismo da Sicredi Recife.  “A Educação financeira é uma prática constante da Sicredi Recife e aproveitamos este momento para reforçar as atividades levando a mensagem da importância e do impacto para a qualidade de vida das famílias quando se tem o equilíbrio financeiro”.

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