Custo da cesta caiu 3,62% na capital pernambucana, mas acumula alta de 17,52% no ano, segundo pesquisa do Dieese e da Conab
O custo da cesta básica recuou 3,62% no Recife em junho, registrando a terceira maior queda entre as 27 capitais pesquisadas pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese) em parceria com a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab). Apenas João Pessoa, com redução de 3,97%, e Maceió, com 3,61%, tiveram desempenho semelhante. No cenário nacional, porém, a cesta ficou mais cara em 17 capitais, com os maiores aumentos registrados em Boa Vista, Palmas, Rio Branco e Porto Alegre.
No Recife, a cesta básica passou a custar R$ 700,56 em junho. Apesar do recuo no mês, o conjunto de alimentos acumula alta de 17,52% em 2026 e avanço de 9,87% nos últimos 12 meses. Segundo o levantamento, um trabalhador remunerado com o salário mínimo precisou dedicar 95 horas e 5 minutos de trabalho para adquirir a cesta, comprometendo 46,72% da renda líquida.
Entre os produtos pesquisados, o tomate apresentou a maior queda de preço no Recife, com recuo de 22,86%, seguido pelo óleo de soja, que caiu 5,43%, e pela carne bovina de primeira, com redução de 2%. Em contrapartida, o feijão manteve a tendência nacional e registrou aumento de preço em todas as capitais. De acordo com o Dieese, a valorização do produto está relacionada à redução da área cultivada e às adversidades climáticas que afetaram as duas primeiras safras.
No país, São Paulo manteve a cesta básica mais cara, com custo de R$ 965,47. Com base nesse valor, o Dieese estimou que o salário mínimo necessário para suprir as despesas de uma família de quatro pessoas deveria ser de R$ 8.110,92 em junho, equivalente a cinco vezes o salário mínimo vigente de R$ 1.621.


