Número de moradores por domicílio cai e morar sozinho cresce em Pernambuco
Imagem criada com ChatGPT

O número médio de moradores por domicílio em Pernambuco voltou a cair e chegou a 2,6 pessoas em 2025, ante 2,7 em 2024, segundo a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), divulgada pelo IBGE. A redução segue uma tendência histórica mais ampla, com queda acumulada de 16%, acompanhada pela diminuição de 13% no percentual de moradores na condição de filhos, indicando mudanças na estrutura familiar no estado.

Outro destaque do levantamento é o crescimento expressivo dos domicílios unipessoais. Em um intervalo de dez anos, o número de pessoas que vivem sozinhas aumentou 81% em Pernambuco, fator que contribui diretamente para a redução do tamanho médio das famílias. Em 2025, a população do estado foi estimada em 9,5 milhões de pessoas.

Em relação ao tipo de moradia, a grande maioria dos pernambucanos vive em casas (cerca de 86,5%), enquanto 13% residem em apartamentos. A pesquisa também aponta mudanças na condição de ocupação dos imóveis, com queda de 3,64 pontos percentuais no número de domicílios quitados e aumento nos percentuais de aluguel (2,18 p.p.) e financiamento (1,73 p.p.). Entre os imóveis próprios, houve leve avanço na formalização, com crescimento no percentual de unidades com documentação comprobatória de propriedade.

O levantamento também identificou mudanças no perfil das pessoas responsáveis pelos domicílios, com uma inversão relevante na percepção dos papéis de gênero ao longo do tempo. Além disso, os dados indicam pequenas variações no acesso a serviços básicos, como a redução no percentual de domicílios com água canalizada, que passou de 94% para 93,6% nos últimos dois anos.

Por outro lado, houve melhora em alguns indicadores de saneamento. A proporção de moradores atendidos por rede geral ou pluvial de esgoto chegou a 54,25% em 2025, avanço de 3,51 pontos percentuais em relação ao ano anterior. O percentual de domicílios com banheiro de uso exclusivo também cresceu, atingindo 97,2%, enquanto a coleta direta de lixo segue predominante, atendendo mais de 81% dos moradores no estado.

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